Author: Lucas Planeta Exo

  • COP30 Brasil: O impacto do turismo sustentável nas ações climáticas

    COP30 Brasil: O impacto do turismo sustentável nas ações climáticas

    O turismo sustentável pode ser parte da solução para a crise climática. Saiba como o ecoturismo, especialmente os modelos comunitários, está desempenhando um papel importante na agenda da COP30.

    Acontecendo de 10 a 21 de novembro de 2025 em Belém, Pará, a COP30 Brasil deve marcar um ponto de inflexão nas discussões globais sobre o clima e na forma como pensamos sobre viagens. Além das negociações, o evento também é uma oportunidade de conhecer soluções baseadas na natureza que já estão em andamento. O turismo na COP30 Brasil não é uma nota de rodapé: o ecoturismo é um tema central, mostrando como viagens conscientes podem apoiar a ação climática.

    Você sabia que o turismo é responsável por cerca de 8% das emissões globais de gases de efeito estufa? Principalmente devido às viagens aéreas e às operações em grande escala; Chocante, não é? O ecoturismo, por outro lado, opera em menor escala, com menos impacto ambiental e traz benefícios locais.

    Estamos falando de uma das formas mais práticas de combater as mudanças climáticas. O turismo sustentável oferece ferramentas para a adaptação climática e a preservação ambiental, não apenas no Brasil ou na Floresta Amazônica, mas em todo o mundo.

    Turismo durante a COP30 Brasil
    Foto: Marcelo Bonifácio

    Nesse contexto, o PlanetaEXO organiza experiências de viagem responsáveis na natureza, com forte foco na Amazônia e no ecoturismo comunitário. É um exemplo real de como o turismo pode impulsionar a conservação e o desenvolvimento local.

    Se você está curioso para saber como a COP30 Brasil se conecta com suas escolhas de viagem, continue lendo. Abaixo, exploramos como o ecoturismo se encaixa na agenda climática e por que ele é mais importante do que nunca.

    Como o ecoturismo ajuda a combater o aquecimento global

    O turismo sustentável tem ganhado cada vez mais reconhecimento nas cúpulas climáticas das Nações Unidas (ONU) como uma solução viável e escalável para mitigação e adaptação. Ele não substitui as políticas públicas ou mudanças sistêmicas, mas fortalece o que os especialistas chamam de soluções baseadas na natureza: estratégias que combinam proteção ambiental com bem-estar da comunidade.

    Como o Ecoturismo Ajuda a Combater o Aquecimento Global
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    O conceito de usar o turismo como solução climática evoluiu consideravelmente desde que foi mencionado pela primeira vez em 2005. Ao longo dos anos, importantes declarações e relatórios ajudaram a formalizar o papel do turismo no desenvolvimento sustentável e na resiliência ambiental. Confira:

    O turismo sustentável entra na agenda climática

    Essa discussão começou formalmente na COP11, em Montreal, quando o turismo foi oficialmente reconhecido como um setor relevante na agenda climática. A conferência enfatizou seu papel na conservação da biodiversidade e na redução da pobreza, afirmando que: “o turismo pode apoiar a conservação dos recursos naturais e proporcionar meios de subsistência favoráveis à biodiversidade para as comunidades indígenas e locais”.

    Turismo Sustentável
    Foto: Isadora Sá

    O Ano do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento

    Alguns anos depois, em 2017, a ONU declarou como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. Como resultado, o turismo foi oficialmente vinculado à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com crescente reconhecimento de seu papel na resiliência climática.

    O ano enfatizou como o turismo poderia contribuir para 12 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente em áreas como crescimento econômico inclusivo, uso sustentável de recursos e preservação cultural. Também exortou os governos e a indústria a promover modelos de viagens de baixo impacto e fortalecer o turismo comunitário como ferramenta para o desenvolvimento sustentável.

    O Ano do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento
    Turismo durante a COP30 Brasil

    Pilares do turismo sustentável

    Na COP26 em Glasgow (2021), a conversa avançou com o lançamento da Declaração de Glasgow sobre Ação Climática no Turismo, assinada por governos, organizações não governamentais (ONGs) e empresas de viagens. Essa declaração comprometeu a indústria do turismo a atingir emissões líquidas zero até 2050, com cinco pilares de ação principais:

    • Medir e reduzir as emissões de carbono das viagens e da hospitalidade;
    • Regenerar ecossistemas por meio do turismo responsável;
    • Apoiar economias locais e conservação liderada pela comunidade;
    • Garantir financiamento climático para iniciativas de viagens sustentáveis;
    • Compartilhar progressos transparentes e melhores práticas.

    Como mencionado anteriormente, a maior parte das emissões do turismo provém de viagens aéreas, grandes resorts e cruzeiros de massa. Isso é confirmado pelo relatório da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (OMT), intitulado “Emissões de CO₂ relacionadas ao transporte no setor do turismo” (2019), que descreve como esses segmentos dominam a pegada de carbono do setor.

    O ecoturismo, por outro lado, opera em uma escala menor e com menor impacto, muitas vezes envolvendo viagens locais, infraestrutura de pequena escala e operações ambientalmente conscientes.

    Na prática, o ecoturismo contribui para a luta contra o aquecimento global de cinco maneiras principais:

    • Reduzindo as emissões de carbono: incentiva viagens mais lentas e locais e reduz a dependência de transportes e infraestruturas com altas emissões.
    • Protegendo sumidouros de carbono: ao conservar florestas tropicais, zonas úmidas e outros ecossistemas, o ecoturismo ajuda a preservar os reguladores climáticos naturais do planeta.
    • Oferece renda sustentável para a população local: oferece alternativas a indústrias destrutivas, como a exploração madeireira, a mineração e a agricultura industrial.
    • Constrói resiliência: diversifica as economias locais e fortalece as comunidades contra perturbações relacionadas ao clima.
    • Aumenta a conscientização: promove a educação e o envolvimento, permitindo que os viajantes compreendam melhor a biodiversidade, o conhecimento tradicional e a urgência da ação climática.
    Turismo durante a COP30 Brasil
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    A mudança já começou, mas precisa se tornar global

    Em todo o mundo, iniciativas de turismo sustentável já começaram a surgir e mostrar resultados positivos. Um exemplo vem da Reserva da Biosfera Maia, na Guatemala, onde antigas áreas de extração madeireira foram convertidas em zonas de ecoturismo gerenciadas pela comunidade, ajudando a proteger vastas áreas florestais e, ao mesmo tempo, gerando renda para os moradores locais.

    COP30 Brasil
    Foto: Mike Vondran

    No Brasil, o potencial é imenso. Destinos como a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado são vitais para a captura de carbono e a biodiversidade, mas também enfrentam alta vulnerabilidade socioambiental.

    Incluir o ecoturismo como ferramenta nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e nos planos de ação climática do Brasil proporcionaria um impacto mensurável, um tema que deve ganhar relevância durante a COP30 em Belém.

    Agora, na COP30 Brasil, o foco está em transformar essas declarações em ação. O ecoturismo oferece um modelo real que já funciona na prática: escalável, inclusivo e adaptável.

    A Floresta Amazônica no centro das mudanças climáticas

    Embora o ecoturismo seja uma solução global, o Brasil (e particularmente a Floresta Amazônica) desempenha um papel central na crise climática. A floresta se estende por nove estados brasileiros, incluindo o Pará, onde cobre mais de 60% do território estadual. Isso torna sua capital, Belém, uma cidade anfitriã simbólica e estratégica para a COP30.

    Belém
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    A Amazônia regula as chuvas em toda a América do Sul, estabiliza as temperaturas globais e possui mais biodiversidade do que qualquer outro ecossistema do planeta. Mas também está sob extrema pressão.

    Em 2023, o Rio Negro, em Manaus, atingiu seu nível mais baixo em um século, e dados de satélite do MapBiomas mostram que a região perdeu mais de 50 milhões de hectares de cobertura florestal entre 1985 e 2023.

    Rio Negro no Manaus
    Foto: Jacqueline Lisboa, WWF-Brasil

    As secas estão se tornando mais frequentes e intensas, ameaçando a capacidade de regeneração da floresta e os meios de subsistência de sua população. Esse contexto reforça a importância de alternativas de baixo impacto e impulsionadas pela comunidade. O ecoturismo não é a única resposta, mas é uma resposta promissora e que pode ser implementada imediatamente.

    👉 Quer saber mais sobre quem está trabalhando ativamente para proteger a Floresta Amazônica? Descubra as histórias inspiradoras dos guardiões da floresta.

    Viagens conscientes na Amazônia

    Dada a grandiosidade da Amazônia, fica claro por que ela é um dos destinos principais do PlanetaEXO. Conectamos viajantes a experiências imersivas que respeitam a floresta, apoiam as comunidades locais e contribuem para a conservação a longo prazo.

    Durante a COP30, os visitantes terão a oportunidade de ir além das paredes da conferência e experimentar exemplos reais de soluções baseadas na natureza: de ecolodges e passeios guiados por comunidades locais a projetos de conservação florestal.

    Turismo na COP30 Brasil: o futuro é sustentável

    A COP30 Brasil é uma oportunidade para o país se posicionar como referência global em turismo sustentável. No entanto, isso requer ações concretas. Apoiar pequenos empreendedores, investir em treinamento e desenvolver experiências de viagem respeitosas são passos essenciais.

    Além da Floresta Amazônica, outros destinos naturais conhecidos, como Chapada Diamantina e Lençóis Maranhenses, também oferecem oportunidades significativas para o ecoturismo. A visibilidade da conferência pode ajudar a atrair investimentos e atenção para esses modelos de viagens sustentáveis únicos, mas muitas vezes ainda não totalmente explorados.

    Viaje com a PlanetaEXO e faça parte da solução climática

    Agora, entendemos como o ecoturismo pode ser parte da solução climática. Diante dos desafios que a humanidade enfrenta, cada ação conta.

    👉 Explore nossos destinos sustentáveis em todo o Brasil e encontre experiências que geram um impacto positivo na natureza e nas comunidades locais.

    Leia mais:

  • Dia de Proteção às Florestas: Conheça 7 guardiões da Floresta Amazônica

    Dia de Proteção às Florestas: Conheça 7 guardiões da Floresta Amazônica

    Em celebração à data, saiba mais sobre quem atua diretamente na preservação da Amazônia, o maior refúgio de biodiversidade do planeta.

    Você já parou para pensar no papel vital que as florestas desempenham no equilíbrio do nosso planeta? Como grandes pulmões verdes, elas regulam o clima, produzem oxigênio e sustentam a vida de milhões de espécies, inclusive a nossa. Mas se elas são tão essenciais, por que ainda não estão no centro das prioridades globais?

    No Brasil, o Dia de Proteção às Florestas, celebrado em 17 de julho, reforça a urgência de preservar esse patrimônio natural, afinal, proteger nossas florestas é proteger o futuro. A data homenageia o Curupira, guardião das matas no folclore brasileiro, e chama atenção para a grandiosidade da Floresta Amazônica, que abriga cerca de 20% da fauna mundial, mais de 50 mil espécies de plantas e diversas comunidades tradicionais que vivem em equilíbrio com a floresta.

    Dia de proteção a FlorestaMas quem são os verdadeiros guardiões desse território? Quais histórias vivem por trás da defesa da maior floresta tropical do mundo? Neste artigo, você vai conhecer algumas das lideranças que estão na linha de frente da luta pela Amazônia. Descubra quem são os Guardiões da Floresta Amazônica e como o turismo de base comunitária pode ajudar a manter viva essa missão:

    Roberto Brito

    De madeireiro a líder da comunidade ribeirinha Tumbira

    Antigamente, quando Roberto olhava uma árvore, a primeira coisa que surgia em sua mente era o preço que poderia vender aquela madeira no mercado. Cada árvore tinha uma etiqueta com diferentes cifrões. Hoje, o cenário é diferente: a árvore, os rios, os animais, todos fazem parte de um ambiente no qual ele também é um participante vivo e ativo.

