De Roraima ao Jalapão, seis viajantes do Brasil e do mundo mostram como explorar a natureza sozinha pode ser uma experiência transformadora
“A sensação pode ser um pouco amedrontadora, mas é libertadora. Hoje me conheço mais porque me permiti conhecer outras pessoas”, disse Mariana Sampaio (26), engenheira elétrica baiana que viajou sozinha para a Chapada Diamantina e a Amazônia. O medo inicial existiu, mas enfrentá-lo foi exatamente o que transformou a jornada em um marco pessoal.
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Para muitas mulheres, a ideia de viajar desacompanhada desperta preocupações com a solidão e a segurança. No entanto, um movimento crescente dentro do ecoturismo nacional vem mostrando que, com planejamento, escolha criteriosa de roteiros e apoio de profissionais qualificados, é possível transformar a viagem solo em uma experiência estruturada e acolhedora.
No Mês da Mulher, o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura pelo Brasil, reuniu relatos de seis viajantes nacionais e internacionais que optaram por explorar a natureza brasileira sozinhas. Veja mais a seguir!
Viajar sozinha não é estar sozinha
Um dos principais mitos da viagem solo é a solidão. Na prática, muitas mulheres relatam o oposto e contam que ficaram mais abertas a novas conexões.
Quando a ecóloga neozelandesa Olivia Bird (24) decidiu subir o Monte Roraima, temeu ser a única estrangeira no grupo. O receio se dissipou rapidamente ao ser acolhida por outras brasileiras viajando sozinhas e ao interagir com mulheres indígenas que atuavam na expedição. “Há outras mulheres fazendo o mesmo, você não precisa se sentir só”, afirma.
Além de Olivia, as viajantes relatam como as experiências de trilha, acampamento e conexão cultural nas profundezas de Roraima ajudam a criar laços entre visitantes, guias e comunidades.
Estrutura faz diferença para quem se preocupa com segurança
A preocupação com a segurança no Brasil é real, mas a realidade dos destinos de natureza surpreende. A bióloga Kristina Wagner (44), da Alemanha,delineou um planejamento completo antes de explorar a Amazônia e o Pantanal.
“Eu me senti segura o tempo todo. As pessoas estavam sempre tentando me ajudar”, relata. Ela também destaca que a tranquilidade veio da decisão de viajar com operadores experientes e guias locais, que conhecem rotas, protocolos e dinâmicas regionais.
O mesmo ponto é reforçado pela norte-americana Samantha Sage (34), que visitou o Jalapão (TO) e a Amazônia. “Os guias fazem toda a diferença. Viajar sozinha me ajudou a ter ainda mais confiança na minha própria personalidade.”
Para a gerente de marketing Andreia Yamasaki (35), de São Paulo, inserir-se na natureza é uma necessidade de autocuidado e saúde mental em meio à tensão da rotina. “É um respiro. Não vou deixar de ir a um destino só porque não tenho companhia”, afirma.
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A busca por essa pausa não vê idade. A psicoterapeuta holandesa Katharina Bongaertz (60) é a viajante mais frequente do PlanetaEXO. Após criar os filhos e consolidar sua carreira, ela encontrou no Brasil um novo capítulo da paixão por viajar. Ao lado do povo Yanomami, escalou o Pico da Neblina, o ponto mais alto do país. “É importante desafiar a si mesma e encontrar novas fronteiras em todos os níveis.”
Guia prático do Ministério do Turismo e conselhos de quem viaja sozinha
No dia 5 de março de 2026, o Ministério do Turismo lançou um guia inédito para mulheres que se aventuram sozinhas. A partir de uma pesquisa realizada entre agosto e setembro de 2025, mais de 2.700 mulheres de todos os cantos do Brasil foram entrevistadas para a elaboração do material.
Além de reunir recomendações referentes à segurança e aproveitamento geral da experiência, o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas também mapeou diferentes perfis de viajantes, incluindo mulheres maduras, mães que viajam com seus filhos, entusiastas de ecoturismo, gastronomia, bem-estar, etc.
Com base em suas experiências ao desbravar destinos naturais pelo Brasil, as mulheres que compartilharam suas histórias neste texto também deixam alguns conselhos para outras aventureiras que desejam viajar sozinhas:
“Regra dos 10 Minutos” (Andreia): permita-se reclamar por 10 minutos diante de um imprevisto. Depois, siga em frente e tenha em mente que o acaso também faz parte da experiência.
Vá com medo mesmo (Mariana): o receio é natural, mas não pode dominar. O importante é diferenciar medo real da paralisia mental.
Priorize estrutura e guias locais (Kristina e Olivia): escolher operadores comprometidos com turismo responsável aumenta a segurança e fortalece a economia local. Confie em profissionais qualificados.
Esteja aberta ao improviso (Samantha): Imprevistos fazem parte da experiência e, muitas vezes, se tornam as melhores histórias. Planejar é importante, mas não pode se tornar um empecilho para viver o extraordinário.
Os melhores roteiros para viajantes solo no PlanetaEXO
Mulheres que viajam sozinhas só se preocupam em aproveitar cada segundo das férias ao explorar a natureza com o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura pelo Brasil.
Trabalhando com os melhores operadores locais em diferentes destinos brasileiros, consideramos as preferências e necessidades de cada viajante para garantir sua segurança, conforto e experiências autênticas. Fale conosco!
Trocando o medo pela liberdade, aventureiras solo estão descobrindo conexões humanas profundas e a grandiosidade da natureza em destinos de ecoturismo
Ao planejar uma viagem para o maior país da América do Sul, o maior obstáculo que muitas mulheres estrangeiras enfrentam não é a barreira do idioma — é superar os equívocos internacionais e as manchetes alarmantes sobre segurança. No entanto, aquelas que superam essa apreensão inicial são recompensadas com uma realidade totalmente diferente assim que entram nas maravilhas naturais do Brasil.
Longe das grandes cidades, as férias comuns se transformam rapidamente em uma jornada profundamente pessoal de calor humano e autodescoberta. Imersas ao ar livre, essas aventureiras encontram um espírito acolhedor que os guias de viagem simplesmente não conseguem capturar, criando experiências que mudam fundamentalmente a forma como veem o mundo.
Em homenagem ao Mês da Mulher, o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em aventuras no Brasil, reuniu histórias de mulheres viajantes estrangeiras que se aventuraram em alguns dos cenários naturais mais impressionantes do país para defender como as mulheres podem e devem ocupar todos os espaços.
Horizontes infinitos: Liberdade para aventureiras internacionais
Para as mulheres viajantes estrangeiras, a imensidão das paisagens naturais do Brasil é inspiradora. Dos Estados Unidos, Samantha Sage (34), que trocou o inverno chuvoso de Seattle por um mergulho profundo de seis semanas no Brasil, sentiu isso imediatamente.
“Você ouve falar que os rios da Amazônia são muito grandes, mas você realmente não consegue conceituar isso até estar lá”, diz ela. Ela também ficou completamente encantada com os fervedouros, as nascentes de águas cristalinas do Jalapão (Tocantins).
@sage_gonewild
A escritora britânica Emma Phillips (30) encontrou uma sensação semelhante de paz enquanto navegava em um cruzeiro fluvial de cinco dias pelo Rio Negro na Amazônia. Ela descreve que o rio oferece uma sensação de “enorme abertura e tranquilidade”, o que contrastou lindamente com a floresta intensa e abrangente.
Katharina Bongaertz (60), da Holanda, ficou igualmente cativada por essa grandiosidade. Originalmente, ela planejava uma viagem de um mês, mas o Brasil a atraiu por cinco. Provando que a aventura não tem limite de idade, ela fez trilhas no Pico da Neblina e explorou a Chapada Diamantina. “Prefiro espaços amplos e abertos, sem cercas, onde posso caminhar livremente. É fortalecedor, e levo essa força para casa comigo todas as vezes”, afirma ela.
Embora a vida selvagem e as paisagens sejam deslumbrantes, foram as mulheres locais que deixaram o impacto mais profundo. Olivia Bird (24), uma ecologista da Nova Zelândia, viajou pelo mundo para ver as maravilhas naturais do Monte Roraima de perto.
Ao longo da trilha, ela ficou maravilhada com a resiliência da equipe de apoio indígena, principalmente as mulheres. “Vi mulheres com metade do meu tamanho, de chinelos, carregando suprimentos pesados sem esforço e passando rapidamente por nós, trilheiros que estávamos lutando, apesar de nossos equipamentos de alta tecnologia”, ela relembra.
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Na Floresta Amazônica, a bióloga alemã Kristina Wagner (44) teve uma experiência semelhante. Ao visitar uma comunidade ribeirinha que cultivava mandioca, ela ficou profundamente comovida ao ver as mulheres atuando como figuras centrais de sua comunidade.
“Foi incrível ver famílias lideradas por mulheres. Vi a avó, a filha e a neta, várias gerações, todas trabalhando juntas”, ela observou, destacando o forte contraste com a dinâmica familiar na Alemanha, onde os parentes costumam viver vidas mais separadas.
Emma também notou o profundo impacto de se conectar com as raízes locais. Acompanhada por guias locais que usaram o conhecimento de seus ancestrais para transformar a floresta em uma sala de aula, ela viu como o turismo autêntico e não predatório pode elevar as comunidades.
“Ver o turismo ser usado com uma abordagem tão responsável para melhorar a vida das pessoas e preservar o meio ambiente foi uma inspiração”, afirma ela, definindo a experiência como uma forma de entender verdadeiramente a diversidade cultural.
É normal sentir alguma apreensão inicial ao viajar para lugares desconhecidos, mas a natureza acolhedora do povo brasileiro rapidamente derruba esses muros.
Olivia estava nervosa por ser a única mulher estrangeira em seu grupo de trekking no Monte Roraima, mas esse medo não durou muito. Uma brasileira que também viajava sozinha a colocou sob sua proteção, e todo o grupo fez questão de ensiná-la um pouco de português básico.
Esse calor humano se estende a todos os tipos de viajantes. Emma, viajando como uma mulher queer ao lado de sua parceira brasileira, Jamille, admite que sentiu uma ansiedade interna sobre como o relacionamento delas seria recebido. No entanto, ela foi recebida com total respeito.
Um dos momentos mais tocantes aconteceu na cozinha do barco, quando uma cozinheira local compartilhou que sua própria filha também era queer. “Acho que ela ficou feliz em ver a nossa dinâmica se desenrolar na frente dela. Foi adorável”, compartilha Emma.
Kristina, que inicialmente estava cautelosa devido a equívocos internacionais sobre o Brasil, viu em primeira mão como as mulheres locais cuidam umas das outras. “Eu me senti segura o tempo todo. As pessoas estavam constantemente se esforçando para me ajudar”, ela compartilha.
Em um ônibus para o Pantanal, quando um homem tentava assediá-la de forma insistente, uma passageira brasileira não hesitou em intervir e pediu que ele a deixasse em paz. Rapidamente, sua paz de espírito foi restaurada.
Lições para a jornada
O Brasil deu a essas mulheres muito mais do que apenas memórias dignas de cartões-postais. Com base em seu tempo explorando o país, elas conseguiram desmistificar mitos comuns e compartilhar conselhos valiosos para outras mulheres viajantes estrangeiras que desejam explorar o país.
Emma (Reino Unido)
“Viajar é uma maneira incrível de explorar a diversidade cultural, de sempre lembrar que não existe apenas uma maneira de viver ou de estar neste mundo. Então, por que não ir? Ir com um grupo é como você pode ter apoio e tornar as coisas mais fáceis.”
