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  • Há perigos na Amazônia? Veja como visitar a floresta com segurança

    Há perigos na Amazônia? Veja como visitar a floresta com segurança

    A floresta amazônica é perigosa? Descubra o que oferece risco de verdade e como profissionais experientes garantem uma viagem segura e proveitosa

    A maior floresta tropical do planeta ocupa 5,5 milhões de km², sendo 60% em território brasileiro. A escala pode assustar, mas a realidade conta outra história. Se você tem dúvidas se é seguro visitar a Amazônia, a resposta é sim, desde que tenha profissionais experientes ao seu lado.

    Guias credenciados, operadores locais e lodges de selva percorrem os mesmos rios e as mesmas trilhas centenas de vezes por ano. É essa repetição que transforma mata fechada em viagem planejada.

    Ao contrário do que o cinema sugere, os perigos da Amazônia são bem menos cinematográficos: calor forte, picadas de mosquitos e desconforto durante as atividades na floresta lideram a lista. Com as informações certas e o apoio de quem conhece o terreno, tudo isso é evitável.

    Viajante ao pé de uma árvore gigante de raízes tabulares na floresta amazônica, no Brasil

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, reuniu neste conteúdo todos os riscos reais da selva e os cuidados ao viajar. Confira abaixo!

    Os perigos da Amazônia que existem de verdade

    A Floresta Amazônica não é perigosa do jeito que as pessoas pensam, com predadores ferozes caçando humanos em meio à selva hostil.

    Os riscos de viajar para a Amazônia são comuns, mensuráveis e aparecem numa ordem que surpreende: calor, doenças transmitidas por insetos, infecções transmitidas pela água, pequenos ferimentos em locais distantes de hospitais e os mesmos pequenos delitos que você enfrentaria em qualquer grande cidade. Os animais selvagens vêm por últimoe com folga.

    A segurança de uma viagem organizada é estrutural. Você anda por rotas fixas, com horários fixos e um guia que responde profissionalmente pelo grupo. Os barcos levam colete salva-vidas, os lodges mantêm kit de primeiros socorros e sempre há alguém que sabe onde você está e a que horas volta.

    É seguro visitar a Amazônia quando a viagem é bem feita, incluindo profissionais que se preocupam com a sua segurança e fazem questão de que você aproveite a experiência.

    Guia local mostrando uma árvore gigante a um grupo de viajantes em uma caminhada guiada na Amazônia
    Photo: Felipe Castellari

    Manaus, a cidade que abre as portas da floresta

    Quase toda viagem à Amazônia brasileira começa em Manaus, cidade de mais de 2 milhões de habitantes e dona do aeroporto (MAO) que atende a região inteira.

    No dia a dia, o risco em Manaus é furto oportunista, não violência, respondendo aos mesmos hábitos que funcionam em São Paulo, Lisboa ou Cidade do México.

    Adote os mesmos cuidados urbanos de praxe: não exponha o celular, use transporte por aplicativo, evite caminhar sozinho à noite e distribua dinheiro e cartões. Também vale deixar o passaporte original no cofre e carregar uma cópia.

    Feche seus passeios antes de chegar, com um operador confiável que você já pesquisou, em vez de comprar com quem te aborda no porto ou no aeroporto.

    Teatro Amazonas ao pôr do sol em Manaus, cidade porta de entrada da Amazônia brasileira
    Photo: Rafael Zart

    👉 Leia mais: Manaus é segura? Um guia para viajantes com destino à Amazônia

    Animais perigosos da Amazônia (e por que você provavelmente não vai ver nenhum)

    A lista de bichos perigosos da Amazônia é real: onça-pintada, sucuri, jacaré-açu, jararaca, surucucu e poraquê. Já a lista de viajantes feridos por eles é muito curta. Onça ataca humano? Praticamente nunca. Sucuri ataca humano? Mais raro ainda.

    A selva é imensa, a fauna é dispersa, discreta e ativa principalmente à noite, sem contar que a mata fechada esconde quase tudo. Na maioria das excursões, o desafio do guia é achar os animais para que os visitantes possam avistá-los. Ver esses animais é o objetivo do passeio, não um problema de segurança.

    O único risco para a vida selvagem, com dados concretos que o comprovam, está ao nível do solo. Entre 2010 e 2020, o Amazonas registrou 16.868 picadas de cobra, a maioria causada por Bothrops (jararacas) e depois por Lachesis (surucucus).

    O acidente com cobra pesa muito na região amazônica, mas a maior parte dos casos atinge moradores rurais e indígenas que trabalham descalços na mata, ou seja, o risco não é do visitante que anda em trilha marcada, de bota fechada e com guia do lado.

    Jacaré na superfície das águas escuras da floresta amazônica, no Brasil
    Photo: Marcelo Bonifácio

    Os animais que de fato moldam a sua viagem são os insetos. Doenças como dengue e zika chegam pela picada do mosquito, enquanto formigas, vespas, abelhas e aranhas respondem por ferroadas, reações doloridas e, de vez em quando, uma emergência alérgica. É aqui que o seu esforço de prevenção rende: saber como se proteger dos mosquitos na Amazônia importa mais do que qualquer precaução contra onça.

    • Use repelente com 30% de DEET ou 20% ou mais de picaridina na pele exposta, reaplicando a cada 4 a 6 horas.
    • Aplique permetrina exclusivamente nas vestimentas; o produto mantém sua eficácia ao longo de múltiplos ciclos de lavagem e jamais deve entrar em contato direto com a pele.
    • Use manga e calça compridas nas trilhas, principalmente no amanhecer e no fim da tarde, quando os insetos ficam mais ativos.
    • Mantenha portas e janelas fechadas à noite. A maioria dos hotéis de selva na Amazônia tem tela nas aberturas, além de oferecerem mosquiteiros sobre as camas.
    • Examine e chacoalhe seus calçados diariamente antes de colocá-los nos pés, já que aranhas e escorpiões procuram abrigo em locais quentes e escuros.
    • Para não atrair insetos, evite usar perfumes e outros produtos com muito cheiro. Também é importante dispensar roupas neon.

    👉 Leia mais: 15 animais da Amazônia para conhecer a fauna do Brasil

    Calor e umidade: o perigo da Amazônia que quase todo mundo subestima

    Segundo as normas climatológicas (1991–2020) do INMET, Manaus registra média anual de temperatura máxima de 32°C e umidade relativa de 81%. O mês mais quente é setembro, quando a média das máximas se aproxima dos 34°C.

    A temperatura em si é suportável, mas o que pode tornar a floresta amazônica perigosa é a umidade. Devido ao ar saturado, a evaporação do suor (principal forma de resfriamento do corpo) fica comprometida. Com isso, qualquer atividade física exige muito mais energia do que o habitual, tornando a regulação da temperatura corporal um desafio constante ao longo do dia.

    Exaustão pelo calor é mais comum em viagens à Amazônia do que qualquer encontro com animais. Fique atento à dor de cabeça, náusea, tontura, fraqueza, irritabilidade, suor excessivo e queda no volume de urina.

    Avise seu guia assim que sentir qualquer sintoma. Tratado cedo, o quadro se resolve com uma pausa curta na sombra. Ignorado, vira insolação — condição grave em ambiente de selva remota.

    Viajante em uma canoa sob a sombra da copa da floresta alagada, na Amazônia brasileira
    Photo: Marcelo Bonifácio
    • Beba cerca de 1 litro por hora enquanto caminha no calor. Não espere a sede chegar.
    • Como só a água não repõe os minerais que você perde ao suar por várias horas, tenha sais de reidratação ao seu alcance.
    • Use blusas de manga comprida de cores claras e secagem rápida em vez de regatas. Cobrir a pele é mais fresco do que expô-la, além de servir como proteção contra insetos e sol.
    • Passe protetor solar SPF 30+ e use chapéu de aba larga (fórmulas biodegradáveis são melhores para o rio).
    • Aceite o horário. As excursões saem com a primeira luz e param no começo da tarde para fugir do pico de calor, não para esticar o roteiro.

    👉 Leia mais: Qual a melhor época para visitar a Floresta Amazônica no Brasil

    Vacina de febre amarela para o Brasil e as outras que a Amazônia pede

    O Brasil não exige nenhuma vacina de estrangeiros. Ainda assim, a vacina de febre amarela para viajar à floresta é fortemente recomendada para quem vai ao Amazonas e ao restante da região amazônica.

    Tome a dose pelo menos 10 dias antes de chegar a uma área de risco — tempo que o corpo precisa para criar imunidade. Pelas diretrizes do Certificado Internacional de Vacinação, revisadas pela OMS em 2014, uma única dose protege pela vida toda.

    Além dessa, quais vacinas tomar para ir para Manaus? A Secretaria Municipal de Saúde orienta que o visitante esteja com a imunização contra sarampo em dia. Vale ressaltar que a dose para sarampo e a de febre amarela não devem ser administradas na mesma data, exigindo um intervalo recomendado de aproximadamente 30 dias entre as aplicações.

    Por conta dessa exigência, o ideal é organizar o seu calendário de vacinação com 6 a 8 semanas de antecedência em relação à data do embarque. Além dessas imunizações, vale consultar um especialista em medicina de viagem para avaliar a necessidade de doses contra tétano, difteria, hepatite A e B, raiva e febre tifoide, a depender das especificidades do seu itinerário.

    Comida e água: o que comer e o que deixar de lado

    Dentro dos hotéis de selva e nos cruzeiros pelo rio Amazonas, coma e beba o que for servido sem preocupação.

    Os operadores que recebem viajantes internacionais filtram ou engarrafam a água e compram de fornecedores licenciados. A maioria dos lodges oferece água potável para reabastecer, então uma garrafa reutilizável vale o espaço na sua mochila.

    Nunca beba água sem tratamento de rio, riacho ou igarapé, por mais limpa que possa parecer. A água da floresta carrega parasitas e bactérias que uma superfície bonita não denuncia. A Secretaria de Saúde de Manaus recomenda consumir água engarrafada também em áreas urbanas e lavar as mãos com sabão várias vezes ao dia.

    Na cidade, coma onde há movimento e alvará à vista. Aproveitar a culinária de rua enriquece o passeio e vale muito a pena: escolha barracas com movimento constante de moradores locais e que sirvam refeições preparadas na hora.

