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  • 10 dicas de viagem para o Monte Roraima antes de subir o tepui

    10 dicas de viagem para o Monte Roraima antes de subir o tepui

    Carregadores, permissões, equipamento, papelada e clima no tepui de 2.810 metros na fronteira com a Venezuela: as decisões que definem uma expedição ao Monte Roraima

    O Monte Roraima chega a 2.810 metros no ponto em que Venezuela, Brasil e Guiana se encontram. O platô de arenito no topo, com 33 a 50 km², se formou há 1,8 bilhão de anos. Quando as camadas superiores erodiram, há 180 milhões de anos, sobrou o tepui Roraima que você vê hoje, com paredões retos de 400 a 1.000 metros e uma mesa de pedra pendurada no céu.

    A geologia dita a logística. 85% da montanha estão na Venezuela (10% na Guiana e 5% no Brasil), e todo trekking sai de Paraitepuy, uma aldeia Pemón do lado venezuelano. O lado brasileiro fica dentro do Parque Nacional do Monte Roraima e da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, onde a subida exige escalada técnica na parede e autorização prévia do ICMBio. Resultado: a viagem começa muito antes da trilha, na fronteira, nas permissões e na escolha dos guias.

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em viagens ao Monte Roraima, reuniu 10 dicas de viagem relacionadas a carregadores, permissões, equipamento, clima e papelada, cada uma com o número que a sustenta. Confira abaixo!

    Trekking no Monte Roraima: a borda do platô do cume acima de um mar de nuvens, com a parede vertical do tepui à direita
    Photo: mariusz_prusaczyk

    1. Contrate carregadores das comunidades Pemón

    A primeira dica de viagem no Monte Roraima é contratar carregadores particulares em Paratepuy antes mesmo de pisar na trilha.

    Ao longo do itinerário de 10 dias, a extensão percorrida é de aproximadamente 90 quilômetros, alternando caminhadas diárias de 6 a 15 quilômetros no topo do platô. Além disso, grande parte das agências estabelece o limite de 15 quilos para a bagagem individual.

    Os carregadores do Monte Roraima vêm das comunidades Pemón, que vivem nas terras cortadas pela trilha. Ao contratar quem é da região, você sustenta diretamente a aldeia que administra o acesso à área. Turismo de base comunitária é exatamente isso.

    Carregador pemón com a mochila carregada na trilha da savana rumo ao Monte Roraima, com os tepuis Kukenán e Roraima ao fundo

    2. Reserve a viagem ao Monte Roraima com uma operadora que resolve trâmites de fronteira

    A rota prática passa pelo Brasil. De Boa Vista, são 220 km (cerca de 3 horas) pela BR-174 até Pacaraima, a única travessia rodoviária entre os dois países. De lá, siga para Santa Elena de Uairén, na Venezuela. A caminhada só começa em Paraitepuy, mais 100 km de 4×4 atravessando a Gran Sabana.

    Regularize o visto para o Monte Roraima com antecedência, já que isso pode impactar todo o planejamento do roteiro. A Venezuela exige certificado de febre amarela de quem chega do Brasil ou passa mais de 12 horas em aeroporto brasileiro, enquanto as regras de visto variam conforme a nacionalidade.

    Quem tem passaporte britânico, canadense ou australiano costuma entrar sem visto e ficar até 90 dias. Já os cidadãos dos Estados Unidos solicitam um e-visa e pagam uma taxa de US$ 180, ainda que o Departamento de Estado americano mantenha o alerta nível 3, “reconsidere a viagem”, para o território venezuelano.

    Operadoras especializadas no Monte Roraima resolvem as formalidades de fronteira e qualquer outra burocracia que apareça, cuidando também de todos os traslados. É o que garante conforto, tranquilidade e segurança.

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    Guia da PlanetaEXO apontando para o tepui Kukenán na savana a caminho do Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    3. Leve proteção para a chuva

    Com chuvas anuais acima de 1.500 mm, o clima no topo do Monte Roraima difere do vale. A janela mais seca vai de dezembro a abril, mas há pancadas de chuva o ano todo. Mesmo na alta temporada, é comum ter manhãs de sol, tarde nublada e chuva à noite.

    Pesquisando sobre as caminhadas guiadas, você provavelmente vai esbarrar na tal chuva invertida: ventos ascendentes intensos, que chegam a 75 km/h, capazes de suspender a água antes mesmo de atingir o solo, projetando-a de volta para cima.

    Na hora de decidir o que levar para o Monte Roraima, pense na água. Jaqueta impermeável é ideal para o corpo, enquanto capa de mochila e sacos estanques protegem os seus pertences, incluindo saco de dormir e eletrônicos. Em acampamento selvagem, preservar o equipamento é o que salva a experiência. Complete com meias extras e uma toalha de microfibra.

    Dois trekkers atravessando a rocha molhada do platô do Monte Roraima em meio à névoa densa e à chuva

    4. Treine para La Rampa, não para a distância

    No Monte Roraima, quantos quilômetros de trilha você encara? A rota se divide em etapas bem diferentes:

    • Paraitepuy até o acampamento do rio Kukenán: 15 km em 4 a 5 horas.
    • Rio Kukenán até o Acampamento Base: 8 km e 750 metros de subida.
    • Subida por La Rampa: uma saliência natural vence a parede e é o único caminho não técnico até o platô do topo, com 4,5 km em 4 a 5 horas.
    • Exploração do platô do topo: distâncias diárias de 6 a 15 km.

    Portanto, o foco do treino para o Monte Roraima deve ser a inclinação, e não a quilometragem. A chave é ganhar elevação repetidamente e carregar peso sobre superfícies úmidas.

    Para se preparar, comece o treino dois meses antes com caminhadas inclinadas usando mochila carregada, corrida ou pedalada. Foque no fortalecimento de pernas e tornozelos, visto que pedras escorregadias e travessias de rios exigem mais das articulações do que a altitude do sistema respiratório.

    A dificuldade do Monte Roraima não é técnica: na via padrão não existe corda, cadeirinha nem trecho de escalada com grau. Com preparo, quem caminha razoavelmente bem termina a travessia.

    👉 Leia mais: Qual é a dificuldade da subida do Monte Roraima?

    Trekker com capa de chuva na mochila subindo La Rampa, a rampa natural que leva ao topo do Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    5. Saiba o que há no topo do Monte Roraima antes de pisar no platô

    O sapinho de Roraima (Oreophrynella quelchii) não passa do tamanho de uma unha e só vive entre 2.300 e 2.800 metros, neste cume e no vizinho Wei-Assipu-tepui. Achá-lo exige guia experiente, que saiba exatamente onde procurar.

    A planta-jarro Heliamphora nutans foi a primeira do gênero registrada pela ciência, identificada nas encostas da montanha por Robert e Richard Schomburgk em outubro e novembro de 1839. Fora do Roraima, a espécie só resiste no Kukenán, Yuruaní, Maringma e Wei Assipu, ou seja, é exclusiva desse grupo de tepuis.

    Os cumes dos tepuis abrigam ecossistemas únicos, com cerca de um terço de flora endêmica, segundo o WWF. Apesar do isolamento das terras baixas há 70 a 90 milhões de anos, um estudo de 2012 com pererecas revelou um ancestral comum de 5,3 milhões de anos, provando que algumas espécies superam esses paredões. Para preservar esse ecossistema, ande apenas sobre a rocha e não pise na vegetação.

    👉 Leia mais: 10 fatos sobre o Monte Roraima

    O minúsculo sapinho-de-roraima (Oreophrynella quelchii) na ponta de um dedo, no platô do cume
    Photo: @cafred33

    6. Leve equipamento com classificação para 0°C

    Uma das principais dicas de viagem para o Monte Roraima envolve o clima, um dos principais desafios do trekking.

    A jornada inicia aos 25°C na savana, cai para 5°C nas noites da subida e fica em 10°C durante o dia no topo. Com chuva e vento à noite, a temperatura chega a 0°C. Essa oscilação surpreende quem vem preparado apenas para o clima tropical.

    Para montar o equipamento, priorize um saco de dormir com classificação para 0°C, acompanhado de um isolante térmico. Inclua também botas já amaciadas, bastões de caminhada para a descida e uma lanterna de cabeça com pilhas reservas.

    O acampamento no Monte Roraima é sempre em barraca, nas áreas demarcadas ao longo do platô. Muita gente dorme sob os abrigos naturais de rocha, que mantêm chuva e vento longe, mas não protegem da umidade gelada que sobe do chão de pedra.

    Como não existem pontos de venda no platô durante toda a expedição, traga garrafa própria e purificador de água para consumir das fontes naturais do topo.

    O facho da lanterna de cabeça de um trekker sob o céu estrelado, na borda do platô do Monte Roraima à noite
    Photo: @overlandtheamericas

    7. Divida a bagagem em compartimentos à prova d’água

    Guarde tudo em sacos estanques e deixe protetor solar, lanches e câmera em um bolso externo, sempre à mão. Distribua bem o peso: o que é pesado vai encostado nas costas, para a carga ficar sobre o quadril e não nos ombros.

    Depois, tire peso da mochila. Cada grama sobrando vira castigo em La Rampa, a roupa não usada é o arrependimento mais comum da trilha. Em vez de vários conjuntos, leve camadas que se repetem e combinam entre si. Lembre-se de que não há como secar roupas molhadas no acampamento.

    Documentos e dinheiro viajam à parte, no próprio saco estanque. Você precisa de passaporte com validade mínima de seis meses, do certificado de febre amarela e de dinheiro em espécie.

    Caminhante na trilha da Gran Sabana com os tepuis Kukenán e Roraima ao fundo

    8. Trilha sem sinal e o que volta com você

    Quem faz trekking no Monte Roraima fica sem escolha: não há internet no tepui. Entre Paraitepuy e a descida, você passa vários dias offline, então avise em casa que vai ficar desconectado por um tempo.

    Ficar off muda o jeito de registrar a viagem: em vez de atualizar o feed, você escolhe o que vale guardar. Entre os pontos marcantes do platô estão o Vale dos Cristais, o Lago Gladys, o mirante La Ventana, o marco de fronteira do Ponto Triplo, El Foso e o Maverick Rock (o ponto mais alto do cume, a 2.810 metros). Como frio e umidade acabam com a bateria em poucas horas, guarde os power banks nos sacos estanques e durma com as pilhas reservas dentro do saco de dormir.

    Um diário de papel resiste a condições que danificam um celular e registra o que as fotografias não conseguem capturar. Pense na sua jornada como parte de uma comunidade global de exploradores. Cada imagem, anotação e troca de mensagens com outros caminhantes faz parte da história que você contará quando voltar para casa.

    👉 Leia mais: Como chegar ao Monte Roraima?

    Silhueta de um trekker na borda do penhasco do Monte Roraima ao pôr do sol, acima do mar de nuvens
    Photo: @watchluke

    9. Estude a história e a cultura local

    “Tepui” quer dizer “casa dos deuses” em Pemón. Já o nome “Roraima” vem de roroi (azul-esverdeado) e ma (grande). Na cosmologia Pemón, essa mesa de pedra é o toco da árvore mítica que guardava todos os frutos do mundo até Makunaima derrubá-la, história que batiza a Expedição Makunaima de 10 dias do PlanetaEXO.

    Na Venezuela, você atravessa território Pemón, acompanhado por guias e carregadores também indígenas. Do lado brasileiro vivem os Ingarikó, dentro do Parque Nacional do Monte Roraima e da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, e dividem a região com os povos Macuxi, Wapichana, Patamona e Taurepang.

    Por não fazer parte da rota turística tradicional, o lado brasileiro do parque, estabelecido em 28 de junho de 1989 e cobrindo 116.747 hectares, conta, desde 2005, com uma gestão compartilhada entre o ICMBio, a FUNAI e o povo Ingarikó.

