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  • Parque Estadual do Jalapão, Tocantins – Guia de Viagem

    Parque Estadual do Jalapão, Tocantins – Guia de Viagem

    Como chegar ao Jalapão, no Brasil, quando ir, o que são de fato os fervedouros, de quantos dias você precisa e quanto custa a viagem

    O Parque Estadual do Jalapão ocupa o extremo leste do Tocantins, no meio do Cerrado, a maior savana da América do Sul, que cobre 2.036.448 km² (22% do Brasil) e abriga mais de 12.000 espécies de plantas. Dentro de seus limites há dunas, chapadas de arenito, cachoeiras e poços alimentados por nascentes.

    O que separa o Jalapão dos outros parques brasileiros é a água. Nos fervedouros, nascentes subterrâneas empurram a água por baixo da areia e você boia em vez de afundar. Ali perto, o Rio Novo guarda uma das três únicas populações conhecidas do pato-mergulhão, uma ave com menos de 250 indivíduos restantes no mundo.

    Quer saber quando ir, de quantos dias você precisa e quanto custa a viagem na prática? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes ao Jalapão, preparou este guia de viagem para ajudar você a planejar cada etapa do roteiro. Confira abaixo!

    O que você vai encontrar neste guia:

    1. Sobre o Parque Estadual do Jalapão
    2. Onde fica o Jalapão?
    3. Como chegar ao Jalapão?
    4. Qual a melhor época para ir ao Jalapão?
    5. O que ver no Parque Estadual do Jalapão?
    6. Quantos dias no Jalapão são suficientes para a sua viagem?
    7. Preciso de guia para visitar o Parque Estadual do Jalapão?
    8. Quanto custa ir para o Jalapão?
    9. O que levar para o Jalapão
    10. Vale a pena ir ao Jalapão?
    Vista aérea de um fervedouro de água turquesa cercado por buritis no Parque Estadual do Jalapão, Tocantins
    Foto: Lucas Guerra

    Sobre o Parque Estadual do Jalapão

    O Parque Estadual do Jalapão foi criado em 12 de janeiro de 2001 e é administrado pela Naturatins, o órgão ambiental do Tocantins. São 158.970 hectares (1.590 km²) que reúnem cachoeiras, campos de dunas, cânions e afloramentos de arenito, além, é claro, dos fervedouros.

    A região inteira do Jalapão (34.000 km²) chega perto do tamanho da Suíça, o que significa que o parque estadual é apenas uma porção desta área. Ao lado, a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins protege outros 716.306 hectares sob a gestão do ICMBio.

    Somadas às reservas vizinhas na Bahia, no Piauí e no Maranhão, essas áreas formam o maior bloco contínuo de Cerrado protegido do Brasil.

    O arenito debaixo dos seus pés é mais antigo que tudo isso. As rochas pertencem ao Grupo Urucuia, depositado no Cretáceo. Para os geólogos, são campos de dunas antigos, ali havia deserto, não mar. É esse mesmo arenito poroso que armazena e libera lentamente a água subterrânea que alimenta nascentes, rios e cachoeiras.

    A região também é um polo de artesanato sustentável, construído em torno do capim-dourado e da fibra de buriti. A colheita tem regra: pela Portaria Naturatins 362/2007, só pode ser colhida entre 20 de setembro e 30 de novembro, apenas por extrativistas cadastrados, sendo as flores espalhadas no solo para que a planta se auto-semeie. A Lei 3.594/2019 cuida do restante da cadeia produtiva.

    Onde fica o Jalapão?

    O Jalapão fica em qual estado? A resposta é Tocantins. O Parque Estadual do Jalapão ocupa o leste, a cerca de 300 quilômetros de Palmas.

    A região se espalha por vários municípios, entre eles Ponte Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins. A Serra do Espírito Santo, o paredão achatado que domina o horizonte, chega a cerca de 900 metros.

    Aqui, “remoto” não é força de expressão. Mateiros, a principal porta de entrada do parque, tinha 2.748 moradores espalhados por 9.589 km² no Censo 2022, uma densidade de 0,29 habitante por km², segundo o IBGE.

    Esse isolamento é exatamente o que manteve a paisagem intacta, e é também por isso que o planejamento prático apresentado no restante deste guia é mais importante do que em qualquer outro lugar.

    Como chegar ao Jalapão?