Kristina (Alemanha)
“Não tenha medo de pedir ajuda. Os brasileiros são incrivelmente amigáveis e acolhedores, e estão sempre prontos para apoiá-la. Além de se preparar para o tamanho imenso dos rios da Amazônia, reserve um tempo para observar a força da cultura local. Você ficará surpresa e inspirada ao ver as mulheres atuando como líderes poderosas e matriarcas altamente respeitadas nas comunidades ribeirinhas.”
Samantha (EUA)
“Não hesite em viajar para o interior e para destinos de natureza. Eles provaram ser incrivelmente seguros, o que contradiz completamente o que você ouve internacionalmente. Além disso, não deixe de adicionar as padarias brasileiras ao seu roteiro — especialmente em São Paulo. Elas são imperdíveis!”
Katharina (Holanda)
“No ecoturismo e nos destinos de natureza, você pode realmente relaxar e se sentir completamente segura. Nas grandes cidades, a melhor abordagem é simplesmente usar o bom senso. Use aplicativos de transporte e evite exibir pertences caros. Fora isso, mantenha o coração aberto e conecte-se com o povo brasileiro — eles são gentis, acolhedores e realmente têm música em suas almas.”
Ao longo dos anos, o PlanetaEXO recebeu inúmeras turistas internacionais no Brasil, oferecendo todo o suporte necessário para que elas pudessem explorar a natureza de maneira segura, autêntica e responsável.
Como uma plataforma de ecoturismo especializada em aventuras no Brasil, nós oferecemos oportunidades incríveis de exploração que não agridem o meio ambiente e ainda apoiam as comunidades locais.Entre em contato agora!
De guias que quebram padrões a lideranças comunitárias que transformaram a economia local, conheça mulheres do ecoturismo que movimentam experiências autênticas em todo o Brasil
Quando se fala em explorar os destinos mais remotos do Brasil, os holofotes costumam focar nas paisagens exuberantes ou na coragem de quem viaja. No entanto, existe uma engrenagem vital e invisível garantindo que a imersão na natureza seja segura, acolhedora e sustentável.
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As mulheres são hoje força motriz nos bastidores e na linha de frente do ecoturismo, tanto no Brasil como no mundo. Dados da Organização Mundial do Turismo revelam que 54% da força de trabalho no turismo global é feminina — participação que cresce também no mercado das viagens de natureza e aventura.
Neste Mês da Mulher, o PlanetaEXO, plataforma de turismo sustentável especializada em viagens de aventura pelo Brasil, joga luz sobre as histórias de profissionais que provam como a presença das mulheres no ecoturismo não é apenas uma questão de sobrevivência, mas também de profunda transformação socioeconômica.
Superando preconceitos e mostrando competência
A profissão de guia de natureza ainda carrega um forte estereótipo masculino. No Jalapão (TO), onde a proporção chega a ser de cinco mulheres para cerca de 300 guias homens, Mychelle Leal (28) sentiu o preconceito na pele ao abrir sua própria agência. Muitas vezes, a desconfiança vinha dos próprios colegas ou de turistas que questionavam sua capacidade ao volante ou em emergências.
A resposta de Mychelle vem com a competência no trabalho. Foi ela quem assumiu a liderança e ajudou um turista picado por um escorpião durante uma expedição em que os homens não sabiam como reagir. “Hoje, sei me posicionar. A mulher precisa focar no turista e no trabalho bem feito e não dar ouvidos a quem só quer atrapalhar”, decreta.
No Pantanal (MT), a bióloga e guia Danielle Rocha (24) enfrentou barreiras semelhantes. Embora seja muito elogiada pelos clientes, ela frequentemente nota olhares de dúvida de guias homens em relação ao seu porte físico.
“Não deixo que isso me abale. O gênero não te desabilita para trabalhar com segurança, logística e cuidado. Na verdade, a mulher tem até mais sensibilidade para captar se alguém no grupo não está bem”, explica Danielle, que também é fotógrafa de vida selvagem.
A sensibilidade mencionada por Danielle é o que transforma a experiência de quem viaja. No Vale do Pati, na Chapada Diamantina (BA), a guia Rayssa Soares (32) relata o impacto de conduzir grupos inteiramente femininos.
Recentemente, ela guiou nove mulheres britânicas e adaptou a experiência para extrair o melhor de cada uma. “O acolhimento é diferente. As viajantes sentem que somos da mesma carne, compartilhamos os mesmos desafios íntimos e dores. Isso cria um elo de confiança e conforto imediato”.
Para quem acha que a dedicação tem limites, as mulheres do ecoturismo que abrem as portas de suas casas nos vilarejos mais isolados provam o contrário.
No Vale do Pati, Nara Oliveira (42) assumiu um legado histórico. Sua família foi a primeira a receber turistas na região, há cerca de 30 anos, na conhecida “Casa do Seu Wilson”. Hoje, ela concilia a rotina ininterrupta de gerenciar a hospedagem rústica com a criação da filha de dois anos.
“Não tem sábado, domingo ou feriado. Aqui oferecemos o básico da sobrevivência na montanha, com energia solar restrita e sem luxo”, explica Nara. Para ela, o turismo salvou a comunidade, que antes dependia apenas da agricultura e hoje prospera sem desmatar. “A economia melhorou muito localmente e as queimadas acabaram. Juntou o útil ao agradável”.
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O mesmo sentimento de propósito é compartilhado por Dona Dete (47), anfitriã no coração dos Lençóis Maranhenses (MA). Antes do turismo, ela carregava peso por horas a fio para vender peixes e sustentar os cinco filhos. Hoje, acorda às 3h da manhã todos os dias para preparar o café e receber até 70 turistas em seu oásis. “A vida era muito difícil. O turismo dá trabalho, mas faço com todo amor e carinho”.
Mais do que quebrar barreiras sociais, o ecoturismo tem um papel fundamental na emancipação financeira feminina. Na Amazônia, as atividades mudaram a vida da cozinheira Keli Lima (29), que trabalha em um cruzeiro, o Katerre.
Ela começou como camareira, abraçou todas as oportunidades para aprender e hoje comanda a cozinha de embarcações. Isso possibilitou a conquista de um sonho: a casa própria. “Antes era muito difícil para as jovens. O turismo é a maior renda hoje. Se mandam eu fazer algo que não sei, encaro e aprendo. Tem que ter coragem”, incentiva.
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Também na Amazônia, Paula Gomes (32), subgerente do Mirante do Gavião, lodge no município de Novo Airão, a 200 km de Manaus, ressalta que a qualificação é a chave. “O turismo move todos os setores do município. As mulheres vêm assumindo funções e hierarquias que antes só tinham homens. O pontapé inicial é se qualificar”, orienta. Com 12 anos de casa, ela começou nas vendas, formou-se em gestão e hoje também pode atuar como guia.
Conselhos de quem faz o turismo acontecer
Para as mulheres que sonham em trabalhar no ecoturismo, as profissionais deixam dicas importantes:
Qualifique-se e ocupe os espaços: não espere o cenário ideal. Estude, faça cursos e esteja pronta. A qualificação abre portas.
Foque no cliente, não nos julgamentos: em ambientes dominados por homens, o melhor escudo é a qualidade do trabalho e a satisfação dos grupos atendidos.
Abandone a zona de conforto: para quem trabalha na natureza, a prioridade passa a ser a segurança e o bem-estar de todos diante das imprevisibilidades.
Mergulhe de cabeça: a experiência exige doação e vivência. Não deixe que fatores externos ou a falta de rotina tradicional a afastem de assumir a liderança na natureza.
Mulheres do ecoturismo e PlanetaEXO: a parceria perfeita
O PlanetaEXO, plataforma de turismo sustentável especializada em viagens de aventura pelo Brasil, trabalha com diversas profissionais mulheres para criar experiências inesquecíveis nos destinos de natureza mais deslumbrantes do país.
Ao caminhar lado a lado com as mulheres do ecoturismo, contribuímos com o desenvolvimento socioeconômico de comunidades locais para construir dinâmicas mais saudáveis e, é claro, proporcionar viagens incríveis a viajantes de todo o mundo. Fale conosco!
Em celebração ao Mês da Mulher, o PlanetaEXO compartilha a história inspiradora de Kristina Wagner, uma bióloga alemã que embarcou em uma inesquecível aventura solo pelo Brasil.
Visitando inicialmente o Rio de Janeiro para uma conferência científica, Kristina Wagner, uma bióloga alemã de 44 anos, decidiu estender sua estadia para explorar dois biomas brasileiros: a Amazônia e o Pantanal.
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Impulsionada por sua paixão por animais e pela natureza, ela escolheu viajar com o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em roteiros de aventura no Brasil, devido ao nosso forte compromisso com viagens ecológicas e o apoio às comunidades locais.
“Escolhi uma empresa brasileira porque parecia estranho ir ao Brasil e ter uma operadora alemã organizando a minha viagem”, explicou Kristina. “Eu também queria apoiar as comunidades locais. Foi essencial para mim viajar de forma responsável.”
Aqui está um olhar sobre a jornada de Kristina, seus encontros com a vida selvagem e sua experiência fortalecedora como uma mulher viajando sozinha no Brasil!
Descobrindo a magia da Amazônia
A aventura de Kristina começou na Floresta Amazônica, onde ela se hospedou no acolhedor Turtle Lodge, no município do Careiro, Amazonas.
Para ela, a experiência foi brilhante desde o início, começando com um passeio de barco para testemunhar o famoso Encontro das Águas — um fenômeno onde os rios Negro e Solimões correm lado a lado, mas nunca se misturam. “É tão lindo. Não temos nada que se compare na Europa”, maravilhou-se Kristina.
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Como bióloga, a biodiversidade da região a deixou maravilhada. Navegando pelos rios de barco, ela avistou botos-cor-de-rosa, macacos-prego, jacarés e outros belos animais da Amazônia. Além da vida selvagem, Kristina apreciou profundamente as conexões culturais que fez. “Foi realmente como ficar com o povo local. Eu aprendi muito.”
Ela visitou uma família local que cultivava mandioca e ficou comovida ao ver várias gerações trabalhando juntas. Ficou especialmente impressionada ao ver uma mulher muito respeitada como a chefe da família, oferecendo um belo contraste com a dinâmica familiar, muitas vezes separada, na Alemanha.
Uma de suas lembranças mais mágicas aconteceu em um passeio de barco exclusivo. Enquanto o resto do seu grupo optou por acampar na selva durante a noite (o que ela evitou devido ao medo de aranhas), Kristina foi presenteada com um passeio de barco particular onde os botos pulavam ao redor da embarcação. “Eles estavam tão perto que eu quase podia tocá-los”, lembrou. “Foi realmente incrível.”
Depois da Amazônia, Kristina passou quatro dias explorando o Pantanal, que ela descreveu como uma “experiência totalmente diferente, mas igualmente incrível”.
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Seus dias foram preenchidos com passeios a cavalo, trilhas na selva e canoagem ao longo do Rio Miranda. Os avistamentos de vida selvagem foram espetaculares — ela encontrou tatus, capivaras, araras e jacarés.
Durante ambos os passeios, Kristina notou que os guias foram excepcionais. “Foi muito importante para mim ver que os guias respeitavam o meio ambiente, eram cuidadosos com os animais e não os perturbavam”, enfatizou, destacando isso como um fator crucial para ela, como uma viajante com consciência ecológica.