    Aos 50 anos, Roberto Brito é um dos líderes da comunidade Tumbira, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, Amazonas. Ele comanda pousadas que recebem visitantes interessados em vivências autênticas na Amazônia e guia outras atividades turísticas na comunidade.

    Antes, eu via preço nas árvores, em tudo. Agora, entendo o significado de valor, do valor que a floresta tem na minha vida, destacou ele ao PlanetaEXO. Roberto organizou a comunidade para que todos participem dos roteiros, desde a produção artesanal até a culinária e a condução nas trilhas. Ele ressalta que o turismo de base comunitária não é apenas algo que deve fazer sentido para quem vive ali: é uma prioridade de todos. Afinal, os ribeirinhos não são apenas anfitriões, mas também fazem parte da própria natureza que se quer proteger.

    Guardiões da Floresta Amazônica - Roberto Brito
    Photo: Felipe Beltrame

    Nilde Silva

    Liderando um ecolodge no coração da floresta

    Nilde Silva é ribeirinha nascida e criada em Acajatuba, na Amazônia, e fundadora da Caboclos House Ecolodge, uma pousada sustentável construída com materiais da floresta e operada por moradores locais. À frente do empreendimento, ela oferece experiências imersivas, que conectam os viajantes à cultura, à gastronomia e ao cotidiano ribeirinho com responsabilidade.

    Reconhecida por seu protagonismo, Nilde venceu a tradicional Prova da Farinha em 2021 e foi premiada pelo Sebrae como Mulher de Negócios. O ecoturismo foi essencial para que ela conquistasse independência e, principalmente, mostrasse que é possível empreender na floresta com identidade e respeito.Por seu trabalho, Nilde é um exemplo de liderança feminina e inspiração para outras mulheres amazônidas, principalmente por sua luta pela preservação ambiental da Amazônia.

    Juma Xipaya

    Primeira mulher cacique entre os povos do médio Xingu

    Muitas vezes, quando pensamos em um cacique, a figura masculina é a primeira associação ao nome devido anos de tradição no imaginário popular. Juma Xipaia mudou isso. Liderança indígena do povo Xipaya, ela foi a primeira mulher a se tornar cacique de sua aldeia, no Pará. Ganhou projeção internacional ao denunciar publicamente a presença do garimpo ilegal em seu território e passou a atuar como uma das principais vozes indígenas na defesa da Amazônia.

    A líder também é coordenadora do Instituto Juma Xipaia e comunicadora, participando de eventos no Brasil e no mundo como mulher indígena e guardiã do Xingu. Recentemente, lançou o documentário “Yanuni”, do diretor Richard Ladkani, em parceria com o ator Leonardo DiCaprio. A produção conta a história de Juma e sua luta contra o minério e garimpo ilegal. Para Xipaya, proteger o território é preservar sua cultura, sua história e seu futuro.

    @tribeca

    Txai Suruí

    Raízes, resistência e liderança global da Amazônia

    Criada em meio à floresta, Txai Suruí cresceu entre cantos, rituais e os ensinamentos do povo Paiter Suruí, na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia. Filha de Almir Suruí, reconhecido líder indígena, ela carrega desde cedo a herança de luta e conexão com a natureza. Com presença serena e discurso firme, Txai se destacou como uma das principais vozes da juventude indígena brasileira. Sua atuação vai além das fronteiras da aldeia, unindo tradição, espiritualidade e mobilização política.

    Ativista ambiental e defensora dos direitos dos povos originários, Txai tornou-se a indígena brasileira mais conhecida do mundo após discursar na abertura da COP26, em Glasgow. Foi a única brasileira a ocupar aquele palco, onde denunciou a violência contra os povos da floresta e o avanço do desmatamento na Amazônia. 

    Em Rondônia, atua com iniciativas de proteção territorial e fortalecimento das lideranças jovens. Dessa forma, Txai representa uma geração que resiste com sabedoria e, ao mesmo tempo, fala com o mundo sem perder as raízes.

    Dia de proteção a Floresta - Txai Suruí
    @levitapuia

    Izolena Garrido

    Transformação e preservação através da arte

    Professora, Izolena Garrido fundou uma oficina na comunidade Tumbira porque acreditava no poder da arte e dos saberes tradicionais em gerar oportunidades de transformação. Em sua casa, criou um espaço onde produz biojoias e peças artesanais com sementes e pigmentos naturais, acolhendo meninas e meninos em situação de vulnerabilidade. Para ela, proteger o seu povo é também proteger a floresta. 

    Ali, a natureza conversa entre si e todos os fatos são conectados, desde o cair da chuva até os viajantes que passam pela oficina e conhecem o trabalho de Izolena. “Tudo é um ciclo. Para termos as sementes que usamos no artesanato, precisamos da chuva, da água do rio, da terra. Se uma coisa para, isso não acontece. Precisamos manter.”, explica a professora. 

    Atualmente, Izolena é uma das líderes da comunidade e também referência em iniciativas que unem arte, educação e preservação no contexto ribeirinho. Suas peças já foram expostas na São Paulo Fashion Week, maior semana de moda brasileira, e o projeto recebe apoio de marcas como a Louis Vuitton. Para Izolena, a arte pode agir como um curador de traumas, fortalecendo a autoestima e o vínculo com o território.

    José Pancrácio

    Cacique da comunidade Nova Esperança

    José Pancrácio é o cacique da comunidade indígena Nova Esperança, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, Amazonas, e uma das principais lideranças do povo Baré. Ele atua na linha de frente de ações que unem preservação ambiental, turismo de base comunitária e educação. Sob sua liderança, a comunidade realiza projetos como a soltura de filhotes de tartaruga-da-Amazônia, fortalecendo o compromisso coletivo com a preservação ambiental.

    Desde novo, José entendeu que não havia outra forma de mudança e manutenção do legado cultural do seu povo se não pela educação das crianças. Entre as conquistas mais simbólicas está a construção da escola da comunidade, viabilizada com recursos arrecadados por meio do ecoturismo. A renda gerada pelas visitas foi essencial para garantir a estrutura do prédio, com salas de aula e materiais básicos.

    Para Pancrácio, o ecoturismo contribui diretamente para melhorar a vida de quem cuida da floresta todos os dias. Mais do que tudo, ele explica a importância de relações de troca cultural: quando os turistas chegam na comunidade, é sempre um grande prazer mostrar a história e tradição do povo Baré.

    Líder da comunidade indígena de Nova Esperança - Cacife José Pancrácio
    Photo: Isadora Sá

    Daniel Gutierrez Govino

    Uma brigada florestal para proteger a floresta

    Daniel Gutierrez Govino é fundador da Brigada Florestal Comunitária de Alter do Chão, no Pará. Desde 2017, ele mobiliza moradores locais para prevenir e combater incêndios na floresta, com apoio de bombeiros, Defesa Civil e parceiros como o World Wide Fund for Nature (WWF). A brigada atua com técnicas mistas, drones e comunicação em rede, sendo referência em ação comunitária frente às queimadas na Amazônia.

    Além da resposta emergencial, Daniel aposta na formação de brigadistas e na educação ambiental como caminhos para fortalecer o protagonismo local. Para ele, proteger a floresta começa com quem vive nela. Por conta disso, sua atuação também ganhou visibilidade internacional, com participação na COP26 e apoio de organizações de direitos humanos e ambientais.

    Como ajudar a proteger a floresta?

    No PlanetaEXO, acreditamos que cada viagem pode gerar impacto positivo e preservar o meio ambiente onde vivemos. Nossa missão é conectar você a experiências autênticas e sustentáveis, promovendo o ecoturismo de base comunitária na Amazônia e em outros destinos naturais brasileiros. Selecionamos aventuras que respeitam o meio ambiente e fortalecem quem vive nessas regiões, incluindo os guardiões da Floresta Amazônica. 

    Uma forma de também apoiar essa causa é através de projetos de conservação na Amazônia, promovidos por algumas entidades como o Instituto Socioambiental (ISA) e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). Ambos atuam há décadas na proteção da floresta e dos povos tradicionais, e recebem doações para seguir com esse trabalho essencial. A Amazônia sustenta o clima, abriga milhões de vidas e guarda a história de povos originárias: defendê-la é um compromisso coletivo.

    Leia mais:

  • Quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses?

    Quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses?

    O planejamento da sua viagem depende de vários fatores, como logística, clima e estilo de viagem.

    O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses abrange uma imensa área de 155.000 hectares, o que significa que você precisa de pelo menos 3 dias inteiros para vivenciar verdadeiramente a atmosfera paradisíaca — embora existam opções para trekkings de 2 dias mais rápidos em áreas selecionadas através das dunas de areia.

    A logística também tem um papel enorme no planejamento da viagem, já que este é um local remoto que exige longas jornadas para chegar às cidades-base (Barreirinhas, Atins e Santo Amaro). As estações do ano, o clima e o ritmo de cada viajante também devem ser considerados ao decidir quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses.

    Dois mochileiros caminham pelas vastas dunas de areia branca ao lado de uma lagoa de água doce no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

    Precisa de uma mãozinha com a sua viagem? O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para os Lençóis Maranhenses que sabe tudo sobre viagens para o deserto molhado do Brasil. Confira abaixo!

    O que determina quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses?

    Logística

    No nordeste do Maranhão, os Lençóis Maranhenses estão localizados em uma área remota. Após chegar à capital São Luís, leva-se de 4 a 5 horas de estrada para chegar a uma das cidades-base: Barreirinhas, Atins e Santo Amaro.

    As principais opções de transporte são ônibus, carros privativos ou vans compartilhadas, mas também é possível chegar a Barreirinhas em um voo fretado ou de barco até Atins (saindo de Barreirinhas).

    O trajeto até o seu destino deve ser considerado no seu planejamento, já que uma parte significativa da viagem é gasta na rota São Luís–Lençóis.

    Turistas em um veículo 4x4 adaptado dirigem por uma trilha de água e areia, ilustrando as opções de transporte para explorar as lagoas dos Lençóis Maranhenses.

    👉 Leia mais: Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

    Estação e clima

    O clima nos Lençóis Maranhenses dita as experiências — algumas estações podem ser mais bem aproveitadas do que outras, dependendo do que você procura.

    A estação chuvosa começa em fevereiro e se estende até abril, causando as chuvas que formam novas lagoas e enchem as já existentes. A chuva não impede a visita dos turistas, mas pode tornar as caminhadas pelas dunas um pouco mais complicadas.

    A chuva para quando a estação seca (maio a setembro) começa, apresentando as condições que a maioria das pessoas prefere: lagoas cheias espalhadas pelas dunas dos Lençóis Maranhenses, clima quente e uma brisa refrescante. Este é o período em que o parque fica mais movimentado, marcando a alta temporada.

    A partir de outubro, as lagoas começam a secar. Até janeiro, o parque nacional tem mais areia do que água, mas ainda é possível se aventurar com trekkings, passeios de barco no Rio Preguiças e kitesurf na Praia de Atins.

    Não se esqueça: antes de decidir quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses, verifique a previsão do tempo para o período desejado.

    👉 Leia mais: Qual é a melhor época para ir aos Lençóis Maranhenses

    Estilo de viagem e ritmo

    A imensidão das dunas brancas, a calmaria das lagoas de águas cristalinas e o azul infinito do céu contribuem para a atmosfera pacífica do parque nacional, perfeita para aqueles que buscam descanso e desconexão das tensões do dia a dia.

    No entanto, também há oportunidades para aventura, como passeios em veículos 4×4, travessias a pé pelo parque — com pernoite nas casas dos moradores locais —, boiacross e kitesurf.