    Peixe grelhado inteiro servido sobre folhas de bananeira com farofa, limão e tomate, na Amazônia brasileira
    Photo: Felipe Castellari

    👉 Leia mais: Comida amazônica: 7 pratos típicos para provar na Amazônia brasileira

    Machucados, doenças da Amazônia e o que acontece quando algo dá errado

    Quase toda ocorrência médica na floresta é coisa pequena: bolha no pé, ferroada de inseto, canela ralada, estômago embrulhado, tornozelo torcido num tronco escondido no chão.

    Lodges e guias levam kit de primeiros socorros e resolvem isso na hora. Mesmo assim, leve os seus próprios remédios de uso pessoal (na embalagem original), além de analgésicos, antialérgicos, antidiarreicos, curativos para bolhas e sais de reidratação. A farmácia mais próxima fica a uma viagem de barco, que pode levar horas.

    Para casos leves, guias e lodges fazem o primeiro atendimento no local. Para situações mais graves, os operadores seguem protocolos rígidos de transferência do paciente para Manaus, que conta com unidades de pronto atendimento em cinco zonas do município, além de centros especializados como a Fundação de Medicina Tropical, referência em acidentes com animais.

    O sistema público de saúde brasileiro oferece atendimento gratuitoinclusive para visitantes estrangeiros — pelo princípio constitucional do acesso universal. Ainda assim, ir ao pronto-socorro é coisa de último caso.

    Para evitar os perigos da Amazônia, o seguro-viagem deve fazer parte do planejamento. Contrate uma apólice que cubra explicitamente a remoção médica de áreas remotas e cite as atividades do seu roteiro: trekking, caiaque, navegação, camping, etc.

    As apólices comuns costumam excluir justamente essas duas coisas (resgate em área remota e atividades de aventura), que é a combinação de qualquer viagem à Amazônia. Confira se a repatriação está incluída e anote o número da apólice em algum lugar que você alcance sem sinal de celular.

    👉 Leia mais: 10 dicas de viagem para aproveitar ao máximo a sua aventura na Amazônia

    É seguro nadar no rio Amazonas?

    No trecho certo, na hora certa e com o aval do guia, sim, é seguro nadar no rio Amazonas. Aliás, nadar faz parte da maioria dos roteiros pela floresta.

    O Rio Negro é o local clássico para banho na região, justamente porque suas águas escuras, ácidas e tingidas de tanino abrigam muito menos mosquitos e parasitas do que as águas brancas e turvas do Solimões. Alguns trechos são excelentes, outros nem tanto, e a diferença não é perceptível da margem.

    Quando um trecho do rio Amazonas é perigoso, o problema geralmente é relacionado à correnteza, profundidade, galhos submersos e buracos na lama — que ficam escondidos sob a água escura.

    Para um banho de rio seguro, os bombeiros recomendam uma regra simples: mantenha a água no máximo na altura dos joelhos em locais com correnteza forte. Caso seja arrastado pela água, evite lutar contra a força da corrente e nade em sentido diagonal para alcançar a margem.

    Animais aquáticos merecem atenção, ainda que o perigo seja bem menor do que a fama sugere. Mesmo que se tornem mais agressivas quando protegem seus ovos, ataques de piranhas a humanos são raros. Já os poraquês oferecem mais risco em relação à incapacitação das vítimas do que à descarga elétrica, enquanto jacarés só aparecem à noite.

    Viajantes nadando com flutuadores ao lado do barco no rio Amazonas, no Brasil
    Photo: Felipe Castellari

    Algumas regras mantêm o banho de rio longe de perigos na Amazônia:

    • Siga sempre a orientação do guia sobre onde e quando entrar na água; nunca nade sozinho.
    • Fique fora da água à noite, no amanhecer e no fim da tarde, quando os jacarés se aproximam das margens.
    • Não entre na água com ferimentos abertos ou após consumir álcool.
    • Sempre use colete salva-vidas em passeios de barco. Em embarcações licenciadas, exigem-se modelos certificados pela Marinha do Brasil, pois a maioria dos acidentes náuticos envolve pessoas sem o equipamento.
    • Vigie as crianças na água o tempo todo, mesmo em trechos aparentemente calmos.

    👉 Leia mais: Como chegar à Floresta Amazônica no Brasil?

    Visita a comunidades locais: respeito é regra de segurança

    Comunidades ribeirinhas e indígenas fazem parte de muitos roteiros pela Amazônia. Muitas recebem visitantes em suas casas para trocas culturais genuínas e proveitosas: comida, artesanato e o conhecimento prático de um lugar onde vivem há gerações.

    O turismo de base comunitária é de grande importância para a região amazônica, proporcionando apoio financeiro e social às famílias locais, além de fomentar inúmeros esforços de conservação ambiental.

    Povos isolados são outra história, e o turismo passa deliberadamente longe deles. A FUNAI tem 115 registros documentados de grupos indígenas isolados, sendo 29 confirmados oficialmente — todos localizados na Amazônia, representando a maior população isolada do mundo.

    O Brasil aplica uma política rígida de não contato, o que significa que guias e operadores mantêm os roteiros bem longe dessas áreas protegidas. A fronteira não é só legal, é letal: grupos isolados não têm imunidade para doenças que um visitante carrega sem nem perceber.

    Crianças brincando de cabo de guerra em uma comunidade ribeirinha da Amazônia, no Brasil
    Photo: Isadora Sá

    Nas comunidades abertas à visita, a etiqueta local funciona como principal regra de segurança:

    • Peça sempre permissão antes de fotografar, principalmente crianças.
    • Evite distribuir doces, dinheiro ou presentes por conta própria. Seu guia poderá aconselhá-lo sobre os itens apropriados para evitar problemas imprevistos após a sua partida.
    • Respeite os limites dos anfitriões, observando as famílias locais sobre onde andar ou sentar.
    • Em caso de dúvida, pergunte primeiro ao seu guia. Isso evite a maioria dos constrangimentos e ofensas.

    👉 Leia mais: Turismo que mantém a Amazônia viva

    Conheça os seus limites e seja honesto

    As expedições na Amazônia exigem diferentes níveis de resistência. Remar por florestas alagadas é muito diferente de longas caminhadas na selva ou de passar a noite em uma rede em áreas remotas. O calor e a umidade constantes aumentam ainda mais o esforço, tornando até mesmo atividades leves exaustivas a 32°C.

    Se algo te deixa desconfortável, diga antes de começar. Como parte de sua rotina, os guias planejam alternativas com antecedência. Assim, quando o grupo já sabe que um dos integrantes não fará a caminhada longa, é possível manter todos reunidos e cumprir o cronograma sem atrasos.

    Respeitar os limites do próprio corpo e da própria cabeça é uma das formas mais eficazes de manter os perigos da Amazônia bem longe. A pessoa que mais oferece risco em qualquer viagem é a que não quer parecer fraca: forçar além do limite é o que transforma um dia sob controle em evacuação.

    Viajante caminhando com garrafa de água em uma trilha na floresta amazônica, no Brasil
    Photo: Marcelo Bonifácio

    Siga sempre o seu guia

    Viagens seguras à Amazônia se resumem a uma coisa: siga as instruções do seu guia e diga a ele o que você está sentindo. Guias experientes interpretam os sinais da floresta com uma precisão que nenhum turista consegue.

    Eles sabem quais plantas queimam a pele, qual trecho de rio é seguro, o que significa uma mudança no som da copa e como prestar primeiros socorros a horas de distância de um hospital. Esse conhecimento só te protege se você o usar.

    Guia conduzindo viajantes por uma trilha na floresta amazônica, no Brasil
    Photo: Gui Gomes
    • Fique com o grupo e na trilha. Nunca entre na mata sozinho, nem mesmo a poucos metros do lodge.
    • Pergunte antes de tocar em qualquer animal, planta ou fruto. Muitos são inofensivos, mas vários não são — e saber qual é qual é uma tarefa complicada.
    • Declare medicamentos, alergias, condições de saúde e fobias na hora de fechar a viagem.
    • Cumpra os horários. Sair no amanhecer e voltar no fim da tarde são decisões de segurança sobre calor, fauna e luz, não preferência de agenda.
    • Faça perguntas. Os guias esperam por elas, e um grupo que entende o motivo de uma regra cumpre a regra muito melhor.

    Viagens seguras à Amazônia com o PlanetaEXO

    Agora que você sabe que é seguro visitar a Amazônia quando viaja com especialistas e respeita o que a natureza diz, é hora de fechar a sua viagem!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em imersão na selva amazônica e trabalha lado a lado com os melhores operadores, lodges e guias da região — os mesmos profissionais que fazem desta floresta um lugar seguro para viajar. Nosso time cuida de todo o planejamento e da logística para que tudo o que você tenha que fazer seja aproveitar. Fale conosco!

  • Parque Estadual do Jalapão, Tocantins – Guia de Viagem

    Parque Estadual do Jalapão, Tocantins – Guia de Viagem

    Como chegar ao Jalapão, no Brasil, quando ir, o que são de fato os fervedouros, de quantos dias você precisa e quanto custa a viagem

    O Parque Estadual do Jalapão ocupa o extremo leste do Tocantins, no meio do Cerrado, a maior savana da América do Sul, que cobre 2.036.448 km² (22% do Brasil) e abriga mais de 12.000 espécies de plantas. Dentro de seus limites há dunas, chapadas de arenito, cachoeiras e poços alimentados por nascentes.

    O que separa o Jalapão dos outros parques brasileiros é a água. Nos fervedouros, nascentes subterrâneas empurram a água por baixo da areia e você boia em vez de afundar. Ali perto, o Rio Novo guarda uma das três únicas populações conhecidas do pato-mergulhão, uma ave com menos de 250 indivíduos restantes no mundo.

    Quer saber quando ir, de quantos dias você precisa e quanto custa a viagem na prática? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes ao Jalapão, preparou este guia de viagem para ajudar você a planejar cada etapa do roteiro. Confira abaixo!