    A entrada mais comum é por Palmas, que tem o aeroporto mais próximo, o Brigadeiro Lysias Rodrigues (PMW). Três companhias voam para lá (Gol, Azul e LATAM), com cerca de 240 decolagens por mês em voos diretos para São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, entre outras cidades.

    De Palmas, conte com no mínimo 4 horas de estrada até Mateiros ou São Félix do Tocantins, as duas cidades que a maioria dos viajantes usa como base.

    No Jalapão, o 4×4 não é opcional: alguns trechos das rodovias TO-030, TO-110 e TO-247 já foram asfaltados, mas boa parte do caminho segue em terra batida ou areia fofa, com pouquíssima sinalização na estrada.

    Percorrer o Jalapão é um circuito. Os atrativos ficam espalhados pela região, ou seja, os roteiros costumam entrar por um lado e sair pelo outro.

    A maioria dos passeios começa e termina em Palmas. Todo roteiro no Jalapão do PlanetaEXO inclui traslados: você não precisa se preocupar com o deslocamento por estradas arenosas sem placas; basta aproveitar a jornada!

    Estrada de terra vermelha cruzando o Cerrado a caminho do Parque Estadual do Jalapão, com um morro testemunho ao fundo

    Qual a melhor época para ir ao Jalapão?

    É possível visitar o Parque Estadual do Jalapão o ano inteiro, mas a estação seca (de maio a setembro) é a ideal: quase nada de chuva, céu limpo e estradas confiáveis.

    Maio é o melhor mês, com o Cerrado ainda verde e o ar úmido logo após a temporada de chuvas. Conforme setembro se aproxima, tudo fica mais seco e mais poeirento, mas o pôr do sol se torna ainda mais bonito.

    A estação chuvosa vai de outubro a abril. As tempestades deixam as estradas de terra quase intransitáveis e tornam a fauna mais difícil de avistar. Janeiro é o mês mais chuvoso, com média em torno de 255 mm de chuva.

    Frio, ali, não existe. Mateiros tem média anual de 25,1 °C e cerca de 1.372 mm de chuva por ano. A variação térmica é pequena o ano todo, com máximas entre 30 °C e 34 °C e mínimas entre 15 °C e 20 °C.

    O que muda de uma estação para a outra é o cenário: paisagem verde e cachoeiras cheias nos meses de chuva, acesso mais fácil e luz mais nítida nos meses secos.

    Dunas douradas do Jalapão ao pôr do sol, com a Serra do Espírito Santo ao fundo

    Período Chuva O que isso muda na sua viagem
    De maio a junho Muito baixa Vegetação verde, rios cheios, estrada tranquila. O período mais equilibrado.
    De julho a setembro Quase nenhuma Ar mais seco, estradas mais poeirentas, os melhores pores do sol. Alta temporada, então reserve cedo.
    De outubro a dezembro Aumentando As tempestades voltam, a paisagem fica verde e chegam menos visitantes.
    De janeiro a abril A maior (≈255 mm em janeiro) As estradas podem ficar bloqueadas e fica mais difícil chegar a alguns atrativos.

    Vista aérea da Cachoeira da Velha, a larga queda d'água do Rio Novo, no Jalapão

    Qual é o clima no Jalapão, Tocantins, agora?

    Veja como está o tempo neste momento no Parque Estadual do Jalapão.

    O que ver no Parque Estadual do Jalapão?

    O Jalapão reúne roteiros e atividades para quem gosta de natureza e aventura: trilha, rafting, fervedouros e visita às comunidades quilombolas.

    Fervedouros

    Os fervedouros do Jalapão são o motivo pelo qual quase todo mundo se aventura pelo parque estadual. A água sobe ao longo de uma fissura no arenito e empurra a água por meio de uma camada de areia, mantendo os grãos em suspensão permanente, de modo que não há um piso sólido para se apoiar e o fluxo ascendente mantém tudo na superfície.

    Não tem nada a ver com sal ou densidade da água, e nenhum fenômeno comparável foi documentado em nenhum outro lugar. A maioria dessas piscinas tem apenas de 1 a 2 metros de profundidade, mas não é possível tocar o fundo onde a nascente emerge.

    Os mais conhecidos são o Fervedouro do Soninho, Ceiça, Buritizinho e Bela Vista. Este último, inclusive, é o mais largo da região e o único com restaurante e hospedagem no local.