    A duração da viagem depende da disponibilidade e estilo de cada viajante, mas os Lençóis Maranhenses são versáteis o suficiente para todos os cenários e ritmos, desde experiências rápidas de 2 dias caminhando pelos principais pontos do parque até viagens de vários dias que englobam até outros estados.

    Vista aérea de um grupo fazendo trekking pelas imensas dunas de areia branca dos Lençóis Maranhenses, com pequenas lagoas azuis ao fundo.

    Viagem de 2 a 3 dias: o essencial

    Mesmo com uma agenda mais apertada, é perfeitamente possível vivenciar a magia dos Lençóis Maranhenses apenas escolhendo o ritmo da sua aventura.

    Se você procura algo mais tranquilo, o Trekking de 2 dias saindo de Atins (nível fácil) é perfeito: uma caminhada mais leve pelas deslumbrantes dunas e lagoas, começando e terminando na charmosa vila. Você tem um espírito aventureiro e bom preparo físico? Então você deve conferir o Trekking de 2 dias no deserto (nível difícil), que exige mais esforço, mas recompensa você com uma imersão profunda e um pernoite inesquecível no oásis de Baixa Grande.

    Com 3 dias disponíveis, o leque de experiências se abre ainda mais. Você pode optar pelo Trekking de 3 dias (nível moderado), caminhando entre as dunas e visitando dois oásis diferentes, com pernoite nas casas das famílias locais. Se você prefere conforto, o Passeio de 3 dias saindo de Santo Amaro (nível fácil) permite que você explore as lagoas mais intocadas em veículos 4×4, com base em uma vila muito pacata.

    E para uma experiência verdadeiramente única, você pode cruzar o deserto de areias brancas na nossa Expedição a cavalo de 3 dias, uma aventura de nível fácil que criará memórias para a vida toda!

    Silhuetas de cinco pessoas andando a cavalo pelas dunas de areia dos Lençóis Maranhenses sob o sol brilhante do final da tarde.

    Viagem de 4 a 5 dias: explorando mais a fundo

    Para quem tem um pouco mais de tempo, investir de 4 a 5 dias é a melhor maneira de se desconectar e entrar no ritmo da natureza.

    O Passeio de 4 dias saindo de Atins é ideal para quem quer aproveitar as lagoas de água da chuva durante o dia e desfrutar da atmosfera rústica e acolhedora da vila à noite, sem muito esforço físico.

    Se caminhada é a sua praia, os Trekkings de 4 e 5 dias (nível moderado) são as travessias clássicas. Nesses roteiros, você vivencia a imersão total: dias inteiros caminhando por paisagens surreais, nadando em lagoas exclusivas e tendo um contato rico com a cultura das comunidades locais que vivem nos oásis dentro do parque.

    Vista superior de uma mulher flutuando nas águas calmas e esverdeadas de uma lagoa exclusiva durante uma viagem aos Lençóis Maranhenses.
    Photo: Marcelo Bonifacio

    Viagem de 6 dias: a experiência completa

    Seis dias abrem portas para as viagens mais completas e espetaculares no Nordeste brasileiro, tanto de nível fácil quanto focadas em conforto e contemplação.

    O Roteiro Completo dos Lençóis Maranhenses leva você para explorar as três bases principais da região: Barreirinhas, Santo Amaro e Atins. Você fará passeios de barco, visitará as dunas mais famosas e terá uma visão 360º do parque sem precisar fazer longas caminhadas.

    A famosa Rota das Emoções é uma viagem interestadual épica. Ela permite que você comece sua jornada explorando os Lençóis Maranhenses, passe pelas incríveis belezas do Delta do Parnaíba no Piauí e termine a viagem relaxando nas praias paradisíacas de Jericoacoara, no Ceará.

    Mulher sentada em uma canga na areia branca, admirando o pôr do sol dourado refletindo nas águas das lagoas dos Lençóis Maranhenses.

    Suas férias nos Lençóis Maranhenses com o PlanetaEXO

    Se você ainda não tem certeza de quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses, nós estamos aqui para ajudar!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para os Lençóis Maranhenses, oferecendo desde roteiros sob medida até opções de reservas e transfers. Nossa equipe trabalha com os melhores operadores locais para garantir que você vivencie férias que nunca esquecerá. Entre em contato conosco agora!

  • 10 Dicas de Viagem para os Lençóis Maranhenses: Como Aproveitar ao Máximo seu Roteiro

    10 Dicas de Viagem para os Lençóis Maranhenses: Como Aproveitar ao Máximo seu Roteiro

    Estações do ano, localizações, dicas de segurança e precauções de saúde. Veja as nossas recomendações para uma experiência de viagem inesquecível no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses no Brasil!

    Localizado no nordeste do Brasil, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é um destino muito procurado por aventureiros de todo o planeta. Reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO, esta maravilha natural é famosa por suas vastas dunas de areia branca e lagoas cristalinas de água doce.

    Mas não se deixe enganar por sua beleza de outro mundo — explorar este lugar fantástico requer um planejamento cuidadoso para aproveitar ao máximo seu tempo, energia e orçamento. Considerando elementos como localização, clima e atividades, seguir algumas dicas de viagem para os Lençóis Maranhenses pode ajudar a tornar suas férias ainda mais memoráveis.

    É por isso que o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para os Lençóis Maranhenses, reuniu 10 recomendações essenciais para uma experiência maravilhosa em um dos lugares mais bonitos do Brasil. Confira abaixo!

    1. Escolha sua cidade-base: Barreirinhas, Atins ou Santo Amaro

    A escolha das cidades-base pode moldar toda a sua experiência, então analisar as opções e escolher aquela que faz mais sentido para o seu estilo de viagem é a primeira dica para aproveitar os Lençóis Maranhenses ao máximo.

    Vista aérea de um farol alto com listras pretas e brancas e uma vegetação verde e exuberante perto das cidades-base para passeios nos Lençóis Maranhenses.
    Photo: Gabriel Boieras

    Barreirinhas é o polo mais popular, com infraestrutura sólida e fácil acesso. Atins é uma pacata vila de pescadores, de acesso mais difícil, mas que oferece charme rústico e ótimas condições para os praticantes de kitesurf. Enquanto isso, Santo Amaro tem o acesso mais próximo ao parque nacional e às belas lagoas, mas restaurantes, bares e outros serviços são um pouco mais escassos.

    Além de considerar as diferentes atmosferas e logísticas de cada base, também é possível combinar mais de uma cidade em uma única viagem. Dessa forma, você pode vivenciar cada lado dos Lençóis!

    👉 Leia mais: Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

    2. Programe-se: quando as lagoas estão no seu melhor momento

    O clima é ideal para quem busca explorar o ecoturismo no Brasil. A melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses é entre maio e setembro, quando as lagoas estão cheias pelas chuvas sazonais e o céu geralmente está limpo e sem chuva. Esta janela oferece as vistas mais espetaculares e as melhores condições gerais para caminhadas e natação.

    Um viajante caminhando pela beira de uma lagoa azul cristalina cercada por dunas de areia durante a melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses.
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    De fevereiro a abril, as fortes chuvas podem atrapalhar os planos de viagem, enquanto o período entre novembro e janeiro faz com que as lagoas diminuam ou desapareçam completamente.

    Os Lençóis oferecem ótimas experiências o ano todo, mas os roteiros variam de acordo com as estações. Certifique-se de verificar a previsão do tempo e planejar sua viagem de acordo com suas preferências!

    3. Dicas de saúde: vacinação e combate ao calor

    Turistas estrangeiros não são obrigados a se vacinar, mas o Ministério da Saúde do Brasil recomenda que os visitantes de outros países estejam protegidos contra difteria, tétano, poliomielite e sarampo.

    Uma mulher sorridente aproveitando um mergulho refrescante em uma lagoa de água doce cristalina em um dia ensolarado nos Lençóis Maranhenses.
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    Além disso, como precaução, é aconselhável tomar as vacinas contra febre amarela e hepatite A e B — embora não haja risco iminente dessas doenças em território nacional.

    O calor também é algo a se considerar, já que os Lençóis Maranhenses estão localizados em uma das regiões mais quentes de todo o país. Para se proteger contra o sol intenso e as altas temperaturas, sempre aplique protetor solar, use boné ou chapéu ao explorar as dunas e mantenha-se bem hidratado o tempo todo.

    👉 Veja mais informações: Saúde dos Viajantes do CDC (EUA) / Vacina para Viajantes (Brasil)

    4. Confie nos moradores locais

    Uma das melhores dicas de viagem para os Lençóis Maranhenses é confiar nos moradores locais para uma experiência verdadeiramente imersiva e gratificante. Se você se pergunta se explorar os Lençóis Maranhenses é seguro, saiba que estar acompanhado de um especialista é a melhor garantia.

    Os Lençóis são uma área de proteção ambiental sem trilhas demarcadas. Como as dunas se estendem infinitamente, é fácil perder o senso de direção. Os guias turísticos conhecem as rotas mais seguras e cênicas, sabem como evitar que você se perca e podem adaptar sua experiência aos seus interesses. Lembre-se: nunca se aventure no parque nacional sem um profissional qualificado.

    Um grupo guiado de viajantes caminhando por águas rasas nas infinitas dunas de areia em um passeio nos Lençóis Maranhenses.
    Photo: Marcelo Bonifacio

    Os residentes locais também desempenham um papel importante na experiência de hospedagem, já que muitos viajantes que fazem a travessia das dunas, que pode durar vários dias, passam a noite na casa dos moradores dentro do parque.

    As acomodações são simples, mas limpas e confortáveis — ideais para descansar o corpo cansado após um longo dia de trekking. Esta também é uma maneira maravilhosa de conhecer novas pessoas e se conectar com a cultura brasileira e maranhense.

    👉 Leia mais: Onde ficar nos Lençóis Maranhenses?

    5. O trekking nos Lençóis Maranhenses é exigente (prepare-se!)

    Espere bastante esforço físico. A areia é irregular e as dunas são altas, de modo que o chão escorrega sob os seus pés enquanto você caminha.

    Um mochileiro caminhando descalço pelas dunas de areia branca perto de uma lagoa azul brilhante durante um trekking fisicamente exigente nos Lençóis Maranhenses.
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    Sob o sol quente, o esforço físico se torna ainda maior. Para evitar situações estressantes, exaustão e outros problemas de saúde, vista roupas leves e arejadas, beba bastante água e não tenha pressa. E, embora a maioria das pessoas goste de caminhar descalça, sandálias de caminhada funcionam perfeitamente bem!

    Todo esse esforço e dedicação valem a pena: você será recompensado com paisagens que parecem de outro mundo e experiências indescritíveis para levar com você pelo resto da vida!

    6. Faça a mala de forma inteligente

    Faça a mala de forma inteligente, leve e funcional. Itens confortáveis e apropriados para atividades físicas e clima quente são indispensáveis:

    • Roupas de banho
    • Roupas com proteção UV
    • Camisetas
    • Shorts
    • Chinelos
    • Sandálias ou calçados leves para caminhada
    • Meias
    • Chapéus ou bonés
    • Toalhas
    • Óculos de sol
    • Garrafa de água reutilizável (pelo menos 1,5L)
    • Protetor solar ecológico (não tóxico para a vida marinha; FPS 30 ou superior)

    E, como em qualquer outra viagem, não se esqueça do essencial: documentos, repelente de insetos, medicamentos, um carregador portátil (power bank) e carregadores (celulares, câmeras, laptops e tablets).

    Traga o seu próprio dinheiro em espécie (Reais), pois os caixas eletrônicos são escassos (especialmente em Atins e Santo Amaro), e o sinal para máquinas de cartão de débito/crédito é limitado.