    O que você vai encontrar neste guia:

    1. Sobre o Parque Estadual do Jalapão
    2. Onde fica o Jalapão?
    3. Como chegar ao Jalapão?
    4. Qual a melhor época para ir ao Jalapão?
    5. O que ver no Parque Estadual do Jalapão?
    6. Quantos dias no Jalapão são suficientes para a sua viagem?
    7. Preciso de guia para visitar o Parque Estadual do Jalapão?
    8. Quanto custa ir para o Jalapão?
    9. O que levar para o Jalapão
    10. Vale a pena ir ao Jalapão?
    Vista aérea de um fervedouro de água turquesa cercado por buritis no Parque Estadual do Jalapão, Tocantins
    Foto: Lucas Guerra

    Sobre o Parque Estadual do Jalapão

    O Parque Estadual do Jalapão foi criado em 12 de janeiro de 2001 e é administrado pela Naturatins, o órgão ambiental do Tocantins. São 158.970 hectares (1.590 km²) que reúnem cachoeiras, campos de dunas, cânions e afloramentos de arenito, além, é claro, dos fervedouros.

    A região inteira do Jalapão (34.000 km²) chega perto do tamanho da Suíça, o que significa que o parque estadual é apenas uma porção desta área. Ao lado, a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins protege outros 716.306 hectares sob a gestão do ICMBio.

    Somadas às reservas vizinhas na Bahia, no Piauí e no Maranhão, essas áreas formam o maior bloco contínuo de Cerrado protegido do Brasil.

    O arenito debaixo dos seus pés é mais antigo que tudo isso. As rochas pertencem ao Grupo Urucuia, depositado no Cretáceo. Para os geólogos, são campos de dunas antigos, ali havia deserto, não mar. É esse mesmo arenito poroso que armazena e libera lentamente a água subterrânea que alimenta nascentes, rios e cachoeiras.

    A região também é um polo de artesanato sustentável, construído em torno do capim-dourado e da fibra de buriti. A colheita tem regra: pela Portaria Naturatins 362/2007, só pode ser colhida entre 20 de setembro e 30 de novembro, apenas por extrativistas cadastrados, sendo as flores espalhadas no solo para que a planta se auto-semeie. A Lei 3.594/2019 cuida do restante da cadeia produtiva.

    Onde fica o Jalapão?

    O Jalapão fica em qual estado? A resposta é Tocantins. O Parque Estadual do Jalapão ocupa o leste, a cerca de 300 quilômetros de Palmas.

    A região se espalha por vários municípios, entre eles Ponte Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins. A Serra do Espírito Santo, o paredão achatado que domina o horizonte, chega a cerca de 900 metros.

    Aqui, “remoto” não é força de expressão. Mateiros, a principal porta de entrada do parque, tinha 2.748 moradores espalhados por 9.589 km² no Censo 2022, uma densidade de 0,29 habitante por km², segundo o IBGE.

    Esse isolamento é exatamente o que manteve a paisagem intacta, e é também por isso que o planejamento prático apresentado no restante deste guia é mais importante do que em qualquer outro lugar.

    Como chegar ao Jalapão?

    A entrada mais comum é por Palmas, que tem o aeroporto mais próximo, o Brigadeiro Lysias Rodrigues (PMW). Três companhias voam para lá (Gol, Azul e LATAM), com cerca de 240 decolagens por mês em voos diretos para São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, entre outras cidades.

    De Palmas, conte com no mínimo 4 horas de estrada até Mateiros ou São Félix do Tocantins, as duas cidades que a maioria dos viajantes usa como base.

    No Jalapão, o 4×4 não é opcional: alguns trechos das rodovias TO-030, TO-110 e TO-247 já foram asfaltados, mas boa parte do caminho segue em terra batida ou areia fofa, com pouquíssima sinalização na estrada.

    Percorrer o Jalapão é um circuito. Os atrativos ficam espalhados pela região, ou seja, os roteiros costumam entrar por um lado e sair pelo outro.

    A maioria dos passeios começa e termina em Palmas. Todo roteiro no Jalapão do PlanetaEXO inclui traslados: você não precisa se preocupar com o deslocamento por estradas arenosas sem placas; basta aproveitar a jornada!

    Estrada de terra vermelha cruzando o Cerrado a caminho do Parque Estadual do Jalapão, com um morro testemunho ao fundo

    Qual a melhor época para ir ao Jalapão?

    É possível visitar o Parque Estadual do Jalapão o ano inteiro, mas a estação seca (de maio a setembro) é a ideal: quase nada de chuva, céu limpo e estradas confiáveis.

    Maio é o melhor mês, com o Cerrado ainda verde e o ar úmido logo após a temporada de chuvas. Conforme setembro se aproxima, tudo fica mais seco e mais poeirento, mas o pôr do sol se torna ainda mais bonito.

    A estação chuvosa vai de outubro a abril. As tempestades deixam as estradas de terra quase intransitáveis e tornam a fauna mais difícil de avistar. Janeiro é o mês mais chuvoso, com média em torno de 255 mm de chuva.

    Frio, ali, não existe. Mateiros tem média anual de 25,1 °C e cerca de 1.372 mm de chuva por ano. A variação térmica é pequena o ano todo, com máximas entre 30 °C e 34 °C e mínimas entre 15 °C e 20 °C.

    O que muda de uma estação para a outra é o cenário: paisagem verde e cachoeiras cheias nos meses de chuva, acesso mais fácil e luz mais nítida nos meses secos.

    Dunas douradas do Jalapão ao pôr do sol, com a Serra do Espírito Santo ao fundo

    Período Chuva O que isso muda na sua viagem
    De maio a junho Muito baixa Vegetação verde, rios cheios, estrada tranquila. O período mais equilibrado.
    De julho a setembro Quase nenhuma Ar mais seco, estradas mais poeirentas, os melhores pores do sol. Alta temporada, então reserve cedo.
    De outubro a dezembro Aumentando As tempestades voltam, a paisagem fica verde e chegam menos visitantes.
    De janeiro a abril A maior (≈255 mm em janeiro) As estradas podem ficar bloqueadas e fica mais difícil chegar a alguns atrativos.

    Vista aérea da Cachoeira da Velha, a larga queda d'água do Rio Novo, no Jalapão

    Qual é o clima no Jalapão, Tocantins, agora?

    Veja como está o tempo neste momento no Parque Estadual do Jalapão.

    O que ver no Parque Estadual do Jalapão?

    O Jalapão reúne roteiros e atividades para quem gosta de natureza e aventura: trilha, rafting, fervedouros e visita às comunidades quilombolas.

    Fervedouros

    Os fervedouros do Jalapão são o motivo pelo qual quase todo mundo se aventura pelo parque estadual. A água sobe ao longo de uma fissura no arenito e empurra a água por meio de uma camada de areia, mantendo os grãos em suspensão permanente, de modo que não há um piso sólido para se apoiar e o fluxo ascendente mantém tudo na superfície.

    Não tem nada a ver com sal ou densidade da água, e nenhum fenômeno comparável foi documentado em nenhum outro lugar. A maioria dessas piscinas tem apenas de 1 a 2 metros de profundidade, mas não é possível tocar o fundo onde a nascente emerge.

    Os mais conhecidos são o Fervedouro do Soninho, Ceiça, Buritizinho e Bela Vista. Este último, inclusive, é o mais largo da região e o único com restaurante e hospedagem no local.

    Vários fervedouros agora funcionam com entradas agendadas e um limite de quantas pessoas podem estar na água ao mesmo tempo. Assim, os guias costumam agendar as atividades para o início da manhã ou final da tarde.

    Rafting no Rio Novo

    Para uma dose maior de adrenalina, o rafting no Rio Novo percorre corredeiras de classe III e IV.

    O mesmo rio abriga uma das últimas populações do pato-mergulhão (Mergus octosetaceus), espécie listada como Criticamente Ameaçada pela IUCN, com menos de 250 indivíduos no mundo todo. Assim, trechos tranquilos da água também são ótimos para observação de aves.

    Os passeios geralmente incluem paradas em praias de areia ao longo do rio.

    Quatro viajantes em um bote laranja encarando as corredeiras do Rio Novo, no Jalapão

    Cachoeiras

    A Cachoeira da Formiga cai num poço de água verde tão cristalina que é possível ver o fundo sem dificuldade.

    Por outro lado, a Cachoeira da Velha, no Rio Novo, é o oposto: uma queda larga, de volume alto, para contemplar em vez de nadar. Este é o ponto de partida da maioria das descidas de rafting.

    Banhistas mergulhando nas águas turquesa e transparentes da Cachoeira da Formiga, no Jalapão
    Foto: @viagemnarelacao

    Trilhas, dunas e nascer do sol

    Comece o dia antes do amanhecer para ver o sol nascer da Serra do Espírito Santo, um paredão de arenito que chega a quase 900 metros.

    Depois, feche a tarde nas dunas do Jalapão, o único campo de dunas do Cerrado brasileiro, com cristas de até 40 metros de altura.

    As dunas se originaram da erosão das areias da própria serra, carregadas pelo vento e acumuladas nesse mesmo ponto ao longo de milênios.

    Grupo de caminhantes em uma trilha de rocha vermelha no Cerrado do Parque Estadual do Jalapão

    Comunidades locais

    A comunidade quilombola Mumbuca, em Mateiros, é o berço do artesanato de capim-dourado, que hoje sustenta dezenas de famílias na região. A visita costuma incluir os ateliês, uma refeição caseira e a história de como a colheita passou a ser regulamentada.

    Cerca de 54 famílias participam da colheita anual, hoje celebrada na Festa da Colheita do Capim Dourado.

    👉 Leia mais: O que fazer no Jalapão?

    Quantos dias no Jalapão são suficientes para a sua viagem?

    Quatro dias, no mínimo. O Parque Estadual do Jalapão é grande, os atrativos ficam espalhados e cada base, de Ponte Alta a Mateiros e São Félix do Tocantins, dá acesso a um conjunto diferente de atividades. Com esse tempo de viagem, dá para conhecer as atrações mais importantes sem gastar todo o itinerário no trânsito.

    Considere o tempo na estrada. Chegar a qualquer uma das cidades-base leva, no mínimo, 4 horas a partir de Palmas, e o deslocamento entre as atrações consome ainda mais tempo do que o mapa sugere. Se sua agenda estiver apertada, esse tempo de viagem será o que você deixará de aproveitar para passear.

    Cinco ou seis dias mudam a viagem. Os dias extras rendem trilhas mais longas, atrativos fora do circuito principal, manhãs sem pressa nos fervedouros antes de os grupos do dia chegarem e interações mais profundas com as comunidades locais.

    Pôr do sol no Cerrado do Jalapão, com buritis recortados contra o céu alaranjado

    Preciso de guia para visitar o Parque Estadual do Jalapão?

