{"id":232669,"date":"2026-09-25T20:46:31","date_gmt":"2026-09-25T20:46:31","guid":{"rendered":"https:\/\/admin.planetaexo.com\/?p=232669"},"modified":"2026-09-25T20:53:26","modified_gmt":"2026-09-25T20:53:26","slug":"encontro-das-aguas-manaus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/admin.planetaexo.com\/pt\/encontro-das-aguas-manaus\/","title":{"rendered":"Encontro das \u00c1guas em Manaus: por que o Rio Negro e o Solim\u00f5es n\u00e3o se misturam"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>O que a ci\u00eancia explica sobre o Encontro das \u00c1guas (temperatura, acidez, correnteza, densidade e qu\u00edmica), quem s\u00e3o os dois rios que o formam, como o fen\u00f4meno entrou na cultura brasileira e quais viagens levam voc\u00ea at\u00e9 l\u00e1<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Logo a leste de <strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/pt\/blog\/guia-de-viagem-de-manaus\/\">Manaus<\/a><\/strong>, o <strong>Rio Negro<\/strong>, escuro como ch\u00e1 forte, encontra o <strong>Rio Solim\u00f5es<\/strong>, de cor barrenta. Os dois n\u00e3o se fundem: <strong>correm lado a lado<\/strong> no mesmo leito, separados por uma linha n\u00edtida que d\u00e1 para ver do barco, do avi\u00e3o e, segundo a NASA, at\u00e9 do espa\u00e7o. Esse \u00e9 o <strong>Encontro das \u00c1guas<\/strong>.<\/p>\n<p>A paisagem \u00e9 de cart\u00e3o-postal, mas o fen\u00f4meno vai muito al\u00e9m da foto. Hidr\u00f3logos o estudam h\u00e1 d\u00e9cadas e serviu de inspira\u00e7\u00e3o para poetas e os bras\u00f5es de Manaus e do Amazonas. Quer entender por que os rios n\u00e3o se misturam e onde ir para ver tudo isso de perto?<\/p>\n<p>O <strong>PlanetaEXO<\/strong>, plataforma de ecoturismo especializada em <strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/trips\/pt\/destinos\/brasil\/pacotes-floresta-amazonica\/\">pacotes para a Amaz\u00f4nia<\/a><\/strong>, preparou este guia para voc\u00ea entender tudo sobre o fen\u00f4meno. <strong>Confira abaixo!<\/strong><\/p>\n<h2>O que \u00e9 o Encontro das \u00c1guas?<\/h2>\n<p>O Encontro das \u00c1guas \u00e9 a <strong>conflu\u00eancia do Rio Negro com o Rio Solim\u00f5es<\/strong>, no extremo leste de Manaus, capital do Amazonas e porta de entrada da <strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/pt\/blog\/como-visitar-amazonia-brasil\/\">Floresta Amaz\u00f4nica<\/a><\/strong>. No ponto em que se juntam, os dois formam um canal com <strong>cerca de 5 a 5,5 km de largura<\/strong>, segundo um estudo publicado em 2018 na revista <em><strong><a href=\"https:\/\/comptes-rendus.academie-sciences.fr\/geoscience\/item\/10.1016\/j.crte.2017.09.015.pdf\">Comptes Rendus Geoscience<\/a><\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>A fama vem da linha que separa as duas \u00e1guas: de um lado, a \u00e1gua \u00e9 quase preta; do outro, tem cor de caf\u00e9 com leite. L\u00e1 da \u00f3rbita, o <strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/earth\/earth-observatory\/meeting-of-the-waters-79111\/\">Earth Observatory da NASA<\/a><\/strong> j\u00e1 fotografou essa divisa e a descreve como <strong>vis\u00edvel \u201cdo espa\u00e7o e da pr\u00f3pria superf\u00edcie da \u00e1gua\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/e51EUb8SlPk\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Por aqui, o fen\u00f4meno est\u00e1 t\u00e3o ligado \u00e0 identidade da regi\u00e3o que d\u00e1 nome \u00e0 TV p\u00fablica do estado, a TV Encontro das \u00c1guas, e a uma s\u00e9rie musical do Teatro Amazonas. Para quem vai explorar o <strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/pt\/blog\/guia-rio-amazonas\/\">Rio Amazonas<\/a><\/strong>, o encontro dos rios em Manaus costuma ser a primeira parada, logo na sa\u00edda da cidade.