    7. Não subestime o tempo de deslocamento

    O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses está localizado em uma área remota. Da capital do Maranhão, São Luís, até as cidades-base, a viagem de carro leva entre 4 e 5 horas.

    Um veículo de safári 4x4 transportando turistas por uma trilha de areia e alagada para visitar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.
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    Ao planejar suas férias, mapeie o deslocamento de ida e volta para garantir que você aproveite cada segundo e para evitar problemas com os seus horários — como perder um voo, por exemplo.

    Sua viagem deve durar pelo menos 3 dias, mas obviamente isso depende da sua disponibilidade e do tipo de experiências que você está buscando.

    8. Opte por travessias de vários dias

    Por falar em quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses, se você está pronto para uma verdadeira aventura, considere fazer o trekking pelas dunas de uma vila a outra.

    Esta é uma experiência mais intensa do que os passeios de um dia, mas muito mais gratificante. Você caminhará por partes remotas dos Lençóis Maranhenses que a maioria dos visitantes nunca vê, dormirá em casas de moradores locais ou acampamentos e desfrutará de refeições caseiras e simples.

    Um pequeno grupo de trilheiros projetando longas sombras enquanto caminha por uma vasta extensão de dunas de areia branca em uma travessia de vários dias nos Lençóis Maranhenses.
    .

    À tarde, após as caminhadas, você terá algumas horas tranquilas para relaxar e recarregar as energias. É o momento perfeito para se desconectar, tirar um cochilo ou simplesmente admirar a beleza de tirar o fôlego que o cerca.

    9. Leve seus próprios lanches e bebidas para os passeios

    Os passeios nos Lençóis costumam fazer paradas apenas na hora do almoço, e não há restaurantes ou lanchonetes dentro do parque nacional. Se você planeja passar várias horas (ou até dias) nos Lençóis Maranhenses, é importante levar sua própria comida e água.

    Opte por lanches leves e não perecíveis, como bolachas, castanhas, barras de proteína ou de frutas, etc. Use recipientes reutilizáveis e guarde as embalagens na sua mochila para descartá-las quando retornar à cidade. Nunca jogue lixo nas dunas ou nas lagoas.

    10. Baixe o Google Tradutor para uso offline

    Não espere que todos falem inglês; a maioria dos moradores locais fala apenas português.

    Baixar o Google Tradutor (ou outros aplicativos de tradução) antes de chegar e configurar o pacote do idioma português para uso offline é altamente recomendável. Isso ajudará em tudo o que você precisar, desde fazer pedidos de comida até pedir informações de direção.

    Um grupo de viajantes descansando nas dunas de areia sob um céu noturno estrelado após um dia inteiro explorando os Lençóis Maranhenses.
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    Aproveite a oportunidade para aprender algumas palavras básicas em português, como “bom dia” e “obrigado“. Pequenos gestos como esses demonstram gentileza, abertura e apreço pelas pessoas e pelo lugar que você está visitando!

    Visite os Lençóis Maranhenses com o PlanetaEXO

    Agora que você conhece 10 dicas de viagem essenciais que os visitantes dos Lençóis Maranhenses devem seguir, é hora de começar a planejar sua viagem!

    O PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para os Lençóis Maranhenses, trabalha com os melhores parceiros locais para transformar as suas férias dos sonhos em realidade. Nossa equipe está pronta para ajudá-lo com reservas, opções de transporte e roteiros personalizados para uma experiência fantástica. Entre em contato conosco agora!

  • Dia Mundial do Meio ambiente: 10 dicas para reduzir plástico ao viajar na natureza

    Dia Mundial do Meio ambiente: 10 dicas para reduzir plástico ao viajar na natureza

    Enquanto o mundo discute soluções para a crise do plástico, o turismo consciente e as experiências de viagem sustentáveis estão ganhando espaço na conservação ambiental.

    Em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente chama a atenção para um dos maiores desafios contemporâneos: poluição plástica. Criada pelas Nações Unidas, a data é dedicada à reflexão sobre a urgência da preservação ambiental. Em 2025, o tema escolhido é “Acabar com a poluição plástica global”,  reforçando o alerta sobre os impactos do consumo excessivo de plástico, que já extrapola os oceanos e atinge corpos humanos, a cadeia alimentar e ecossistemas inteiros.

    De acordo com a Oceana, organização internacional que defende a preservação dos mares, o Brasil está entre os maiores poluidores de plástico do planeta. O país despeja 1,3 milhão de toneladas de plástico todos os anos. Como resultado, há uma pressão crescente por mudanças estruturais e hábitos mais conscientes. No setor de turismo, o ecoturismo vem se consolidando como uma alternativa viável e educativa para aqueles que querem explorar o mundo com menos impacto ambiental.

    Como reduzir o uso de plástico na natureza
    Foto: Yuliya Taba

    Com base na experiência do PlanetaEXO com o turismo baseado na natureza e de baixo impacto, reunimos dicas simples e eficazes para ajudar a reduzir o uso de plástico durante a viagem. Em linha com a mensagem do  Dia Mundial do Meio Ambiente, essas práticas destacam como o ecoturismo pode aumentar a conscientização por meio da experiência direta.

    “Ao oferecer viagens a áreas remotas e muitas vezes frágeis, o ecoturismo faz com que as pessoas testemunhem os danos causados pela poluição plástica. Elas voltam mudadas. Essa mudança pessoal é o primeiro passo para o impacto coletivo“, diz Lucas Ribeiro, fundador da plataforma. Confira as dicas abaixo:

    1. Leve sua própria garrafa reutilizável

    Parece óbvio, mas esse ainda é um dos hábitos mais negligenciados entre os viajantes. As garrafas plásticas ainda estão entre os principais tipos de resíduos encontrados em trilhas, rios e praias. Para evitar o descarte desse material, leve sempre uma garrafa reutilizável. Os modelos com isolamento térmico ou filtros são ideais para manter a água fresca e segura durante longas expedições, sem depender de embalagens descartáveis.

    2. Diga não às embalagens plásticas nas trilhas

    Evite consumir lanches processados, como barras de cereais ou batatas fritas, que geram resíduos difíceis de gerenciar em áreas naturais. Escolha alimentos frescos ou secos transportados em recipientes reutilizáveis, panos encerados ou sacolas de tecido. Além de reduzir o desperdício, você incentiva um consumo mais consciente.

    3. Faça parte da limpeza

    Mesmo quando não é seu, recolher o lixo que encontrar pelo caminho é um gesto de responsabilidade coletiva. Sacos plásticos, tampas de garrafas e embalagens são comuns em trilhas e em áreas arborizadas. Ao removê-las, você contribui diretamente para a preservação do ecossistema e inspira outros viajantes a fazer o mesmo.

    Dia Mundial do Meio Ambiente 2025
    Photo: Neustock Images

    4. Informe-se e compartilhe

    Antes de viajar, informe-se sobre os impactos da poluição plástica na região e as melhores práticas adotadas localmente. Durante sua viagem, compartilhe esse conhecimento com outras pessoas, seja em conversas ou nas mídias sociais. Exemplos individuais ajudam a formar uma cultura coletiva de respeito ao meio ambiente.

    5. Escolha protetores solares sem plástico e microplásticos

    Muitos protetores solares vêm em embalagens plásticas e também contêm microplásticos em sua composição, que acabam em rios e mares, afetando diretamente a vida aquática. Escolha opções biodegradáveis e sem plástico com embalagens sólidas ou recarregáveis. É uma escolha simples que reduz seu impacto ambiental sem comprometer a proteção da pele.

    👉 Você também quer saber mais sobre os impactos positivos do ecoturismo? Clique aqui para ler

    6. Incentivar e apoiar as comunidades locais que reciclam

    Em muitos destinos naturais, o gerenciamento de resíduos é realizado por cooperativas ou pequenos grupos locais. O apoio a essas iniciativas, seja contratando seus serviços ou comprando produtos reciclados, fortalece a economia da região e contribui diretamente para a redução de plásticos descartados irregularmente.

    Comunidades locais que reciclam
    Foto: People Images

    7. Armazene seu lixo até encontrar o local certo para descartá-lo

    Em trilhas ou em áreas remotas, pode ser difícil encontrar latas de lixo ou pontos de coleta. Portanto, leve um saco resistente para guardar seu lixo até que possa descartá-lo adequadamente. Essa é uma medida básica, mas essencial, para evitar o acúmulo de lixo em áreas protegidas.

    8. Evite lanches embalados industrialmente nas trilhas

    Além de gerar mais resíduos, esses produtos geralmente não são reutilizáveis ou recicláveis no campo. Prepare seus próprios lanches com antecedência ou compre a granel. Isso evita o uso de plásticos descartáveis e também permite escolhas alimentares mais saudáveis e econômicas.

    Maneiras de reduzir plástico na natureza
    Photo: Panaramka

    9. Use recipientes reutilizáveis para armazenar alimentos e itens pessoais

    Eles são práticos para transportar lanches, sobras de comida ou produtos de higiene durante a viagem. E, embora possa parecer irônico usar recipientes plásticos para combater o uso excessivo de plástico, a reutilização é exatamente o que faz a diferença. Um recipiente leve e durável usado por um longo período de tempo evita que dezenas de embalagens descartáveis sejam usadas durante uma viagem.

    10. Deixe claro que você não quer plástico ao comprar algo

    Ao fazer compras em feiras, mercados ou barracas, informe ao vendedor que você não precisa de saco, canudo ou talheres de plástico. Muitos estabelecimentos fornecem esses itens automaticamente. Quando os consumidores expressam uma preferência, eles ajudam a quebrar padrões e incentivam mudanças.

    👉 Por que não dar uma olhada nos 7 principais destinos de ecoturismo para visitar no Brasil? Leia aqui

    Viaje com consciencia com o ecoturismo
    Photo: Ticiana Giehl

    Viaje com consciência

    A redução do uso de plástico em viagens não exige grandes sacrifícios, apenas conscientização. Cada escolha feita durante o planejamento e a execução de uma viagem pode ter um impacto direto no ambiente visitado. O ecoturismo por si só não resolverá a crise do plástico, mas é parte da resposta: ele promove o conhecimento, incentiva o comportamento sustentável e fortalece as comunidades que dependem da preservação.

    Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o convite é claro: viaje de forma mais consciente, com menos plástico e com mais propósito.

    Descubra como sua próxima viagem pode fazer a diferença. Explore os passeios baseados na natureza do PlanetaEXO e faça parte de uma maneira mais sustentável de viajar.

  • Guia de viagem do Monte Roraima

    Guia de viagem do Monte Roraima

    Pronto para se perder nas alturas? Este guia de viagem do Monte Roraima destaca um cenário onde a grandiosidade da natureza se revela, com picos que tocam o céu e uma atmosfera de mistério que nos envolve a cada passo.

    O Monte Roraima é um convite aos intrépidos aventureiros, proporcionando uma viagem única pelas fascinantes paisagens da região. Prepare-se para se maravilhar com formações rochosas impressionantes, igarapés cristalinos e uma vegetação que desafia a gravidade.

    Neste guia, compilamos informações essenciais para orientar a sua aventura, desde a melhor epóca para escalar até as trilhas que o levarão para o coração deste monumento natural.

    Vamos lá!

    1. Onde fica o Monte Roraima?
    2. Como chegar ao Monte Roraima?
    3. Qual é a melhor época para ir ao Monte Roraima?
    4. Quantos dias passar no Monte Roraima?
    5. É difícil subir o Monte Roraima?
    6. É seguro visitar o Monte Roraima?

    7. O que há no topo do Monte Roraima?
    8. O Monte Roraima é o lugar mais antigo da Terra?
    9. O que levar para o Monte Roraima?