    A primeira subida registrada é de 18 de dezembro de 1884, feita por Everard im Thurn e Harry Perkins, com o apoio de guias locais que provavelmente já conheciam o topo muito antes. Mergulhar nessa história muda o que você enxerga no platô e rende ótimas conversas ao longo da trilha.

    👉 Leia mais: O que existe no topo do Monte Roraima?

    A parede do tepui Kukenán acima da savana verde, com um riacho cortando o primeiro plano
    Photo: @alecio_Cezar

    10. Deixe folga no planejamento

    Três coisas mudam nessa rota, independentemente do planejamento: o clima, a fronteira e o ritmo da pessoa mais lenta do grupo.

    A definição de quantos dias no Monte Roraima são necessários varia conforme a sua intenção de exploração no platô. A exigência física diária permanece equivalente nas opções disponíveis; a diferença fundamental reside no tempo de permanência na altitude superior a 2.700 metros.

    • Expedição de 8 dias: proporciona três pernoites no cume, cobrindo atrações como as Jacuzzis, o mirante La Ventana e o Maverick Rock.
    • Expedição de 10 dias: acrescenta mais duas noites no topo, permitindo alcançar o Ponto Triplo, o Lago Gladys e vivenciar uma pernoite em comunidade indígena.
    • Expedição de 12 dias: oferece uma vivência ainda mais extensa e aprofundada ao longo do itinerário.

    O clima na montanha é imprevisível: chuvas fortes, nuvens densas ou abrigos lotados podem mudar seus planos. Por isso, deixar dias livres na agenda ajuda a transformar imprevistos em boas lembranças da expedição.

    👉 Conheça a aventura: Expedição ao Monte Roraima: trekking de 12 dias saindo de Boa Vista

    O platô do cume do Monte Roraima visto do alto, cercado por nuvens e com cachoeiras caindo das paredes

    Dicas de viagem para o Monte Roraima na prática: planeje sua expedição com o PlanetaEXO

    Agora que você já tem as dicas de viagem para o Monte Roraima que realmente fazem diferença na trilha, é hora de escolher as datas e montar o roteiro.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em trilhas e trekking no Brasil. Operamos essa rota saindo de Boa Vista, com guias Pemón e parceiros que cuidam da travessia de fronteira, das permissões e dos acampamentos, para você só curtir a caminhada. Fale conosco!

  • O tepui de topo plano do Monte Roraima erguendo-se sobre a savana verde da Gran Sabana, na Venezuela

    É seguro viajar ao Monte Roraima na Venezuela?

    Saiba tudo o que você precisa para fazer uma viagem à Venezuela com segurança e um trekking tranquilo pelo Monte Roraima

    O Monte Roraima é o mais conhecido dos tepuis, as montanhas de topo plano que se erguem sobre a savana no ponto em que Brasil, Venezuela e Guiana se encontram. Seu platô de arenito existe há quase 2 bilhões de anos e o cume chega a 2.810 metros, o que faz dele o 8º pico mais alto do Brasil. Cerca de 85% dele fica em território venezuelano, e é daí que vem a dúvida que os viajantes têm antes de reservar.

    Afinal, o Monte Roraima é perigoso? Não do jeito que os boatos sugerem. Os verdadeiros perigos são frio, platô elevado, terreno acidentado, isolamento e a fronteira com a Venezuela — não o crime ou os animais selvagens. Com o preparo certo, não há motivo para a sua viagem virar um problema.

    PlanetaEXO guide pointing toward Mount Roraima across the Gran Sabana on a trip to Venezuela
    Photo: Lucas Gobatti

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, preparou este guia para ajudar a tranquilizar suas preocupações. Confira a seguir!

    Comece por Boa Vista, no lado brasileiro

    Na teoria, é possível chegar ao platô pela Venezuela, com voo até Caracas e viagem por terra, mas quase ninguém faz assim.

    A rota de Roraima pelo Brasil é mais simples, melhor estruturada e muito menos exposta. Boa Vista é uma capital regional tranquila, com voos diários e boa infraestrutura. A subida rumo ao norte, pela BR-174, não tem complicação.

    Mas será que é seguro viajar para a Venezuela? Aqui vem a parte que tranquiliza. Desde que a fronteira entre Brasil e Venezuela reabriu em 2022, um corredor turístico exclusivo possibilita que grupos com as permissões corretas cheguem ao início da trilha sem passar pelas regiões citadas em alertas de segurança.

    Aerial view of Boa Vista, the Brazilian gateway city to Mount Roraima, at sunset
    Photo: Andreza Mariot

    👉 Leia mais: Como chegar ao Monte Roraima?

    Respeite as regras dos dois lados da fronteira para fazer o trekking no Monte Roraima com tranquilidade

    Como a travessia do Monte Roraima cruza para o território venezuelano, você precisa lidar com as regras de fronteira dos dois países. É obrigatório um passaporte válido para qualquer nacionalidade (incluindo brasileiros) com validade de pelo menos seis meses além da data de entrada.

    As exigências de visto variam: cidadãos da União Europeia, do Reino Unido e da maioria dos países latino-americanos entram na Venezuela sem visto para turismo, enquanto outros, incluindo cidadãos dos Estados Unidos e do Canadá, precisam providenciar o visto com antecedência para embarcar na travessia do Monte Roraima.

    Para fazer uma viagem à Venezuela com segurança, vale conhecer algumas restrições. O Departamento de Estado dos EUA classifica o país no “Nível 3: Reconsidere a Viagem” (atualização de junho de 2026, amenizada em relação ao “Nível 4: Não Viaje”) e mantém um alerta mais rígido para regiões específicas, como a fronteira com a Colômbia e o estado de Amazonas, mas não para o corredor da Gran Sabana usado para chegar a Roraima.

    É aqui que o corredor turístico faz diferença. Desde 2022, um corredor exclusivo, com controle de acesso mediante autorização, liga a fronteira brasileira a Paraitepuy, de modo que os viajantes seguem por uma rota monitorada, e não pelo território aberto. O seu tempo na Venezuela é curto, guiado do começo ao fim e passado na tranquila Gran Sabana, bem longe das áreas sinalizadas nos alertas.

    Se você está se perguntando se é seguro viajar para a Venezuela para encarar a trilha do Monte Roraima, a resposta é sim, desde que planeje bem a viagem: mantenha-se no corredor turístico e confira o alerta de viagem atual do seu próprio governo antes de reservar, já que a situação pode mudar.

    The Brazil–Venezuela border marker with both national flags, on the crossing used to reach Mount Roraima
    Photo: Paolo Stefano

    👉 Leia mais: Preciso de visto para visitar o Monte Roraima na Venezuela?

    Faça a trilha com guias qualificados e uma operadora de confiança

    Escolher um guia qualificado e uma operadora de confiança é a decisão de segurança mais importante de todas. No caso do trekking do Monte Roraima, isso também é obrigatório.

    As regras do parque nacional exigem que os trilheiros sejam sempre acompanhados por guias locais certificados — fazer trilha por conta própria não é permitido. Os guias são indígenas Pemón da comunidade de Paraitepuy, responsáveis pela rota, acampamentos e comida.

    Uma operadora séria faz muito mais do que guiar a trilha, cuidando de formalidades na fronteira, transfers, refeições e equipamento compartilhado e resolvendo toda a logística que costuma confundir quem viaja sozinho.

    A autoridade dos parques da Venezuela, o Inparques, também limita os grupos a 8 pessoas na alta temporada e 16 na temporada regular, sempre com pelo menos dois guias. É justamente essa estrutura de apoio que separa as opções comuns das melhores travessias pelo Monte Roraima.

    Trekkers with backpacks approaching Mount Roraima on the trek across the Gran Sabana
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Conheça a aventura: Trekking Monte Roraima: Expedição de 8 dias ao Mundo Perdido

    Siga o seu guia e mantenha o grupo unido

    Os perigos do Monte Roraima ficam bem menores quando você segue a orientação do seu guia. É esse profissional que lê o tempo, avalia a travessia dos rios, define o ritmo em La Rampa e decide quando o itinerário precisa mudar — algo comum no platô, onde a névoa fecha em minutos e a rocha fica escorregadia assim que começa a chover.

    Ande junto do grupo, avise o guia se não estiver se sentindo bem, seja pelo frio ou pela altitude do Monte Roraima, e não se afaste da rota marcada no platô, onde buracos e declives se escondem na neblina.

    Comunicar-se bem não é formalidade, mas o que mantém segura uma trilha tão isolada.

    Hikers crossing Mount Roraima's misty summit plateau among dark rock formations
    Photo: Lucas Gobatti

    Leve o equipamento, as roupas e os remédios certos

    Os perigos do Monte Roraima são mais relacionados ao frio e à umidade do que com qualquer outra coisa. Para não ter problemas de saúde durante a trilha nem voltar para casa doente, trate a sua lista de itens como equipamento de segurança.

    As temperaturas no platô podem despencar para cerca de 5°C durante a noite e ficar perto de 0°C quando chove. Somada à exposição constante à névoa densa e às cachoeiras, manter-se aquecido e seco vira uma defesa essencial para evitar a hipotermia, e não apenas uma questão de conforto.

    Veja o que não pode faltar:

    Hiker on Mount Roraima's rocky summit plateau in the mist during the Roraima trek
    Photo: Lucas Gobatti
    • Botas de trekking impermeáveis e já amaciadas (botas novas causam bolhas) e bastões de caminhada para a descida íngreme.
    • Uma capa de chuva de boa qualidade, capa para a mochila e sacos estanques para manter os seus pertences secos.
    • Camadas térmicas de base, uma jaqueta quente, luvas e uma muda de roupa seca reservada só para dormir.
    • Um saco de dormir com classificação para 0°C, uma lanterna de cabeça com pilhas extras e uma garrafa de 1 litro com pastilhas de purificação de água.
    • Um kit de primeiros socorros pessoal e os seus remédios de uso contínuo, além de protetor solar e um chapéu de aba larga para a savana exposta ao sol.

    Guarde o seu certificado internacional de vacinação contra a febre amarela junto ao passaporte. Também é essencial levar dinheiro em espécie para as despesas em locais onde não se aceita cartão, já que caixas eletrônicos são extremamente raros perto da fronteira.

    👉 Leia mais: 10 dicas de viagem para o Monte Roraima e aproveitar ao máximo a sua viagem

    Contrate um seguro-viagem para aventura

    Há quem considere o Monte Roraima perigoso no sentido de que, em um lugar tão remoto, uma lesão grave pode significar evacuação lenta e dependente das condições do tempo.

    Acidentes são evitados quando os caminhantes seguem as instruções do guia, usam o equipamento certo e reconhecem os próprios limites. Mesmo assim, imprevistos ainda podem acontecer. Por isso, um seguro-viagem que cubra trekking remoto e de alta altitude é obrigatório.

    Verifique se a sua apólice inclui proteção para trekking até 2.800 metros, resgate médico e repatriação, já que grande parte dos seguros de viagem convencionais exclui expedições desse tipo.

    Se você não sabe onde encontrar uma cobertura com tudo o que precisa, operadoras confiáveis podem indicar o caminho certo. Mais um motivo para reservar o seu trekking do Monte Roraima com especialistas!

    Conheça seus limites e faça a lição de casa

    A última peça da segurança é uma avaliação honesta de si mesmo. A dificuldade do Monte Roraima é classificada como desafiadora: são cerca de 86 km a pé, uma subida íngreme de 4,5 km, várias noites dormindo em barraca e dias que chegam a 8 horas de caminhada. Você não precisa ser atleta, mas deve conseguir caminhar vários quilômetros com a mochila carregada em dias seguidos.