    Vários fervedouros agora funcionam com entradas agendadas e um limite de quantas pessoas podem estar na água ao mesmo tempo. Assim, os guias costumam agendar as atividades para o início da manhã ou final da tarde.

    Rafting no Rio Novo

    Para uma dose maior de adrenalina, o rafting no Rio Novo percorre corredeiras de classe III e IV.

    O mesmo rio abriga uma das últimas populações do pato-mergulhão (Mergus octosetaceus), espécie listada como Criticamente Ameaçada pela IUCN, com menos de 250 indivíduos no mundo todo. Assim, trechos tranquilos da água também são ótimos para observação de aves.

    Os passeios geralmente incluem paradas em praias de areia ao longo do rio.

    Quatro viajantes em um bote laranja encarando as corredeiras do Rio Novo, no Jalapão

    Cachoeiras

    A Cachoeira da Formiga cai num poço de água verde tão cristalina que é possível ver o fundo sem dificuldade.

    Por outro lado, a Cachoeira da Velha, no Rio Novo, é o oposto: uma queda larga, de volume alto, para contemplar em vez de nadar. Este é o ponto de partida da maioria das descidas de rafting.

    Banhistas mergulhando nas águas turquesa e transparentes da Cachoeira da Formiga, no Jalapão
    Foto: @viagemnarelacao

    Trilhas, dunas e nascer do sol

    Comece o dia antes do amanhecer para ver o sol nascer da Serra do Espírito Santo, um paredão de arenito que chega a quase 900 metros.

    Depois, feche a tarde nas dunas do Jalapão, o único campo de dunas do Cerrado brasileiro, com cristas de até 40 metros de altura.

    As dunas se originaram da erosão das areias da própria serra, carregadas pelo vento e acumuladas nesse mesmo ponto ao longo de milênios.

    Grupo de caminhantes em uma trilha de rocha vermelha no Cerrado do Parque Estadual do Jalapão

    Comunidades locais

    A comunidade quilombola Mumbuca, em Mateiros, é o berço do artesanato de capim-dourado, que hoje sustenta dezenas de famílias na região. A visita costuma incluir os ateliês, uma refeição caseira e a história de como a colheita passou a ser regulamentada.

    Cerca de 54 famílias participam da colheita anual, hoje celebrada na Festa da Colheita do Capim Dourado.

    👉 Leia mais: O que fazer no Jalapão?

    Quantos dias no Jalapão são suficientes para a sua viagem?

    Quatro dias, no mínimo. O Parque Estadual do Jalapão é grande, os atrativos ficam espalhados e cada base, de Ponte Alta a Mateiros e São Félix do Tocantins, dá acesso a um conjunto diferente de atividades. Com esse tempo de viagem, dá para conhecer as atrações mais importantes sem gastar todo o itinerário no trânsito.

    Considere o tempo na estrada. Chegar a qualquer uma das cidades-base leva, no mínimo, 4 horas a partir de Palmas, e o deslocamento entre as atrações consome ainda mais tempo do que o mapa sugere. Se sua agenda estiver apertada, esse tempo de viagem será o que você deixará de aproveitar para passear.

    Cinco ou seis dias mudam a viagem. Os dias extras rendem trilhas mais longas, atrativos fora do circuito principal, manhãs sem pressa nos fervedouros antes de os grupos do dia chegarem e interações mais profundas com as comunidades locais.

    Pôr do sol no Cerrado do Jalapão, com buritis recortados contra o céu alaranjado

    Preciso de guia para visitar o Parque Estadual do Jalapão?

    Não é obrigatório, mas ter um guia profissional ao seu lado é altamente recomendado. As estradas são de areia e terra, próprias só para veículos 4×4, e a sinalização é quase inexistente. Com uma densidade populacional de 0,29 pessoas por km² em Mateiros, você pode dirigir por horas sem encontrar ninguém para pedir informações.

    Uma visita guiada também resolve questões logísticas difíceis de organizar fora da região: transporte de ida e volta de Palmas, horários de cada fervedouro, autorizações e acesso às visitas às comunidades, além de apoio em caso de inundação das estradas. Isso minimiza o seu impacto nos locais e gera renda para as comunidades que os mantêm.

    Guia ajudando um viajante a subir uma escada em um paredão rochoso no Parque Estadual do Jalapão

    Quanto custa ir para o Jalapão?

    O preço de uma viagem para o Jalapão depende da duração do itinerário, do tamanho do grupo e das atividades que você acrescenta.