<\/p>\n<p>A extens\u00e3o de 6 km \u00e9 o que mais circula por a\u00ed, mas a pesquisa publicada na <em>Comptes Rendus Geoscience<\/em> mostra que o Negro e o Solim\u00f5es seguem lado a lado, sem se misturar, por <strong>50 a 100 km rio abaixo<\/strong>. Um estudo de 2009 na <em><strong><a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1002\/hyp.7388\">Hydrological Processes<\/a><\/strong><\/em> aponta que a mistura acontece aos poucos e que essa dist\u00e2ncia <strong>varia conforme a esta\u00e7\u00e3o<\/strong> e o <strong>volume dos rios<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>\ud83d\udc49 Leia mais: <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/pt\/blog\/como-chegar-na-amazonia\/\">Como chegar na Amaz\u00f4nia no Brasil?<\/a><\/strong><\/p>\n<h2>Por que os rios n\u00e3o se misturam?<\/h2>\n<p>A resposta n\u00e3o cabe em um fator s\u00f3.<strong> O Rio Negro e o Solim\u00f5es diferem em cinco aspectos mensur\u00e1veis ao mesmo tempo<\/strong> (temperatura, acidez, velocidade, densidade e qu\u00edmica). \u00c9 a soma dessas diferen\u00e7as que faz com que a mistura se torne mais lenta e corra por dezenas de quil\u00f4metros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-232679\" src=\"https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-rio-negro-solimoes-close-up.jpg\" alt=\"Encontro das \u00c1guas visto de perto, com o Rio Negro escuro e o Rio Solim\u00f5es barrento correndo lado a lado\" width=\"1000\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-rio-negro-solimoes-close-up.jpg 1000w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-rio-negro-solimoes-close-up-300x225.jpg 300w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-rio-negro-solimoes-close-up-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<h3>Temperatura<\/h3>\n<p>O Rio Negro \u00e9 um pouco mais quente. Na vazante de outubro de 2014, pesquisadores registraram <strong>30,3 \u00b0C no Negro e 29,6 \u00b0C no Solim\u00f5es<\/strong>. Na cheia de abril e maio de 2015, a diferen\u00e7a se repetiu: <strong>29 \u00b0C<\/strong> contra <strong>28 \u00b0C<\/strong>.<\/p>\n<p>Isso, literalmente, pesa. A \u00e1gua mais quente \u00e9 mais leve, enquanto a mais fria \u00e9 mais pesada. Portanto, a diferen\u00e7a de temperatura interfere no fluxo das correntes e afeta diretamente a densidade de cada rio.<\/p>\n<h3>Acidez (pH)<\/h3>\n<p>O estudo da <em>Comptes Rendus Geoscience<\/em> registrou <strong>pH de 5,0 a 5,6 no Negro e de 6,7 a 6,9 no Solim\u00f5es<\/strong>. J\u00e1 o levantamento do programa HYBAM, de 1997, encontrou <strong>5,5 contra 7,0<\/strong>. Como a escala de pH \u00e9 logar\u00edtmica, \u00e1gua com pH 5,5 \u00e9 cerca de <strong>30 vezes mais \u00e1cida<\/strong> que \u00e1gua com pH 7,0. Resumindo: <strong>o Rio Negro \u00e9 claramente mais \u00e1cido<\/strong>.<\/p>\n<p>Essa acidez vem da pr\u00f3pria floresta. Nas matas alagadas e nos brejos ao longo do Negro, folhas e restos de plantas se decomp\u00f5em e liberam <strong>\u00e1cidos h\u00famicos<\/strong> na \u00e1gua \u2014 os mesmos compostos que deixam o rio escuro.<\/p>\n<p>Segundo cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (INPA), os rios de \u00e1guas pretas da regi\u00e3o costumam ter <strong>pH entre 4 e 5<\/strong>. J\u00e1 os de \u00e1guas brancas, como o Solim\u00f5es, ficam perto do neutro.