    Prepare-se. Alguns meses de caminhadas, treino cardiovascular e fortalecimento de pernas fazem a diferença entre sofrer e curtir, então pesquise sobre a montanha, rota e época em que pretende viajar antes de se comprometer.

    Trekkers climbing the steep rocky ascent of La Rampa on the Mount Roraima hike
    Photo: Lucas Gobatti

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    Faça o trekking do Monte Roraima com segurança ao lado do PlanetaEXO

    O Monte Roraima só é perigoso se você for despreparado ou sozinho. Para uma trilha tranquila, faça do jeito certo: prepare o equipamento, siga os protocolos de fronteira, contrate um seguro-viagem e vá com guias locais. Se você quer apenas aproveitar a caminhada sem se preocupar com o resto, uma operadora experiente cuida de tudo isso!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes no Monte Roraima com guias indígenas Pemón experientes e parceiros locais de confiança. Nossa equipe cuida de tudo, incluindo logística, permissões e segurança da sua viagem à Venezuela. Fale conosco agora!

  • Guia de viagem do Monte Roraima: como visitar

    Guia de viagem do Monte Roraima: como visitar

    Saiba tudo o que você precisa para viajar ao Monte Roraima: como chegar, a melhor época para ir, as principais atrações e muito mais!

    Com uma altura de 2.810 metros (9.219 pés), o Monte Roraima é o 8º pico mais alto do Brasil e um dos mais elevados do planeta. Poucos lugares reúnem tanta história geológica quanto a altura do Monte Roraima, um verdadeiro gigante da América do Sul.

    Conhecido pela beleza selvagem, pelas formações geológicas antigas e pela espiritualidade, o local atrai milhares de turistas de todas as partes do mundo. Segundo o Ministério do Turismo do Brasil, o estado de Roraima recebeu mais de 16.000 viajantes estrangeiros em 2024, e boa parte tinha a montanha como destino.

    Quer saber mais? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes do Monte Roraima, preparou um guia de viagem do Monte Roraima completo, com todas as informações essenciais para uma ótima viagem. Confira abaixo!

    Sumário

    1. Sobre o Monte Roraima
    2. O Monte Roraima é o lugar mais antigo da Terra?
    3. Onde fica o Monte Roraima?
    4. Como chegar ao Monte Roraima?
    5. Qual é a melhor época para o Monte Roraima?
    6. Principais atrações: o que há no topo do Monte Roraima
    7. Dá para visitar o Monte Roraima?
    8. É seguro visitar o Monte Roraima?
    9. O que levar para uma trilha do Monte Roraima?
    10. Qual é o nível de dificuldade da trilha do Monte Roraima?
    11. Quantos dias ficar no Monte Roraima?
    12. Pacotes do Monte Roraima
    Pôr do sol na borda do penhasco do cume do Monte Roraima, acima de um mar de nuvens
    @watchluke

    Sobre o Monte Roraima

    O Monte Roraima é um tepui, formação geológica em forma de mesa típica do norte da América do Sul. Com vistas de planaltos, penhascos e paisagens naturais singulares, foi escalado pela primeira vez em 1884 pelo explorador britânico Sir Everard im Thurn.

    A descoberta de um lugar remoto e misterioso inspirou uma das obras literárias mais famosas de todos os tempos. O Mundo Perdido, escrito em 1912 por Sir Arthur Conan Doyle, foi inteiramente inspirado no Roraima. Na história, um grupo de estudiosos parte de Londres para explorar um planalto isolado onde dinossauros e outras criaturas pré-históricas escaparam da extinção. O livro, por sua vez, inspirou Jurassic Park.

    Fora dos livros e filmes de ficção, a mitologia do Monte Roraima é bastante conhecida. A principal é a lenda de Makunaíma, herói indígena que nasceu de um lago fertilizado pelo sol e pela lua. Esperto, forte e justo, ele é o protetor da Árvore de Todos os Frutos, uma árvore lendária que fornece todos os alimentos. A origem da história é atribuída ao povo indígena Macuxi.

    Essa lenda inspirou a obra homônima do autor brasileiro Mário de Andrade, que também se baseou nos relatos do explorador alemão Theodor Koch-Grünberg. No livro de 1928, Macunaíma é um anti-herói que vai a São Paulo para recuperar um artefato valioso.

    Para os povos indígenas da região (Macuxi, Pemón, Taurepang, Arekuna, Kamarakoto, entre outros), o Monte Roraima é um lugar sagrado. Acredita-se que a chamada Terra de Makunaíma guarda uma conexão poderosa entre o homem e a natureza, equilibrando respeito, ancestralidade e aspectos místicos.

    O tepui Kukenán, ao lado do Monte Roraima, refletido em um rio na hora dourada
    .

    O Monte Roraima é o lugar mais antigo da Terra?

    A composição geológica do Monte Roraima é formada principalmente por rochas pré-cambrianas que datam de cerca de 2 bilhões de anos, uma janela para o passado distante do planeta.

    Ao longo de milhões de anos, a montanha resistiu à erosão implacável, que moldou sua paisagem única e revelou o planalto plano que se estende por cerca de 31 km².

    Além disso, a atividade tectônica também esculpiu o Roraima, fator decisivo para o título de lugar mais antigo da Terra, já que a montanha faz parte da antiga cadeia de Pakaraima, formada ao longo de bilhões de anos pelo movimento das placas tectônicas.

    Onde fica o Monte Roraima?

    O Monte Roraima fica na tríplice fronteira entre Venezuela, Brasil e Guiana, na América do Sul. A maior parte está dentro dos limites da Venezuela (85%), enquanto os lados brasileiro e guianense representam 5% e 10%, respectivamente.

    No Brasil, a área é administrada pelo estado de Roraima, mais especificamente no município de Uiramutã. Veja o mapa do Monte Roraima abaixo:

    Como chegar ao Monte Roraima?

    O acesso mais prático ao Monte Roraima é por Boa Vista, capital do estado de Roraima, no Brasil. O Aeroporto de Boa Vista (BVB) recebe voos diários de Brasília, Manaus e São Paulo.

    De lá, os viajantes seguem para o norte pela rodovia BR-174, cruzam para a Venezuela e chegam a Santa Elena de Uairén, na Gran Sabana, em Bolívar, o principal ponto de partida para as expedições (a 20 km do Brasil). A cidade oferece hospedagem e uma pausa antes do início da trilha.

    Santa Elena tem um pequeno aeroporto, mas os voos são raros e pouco confiáveis, o que torna o trajeto por estrada a partir de Boa Vista a opção preferida. Da cidade, a rota segue até a Comunidade de Paraitepuy, a porta de entrada oficial para as trilhas.

    A travessia pela Gran Sabana revela paisagens impressionantes, onde os viajantes costumam ter o primeiro vislumbre do tepui.

    Um traslado de jipe 4x4 cruzando a Gran Sabana com o Monte Roraima ao fundo
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Leia mais: como chegar ao Monte Roraima

    Qual é a melhor época para o Monte Roraima?

    O clima no Monte Roraima é muito imprevisível e acompanha o clima tropical da Venezuela. Chuva, neblina e mudanças bruscas de temperatura podem acontecer a qualquer momento, então estar preparado para todas as condições é essencial o ano inteiro.

    De outubro a março (estação seca), a trilha costuma ser mais fácil, com menos chuva e caminhos mais limpos. As vistas do topo do Monte Roraima aparecem com mais frequência, e as temperaturas variam de 20–25°C (68–77°F) na base a 10–15°C (50–59°F) no cume durante o dia, caindo para 5°C (41°F) ou até 0°C (32°F) à noite.

    De abril a setembro (estação chuvosa), as trilhas ficam mais enlameadas e desafiadoras, mas as cachoeiras ganham mais volume, e algumas só aparecem nesse período.

    O ano todo, quem faz a trilha deve esperar noites frias, ventos constantes, pancadas de chuva à tarde e neblina no cume, elementos que tornam cada expedição única.

    Um trekker em um penhasco enevoado no cume do Monte Roraima, em preto e branco
    Photo: Lucas Gobatti

    Principais atrações: o que há no topo do Monte Roraima

    Vale dos Cristais

    O Vale dos Cristais é uma depressão rasa no planalto do Roraima coberta por milhões de cristais de quartzo espalhados sobre o arenito escuro como vidro quebrado. Os cristais se formaram há cerca de 1,8 bilhão de anos, quando o tepui ainda fazia parte de um antigo fundo de mar, o que os coloca entre os minerais expostos mais antigos da Terra.

    A retirada de cristais é terminantemente proibida pelas autoridades do parque venezuelano, e os guias locais Pemón tratam o vale como solo sagrado. Os Pemón acreditam que os cristais são fragmentos de estrelas que caíram quando Makunaima, o deus criador, derrubou a árvore da vida original.

    Lago Gladys

    O Gladys é uma piscina pequena e escura no topo do planalto, batizada pelo botânico britânico Everard Im Thurn em homenagem à heroína de O Mundo Perdido, de Arthur Conan Doyle. A água repousa numa bacia natural de arenito e reflete as formações rochosas ao redor como um espelho negro.

    O lago é uma das poucas fontes permanentes de água no cume, alimentado pela neblina constante e por mais de 4.000 mm de chuva anual que atingem a região. Espécies endêmicas, como a minúscula rã preta Oreophrynella, que não existe em nenhum outro lugar do planeta, vivem no musgo das margens.

    Uma piscina natural escura no planalto do cume do Monte Roraima
    Photo: Luiz Gustavo Rebello

    👉 Leia mais: 10 curiosidades sobre o Monte Roraima

    El Foso

    Um poço natural circular esculpido no arenito, com cerca de 20 metros de profundidade, preenchido por água da chuva tão escura que parece tinta. As paredes do El Foso descem quase na vertical, polidas por milênios de erosão, e a superfície permanece imóvel mesmo em dias de vento, porque o poço fica abaixo do nível do vento do planalto.

    Para os Pemón, o El Foso é um dos “olhos da montanha”, pontos de onde os espíritos do Monte Roraima observam o mundo lá embaixo. Quem chega até ele costuma nadar algumas braçadas numa água que fica em torno de 8–12°C o ano todo, mesmo quando o ar acima está mais quente.

    Um nadador na piscina natural dourada dentro de uma caverna no Monte Roraima

    Maverick Rock

    A formação rochosa mais fotografada do cume, o Maverick é um enorme bloco isolado moldado pelo vento e pela chuva num formato que lembra um rosto de perfil. Fica perto da borda do planalto, com uma queda de 400 metros logo atrás.

    A rocha faz parte da formação de arenito Mato-Tepui, a mesma camada geológica que compõe toda a cadeia Pacaraima. A lenda Pemón conta que as silhuetas talhadas pelo vento no planalto são os rostos petrificados de guerreiros que desafiaram Makunaima e viraram pedra.

    Formações rochosas desgastadas na paisagem do cume do Monte Roraima

    La Ventana

    La Ventana é uma abertura natural na rocha, bem na borda do planalto, que emoldura a vista da savana 1.000 metros abaixo. Em manhãs claras, dá para ver o Kukenán-tepui a oeste e, em dias raros, até as fronteiras da Guiana.

    A janela é voltada para o leste, o que faz dela o ponto mais procurado para o nascer do sol na trilha. Ao amanhecer, a neblina sobe da savana e escorre pela abertura, um fenômeno que os Pemón chamam de “o sopro da montanha”.

    Um mirante no Monte Roraima com vista acima das nuvens
    @katharina_bongaertz

    👉 Leia mais: o topo do Monte Roraima

    Jacuzzis

    Os jacuzzis são uma série de piscinas naturais esculpidas no quartzito por córregos que cruzam o planalto: bacias redondas e rasas de água cristalina e gelada, cercadas de rocha preta. As maiores têm cerca de 2 metros de diâmetro e 1 metro de profundidade, alimentadas por nascentes que brotam direto do arenito.