    Não é obrigatório, mas ter um guia profissional ao seu lado é altamente recomendado. As estradas são de areia e terra, próprias só para veículos 4×4, e a sinalização é quase inexistente. Com uma densidade populacional de 0,29 pessoas por km² em Mateiros, você pode dirigir por horas sem encontrar ninguém para pedir informações.

    Uma visita guiada também resolve questões logísticas difíceis de organizar fora da região: transporte de ida e volta de Palmas, horários de cada fervedouro, autorizações e acesso às visitas às comunidades, além de apoio em caso de inundação das estradas. Isso minimiza o seu impacto nos locais e gera renda para as comunidades que os mantêm.

    Guia ajudando um viajante a subir uma escada em um paredão rochoso no Parque Estadual do Jalapão

    Quanto custa ir para o Jalapão?

    O preço de uma viagem para o Jalapão depende da duração do itinerário, do tamanho do grupo e das atividades que você acrescenta.

    No PlanetaEXO, os preços hoje começam em R$ 3.350 por pessoa na viagem de 4 dias saindo de Palmas, R$ 4.130 na aventura de 5 dias e R$ 5.940 no trekking de 6 dias.

    Essas tarifas cobrem guia profissional, hospedagem, café da manhã e almoço, todo o transporte durante a viagem e a entrada nos atrativos do roteiro. Os preços por pessoa diminuem à medida que o grupo aumenta e sobem em julho (mês de pico), portanto, o mesmo itinerário pode variar em mais de 30% dependendo de quando você viaja e quantas pessoas estão no grupo.

    Um detalhe que vale planejar: algumas atividades são vendidas como opcionais, entre elas o nascer do sol na Serra do Espírito Santo e o rafting no Rio Novo. Defina esses detalhes com antecedência, pois eles influenciam diretamente o valor total do investimento e a dinâmica da sua viagem.

    👉 Conheça as aventuras:

    Viajante sentado na borda de um paredão de arenito ao amanhecer, olhando a planície do Cerrado no Jalapão

    O que levar para o Jalapão

    Monte a mala pensando no seu roteiro, já que dias de trilha, cachoeira e rafting pedem equipamentos diferentes. Esta é a lista que recomendamos a todo viajante:

    • Camisa de manga longa com proteção UV.
    • Calça de trilha (calça leve ou legging).
    • Bota de trilha ou tênis confortável com boa aderência.
    • Sapatilha de água ou um segundo par de tênis que possa molhar, para o rafting.
    • Protetor solar e repelente.
    • Chapéu ou boné.
    • Óculos de sol.
    • Garrafa de água ou cantil.
    • Mochila de ataque de até 20 litros para as trilhas.
    • Casaco leve para as noites mais frescas de maio a setembro, quando as mínimas chegam a 15 °C.
    • Capa de chuva entre outubro e abril, com as chuvas mais fortes de dezembro a março.
    • Roupas leves e roupa de banho.

    Viajantes com mochilas de ataque e chapéus em um mirante do Jalapão, diante da planície do Cerrado

    Vale a pena ir ao Jalapão?

    Visitar o Parque Estadual do Jalapão vale muito a pena! Poucos lugares reúnem campos de dunas, corredeiras de classe IV, cachoeiras de água transparente e um fenômeno de nascente sem registro em nenhum outro canto. Tudo isso a poucas horas um do outro e dentro do bloco de Cerrado mais bem preservado que restou no Brasil.

    Combine a imersão nas comunidades quilombolas e a tradição do artesanato de capim-dourado, e a sua experiência se transforma em um equilíbrio perfeito entre vivência cultural e contato com a natureza.

    Visitante diante de duas altas cachoeiras que caem em um cânion de arenito vermelho, no Jalapão

    Pronto para conhecer o Parque Estadual do Jalapão?

    Agora que você já sabe quando ir, como chegar e de quantos dias precisa, só falta montar o seu roteiro no Jalapão.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes no Jalapão. Junto com os melhores operadores e guias locais do Tocantins, cuidamos da logística, hospedagem e horários para você se concentrar apenas nas paisagens. Fale conosco!

  • Vista aérea das dunas de areia branca e das lagoas de água de chuva dos Lençóis Maranhenses ao pôr do sol, Brasil.

    8 Melhores Lugares para Viajar no Brasil: natureza e aventura

    Dunas, selva, pantanais, recifes e cachoeiras: oito destinos de turismo de aventura no Brasil, o que faz a fama de cada um e quando ir

    O Brasil tem 8,5 milhões de km² e seis biomas distintos, e é por isso que duas viagens daqui quase nunca se parecem. Quem vai ao Pantanal em julho e quem vai aos Lençóis Maranhenses na mesma semana está vendo paisagens sem quase nada em comum: uma é campo alagado cheio de mamíferos grandes, a outra é um deserto de areia branca que se enche de água da chuva todo ano.

    A maioria das listas de melhores lugares para viajar no Brasil começa pelo Rio de Janeiro ou por São Paulo e para no litoral. São cidades fantásticas, que valem a viagem, mas há muito mais para ver em um país deste tamanho e desta diversidade.

    Os oito destinos abaixo mostram outro lado do país e fogem dos pontos turísticos do Brasil de sempre: são parques nacionais, planícies alagadas e arquipélagos onde o motivo de ir é a própria paisagem.

    Vista aérea das Cataratas do Iguaçu ao pôr do sol, cercadas pela Mata Atlântica, no Brasil.

    Quer descobrir as possibilidades para viver as melhores férias da sua vida? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em turismo de aventura no Brasil, montou este guia. Confira abaixo!

    1. Lençóis Maranhenses: dunas e lagoas

    Com 155.000 hectares no estado do Maranhão, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é uma esquisitice geográfica sem paralelo no planeta. Tem cara de deserto árido, mas chove ali cerca de 1.600 mm por ano.

    A chuva se acumula entre as dunas e, durante alguns meses, o parque se enche de milhares de lagoas de água doce em que dá para nadar. A UNESCO o incluiu na lista do Patrimônio Mundial em 2024.

    Curiosidades sobre os Lençóis Maranhenses:

    • As dunas chegam a uns 40 metros de altura e continuam se movendo com o vento, então o mapa das lagoas muda todo ano.
    • As lagoas enchem de janeiro a junho e seguram água até setembro; em outubro, quase todas já evaporaram.
    • Algumas lagoas têm peixes, levados até ali como ovos por aves, que sobrevivem na lama entre uma estação e outra.

    Quando ir: de junho a setembro, com as lagoas cheias e a chuva já passada. A porta de entrada é São Luís, capital do Maranhão, e depois Barreirinhas.

    Casal caminhando por uma duna de areia branca à beira de uma lagoa azul-turquesa nos Lençóis Maranhenses, Brasil.
    Photo: Leo Castro

    👉 Veja mais: Pacotes nos Lençóis Maranhenses

    2. Floresta Amazônica: selva e rios

    Certamente um dos melhores lugares para viajar no Brasil, a Floresta Amazônica cobre cerca de 5,5 milhões de km² em nove países, e uns 60% dela ficam em território brasileiro.

    O Rio Amazonas corta a floresta por mais de 6.900 km e carrega um quinto de toda a água doce que chega ao oceano no mundo. Estradas quase não existem, então a floresta é destino de barco. E a floresta que você vê da água muda por completo entre a cheia e a seca.

    Curiosidades sobre a Amazônia:

    • No Encontro das Águas, perto de Manaus, o Rio Negro escuro e o Solimões barrento correm lado a lado por uns 6 quilômetros sem se misturar, por diferenças de temperatura, velocidade e densidade.
    • Entre o pico da cheia e a seca, o nível da água pode variar mais de 10 metros.
    • A região concentra a maior diversidade de fauna do país: mais de 75% dos mamíferos e 80% das aves do Brasil.

    Quando ir: na cheia (maio a julho) para remar por dentro da copa das árvores, ou na seca (setembro a novembro) para praias de rio, trilhas e mais chance de ver bicho em terra firme. A porta de entrada é Manaus.

    Vista aérea do rio Negro serpenteando pela floresta amazônica alagada, com um barco regional, no Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes de Amazônia no Brasil

    3. Pantanal: planície alagada e onças

    Se você quer o melhor da fauna brasileira, é para cá que deve ir. A Amazônia é riquíssima em biodiversidade, mas o Pantanal, maior planície alagada tropical do mundo, tem campo aberto e vegetação baixa, exatamente o que falta à floresta na hora de realmente enxergar os animais.

    Com a maior densidade de onças-pintadas do planeta, o Pantanal Norte transforma os avistamentos da seca, nos rios perto de Porto Jofre, em Poconé, em rotina, e não em sorte.

    Curiosidades sobre o Pantanal:

    • Dá para visitar duas regiões bem diferentes: o Pantanal Norte, em Mato Grosso, e o Pantanal Sul, em Mato Grosso do Sul.
    • No auge da cheia, até 80% da planície fica debaixo d'água, o que concentra os animais no chão seco que sobra nos meses seguintes.
    • Além das onças, entre os animais do Pantanal estão capivaras, jacarés, ariranhas, araras, antas e tamanduás-bandeira.

    Quando ir: de julho a outubro, auge da seca e melhor chance de onça. As portas de entrada são Cuiabá para o Pantanal Norte (Porto Jofre) e Campo Grande para o Pantanal Sul (e para Bonito, a 3 horas dali, com seus rios de flutuação).

    Onça-pintada atravessando um rio no Pantanal enquanto viajantes observam da margem, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes de Pantanal no Brasil

    4. Foz do Iguaçu: água e trovão

    Bem na fronteira entre Brasil e Argentina, Foz do Iguaçu é famosa pelas Cataratas do Iguaçu. O conjunto tem cerca de 275 quedas distintas, espalhadas por uma frente de quase 2,7 quilômetros.

    A peça central, a Garganta do Diabo, é um cânion em ferradura de uns 80 metros de profundidade, por onde boa parte do volume do rio despenca de uma vez. O lado brasileiro dá o panorama; o argentino coloca você em cima dela. O Parque Nacional do Iguaçu é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1986.