<\/p>\n<p><strong>Curiosidade:<\/strong> a acidez tamb\u00e9m ajuda a manter os insetos longe das margens. Por isso, quem se aventura pela regi\u00e3o do Rio Negro sofre bem menos com mosquitos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-232676\" src=\"https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/boat-crossing-meeting-of-the-waters-amazon-river.jpg\" alt=\"Barco cruzando a linha entre o Rio Negro escuro e o Rio Solim\u00f5es barrento no Encontro das \u00c1guas\" width=\"1000\" height=\"1150\" srcset=\"https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/boat-crossing-meeting-of-the-waters-amazon-river.jpg 1000w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/boat-crossing-meeting-of-the-waters-amazon-river-261x300.jpg 261w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/boat-crossing-meeting-of-the-waters-amazon-river-890x1024.jpg 890w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/boat-crossing-meeting-of-the-waters-amazon-river-768x883.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<h3>Velocidade da correnteza<\/h3>\n<p><strong>O Solim\u00f5es corre cerca de quatro vezes mais r\u00e1pido<\/strong> que o Negro. Na conflu\u00eancia, a velocidade m\u00e9dia do Negro fica em <strong>0,37 a 0,38 m\/s (cerca de 1,4 km\/h)<\/strong>, contra <strong>1,42 a 1,65 m\/s (cerca de 5 a 6 km\/h) no Solim\u00f5es<\/strong>, que tem picos locais de at\u00e9 2,6 m\/s.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Solim\u00f5es tamb\u00e9m leva muito mais \u00e1gua. De acordo com um estudo dispon\u00edvel na <strong><a href=\"https:\/\/tede.ufam.edu.br\/handle\/tede\/4002\">Biblioteca Digital de Teses e Disserta\u00e7\u00f5es da UFAM<\/a><\/strong>, sua vaz\u00e3o m\u00e9dia \u00e9 de cerca de <strong>103.000 m\u00b3\/s<\/strong>. A vaz\u00e3o do Rio Negro, por sua vez, fica em <strong>cerca de 28.400 m\u00b3\/s<\/strong>, pouco mais de um quarto disso.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 uma divisa <strong>inclinada, n\u00e3o vertical<\/strong>. Tr\u00eas fatores explicam essa inclina\u00e7\u00e3o: a diferen\u00e7a de velocidade, o contraste de densidade (explicado a seguir) e a for\u00e7a de cisalhamento que surge ao longo da linha.<\/p>\n<h3>Densidade<\/h3>\n<p><strong>O Rio Solim\u00f5es \u00e9 mais denso por dois motivos:<\/strong> \u00e9 um pouco mais frio e vem carregado de sedimentos arrastados dos Andes, onde fica sua nascente.<\/p>\n<p>Mais pesada, a \u00e1gua do Solim\u00f5es desliza por baixo da do Rio Negro. Por isso, a mistura come\u00e7a <strong>perto do fundo do rio<\/strong>, enquanto a linha na superf\u00edcie continua n\u00edtida por muito mais tempo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-232680\" src=\"https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-view-from-boat-manaus.jpg\" alt=\"O Encontro das \u00c1guas visto de um barco em Manaus, com a \u00e1gua escura do Rio Negro entrando no Solim\u00f5es barrento\" width=\"1000\" height=\"1150\" srcset=\"https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-view-from-boat-manaus.jpg 1000w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-view-from-boat-manaus-261x300.jpg 261w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-view-from-boat-manaus-890x1024.jpg 890w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-view-from-boat-manaus-768x883.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<h3>Composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica<\/h3>\n<p>Nos anos 1950, o limn\u00f3logo alem\u00e3o Harald Sioli dividiu os rios amaz\u00f4nicos em tr\u00eas tipos: <strong>\u00e1guas brancas, \u00e1guas pretas e \u00e1guas claras<\/strong>. O Encontro das \u00c1guas combina os dois extremos dessa classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Solim\u00f5es (\u00e1guas brancas):<\/strong> nasce nos Andes, traz sedimentos ricos em nutrientes e tem \u00e1gua rica em carbonatos e c\u00e1lcio.