Como muitos viajantes estrangeiros, Kristina teve preocupações iniciais com a segurança antes de chegar ao Brasil, particularmente no Rio de Janeiro, devido às histórias negativas frequentemente retratadas no exterior. No entanto, sua experiência real mostrou uma imagem muito diferente.
“Eu me senti segura o tempo todo”, relatou. “As pessoas estavam sempre tentando me ajudar e me proteger. Todo mundo foi tão amigável.” Embora ela tenha passado por um momento desafiador quando um homem tentou insistentemente conversar com ela em um transporte para o Pantanal, um passageiro brasileiro mais velho interveio rapidamente e disse para ele deixá-la em paz, o que a fez se sentir segura novamente de forma rápida.
Kristina reconheceu que precauções gerais são necessárias em todos os lugares — até mesmo em sua cidade natal, Munique —, mas concluiu que a reputação negativa de segurança do Brasil era imprecisa com base em sua jornada.
Para Kristina, viajar é uma fonte de imenso empoderamento. “Eu me sinto mais livre e poderosa quando viajo, porque vejo que sim, eu consigo fazer isso; eu sou capaz”, refletiu. Navegar por um país imenso como o Brasil sem falar português foi um desafio que ela dominou com alegria, servindo como prova de sua própria resiliência.
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Enquanto celebramos o Mês da Mulher, Kristina deixa uma mensagem para outras mulheres que podem estar hesitando em viajar sozinhas: “Mesmo que você tenha medo de se sentir sozinha ou que as pessoas digam que não é certo fazer isso quando você é uma mulher sozinha, você ainda deve tentar. Tenha coragem.”
Ela enfatiza que ser uma mulher viajando sozinha nunca deve impedi-la de explorar o mundo e, se ir sozinha parecer muito assustador, levar uma amiga é sempre uma ótima opção.
Resumindo sua experiência, ela compartilhou: “Eu reservei o passeio em um Hotel de Selva na Amazônia com o PlanetaEXO e foi perfeito. Aprendi muito sobre a Amazônia, seu povo, a vida selvagem e a flora… Eu amei cada minuto!”
Kristina já está sonhando com sua próxima viagem ao Brasil, com um possível cruzeiro fluvial na Amazônia em seu radar. Mal podemos esperar para recebê-la de volta!
Explorando a natureza selvagem do Brasil com o PlanetaEXO
Ao confiar no PlanetaEXO para organizar sua viagem para a Amazônia e o Pantanal, Kristina pôde desfrutar de conforto e imersão total na natureza em alguns dos destinos mais impressionantes do mundo.
Como uma plataforma de ecoturismo especializada em roteiros de aventura no Brasil, não apenas proporcionamos experiências inesquecíveis que ficam gravadas nos corações e almas dos nossos viajantes, mas também apoiamos as comunidades locais e seguimos diretrizes para proteger o meio ambiente. Entre em contato conosco agora!
De expedições imersivas na Amazônia a trekkings no Himalaia, viajantes acima dos 50 anos mostram que esta fase da vida traz a liberdade e a confiança ideais para explorar a natureza
Esqueça a ideia de que turismo de natureza é exclusividade dos mais jovens.Cada vez mais, mulheres viajantes acima dos 50 anos estão calçando botas de trilha, arrumando mochilas, desbravando montanhas, fazendo safáris e mergulhando em expedições remotas.
Essa tendência já foi percebida pelo mercado de turismo, que se adapta para oferecer roteiros que permitam a essas mulheres viver grandes aventuras. Seja pela independência conquistada após a criação dos filhos, pela estabilidade financeira ou pela simples vontade de desafiar os próprios limites, elas encontram na natureza uma fonte inesgotável de liberdade, autoconhecimento e conexão.
No PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura pelo Brasil, a viajante mais frequente é uma mulher de 60 anos. Conheça essa e outras histórias de mulheres que mostram que a maturidade é o passaporte ideal para a aventura!
A holandesa de 60 anos que se apaixonou pelo Brasil
Katharina Bongaertz, uma psicoterapeuta holandesa de 60 anos, planejava passar apenas um mês no Brasil durante um período sabático em 2023. Porém, a cultura vibrante e as paisagens a cativaram de tal forma que ela acabou ficando quatro meses. Foi assim que Katharina se tornou a viajante mais frequente do PlanetaEXO. Em três anos, ela coleciona sete expedições na natureza brasileira.
Ela já caminhou pelos platôs do Monte Roraima, explorou as dunas dos Lençóis Maranhenses, mergulhou nas selvas profundas da Amazônia e conquistou o Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil. Sobre esta última aventura, ela relembra: “Foi uma experiência incrível e profundamente especial. Caminhei ao lado de guias Yanomami e passei 10 dias imersa na rotina deles, dormindo em redes.”
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Em um cotidiano europeu que envolve atender pacientes dentro de um consultório, a natureza oferece o contraste ideal para Katharina: vastidão, sabedoria e ausência de cercas e grades. Ela é categórica ao afirmar que a vida ao ar livre a transformou. “Acho que sou muito mais aventureira hoje do que era nos meus 20 ou 30 anos. É importante se desafiar, encontrar novos horizontes e ultrapassar barreiras”.
Katharina já está com a próxima viagem ao Brasil programada. Seu próximo destino é o Pantanal, em busca de onças-pintadas.
Exploradora brasileira aponta idade como vantagem estratégica
Luciana Palma, cirurgiã plástica carioca de 55 anos, também é uma colecionadora de destinos de peso. Sua lista inclui Atacama, Patagônia, Jalapão, Lençóis Maranhenses, Pico das Agulhas Negras e sua grande paixão, a Chapada dos Veadeiros, onde já esteve três vezes.
Como uma viajante acima dos 50 anos, Luciana não enxerga a idade como uma limitação, mas uma fase de vantagens estratégicas. “Meus filhos já estão grandes, então não tenho essa preocupação. Além disso, a tecnologia e os meios de comunicação hoje nos dão muito mais segurança”, explica.
Ela também destaca como o planejamento e a escolha de bons guias são a chave para o sucesso. Prova de sua vitalidade foi a conclusão da temida Travessia da Serra Fina (tríplice divisa de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), que normalmente dura quatro dias, em apenas dois, enfrentando ventanias e muito cansaço, mas com segurança.
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Seu recado para mulheres que temem se aventurar é prático e direto: “Não tem por que se privar de realizar seu desejo por medo. Existem profissionais que asseguram a infraestrutura. Comece por um destino de aventura perto de você. Dê-se isso de presente e vá ganhando confiança para passos maiores”.
Mãe e filho no teto do mundo: conexão e ritmo próprio no Nepal
A arquiteta paulista Mila Ricetti, de 56 anos, já havia cruzado o Vale do Pati, na Bahia, e rodado 10.000 km na garupa de uma moto pela Patagônia, o que a ajudou a quebrar tabus pessoais e descobrir a potência feminina nas estradas. Mas foi em outubro de 2025 que ela viveu uma de suas maiores aventuras — o trekking de Mardi Himal, no Nepal, acompanhada de seu filho Lorenzo, de 24 anos.
Apesar do receio inicial com o próprio preparo cardiovascular para as subidas intensas do Himalaia, Mila encontrou na jornada o equilíbrio perfeito entre esforço e acolhimento. “Fui no meu ritmo. Eu não tinha a expectativa de que precisava fincar a bandeira lá no topo, mas cheguei e vi o nascer do sol de lá. Foi surpreendente e me fez muito bem perceber que posso contar com o meu corpo”, compartilha.
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Mila destaca que a maturidade traz a resiliência para entender que o desconforto temporário, como a ausência de banho quente em grandes altitudes, faz parte da experiência e é imensamente recompensado pelas paisagens de tirar o fôlego. “O preparo mental é fundamental. A coragem serve para quebrar barreiras. Se jogar e entender as nossas possibilidades empodera a gente e empodera outras pessoas”.
Os melhores roteiros para viajantes acima dos 50 anos no PlanetaEXO
Sejam em experiências solo ou em grupo, mulheres maduras de todo o mundo podem explorar as maravilhas da natureza com o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura pelo Brasil.
Em todas as etapas da viagem, nosso time de reservas e parceiros locais cuidam de cada detalhe para que suas férias sejam inesquecíveis, sempre tomando cuidado para acomodar as preferências e necessidades de cada viajante. Fale conosco!
Protagonistas na indústria e nas decisões de viagem, mulheres impulsionam o turismo de aventura, movimento que inspirou o PlanetaEXO na seleção dos destinos
O Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, abre espaço para reflexões sobre lutas históricas e igualdade de direitos, temas que têm ressonância concreta no turismo atual. Além da presença no mercado de turismo, explorar o mundo aparece cada vez mais como parte dos projetos de vida femininos.
Photo: Marcelo Bonifácio
Em 2025, a pesquisa “Os Sonhos Delas”, realizada pela ONG Think Olga, mostrou que viajar pelo mundo é um desejo prioritário para 67% das brasileiras entre 18 e 29 anos e para 59% das mulheres a partir dos 30, superando metas como estabilidade financeira e consolidação de carreira.
Nesse contexto, o turismo de aventura também cresce entre o público feminino, espelhando uma busca por experiências autênticas, conexão com a natureza e ambientes de troca.
Pensando nisso, o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura pelo Brasil, selecionou 5 roteiros de aventura para mulheres. Veja a seguir!
Trekking no Vale do Pati (Chapada Diamantina, BA)
Considerado um dos trekkings mais cênicos do mundo, o Vale do Pati é um convite para se desligar das preocupações da vida cotidiana. Caminhar pelos imponentes planaltos e vales da Chapada Diamantina é uma prova de força física e mental.
O roteiro oferece acolhimento nas casas dos nativos (patizeiros), garantindo rica imersão cultural e uma rede de apoio segura do primeiro ao último passo.
Para aquelas que buscam total imersão na natureza, mas não querem abrir mão do conforto, a experiência em um lodge na Floresta Amazônica é o equilíbrio perfeito.
As viajantes exploram trilhas e rios com guias especializados, vivenciando a biodiversidade com tranquilidade e excelente estrutura.
Caminhar pelas deslumbrantes dunas brancas e mergulhar em lagoas cristalinas é uma experiência de pura liberdade, mostrando-se um dos roteiros de aventura para mulheres mais queridos do Brasil.
A travessia a pé pelo Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses fomenta um forte senso de irmandade entre as integrantes do grupo, que criam laços enquanto compartilham a imensidão de um cenário que purifica e renova as energias.
Photo: Isadora Sá
Monte Roraima (Fronteira Brasil/Venezuela)
Um destino ideal para almas desbravadoras. A expedição ao topo deste imponente tepui, conhecido como “Mundo Perdido”, é uma jornada de transformação.
O Monte Roraima permite que mulheres de todas as idades conquistem não apenas uma das formações mais antigas do planeta, mas também seus próprios limites internos.
Um convite ao autocuidado e à contemplação. Fugindo do ritmo frenético dos centros urbanos, esta rota combina a energia revitalizante dos fervedouros de águas azul-turquesa do Jalapão com o charme inexplorado das Serras Gerais.
Ideal para mulheres que desejam desbravar o novo, flutuar em águas transparentes e celebrar sua independência em um ambiente seguro e acolhedor.
Encontre roteiros de aventura para mulheres no PlanetaEXO
Como uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura pelo Brasil, o PlanetaEXO desenvolve roteiros de aventura de todos os tipos, inclusive para mulheres maduras ou que viajam sozinhas e que sonham em desbravar as belezas do nosso país.
Sempre pensando em segurança, sustentabilidade e experiências memoráveis, nosso time organiza cada etapa da sua viagem de acordo com as suas preferências e necessidades. Fale conosco!