    No PlanetaEXO, os preços hoje começam em R$ 3.350 por pessoa na viagem de 4 dias saindo de Palmas, R$ 4.130 na aventura de 5 dias e R$ 5.940 no trekking de 6 dias.

    Essas tarifas cobrem guia profissional, hospedagem, café da manhã e almoço, todo o transporte durante a viagem e a entrada nos atrativos do roteiro. Os preços por pessoa diminuem à medida que o grupo aumenta e sobem em julho (mês de pico), portanto, o mesmo itinerário pode variar em mais de 30% dependendo de quando você viaja e quantas pessoas estão no grupo.

    Um detalhe que vale planejar: algumas atividades são vendidas como opcionais, entre elas o nascer do sol na Serra do Espírito Santo e o rafting no Rio Novo. Defina esses detalhes com antecedência, pois eles influenciam diretamente o valor total do investimento e a dinâmica da sua viagem.

    👉 Conheça as aventuras:

    Viajante sentado na borda de um paredão de arenito ao amanhecer, olhando a planície do Cerrado no Jalapão

    O que levar para o Jalapão

    Monte a mala pensando no seu roteiro, já que dias de trilha, cachoeira e rafting pedem equipamentos diferentes. Esta é a lista que recomendamos a todo viajante:

    • Camisa de manga longa com proteção UV.
    • Calça de trilha (calça leve ou legging).
    • Bota de trilha ou tênis confortável com boa aderência.
    • Sapatilha de água ou um segundo par de tênis que possa molhar, para o rafting.
    • Protetor solar e repelente.
    • Chapéu ou boné.
    • Óculos de sol.
    • Garrafa de água ou cantil.
    • Mochila de ataque de até 20 litros para as trilhas.
    • Casaco leve para as noites mais frescas de maio a setembro, quando as mínimas chegam a 15 °C.
    • Capa de chuva entre outubro e abril, com as chuvas mais fortes de dezembro a março.
    • Roupas leves e roupa de banho.

    Viajantes com mochilas de ataque e chapéus em um mirante do Jalapão, diante da planície do Cerrado

    Vale a pena ir ao Jalapão?

    Visitar o Parque Estadual do Jalapão vale muito a pena! Poucos lugares reúnem campos de dunas, corredeiras de classe IV, cachoeiras de água transparente e um fenômeno de nascente sem registro em nenhum outro canto. Tudo isso a poucas horas um do outro e dentro do bloco de Cerrado mais bem preservado que restou no Brasil.

    Combine a imersão nas comunidades quilombolas e a tradição do artesanato de capim-dourado, e a sua experiência se transforma em um equilíbrio perfeito entre vivência cultural e contato com a natureza.

    Visitante diante de duas altas cachoeiras que caem em um cânion de arenito vermelho, no Jalapão

    Pronto para conhecer o Parque Estadual do Jalapão?

    Agora que você já sabe quando ir, como chegar e de quantos dias precisa, só falta montar o seu roteiro no Jalapão.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes no Jalapão. Junto com os melhores operadores e guias locais do Tocantins, cuidamos da logística, hospedagem e horários para você se concentrar apenas nas paisagens. Fale conosco!

  • 10 curiosidades sobre Jalapão que você precisa saber

    10 curiosidades sobre Jalapão que você precisa saber

    Do significado do nome às suas principais atrações e sua rica história, saiba tudo sobre o Jalapão no Brasil

    Conhecido por sua beleza remota, o Jalapão é um lugar onde rios formam nascentes cristalinas, dunas de areia se erguem no meio do cerrado e comunidades preservam tradições seculares. Essas características o tornam um paraíso para quem ama aventura e cultura.

    Dunas de areia dourada ao pôr do sol mostrando a beleza remota do Jalapão, onde dunas de areia se erguem no meio da savana.
    Photo: Rodrigo José Fernandes

    Mas, além do cenário natural, este destino carrega histórias que surpreendem até os viajantes mais experientes. Da formação dos fervedouros ao artesanato em capim-dourado e à história do território quilombola, há muito a ser explorado.

    Curioso para saber mais e descobrir em qual estado fica o Jalapão? O PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para o Jalapão, montou uma lista com 10 curiosidades sobre o Jalapão para o seu próximo destino de férias. Confira abaixo!