    Curiosidades sobre Foz do Iguaçu:

    • O número de quedas separadas muda conforme o nível do rio. Depois de chuva forte, saltos individuais se fundem em cortinas mais largas e em menor número.
    • Os taperuçus-velhos fazem ninho atrás da água que cai, atravessando a cortina em pleno voo para chegar à parede de rocha.
    • O parque ao redor protege um dos maiores fragmentos que restam de Mata Atlântica, casa de quatis, tucanos e, raramente vistas, onças-pintadas.

    Quando ir: o ano inteiro. De agosto a novembro há bom volume de água com menos gente; o pico de cheia, de janeiro a março, é o mais impressionante, mas algumas passarelas podem fechar.

    As Cataratas do Iguaçu vistas do lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes em Foz do Iguaçu

    5. Itacaré: ondas e mata

    No sul da Bahia, Itacaré fica onde a Mata Atlântica desce até a beira d'água. A maioria das vilas de praia brasileiras derrubou essa mata décadas atrás; aqui ela continua de pé, e o caminho para várias praias é uma trilha por dentro da mata fechada, não uma estrada.

    Com uma sequência de picos de surfe a poucos quilômetros do centro, este é um dos melhores lugares para viajar no Brasil se você surfa.

    Curiosidades sobre Itacaré:

    • O vizinho Parque Estadual da Serra do Conduru guarda um dos maiores índices de diversidade de árvores já registrados, com bem mais de 400 espécies medidas em um único hectare.
    • A Mata Atlântica foi reduzida a uma fração do que era, o que torna raros trechos costeiros intactos como este.
    • As praias de Itacaré são alcançadas em sequência (Concha, Resende, Tiririca, Prainha), e o surfe fica mais sério quanto mais você caminha.

    Quando ir: de setembro a março, o período mais quente e seco. O surfe funciona quase o ano todo.

    Praia com coqueiros e Mata Atlântica no litoral sul da Bahia, perto de Itacaré, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes em Itacaré, na Bahia

    6. Fernando de Noronha: recifes e tartarugas

    Fernando de Noronha é um arquipélago de 21 ilhas a cerca de 545 quilômetros da costa de Pernambuco. A água mais transparente do país está aqui: em um bom dia, a visibilidade chega a 40 metros.

    É o lugar mais protegido desta lista. Há limite para o número de visitantes simultâneos na ilha e todo mundo paga uma taxa de preservação ambiental. A UNESCO o declarou Patrimônio Mundial em 2001.

    Curiosidades sobre Fernando de Noronha:

    • A Baía dos Golfinhos abriga um dos maiores grupos residentes conhecidos de golfinhos-rotadores, que entram na baía toda manhã para descansar.
    • O arquipélago é vulcânico, formado pela atividade da Dorsal Mesoatlântica, e é por isso que a água já é funda e limpa tão perto da praia.
    • Várias praias fecham para visitação na temporada de desova, quando tartarugas-verdes e tartarugas-de-pente sobem à areia.

    Quando ir: de agosto a novembro para a melhor visibilidade de mergulho; de março a julho entram ondulações maiores nas praias de fora.

    Mergulhadora nadando ao lado de uma tartaruga-de-pente sobre o recife em Fernando de Noronha, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes de mergulho em Fernando de Noronha

    7. Chapada Diamantina: picos e cachoeiras

    O Parque Nacional da Chapada Diamantina protege cerca de 152.000 hectares de serras, cânions e rios no coração da Bahia.

    A travessia do Vale do Pati é considerada o principal trekking de longa distância do Brasil. São de 3 a 5 dias entre casas de moradores em pleno vale, sem nenhum acesso por estrada: você entra a pé e sai a pé.

    Algumas das melhores trilhas da Chapada Diamantina levam a cachoeiras de tirar o fôlego, como a Fumaça, a Fumacinha, o Sossego e a Encantada.

    Curiosidades sobre a Chapada Diamantina:

    • O nome vem da corrida do diamante dos anos 1840; os povoados que hoje sustentam as travessias eram arraiais de garimpo.
    • No Poço Encantado, entre abril e setembro, um facho de sol bate no lago subterrâneo e pinta a caverna inteira de azul.
    • Em vez de barraca, quem faz a travessia dorme na casa das famílias que vivem e plantam dentro do Vale do Pati.

    Quando ir: de abril a outubro, na seca, quando as travessias de rio ficam mais fáceis e as trilhas, firmes.

    Trilheira sentada em uma saliência de rocha sobre um vale verde na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes na Chapada Diamantina

    8. Jalapão: fervedouros e Cerrado

    Um dos melhores lugares para viajar no Brasil se você quer menos gente e mais natureza. O Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins, é coberto pelo Cerrado e tem dunas alaranjadas, serras de topo plano e cânions de rio.

    As estrelas, porém, são os fervedouros: nascentes de fundo de areia onde a água empurra de baixo para cima com força suficiente para você não afundar. Fica de pé, boiando, sem nadar, em uma água limpa o bastante para ver tudo lá embaixo.

    Curiosidades sobre o Jalapão:

    • O Cerrado é a savana com mais biodiversidade do mundo e cobre cerca de 22% do território brasileiro.
    • O capim-dourado nasce aqui e em nenhum outro lugar da mesma forma. As comunidades locais o tecem à mão em artesanato desde os anos 1930, e hoje ele é protegido por certificação de origem.
    • Uma das cachoeiras mais queridas do parque, a Cachoeira da Velha, é uma queda em ferradura de uns 100 metros de largura no Rio Novo.

    Quando ir: de maio a setembro, na seca, quando as estradas de terra estão trafegáveis e a água corre limpa.

    Vista aérea de um fervedouro cercado por buritis no Jalapão, Tocantins, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes no Jalapão

    Pronto para conhecer os melhores lugares do Brasil? Planeje sua viagem com o PlanetaEXO!

    Agora que você viu o que cada um destes oito lugares realmente oferece, o próximo passo é casar as suas datas com o destino certo. Não são os únicos lugares para viajar no Brasil, mas estão entre os lugares mais bonitos do Brasil, aqueles em que a paisagem faz o trabalho sozinha.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura pelo Brasil e trabalha lado a lado com os operadores locais que conhecem cada uma destas regiões de perto. Selecionamos a dedo roteiros de natureza, de travessias guiadas a rotas sob medida por dois ou três destinos. Nosso time cuida do planejamento para você se concentrar na viagem. Fale com a gente!

  • Viajante em uma canoa de madeira observando o dossel da floresta alagada em uma aventura na Amazônia

    Férias na Amazônia: 7 Atividades Que Preenchem Seus Dias na Selva

    Trilhas, canoagem na floresta alagada, pescaria de piranha, focagem noturna, visitas a comunidades e muito mais. Além disso, como sua escolha de lodge, cruzeiro ou acampamento define o que você vai curtir!

    A Amazônia é movida pela água. No porto de Manaus, o nível do rio é medido à mão todos os dias desde 1902. O Rio Negro sobe até o pico entre maio e julho, quase sempre em junho. Depois, cai ao ponto mais baixo no fim de outubro. Para quem vive no Amazonas, isso é essencial, já que o nível da água decide boa parte do que acontece na região, inclusive o turismo.

    Assim, é importante entender esse ritmo antes de reservar suas férias na Amazônia. Na cheia, você rema a canoa por dentro da floresta, entre os galhos, sobre o chão onde teria caminhado em outubro. Na vazante, surgem praias de areia branca onde antes passava a canoa. Mesmo lugar, mesmo passeio, dias bem diferentes.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia. Preparamos este guia com as 7 atividades que preenchem quase todos os roteiros e mostramos como lodges, cruzeiros e acampamentos mudam cada uma. Confira abaixo!

    Lodge, cruzeiro ou acampamento: onde você dorme determina o que fazer na Amazônia

    Bangalô de lodge na selva amazônica sobre palafitas, com rede e quarto iluminado cercado pela floresta
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    Antes de escolher as atividades, uma coisa importa mais que tudo: a sua base. As três opções não somente representam faixas de preço diferentes, mas também acessos distintos à floresta.

    Um lodge na selva amazônica é fixo. Você tem cama, ventilador ou ar-condicionado, restaurante e um raio de alcance em que tudo o que você faz fica a algumas horas do píer. Para muita gente, isso é o que mais compensa, visto que os melhores hotéis ficam num território onde vale a pena se firmar por alguns dias.

    O Anavilhanas Jungle Lodge, por exemplo, fica de frente para o arquipélago de Anavilhanas, um labirinto de ilhas de águas escuras, protegido como parque nacional, que cobre 350.469 hectares.

    Já um cruzeiro na Amazônia envolve alcance. O barco navega durante a noite, os passageiros acordam num lugar novo e o trajeto nunca repete o mesmo trecho de rio. É assim que os cruzeiros pelo Rio Amazonas conseguem juntar num só roteiro o Parque Nacional do Jaú — uma das maiores áreas protegidas da Amazônia e Patrimônio Mundial da UNESCO —, comunidades indígenas e encontros com botos.

    Um acampamento, por sua vez, abre mão de base fixa e alcance. Em viagens com curso de sobrevivência na selva, como o Tour de Sobrevivência na Amazônia de 4 dias, você dorme em rede sob uma lona, com mosquiteiro, e um guia fica acordado a noite inteira de olho nos animais.

    1. Trilhas na floresta

    Caminhante ao pé de uma árvore gigante da floresta amazônica, olhando para o dossel
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    Uma verdade sobre trilhas na floresta amazônica: você não vai ver uma onça-pintada. O que seus olhos alcançam são árvores, e é justamente aí que está a graça, quando alguém te ensina a decifrá-las.

    Um estudo de 2013 publicado na revista Science estimou cerca de 16.000 espécies de árvores na bacia, entre quase 390 bilhões de árvores. Também descobriu que só 227 dessas espécies (1,4%) correspondem a metade de todas as árvores na Amazônia. Essa diversidade é invisível para um olho destreinado.

    Por isso, ter um guia ao seu lado é fundamental. Um profissional treinado percorre a mesma trilha que você, mas enxerga outro mundo, podendo identificar qual casca de árvore é boa para febre, qual cipó armazena água potável e de qual animal pertence o chiado ouvido entre as árvores.

    Espere calor, umidade, lama e um ritmo mais lento (as trilhas costumam durar de 2 a 3 horas). O chão da floresta é escuro e silencioso, porque quase toda a vida está lá em cima, na copa.