Descubra as paisagens únicas e as diversas experiências que só a Floresta Amazônica brasileira pode proporcionar
Cobrindo uma área impressionante de aproximadamente 5 milhões de km², a Amazônia no Brasil esconde um universo inteiro de biodiversidade por diferentes estados, com destaque para o ecoturismo no Amazonas, Pará e Mato Grosso.
Photo: Marcelo Bonifácio
Em outras palavras, a região abriga destinos e atividades para todos os tipos de viajantes. Por isso, escolher os melhores lugares para visitar na Amazônia depende exclusivamente do tipo de aventura que você procura. Você quer relaxar na natureza? Observar a vida selvagem? Conhecer novas pessoas e culturas? É essencial refletir sobre os seus desejos para planejar a sua viagem da melhor forma!
Como uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para a Amazônia, o PlanetaEXO pode ajudá-lo a decidir qual experiência combina mais com você. Confira nossas sugestões logo abaixo!
Manaus (Amazonas)
Manaus é a capital do estado do Amazonas e a principal porta de entrada para a floresta. A cidade possui uma história rica, mercados agitados e teatros vibrantes, tornando-se um centro cultural fantástico. É também o ponto de partida para muitos dos roteiros amazônicos.
Se você não quer ir tão fundo na selva, ou se deseja explorar a cidade antes ou depois de visitar a floresta, Manaus é um ótimo lugar para passeios de um dia, permitindo que você desfrute da atmosfera magnética amazônica mesmo em áreas urbanas.
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Por que visitar:
Ponto de partida para roteiros em várias áreas da Floresta Amazônica.
Encontro das Águas, o fenômeno em que as águas dos rios Negro e Solimões correm lado a lado sem se misturar.
Patrimônio histórico do norte do Brasil. Pontos imperdíveis: Teatro Amazonas, Palacete Provincial e Mercado Adolpho Lisboa.
Trilhas, exposições e torres de observação com 42 metros de altura no Museu da Amazônia (MUSA).
Gastronomia única com ingredientes regionais, como tambaqui, pirarucu, açaí e cupuaçu.
Praias fluviais, como a Praia da Ponta Negra, às margens do Rio Negro.
Como chegar: Facilmente acessível por via aérea através do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (MAO).
O Parque Nacional de Anavilhanas não apenas está localizado bem no meio do Rio Negro, como também ostenta o título de segundo maior arquipélago fluvial do mundo, com mais de 400 ilhas — atrás apenas de Mariuá (1.400 ilhas), também no Amazonas.
Sendo um dos cenários mais deslumbrantes da Floresta Amazônica, Anavilhanas abriga uma grande concentração de igapós (florestas inundadas permanente ou sazonalmente), o que possibilita experiências fascinantes, como nadar e fazer canoagem por entre as copas das árvores.
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Por que visitar:
Exploração da Várzea Amazônica, uma área inundável da bacia definida por ecossistemas ricos em biodiversidade e solos férteis.
Comunidades ribeirinhas, como Santo Antônio e Tiririca.
Avistamento de botos-cor-de-rosa, preguiças, pássaros, etc.
Passeios de barco, trilhas na floresta, trilhas aquáticas, focagem noturna, etc.
Grutas do Madadá (antigas formações de arenito).
Praias fluviais que emergem no Rio Negro durante a estação seca (setembro a março).
Como chegar: Fácil acesso a partir de Novo Airão, cidade próxima a Manaus.
Parque Nacional do Jaú (Amazonas)
Se você está planejando uma viagem para a Floresta Amazônica, definitivamente deve conhecer o Parque Nacional do Jaú, um dos maiores do país, cobrindo uma área de 2,27 milhões de hectares entre as cidades de Novo Airão e Barcelos.
Protegendo toda a bacia do Rio Jaú e fazendo parte do Complexo de Conservação da Amazônia Central, o parque é reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial.
@mkexpeditions
Por que visitar:
Lar de diversos animais da Amazônia, como jacarés, peixes-bois, onças-pintadas, etc.
Inscrições rupestres antigas às margens do Rio Negro (visíveis especialmente durante a estação seca).
Comunidades ribeirinhas, como o Quilombo do Tambor.
Trilhas na floresta, focagem noturna, cachoeiras, cruzeiros fluviais, etc.
Como chegar: Acessível por barco a partir de Novo Airão.
Alter do Chão é um distrito da cidade de Santarém, no estado do Pará. Apelidada de “o Caribe da Amazônia”, suas praias de areia branca se misturam harmoniosamente com os rios e a vegetação da floresta. É um destino excelente para nadar e relaxar, especialmente entre setembro e novembro.
Devido à sua localização fora do estado do Amazonas, a vila mostra um lado diferente da floresta, sendo um dos melhores lugares para visitar na Amazônia para aqueles que buscam experiências autênticas.
Photo: Tarcisio Schnaider
Por que visitar:
Praias fluviais ao longo das margens do Rio Tapajós, incluindo a Ilha do Amor, Ponta do Cururu e Ponta Grande.
Festa do Sairé, uma celebração local anual que mescla rituais religiosos de origem jesuíta com tradições indígenas e lendas folclóricas.
Comunidades ribeirinhas e indígenas (Coroca, São Marcos e Tucumã).
Atividades na floresta, como trilhas, passeios pelos igapós e cruzeiros na Amazônia.
Como chegar: A rota principal para Alter do Chão é via Santarém, que é acessível por via aérea ou por barcos a partir de Belém e Manaus.
Criada em 1996, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá é pioneira no Brasil ao unir a preservação ambiental com o desenvolvimento sustentável das populações tradicionais.
Localizada em Tefé, no Rio Solimões, é um dos melhores lugares na Floresta Amazônica para apreciar as inundações sazonais e o ecoturismo em uma área marcada pelo isolamento.
Photo: Amanda Lelis
Por que visitar:
Turismo de base comunitária, englobando 177 comunidades e mais de 11.500 residentes.
Conexão com a natureza na maior floresta de várzea do mundo.
Biodiversidade impressionante, incluindo o macaco uacari-branco, símbolo da reserva.
Trilhas, canoagem, observação da vida selvagem, focagem noturna e pesca de piranhas.
Casa do Uakari Lodge, um autêntico hotel flutuante no Lago Mamirauá.
Como chegar: A Reserva Mamirauá é acessível por barco saindo de Tefé, que conta com voos a partir de Manaus.
Alta Floresta é uma charmosa cidade com pouco mais de 62.000 habitantes. Localizada no norte do Mato Grosso, ela serve como porta de entrada para a porção amazônica do estado, caracterizada por florestas densas e pela confluência com o Rio Cristalino — um afluente do Rio Teles Pires.
Embora seja uma parte menos conhecida da Amazônia, Alta Floresta possui vistas naturais deslumbrantes, áreas preservadas e uma rica biodiversidade.
Photo: João Marcos Rosa
Por que visitar:
A localização, marcada pela transição entre os biomas Cerrado e Pantanal, faz desta uma das áreas mais ricas em fauna, abrigando macacos, ariranhas, queixadas e antas.
Com mais de 600 espécies de aves catalogadas, é um destino de excelência para a observação de pássaros.
Floresta formada por árvores gigantes (com aproximadamente 60 metros de altura).
O Cristalino Jungle Lodge, uma das melhores e mais sustentáveis acomodações de luxo no Brasil, fica em uma reserva florestal privada de mais de 11.000 hectares.
Como chegar: Partindo de aeroportos em São Paulo (VCP) ou Cuiabá (CGB), voe para o Aeroporto de Alta Floresta (AFL).
Presidente Figueiredo (Amazonas)
A apenas 107 km de Manaus, Presidente Figueiredo é conhecida como a Terra das Cachoeiras. Além de mais de 150 quedas d’água catalogadas oficialmente, grutas e piscinas naturais também se escondem em meio à vegetação verdejante.
Este é um dos destinos perfeitos para quem busca o que fazer na Amazônia em termos de atividades aquáticas e prefere locais relativamente próximos a grandes centros urbanos.
@ines.lafosse
Por que visitar:
Centenas de cachoeiras, incluindo Pedra Furada, Orquídeas, Iracema, Judeia, Mutum, Araras e Neblina.
Refúgio do Maragoa, uma caverna de 400 metros com formações geológicas impressionantes.
Trilhas, observação de pássaros, rapel e passeios aquáticos (especialmente entre fevereiro e junho), incluindo banhos de cachoeira, mergulho, boiacross e rafting.
Como chegar: Viagem de 2 horas (carro ou ônibus) saindo de Manaus.
Perto de Manaus, o Lago Acajatuba está localizado nas águas do Rio Negro. Um de seus principais destaques é o trabalho ativo da comunidade para impulsionar o turismo local e apoiar práticas sustentáveis que beneficiem as famílias e o ecossistema da região.
Com um cenário exuberante de vegetação densa e as típicas águas escuras da floresta, o local é conhecido por oferecer excelentes condições para interagir de forma ética com botos-cor-de-rosa.
Photo: Isadora Sá
Por que visitar:
Turismo consciente que valoriza a conservação ambiental e apoia os moradores locais.
Vila de Acajatuba, uma comunidade ribeirinha que recebe turistas para vivências com artesanatos tradicionais e casas de farinha.
Ponto maravilhoso para contemplar o pôr do sol.
Canoagem, focagem noturna, trilhas e observação da fauna e flora.
Ao sul de Manaus, no município do Careiro, o Rio Mamori é um afluente da bacia amazônica reconhecido por sua rica vida selvagem e por fomentar o turismo na Amazônia através de fortes esforços de preservação ambiental.
A região é consideravelmente remota, garantindo uma verdadeira imersão para os viajantes que buscam vivenciar a selva de corpo e alma.
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Por que visitar:
O famoso peixe-boi-da-amazônia pode ser encontrado nas águas da região.
Destino de excelência para a pesca esportiva, especialmente do tucunaré e tucunaré-borboleta.
Contato enriquecedor com comunidades ribeirinhas e seringueiros.
Trilhas, caiaque, observação de pássaros, técnicas de sobrevivência e acampamento na floresta.
Sede do Turtle Lodge, um dos principais hotéis de selva do Brasil.
Como chegar: O Rio Mamori pode ser acessado de barco a partir de Manaus.
Por que escolher o turismo sustentável para a sua viagem à Amazônia?
A Amazônia desempenha um papel crucial na regulação das chuvas, na estabilização das temperaturas globais e na manutenção de uma biodiversidade incomparável. No entanto, ela enfrenta ameaças significativas, com mais de 50 milhões de hectares de floresta perdidos entre 1985 e 2023.
Escolher as experiências certas de ecoturismo é fundamental para a proteção da floresta em pé. Ao viajar com guias locais e hospedar-se em ecolodges, você apoia práticas sustentáveis que beneficiam tanto o meio ambiente quanto o desenvolvimento econômico das comunidades nativas.
Visite os melhores lugares na Amazônia no Brasil com o PlanetaEXO
A melhor forma de visitar a Amazônia, unindo segurança, autenticidade e sustentabilidade, é contar com o auxílio de profissionais que seguem boas práticas ecológicas, apoiam as comunidades locais e nutrem um profundo respeito pela natureza.
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Os Lençóis Maranhenses são um destino para o ano todo, mas o clima é mais estável e as icônicas lagoas ficam cheias logo após a estação das chuvas
A melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses é de maio a setembro, quando as lagoas estão mais cheias após a época das chuvas e o clima é geralmente mais estável.