    Sobre o Monte Roraima

    O Monte Roraima ergue-se a uma altitude impressionante de 2.810 metros (9.219 pés). Esta antiga maravilha geológica oferece vistas deslumbrantes de planaltos, penhascos e uma paisagem natural única. É reconhecido como uma das formações mais antigas da Terra. Com base em registros históricos, o monte foi escalado pela primeira vez em 1884 por Sir Everard Thurn, marcando um momento significativo em sua história. O Monte Roraima convida os aventureiros a explorar a sua beleza intocada e o seu encanto atemporal.

    A sua caraterística mais marcante é o topo plano, com cerca de 31 quilómetros quadrados, rodeado por falésias que mergulham quase verticalmente ao longo de centenas de metros. Acredita-se que a formação geológica do Monte Roraima seja o resultado de milhões de anos de erosão, o que lhe confere um aspeto impressionante e verdadeiramente único.

    Sobre o Monte Roraima

    Onde fica o Monte Roraima?

    Curioso para saber onde está localizado o Monte Roraima? Esta deslumbrante maravilha natural fica na intersecção de três países: Guiana, Venezuela e Brasil. Uma parte significativa de seu território está dividida entre essas nações, sendo 5% no Brasil, 10% na Guiana e a maior parte, 85%, na Venezuela.

    A gestão dessa área é feita pelo estado de Roraima, mais especificamente na cidade de Uiramutã. A sua posição única, perto da tríplice fronteira, oferece uma oportunidade extraordinária de explorar um canto notável do mundo. Para uma compreensão mais clara da sua localização exacta e de como navegar até lá, consulte o mapa do Monte Roraima.

    Where is Lençóis Maranhenses National Park

    Como chegar ao Monte Roraima?

    O Monte Roraima, localizado no cruzamento do Brasil, Venezuela e Guiana, pode ser acessado por diferentes pontos de entrada, sendo Boa Vista, no Brasil, o mais popular. O aeroporto de Boa Vista é classificado como internacional, mas, na prática, recebe quase exclusivamente voos domésticos de cidades como Brasília, Manaus e São Paulo.

    De lá, os viajantes seguem para o norte pela rodovia BR-174, cruzando a Venezuela e chegando a Santa Elena de Uairén, o principal centro de expedições. Essa cidade oferece acomodações e uma pausa antes do início da trilha.

    Embora Santa Elena tenha um pequeno aeroporto, os voos são raros e menos confiáveis, o que torna a viagem rodoviária a partir de Boa Vista a opção preferida. De Santa Elena, a rota continua em direção à Comunidade de Paraitepuy, a porta de entrada oficial para as trilhas. A viagem pela Gran Sabana revela paisagens de tirar o fôlego, onde os viajantes costumam ter a primeira visão do tepui.

    Quer o guia completo com todas as rotas, logística e dicas? Leia nosso artigo completo sobre como chegar ao Monte Roraima.Como chegar ao Monte Roraima

    Qual é a melhor época para ir ao Monte Roraima?

    O clima no Monte Roraima é altamente imprevisível e segue o clima tropical da Venezuela. Chuva, neblina e mudanças bruscas de temperatura podem ocorrer a qualquer momento, portanto, estar preparado para todas as condições é essencial durante todo o ano.

    De outubro a março (estação seca), a caminhada é geralmente mais fácil, com menos chuva e trilhas mais claras. As vistas do  topo do Monte Roraima são mais frequentes e as temperaturas variam de 20-25°C (68-77°F) na base a 10-15°C (50-59°F) no cume durante o dia, caindo para 5°C (41°F) ou até 0°C (32°F) à noite.

    De abril a setembro (estação chuvosa), as trilhas ficam mais lamacentas e desafiadoras, mas as cachoeiras estão mais cheias e algumas aparecem somente durante esse período.

    Durante todo o ano, os trekkers devem esperar noites frias, ventos frequentes, chuvas à tarde e neblina no cume: elementos que tornam cada expedição única.

    Qual é a melhor época para ir

    Quantos dias passar no Monte Roraima?

    A caminhada até o Monte Roraima dura pelo menos 6 dias. A primeira coisa que você deve ter em mente é que a subida ao topo envolve 3 dias de caminhada pela selva densa e trilhas desafiadoras, seguidos de 2 dias de descida. A uma altitude de 2.875 metros, o Monte Roraima é o oitavo ponto mais alto do Brasil, sendo uma caminhada desafiadora e gratificante para o aventureiro que visita esse lugar mágico.

    O PlanetaEXO oferece um pacote de 8 dias que inclui 3 noites no cume, enquanto a opção de 10 dias permite uma estadia prolongada de 5 noites no topo do platô, enquanto as viagens de 6 dias estão disponíveis para grupos privados. Nossas expedições incluem transporte, guias, equipamento de acampamento e refeições. Essa é uma expedição perfeita para quem tem bom condicionamento físico e um profundo desejo de se conectar mais com a natureza.

    Quanto tempo para gastar

    É difícil subir o Monte Roraima?

    O trekking do Monte Roraima é uma caminhada desafiadora que exige resistência e preparação. Algumas seções, como subidas íngremes e passagens rochosas escorregadias, exigem cuidado extra e força física. A caminhada cobre até 100 km em 8 a 10 dias, com longas caminhadas, travessias de rios e trilhas acidentadas. As noites em grandes altitudes trazem temperaturas frias e condições de acampamento abaixo do ideal.

    Ainda assim, com bom condicionamento físico, equipamento adequado e o apoio de guias locais experientes, a aventura é absolutamente realizável e profundamente recompensadora.

    👉 Descubra todos os detalhes em É difícil subir o Monte Roraima?

    Subir o Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    É seguro visitar o Monte Roraima?

    Sim, visitar o Monte Roraima é considerado seguro, especialmente quando se inicia a viagem pelo Brasil. Boa Vista é um portão de entrada confiável, com voos diários das principais cidades, e a travessia para a Venezuela via Santa Elena de Uairén é uma rota bem estabelecida e frequentemente utilizada por turistas.

    Com excursões organizadas, os procedimentos de fronteira são simples e a própria cidade se adaptou para receber os trekkers, oferecendo acomodações, restaurantes e apoio para expedições. Viajar com operadores locais garante que a logística funcione sem problemas e lhe dá tranquilidade desde o momento em que você aterrissa no Brasil.

    A caminhada em si também é segura quando feita com guias locais experientes que conhecem o terreno e as condições. A caminhada até o topo do Monte Roraima exige preparo físico, mas as trilhas são bem marcadas e os acampamentos são organizados. Com orientação adequada e expectativas realistas, os visitantes podem desfrutar dessa aventura com segurança e se concentrar nas incríveis paisagens ao longo do caminho.

    👉 Antes de planejar sua caminhada, lembre-se de verificar os requisitos de visto.

    Topo do Monte Roraima
    @overlandtheamericas

    O que há no topo do Monte Roraima?

    No topo do Monte Roraima, os aventureiros encontram uma coleção de características notáveis, incluindo o Ponto da Tríplice Fronteira, onde Venezuela, Brasil e Guiana convergem, e o Vale dos Cristais, conhecido por seus cristais de quartzo que brilham à luz do sol. Os pontos notáveis que você terá a oportunidade de visitar também incluem El Foso, uma depressão natural, e o mirante La Ventana, que oferece vistas amplas da savana abaixo. O cume abriga as “Jacuzzis”, piscinas naturais formadas pela água da chuva, e a Maverick Rock, o ponto mais alto da montanha.

    Chegar ao cume do Monte Roraima não se trata apenas de vistas deslumbrantes; é uma expedição a um museu vivo do passado antigo da Terra. Ao contrário do que se espera, o platô não é plano, mas uma paisagem acidentada que se eleva a mais de 300 metros, adornada com formações rochosas, cachoeiras e piscinas cristalinas. No entanto, é o ecossistema único que realmente diferencia Roraima.

    A montanha abriga uma notável variedade de plantas, incluindo diversas orquídeas, bromélias e plantas carnívoras, muitas das quais são exclusivas desse local. Mas a vibrante tapeçaria da flora é acompanhada por sua fauna. Por fim, o platô também é um santuário para uma fascinante variedade de animais, incluindo insetos, pássaros, sapos, pequenos répteis e mamíferos como camundongos, cada espécie desempenhando um papel nesse paraíso de biodiversidade.

    O que há no topo do Monte Roraima

    👉 Quer saber mais? Leia o artigo completo: O que há no topo do Monte Roraima?

    O Monte Roraima é o lugar mais antigo da Terra?

    O Monte Roraima, descoberto pelos europeus em 1595, durante a colonização espanhola e britânica da América do Sul, é um verdadeiro tesouro geológico e histórico. Somente em 1884, o aventureiro Everard Ferdinand Im Thurm venceu o desafio de escalar essa impressionante “Montanha de Cristal”. Sua fama vai além dos feitos de escalada, o Monte Roraima é conhecido como o “Mundo Perdido”, título que reflete sua idade.

    A sua composição geológica, predominantemente formada por rochas pré-cambrianas com cerca de dois biliões de anos, oferece uma janela única para o passado longínquo do planeta. Ao longo de milhões de anos, a montanha resistiu à erosão implacável, moldando a sua paisagem única e revelando o seu planalto plano que se estende por cerca de 31 quilómetros quadrados.

    Além das rochas antigas, a atividade tectônica que esculpiu o Monte Roraima. Este é um fator crucial para o seu título como o lugar mais antigo da Terra. Fazendo parte da antiga cordilheira de Pakaraima, formada ao longo de milhares de milhões de anos pelo movimento das placas tectónicas. O monte é testemunha das forças geológicas que moldaram o planeta. Essa ligação com processos geológicos de um passado distante reforça a antigüidade do Monte Roraima.

    O Monte Roraima é o lugar mais antigo da Terra

    O que levar para o Monte Roraima?

    Fazer uma mala inteligente é a chave para uma expedição bem-sucedida ao Monte Roraima. Equipe-se com botas de caminhada duráveis, roupas respiráveis, mas protetoras, e equipamentos resistentes para enfrentar os diversos climas da montanha.

    O essencial inclui uma mochila robusta, um saco-cama confortável, bastões de trekking fiáveis e uma lanterna de cabeça eficiente. Dê prioridade à hidratação com garrafas de água ecológicas e garanta a segurança com um purificador de água portátil. Complete o seu equipamento com lanches que dão energia, protetor solar, óculos de sol e um chapéu para se proteger.

    O que levar

    Ao chegarmos ao fim deste guia, lembre-se que cada passo no Monte Roraima é uma história à espera de ser captada. Não deixe para trás nada além de pegadas e leve tudo além de memórias, capturadas na sua câmara ou celugar. Itens essenciais como dinheiro, passaportes e documentos importantes não devem ser esquecidos.

    Ansioso por uma aventura como nenhuma outra no Monte Roraima? Confira nossas ofertas de pacotes, pensadas para viagens memoráveis. Clique para ver que te espera!

    No PlanetaEXO, acreditamos que cada viagem pode tornar o turismo mais responsável com o nosso planeta, mantendo a sua beleza intacta. Reserve agora para uma experiência turística além dos limites!

    Leia mais!

  • Para onde vai o meu lixo? Dicas práticas para separar resíduos e apoiar a reciclagem

    Para onde vai o meu lixo? Dicas práticas para separar resíduos e apoiar a reciclagem

    Saiba como separar resíduos corretamente e apoiar a reciclagem

    Lixo é assunto sério. O PlanetaEXO, empresa com sede em São Paulo que atua com turismo de natureza e impacto positivo, quer ampliar o debate sobre o destino desses resíduos e incentivar hábitos mais conscientes. Na capital paulista, por exemplo, são mais de 12 milhões de habitantes gerando um volume imenso de resíduos diariamente. Foi assim que nasceu o Café com Propósito, um evento criado em parceria com o Spaces Vila Madalena, para promover reflexões e soluções locais.