    1. Maior Parque Estadual do Tocantins

    Criado em 2001, o Parque Estadual do Jalapão cobre uma área de 158.800 hectares. Este não é apenas o maior parque estadual do Tocantins, mas também a savana mais significativa da América do Sul.

    Um viajante sentado à beira de um penhasco apreciando o pôr do sol sobre a vasta paisagem de savana do Parque Estadual do Jalapão.
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    Estendendo-se pelos municípios de Mateiros e São Félix do Tocantins, o Jalapão protege dunas, nascentes, cachoeiras e vastos corredores de vida selvagem como uma das unidades de conservação mais importantes do Cerrado, um bioma que perdeu grandes porções de sua vegetação nativa nas últimas décadas.

    2. O Que Significa Jalapão?

    Aqui está uma curiosidade que desperta o interesse de todos: o que significa Jalapão?

    De acordo com historiadores, o nome está ligado a uma planta medicinal local chamada jalapa. Outrora abundante na região, ela era muito usada por suas propriedades curativas e se tornou um ponto de referência para viajantes e moradores.

    Uma flor de jalapa rosa vibrante desabrochando, a planta medicinal local que inspirou o significado do nome Jalapão.
    Photo: Linda De Volder

    Em português, o sufixo “ão” sugere vastidão ou profusão. Portanto, o nome se traduz como “a terra com abundância de jalapas”, refletindo tanto os recursos naturais do passado quanto a riqueza das paisagens atuais.

    3. Outrora um Mar

    Milhões de anos atrás, o Jalapão era coberto por um antigo mar. As formações rochosas, os planaltos e os cânions do parque são resquícios dessa paisagem pré-histórica. Paredões de arenito, erodidos ao longo de milênios, ainda revelam fósseis marinhos e marcas de ondulação.

     Um rio calmo fluindo por amplas áreas arenosas e penhascos escarpados durante o pôr do sol, refletindo o passado geológico da região.
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    Esse passado geológico explica a presença de amplas áreas de areia, penhascos acidentados e vales férteis, enquanto a ação constante da água e do vento moldou a terra na combinação única de dunas, rios e nascentes que vemos hoje.

    Os viajantes que caminham pelo Jalapão estão essencialmente cruzando o que antes era o fundo do mar. Na próxima vez que você percorrer suas trilhas, imagine que a areia dourada sob seus pés já fez parte de um vasto fundo oceânico!

    4. Os Fervedouros do Jalapão

    Como a água pode borbulhar incessantemente do chão sem nunca secar? Os fervedouros do Jalapão são nascentes cársticas naturais formadas quando rios subterrâneos empurram a água através de areia fina com alta pressão. Esse fluxo ascendente constante faz a superfície borbulhar e cria um efeito de flutuabilidade tão forte que é impossível afundar.

    Vista aérea de um fervedouro ciano cristalino cercado por buritis exuberantes no Parque Estadual do Jalapão.
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    Existem mais de uma centena de fervedouros no Parque Estadual do Jalapão, mas apenas alguns estão abertos para visitação. Alguns dos mais belos (e mais famosos) incluem o Fervedouro Bela Vista, Alecrim, Buritis, Buritizinho, Soninho, Ceiça, Rio Sono, e Encontro das Águas.

    Essas piscinas naturais são excepcionalmente cristalinas, variando do turquesa ao ciano, tornando-as alguns dos pontos mais fotogênicos do Brasil. Para protegê-las, as regras são rígidas: apenas até 8 pessoas por vez, 20 minutos por grupo, e não é permitido o uso de protetor solar antes de entrar para evitar a contaminação da água.

    👉 Leia mais: O que fazer no Jalapão?

    5. Sempre Faz Sol no Jalapão

    O Jalapão está localizado no norte do Brasil, uma das regiões mais quentes do país, o que significa que o clima é sempre ensolarado. Nos dias mais quentes, as temperaturas chegam facilmente a 30 a 34°C, enquanto a média mínima no inverno fica entre 15 e 20°C.

     Um pôr do sol brilhante visto através de uma parede de arenito natural, destacando o clima consistentemente ensolarado no norte do Brasil.
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    Mesmo durante a estação chuvosa (outubro a abril), o sol ainda ilumina o céu e cria a atmosfera perfeita para visitar os fervedouros e as cachoeiras.