Photo: Marcio Cabral
Fora desse período, o destino ainda oferece ótimas opções de lazer e conexão com a natureza, mas a mudança de cenário causada pela influência climática altera os roteiros, especialmente no que diz respeito às lagoas.
Em outras palavras, as dunas podem ser aproveitadas o ano todo, mas há alguns detalhes a considerar para garantir que sua viagem seja agendada no momento ideal para as atividades que você busca.
Saiba mais no guia completo que o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para os Lençóis Maranhenses, preparou com muito cuidado. Confira abaixo!
O clima nos Lençóis Maranhenses
A região possui um clima tropical com pouca variação de temperatura ao longo do ano. A estação chuvosa (fevereiro a abril) apresenta fortes precipitações que fazem com que os lagos e rios alcancem seus níveis mais altos de água. A temperatura média é de 30°C a 32°C.
Na estação seca (maio a setembro), as temperaturas não mudam muito (31°C a 33°C) e as chuvas param, mas as lagoas permanecem cheias e perfeitas para nadar, mergulhar e se banhar sob um clima agradável e estável.
À medida que avançamos para os últimos meses do ano, a partir de outubro, as lagoas começam a secar, revelando a imensidão das dunas de areia e apresentando uma maneira diferente, porém igualmente fascinante, de vivenciar o Parque Nacional Lençóis Maranhenses.
Atenção: Embora seja possível prever os padrões climáticos típicos e as condições das lagoas, o clima é inerentemente imprevisível. Como a quantidade real de chuva e o estado das lagoas variam de ano para ano, é importante verificar as previsões meteorológicas mais recentes ao planejar sua viagem.
Qual é a melhor época para visitar as lagoas dos Lençóis Maranhenses: mês a mês
As milhares de lagoas são, sem dúvida, a atração principal do parque nacional. Com diferentes tamanhos e profundidades, elas são conhecidas por suas águas de um azul cristalino e condições perfeitas para nadar, mergulhar ou relaxar.
Visitar os Lençóis Maranhenses em janeiro traz uma atmosfera serena enquanto as dunas se estendem em sua vastidão. Ideal para explorações pacíficas, esta é a estação mais seca da região. As paisagens são diferentes, mais brancas e douradas devido à areia e à luz do sol e menos decoradas com o azul das lagoas, mas a beleza ainda é inegável.
As temperaturas diurnas giram em torno de 31°C e caem para 25°C à noite. O clima é quente e úmido, portanto, o uso de roupas leves e frescas é recomendado.
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Por que visitar em janeiro?
Janeiro marca a baixa temporada, perfeito para pessoas que buscam solitude e tranquilidade. Com menos atividade turística e vistas ininterruptas, também é um momento maravilhoso para a fotografia.
Embora as lagoas não estejam no seu auge, ainda é possível encontrar alguns pontos selecionados para um mergulho refrescante.
Lençóis Maranhenses em fevereiro
Ver os Lençóis Maranhenses em fevereiro significa presenciar o mês de transição para a estação das chuvas, perfeito para aproveitar a região antes do aumento das precipitações. As condições climáticas não mudam muito e, assim como em janeiro, as temperaturas são amenas, mas brisas suaves são muito mais perceptíveis.
Por que visitar em fevereiro?
À medida que fevereiro anuncia o início da estação chuvosa, você testemunhará as lagoas se enchendo lentamente, oferecendo um vislumbre da mudança de cenário. É um ótimo momento para fazer trilhas pelo parque e visitar zonas isoladas, como o Oásis de Baixa Grande e a Queimada dos Britos.
As temperaturas seguem a média de janeiro e fevereiro, acompanhadas por uma brisa adorável. Como a umidade chega a 83%, o clima se torna consideravelmente abafado.
Com o início da estação chuvosa, uma renovação vibrante toma conta da região. Alimentadas pela chuva, lagoas recém-formadas se enchem a cada dia.
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Por que visitar em março?
Março é um bom momento para visitar, pois a estação chuvosa está a todo vapor. As lagoas ficam mais cheias e o cenário se torna mais impressionante. Também é excelente para caminhadas, com temperaturas agradáveis e menos turistas ao redor.
Lençóis Maranhenses em abril
As temperaturas variam de 25 a 30°C. Esteja preparado para um clima quente acompanhado por uma brisa suave. Embora as lagoas ainda não estejam em sua capacidade máxima, os Lençóis Maranhenses em abril oferecem a primeira oportunidade do ano para realmente nadar em corpos d’água emergentes.
O clima agradável cria o cenário perfeito para explorar a região, permitindo que os viajantes desfrutem de trilhas e passeios confortavelmente.
Por que visitar em abril?
Trilhas e todos os tipos de diversão ao ar livre são atividades excelentes durante este mês. Aproveite os Lençóis sem ficar superaquecido ou preso em muita chuva!
Em maio, as chuvas intensas diminuem — embora ainda seja possível enfrentar algumas tempestades rápidas. O clima é quente, a umidade é alta e inúmeras lagoas estão totalmente formadas ao longo das dunas, prontas para receber os visitantes.
Apesar disso, é apenas o início da alta temporada, o que significa que o parque ainda está relativamente vazio. Portanto, maio é considerado por muitos como a resposta definitiva sobre qual é a melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses.
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Por que visitar em maio?
Com menos chuva e lagoas completamente cheias, maio é um mês excelente para reservar sua viagem devido ao menor tráfego de turistas e preços consideravelmente mais baixos. É um momento maravilhoso para todas as atividades principais, como caminhadas e natação!
Lençóis Maranhenses em junho
Junho é um mês de inverno no Brasil, mas é quando a região brilha mais. Clima quente, menos umidade, pequenas chances de chuva, céu azul vibrante, lagoas totalmente cheias — tudo que você precisa para uma experiência inesquecível!
À medida que a alta temporada avança, o parque nacional fica mais movimentado, mas não é nada que afete negativamente sua viagem.
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Por que visitar em junho?
As lagoas estão em seu auge e o clima é bastante estável em junho. É um momento fantástico para nadar, fazer passeios de barco pelo Rio Preguiças e praticar trekking.
Lençóis Maranhenses em julho
As temperaturas mantêm uma média de 31°C durante o dia e 24°C à noite. Menos úmido e com modesta chance de chuva, julho preserva as fantásticas condições para aproveitar os passeios.
Por que visitar em julho?
A alta temporada está no auge em julho devido às férias escolares no Brasil. A atmosfera é lindamente animada, mas ainda proporciona momentos de relaxamento para os visitantes que precisam de um descanso merecido — especialmente em Atins e Santo Amaro, as cidades-base mais tranquilas do parque nacional.
Ainda é alta temporada em agosto, mas o parque fica menos lotado já que as férias escolares acabaram. O clima é quente — 32°C — e há muito pouca chance de chuva, então é um ótimo momento para se refrescar nas lagoas e participar de passeios de barco.
Agosto também é quando a temporada de kitesurf começa a bombar. A Praia de Atins recebe turistas de todo o mundo, que adornam o céu brilhante com pipas coloridas.
Por que visitar em agosto?
Agosto é animado, porém um pouco menos lotado que julho, apesar de ser alta temporada. É um ótimo momento para aproveitar tudo o que o destino tem a oferecer e talvez fazer algumas aulas de kitesurf na Praia de Atins!
Lençóis Maranhenses em setembro
Setembro ainda é considerado uma das melhores épocas para visitar. O clima é quente, a umidade é baixa, a chance de chuva é quase zero e o parque está ainda menos lotado.
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Por que visitar em setembro?
Este mês oferece uma perspectiva única do parque. À medida que a baixa temporada se aproxima, você pode explorar as vastas dunas de areia em um ambiente mais sereno, longe das multidões habituais. É sua última chance de ver as lagoas completamente cheias!
Lençóis Maranhenses em outubro
O clima é quente e seco, o que significa que as lagoas estão ficando menores. O parque nacional fica ainda menos lotado, pois outubro marca o início da baixa temporada.
Por que visitar em outubro?
Embora as lagoas não estejam em seu nível mais alto, elas ainda estão cheias o suficiente para um mergulho refrescante. Outubro é mais calmo e tranquilo, perfeito para caminhadas relaxantes, contemplação da natureza e interação com os moradores locais.
Lençóis Maranhenses em novembro
Novembro traz uma faixa de temperatura entre 26–32°C, acompanhada de ventos moderados. É quando o parque está quase vazio, pois as lagoas ficam menores e algumas até desaparecem.
Glauco de Souza Santos
Por que visitar em novembro?
Com menos pessoas ao redor e uma brisa agradável, novembro é um momento fantástico para quem quer vivenciar a beleza natural do parque de uma forma mais descontraída. É uma época particularmente boa para trekking e para apreciar a beleza das dunas de areia.
Lençóis Maranhenses em dezembro
É difícil encontrar lagoas em dezembro, mas algumas permanecem em Santo Amaro. Os viajantes que querem se refrescar podem curtir o mar e experimentar o kitesurf na Praia de Atins, já que as temperaturas são quentes e os dias costumam ventar bastante.
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Por que visitar em dezembro?
Embora as lagoas estejam quase completamente secas, dezembro é um bom mês para as pessoas que querem fazer caminhadas e curtir o parque com menos tráfego de turistas antes da estação das chuvas. Apesar da seca, Santo Amaro e a Praia de Atins são ótimos lugares para atividades aquáticas.
Explore as dunas de areia e as lagoas com o PlanetaEXO
Como você pôde ver, qual é a melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses depende muito do que você está procurando, pois o parque oferece oportunidades para experiências incríveis mesmo quando as icônicas lagoas não estão em seu nível máximo.
O ecossistema mais rico da Terra é o lar de inúmeras espécies de animais. Descubra a fascinante fauna da Amazônia!
Conhecida por sua vegetação incrivelmente rica, a Amazônia no Brasil é densa e diversa, com mais de 2.500 espécies de árvores e 30.000 tipos de plantas — de um total de 100.000 em toda a América do Sul. Embora a flora seja abundante, a fauna da Amazônia também é.
De mamíferos a peixes, anfíbios a pássaros, os animais da Amazônia são tão impressionantes quanto o lugar que chamam de lar. A floresta é o bioma brasileiro com o maior número de espécies, abrigando mais de 75% dos mamíferos e 80% das aves em território nacional.
Para ajudar você a descobrir os segredos dessas criaturas, o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada empacotes de viagem para a Amazônia, selecionou 15 fascinantes animais selvagens da Amazônia que vivem na maior floresta tropical do planeta. Confira abaixo!
Quais animais vivem na Floresta Amazônica no Brasil?
Segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), existem aproximadamente 30 milhões de animais na selva amazônica, sem contar aqueles que ainda não foram catalogados.
Os rios abrigam quase 3.000 espécies de peixes e notórios mamíferos e animais aquáticos da Amazônia, enquanto predadores, macacos e aves se escondem entre as árvores.
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Tenha em mente: embora os animais da Floresta Amazônica sejam inegavelmente diversificados, eles se camuflam facilmente pela densa vegetação ou possuem hábitos noturnos. Não é impossível avistá-los, mas é menos comum do que no Pantanal — considerado o melhor lugar para observação da vida selvagem no Brasil.
Talvez o maior símbolo dos animais da Amazônia, o boto-cor-de-rosa é conhecido por sua pele rosada e simpatia, sempre acolhendo e interagindo com os humanos. Embora seja particularmente famoso no Brasil, também é encontrado em outros países (Bolívia, Equador, Colômbia, Peru e Venezuela).