    A temperatura da água fica entre 6 e 10°C o ano todo, e o teor mineral dá a ela um leve tom rosado, por causa do ferro da rocha ao redor. A maioria dos grupos para aqui para um mergulho rápido a caminho do Ponto Triplo (o ponto onde Venezuela, Brasil e Guiana se encontram).

    Um trekker nadando em uma piscina natural (jacuzzi) no Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Coati Camp

    O Coati é um abrigo natural na rocha (basicamente uma caverna larga e rasa formada por arenito em balanço), onde os trekkers dormem na segunda ou terceira noite da rota, já no topo do planalto. Um pequeno córrego de água potável corre por perto, algo muito bem-vindo para quem acampa.

    O teto de rocha bloqueia boa parte da neblina e da chuva constantes que atingem o cume, o que faz dele um dos poucos pontos secos do Roraima e a razão pela qual toda expedição o usa como base.

    Barracas montadas em um acampamento-base sob abrigo de rocha no Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Dá para visitar o Monte Roraima?

    Sim, você pode visitar o Monte Roraima sem problemas, mas vale saber que o local é remoto, o acampamento é a principal forma de hospedagem e alguns viajantes estrangeiros podem precisar de visto para entrar no Brasil e/ou na Venezuela.

    Canadenses e norte-americanos, por exemplo, precisam de visto para os dois países, enquanto o visto chinês só é exigido na Venezuela. Ao chegar em Santa Elena de Uairén, os brasileiros precisam apenas de um documento de identidade.

    Descubra se você precisa de visto no Sherpa e verifique as condições no Ministério das Relações Exteriores do Brasil e nos canais oficiais da embaixada da Venezuela no seu país.

    Uma trilha pela Gran Sabana em direção ao tepui Kukenán, perto do Monte Roraima

    👉 Leia mais: visto para o Monte Roraima

    É seguro visitar o Monte Roraima?

    Sim, visitar o Monte Roraima é considerado seguro, especialmente quando a viagem começa pelo Brasil. Boa Vista é uma porta de entrada confiável, com voos diários das principais cidades, e a travessia para a Venezuela por Santa Elena de Uairén é uma rota bem estabelecida e muito usada por turistas.

    Com passeios organizados, os procedimentos de fronteira são simples, e a própria cidade se adaptou para receber os trekkers, com hospedagem, restaurantes e apoio às expedições. Viajar com operadores locais garante uma logística tranquila e traz segurança desde o momento em que você pousa no Brasil.

    A trilha em si também é segura quando feita com guias locais experientes que conhecem o terreno. Subir até o topo do Monte Roraima exige preparo físico, mas as trilhas são bem sinalizadas e os acampamentos são organizados.

    Com a orientação certa e expectativas realistas, os visitantes aproveitam essa aventura com segurança e podem focar nas paisagens incríveis ao longo do caminho.

    O que levar para uma trilha do Monte Roraima?

    Fazer as malas com inteligência é fundamental para o sucesso de uma expedição ao Monte Roraima, já que você vai caminhar por vários dias. Equipe-se com botas de trekking resistentes, roupas respiráveis e ao mesmo tempo protetoras e itens à prova de intempéries para encarar os climas variados da montanha.

    Entre os itens essenciais estão uma mochila robusta, um saco de dormir para 0°C (32°F) confortável, bastões de trekking confiáveis e uma lanterna de cabeça eficiente. Priorize a hidratação com garrafas de água reutilizáveis e garanta a segurança com um purificador de água portátil.

    Complete o equipamento com lanches energéticos, protetor solar, óculos de sol e um chapéu para se proteger do sol e do vento.

    Um trekker em um mirante sobre os penhascos do tepui do Monte Roraima

    👉 Leia mais: dicas de viagem para o Monte Roraima

    Qual é o nível de dificuldade da trilha do Monte Roraima?

    A trilha do Monte Roraima é uma caminhada desafiadora que exige resistência e preparo. Alguns trechos, como as subidas íngremes e as passagens rochosas escorregadias, pedem atenção extra e força física.

    O trajeto chega a 100 km em vários dias, com longas caminhadas, travessias de rios e trilhas acidentadas. As noites em altitude elevada trazem temperaturas baixas e condições de acampamento nem sempre ideais.

    Ainda assim, com bom condicionamento físico, equipamento adequado e o apoio de guias locais experientes, a aventura é totalmente viável e muito recompensadora!

    Um trekker subindo os degraus rochosos na escalada do Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Quantos dias ficar no Monte Roraima?

    A trilha até o Monte Roraima dura pelo menos 6 dias. O primeiro ponto a ter em mente é que a subida ao cume envolve 3 dias de caminhada pela selva densa e por trilhas desafiadoras, seguidos de 2 dias de descida.

    Pacotes do Monte Roraima

    O PlanetaEXO oferece ótimos pacotes de trekking no Monte Roraima, que incluem hospedagem na Venezuela, equipamento de acampamento compartilhado, refeições e passeios guiados incríveis por alguns dos pontos mais emblemáticos dos tepuis.

    PACOTE DESTAQUES DURAÇÃO PREÇO INICIAL*
    Trekking Monte Roraima 8 dias 7 dias de caminhada; visitas às principais atrações do Monte Roraima (Lago Gladys, Vale dos Cristais, Maverick, La Ventana, Jacuzzis, etc.); Acampamento Coati; imersão na cultura local. 8 dias R$ 6.950
    Trilha do Monte Roraima: Expedição Makunaima 10 dias 8 dias de caminhada; visitas às principais atrações do Monte Roraima (Lago Gladys, Vale dos Cristais, Maverick, La Ventana, Jacuzzis, etc.); Acampamento Coati; imersão na cultura indígena. 10 dias R$ 7.850

    *Por pessoa, com base em ocupação dupla em saídas em grupo. Os preços podem variar conforme a temporada e a disponibilidade. Câmbio de 25 de maio de 2026, sujeito a alteração.

    Um trekker apontando para a vista do tepui Kukenán a partir do Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Leia mais: O Monte Roraima é perigoso? Tudo o que você precisa saber para uma viagem segura à Venezuela

    Viaje ao Monte Roraima com o PlanetaEXO

    Descubra as maravilhas de um dos destinos mais fascinantes da Terra com o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes do Monte Roraima.

    Da reserva a roteiros sob medida, nossa equipe trabalha com os melhores operadores locais para garantir férias seguras, responsáveis e memoráveis. Fale com a gente agora!

  • Preciso de um Visto para Visitar o Monte Roraima

    Preciso de um Visto para Visitar o Monte Roraima

    Visto para o Monte Roraima: as regras essenciais de entrada no Brasil e na Venezuela

    O Monte Roraima, uma das formações geológicas mais antigas do planeta, ergue-se na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Com seus paredões verticais, ecossistemas isolados e um cenário único, atrai aventureiros do mundo inteiro. Mas, antes de fazer as malas, surge uma dúvida importante: preciso de visto para o Monte Roraima?

    Como 85% da montanha fica na Venezuela, todo viajante cruza a fronteira, mesmo começando pelo Brasil. Isso significa que as regras de visto do Brasil e da Venezuela podem valer para você, dependendo da sua nacionalidade. Entender esse ponto é fundamental para não ter surpresas na imigração.

    No PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, sabemos o quanto o planejamento do visto faz diferença. Antes de levarmos com sucesso aventureiros do mundo todo até o ponto de partida da trilha, muitos quase desistiram da viagem por falta de informação sobre as regras de imigração.

    Mas, com o preparo certo, a viagem flui sem dor de cabeça. Vamos ver quem precisa de visto e como conferir as fontes oficiais para o seu caso!

    Do I need a visa to visit Mount Roraima?
    Photo: Denis Minnetdinov

    Venezuela: países que precisam de visto

    A maioria dos viajantes da Europa e da América Latina entra na Venezuela sem visto, mas há exceções importantes. Vale lembrar que, para os países isentos, o acordo vale por 90 dias, apenas como turista, e nunca cobre atividades como trabalho ou estadas mais longas que o prazo previsto.

    Se o seu país não está na lista oficial de isenção, você precisa solicitar um Visto de Turismo (T) em um consulado venezuelano antes de chegar.

    Exemplos de países que precisam de visto para a Venezuela:

    • América do Norte: Estados Unidos, Canadá.
    • América Latina: Honduras, El Salvador, Guatemala, Panamá, República Dominicana, Cuba, Haiti, Guiana, Suriname, Chile, Peru.
    • Europa (fora da UE e sem associação a Schengen): Ucrânia, Moldávia, Kosovo, Albânia, Macedônia do Norte, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Sérvia.
    • Ásia: China, Índia, Paquistão, Bangladesh, Afeganistão, Vietnã, Filipinas, Nepal, Síria, Líbano, Arábia Saudita, Maldivas, Sri Lanka.

    Você pode conferir as informações oficiais no Ministério das Relações Exteriores da Venezuela (MPPRE) ou no consulado mais próximo. Também existem sites de consulta confiáveis, como o Sherpa.

    Top of Mount Roraima
    .

    Venezuela: países que não precisam de visto

    Segundo o Consulado da Venezuela na França, cidadãos da União Europeia e de boa parte da América Latina ficam isentos de visto por até 90 dias ao entrar na Venezuela a turismo.

    Exemplos de países isentos de visto para a Venezuela:

    • Europa: Alemanha, Áustria, Suíça, França, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos (incluindo Aruba, Curaçao, Bonaire, Saba, Sint Maarten), Espanha, Portugal, Itália, Grécia, Polônia e outros membros da UE.
    • América Latina: Argentina, Brasil, México, Colômbia, Uruguai, Paraguai, Equador, Bolívia, Costa Rica, Nicarágua.
    • Ásia: Japão, Coreia do Sul, Malásia.
    • África: a África do Sul é isenta de visto por até 90 dias.

    Ou seja, um viajante da França, Países Baixos, Alemanha, Reino Unido ou México pode entrar na Venezuela por até 90 dias sem visto. O passaporte precisa estar válido por pelo menos 6 meses além da data de entrada.

    Para confirmar o seu caso, veja os Serviços Consulares da Venezuela na França ou use sites de consulta como o Sherpa.

    Brasil: países que precisam de visto

    A maioria dos viajantes da Europa e da América Latina também entra no Brasil sem visto, mas algumas nacionalidades precisam solicitar com antecedência.

    Países que precisam de visto para o Brasil:

    • América do Norte: Estados Unidos, Canadá.
    • Oceania: Austrália.
    • Ásia: Índia, China, Afeganistão, Paquistão, Bangladesh, Nepal, Sri Lanka, Vietnã, Filipinas, Irã, Iraque, Síria, Líbano.
    • Europa (fora da UE/Schengen): Kosovo.
    • África: a maioria dos países africanos precisa de visto, incluindo Nigéria, Etiópia, Quênia, Egito, Marrocos, Senegal, Gana, Tanzânia, entre outros.

    👉 Saiba mais: VISTOS – Ministério das Relações Exteriores do Brasil

    Do I need a visa to visit Mount Roraima?
    @alecio_cezar

    Brasil: países que não precisam de visto

    Cidadãos da União Europeia, Reino Unido, Japão e América Latina costumam entrar no Brasil sem visto para turismo de curta duração (até 90 dias).

    Exemplos de países isentos de visto para o Brasil:

    • União Europeia: Alemanha, França, Itália, Espanha, Países Baixos, Áustria, Bélgica, Grécia, Portugal, Polônia, Dinamarca etc.
    • Estados associados a Schengen: Suíça, Noruega, Islândia, Liechtenstein.
    • Europa de língua inglesa: Reino Unido, Irlanda.
    • América Latina: Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia, Peru, Paraguai, Bolívia, México, Equador, Costa Rica, Panamá.
    • Ásia-Pacífico: Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Israel.
    • África: Botsuana, Namíbia, África do Sul e Maurício são isentos de visto para visitas de curta duração.