    São Paulo produz cerca de 12 mil toneladas de lixo por dia, segundo o Recicla Sampa. Cada pessoa gera, em média, 1,5 kg de resíduos diariamente. Ainda assim, a maioria não se vê como parte do problema, nem da solução. Existe um sistema inteiro por trás da coleta, com cooperativas, triagem e catadores, que depende da nossa colaboração.

    Entender o que acontece com o lixo depois que sai da nossa casa é o primeiro passo. Separar corretamente os resíduos evita danos ao meio ambiente e ajuda quem trabalha na cadeia da reciclagem. Informar-se é o começo da mudança. Confira abaixo algumas maneiras simples de separar resíduos corretamente.

    1 – Lixo molhado e lixo seco devem ser separados

    Evite misturar lixo molhado (restos de comida, folhas e papel sujo) com recicláveis. Lave e seque embalagens antes de descartá-las (isso mesmo!). Se possível, crie uma composteira para transformar resíduos orgânicos em adubo natural (húmus).

    Por exemplo, aqui no Spaces Vila Madalena a separação é feita por latas de lixo nomeadas, em lixos orgânicos e recicláveis. Os colaboradores que usam o espaço são incentivados a realizar o descarte de maneira correta, e assim, colaboram o processo.

    2 – Nem todos os descartes vão na mesma sacola

    Seringas, giletes e vidros quebrados não devem ser colocados com o lixo comum. Para evitar acidentes com coletores, coloque-os em caixas separadas ou sacolas identificadas com a mensagem “contém objeto cortante”. Se quiser evitar incidentes também com animais, o uso das caixas é ainda mais indicado.

    3 – Atenção aos resíduos especiais

    São materiais que não podem ir nem para o lixo comum nem para a coleta seletiva: pilhas, baterias, lâmpadas, óleo de cozinha, pneus, remédios, eletrônicos, etc. Esses resíduos contêm substâncias tóxicas e podem causar sérios danos ao meio ambiente se descartados incorretamente. A plataforma Recicla Sampa indica pontos de coleta em São Paulo para cada tipo de material.

    4 – Evite usar sacos pretos

    Parece detalhe, mas faz diferença: sacos brancos ou azuis facilitam a identificação do conteúdo pelos coletores, agilizando a separação e a triagem para reciclagem.

    5 – Conheça e apoie iniciativas locais

    No Brasil, há mais de 800 mil catadores de recicláveis, segundo dados da EBC. Eles são responsáveis por 58% da coleta de plástico no país. Muitos atuam em cooperativas, que têm papel fundamental na cadeia de reciclagem e na geração de renda. Apoiar esses movimentos, seja com doações ou essas ações simples de separação do lixo para a reciclagem, é parte do incentivo.

    Coletor de reciclaveis
    Foto: People Images

     

    6 – Entenda os tipos de plástico

    Nem todo plástico é igual. Há dois principais: os de vida longa (como os presentes em eletrônicos) e os de vida curta (como embalagens descartáveis). Este último representa mais de 30% da produção de plásticos no mundo e, muitas vezes, é usado apenas uma vez.

    O plástico pode levar até 400 anos para se decompor, por isso é essencial reduzir seu uso e preferir embalagens recicláveis ou biodegradáveis.

    7 – … E por falar em plástico

    No Brasil, menos de 2% do plástico é reciclado. Isso mostra como ainda temos um caminho longo pela frente. Procure o símbolo de reciclagem nas embalagens. Quando ele estiver presente, é sinal de que o material pode ser reciclado. Mesmo quando não houver símbolo, descarte em sacolas de lixo seco, assim, o trabalho de triagem será feito por cooperativas ou centrais de reciclagem.

    Simbolo de reciclagem nas embalagens plasticas
    Foto: Plastico.com

     

    Não é só jogar fora?

    Não existe “fora”. Ao jogar algo “fora”, costumamos pensar que o problema desaparece. Mas tudo que produzimos continua no planeta. Solo, rios, oceanos e até o ar que respiramos podem ser impactados por aquilo que descartamos de forma incorreta.

    Por isso, é fundamental repensar nossos hábitos e adotar uma postura mais responsável. Atitudes simples no dia a dia fazem parte de um esforço coletivo que transforma o destino dos resíduos, e o futuro do planeta.

    O papel do PlanetaEXO

    No PlanetaEXO, acreditamos que cada aventura pode causar um impacto positivo. Por isso, além de promover viagens sustentáveis na natureza, estamos sempre atualizando nossas práticas ambientais e fortalecendo parcerias com comunidades locais. Entendemos que a mudança começa em nós, e queremos caminhar lado a lado com quem acredita no mesmo.

    Se você leu até aqui, não pare no conteúdo: coloque em prática. E compartilhe. O mundo precisa de mais gente engajada nessa causa.

    Leia mais:

  • O Arquipélago de Abrolhos – Guia de viagem

    O Arquipélago de Abrolhos – Guia de viagem

    Viva uma das experiências mais incríveis da América do Sul nesse arquipélago na Bahia.

    No meio da América do Sul, longe das praias lotadas e dos pontos turísticos já conhecidos, tem um lugar secreto debaixo d’água: o Arquipélago de Abrolhos, no Brasil, um lugar protegido na costa sul da Bahia. Conhecido pelas formações de corais raras e naufrágios históricos, é um lugar para curtir a natureza de um jeito bem autêntico e intimista.

    O melhor ponto de mergulho do Brasil
    Photo: @cicero.bezerra

    Este é um dos destinos mais remotos e bem preservados do Nordeste do Brasil, lar dos maiores recifes de corais do Atlântico Sul. É por isso que é o melhor destino de mergulho do país e a melhor experiência em ilhas de corais, onde você pode observar uma vida marinha ativa entre os grandes chapeirões, formações de corais individuais em forma de cogumelo.

    Arquipélago de Abrolhos no Brasil
    Photo: ICMbio

    Abrolhos é um lugar para meditar silenciosamente sobre a vida e ter uma profunda e sagrada reverência pela natureza. Se você está em busca de paz, beleza selvagem e aventura pura, esta pode muito bem ser sua próxima viagem memorável.

    Você está pronto para mergulhar neste paraíso subaquático?

    Índice:

    1 . Sobre Abrolhos
    2. O que fazer em Abrolhos
    3. Qual é a melhor época para você visitar Abrolhos?
    4. Como chegar a Abrolhos?
    5. Vida marinha em Abrolhos
    6. Quantos dias devo passar em Abrolhos?
    7. Impostos e taxas em Abrolhos
    8. Onde se hospedar em Abrolhos?

    Sobre Abrolhos

    Formada por cinco ilhas vulcânicas (Santa Bárbara, Redonda, Guarita, Sueste e Siriba) e um grande recife de corais, a área tem uma extensão total de 87.943 hectares e faz parte do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, o primeiro parque nacional marinho do país, criado em 1983.

    O Coral do Arquipélago de Abrolhos
    Photo: ICMbio

    O nome Abrolhos vem de uma expressão em português, “Abre Olhos”. Segundo a história, era um aviso para os marinheiros do século XVI sobre a região perigosa de recifes pela qual eles passavam.

    Hoje, é também um chamado para observar a incrível beleza e biodiversidade escondidas sob a superfície. O arquipélago, que contém o maior complexo de corais do Atlântico Sul, é o lar de centenas de espécies de animais que vivem dentro e fora do mar. É também um berçário de baleias jubarte (elas vêm para esta área para se reproduzir).

    A verdade é que, apesar da enorme importância ecológica, Abrolhos ainda é um lugar pouco conhecido pelos viajantes. Não tem hotéis nas ilhas, e o turismo é bem restrito pra ajudar a preservar os ecossistemas sensíveis. O que você não vai encontrar são bares de praia ou resorts, mas sim experiências autênticas com a vida selvagem, mergulho de nível internacional ou uma escapada tranquila pra curtir a natureza ao máximo. Se é isso que você procura, Abrolhos vale a viagem! 

    Das cinco ilhas, a única habitada atualmente é a Ilha de Santa Bárbara, povoada por militares e suas famílias, além de pesquisadores e funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação (ICMBio), responsável pela gestão e preservação do parque. A Ilha de Siriba é a única aberta aos visitantes.

    👉 Leia nossos 10 fatos sobre Abrolhos e descubra mais sobre este paraíso marinho.

    O que fazer em Abrolhos

    Mesmo que o arquipélago pareça remoto, tem muita aventura pra descobrir, pra quem curte a natureza, mergulho e qualquer pessoa interessada em viagens de baixo impacto. Aqui vão algumas ideias do que ver e fazer na região:

    Mergulho em Abrolhos Bahia
    Photo: @maysasantoro

    Mergulho e snorkeling

    É pra isso que as pessoas vão para lá. Os recifes são cheios de vida e a visibilidade costuma ser ótima de dezembro a maio.

    Os destaques incluem:

    • Chapeirões: Essas fantásticas torres de coral são habitadas por moreias, tartarugas, nudibrânquios e todos os tipos de peixes coloridos de recife.
    • Parcel dos Abrolhos: Enorme banco de recifes adequado para mergulhadores iniciantes e experientes.
    • Naufrágios: Vários locais históricos de mergulho, incluindo um navio de carga britânico (SS Rosalina, naufragado em 1939) que agora funciona como recife artificial.
    • Mergulhos noturnos: Ocasionalmente, mergulhadores certificados têm a opção de fazer um mergulho noturno em barcos de liveaboard. Mesmo quem não mergulha pode encontrar uma fantástica biodiversidade praticando snorkeling nos recifes rasos.
    Naufrágios em Abrolhos Brasil
    Photo: @viviankoblinsky

    Observação de baleias

    Não é surpresa que o Arquipélago de Abrolhos seja chamado de berçário de baleias jubarte. Esses animais marinhos interessantes, conhecidos por serem migratórios, viajam da Antártida até a costa baiana de junho a novembro para se reproduzir. Seu aparecimento atinge o pico entre julho e outubro.

    Durante esse período, os avistamentos são frequentes e muitas vezes impressionantes! É comum ver esses mamíferos incríveis pulando, batendo a cauda e cantando na superfície.

    berçário de baleias jubarte em Abrolhos
    Photo: @franksantos.photographer

    Caminhada nas trilhas da Ilha Siriba

    É a única ilha do arquipélago aberta ao público. Caminhe pela trilha com um guia do parque e observe aves marinhas, formações rochosas e paisagens deslumbrantes. Lembre-se: esta é uma reserva natural, portanto, o respeito pela natureza é fundamental.

    Ilha Siriba em Abrolhos, Brasil
    Photo: @carolbrenck

    Qual é a melhor época para visitar Abrolhos?

    A melhor época para visitar o Parque Nacional Marinho de Abrolhos depende do que você está procurando. Para mergulho e snorkeling, a melhor época é entre dezembro e fevereiro. As águas quentes e a visibilidade fantástica em mares calmos tornam este lugar um paraíso discreto para atividades aquáticas, por isso esta é considerada a alta temporada subaquática.

    Se você prefere menos turistas e boas condições de mergulho, planeje uma viagem entre março e maio. As águas são mais frias e continuam ótimas para passeios aquáticos. De junho a novembro, é temporada de baleias em Abrolhos.

    Muitas pessoas visitam a região para combinar mergulho e observação de baleias.

    Por do sol em Abrolhos Bahia
    Photo: @joaoricardojanuzzi

    Lembre-se de que todos os passeios marítimos dependem das condições climáticas, especialmente da velocidade do vento e da altura das ondas. As operadoras geralmente cancelam as viagens quando os ventos ultrapassam 20 nós, por isso é importante verificar a previsão do tempo antes de planejar sua visita.