Curiosidades sobre o boto-cor-de-rosa:
É o maior golfinho de água doce do mundo, medindo até 2,5 metros e pesando em média 200 kg.
Os machos são maiores e mais rosados, enquanto as fêmeas são menores e de cor acinzentada.
Para se mover pelos rios e florestas inundadas, bem como encontrar comida nas águas escuras do bioma, eles possuem um sistema de ecolocalização muito bem desenvolvido.
A lenda local diz que o boto-cor-de-rosa se transforma em um homem charmoso durante a lua cheia no mês de junho. Em forma humana, ele frequenta festas, seduz mulheres e as deixa para trás para retornar ao rio. Esse mito foi amplamente usado na tradição popular para justificar filhos sem pai.
2) Peixe-boi-da-amazônia
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O peixe-boi-da-amazônia é o menor peixe-boi do mundo, medindo até 3 metros e pesando em média 450 kg. Este gigante gentil é protegido por leis brasileiras desde 1967, embora ainda seja caçado para o comércio ilegal de carne, e os filhotes frequentemente sejam capturados acidentalmente em redes de pesca.
Curiosidades sobre o peixe-boi-da-amazônia:
Assim como uma impressão digital, cada peixe-boi tem uma mancha branca ou rosada única na barriga.
Ao redor da Ilha de Marajó (Pará) e na costa do Amapá, eles vivem em simpatria com sua contraparte marinha (peixe-boi-marinho).
Ao se alimentarem de plantas aquáticas e semiaquáticas, eles contribuem para a ciclagem de nutrientes dos rios e o controle da vegetação.
Discreto e bastante solitário, sua expectativa de vida é estimada em 60 anos.
Um dos mais fascinantes animais selvagens da Amazônia, o gavião-real (também conhecido como harpia) é a maior ave de rapina das Américas, atingindo uma envergadura de pouco mais de 2 metros e pesando até 9 kg (fêmeas) e 5 kg (machos). Como predador de topo, alimenta-se de preguiças e macacos, possuindo garras fortes o suficiente para arrancá-los dos galhos das árvores.
Curiosidades sobre o gavião-real:
Alguns grupos indígenas brasileiros os chamam de uiraçu, que significa “pássaro grande”. Eles também acreditam que a ave é a personificação dos caciques das tribos.
Apesar do tamanho, é difícil avistá-los devido à sua agilidade e natureza solitária.
Eles escolhem geralmente as árvores mais altas (com mais de 40 m) para construir seus ninhos.
Como predador de animais da Floresta Amazônica de tamanho relativamente grande, precisa caçar em áreas com média de 100 km² — o equivalente a 10.000 campos de futebol!
4) Arara-azul
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Com penas azuis brilhantes e traços amarelos, a arara-azul voa em pares ou grupos e é muito fiel ao seu parceiro. Infelizmente, elas estão ameaçadas de extinção devido à caça, comércio ilegal e desmatamento.
Curiosidades sobre a arara-azul-grande:
Alimentam-se de castanhas de dois tipos de palmeiras (acuri e bocaiúva).
Com cerca de sete anos de idade, começam a procurar parceiros para se reproduzir.
Durante os primeiros 45 dias de vida, são extremamente frágeis e incapazes de se defender — nem mesmo contra baratas e formigas.
Elas também são encontradas no Pantanal e no Cerrado.
5) Macaco-barrigudo
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O macaco-barrigudo possui características muito específicas, incluindo uma cabeça arredondada coberta por pelos curtos e uma pelagem longa no abdômen, o que dá a impressão de um estômago robusto. É exatamente por isso que este adorável primata ganhou esse nome popular no Brasil.
Curiosidades sobre o macaco-barrigudo:
Eles habitam principalmente áreas de terra firme da Floresta Amazônica, mas podem usar florestas inundadas durante períodos de grande abundância de frutas.
Vivem na área do interflúvio Negro-Solimões, exceto na parte leste. Também são encontrados na Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.
Possuem uma pelagem semelhante à lã, com coloração cinza-amarronzada, um pouco mais clara na cabeça.
Categorizados como animais gregários, vivem em grandes grupos (de 12 a 70 indivíduos).
O cachorro-do-mato-de-orelha-curta faz parte da lista de animais nativos da Amazônia mais raros, pois é bastante difícil avistá-los. Sua natureza esquiva funciona como uma forma de proteção, embora o desmatamento os coloque em constante risco.
Curiosidades sobre o cachorro-do-mato-de-orelha-curta:
Alimentam-se de pequenos mamíferos, répteis, aves, insetos e peixes.
Parecem cães de médio porte, com pelagem marrom-escura ou acinzentada, focinhos longos e pesando mais de 10 kg.
Existem registros de habitat em planícies alagadas, florestas de terra firme, pântanos, plantações de bambu e ao longo de rios.
Devido ao fato de evitarem os humanos, o conhecimento sobre a espécie ainda é consideravelmente limitado.
7) Piranha-vermelha (Piranha-caju)
Photo: H. Zell
Ao contrário da crença popular, as piranhas não são consideradas os animais da Floresta Amazônica mais perigosos. As piranhas-vermelhas (ou piranhas-caju), em particular, não costumam atacar humanos — apesar de seus dentes muito afiados em forma de triângulo.
Curiosidades sobre a piranha-vermelha:
Sua dieta consiste em insetos, invertebrados aquáticos, moluscos, crustáceos, outros peixes, frutas, sementes e plantas aquáticas.
Muito valorizada na culinária local, é considerada um alimento afrodisíaco.
Habita rios, lagos e lagoas de águas barrentas.
Reproduzem-se durante a estação chuvosa, principalmente de abril a maio. As fêmeas põem aproximadamente 5.000 ovos na vegetação recém-submersa, em ninhos construídos pelos machos.
Classificada como um predador territorial, a ariranha é consideravelmente mais agressiva do que as lontras asiáticas. Excelentes nadadoras e caçadoras habilidosas, peixes, caranguejos, sapos, cobras e lagartos são algumas de suas comidas favoritas.
Curiosidades sobre a ariranha:
Amplamente encontradas na Amazônia, elas também habitam outros biomas brasileiros (Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica).
Distinguem-se pelas marcas brancas no pescoço (que são únicas para cada indivíduo).
Vivem em grupos de até 20 membros, formados por um casal e várias de suas crias.
As ariranhas usam uma espécie de banheiro comunitário, que também serve para marcar seu território com um cheiro muito característico.
9) Uacari
Photo: Denis Jervis
Uacari é o nome comum dos macacos do Novo Mundo pertencentes ao gênero Cacajao. Suas características mais marcantes são a falta de pelos no topo da cabeça e o rosto avermelhado — quanto mais vermelho o rosto, mais saudável o animal está.
Curiosidades sobre os uacaris:
Também é conhecido popularmente como macaco-inglês.
Nativo do Brasil, mas também pode ser encontrado na Amazônia colombiana e peruana.
Embora seja classificado como uma espécie vulnerável na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, possui uma população considerável perto da cidade de Tefé.
É a grande inspiração da Uakari Lodge, um ecolodge e hotel de selva localizado na Reserva Mamirauá.
O Pantanal é o melhor lugar do mundo para ver onças-pintadas, mas elas também são uma parte fundamental dos animais selvagens da Amazônia e até do Cerrado. Essa variação de habitat ocorre por um único motivo: a incrível adaptabilidade do maior felino das Américas.
Curiosidades sobre a onça-pintada:
Até outubro de 2025, pouco mais de 6.300 onças-pintadas haviam sido registradas em áreas protegidas da Amazônia, segundo o Instituto Mamirauá.
A vegetação densa da Amazônia torna a caça mais difícil do que nos campos abertos do Pantanal. Por isso, as onças-pintadas da região amazônica costumam ser menores.
Assim como a impressão digital humana, as rosetas (manchas pretas espalhadas pelo corpo da onça) servem como forma de identificação única para cada indivíduo.
11) Jacaré-açu
Photo: Marcelo Bonifácio
Mortal e silencioso, o jacaré-açu é um especialista em camuflagem e caça predadores igualmente perigosos, como a sucuri. Durante os passeios noturnos, é um dos animais da Amazônia mais fáceis de identificar devido aos seus olhos brilhantes que reluzem na escuridão.
Curiosidades sobre o jacaré-açu:
É um dos maiores crocodilianos do mundo, medindo mais de 4 metros e pesando até 400 kg.
Quando jovens, são caçados por outros animais, mas tornam-se predadores de topo quando atingem a fase adulta, devido ao seu tamanho massivo.
Ao contrário de outras espécies brasileiras, o jacaré-açu é solitário e é raramente visto perto de outros indivíduos.
São essenciais para o equilíbrio ecológico do ecossistema amazônico, atuando no controle populacional de capivaras, peixes, mamíferos e até aves.
O sapo-cururu é fascinante, mas poucas pessoas chegam perto dele devido à sua aparência — pele áspera, verrugas espalhadas pelo corpo e um rosto pouco amigável — e ao veneno leitoso que ele esguicha nos agressores, podendo afetar o coração e causar alucinações. Quem diria que este seria um dos animais mais perigosos da fauna da Amazônia?
Curiosidades sobre o sapo-cururu:
Reproduzindo-se em qualquer época do ano, as fêmeas podem pôr até 30.000 ovos.
Grandes e volumosos, podem pesar até 1 kg (especialmente fêmeas grávidas).
São conhecidos pelo coaxar muito alto e quase incessante quando estão em busca de parceiros.
O esguicho de veneno pode atingir uma distância de quase 2 metros.
13) Preguiça-de-bentinho
@devinbelliston
De ritmo lento e tranquila, a preguiça-de-bentinho dorme mais de 14 horas por dia. Ela raramente desce das árvores, exceto para fazer suas necessidades uma vez por semana. Embora o desmatamento coloque esses animais nativos da Amazônia em risco, eles são frequentemente avistados, pois existe uma população saudável em toda a floresta.
Curiosidades sobre a preguiça-de-bentinho:
O movimento diário de uma preguiça é de aproximadamente 38 metros — e nada mais.
Em comparação com a sua lentidão em terra firme, elas são nadadoras surpreendentemente boas e bastante rápidas na água.
Apesar da afiação de suas garras, as preguiças-de-bentinho não lutam contra predadores e as utilizam apenas para subir em árvores.
Para evitar predadores como harpias, onças e cobras grandes, elas tendem a se mover apenas quando a noite cai.
O peixe-elétrico amazônico é conhecido localmente como poraquê, que significa “aquele que faz dormir” na língua indígena Tupi. O nome faz todo sentido — suas descargas elétricas giram em torno de 500 volts, mas podem chegar a até 1500 volts, de acordo com estudos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
Curiosidades sobre o poraquê:
Com um corpo cilíndrico e alongado semelhante ao de uma cobra, podem crescer até 2,5 metros de comprimento.
Existem duas espécies: Electrophorus voltai (encontrada no Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso) e Electrophorus electricus (encontrada no norte do Amapá, Amazonas e Roraima, além da Guiana Francesa e Suriname).
Comparável a uma bateria, a parte frontal do seu corpo tem carga positiva, enquanto a ponta da sua cauda tem carga negativa.
O Electrophorus voltai foi nomeado em homenagem ao físico italiano Alessandro Volta, inventor da bateria.
15) Sucuri
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Famosa na cultura pop e temida por humanos e animais, a sucuri (ou anaconda) é mortal, mas não é venenosa. Quando encontra sua presa (mamíferos, aves, anfíbios, répteis, peixes), ela enrola seu corpo volumoso ao redor da vítima até que esta asfixie. Então, o banquete começa.