<\/li>\n<li><strong>Rio Negro (\u00e1guas pretas):<\/strong> drena o antigo Escudo das Guianas e seus solos de areia branca, que liberam pouqu\u00edssimos sedimentos e minerais.<\/li>\n<li><strong>Minerais dissolvidos:<\/strong> a condutividade el\u00e9trica, que mede os sais dissolvidos na \u00e1gua, fica em torno de 8 \u00b5S\/cm no Rio Negro e de 80 \u00b5S\/cm no Solim\u00f5es (dez vezes mais).<\/li>\n<li><strong>Mat\u00e9ria org\u00e2nica:<\/strong> o Rio Negro tem mais que o dobro do carbono org\u00e2nico dissolvido do Solim\u00f5es. S\u00e3o essas subst\u00e2ncias h\u00famicas que d\u00e3o \u00e0 \u00e1gua a cor de ch\u00e1 forte.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Esta\u00e7\u00f5es e secas<\/h3>\n<p>O Encontro das \u00c1guas muda ao longo do ano. Estudos mostram que, a partir de novembro, o Solim\u00f5es enche, se expande e empurra a \u00e1gua preta do Rio Negro para a margem esquerda. Em <strong>janeiro e fevereiro<\/strong>, a \u00e1gua branca j\u00e1 cobre as duas margens rio abaixo. A posi\u00e7\u00e3o e a largura da zona de mistura tamb\u00e9m variam com o volume de cada um.<\/p>\n<p>Secas extremas tamb\u00e9m podem tornar a linha entre os dois rios menos definida. Em <strong>4 de outubro de 2024<\/strong>, o Rio Negro chegou a <strong>12,66 m<\/strong> em Manaus, o n\u00edvel mais baixo desde o in\u00edcio das medi\u00e7\u00f5es, em 1902, segundo o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (SGB). O rio continuou baixando at\u00e9 12,11 m, deixando o contraste dif\u00edcil de ver.<\/p>\n<p><strong>\ud83d\udc49 Leia mais: <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/pt\/blog\/melhor-epoca-visitar-amazonia-clima\/\">Melhor \u00e9poca para visitar a Amaz\u00f4nia no Brasil<\/a><\/strong><\/p>\n<h2>Mais sobre o Rio Negro e o Rio Solim\u00f5es<\/h2>\n<h3>Rio Negro<\/h3>\n<p>O Rio Negro nasce na floresta do <strong>leste da Col\u00f4mbia<\/strong>, onde suas cabeceiras se ligam \u00e0 bacia do Orinoco pelo canal do Casiquiare. Ao todo, s\u00e3o <strong>cerca de 2.250 km de extens\u00e3o, 1.370 km deles no Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>Para a iniciativa Aguas Amaz\u00f3nicas, da Wildlife Conservation Society, o Rio Negro \u00e9 <strong>o \u00fanico grande rio de \u00e1guas pretas da bacia amaz\u00f4nica<\/strong>, respondendo por 13 a 14% da vaz\u00e3o do Amazonas.<\/p>\n<p>Cerca de 40 km acima de Manaus, o Rio Negro se espalha por mais de 400 ilhas no <strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/pt\/blog\/parque-nacional-de-anavilhanas\/\">Parque Nacional de Anavilhanas<\/a><\/strong>, um dos maiores arquip\u00e9lagos fluviais do mundo.<\/p>\n<p><strong>\ud83d\udc49 Leia mais: <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/pt\/blog\/melhores-cruzeiros-rio-amazonas-brasil\/\">Melhores Op\u00e7\u00f5es de Cruzeiro na Amaz\u00f4nia no Brasil<\/a><\/strong><\/p>\n<h3>Rio Solim\u00f5es<\/h3>\n<p>No Brasil, Solim\u00f5es \u00e9 o nome dado ao trecho superior do Rio Amazonas, que vai desde a fronteira com o Peru at\u00e9 o Rio Negro, em Manaus.  O rio nasce nos <strong>Andes peruanos<\/strong> e percorre cerca de <strong>1.600 km<\/strong> em territ\u00f3rio brasileiro, por uma plan\u00edcie aluvial de at\u00e9 80 km de largura. Sua bacia ocupa mais de <strong>2,1 milh\u00f5es de km\u00b2<\/strong>.