    Como chegar a Abrolhos

    Para chegar a Abrolhos, primeiro você precisa viajar para Caravelas, uma pequena cidade na costa do estado da Bahia, no sul do Brasil. É o principal ponto de partida para passeios de barco ao arquipélago. Caravelas não tem aeroportos importantes, então leva algum tempo para chegar lá, mas o esforço extra vale a pena. Você pode voar, dirigir ou pegar um ônibus, o que for mais adequado ao seu estilo de viagem.

    Como chegar a Caravelas?

    De avião: Melhor em termos de rapidez e conveniência. O aeroporto mais próximo é o de Porto Seguro (BPS), a cerca de 145 km de Caravelas. Ele é servido por voos diretos de cidades como Salvador e Belo Horizonte. Caravelas fica a cerca de 5 a 6 horas de carro de Porto Seguro. Ou você pode pegar um voo para o Aeroporto de Teixeira de Freitas (TXF), que fica a cerca de 90 km daqui. A viagem de carro ou ônibus leva de 1,5 a 2 horas.

    De carro: Melhor para quem gosta de flexibilidade e passear no seu próprio ritmo. Caravelas é acessível por estrada a partir de cidades da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Em Vitória (ES), por exemplo, a viagem dura aproximadamente 8 horas, enquanto a viagem de São Paulo leva cerca de 17 horas.

    Dica: antes de pegar a estrada, verifique as condições das estradas e planeje suas paradas de acordo.

    De ônibus: Melhor pra quem tá com o orçamento apertado. Caravelas é servida por várias empresas de ônibus, como Água Branca, Rota Transportes, Brasileiro e Gontijo. As viagens geralmente fazem a rota Teixeira de Freitas e variam de acordo com o ponto de partida.

    Dica: compre as passagens com antecedência, principalmente na alta temporada e quando for visitar pra ver as baleias.

    Caravelas na Bahia Brasil
    Photo: @visitecaravelas

    Como chegar às ilhas?

    O acesso é feito apenas por barco, e várias operadoras turísticas, licenciadas pela prefeitura de Caravelas, oferecem a viagem. Existem duas opções principais para fazer esse passeio, ambas incríveis:

    Passeios de um dia: Perfeitas para quem tem pouco tempo, essas excursões saem de manhã cedo e retornam no final da noite. O itinerário também inclui a Ilha Siriba e paradas para mergulho com snorkel nos recifes próximos, onde é possível avistar corais, vida marinha e tartarugas.

    Liveaboards (viagens com pernoite): Para quem quer uma experiência completa, os liveaboards são a melhor opção. Você passa as noites a bordo do barco e pode fazer vários mergulhos ou sessões de snorkeling por dia, às vezes em áreas mais distantes e preservadas. É a melhor maneira de conhecer de perto toda a beleza do Parque Nacional Marinho de Abrolhos.

    Viajantes em Abrolhos Bahia
    Photo: @joaoricardojanuzzi

    De qualquer forma, certifique-se de escolher uma operadora licenciada pelo ICMBio e que siga as normas ambientais, para sua segurança e para preservar esse ecossistema tão especial.

    Vida marinha em Abrolhos

    A vida marinha de Abrolhos é uma das mais diversificadas do Atlântico. A área abriga mais de 1.300 espécies de corais, muitos deles endêmicos, ou seja, não são encontrados em nenhum outro lugar!

    • Coral: acostumado com as maiores colônias do mundo de Mussismilia braziliensis, endêmico do Brasil.
    • Peixes: peixe-papagaio, peixe-borboleta, peixe-anjo, garoupas, tubarões de recife.
    • Tartarugas: tartarugas verdes e tartarugas-de-pente são comumente avistadas.
    • Mamíferos marinhos: baleias jubarte (sazonais), golfinhos.
    • Invertebrados: estrelas-do-mar, polvos, esponjas, lagostas, etc.

    Os recifes também servem de área de reprodução e berçário para vários animais e de área de reprodução para espécies raras da fauna silvestre.

    Quantos dias devo passar em Abrolhos?

    Você pode visitar Abrolhos em uma viagem de um dia saindo de Caravelas, mas para conhecer o arquipélago de verdade, é melhor ficar 3 dias. Isso lhe dá tempo para mergulhos extras, mais snorkel, exploração de áreas remotas de recifes e uma chance maior de avistar baleias jubarte entre julho e novembro.

    Ficar mais tempo também significa que você pode aproveitar a atmosfera pacífica da região sem pressa. Seja dormindo em um liveaboard ou hospedando-se em Caravelas e participando de excursões diárias, ter alguns dias permite que você se conecte mais profundamente com a vida marinha única e a beleza natural do Parque Nacional Marinho de Abrolhos.

    Barco em Abrolhos Bahia
    Photo: @anaabifadel

    👉 Uma ótima opção é o pacote de 3 dias da PlanetaEXO, que inclui dormir no barco, pensão completa e mergulho nos pontos mais destacados do parque marinho.

    Impostos e taxas em Abrolhos

    Antes de seguir para o Arquipélago de Abrolhos, no Brasil, aqui estão alguns dos custos obrigatórios e adicionais da visita ao parque marinho que você deve saber.

    Preço da entrada no Parque Nacional Marinho de Abrolhos

    A taxa de conservação de Abrolhos para a área protegida deve ser paga por todos os visitantes:

    • Visitantes brasileiros: R$ 46 (valor aproximado)
    • Visitantes estrangeiros: R$ 92 (estimado)
    • Descontos: válidos para crianças, estudantes e idosos mediante apresentação de documentação
    Farol em Abrolhos
    Photo: @marcosamend

    Custos adicionais

    Além da taxa do parque, há outros custos:

    • Passeios de barco (ida e volta ou liveaboard)
    • Mergulho ou snorkeling – aluguel de equipamento (se você não tiver o seu próprio)
    • Observação de baleias (na temporada, de julho a novembro)

    👉 Dica importante: leve dinheiro. Mesmo que algumas operadoras aceitem cartão, é melhor pagar em dinheiro as pequenas despesas em Caravelas, como comida local, transporte local e extras, principalmente se você for a lugares com sinal de internet fraco ou inexistente ou sem máquinas de cartão.

    Onde se hospedar em Abrolhos?

    Não há acomodações nas ilhas, que são uma área ambiental protegida. Por esse motivo, não é possível pernoitar, a menos que seja em um barco registrado (ou liveaboard) ou no continente, em cidades como Caravelas, a porta de entrada para o Arquipélago de Abrolhos.

    A melhor maneira de aproveitar essa experiência é durante um passeio de liveaboard, onde você mergulha e pratica snorkel todos os dias, com a ajuda de guias profissionais. Todos os barcos devem ser registrados no ICMBio e cumprir as normas de conservação ambiental.

    Onde se hospedar em Abrolhos Brasil
    Photo: @saltyroutine

    Onde ficar em Caravelas

    Caravelas é uma cidade tranquila e oferece poucos lugares para se hospedar, mas todos são adequados. São principalmente pequenas pousadas e hotéis simples.

    Se você prefere mais conforto ou opções, ficar em Nova Viçosa, que fica a uma hora de distância, é uma boa alternativa. Mas lembre-se da viagem até o porto para as partidas de manhã cedo.

    Pronto para embarcar em uma aventura no Arquipélago de Abrolhos?

    Abrolhos não é um destino comum. Não espere clubes de praia, hotéis de luxo ou fácil acesso. O que você vai encontrar aqui é algo muito mais valioso: um paraíso intocado, repleto de vida marinha, silêncio e natureza em seu estado bruto.

    O Arquipélago de Abrolhos é um lugar para quem se preocupa com a preservação, gosta de aventuras de verdade e é encantado pela beleza selvagem do oceano. Mergulhe até imensos recifes de corais, aviste baleias jubarte ou simplesmente relaxe em um santuário marinho.

    Se essa aventura é pra você, o PlanetaEXO pode te levar até lá. Descubra conosco como viver essa experiência com segurança, consciência e de forma inesquecível.

    Aventura no Arquipélago de Abrolhos, Brasil
    Photo: @piccinibr
  • Como se formaram os Lençóis Maranhenses: entendendo as dunas de areia e lagoas do Brasil

    Como se formaram os Lençóis Maranhenses: entendendo as dunas de areia e lagoas do Brasil

    Vento e chuva desempenham um papel fundamental na formação das dunas e lagoas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

    O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é uma maravilha natural onde as dunas de areia e as lagoas são formadas por uma fascinante combinação de vento e chuva, o que cria uma paisagem única que não é encontrada em nenhum outro lugar do mundo.

    Aerial view of the white sand dunes and green rainwater lagoons in Lençóis Maranhenses National Park.
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    Considerando as mudanças de cenário de acordo com a estação, é comum se perguntar como se formaram os Lençóis Maranhenses. Cerca de dois terços do parque são cobertos por dunas de areia móveis que, vistas de cima, lembram lençóis de cama — daí a origem do nome “Lençóis”. A beleza e a raridade da coexistência entre um vasto campo de areia e milhares de lagoas renderam ao parque o título de Patrimônio Mundial da UNESCO em 2024.

    Quer descobrir como ocorre esse fenômeno? Confira este artigo criado pelo PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para os Lençóis Maranhenses!

    Como são formadas as dunas nos Lençóis Maranhenses?

    As dunas dos Lençóis são o resultado da erosão eólica, um processo natural onde o vento molda a superfície da Terra removendo, transportando e desgastando partículas de solo e rocha — particularmente em ambientes áridos, costeiros ou de vegetação esparsa.

    Um trilheiro explora as enormes dunas de areia branca do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, emolduradas por galhos secos de árvores.
    Photo: Ma Rabelo

    Ventos costeiros poderosos vindos do Oceano Atlântico sopram finas partículas de areia para o interior, onde a topografia da região as retém e acumula. Com o tempo, essa areia se acumula em enormes colinas de areia que podem atingir até 40 metros de altura. Moldadas pelo movimento constante do vento, essas dunas assumem formas suaves, semelhantes a meias-luas, e estão em um estado de movimento perpétuo, dando à paisagem um caráter dinâmico e em constante mudança.

    Pesquisadores acreditam que, há 10.000 anos, a área do parque nacional estava coberta pelo mar. À medida que o oceano recuou gradualmente, ele primeiro deu lugar a florestas de mangue e, com o tempo, transformou-se nos vastos campos de dunas que vemos hoje.

    Vista aérea das dunas ativas de areia branca e lagoas de água da chuva nos Lençóis Maranhenses, estendendo-se em direção ao horizonte.
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    Uma parte significativa da areia no parque foi trazida pelo Rio Parnaíba, que carrega sedimentos em direção ao mar, enquanto as correntes oceânicas os empurram de volta para a costa. Essa interação contínua entre o fluxo do rio, as marés e as correntes oceânicas permitiu que a areia se acumulasse, formando o ecossistema único dos Lençóis Maranhenses.

    Illustrative image showing how the dunes are formed in the Lençóis Maranhenses.

    Longe de serem estáticas, as dunas estão em constante movimento. À medida que o vento as remodela regularmente, elas realizam o que os moradores locais poeticamente chamam de “dança das dunas”. Esse fenômeno é especialmente visível durante a estação seca (julho a dezembro), quando ventos mais fortes e níveis mais baixos de água nas lagoas tornam o movimento ainda mais perceptível.

    Dunas ativas e inativas nos Lençóis Maranhenses, no Brasil

    Nos Lençóis Maranhenses, nem todas as dunas se comportam da mesma maneira. A presença ou ausência de vegetação é o que determina se uma duna é ativa ou inativa.

    Pequenas casas cercadas por exuberante vegetação nativa e dunas de areia inativas nos Lençóis Maranhenses.
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    Algumas dunas são consideradas inativas, o que significa que permanecem no lugar graças à vegetação circundante. As plantas nativas ajudam a assentar a areia, formando uma cobertura natural que impede o vento de mover a duna, tornando-a mais estável e fixa no lugar.