Curiosidades sobre a sucuri:
Existem cinco espécies diferentes: sucuri-verde, sucuri-verde-do-norte, sucuri-amarela, sucuri-de-beni e sucuri-malhada.
A sucuri-verde é a maior (chegando a até 7 metros e 130 kg) e a mais comumente encontrada entre os animais da Amazônia.
Em português, elas são chamadas por vários nomes populares: boiaçus, boiçus, arigboias, sucurijus, viborões, etc.
A franquia de terror Anaconda tem sete filmes. O primeiro, lançado em 1997, foi um grande sucesso de bilheteria e hoje é considerado um clássico cult.
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Embora a fauna da Amazônia seja bastante tímida, os viajantes ainda podem avistar alguns espécimes durante passeios de barco, caminhadas guiadas ou passeios noturnos — especialmente botos-cor-de-rosa, preguiças, jacarés e diferentes espécies de pássaros.
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A fauna brasileira é tão impressionante e abundante quanto o próprio país. De répteis a mamíferos, descubra os segredos de 20 animais brasileiros!
O Brasil é mundialmente conhecido por sua grandiosidade — tamanho territorial impressionante, beleza selvagem e a maior biodiversidade da Terra. Para os amantes da natureza e admiradores da vida selvagem, é um verdadeiro banquete.
Ocupando a maior parte da América do Sul com seis biomas diferentes, os animais do Brasil representam 15% de todas as espécies terrestres e aquáticas do planeta.
Mal pode esperar para entender um pouco mais sobre a fauna brasileira? O PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em turismo de aventura no Brasil, selecionou 20 animais fascinantes. Confira abaixo!
Quais animais vivem no Brasil?
Entre insetos, aranhas, fungos, moluscos, peixes, crustáceos, aves, répteis, anfíbios e mamíferos, existem mais de 163.000 espécies oficialmente catalogadas no Brasil, de acordo com o SiBBr (Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira), a filial nacional do GBIF (Global Biodiversity Information Facility).
Considerando as diferenças nos ecossistemas, os animais nativos do Brasil são diversos e amplamente estudados por acadêmicos e autoridades para desenvolver soluções que os protejam.
De espécies endêmicas a animais encontrados em múltiplas áreas, a vida selvagem brasileira é incomparável.
O Brasil não possui um animal nacional oficial, mas algumas espécies se destacam, como o sabiá-laranjeira, nomeado como a ave símbolo do país em 2002.
Nas cédulas de Real, certos animais brasileiros são homenageados como uma forma de valorizar a biodiversidade nacional e conscientizar o público sobre a proteção ambiental. Estão entre eles a tartaruga-de-pente, a garça, a arara, o mico-leão-dourado, a onça-pintada, a garoupa e o lobo-guará.
Essas são, obviamente, espécies muito importantes para a fauna brasileira e são consideradas símbolos da diversidade biológica do Brasil de uma forma ou de outra.
1) Gavião-real (Harpia)
Photo: Ivo Kruusamägi
A maior e mais poderosa ave de rapina das Américas, o gavião-real atinge uma envergadura de 2 metros e pesa até 9 kg, embora existam registros de indivíduos com mais de 12 kg. Seus olhos negros penetrantes, coloração cinza-escura e as plumas verticais em sua cabeça lhe conferem uma aparência majestosa e intimidadora.
Curiosidades sobre o gavião-real:
Capturando preguiças e macacos das copas das árvores com suas garras afiadas, eles podem carregar presas com mais de 10 kg em pleno voo.
Também conhecido no Brasil como cutucurim, uiraçu, uiracuir, uiruuetê e águia-imperial.
Pesquisadores consideram a presença deles um indicador da saúde do ecossistema. Seu desaparecimento significa que não há presas suficientes ou área de floresta para sobrevivência.
Embora sejam predadores de topo, estão em risco de extinção devido ao desmatamento.
Onde encontrá-los: Principalmente na Floresta Amazônica, ocasionalmente em áreas de Mata Atlântica e raramente no Pantanal ou no Cerrado.
Os micos-leões-dourados são um dos mais notórios animais nativos do Brasil. Pertencendo à classe dos macacos do Novo Mundo, sua personalidade amigável e feições semelhantes às de um leão são o que os tornam tão queridos. Devido ao risco iminente de extinção, tornou-se uma espécie de mascote para a conservação da biodiversidade nacional.
Curiosidades sobre os micos-leões-dourados:
A cauda deles é mais longa que o corpo: 31-40 cm em comparação com 20-37 cm.
Como mamíferos onívoros, comem frutas, vegetais, ovos, aranhas, caracóis, além de pequenos lagartos e pássaros.
Mais de 65% das suas gestações resultam em gêmeos.
O Dia do Mico-Leão-Dourado é comemorado em 2 de agosto.
Onde encontrá-los: Mata Atlântica (Rio de Janeiro).
3) Lobo-guará
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O lobo-guará é o maior canídeo selvagem da América do Sul. Tímido, solitário e esquivo, é dócil, mas prefere manter distância dos humanos. Chama a atenção devido à sua pelagem laranja-avermelhada, longas pernas pretas e orelhas proeminentes.
Curiosidades sobre os lobos-guarás:
Apesar do nome e da aparência, eles não são categorizados como lobos ou raposas. O lobo-guará é o único membro do gênero Chrysocyon.
São considerados animais oportunistas, o que significa que se adaptam facilmente aos recursos disponíveis para comer. Sua dieta inclui roedores, pássaros, répteis, insetos e frutas — especialmente a lobeira, da mesma família dos tomates e das berinjelas.
Desmatamento, queimadas, expansão da agricultura e atropelamentos os colocam em risco.
O Dia do Lobo-Guará é comemorado em 12 de outubro.
Onde encontrá-los: Principalmente no Cerrado, mas os lobos-guarás também são encontrados em zonas de transição no Pantanal e na Mata Atlântica.
4) Tamanduá-bandeira
Photo: Keith Ladzinski
Fazendo jus ao seu nome, o tamanduá-bandeira pode atingir 2,4 metros da ponta do focinho à ponta da cauda. Um único indivíduo come quase 35.000 formigas por dia, o que exige que sua língua se mova até 150 vezes por minuto.
Curiosidades sobre os tamanduás-bandeira:
A língua deles tem 60 cm de comprimento, tornando-os o animal com a língua mais longa em relação ao tamanho do corpo.
Quase cegos, eles são guiados principalmente pelo olfato (40 vezes mais potente que o dos humanos).
Não são agressivos, mas podem ser ferozes se se sentirem ameaçados. Apoiando-se nas patas traseiras e na cauda, usam suas garras afiadas de 10 cm para afastar predadores.
Além das formigas, a dieta deles também é composta por cupins, larvas, centopeias e vermes.
Considerado um dos animais do Brasil mais emblemáticos, o tuiuiú é o símbolo do Pantanal. Sua grandiosidade é inquestionável: é a maior ave das áreas alagadas, atingindo um comprimento de 1,4 metros e uma altura de 1,60 metros. O bico preto tem 30 cm, enquanto a envergadura é de cerca de 3 metros.
Curiosidades sobre os tuiuiús:
Cientificamente conhecidos como Jabiru mycteria, o nome é uma mistura da língua indígena Tupi (yabi’ru, iambyrú) e do grego (mukter, mukterizo). Juntos, significa “pássaro com nariz muito grande e pescoço inchado”.
A cabeça, o pescoço e o bico são geralmente pretos, com um anel vermelho logo acima do peito. No entanto, alguns indivíduos são brancos e vermelhos, sem nenhum traço de preto, devido à falta de melanina.
Ao contrário de muitas espécies, eles também se alimentam de peixes mortos, o que ajuda a prevenir a putrefação de animais que morrem por falta de oxigênio durante os períodos de seca.
No topo das árvores mais altas, constroem ninhos que medem em média 1,85 metros de diâmetro e 70 cm de altura, mas há registros de ninhos com diâmetro de 3 metros.
Onde encontrá-los: Principalmente no Pantanal Sul, mas também podem ser encontrados em algumas áreas do Cerrado.
6) Onça-pintada
@donalboyd
O maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, a onça-pintada é definitivamente um dos animais brasileiros mais belos e notórios. Apesar da sua beleza, sua ferocidade também é impressionante — como um verdadeiro predador de topo, até jacarés fazem parte da sua dieta.
Curiosidades sobre as onças-pintadas:
As rosetas e a pelagem amarelo-alaranjada são características das onças-pintadas, mas indivíduos com grandes quantidades de melanina podem adquirir uma aparência semelhante à das panteras (a famosa onça-preta).
Sempre rondando as margens dos rios, são excelentes nadadoras e frequentemente caçam na água.
Entre todos os grandes felinos, as onças-pintadas têm a mordida mais forte. Sua mandíbula e dentes são tão poderosos e afiados que podem perfurar o casco de uma tartaruga sem muito esforço.
O Dia Internacional da Onça-Pintada é comemorado em 29 de novembro.
Pesando entre 180 e 300 kg, a anta é o maior mamífero do Brasil e da América Central e do Sul. Suas feições peculiares incluem uma “tromba” (probóscide), pele cinza, orelhas com pontas brancas e uma crina curta e estreita ao longo do pescoço. Geralmente é amigável, mas pode adquirir um comportamento agressivo se se sentir ameaçada.
Curiosidades sobre as antas:
São conhecidas como as jardineiras da floresta porque suas fezes, carregadas de sementes, ajudam na dispersão e no repovoamento da vegetação.
Consideradas uma espécie sentinela, são usadas para detectar perigos em potencial para o meio ambiente ou mesmo para os humanos, fornecendo alertas precoces sobre riscos como patógenos, mudanças climáticas e poluição.
São solitárias na maior parte do tempo, mas podem ser vistas em grupos de três durante as épocas de reprodução.
O Dia Mundial da Anta é comemorado em 27 de abril.
Onde encontrá-las: Frequentemente avistadas no Pantanal, na Floresta Amazônica, na Mata Atlântica e no Cerrado.
Sem dúvida entre os animais do Brasil mais misteriosos e incompreendidos, as sucuris são uma visão verdadeiramente inspiradora. Atingindo comprimentos impressionantes de até 6 metros, essas enormes cobras constritoras habitam predominantemente pântanos e águas rasas e lentas pelas áreas alagadas do país. Apesar do seu tamanho formidável, são mestres incrivelmente furtivas do camuflagem e continuam a ser uma visão surpreendentemente rara para os visitantes.
Fatos fascinantes sobre a esquiva sucuri:
Elas são totalmente não venenosas, contando com sua imensa força muscular para se enrolar e subjugar suas presas.
Sua dieta robusta é notavelmente diversificada, variando de peixes e aves aquáticas a grandes refeições como capivaras e até jacarés!
Ao contrário das representações sensacionalistas da mídia, são criaturas naturalmente evasivas que muito raramente representam uma ameaça aos humanos.
Onde encontrá-las: Nas profundezas das áreas alagadas, particularmente nos pântanos e rios de curso lento da Bacia Amazônica, do Pantanal e do Cerrado.
9) Araras
Photo: Keith Ladzinski
O Brasil serve como um santuário para algumas das araras mais deslumbrantes do globo, notavelmente a arara-azul-grande — o maior papagaio voador existente. Ostentando uma plumagem azul vibrante e uma envergadura superior a 1,2 metros, essas aves majestosas são verdadeiramente inconfundíveis. Junto a elas, araras-vermelhas e araras-canindé (azul e amarela) frequentemente podem ser avistadas fazendo ninhos no alto das árvores ou voando graciosamente em pares.