<\/p>\n<p>Sua cor marrom-clara, meio creme, vem do sedimento que desce dos Andes. \u00c9 exatamente isso que faz das \u00e1reas alag\u00e1veis do rio, as <strong>v\u00e1rzeas<\/strong>, algumas das terras mais f\u00e9rteis da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-232677\" src=\"https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-aerial-view-dark-and-sandy-rivers.jpg\" alt=\"Vista de drone da divisa n\u00edtida entre o Rio Negro, quase preto, e o Solim\u00f5es cor de caf\u00e9 com leite, na Amaz\u00f4nia\" width=\"1000\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-aerial-view-dark-and-sandy-rivers.jpg 1000w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-aerial-view-dark-and-sandy-rivers-300x225.jpg 300w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meeting-of-the-waters-aerial-view-dark-and-sandy-rivers-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p><strong>\ud83d\udc49 Leia mais: <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/pt\/blog\/melhor-epoca-para-um-cruzeiro-na-amazonia-brasil\/\">Qual a melhor \u00e9poca do ano para um cruzeiro na Amaz\u00f4nia, no Brasil?<\/a><\/strong><\/p>\n<h2>O Encontro das \u00c1guas na arte<\/h2>\n<p>Dois rios que n\u00e3o se misturam n\u00e3o passariam despercebidos. Numa anota\u00e7\u00e3o de 5 de setembro de 1865, o di\u00e1rio de viagem do naturalista su\u00ed\u00e7o <strong>Louis Agassiz<\/strong> e de sua esposa, <strong>Elizabeth<\/strong>, registra que os ind\u00edgenas da regi\u00e3o chamavam o Solim\u00f5es de rio \u201cvivo\u201d e o Negro de rio \u201cmorto\u201d.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, os artistas nunca deixaram o tema de lado. Na pintura, h\u00e1 o <strong>pano de boca do Teatro Amazonas (1894)<\/strong>, de Crispim do Amaral. Na literatura, <strong>Fernando Sabino<\/strong> publicou a colet\u00e2nea de cr\u00f4nicas <strong>\u201cO Encontro das \u00c1guas\u201d (1977)<\/strong>. Na m\u00fasica, veio a can\u00e7\u00e3o <strong>\u201cEncontro das \u00c1guas\u201d<\/strong> (1993), de <strong>Jorge Vercillo<\/strong> e <strong>Jota Maranh\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>O Encontro das \u00c1guas \u00e9 t\u00e3o importante para a hist\u00f3ria e cultura amaz\u00f4nica que aparece at\u00e9 mesmo nos <strong>bras\u00f5es<\/strong> do estado do Amazonas (1897) e da cidade de Manaus (1906).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-232681\" src=\"https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/teatro-amazonas-curtain-meeting-of-the-waters-painting-manaus.jpg\" alt=\"Pano de boca do Teatro Amazonas, em Manaus, pintado por Crispim do Amaral e inspirado no Encontro das \u00c1guas\" width=\"1000\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/teatro-amazonas-curtain-meeting-of-the-waters-painting-manaus.jpg 1000w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/teatro-amazonas-curtain-meeting-of-the-waters-painting-manaus-300x225.jpg 300w, https:\/\/midia.planetaexo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/teatro-amazonas-curtain-meeting-of-the-waters-painting-manaus-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p><strong>\ud83d\udc49 Leia mais:<\/strong> <strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/pt\/blog\/seguranca-em-manaus-guia\/\">Manaus \u00e9 segura? Um guia para viajantes com destino \u00e0 Amaz\u00f4nia<\/a><\/strong><\/p>\n<h2>Roteiros do PlanetaEXO que passam pelo Encontro das \u00c1guas<\/h2>\n<p>Quer ver com os pr\u00f3prios olhos os rios Negro e Solim\u00f5es correndo lado a lado? <strong>O PlanetaEXO tem v\u00e1rios roteiros na Amaz\u00f4nia que incluem o Encontro das \u00c1guas.