    Por outro lado, as dunas ativas estão em constante movimento devido à força do vento, das chuvas e à ausência de vegetação próxima, permitindo que a areia “dance”.

    As dunas podem desaparecer?

    Pesquisadores acreditam que o desaparecimento completo das dunas dos Lençóis é improvável. No entanto, alguns fatores podem alterar significativamente sua formação e ter graves consequências ambientais e sociais.

    Uma das principais preocupações é a instalação não planejada de parques eólicos, pois essas estruturas podem alterar os padrões de vento e afetar diretamente a disposição das dunas. Além disso, as mudanças climáticas desempenham um papel fundamental, pois podem alterar o comportamento das chuvas e do vento.

    👉 Leia mais: Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

    Como são formadas as lagoas nos Lençóis Maranhenses?

    As belas e cristalinas lagoas dos Lençóis Maranhenses são formadas pela quantidade significativa de chuvas que a região recebe, atingindo 2.000 milímetros por ano, principalmente entre janeiro e junho.

    Vista de cima de uma pessoa nadando em uma lagoa cristalina de água da chuva nos Lençóis Maranhenses, revelando o fundo de areia.
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    Durante a estação chuvosa, a água é rapidamente absorvida pela areia, o que eleva o lençol freático acima do solo e enche as lagoas temporárias que ficam entre as dunas.

    Mas o verdadeiro segredo por trás da formação e manutenção das lagoas é atribuído à mistura de areia e argila encontrada no solo. Com o tempo, essa combinação desenvolveu características semelhantes a uma rocha esponjosa, permitindo que a água escoe lentamente — prolongando assim a vida útil das lagoas.

    A água da chuva se acumula nas áreas baixas entre as dunas, formando milhares de piscinas cristalinas que podem atingir profundidades de cerca de um metro. Lagoas adoradas, como a Lagoa Azul e a Lagoa Bonita, oferecem uma vista deslumbrante desse fenômeno único, enquanto a umidade do ar também impede o deslocamento das dunas.

    As lagoas podem secar?

    As lagoas formadas pela água da chuva no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Brasil, começam a encolher entre outubro e janeiro. À medida que a chuva para e o sol prevalece, a água nas lagoas menores evapora completamente, enquanto as maiores e mais profundas conseguem retê-la por mais tempo.

    Um grupo de turistas caminha pelo leito seco e marrom de uma lagoa, cercado por grandes dunas de areia branca durante a estação seca.
    Photo: Glauco de Souza Santos

    Essa mudança sazonal não apenas altera a paisagem visual, mas também afeta o clima. Durante o final do segundo semestre, os ventos mais fortes retornam, fazendo com que as dunas cresçam e se movam mais rapidamente.

    Embora fosse divertido ter as lagoas cheias o ano todo, é essencial para o ecossistema que elas sequem periodicamente. O acúmulo contínuo de água, combinado com a vegetação local e a matéria orgânica, levaria, de outra forma, ao crescimento excessivo de algas, tornando a água viscosa e as lagoas impróprias para banho.

    👉 Leia mais: 10 Curiosidades Sobre os Lençóis Maranhenses

    Clima e sazonalidade: melhor época para ir aos Lençóis Maranhenses

    A melhor época para ir aos Lençóis Maranhenses é de maio a setembro, quando a estação das chuvas acaba de terminar e as lagoas estão em seu auge.

    Silhueta de uma pessoa sentada em uma duna de areia, observando um pôr do sol dourado sobre as lagoas dos Lençóis Maranhenses.
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    O clima durante esse período é ensolarado, sem chuvas e marcado por temperaturas agradáveis, perfeito para caminhar pelo parque e dar um mergulho refrescante nas lagoas.

    Embora o início da estação seca seja considerado a época ideal para a visitação, cada mês oferece um tipo diferente de beleza. Sejam as lagoas vibrantes da estação chuvosa ou as gigantescas formações de dunas do período de seca, os Lençóis nunca deixam de surpreender.

    👉 Leia mais: Qual a melhor época para ir aos Lençóis Maranhenses?

    Visitando as dunas e lagoas dos Lençóis Maranhenses com o PlanetaEXO

    Agora que você sabe como se formaram os Lençóis Maranhenses, é hora de ver essa beleza surreal de perto!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para os Lençóis Maranhenses. Trabalhando lado a lado com os melhores operadores locais, nossa equipe ajuda você com um planejamento de férias sem complicações, desde reservas até experiências sob medida. Entre em contato conosco agora!

  • Turismo sustentável no Pantanal: 3 iniciativas que protegem a vida selvagem

    Turismo sustentável no Pantanal: 3 iniciativas que protegem a vida selvagem

    Ameaças ambientais à fauna e flora doDescubra como o ecoturismo está ajudando a proteger a vida selvagem do Pantanal e a apoiar as comunidades locais.

    O Pantanal, um dos ecossistemas mais ricos do mundo e lar de onças-pintadas, ariranhas e uma grande variedade de pássaros, está ameaçado por incêndios, desmatamento e uso indevido da terra.

    Em resposta a isso, surgiu um tipo diferente de turismo, que protege em vez de explorar. O turismo sustentável não está só aumentando a conscientização, mas também tem um papel direto na conservação da frágil vida selvagem e das paisagens do Pantanal.

    Vida Selvagem do Pantanal
    Foto: Dg wildlife

    Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera, a região está vendo o ecoturismo crescer com um impacto positivo. No PlanetaEXO, a gente acredita que o turismo responsável pode fazer uma diferença real e, neste artigo, exploramos três maneiras pelas quais ele está ajudando a proteger o Pantanal.

    Ameaças Ambientais à Fauna e à Flora no Pantanal

    Antes de entender como o turismo sustentável ajuda a proteger o Pantanal, é importante saber o que está em jogo.

    Nos últimos anos, o Pantanal, um dos ecossistemas com maior biodiversidade do mundo, tem sofrido intensa pressão da pecuária, da monocultura e do desmatamento ilegal. Os incêndios são uma das ferramentas mais destrutivas usadas nesse processo. Só no primeiro semestre de 2024, foram registrados mais de 3.000 incêndios florestais, principalmente em terras privadas, o que representa um aumento de 22 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Desmatamento no Pantanal, Brasil
    Foto: @lucas_n_morgado

    👉 Descubra projetos de conservação impactantes no Pantanal e saiba como você pode apoiá-los.

    Esses incêndios e outras formas de degradação ambiental estão causando um impacto grave na vida selvagem local. Onças-pintadas, antas, jacarés e inúmeras espécies de aves perdem seu habitat e, muitas vezes, suas vidas durante as queimadas da estação seca. A vida vegetal também sofre danos a longo prazo e, em algumas áreas, o equilíbrio natural entre enchentes e secas, vital para a sobrevivência das espécies no Pantanal, está sendo perdido.

    Esse tipo de exploração não só prejudica a biodiversidade, mas também aumenta o risco de secas e escassez de água, com consequências que vão muito além do Brasil. O que acontece no Pantanal afeta toda a região.

    Ameaças Ambientais à Fauna e Flora no Pantanal
    Foto: Onçafari

    Diante dessas ameaças, fica claro que proteger o Pantanal não é só uma questão de conservação, é uma necessidade para a sobrevivência da vida selvagem e dos ecossistemas. Felizmente, nem toda atividade econômica na região leva à destruição. O turismo sustentável no Pantanal oferece um caminho diferente: um que valoriza a natureza em vez de substituí-la. Desde o apoio às comunidades locais até o financiamento de pesquisas e a criação de incentivos para a preservação, o turismo responsável já está fazendo a diferença na prática.

    Aqui estão três maneiras pelas quais o turismo sustentável no Pantanal está ajudando a salvar a vida selvagem única da região.

    1. Criando incentivos econômicos para a conservação

    O turismo sustentável traz um valor econômico real para a proteção das áreas naturais. Muitas fazendas e ranchos no Pantanal, tradicionalmente focados na produção de gado, começaram a investir no ecoturismo como uma nova fonte de renda.

    Ao receber visitantes que querem ver a vida selvagem em vez de terras agrícolas, os proprietários têm fortes motivos para preservar florestas, pântanos e margens de rios. Em vez de desmatar para lucrar, agora eles têm um motivo financeiro para manter a natureza selvagem.

    Criação de Incentivos Econômicos para a Conservação no Pantanal
    Foto: @edu.fragoso_

    Algumas pousadas até financiam projetos de reflorestamento, patrulhas contra caça ilegal e iniciativas de conservação diretamente com a receita gerada pelo turismo. É uma equação simples, mas poderosa: mais natureza protegida, mais oportunidades para o turismo sustentável.

    2. Apoio à pesquisa científica e ao monitoramento da vida selvagem

    O turismo no Pantanal não financia apenas pousadas e passeios, mas também ajuda a pagar pesquisas.

    Vários operadores de ecoturismo trabalham em estreita colaboração com cientistas para monitorar populações animais e estudar o delicado equilíbrio desse ecossistema. A receita dos passeios geralmente contribui para pesquisas de longo prazo sobre onças-pintadas, antas, pássaros e espécies aquáticas.

    Em muitos casos, os pesquisadores usam avistamentos de passeios guiados para rastrear os movimentos de espécies importantes ao longo do tempo. Sem o turismo, grande parte desse trabalho de campo teria pouco financiamento ou seria até impossível em uma área tão remota.

    Simplesmente escolhendo viajar com operadores responsáveis, os visitantes contribuem para o turismo sustentável no Pantanal, apoiando indiretamente um trabalho científico essencial que ajuda a proteger a vida selvagem para o futuro.

    Turismo sustentável no Pantanal
    Foto: Reise Graf

    3. Capacitar as comunidades locais para proteger a natureza

    Talvez o impacto mais importante do turismo sustentável no Pantanal seja o efeito sobre as comunidades locais. O turismo gera empregos, não só como guias, cozinheiros e motoristas, mas também em conservação, hospitalidade e educação ambiental. Ele oferece uma alternativa real para indústrias que prejudicam o meio ambiente, como a pesca ilegal, a mineração ou a extração madeireira.

    Capacitando Comunidades Locais para Proteger a Natureza
    Foto: SOS Pantanal

    Muitos projetos turísticos também investem em programas de treinamento, ajudando os moradores locais a aprender sobre proteção da vida selvagem, uso sustentável da terra e a importância de preservar a riqueza natural do Pantanal. Quando as pessoas locais se beneficiam diretamente de um ambiente saudável, elas se tornam suas maiores defensoras.

    Um exemplo de destaque é a Casa Caiman, um eco-lodge pioneiro que interrompeu suas atividades após os incêndios do ano passado para focar na recuperação ambiental. Ao reabrir, introduziu experiências práticas de conservação, desde a dispersão de sementes e construção de refúgios para a vida selvagem até a meliponicultura e alimentação suplementar, envolvendo guias locais, biólogos e visitantes em trabalhos de campo significativos que fortalecem tanto a resiliência ecológica quanto o envolvimento da comunidade.

    Turismo sustentável no Pantanal
    Foto: @fernando.faciole

    Um futuro construído com equilíbrio

    O turismo sustentável por si só não vai resolver todos os desafios que o Pantanal enfrenta, mas tem um papel importante na proteção dos ecossistemas e no apoio às comunidades locais. Plataformas de ecoturismo como PlanetaEXO permitem que os viajantes explorem de forma responsável, oferecendo oportunidades e orientação para causar um impacto positivo em uma das regiões com maior riqueza de vida selvagem do mundo.

    👉 Saiba como o turismo sustentável está ajudando a proteger o meio ambiente em diferentes regiões do Brasil.

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