    👉 Leia mais: Como chegar ao Monte Roraima

    Do I need a visa to visit Mount Roraima?
    Photo: Paolo Costa Baldi

    Lembrete importante: você sempre entra na Venezuela

    Mesmo começando pelo Brasil, o caminho até o Monte Roraima, na Venezuela, leva você a Santa Elena de Uairén e depois à comunidade indígena de Paraitepuy — o ponto de partida oficial da trilha, já em território venezuelano. Ou seja, você vai cruzar a fronteira e cumprir as regras de imigração venezuelanas.

    Por isso, embora muita gente entre no Brasil sem visto, ainda é preciso checar se a Venezuela exige visto para o seu passaporte. Confira sempre os requisitos de entrada na Venezuela com antecedência, já que pular essa etapa pode interromper a viagem antes mesmo de ela começar.

    👉 Leia mais: Qual é a dificuldade de subir o Monte Roraima

    Cidadãos dos EUA podem viajar à Venezuela? Segurança, visto e regras

    Em junho de 2026, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela (MPPRE) anunciou uma opção de solicitação digital que permite aos cidadãos norte-americanos pedir online um visto de turismo (e-visto) para entrar na Venezuela.

    Nesse procedimento, o solicitante paga uma taxa de US$ 180 por pedido, direto no portal da Cancillería Digital. Veja mais informações no canal oficial da Embaixada dos EUA em Caracas.

    Ainda assim, os cidadãos norte-americanos podem enfrentar alguns problemas no pagamento:

    • O pagamento funciona melhor com cartões de crédito Visa ou Mastercard; cartões de débito e American Express não são recomendados.
    • Muitos bancos dos EUA, seguindo as políticas de sanções impostas pelo país, criaram filtros antifraude para pagamentos online processados por entidades venezuelanas. Para concluir a transação, pode ser necessário entrar em contato com o banco para que as restrições ligadas à Venezuela sejam liberadas temporariamente.
    • Outra opção é processar o pagamento com um cartão Visa que não tenha sido emitido por um banco dos EUA.

    É importante saber que o Departamento de Estado dos EUA desaconselha qualquer viagem à Venezuela devido às tensões políticas, questões de segurança e falta de apoio consular. Antes de fazer qualquer plano, o viajante deve ler com atenção o alerta de viagem oficial dos EUA para a Venezuela.

    Sunset Mount Roraima
    @diaz

    👉 Leia mais: O Monte Roraima é perigoso? Tudo o que você precisa saber para uma viagem segura à Venezuela

    Viajando com o PlanetaEXO

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima. Quando você reserva a sua viagem com a gente, não leva só um pacote de trekking: ganha um parceiro que apoia você em cada etapa. Além disso, nossas expedições são pensadas com sustentabilidade.

    Sua viagem ajuda as comunidades locais, protege o meio ambiente e coloca você frente a frente com um dos ecossistemas mais singulares do mundo. Se você já está pronto para essa experiência, vamos começar a planejar. Ainda em dúvida sobre como visitar o Monte Roraima? Fale com a gente agora!

    Atenção: as informações deste post foram atualizadas em 27 de junho de 2026. Antes de reservar a sua viagem ao Monte Roraima, confira os canais oficiais dos governos da Venezuela e do Brasil, além dos do seu próprio país.

  • O Que Há no Topo do Monte Roraima

    O Que Há no Topo do Monte Roraima

    Conheça mais sobre os mistérios do tepui: fauna, paisagens e o que há no planalto do Monte Roraima

    Há séculos o Monte Roraima fascina viajantes, cientistas e contadores de histórias, como mostra o nosso guia de viagem do Monte Roraima. Com quase 3.000 metros acima do nível do mar, esse tepui de topo plano, exclusivo do Escudo das Guianas, parece saído de um romance de fantasia. Mas a pergunta que move os aventureiros é direta: o que há no topo do Monte Roraima?

    O topo do Monte Roraima guarda um planalto surreal, diferente de qualquer outro lugar do planeta: vales de cristal, piscinas naturais, formações rochosas estranhas e plantas e animais únicos, que só prosperam nesse ambiente isolado. Longe de ser um cume vazio, o planalto pulsa de biodiversidade e maravilhas geológicas.

    What's on top of Mount Roraima
    @diaz

    O PlanetaEXO, ao lado de parceiros locais de confiança, conduz expedições sustentáveis a essa paisagem remota. Muito além dos pacotes do Monte Roraima que levam ao ponto mais alto da montanha, a viagem é sobre turismo responsável: apoiar as comunidades indígenas e proteger o ambiente frágil do planalto.

    Sem mais rodeios, descubra o que há no topo do Monte Roraima e responda a outras dúvidas sobre o tepui do Roraima, um lugar fascinante:

    O que fazer no topo do Monte Roraima?

    O cume não é apenas uma rocha árida: é um mundo cheio de surpresas e experiências. Da vegetação singular às formações geológicas surreais, cada canto revela algo extraordinário. Se você se pergunta o que fazer no topo do Monte Roraima, veja as principais atividades e destaques que tornam o planalto tão marcante:

    Explore a vegetação única e as espécies endêmicas

    A vida no cume se adaptou para sobreviver em condições extremas. Plantas carnívoras como a Heliamphora nutans capturam insetos para compensar o solo pobre em nutrientes, enquanto orquídeas delicadas florescem entre as rochas.

    Olhe de perto e talvez aviste espécies endêmicas como a do tepui (Anomaloglossus roraima), a rã-negra-do-roraima (Oreophrynella quelchii) e a perereca Stefania roraimae. Essas espécies não existem em nenhum outro lugar do planeta, o que faz do planalto um tesouro natural.

    👉 Confira 10 dicas para o Monte Roraima antes da sua trilha

    Mount Roraima Frog
    @cafred33

    Suba a Maverick Rock: o ponto mais alto

    A formação rochosa mais famosa do cume é a Maverick Rock, que alcança 2.875 metros acima do nível do mar. Desse ponto culminante do Monte Roraima, os trilheiros descortinam vistas amplas sobre Venezuela, Brasil e Guiana. Em dias claros, parece que o mundo se estende sem fim sob os seus pés, enquanto as nuvens giram abaixo dos paredões.

    What's on top of Mount Roraima
    @potter_2024

    Caminhe pelo Vale dos Cristais

    Talvez a paisagem mais surreal do planalto seja o Vale dos Cristais, onde o chão cintila com incontáveis fragmentos de quartzo. Essas pedras reluzentes capturam a luz do sol e criam um efeito quase onírico. Andar por ali é como entrar em uma catedral natural feita de vidro.

    Valley of Crystals
    @brunaalanas

    Acampe nos "hotéis" naturais

    Em vez de acomodações tradicionais, os trilheiros se hospedam em cavernas e formações rochosas conhecidas como "hotéis". Esses abrigos protegem os caminhantes do vento e da chuva e mantêm a atmosfera rústica do tepui. Passar uma noite ali é uma experiência sem igual, como viver dentro da própria montanha.

    Camping Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Nade nas piscinas e jacuzzis naturais

    A água está por toda parte no planalto e forma piscinas e jacuzzis naturais encantadores. Depois de horas de caminhada, um mergulho refrescante nessas bacias cristalinas é puro deleite. Alimentadas pela chuva constante, elas espelham o céu e as rochas ao redor e reforçam a beleza fora do comum do planalto do Roraima.

    What's on top of Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Visite o Lago Gladys

    Outra parada marcante é o Lago Gladys, uma lagoa misteriosa encaixada em uma depressão do planalto. Cercada de rochas escuras e quase sempre envolta em névoa, tem uma atmosfera quase mística. Muitos viajantes a descrevem como um dos lugares mais tranquilos no topo do Monte Roraima, onde o silêncio e as águas paradas ampliam a sensação de estar em outro mundo.

    What's on top of Mount Roraima
    @yaikeldorta

    Admire a vista de La Ventana

    O mirante conhecido como La Ventana revela vistas impressionantes da Gran Sabana e do vizinho Monte Kukenan. Entre paredões altíssimos, você avista florestas imensas e cachoeiras que se perdem no horizonte. É um dos panoramas mais grandiosos no topo do Monte Roraima.

    What's on top of Mount Roraima
    @na7hann

    Conheça El Foso: o poço

    Outro ponto imperdível é o El Foso, um abismo profundo com uma piscina natural no fundo. Suas águas escuras e paredes de pedra altíssimas dão a impressão de uma câmara secreta esculpida pelo tempo. Muitos trilheiros consideram o banho ali uma das experiências mais marcantes da jornada.

    Fique sobre o ponto tríplice

    Em um dos cantos do planalto está o Ponto Tríplice, o local exato onde Brasil, Venezuela e Guiana se encontram. Parado ali, você está literalmente em três países ao mesmo tempo, um destaque raro e fascinante da expedição.

    👉 Venha com a gente na trilha de 10 dias e aproveite todas essas atividades durante a sua estadia no topo do Monte Roraima

    Triple Point
    .

    Alguém vive no topo do Monte Roraima?

    Não, não há assentamentos humanos permanentes no topo do Monte Roraima. O planalto é isolado e inóspito demais para se morar: solo raso, chuva frequente e noites geladas. Os trilheiros só permanecem por pouco tempo, em acampamentos ou abrigos naturais de rocha, durante as expedições.

    No entorno da base da montanha, porém, há comunidades que vivem e prosperam. Os Pemón (incluindo grupos como os Arekuna, Taurepang e Kamarakoto), além dos Ingarikó, Patamona, Akawaio e Wapishana, têm um vínculo profundo com a terra. Esses povos indígenas guiam expedições, compartilham seu patrimônio cultural e ajudam a garantir que o turismo respeite tradição e meio ambiente.

    👉 Quer conhecer detalhes ainda mais fascinantes? Veja o nosso artigo com 10 fatos sobre o Monte Roraima!

    Reach the top of Mount Roraima
    @overlandtheamericas

    Dá para chegar ao topo do Monte Roraima?

    Sim, dá! Chegar ao topo do Monte Roraima exige determinação, mas não é privilégio de alpinistas profissionais. A subida é uma trilha de vários dias que parte de Paraitepuy, uma comunidade indígena na Venezuela, com roteiros organizados por guias locais experientes.

    A trilha costuma levar de 8 a 10 dias e cobre cerca de 90 a 100 quilômetros. Você atravessa rios, encostas rochosas e trechos íngremes como La Rampa, um corredor natural que conduz os caminhantes ao tepui do Monte Roraima. É um percurso exigente, mas viável para quem tem bom preparo físico e boa preparação.

    No cume, o esforço é recompensado por paisagens que parecem de outro planeta. Ao atravessar o planalto, você sente como se tivesse entrado nas páginas de O Mundo Perdido, de Arthur Conan Doyle, obra inspirada justamente nesta montanha.

    👉 Pensando no desafio? Leia o nosso artigo completo sobre subir o Monte Roraima

    How hard is it to trek up Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Alguém já esteve no topo do Monte Roraima?

    Não só já foi escalado como milhares de viajantes fazem a jornada todos os anos. A primeira subida documentada ocorreu em 1884, pelo explorador britânico Sir Everard Thurn. Muito antes da chegada dos europeus, porém, povos indígenas como os Pemón já conheciam a montanha a fundo e a teciam em seus mitos e tradições.

    Hoje, o Monte Roraima é um destino de trekking conhecido. Cerca de 2.000 a 3.000 visitantes fazem a jornada a cada ano, vindos de todo o mundo para conhecer suas paisagens de outro planeta, dormir sob as estrelas e descobrir a biodiversidade única do tepui. Antes de planejar a sua trilha, não esqueça de conferir o visto para o Monte Roraima.