    2. Canoagem na floresta alagada

    Remador em uma canoa deslizando pela floresta alagada de igapó do Rio Negro
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    Quando o Rio Negro sobe, não enche só as margens, mas avança floresta adentro e fica assim por meses. O resultado é o igapó, uma floresta alagada de águas escuras, da cor de um chá forte por causa dos taninos das folhas. A versão de águas brancas é a várzea, alagada pelo Rio Solimões, cheio de sedimentos. Nas duas, você rema por dentro da floresta e a copa, que media 15 metros acima da sua cabeça em outubro, fica na altura dos olhos em junho.

    Um barco a motor não chega lá. Os vãos entre os troncos são estreitos demais, a água esconde galhos submersos e o barulho da máquina espantaria tudo. Portanto, você explora em uma canoa a remo. O deslizar silencioso deixa você chegar perto dos moradores da área: preguiças, jacarés, macacos-de-cheiro e muitos outros.

    As melhores águas são o Rio Negro e seus canais laterais, os igarapés, assim como os lagos de Anavilhanas e, no lado do Pará, o Arapiuns e o Tapajós.

    Lembre-se de um detalhe para planejar suas férias na Amazônia: na vazante, o igapó vira terra seca. Se remar sob a copa é uma atividade que você quer vivenciar, viaje mais ou menos entre maio e agosto.

    3. Pescaria tradicional

    Piranha recém-fisgada pendurada em uma linha de mão durante a pesca na Amazônia
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    Muito antes de virar passeio, a pescaria na Amazônia é alimento. A bacia abriga mais de 2.400 espécies de peixes registradas — só o Rio Negro representa 1.165, com 156 que não existem em nenhum outro lugar da Terra. É o sistema de rios com maior diversidade de peixes do planeta, e quem vive nele se alimenta dele há séculos.

    A pescaria de piranha é a versão que quase todo roteiro na Amazônia inclui, sendo propositalmente simples: um graveto, um pedaço de linha, um anzol e restos de carne. Depois é bater bastante na água para causar agitação, como se algum animal estivesse em apuros.

    Antes que você se assuste, saiba que as piranhas não são os monstros retratados nos filmes. Das cerca de 30 espécies da América do Sul, a maioria é onívora e necrófaga. Aliás, tem gente nadando em água de piranha todo dia pela Amazônia sem qualquer problema. Claro que é bom ter cuidado, mas siga as instruções do seu guia e você vai ficar bem.

    Outros peixes que você pode encontrar:

    Tucunaré, o maior ciclídeo das Américas, com até 99 cm e 12,2 kg.

    Aruanã, que chega a 90 cm e salta para fora da água para pegar insetos nos galhos baixos.

    Tambaqui, de até 108 cm e 40 kg, que come frutos e sementes que caem na floresta alagada.

    Pirarucu (Arapaima gigas), um dos maiores peixes de água doce do mundo, com até 4,5 metros e 200 kg, respira ar e sobe à superfície a cada poucos minutos.

    A pesca tradicional amazônica não agride o ecossistema como a pesca em massa. Muitas comunidades cuidam dos próprios lagos, contando peixes, definindo cotas e controlando as entradas de barcos de fora, o que ajuda a manter a prática sustentável e ainda ajuda na renda dessas famílias.

    Nos roteiros de ecoturismo na Amazônia, você e o guia pescam com linha de mão, levam só o que vai para o prato e devolvem o resto para a água.

    4. Focagem noturna

    Guia iluminando a floresta com uma lanterna durante uma saída noturna na Amazônia
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    Depois do jantar, você volta para o barco. Alguém desliga o motor. Outra pessoa passa uma lanterna pela margem. E o barranco se acende com pares de brasas alaranjadas boiando sobre a água.

    Esse brilho nos olhos não é ilusão. Os jacarés contam com o tapetum lucidum, uma membrana de cristais de guanina atrás da retina que reflete a luz incidente uma segunda vez, dobrando a chance de cada fóton ser captado. Por isso, eles enxergam bem na escuridão, são fáceis de achar à noite e quase impossíveis de se ver durante o dia.

    Dois olhos bem afastados e baixos na água indicam um animal grande, e a distância entre eles acompanha o tamanho do crânio. Assim, um guia experiente estima o comprimento antes que o bicho se mexa. Sendo o maior predador da bacia amazônica, ao atingir até 5 metros, o jacaré-açu é a espécie que todo mundo torce para ver.

    Outros animais podem agraciar suas férias na Amazônia quando anoitece, como pererecas, morcegos-pescadores, jiboias, urutaus, martins-pescadores e, com sorte, macacos-da-noite, o único macaco noturno das Américas.

    👉 Leia mais: Como Chegar à Floresta Amazônica no Brasil?

    5. Técnicas de sobrevivência e acampamento na selva

    Num acampamento de sobrevivência, você carrega o que precisa para dentro da floresta e dorme onde parar. Os dias servem para aprender como as pessoas que vivem ali se mantêm vivas.

    A estrutura é deliberadamente mínima: rede, mosquiteiro, lona contra a chuva, fogueira para cozinhar e um guia acordado a noite toda. As refeições são simples, e parte dos peixes é capturada no mesmo dia.

    Um curso de sobrevivência na selva amazônica costuma ensinar como fazer fogo em terreno úmido, montar um abrigo com o que houver por perto, encontrar água potável em cipós e capturar água da chuva, orientar-se sem trilha, identificar plantas comestíveis e medicinais, criar armadilhas e nós básicos e cozinhar no fogo aberto.

    Você aprende tudo isso e muito mais com guias experientes que conhecem a floresta como a palma da mão. A ideia é aprender a ler os sinais da mata, então siga as instruções e não volte para casa com dúvidas.

    Nem todo mundo curte uma experiência dessas. O acampamento na selva amazônica é para pessoas que buscam mergulhar na natureza em sua forma mais crua. Se você quer aprender a sobreviver e não liga para calor, insetos, ficar sem banheiro e sem conexão com o mundo exterior, esse é o roteiro na Amazônia perfeito para você!

    6. Visita a comunidades ribeirinhas e indígenas

    Viajante recebendo pintura facial indígena tradicional durante uma visita a uma comunidade na Amazônia
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    Boa parte de quem vive no Amazonas mora em Manaus ou em outras cidades, mas a floresta não é habitada só por animais.

    O Censo 2022 contabilizou 1.694.836 indígenas, pertencentes a 391 povos e que falam 295 línguas867.900 deles (51,2%) vivem na Amazônia Legal. Também há as comunidades ribeirinhas da Amazônia, cujos moradores moram em palafitas ou casas flutuantes.

    Ao reservar suas férias na Amazônia com operadores responsáveis, as visitas são organizadas com antecedência, a comunidade define o tom e o dinheiro fica na região. O que você realmente fará depende de quem está organizando a viagem.

    Em São Marcos, perto de Alter do Chão, o sustento vem da mandioca — você verá o moinho que produz a farinha consumida em quase todas as refeições da região. Na Aldeia Atodi, um povoado indígena liderado por mulheres no Arapiuns, as guardiãs levam você por uma trilha para aprender sobre plantas medicinais.

    Em Coroca e em Santo Antônio, os grupos passam seus dias em pomares, casas de farinha e trilhas na mata, ao lado de quem trabalha ali. Na comunidade Aturiá, no Rio Negro, a visita acontece sem pressa, permitindo que você conheça costumes locais e histórias de família, experimente frutas da estação colhidas no pé e até mesmo se junte a uma pelada de futebol com as crianças.

    A versão mais profunda dessa imersão cultural é a expedição ao Pico da Neblina, uma caminhada até o ponto mais alto do Brasil (2.995 metros) que entra em território Yanomami. A viagem, inclusive, é inteiramente guiada por lideranças do próprio grupo indígena.

    Os passeios guiados ajudam a manter e desenvolver as comunidades, já que muitas famílias vivem em boa parte do ecoturismo na Amazônia. Como as pessoas ganham a vida sem depender de práticas nocivas à natureza, essa prática é positiva tanto para as comunidades quanto para a floresta.

    Se você gosta de experiências culturais, lembre-se: pergunte antes de fotografar qualquer pessoa, compre o artesanato e vá com o guia que o operador combinou, em vez de aparecer sem avisar.

    👉 Leia mais: Ecoturismo na Amazônia: Uma Solução para o Desmatamento

    7. Praias de rio

    Vista aérea de uma praia de rio na Amazônia com guarda-sóis coloridos e mesas na areia branca
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    Quando a água baixa, a Amazônia entrega algo que quase ninguém espera: praias. Areia branca e fina, água morna, sem sal, sem maré e sem jeito de chegar — a não ser de barco.

    Uma praia amazônica é formada por um banco de areia que passa metade do ano debaixo d’água. À medida que o rio baixa do seu pico em junho em direção ao período de seca no final de outubro, as margens emergem uma a uma e, quando o nível da água atinge o ponto mais baixo, podem se estender por centenas de metros.

    Depois, as cheias voltam e as apagam completamente. São sazonais no sentido mais estrito da palavra, o que significa que a praia onde você nadou em um ano pode não ter o mesmo formato no ano seguinte.

    A melhor época para visitar a Amazônia para curtir as praias é o oposto da temporada de canoagem: mais ou menos de setembro a dezembro, atingindo o pico durante a época de maré baixa.

    As águas mais cristalinas encontram-se nos rios de águas negras e claras: o Tapajós, em Alter do Chão, conhecido como o Caribe da Amazônia, e o Rio Negro, nos arredores de Anavilhanas.

    O que você faz numa praia de rio é quase igual a uma praia comum, só que sem mar. Nadar, almoçar na areia (não deixe lixo!), pegar um bronze ou tirar um cochilo à beira do rio. Programação perfeita para um momento de relaxamento em meio à sua experiência de ecoturismo na Amazônia!

    Pronto para planejar suas férias na Amazônia? Comece com o PlanetaEXO!

    Agora que você já sabe o que fazer na Amazônia, resta saber qual base (lodge, cruzeiro ou acampamento) proporciona as experiências que você deseja e qual é a melhor época para realizá-las.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens para a Amazônia. Trabalhando com os melhores operadores e guias locais da região, nossa equipe cuida de tudo: planejamento sem dor de cabeça a roteiros sob medida para viajantes do mundo inteiro. Fale conosco agora!