    6. Dezenas de Cachoeiras e o Rio Novo

    Além dos fervedouros, o Jalapão também abriga dezenas de cachoeiras, como a Fumaça, Sussuapara, Soninho, Formiga, Lajeado, e Prata.

     A poderosa Cachoeira da Velha em forma de ferradura caindo sobre penhascos rochosos ao longo do bem preservado Rio Novo.
    Photo: Filipe Gonzaga Ferreira

    A Cachoeira da Velha, talvez a mais icônica de todo o parque, é especialmente conhecida por seu formato de ferradura. Com quase 100 metros de largura, ela é alimentada pelo Rio Novo, um dos rios de água potável mais bem preservados do mundo.

    Os viajantes também adoram a Prainha do Rio Novo, uma praia fluvial de areia dourada perfeita para se bronzear, relaxar e simplesmente apreciar a beleza do Parque Estadual do Jalapão.

    7. Lagoa do Japonês

    Embora não esteja dentro do Parque Estadual do Jalapão, a Lagoa do Japonês faz parte do circuito do Jalapão e é uma das atrações mais amadas da região.

    As águas azuis cristalinas da Lagoa do Japonês cercadas por penhascos rochosos em Pindorama do Tocantins.
    @carlosd_jalapao

    Situada na cidade de Pindorama do Tocantins, a lagoa, com suas águas azuis cristalinas e cercada por penhascos rochosos, faz parte da Estação Ecológica Serra Gerais.

    Com ótima infraestrutura, inclui restaurantes, banheiros, camping, atividades para crianças, redes e aluguel de equipamentos e sapatos (para proteger os pés das pedras afiadas no fundo da lagoa).

    Os visitantes da Lagoa do Japonês podem nadar, fazer passeios de barco, visitar a gruta e experimentar a tirolesa.

    👉 Leia mais: 15 destinos de ecoturismo no Brasil para se aventurar em 2026

    8. História e Tradições Quilombolas

    A Rota Quilombola conecta três comunidades no Jalapão: Mumbuca, Prata e Rio Novo. Esses povoados tiveram origem como formas de resistência durante o período colonial do Brasil, quando os quilombos—assentamentos no interior fundados por pessoas de ascendência africana que escaparam da escravidão—se tornaram portos seguros para a liberdade e preservação cultural.

    Em Mumbuca, os viajantes descobrem a arte do capim-dourado com artesãos locais. Na comunidade da Prata, a rapadura (doce tradicional feito com cana-de-açúcar), a cachaça com ervas do Cerrado (bebida destilada brasileira também feita com cana-de-açúcar) e a agricultura orgânica mostram a conexão entre comida e cultura. Enquanto isso, o Rio Novo guarda histórias de liberdade e povoamento à beira do rio que inspirou o seu nome.

    Visitar esses lugares significa compartilhar experiências. Desde oficinas e música ao redor do fogo até receitas locais e mergulhos no rio, a Rota Quilombola convida os viajantes a apoiar o turismo sustentável enquanto aprendem sobre a história viva.

    9. Capim-Dourado, o Ouro do Jalapão

    Um dos tesouros culturais do Jalapão é o capim-dourado, uma planta cujas hastes douradas brilham como metal. Artesãos locais colhem-no com cuidado, tecendo-o em joias, cestos e itens decorativos que são admirados em todo o Brasil.

    Um close do capim-dourado no campo, o famoso capim dourado do Jalapão com hastes que brilham como metal.
    Photo: Daniel Zilenovski

    O artesanato dessa erva dourada não é apenas belo, mas também simbólico, representando a conexão entre as pessoas e a natureza que é passada de geração em geração. Para muitas famílias, também é uma importante fonte de renda.

    Possuir uma peça de capim-dourado significa levar para casa uma parte da identidade do Jalapão. Os visitantes podem comprar diretamente em comunidades como Mumbuca, garantindo que sua compra apoie meios de subsistência sustentáveis.

    10. Rica Biodiversidade

    Outra curiosidade sobre o Jalapão que vale a pena mencionar é a sua fauna e flora, ambas típicas do Cerrado.

    Uma arara-canindé pousada em um pedaço de madeira, representando as diversas espécies de pássaros que voam pelo céu do Jalapão.
    Photo: Dick Daniels

    Lobos-guarás, tamanduás-bandeira, tatus-canastra, queixadas, pequenos lagartos e gambás vagam por seus territórios, enquanto pássaros como araras-canindé, periquitos e joões-de-barro cruzam o céu. O pato-mergulhão, uma espécie altamente ameaçada, também vive na área.