    👉 Curioso sobre logística e custos? Veja o nosso detalhamento de quanto custa subir o Monte Roraima

    Sunset Mount Roraima
    Photo: Talez Aziz

    Dá para chegar de avião ao topo do Monte Roraima?

    Helicopter landing at Mount Roraima
    .

    Essa é uma dúvida comum, e a resposta é sim: pousos de helicóptero são possíveis em certas áreas do cume. Alguns passeios partem de Boa Vista e seguem a mesma rota que cruza a fronteira até Paraitepuy antes de decolar rumo à montanha.

    Já no planalto, os visitantes podem explorar os destaques no topo do Monte Roraima. Os voos dependem das condições do tempo e seguem regras rígidas de conservação para reduzir o impacto ambiental.

    Para quem prefere não pousar, há também experiências aéreas. Voos panorâmicos revelam vistas grandiosas do Parque Nacional Canaima, do Salto Ángel, do Monte Kukenan e dos paredões imponentes do Monte Roraima antes de sobrevoar o planalto.

    👉 Prefere uma aventura mais intensa? Conheça a nossa trilha de 8 dias no Monte Roraima, uma experiência puxada e recompensadora

    O Monte Roraima é um tepui acima das nuvens?

    Sim, é. A 2.810 metros acima do nível do mar, o topo do Monte Roraima muitas vezes fura as nuvens. Em um instante o cume some em meio à névoa densa e, no seguinte, o céu se abre e revela vistas panorâmicas de Brasil, Guiana e Venezuela.

    Esse ambiente de grande altitude traz mudanças bruscas de tempo. Os dias podem ser surpreendentemente quentes, com sol forte que torna o ar rarefeito ainda mais intenso e exige hidratação constante e proteção solar.

    Ainda assim, o clima muda em minutos: o céu limpo dá lugar a pancadas repentinas de chuva e a ventos fortes que varrem o planalto. As noites podem ser geladas, com temperaturas caindo para perto de 0°C (32°F), mesmo estando nos trópicos.

    Mesmo com todos esses desafios e o tempo imprevisível, ver o mundo de cima das nuvens faz você se sentir ao mesmo tempo minúsculo e profundamente conectado à natureza.

    Top of Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Planejando a sua viagem? Não perca o nosso post sobre como chegar ao Monte Roraima

    Viaje com o PlanetaEXO

    Viajar com o PlanetaEXO é mais do que chegar ao cume: é fazer a sua aventura valer a pena. Ao escolher nossas expedições, você apoia diretamente as comunidades indígenas, ajuda a preservar o ecossistema frágil do tepui e garante que o turismo deixe uma marca positiva.

    Mantemos grupos pequenos e trabalhamos com guias locais de confiança, para que a sua experiência seja autêntica, segura e respeitosa com o meio ambiente. Assim, explorar o planalto e descobrir o que há no topo do Monte Roraima vira ao mesmo tempo uma conquista pessoal e uma contribuição para a conservação.

    👉 Quer viver essa aventura? Fale com a gente aqui e vamos começar a planejar a sua trilha no Monte Roraima!

  • Como Chegar ao Monte Roraima?

    Como Chegar ao Monte Roraima?

    Logística, rotas, pontos de acesso e o que você precisa resolver antes de encarar a subida do Monte Roraima.

    Um dos tepuis mais imponentes da América do Sul, o Monte Roraima fica na tríplice fronteira entre Venezuela, Brasil e Guiana. São 2.810 metros (9.219 pés) acima do nível do mar, o que coloca o cume entre os pontos mais altos do planeta.

    A natureza preservada, as trilhas de caminhada e a dimensão cultural e espiritual da montanha atraem inúmeros aventureiros todos os anos. Antes de tudo isso, porém, vem a parte prática: saber como chegar ao Monte Roraima é uma etapa decisiva de qualquer planejamento de viagem.

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, preparou um guia detalhado com tudo o que você precisa saber para organizar a próxima viagem. Confira abaixo!

    How to get to Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Como Chegar ao Monte Roraima?

    Dá para começar a viagem por alguns pontos diferentes, mas a porta de entrada mais popular e conveniente é Boa Vista, capital do estado de Roraima, no norte do Brasil.

    É a proximidade de Boa Vista com a fronteira venezuelana, e mais especificamente com a cidade de Santa Elena de Uairén (Gran Sabana, Bolívar), que fez da capital o ponto de encontro natural das expedições que sobem ao platô.

    Boa Vista Roraima
    Photo: Andrezza Mariot

    De Boa Vista a Santa Elena de Uairén

    O aeroporto de Boa Vista (BVB) é classificado como internacional, mas na prática atende sobretudo voos domésticos de cidades brasileiras como Brasília, Manaus e São Paulo. Por isso, se você vem de fora, precisa pousar em uma dessas cidades antes de voar para Roraima.

    De Boa Vista, a rota mais comum é seguir de carro ou de transfer pela BR-174. Dali são cerca de 3 horas de estrada até a fronteira com a Venezuela e mais 20 minutos até chegar a Santa Elena de Uairén.

    Existem algumas formas de fazer esse trecho, e a travessia de fronteira já virou rotina, principalmente para quem vem do Brasil e fecha uma expedição organizada.

    Transfer privativo

    A opção mais confortável, normalmente organizada pelos próprios operadores. Um motorista busca você no hotel ou no aeroporto de Boa Vista e leva direto a Santa Elena de Uairén. Isso garante flexibilidade de horário de saída e de paradas no caminho.

    Operados por parceiros locais de confiança, os transfers estão incluídos em todos os pacotes do PlanetaEXO.

    Van compartilhada

    Sai mais em conta e você divide o trajeto com um grupo pequeno. As vans saem com regularidade de Boa Vista e são bastante usadas por quem participa de expedições. A viagem pode demorar um pouco mais, dependendo das paradas e dos trâmites de fronteira.

    Ônibus de linha

    A opção mais barata, mas também a menos prática. Há ônibus ligando Boa Vista a Santa Elena de Uairén, mas os horários são irregulares e o trajeto fica mais lento por causa das paradas frequentes. Não é indicado para quem tem pouco tempo ou prefere uma logística mais confiável.

    How to get to Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Monte Roraima: onde fica o ponto de partida

    Santa Elena de Uairén é onde a viagem realmente começa: a cidade concentra hospedagens simples, restaurantes e os últimos suprimentos antes da caminhada.

    Dali, a viagem segue por estrada até Paraitepuy, comunidade indígena que funciona como porta de entrada para as trilhas que sobem ao tepui Roraima. O trajeto rende vistas impressionantes das paisagens da Gran Sabana e passa pelos rios Tek e Kukenan.

    Os grupos contam sempre com a experiência dos guias indígenas locais e costumam parar em acampamentos rústicos pelo caminho. É aí que começa a jornada de verdade rumo ao topo do Monte Roraima.

    Trek Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Qual é o melhor acesso ao Monte Roraima: Brasil ou Venezuela?

    Na hora de planejar a viagem, uma das dúvidas mais comuns é se vale mais a pena entrar pelo Brasil ou pela Venezuela. Os dois acessos funcionam, mas a logística de cada um é bem diferente.

    Entrando pelo Brasil

    Para a maioria dos viajantes, o Brasil é a opção mais fácil e segura. Boa Vista, em Roraima, recebe voos diários das grandes cidades brasileiras, o que deixa a montagem do roteiro relativamente simples.

    A estrutura do lado brasileiro costuma ser confiável, com serviços e atendimento em português ou inglês. Outra vantagem: algumas nacionalidades (incluindo europeus e boa parte dos latino-americanos) não precisam de visto para estadias curtas, o que reduz bastante a burocracia da rota.

    Depois de cruzar para o lado venezuelano, você chega a Santa Elena de Uairén, onde a maior parte das expedições acerta a logística antes de seguir para Paraitepuy e, enfim, para a montanha.

    Nessa rota, a ida e a volta passam por aeroportos e serviços brasileiros. A Venezuela entra na conta só para a caminhada em si.

    Top of Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Entrando pela Venezuela

    Santa Elena de Uairén até tem um aeroporto regional (SNV), mas ele atende pouco mais do que voos fretados e táxi aéreo. A operação regular sempre foi escassa e intermitente (houve uma ligação da Conviasa, duas vezes por semana, saindo de Caracas via Puerto Ordaz e Canaima, mas ela já não existe), então não dá para montar a viagem em cima disso.

    Chegar de carro por dentro da Venezuela é uma maratona: de Caracas até Santa Elena são cerca de 1.250 km, passando por Ciudad Guayana, o que, na prática, significa dois dias de estrada.

    Ou seja, a menos que você já esteja em território venezuelano, Boa Vista, no Brasil, segue sendo a entrada confiável para começar o trekking no Monte Roraima.

    Sunset Mount Roraima
    @diaz

    👉 Leia mais: 10 curiosidades sobre o Monte Roraima

    Vistos e requisitos de entrada

    Não importa se você entra pelo Brasil ou pela Venezuela: confira as exigências de visto com antecedência.

    Para passaportes dos Estados Unidos, do Canadá ou da Austrália, o Brasil exige o e-Visa, um processo totalmente online, sem precisar ir ao consulado. As companhias aéreas conferem o código aprovado antes do check-in. Cidadãos do Mercosul, da Europa, do Japão e da Coreia do Sul entram sem visto.

    O visto para a Venezuela é onde o viajante costuma escorregar, porque a regra muda conforme a forma de chegada. Europeus estão isentos do visto de turismo apenas quando entram de avião. Cruzar pela fronteira terrestre (exatamente o que a rota por Boa Vista faz) exige visto de turismo solicitado com antecedência. Cidadãos dos Estados Unidos precisam de visto nos dois casos.

    Seja qual for a entrada, prepare-se para apresentar passaporte válido por pelo menos seis meses, passagem de saída e comprovante de hospedagem.

    Fique atento: as políticas mudam. Durante o planejamento, confira se você precisa de visto: consulte o site do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e/ou as embaixadas brasileira e venezuelana mais próximas. Uma consulta rápida no Sherpa também ajuda, mas sempre confirme as condições atuais nos canais oficiais de cada país.

    How to get to Mount Roraima
    .

    👉 Leia mais: Preciso de visto para visitar o Monte Roraima na Venezuela?

    Subindo o Monte Roraima com o PlanetaEXO

    Seja no Monte Roraima ou em qualquer outro destino de caminhadas e trekking no Brasil, você precisa de profissionais que conheçam o terreno de perto. São eles que fazem a diferença entre uma trilha sofrida e uma trilha que vale cada passo.

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, trabalha com parceiros locais experientes e muito ligados à comunidade indígena da região. Isso garante segurança, boa logística e, de quebra, uma experiência culturalmente rica. Fale com a gente agora!

  • Qual é a Dificuldade de Subir o Monte Roraima

    Qual é a Dificuldade de Subir o Monte Roraima

    A trilha do Monte Roraima combina terrenos variados e clima imprevisível, mas com o preparo certo você chega ao topo. Conheça os desafios da escalada deste pico icônico e descubra como torná-lo possível para todos!

    How hard is it to trek up Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Você deve estar se perguntando: quão difícil é subir o Monte Roraima? Antes de tudo, vale conferir o guia de viagem do Monte Roraima. Trata-se de um desafio moderado que exige preparo físico, mas é uma conquista viável para qualquer pessoa com a mentalidade e o treino certos. Não é aventura só para montanhistas profissionais: com bom planejamento e o apoio adequado, muitos trekkers chegam ao topo do Monte Roraima, independentemente da experiência.