  • Como visitar o Pantanal, no Brasil: guia de viagem

    Como visitar o Pantanal, no Brasil: guia de viagem

    Está pensando em qual é a melhor forma de conhecer o Pantanal? Neste guia de viagem, você encontra tudo o que precisa para planejar sua viagem ao maior santuário de vida selvagem do Brasil.

    Lar da maior população de onças-pintadas do mundo e melhor destino de observação de vida selvagem do país, o Pantanal abriga centenas de espécies de aves e mamíferos. Sua imensidão e seu ecossistema único garantem uma experiência sem paralelo para quem ama a natureza, o que torna o Pantanal brasileiro um destino obrigatório para quem busca aventura e conexão com a natureza.

    Como plataforma especializada em pacotes para o Pantanal e parceira dos melhores operadores locais, a PlanetaEXO montou um guia completo com as informações essenciais para a sua viagem: melhor época para visitar, como chegar, o que fazer e onde se hospedar. Confira abaixo!

    Índice:

    1. Sobre o Pantanal
    2. Onde fica o Pantanal?
    3. Como é a vida selvagem no Pantanal?
    4. Como chegar no Pantanal?
    5. Qual é a melhor época para visitar o Pantanal?
    6. O que fazer no Pantanal?
    7. Onde se hospedar no Pantanal?
    8. Quantos dias ficar no Pantanal?
    9. Qual é o melhor safári no Pantanal?
    10. O que levar na mala para o Pantanal?
    11. O que torna o Pantanal tão especial?
    Panoramic aerial view of flooded plains, winding rivers, and green forests of Pantanal, Brazil under a bright sun.
    .

    Sobre o Pantanal

    A maior área alagável do planeta e Patrimônio Mundial da UNESCO, o Pantanal combina fauna, flora e água em perfeita harmonia. Alimentado pelos rios Paraguai, Cuiabá, Miranda e Taquari, ele é marcado por cheias sazonais e recebe influência direta de três grandes biomas brasileiros: a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica.

    A biodiversidade do Pantanal vem acompanhada de uma forte importância cultural, e quem visita pode mergulhar no modo de vida tradicional das comunidades que convivem com esse ecossistema há gerações.

    Na economia, o Pantanal se sustenta na pesca, no turismo e na pecuária, sempre com um forte compromisso com a conservação. Ao longo dos anos, o trabalho de conscientizar moradores e turistas sobre os benefícios socioeconômicos de preservar o bioma deu certo e criou uma relação equilibrada e necessária entre a vida selvagem e as atividades humanas.

    Close-up of an adult jaguar licking and grooming a cub in the wild, showcasing the rich biodiversity of Pantanal, Brazil.
    @matthias_kern_photography

    👉 Leia mais: curiosidades sobre o Pantanal

    Onde fica o Pantanal?

    O Pantanal é tão grande que se estende por Brasil, Bolívia e Paraguai, mas a maior parte do seu território fica dentro das fronteiras brasileiras, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    Dividido entre Pantanal Norte e Pantanal Sul, o bioma ocupa mais de 210.000 quilômetros quadrados, um pouco menos que todo o território da Guiana (214.969 km²)!

    Como é a vida selvagem no Pantanal?

    Mesmo vivendo à sombra da Amazônia, o Pantanal concentra a maior densidade de vida selvagem do continente. É um paraíso para observadores de fauna e fotógrafos, com cerca de 325 espécies de peixes, 656 de aves, 159 de mamíferos, 53 de anfíbios e 98 de répteis.

    As onças-pintadas são as estrelas do Pantanal, mas é comum cruzar com outros animais nativos por ali, como capivaras, ariranhas, tuiuiús, cervos-do-pantanal e o misterioso lobo-guará.

    A caiman resting in calm water with its head reflected on the surface during a boat trip in Pantanal, Brazil.
    Photo: Keith Ladzinski, Caiman

    👉 Leia mais:

    Como chegar no Pantanal?

    Antes de fechar a viagem, vale entender se você vai para o Pantanal Norte ou Sul, porque cada um pede uma rota diferente.

    Para quem vai explorar o Pantanal Norte, a porta de entrada é Cuiabá, capital de Mato Grosso, que recebe o Aeroporto Internacional Marechal Rondon (CGB) e tem voos diretos das principais capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, etc.). Se o destino for Porto Jofre, via Poconé, o caminho segue pela Rodovia Transpantaneira.

    👉 Compare nossos passeios no Pantanal Norte, saindo de Cuiabá

    Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, é o ponto de partida para chegar a Aquidauana, Miranda e Corumbá, cidades que cercam o Pantanal Sul. O Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR) tem voos diretos de São Paulo, Rio, Campinas, Brasília, etc.

    A 4x4 safari vehicle driving along a dirt road through the lush wetlands of Pantanal, Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Compare nossos passeios no Pantanal Sul, saindo de Campo Grande

    👉 Veja mais detalhes: como chegar no Pantanal

    Qual é a melhor época para visitar o Pantanal?

    O Pantanal é um destino para o ano inteiro. Cada estação tem seu próprio charme e suas oportunidades de exploração.

    A estação das chuvas (novembro a dezembro) deixa a vegetação de um verde intenso, enquanto a temporada de cheia (dezembro a março) é marcada pela inundação das planícies e pelo transbordamento dos rios, ideal para passeios de barco e observação de aves.

    Na estação intermediária (abril a junho), o nível da água começa a baixar e a fauna aparece com mais facilidade. Já a estação seca (julho a outubro) é ainda melhor para observar animais, além de cavalgadas e caminhadas.

    An aerial view of a safari vehicle crossing a long wooden bridge over the flooded wetlands during a Pantanal safari in Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Veja mais detalhes: melhor época para visitar o Pantanal

    O que fazer no Pantanal?

    As experiências no Pantanal são tão abundantes quanto o próprio bioma. Veja abaixo as principais atividades!

    Cavalgada

    A cavalgada é uma forma tradicional de explorar a região e permite atravessar áreas alagadas e chegar a lugares de difícil acesso. É assim que você entra de vez no verdadeiro modo de vida pantaneiro!

    A group of travelers on horseback led by a guide through a sunlit forest trail in the Pantanal.
    Photo: Layla Motta, Caiman

    Observação de onças-pintadas

    O Pantanal é o melhor lugar do mundo para ver onças-pintadas em seu habitat natural. No Pantanal Norte, principalmente na região de Porto Jofre, os avistamentos são frequentes nas margens do rio Cuiabá. A maioria dos lodges oferece safáris de barco, que são ótimas oportunidades para observar e fotografar o maior felino das Américas.

    👉 Compare nossos safáris de onça-pintada no Pantanal, no norte e no sul

    No Pantanal Sul, ver onças-pintadas é menos provável, mas nada impossível. A Casa Caiman, em Miranda, é o único lugar da região onde esses animais podem ser vistos.

    A wild jaguar walking into the river from a sandbank with observers in the distance in Pantanal, Brazil.
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    Safáris fotográficos

    Os safáris fotográficos do Pantanal são feitos em veículos 4×4, que permitem percorrer paisagens variadas e registrar imagens incríveis da fauna, além de dar acesso a áreas remotas. Isso aumenta bastante as chances de encontrar espécies raras e fazer close-ups da rica biodiversidade do bioma.

    Para garantir as melhores fotos, os safáris fotográficos são conduzidos por guias experientes, que conhecem os pontos certos para fotografar aves, répteis e mamíferos.

    Travelers in a branded 4x4 safari vehicle observing a marsh deer in a grassy field in Pantanal, Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    Passeios de barco

    Os passeios de barco são opções incríveis para observar a fauna a partir da água. Enquanto navega pelos rios, você avista uma grande variedade de animais do Pantanal, como capivaras, jacarés, ariranhas e inúmeras espécies de aves.

    A woman paddling a canoe on a calm river at sunset, highlighting the peaceful nature of a Pantanal trip.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    Focagem noturna

    Quando a noite cai, os guias levam os visitantes para observar os animais noturnos, como corujas e jacarés. Com holofotes e lanternas, dá para ver o Pantanal ganhar vida no escuro: muitas espécies ficam mais ativas e mais fáceis de encontrar sob a proteção da noite.

    Close-up of a small owl peering from a tree hollow during a night spotlighting tour in Pantanal, Brazil.
    @allecgomes.jpg

    Caminhadas ecológicas

    As caminhadas ecológicas pelo Pantanal são trilhas guiadas que permitem descobrir a flora e a fauna da região a pé. São conduzidas por guias experientes, que compartilham informações sobre o ecossistema, as espécies de plantas e o comportamento dos animais.

    Two hikers looking up and pointing at the forest canopy during a guided ecological walk in the Pantanal.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Confira nossos passeios no Pantanal e viva essas experiências incríveis!

    Onde se hospedar no Pantanal?

    Em geral, as hospedagens do Pantanal ficam em fazendas tradicionais que se transformaram em áreas de conservação graças ao ecoturismo. É uma amostra autêntica do modo de vida pantaneiro, com uma ótima estadia, comida deliciosa, quartos confortáveis e serviços de primeira.

    Se você vai para o Pantanal Norte, reserve sua estadia em Porto Jofre, Poconé, Barão de Melgaço ou Cáceres. São hospedagens simples, mas aconchegantes, com um charme rústico que reflete o dia a dia local.

    Miranda, Aquidauana e Corumbá, no Pantanal Sul, têm uma grande variedade de hospedagens, das mais modestas às de luxo. Seja qual for a categoria, todas unem hospitalidade, estrutura confortável e sustentabilidade.

    The exterior lounge of Casa Caiman at night, featuring fire pits and wooden chairs under a deep blue starry sky.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Leia mais: onde se hospedar no Pantanal

    Quantos dias ficar no Pantanal?

    Você precisa de pelo menos 4 dias para aproveitar de verdade a riqueza do Pantanal: safáris ao amanhecer e ao entardecer, exploração de diferentes habitats e mais chances de ver espécies como onças-pintadas, ariranhas, araras-azuis, capivaras, etc.

    Ficando 5 dias ou mais, você tem a oportunidade de visitar regiões mais remotas, participar de atividades especializadas (rastreamento de onças, expedições de observação de aves, roteiros voltados à fotografia) e se aproximar dos projetos de conservação locais.