    A flora é igualmente rica, com buritis, campos de capim-dourado e orquídeas raras colorindo a paisagem.

    👉 Leia mais: 20 Animais Brasileiros: Curiosidades Sobre a Vida Selvagem e Onde Encontrá-los

    Explorando o Jalapão com o PlanetaEXO

    No PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para o Jalapão, cada jornada apoia guias locais, comunidades quilombolas e artesãos que mantêm as tradições vivas.

    Ao escolher passeios responsáveis, você também contribui para a proteção dos frágeis ecossistemas do Cerrado. Cada aventura é cuidadosamente planejada para minimizar o impacto e maximizar as contribuições positivas enquanto você aproveita as melhores férias da sua vida. Entre em contato conosco agora!

  • O que fazer no Jalapão?

    O que fazer no Jalapão?

    Sonhando em visitar um dos lugares mais maravilhosos do Brasil? Aqui está uma lista do que fazer no Jalapão!

    O Parque Estadual do Jalapão é uma unidade de conservação que abriga alguns dos cenários mais impressionantes do Brasil. Situado no estado do Tocantins, no Norte do país, é um destino imperdível para os amantes da natureza e da aventura.

    Entre dunas douradas, cachoeiras deslumbrantes e diversas piscinas naturais, os passeios pelo Jalapão oferecem oportunidades incríveis de viver a experiência de sua vida.

    Curioso para saber mais sobre esse paraíso? Veja abaixo uma lista do que fazer no Jalapão!

    Dunas do Jalapão

    Em meio ao Cerrado, as dunas do Parque Estadual do Jalapão são uma faixa dourada de rochas de arenito que formam a Serra do Espírito Santo. Do alto, a visão da areia alaranjada convivendo no mesmo espaço da vegetação verde – com muitas palmeiras de buriti – é de apaixonar.

    Em alguns pontos, a areia é cortada por correntes de água e até flores, o que cria uma paisagem diversificada e única, lindamente iluminada pelo sol. A observação do pôr do sol nas dunas deve ser incluída no itinerário de viagem de qualquer visitante!

    Embora seja permitido caminhar pelas dunas, é proibido escalar a parede rochosa. Para evitar problemas, certifique-se de seguir as instruções de seus guias e as regras do parque estadual.

    👉 Você sabia que essa região já foi coberta pelo mar? Descubra essa e outras curiosidades incríveis em 10 fatos sobre o Jalapão.

    Qual é a melhor época para visitar o Jalapão?
    Aprecie as vistas deslumbrantes e divirta-se deslizando pelas dunas.

    Jalapão fervedouros

    Sempre no topo das listas do que fazer no Jalapão, os fervedouros são, sem dúvida, as estrelas do show.

    Semelhantes a piscinas naturais ou poços, essas fontes jorram água do subsolo e são cercadas por uma rica vegetação. A pressão da água cria um efeito de ebulição – por isso a palavra fervedouro é tão adequada, pois significa “caldeira”.

    A água não é quente, mas é essa mesma pressão subterrânea que impede o afundamento. Não importa o seu peso, você sempre flutuará em um fervedouro!

    O Jalapão tem dezenas de fervedouros que valem a pena visitar, incluindo o Fervedouro dos Buritis, o Fervedouro Bela Vista, o Fervedouro do Ceiça, o Fervedouro do Alecrim, o Fervedouro Buritizinho e o Fervedouro Rio do Sono.

    passeios no parque estadual do jalapão

    Cachoeiras do Jalapão

    As cachoeiras são de cair o queixo como tudo no Jalapão. Há opções para todo tipo de viajante – desde os viciados em aventura até famílias ou casais em busca de relaxamento.

    Não perca a oportunidade de visitá-las:

    Cachoeira da Velha: a maior cachoeira do Parque Estadual do Jalapão, possui uma poderosa cascata de água que jorra sem parar em uma queda de 15 metros. Ótima para a prática de rafting.

    O que fazer no Jalapão?

    Cachoeira Roncadeira: queda de 70 metros cercada por formações rochosas e diferentes espécies de plantas. Ideal para a prática de rapel.