    A travessia é indicada para todas as idades: menores de 14 anos precisam estar acompanhados de um adulto. É um desafio para todo mundo, do jovem aventureiro ao trekker experiente!

    O caminho passa por trechos rochosos e subidas íngremes, o que o torna fisicamente exigente em alguns pontos. Com o equipamento e o preparo certos, porém, é uma jornada que recompensa de sobra, tanto pela beleza natural quanto pela realização pessoal.

    No PlanetaEXO, empresa especializada em aventuras pela América do Sul, trabalhamos com parceiros locais de confiança para levar você ao topo do Monte Roraima. Nossa equipe garante que você chegue totalmente preparado para os desafios da escalada deste pico icônico, do domínio do terreno ao clima imprevisível.

    Veja tudo o que é importante saber antes de encarar a travessia do Monte Roraima:

    Entenda a dificuldade da escalada do Monte Roraima

    A ideia de “escalar” o Monte Roraima pode assustar, mas é importante saber que não se trata de uma parede vertical. O desafio está menos em escalar e mais em percorrer a trilha do Monte Roraima por diferentes terrenos e travessias de rios. Então, quão difícil é subir o Monte Roraima? A resposta depende de vários fatores: o terreno, o seu preparo físico e o nível de apoio que você escolhe.

    👉 Não esqueça de verificar o visto para o Monte Roraima antes de planejar a sua viagem.

    É uma travessia ou uma escalada?

    O Monte Roraima é uma aventura de trekking, não uma escalada em rocha. É uma caminhada longa, mas a maioria das pessoas em boas condições físicas chega ao topo do Monte Roraima com o preparo adequado. O segredo é controlar o seu ritmo e dar tempo ao corpo para se adaptar ao terreno e às mudanças de clima ao longo do caminho.

    Fatores que influenciam a sua experiência

    Antes de olhar os fatores abaixo, saiba que a travessia começa no Parque Nacional Canaima, na comunidade indígena de Paraitepuy, onde os visitantes se registram, recebem as instruções básicas e conhecem os guias e carregadores locais que vão acompanhar a jornada.

    Vários fatores podem afetar a dificuldade da travessia. Veja os principais pontos que vão pesar na sua experiência:

    1. Duração da travessia

    A travessia até o cume costuma durar 8 a 10 dias. A distância total percorrida fica entre 90 e 100 quilômetros (56 a 62 milhas) e inclui a subida, o tempo no topo e o retorno. O número de noites no alto da montanha também varia conforme a duração de cada roteiro.

    No roteiro de 10 dias do PlanetaEXO, por exemplo, você passa 5 noites no platô do Monte Roraima. Um itinerário mais longo permite dosar o esforço e se adaptar às exigências físicas, tornando a experiência menos cansativa. Se você busca um desafio mais intenso, porém, dá para completar o roteiro de 8 dias em 6.

    Duration of the Mount Roraima Trek
    Photo: Lucas Gobatti

    Essa versão compacta cobre a mesma distância em menos tempo, o que a torna fisicamente mais puxada. Você chega ao topo do Monte Roraima mais rápido, mas o ritmo acelerado cobra mais preparo e resistência.

    👉 Veja as dicas de viagem para o Monte Roraima antes de partir

    2. Apoio logístico

    Qual a dificuldade de subir o Monte Roraima

    Escolher uma empresa como o PlanetaEXO facilita a travessia. Nossos parceiros locais de confiança, selecionados a dedo, cuidam de toda a logística na trilha, do transporte do equipamento de camping ao preparo das refeições.

    Se decidir dar conta dessas tarefas sozinho, a travessia fica bem mais difícil. Com os parceiros certos na logística, você foca no que importa: aproveitar a caminhada.

    Para se manter seco, vale usar uma capa de chuva na mochila e sacos estanques para proteger os itens essenciais da umidade. Meias extras (de preferência sintéticas ou de lã) e uma toalha de microfibra de secagem rápida também ajudam a manter o conforto durante e depois dos longos dias de caminhada

    Lembrete importante: Mesmo com bom equipamento, chuva forte e umidade podem alagar as barracas e encharcar os acampamentos, atrapalhando o descanso. Mantenha os itens essenciais secos e prepare-se para noites longe do ideal.

    Camping Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Deixe o PlanetaEXO conectar você aos melhores parceiros locais: conheça os pacotes do Monte Roraima e comece a sua aventura.

    3. Serviço de carregadores

    Mesmo com as empresas cuidando da logística de comida e equipamento, você ainda carrega os seus itens pessoais. Para aliviar o peso, dá para contratar um carregador da comunidade local e reduzir o esforço físico da travessia.

    Esse serviço ainda movimenta a economia local, valorizando carregadores experientes com raízes profundas na comunidade. Ao contratá-los, você apoia financeiramente profissionais que conhecem a região, o ambiente e a cultura, ajudando a garantir o sustento dessas famílias.

    Porter Service Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    4. Seu preparo físico

    O seu condicionamento pesa muito na sensação de dificuldade. O terreno varia de fácil a moderado, com trechos mais íngremes conforme você se aproxima do cume.

    Se você tem boa saúde e já fez caminhadas simples, dá conta da travessia, mas ainda assim vale treinar antes para encarar as exigências de vários dias na trilha.

    How hard is it to trek up Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Lembre-se de que é uma caminhada longa: você precisa estar em boas condições físicas e pronto para a forte exposição ao sol em altitude, que intensifica os seus efeitos.

    5. Terreno e subidas íngremes

    O terreno pode ser difícil, com superfícies irregulares e trechos escorregadios, sobretudo perto do cume. Essas subidas íngremes exigem esforço, mas, com o preparo certo, a recompensa de chegar ao topo do Monte Roraima vira uma conquista que fica marcada para sempre.

    Alguns pontos de altitude importantes:

    • Acampamento-base: por volta dos 1.500 metros (4.920 pés), onde a trilha se nivela antes do trecho final. Até chegar lá, você enfrenta desafios como a “Prova do Novato”, uma subida íngreme que dá o tom do que vem pela frente, e a travessia dos rios Tek e Kukenan sobre pedras escorregadias, com ajuda dos guias.
    • Subida ao cume: os trechos íngremes começam por volta dos 2.200 metros (7.218 pés) e ficam cada vez mais exigentes conforme você se aproxima do cume, a 2.810 metros (9.219 pés). Essa etapa tem marcos conhecidos, como La Rampa, uma rampa natural estreita esculpida na parede onde muitos usam os quatro pontos de apoio por causa da inclinação, e o Poço das Lágrimas, uma passagem rochosa escorregadia, quase sempre molhada por chuva e cachoeiras, que pede atenção redobrada e passo firme.
    • Terreno rochoso: a partir dos 2.500 metros (8.200 pés), depois de La Rampa, a trilha fica acidentada, com grandes blocos de pedra e piso irregular, até o platô de 2.810 metros e El Maverick, o ponto mais alto do cume e uma subida procurada pelas vistas amplas.

    Alguns trechos exigem cuidado sobre o terreno rochoso, o que cansa, mas é administrável para a maioria de quem já tem alguma experiência.

    Pessoas fazendo trekking no Monte Roraima

    O que esperar na trilha: os pontos-chave da travessia

    A esta altura, você já sabe que o Monte Roraima é um tepui, uma montanha de topo plano no Escudo das Guianas que chega a 2.810 metros na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Seus paredões verticais de 1.000 metros isolam o platô da floresta e da savana lá embaixo, criando um ecossistema próprio e frágil.

    A chuva constante e o solo pobre em nutrientes moldaram uma flora altamente especializada, com plantas carnívoras, e favoreceram um número notável de espécies endêmicas.

    Isso mostra que chegar ao cume não é só vencer desafios físicos: é atravessar uma paisagem em constante mudança, cheia de maravilhas naturais. Veja o que espera você pelo caminho:

    • Dias 1-2: a travessia começa com a passagem por rios e uma subida gradual. São dias relativamente tranquilos, que dão tempo de se adaptar ao ritmo da expedição.
    • Dias 3-4: a trilha fica mais íngreme conforme você se aproxima da base da montanha. Aqui, os caminhos rochosos e as subidas mais fortes deixam a escalada mais exigente.
    • Dias 5-6: ao chegar ao cume, você explora um platô de outro mundo, salpicado de vegetação única, e aproveita vistas amplas sobre três países.
    Reach the top of Mount Roraima
    @overlandtheamericas

    👉 Quer saber o que espera lá em cima? Leia o artigo completo sobre o topo do Monte Roraima

    Clima e melhor época para visitar o Monte Roraima

    O clima do Monte Roraima é muito imprevisível, então estar pronto para condições variadas é essencial. A montanha segue o clima tropical da Venezuela, o que significa chuva, neblina e grandes variações de temperatura ao longo da travessia.

    No cume, o acampamento é feito em abrigos naturais de rocha (os “hotéis”), que dão proteção parcial contra vento e chuva, mas têm o piso irregular. Espere sol intenso de dia e temperaturas perto de zero à noite. As vistas e a sensação de conquista compensam cada passo!

    O que esperar:

    • Chuva: a chuva é comum, principalmente à tarde e à noite. A estação úmida, de maio a novembro, traz precipitação mais forte e frequente, que deixa a trilha escorregadia e mais difícil de percorrer. Leve equipamento à prova d'água, como jaqueta e capa de chuva para a mochila, para se manter seco.
    • Neblina e vento: o cume costuma ficar encoberto pela neblina, e os ventos fortes são frequentes, sobretudo nas altitudes mais elevadas. A neblina reduz a visibilidade, e o vento torna a caminhada e o acampamento mais difíceis.
    • Temperatura: apesar de estar em região tropical, a altitude provoca quedas fortes de temperatura, sobretudo à noite. De dia, os valores ficam entre 20°C e 25°C (68°F a 77°F), mas à noite podem despencar para algo entre 5°C e 10°C (41°F a 50°F). Mesmo nos meses de verão, as noites são frias.
    Weather and Best Time to Visit Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Melhor época para ir

    A melhor época para encarar a trilha do Monte Roraima é a estação seca, de dezembro a março, quando chove menos e o clima é mais estável. É o período mais confortável para caminhar, com menos chuva e noites mais amenas. Ainda assim, mesmo na seca o clima pode surpreender, então prepare-se para tudo.

    👉 Confira o nosso guia de viagem completo para todos os detalhes sobre clima, logística e muito mais no Monte Roraima!

    Sunset Mount Roraima
    @watchluke

    Trilha do Monte Roraima com o PlanetaEXO

    No PlanetaEXO, temos o compromisso de oferecer experiências de viagem sustentáveis, que beneficiam tanto os viajantes quanto as comunidades locais.

    Trabalhamos lado a lado com guias locais especializados, muitos da comunidade indígena de Paraitepuy, dentro do Parque Nacional Canaima, apaixonados por conservação e por compartilhar a beleza da montanha.

    How hard is it to trek up Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Ao escolher a gente, você não embarca só em uma aventura: apoia um ecoturismo que ajuda a preservar o Monte Roraima para as próximas gerações.

    👉 Pronto para encarar o desafio? Comece hoje a planejar a sua travessia do Monte Roraima com o PlanetaEXO.

  • 10 curiosidades sobre o Monte Roraima

    10 curiosidades sobre o Monte Roraima

    Conheça as principais curiosidades sobre o Monte Roraima: formação, altura, localização, o que existe no topo e como visitar com responsabilidade

    O Monte Roraima é um dos lugares mais fascinantes da América do Sul. Da geologia ancestral aos animais raros e à cultura indígena, há muito mais ali do que se vê à primeira vista.

    O isolamento, o ecossistema e os paredões verticais despertam curiosidade e estudos científicos há décadas. Se você está planejando a viagem ou só quer entender melhor o lugar, a PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, reuniu tudo o que você precisa saber sobre esse destino.