<\/strong> Veja abaixo!<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<th><strong>Viagem<\/strong><\/th>\n<th><strong>Tipo<\/strong><\/th>\n<th><strong>Dura\u00e7\u00e3o<\/strong><\/th>\n<th><strong>Quando voc\u00ea passa pelo Encontro das \u00c1guas<\/strong><\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/trips\/pt\/a\/roteiro-na-floresta-amazonica-4-dias\/\">4 Dias \u2013 Tour na Selva Amaz\u00f4nica<\/a><\/strong><\/td>\n<td>Hotel de selva<\/td>\n<td>4 dias<\/td>\n<td>Logo no come\u00e7o, no trajeto de barco de Manaus at\u00e9 Careiro da V\u00e1rzea.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/trips\/pt\/a\/pt-amazon-turtle-lodge-roteiro-na-amazonia-de-5-dias\/\">Amazon Turtle Lodge: 5 dias na Floresta Amaz\u00f4nica<\/a><\/strong><\/td>\n<td>Hotel de selva<\/td>\n<td>5 dias<\/td>\n<td>No primeiro dia, na travessia para Careiro da V\u00e1rzea: o barco passa bem no meio dele.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/trips\/pt\/a\/hotel-de-selva-na-amazonia\/\">Juma Amazon Lodge: Tour de Selva Saindo de Manaus \u2013 5 Dias<\/a><\/strong><\/td>\n<td>Hotel de selva<\/td>\n<td>5 dias<\/td>\n<td>Na ida para o Juma, no dia 1, horas antes de um saf\u00e1ri noturno de barco.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/trips\/pt\/a\/imersao-na-floresta-amazonica\/\">Trekking e Sobreviv\u00eancia na Amaz\u00f4nia: 6 Dias de Aventura<\/a><\/strong><\/td>\n<td>Expedi\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia e trekking<\/td>\n<td>6 dias<\/td>\n<td>A expedi\u00e7\u00e3o come\u00e7a de lancha, descendo o Rio Negro at\u00e9 a conflu\u00eancia, e depois segue para o primeiro acampamento na selva.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/trips\/pt\/a\/cruzeiro-de-luxo-na-amazonia\/\">Cruzeiro de Luxo na Amaz\u00f4nia<\/a><\/strong><\/td>\n<td>Cruzeiro fluvial<\/td>\n<td>5 dias<\/td>\n<td>J\u00e1 no primeiro dia de navega\u00e7\u00e3o, o cruzeiro passa pela orla hist\u00f3rica de Manaus e pelos dois rios antes de chegar ao Parque Ecol\u00f3gico do Janauari.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/trips\/pt\/a\/cruzeiro-tucano-5-dias\/\">5 Dias \u2013 Cruzeiro Tucano no Rio Amazonas<\/a><\/strong><\/td>\n<td>Cruzeiro fluvial<\/td>\n<td>5 dias<\/td>\n<td>Perto do fim da viagem: no quarto dia, o Tucano desce o rio at\u00e9 o ponto onde o Negro e o Solim\u00f5es se encontram.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>\ud83d\udc49 Leia mais: <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/pt\/blog\/melhores-hoteis-na-amazonia-brasil\/\">O melhor hotel de selva na Amaz\u00f4nia: onde se hospedar no Brasil<\/a><\/strong><\/p>\n<h2>Pronto para ver o Encontro das \u00c1guas? Planeje sua viagem \u00e0 Amaz\u00f4nia com o PlanetaEXO!<\/h2>\n<p>Agora que voc\u00ea j\u00e1 sabe por que as \u00e1guas n\u00e3o se misturam, s\u00f3 falta ver o Encontro das \u00c1guas de perto!<\/p>\n<p>O <strong>PlanetaEXO<\/strong> \u00e9 uma plataforma de ecoturismo especializada em <strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/trips\/pt\/destinos\/brasil\/\">roteiros de aventura no Brasil<\/a><\/strong>. Em parceria com os melhores operadores locais da Amaz\u00f4nia, nosso time est\u00e1 pronto para planejar sua viagem sem dor de cabe\u00e7a, com experi\u00eancias feitas sob medida. <strong><a href=\"https:\/\/planetaexo.com\/pt\/contato\">Fale conosco!<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que o Rio Negro e o Solim\u00f5es n\u00e3o se misturam? 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