    Cachoeira Escorrega Macaco: queda de 50 metros de altura, mas o volume de água é baixo. Apenas para contemplação.

    passeios no parque estadual do jalapão

    Cachoeira do Formiga: essa cachoeira não é grande, mas a piscina natural que se forma embaixo dela é absolutamente incrível, perfeita para nadar, tirar fotos ou simplesmente contemplar sua beleza.

    passeios no parque estadual do jalapão

    Cânion Encantado: formado por paredões rochosos de 70 metros de altura, esse cânion abriga cachoeiras incríveis, como a Cachoeira da Capivara, a Cachoeira do Portal e a Cachoeira dos Pelados.

    O que fazer no jalapão?

    Caminhadas no Jalapão

    A caminhada é uma atividade imperdível (e inadiável) no Jalapão. Para chegar a determinados pontos, como cachoeiras ou fervedouros, a caminhada é obrigatória – seja ela leve ou um pouco mais exigente.

    Se você é um caminhante convicto e adora descobrir novas trilhas para explorar a natureza, respirar ar puro e se exercitar, o Jalapão tem opções incríveis:

    Trilha da Boa Esperança: ligando o Fervedouro do Alecrim e o povoado de Boa Esperança, essa trilha de 9 km permite conhecer as maravilhas da natureza através da vegetação do Cerrado e das águas cristalinas. A época das cheias (novembro a abril) pode alterar os itinerários das caminhadas.

    Travessia da Velha: para caminhantes experientes, são necessárias mais de 4,5 horas para completá-la (12 km). O grupo faz uma parada para rafting antes de chegar ao destino final, na Cachoeira da Velha. Caminhada disponível somente na estação seca (maio a outubro).

    Trilha da Serra do Espírito Santo: as atividades de caminhada ocorrem à noite, ou seja, não há luz natural. Dificuldade moderada, mas a caminhada é íngreme (200 metros de altura). São necessárias mais de 2 horas para concluí-la.

    O que fazer no Parque Estadual do Jalapão, Brasil?

    Pedra Furada

    Se você está procurando opções sobre o que fazer no Jalapão, mas quer se afastar das atividades relacionadas à água por um momento, visitar a Pedra Furada é uma experiência imperdível!

    Essa formação rochosa de arenito foi esculpida naturalmente ao longo de milhares de anos. O vento, as chuvas e outros fenômenos naturais criaram a forma única da Pedra Furada, com um buraco bem no meio.

    Pode não parecer muito, mas quando a tarde cai, o sol se alinha perfeitamente com a abertura, criando um anel dourado e brilhante. É de tirar o fôlego!

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    Lagoa do Japonês

    A Lagoa do Japonês é um verdadeiro oásis em meio ao Cerrado. Esse lugar digno de filme apresenta águas azuis cristalinas, vegetação densa e lagoas subterrâneas em cavernas antigas.

    Ao nadar, mergulhar com snorkel ou passear de barco, você verá e até interagirá com alguns vizinhos amigáveis, como tartarugas, pássaros e peixes.

    O que fazer no Jalapão?

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    Rafting no Rio Novo

    Parte integrante de todos os roteiros do Jalapão, o Rio Novo é um dos afluentes do Rio Tocantins, um dos poucos no mundo que ainda tem água potável.

    As fortes correntezas do rio são perfeitas para atividades cheias de adrenalina, como o rafting. Agências especializadas fornecem tudo o que é necessário, incluindo botes infláveis, coletes salva-vidas, capacetes, remos e práticas de segurança.

    Após o rafting, relaxe na Prainha do Rio Novo, uma pequena praia tranquila às margens do rio.

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    Comunidades locais (Quilimbola Mumbuca)

    A comunidade Quilombola Mumbuca foi o primeiro grupo de pessoas a chegar ao Jalapão no século XIX. Os membros fundadores eram escravos que fugiram do sul do estado da Bahia para encontrar um lugar onde pudessem se estabelecer e viver livremente.

    Visitar e interagir com os habitantes locais são algumas das maneiras mais autênticas de mergulhar profundamente no coração e na alma do Jalapão. Ao aprender seus costumes, história e tradições, você poderá ajudar a manter viva a cultura Mumbuca e conhecer a essência desse lugar fascinante.

    Agora que você já sabe o que fazer no Jalapão, vamos marcar sua viagem?

    O Jalapão é um dos lugares mais bonitos do Brasil. Quer você goste de adrenalina ou queira apenas aproveitar suas férias para relaxar, esse destino certamente o ajudará a criar memórias inesquecíveis.

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