    Veja abaixo 10 curiosidades sobre o Monte Roraima!

    facts about Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    1. Tríplice fronteira: Brasil, Venezuela e Guiana

    Onde fica o Monte Roraima? Bem na divisa entre Brasil, Venezuela e Guiana, embora a maior parte do maciço esteja em território venezuelano. O encontro dos três países é marcado por um monumento piramidal de concreto. Não tem como não ver!

    A rota de trekking mais comum começa pelo lado do Monte Roraima na Venezuela, na vila de Paraitepuy, que se alcança por Santa Elena de Uairén. Para quem sai do Brasil (o ponto de partida mais recomendado por causa da logística), a cidade grande mais próxima é Boa Vista, no estado de Roraima.

    De lá são 3 horas de estrada até a fronteira com a Venezuela e mais 20 minutos até Santa Elena.

    facts about Mount Roraima
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    👉 Leia mais: Como chegar ao Monte Roraima?

    2. Formado há mais de 2 bilhões de anos

    O Monte Roraima faz parte do Escudo das Guianas, uma das formações geológicas mais antigas da Terra. São mais de 2 bilhões de anos, o que deixa suas camadas de rocha mais velhas que a maioria das cadeias de montanhas do planeta.

    O tempo aparece no próprio formato da montanha. Os geólogos explicam o topo plano do Roraima pela erosão. As camadas horizontais de arenito se desgastaram de maneira uniforme, ao contrário das montanhas vulcânicas ou dobradas, que formam picos recortados.

    O platô é de arenito quartzítico resistente, que erode devagar e por igual. Embaixo dele existe um embasamento ígneo duro, que ajuda a preservar a estrutura plana. Essa combinação impede a formação de picos e resulta no formato de mesa que virou a marca da montanha.

    3. 2.810 metros acima do nível do mar

    Já se perguntou qual é a altura do Monte Roraima? São 2.810 metros (9.219 pés) acima do nível do mar, com paredões que sobem quase 400 metros a partir da base, o que faz dele o tepui mais alto da serra de Pakaraima.

    Não é a montanha mais alta da América do Sul (o título é do Aconcágua, com 6.961 metros, em Mendoza, na Argentina), mas o formato e a proeminência colocam o Roraima entre as mais marcantes.

    Mount Roraima’s height
    Photo: Denis Minnetdinov

    👉 Saiba mais sobre o trekking no Monte Roraima:

    4. As comunidades indígenas do Monte Roraima protegem seu legado

    O Monte Roraima é cercado por comunidades indígenas que vivem na região, entre elas os Pémon, os Kapon e os Taurepang.

    Pémon e Taurepang pertencem ao grupo linguístico e cultural Karib (Caribe), enquanto os Kapon falam línguas Akawaio, também classificadas dentro da família Karib.

    Esses povos são os guardiões tradicionais do território e mantêm laços espirituais profundos com a montanha. Também têm papel central no turismo sustentável: além de guiar os visitantes, cuidam da logística que torna o trekking possível, carregando equipamentos, montando as barracas, preparando as refeições e abrindo o acesso a áreas remotas.

    O trabalho deles faz o turismo beneficiar a economia local ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente e o patrimônio cultural.

    Indigenous communities Mount Roraima
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    5. A Árvore da Vida, um dos mistérios do Monte Roraima

    Um dos aspectos mais duradouros do Monte Roraima é o mistério em torno do seu significado simbólico. Na mitologia indígena, a montanha seria o tronco da “Árvore da Vida” (também chamada de Árvore de Todos os Frutos), figura sagrada de onde teriam saído todos os frutos do mundo. Makunaíma, o poderoso herói indígena, é o guardião dela.

    A ideia ganhou força nos últimos anos, conforme os visitantes se deparam com um terreno que parece de outro planeta. O conceito de “origem viva” conversa com quem busca conexão espiritual na natureza. Alguns povos indígenas também chamam a montanha de “casa dos deuses”.

    mystery of the “Tree of Life”
    @overlandtheamericas

    6. Inspiração para Up: Altas Aventuras, da Pixar (e para outras ficções)

    Você sabia que o Monte Roraima foi uma das principais inspirações para Up: Altas Aventuras, da Pixar? As icônicas “Cataratas do Paraíso” do filme foram desenhadas a partir dos tepuis do Escudo das Guianas, sobretudo do Roraima, com seus paredões verticais, topo plano e quedas d’água imensas.

    O destino também inspirou várias outras obras literárias e audiovisuais. A mais famosa é o livro O Mundo Perdido, escrito em 1912 por Sir Arthur Conan Doyle. Anos depois, ele serviu de base para Jurassic Park.

    No Brasil, o herói Makunaíma vira anti-herói no clássico Macunaíma, escrito em 1928 por Mário de Andrade. Mais recentemente, na novela Império, de 2014, o Monte Roraima tem papel central na trama.

    Film Up – Paradise Falls
    Photo: Pixar Film, Up – Paradise Falls

    7. A flora típica dos tepuis

    Boa parte da flora do Monte Roraima só existe no Pantepui, o conjunto de tepuis da América do Sul, concentrado entre a Venezuela e o norte do Brasil.

    Algumas espécies se destacam, como a planta-jarro (Heliamphora nutans), carnívora descrita em 1839 pelos irmãos naturalistas Robert e Moritz Schomburgk. Outra notável é a Brocchinia reducta, uma das poucas bromélias carnívoras do planeta.

    Outras espécies aparecem com frequência no topo do Roraima, como Bonnetia roraimae, Drosera roraimae e Utricularia quelchii.

    8. A fauna nativa do topo

    Ao contrário do que sugere o universo fantástico de O Mundo Perdido, de Conan Doyle, os animais do Monte Roraima não são grandes. O clima frio, úmido e ventoso, somado à falta de solo fértil, não sustenta a biomassa necessária para grandes predadores ou herbívoros. Na prática, a fauna local é em miniatura.

    Os anfíbios são o grupo mais notável, com taxa de endemismo de 77%. O sapinho-do-roraima (Oreophrynella quelchii), de apenas 2 a 3 centímetros, foi uma das primeiras espécies catalogadas oficialmente.

    Outras espécies exclusivas do Pantepui incluem o andorinhão-dos-tepuis (Streptoprocne phelpsi), o rato-do-roraima (Podoxymys roraimae) e o furta-cor-grande (Diglossa major).

    endemic frogs Mount Roraima
    @cafred33

    9. Formações rochosas, piscinas naturais e o icônico Vale dos Cristais no topo

    O valor geológico é uma das curiosidades sobre o Monte Roraima mais conhecidas. No platô, o visitante encontra vistas panorâmicas e formações rochosas, entre elas o imenso Maverick Rock e La Ventana, a abertura que emoldura a paisagem.

    As chuvas fortes alimentam os rios e as famosas “jacuzzis”, piscinas naturais esculpidas no quartzito pelos córregos que cortam o platô. As águas escuras do enigmático Lago Gladys e do El Foso, um poço de 20 metros de profundidade tomado pela água, também são paradas obrigatórias.

    No Vale dos Cristais, milhões de cristais de quartzo cobrem uma depressão rasa do arenito. Formados há cerca de 1,8 bilhão de anos por sedimentação e cristalização do quartzo, esses cristais são vistos pelos povos indígenas locais como fragmentos de estrelas que caíram na Terra quando Makunaíma derrubou a Árvore da Vida original.

    Mount Roraima pools
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Leia mais: O que há no topo do Monte Roraima?

    10. Chegar ao topo do Monte Roraima leva de 8 a 10 dias de trekking

    Esta é uma das curiosidades sobre o Monte Roraima que você precisa saber antes de fechar a viagem: a trilha não exige equipamento de escalada, mas é fisicamente exigente. A maioria dos roteiros leva de 8 a 10 dias ida e volta e soma 80 a 90 km de caminhada por mata, rios e terreno íngreme.

    A época do ano e a logística mudam o número de visitantes por dia, mas na alta temporada estima-se de 100 a 200 trekkers espalhados pela trilha e pelas diferentes áreas da montanha. A subida final passa pela “Rampa”, um caminho natural estreito que leva ao topo, onde a paisagem muda por completo.

    Por causa da altitude e das nuvens constantes, a temperatura no topo varia bastante: de 5 °C à noite a mais de 25 °C durante o dia. O clima segue mais as estações venezuelanas do que as brasileiras, com período mais chuvoso de maio a setembro e meses mais secos entre dezembro e março. Mudanças bruscas são comuns, então leve roupa para chuva e frio a qualquer momento.

    trekking Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Viva as curiosidades sobre o Monte Roraima com a PlanetaEXO

    Você já sabe o que faz do Monte Roraima no Brasil um lugar único. Agora é hora de ver tudo de perto!

    Na PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, você encontra experiências com autenticidade e impacto positivo em todas as frentes. Para a viagem sair como você sonhou, nosso time de especialistas cuida de tudo, dos detalhes logísticos aos roteiros sob medida. Fale com a gente!

  • Quanto custa escalar o Monte Roraima?

    Quanto custa escalar o Monte Roraima?

    Você está interessado em fazer uma caminhada para escalar o Monte Roraima, mas está se perguntando quanto custa? Junte-se a nós para orientá-lo sobre todos os aspectos importantes a serem considerados antes de embarcar em sua aventura no Monte Roraima.

    Nós o ajudaremos a tirar o máximo proveito de sua viagem, garantindo sua segurança em cada etapa do caminho. Vamos nos aprofundar nos detalhes juntos, para que você possa aproveitar ao máximo essa incrível viagem ao lugar mais antigo da Terra.

    Caminhada no Monte Roraima

    Quanto custa escalar o Monte Roraima?

    O custo de escalar o Monte Roraima pode variar dependendo de vários fatores, como a duração da caminhada, a rota escolhida e os serviços incluídos no pacote. O PlanetaEXO oferece autênticas experiências com guias locais que falam inglês e todos os pacotes do Monte Roraima incluem: transporte terrestre de ida e volta de Boa Vista para a Comunidade Indígena de Paraitepuy; acomodação de uma noite em quarto duplo em Santa Elena de Uairén; refeições completas durante o trekking; equipamento de acampamento compartilhado: barraca dupla compartilhada, equipamento de cozinha (panelas, pratos, copos, utensílios); equipe de logística; guia da trilha e kit de primeiros socorros.

    O Trekking de 8 dias para o Monte Roraima custa R$5.500,00 e começa em Santa Elena de Uairén, na Comunidade Indígena Paraitepuy. Nesse passeio, você passará 3 noites no topo e terá uma experiência imersiva nas maravilhas naturais do Monte Roraima, com ênfase especial em descobrir e aproveitar as encantadoras piscinas naturais e jacuzzis ao longo do caminho.

    Caminhada no Monte Roraima

    Trekkers descobrindo as piscinas naturais e jacuzzis ao longo da trilha do Monte Roraima

    Aventureiros explorando as encantadoras piscinas naturais durante a escalada do Monte Roraima

    A Trilha Makunaima de 10 dias custa R$6.200,00 e oferece uma viagem cativante ao “Mundo Perdido” de Makunaima, mostrando as maravilhas naturais do Monte Roraima e fornecendo informações sobre a cultura indígena da região. Nessa aventura, você passará 5 noites no topo e terá uma oportunidade extraordinária de conhecer as místicas paisagens e abraçar o rico patrimônio desse destino extraordinário.

    escalar o Monte Roraima

    Trekkers contemplando as místicas paisagens do topo do Monte Roraima, na Venezuela

    Quanto custa para escalar o Monte Roraima?

    Você ainda tem alguma dúvida ou incerteza em relação ao Monte Roraima? Explore nosso guia de viagem, repleto de informações valiosas e dicas privilegiadas.

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