Traços notáveis das araras brasileiras:
São incrivelmente leais, formando laços monogâmicos que duram a vida toda.
Seus chamados poderosos e únicos reverberam por toda a copa da floresta.
Sua dieta depende muito de uma variedade de frutas nativas, nozes e sementes.
Para os entusiastas da observação de aves que exploram a fauna brasileira, testemunhar essas criaturas vibrantes em seu habitat natural é frequentemente a joia da coroa da experiência.
Onde encontrá-las: São facilmente avistadas nas planícies inundáveis do Pantanal, na vasta Floresta Amazônica e nas savanas do Cerrado.
10) Tartaruga-de-pente
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Pesando até 80 kg, a tartaruga-de-pente é razoavelmente pequena em comparação com outras tartarugas marinhas. Sua longa expectativa de vida (105 a 135 anos) explica a idade tardia da maturidade sexual — ela começa a procurar parceiros para se reproduzir após os 20 anos, muitas vezes chegando aos 40.
Curiosidades sobre as tartarugas-de-pente:
O formato afilado da boca delas lembra o bico de um falcão.
Suas comidas favoritas são esponjas, corais, algas e anêmonas.
Põem de 140 a 200 ovos de cada vez.
Considerada a mais tropical das tartarugas marinhas, ocorrendo ocasionalmente em regiões subtropicais.
Onde encontrá-las:Fernando de Noronha (Pernambuco), costa norte da Bahia, Sergipe e costa sul do Rio Grande do Norte.
The Amazon river dolphin is one of the most recognizable Brazilian animals due to its docile personality and lovely pink skin. Despite its friendliness with humans, it’s often spotted alone or in groups of a maximum of four members.
Curiosidades sobre os botos-cor-de-rosa:
Nos anos 80, um erro de tradução em um documentário de Jacques Cousteau popularizou o nome “boto-cor-de-rosa” no lugar de “boto-vermelho”. O nome pegou na mídia, mas muitos moradores locais ainda os chamam de boto-vermelho.
A cor deles varia. Alguns indivíduos podem ser de um rosa profundo ou claro, enquanto outros são totalmente cinzas ou pálidos.
É o maior entre os golfinhos de água doce, chegando a atingir 2,5 metros e pesando cerca de 200 kg.
Eles têm 40% a mais de capacidade cerebral do que os humanos devido ao grande tamanho de seus cérebros.
Onde encontrá-los: Rios na Floresta Amazônica (Amazonas, Negro, Solimões, Japurá, Araguaia, etc.)
12) Bugio-ruivo
Photo: Frederico Acaz Sonntag
O nome do bugio-ruivo descreve suas feições mais distintas: uma pelagem avermelhada e uivos poderosos para se comunicarem uns com os outros. O tom alaranjado pode se estender por várias partes de seu corpo, ganhando destaque na copa das árvores.
Curiosidades sobre os bugios-ruivos:
Sua vocalização pode ser ouvida a até 5 km de distância.
Raramente saltam, mas frequentemente usam sua cauda preênsil para ajudar na locomoção mais lenta sobre quatro membros.
Uma presença onipresente nas diversas áreas alagadas do Brasil, os jacarés são frequentemente avistados descansando ao longo das margens dos rios, espreitando em lagoas lamacentas ou, ocasionalmente, até mesmo vagando por trilhas de caminhada. Eles atuam como peças cruciais no ecossistema — tanto mantendo as populações de peixes sob controle quanto fornecendo uma fonte alimentar essencial para predadores de topo como onças-pintadas e sucuris.
O que faz dos jacarés um ícone brasileiro:
O jacaré-do-pantanal reina supremo como a espécie mais abundante no país, embora a América do Sul seja o lar de outras seis variedades distintas de jacarés.
Impressionantes em tamanho, os machos adultos podem chegar a esticar até 3 metros de comprimento.
São clássicos banhistas de sol, frequentemente vistos descansando com as mandíbulas bem abertas — um truque comportamental inteligente para regular a temperatura corporal sob o sol tropical.
Em uma fascinante reviravolta estatística, os jacarés superam amplamente os humanos em número em regiões específicas como o Pantanal. Esta área em particular serve como um extenso santuário para cerca de 10 milhões de jacarés, ofuscando completamente a população humana local de menos de 1 milhão!
Onde encontrá-los: O Pantanal é o destino principal, mas eles também são facilmente encontrados nos sistemas fluviais da Amazônia, do Cerrado e da Mata Atlântica.
14) Tucano-toco
@donalboyd
Um emblema icônico do Brasil, o tucano-toco é instantaneamente reconhecível graças à sua marcante plumagem preta e branca e ao seu enorme e vibrante bico laranja.
Embora possa parecer pesado, este bico gigantesco é, na verdade, incrivelmente leve e serve como uma ferramenta altamente versátil — especialmente para arrancar frutas fora de alcance em galhos finos.
Fatos fascinantes sobre o tucano-toco:
A dieta deles é surpreendentemente variada, abrangendo frutas, insetos e, ocasionalmente, até pequenos animais.
Esse bico famoso funciona como um ar condicionado embutido, ajudando a ave a regular sua temperatura corporal no calor tropical sufocante.
Suas vocalizações únicas tornam-se a trilha sonora da floresta, sendo mais comumente ouvidas ao amanhecer e ao anoitecer.
Ao descansar, essas aves notáveis buscam abrigo dentro de cavidades de árvores ocas, embora sejam frequentemente avistadas posando orgulhosamente no topo dos galhos mais altos do dossel.
Onde encontrá-los: Procure por eles nas matas de galeria do Cerrado, nas áreas alagadas do Pantanal e ao longo das franjas da Mata Atlântica.
15) Tatu-bola
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O tatu-bola se enrola em uma bola perfeita para se proteger contra ameaças em potencial, além de rolar para fugir de predadores. Embora tenha garras afiadas, ele se esconde em tocas abandonadas em vez de cavar buracos.
Curiosidades sobre os tatus-bolas:
Ao se alimentarem de formigas e cupins, eles frequentemente acabam engolindo areia, cascas e raízes.
Avistá-los na natureza pode ser difícil, pois eles seguem, em sua maioria, hábitos noturnos.
A perda e a fragmentação do habitat, assim como a caça, os colocam em grande risco.
O Fuleco foi o mascote oficial da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil, um tatu-bola com uma carapaça azul e pele amarela.
Onde encontrá-los: Caatinga e certas áreas do Cerrado.
16) Boana atlantica (Perereca)
@bela.carvvv
Embora seja comum presumir que a boana atlântica seja um dos animais perigosos no Brasil — já que animais pequenos e coloridos tendem a ser venenosos —, esse anfíbio é, na verdade, inofensivo. É verde brilhante com tons de amarelo, mas brilha em um azul transparente sob luz UV, criando um belo efeito no escuro.
Curiosidades sobre a boana atlantica:
Elas pertencem à Hylidae, uma família de anfíbios Anuros cujas espécies são encontradas em todos os continentes, exceto na Antártida, popularmente conhecidas como pererecas.
Uma das menores pererecas do Brasil, medindo de 34 a 41 milímetros.
A fluorescência foi descoberta consideravelmente recentemente, em 2017.
Embora a boana atlantica esteja incluída na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, felizmente ela está sob a categoria LC (pouco preocupante).
Onde encontrá-las: Mata Atlântica (Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia).
17) Atobá-mascarado
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O atobá-mascarado é uma ave marinha tropical de longo alcance nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. A máscara preta em volta de seu bico laranja é a razão de seu nome, que adorna perfeitamente seus olhos amarelos. Geralmente não se importa com a presença humana, mas pode ser relativamente agressivo quando se sente ameaçado.
Curiosidades sobre os atobás-mascarados:
Nadadores maravilhosos, eles capturam lulas e peixes durante mergulhos profundos e verticais, vários metros abaixo das ondas.
Durante a época de acasalamento, os machos se apresentam às fêmeas com o pescoço esticado e lhes oferecem pedras e penas.
As fêmeas põem dois ovos de cada vez e os enterram em pequenos buracos no solo. Os filhotes nascem após 43 dias de incubação.
Depois que os ovos eclodem, leva cerca de dois a três anos para que os atobás-mascarados estejam totalmente cobertos em suas penas brancas distintas.
Onde encontrá-los:Arquipélago de Abrolhos (Bahia), Fernando de Noronha e Ilha da Trindade (Espírito Santo).
Indiscutivelmente um dos habitantes mais famosos do Brasil, as capivaras são criaturas altamente sociáveis e notavelmente gentis. São frequentemente avistadas relaxando em grandes rebanhos ao longo das margens dos rios ou pastando pacificamente em pastos exuberantes e inundados por todo o país. Perfeitamente adaptadas a ambientes semiaquáticos, suas patas palmadas e temperamento incrivelmente descontraído permitem que prosperem na natureza.
Por que as capivaras são uma parte única da fauna brasileira:
Sendo os maiores roedores do mundo, podem atingir alturas de até 60 cm e pesar bem mais de 60 kg.
São nadadoras fenomenais, capazes de cochilar completamente submersas com apenas o focinho espiando acima da superfície.
Sua natureza incrivelmente dócil faz delas o local de descanso perfeito para garças e jaçanãs, que frequentemente pegam carona em suas costas.
Esses gigantes gentis compartilham uma existência surpreendentemente harmoniosa com seus vizinhos, coexistindo pacificamente ao lado de uma variedade de aves pernaltas e até mesmo jacarés.
Onde encontrá-las: Perto de quase qualquer fonte de água constante em todo o Brasil, desde os rios do Pantanal e da Amazônia até parques urbanos em cidades como São Paulo e Curitiba.
Sendo um animal que só sobrevive em ecossistemas ambientalmente equilibrados, especialmente aqueles com cursos de água limpos e transparentes, o pato-mergulhão está criticamente ameaçado na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. É uma das aves aquáticas mais raras e vulneráveis do mundo.
Curiosidades sobre os patos-mergulhões:
Eles mergulham na água em busca de peixes, sendo o lambari a sua comida favorita.
A estrutura do bico deles é diferente da de outros patos, contendo uma superfície lateral com expansões que lembram pequenos dentes.
O naturalista francês Louis Jean Pierre Vieillot foi a primeira pessoa a descrever a espécie, em 1817.
Monogâmicos, eles permanecem com o mesmo parceiro por muitos anos ou por toda a vida.
Também conhecida como cobra-rateira, a caninana não é peçonhenta, mas pode ser bastante agressiva. Quando se sente ameaçada, ela infla o pescoço, prepara-se para o bote, ataca seu oponente em um movimento rápido e o morde.
Curiosidades sobre as caninanas:
Incrivelmente ágeis, podem cobrir uma distância de um metro em milissegundos, o que facilita a captura de ratos e pequenos pássaros.
Os adultos podem atingir um comprimento total de 2,7 metros.
Em algumas partes do Brasil, “caninana” é um termo usado para descrever pessoas mal-humoradas, em alusão ao comportamento genioso da cobra.
Apesar de sua combatividade, tendem a evitar humanos e não apresentam nenhum perigo se mantidas à distância.
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Como você viu na nossa lista, os animais nativos do Brasil são notáveis, oferecendo um verdadeiro banquete para os viciados em adrenalina e os amantes dos animais. Espécies fascinantes chamam diferentes regiões e biomas de lares, contribuindo para o equilíbrio do ecossistema e a riqueza natural do país.
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