    Não esqueça: chegar a uma das cidades-porta do bioma exige um tempo considerável de estrada por causa das distâncias, então reserve pelo menos 3 horas. O trajeto em si já é uma miniaventura, cheio de oportunidades para avistar animais. Encare essa viagem como parte do seu roteiro no Pantanal!

    Travelers observing a giant anteater foraging in an open field during a Pantanal trip at dusk.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Veja mais detalhes: quantos dias ficar no Pantanal

    Qual é o melhor safári no Pantanal?

    Na hora de escolher seu safári no Pantanal, alguns fatores entram em jogo: o tipo de fauna, o nível de conforto, as atividades preferidas e o orçamento.

    O Pantanal Norte, sobretudo ao redor de Porto Jofre, é perfeito para observar a fauna. Os safáris de barco costumam navegar pelo rio Cuiabá em busca de onças-pintadas e outras espécies nativas. Confira: Safári de Onça-Pintada no Pantanal Norte, em Porto Jofre, Cuiabá.

    Por outro lado, o Pantanal Sul também oferece safáris marcantes. Se o orçamento for maior, a melhor opção é o refúgio ecológico das onças-pintadas, reconhecido pelo trabalho de conservação e educação que ajuda a sustentar a fauna local e a promover um turismo responsável.

    É também o único lugar do sul que garante 98% de chance de avistar onças-pintadas, tudo isso com hospedagem de luxo. Confira: Imersão no Pantanal em Hotel de Luxo (Caiman Ecolodge).

    Para quem tem orçamento limitado, há outras opções de safári no Pantanal Sul, como a Excursão Pantanal Sul de 4 dias, saindo de Campo Grande. Aventuras assim proporcionam uma ótima experiência de observação da fauna, com cavalgada, passeios de barco, safáris de jipe e caminhadas ecológicas. As hospedagens são simples, mas muito aconchegantes.

    Three vibrant hyacinth macaws with deep blue feathers flying across a clear sky during a Pantanal safari in Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Leia mais: melhor safári no Pantanal

    O que levar na mala para o Pantanal?

    Three travelers guided through a dense forest path with sunlight filtering through the trees in the Pantanal
    .

    Na hora de se preparar para uma viagem para o Pantanal, levar os itens certos é essencial para garantir conforto e segurança. Veja a lista do que não pode faltar para aproveitar ao máximo a experiência:

    • Roupas leves, incluindo pelo menos uma camisa de manga longa com proteção UV e shorts/calças (cores terrosas ou claras)
    • Jaqueta leve
    • Corta-vento ou capa de chuva
    • Roupa de banho
    • 2 pares de calçados (tênis/sapato de caminhada e bota de trilha)
    • Sandálias (ou sapatos para água)
    • Meias
    • Chapéus ou bonés
    • Óculos de sol
    • Protetor solar à prova d'água (FPS 30+)
    • Repelente de insetos
    • Toalha de banho e toalha de rosto
    • Câmera, pilhas/carregador de bateria para câmeras (câmera à prova d'água também é muito recomendada)
    • Lanterna de cabeça ou lanterna comum + pilhas extras
    • Saco estanque para câmeras e equipamentos pessoais
    • Mochila de ataque para trilhas e passeios curtos
    • Binóculos
    • Lanches não perecíveis
    • Garrafa de água reutilizável e inquebrável

    O que torna o Pantanal tão especial?

    Viajar para um dos ecossistemas mais fascinantes do mundo não é só fugir do ritmo da cidade: é mergulhar de verdade em uma natureza intocada.

    O Pantanal é um destino único, que oferece a chance de testemunhar uma biodiversidade riquíssima ao mesmo tempo em que incentiva o turismo local, apoia as comunidades e contribui com os esforços de conservação.

    Os costumes locais ainda somam uma camada cultural enriquecedora à viagem. Nas atividades de ecoturismo, o visitante mergulha na mistura única de tradição e natureza para viver experiências que não existem em nenhum outro lugar do planeta.

    A group of capybaras standing in the grass by a riverbank in the early morning light of Pantanal, Brazil.
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    Reserve sua viagem para o Pantanal no Brasil com a PlanetaEXO

    Esperamos que você tenha gostado do nosso guia de viagem do Pantanal! Agora que já sabe tudo sobre esse lugar incrível, é hora de começar a planejar suas férias.

    A PlanetaEXO é especialista em viagem para o Pantanal e conecta você aos melhores operadores de ecoturismo, ajudando com roteiros sob medida, opções de transfer e muito mais. Reserve agora!

  • Como visitar a Amazônia no Brasil – Guia de Viagem

    Como visitar a Amazônia no Brasil – Guia de Viagem

    Saiba tudo o que você precisa antes de aproveitar seu tour na Amazônia no Brasil, incluindo a melhor época para ir, como chegar, quais são as principais atividades e muito mais!

    Você é apaixonado por natureza e seu maior sonho é visitar a Amazônia no Brasil para viver as maravilhas fascinantes da maior floresta tropical do mundo? Se a resposta é um sonoro "sim!", então você veio ao lugar certo!

    Há muitas formas de conhecê-la: de passeios guiados com acampamento selvagem a estadias de luxo em lodges de selva na Amazônia, ou até cruzeiros pelos rios.

    Para ajudar no planejamento da sua viagem, o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, preparou este guia de viagem cuidadosamente selecionado. Confira abaixo e descubra como visitar a Amazônia e outras informações importantes sobre este destino espetacular!

    Índice:

    1. Sobre a Amazônia
    2. Onde fica a Amazônia?
    3. Como visitar a Amazônia com segurança?
    4. Como chegar à Amazônia?
    5. Qual a melhor época para visitar a Amazônia no Brasil?
    6. O que fazer na Amazônia?
    7. Animais da Amazônia, Brasil
    8. Onde se hospedar na Amazônia?
    9. Quantos dias ficar na Amazônia?
    10. Viajar para a Amazônia no Brasil: quanto custa?
    11. Precisa de vacina para ir à Amazônia no Brasil?
    12. É seguro visitar a Amazônia no Brasil?
    13. O que levar na mala para uma viagem à Amazônia?
    14. Vale a pena viajar para a Amazônia?
    How to visit the Amazon Rainforest - Cristalino National Reserve
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    Sobre a Amazônia

    Se fosse um país, a Amazônia seria o sétimo maior do mundo. São 6,7 milhões de km², o dobro do tamanho da Índia!

    Os números impressionantes continuam, desta vez sobre a fauna e a flora: são 30 milhões de espécies de animais (embora nem todas tenham sido catalogadas oficialmente ainda), 2,5 milhões de tipos de insetos e 2.500 e 30.000 variedades de árvores e plantas, respectivamente.

    Quando o assunto é a bacia hidrográfica, 20% da água doce do planeta pertence à Amazônia. Só o Rio Amazonas tem uma extensão de 6.400 km, descendo a Cordilheira dos Andes e desaguando no Oceano Atlântico.

    Toda essa riqueza abriga mais da metade de toda a biodiversidade do mundo, o que torna o valor da Amazônia incalculável e insubstituível.

    Aerial panorama of the Amazon river channels and lush green islands, highlighting the massive watershed and freshwater ecosystem of the basin.
    Photo: Felipe Castellari

    👉 Leia mais: 15 fatos sobre a Amazônia no Brasil

    Onde fica a Amazônia?

    A Amazônia fica na América do Sul e se estende por oito países diferentes: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

    59% da sua área está somente no Brasil, passando pelos estados do Amazonas, Mato Grosso, Pará, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins.

    Como visitar a Amazônia com segurança?

    Visitar a Amazônia é totalmente possível e seguro, desde que você conte com profissionais que realmente conhecem a região. A floresta é linda, mas o ambiente selvagem pode ser implacável. Então, se você já se perguntou se é seguro visitar a Amazônia, a presença de guias qualificados é fundamental e inegociável.

    Essa também é a melhor forma de apreciar a natureza em sua plenitude, já que um especialista sabe como se mover pela selva. As atividades são muitas, mas alguns fatores devem ser levados em conta para todo mundo aproveitar, como as condições climáticas e os lugares certos para avistar os animais.

    Os pacotes de viagem para a Amazônia no Brasil são, na verdade, incentivados, porque também podem ser uma ótima forma de garantir sua preservação. O ecoturismo é uma ferramenta poderosa para gerar trabalho para as comunidades locais. Ao empregar essas pessoas, as empresas de turismo sustentável as incentivam a trabalhar a favor da floresta, em vez de sua degradação.

     Tourists enjoying a peaceful boat ride on an Amazon river at twilight, observing nature with a local guide to ensure a safe experience.
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    O ecoturismo também conscientiza sobre questões ambientais, como desmatamento, poluição e mudanças climáticas. Ao ver as maravilhas da Amazônia, os viajantes entendem de vez por que é tão importante protegê-la, o que pode engajá-los em projetos de conservação não só na floresta, mas também em seus países de origem.

    Indigenous woman applying traditional red and black face paint, representing the rich culture of local communities in the Amazon supported by ecotourism.
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    👉 Leia mais:

    Como chegar à Amazônia?

    Há algumas formas de visitar a Amazônia no Brasil, mas a mais conveniente é voar até Manaus, capital do Amazonas.

    Dos Estados Unidos, os viajantes podem partir de Miami (MIA) e voar direto para Manaus (MAO). De Fort Lauderdale (FLL), os voos com conexão fazem escala em Bogotá (BOG), Cidade do Panamá (PTY), Belém (BEL) e São Paulo (VCP ou GRU).

    Da Europa, também são esperadas escalas no Rio de Janeiro (GIG), Belo Horizonte (CNF), Recife (REC), Fortaleza (FOR) ou Brasília (BSB), dependendo do local de partida.

    Seaplane docked at a river pier in Manaus, a common transport method to reach remote Amazon jungle lodges and explore nature.
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    A Amazônia no Mato Grosso e no Pará também é um ótimo destino de férias para explorar a natureza. Nesse caso, voar até as capitais desses estados é a melhor opção.

    👉 Veja mais detalhes: Como chegar à Amazônia no Brasil?

    Qual a melhor época para visitar a Amazônia no Brasil?

    Embora a Amazônia seja considerada um destino para o ano todo, o período de janeiro a setembro oferece as melhores condições, porque evita o auge da estação seca. Ao mesmo tempo, há boas opções de trilhas e água suficiente para as atividades aquáticas.

    Canoe navigating through the flooded forest (igapó) during the wet season in the Amazon, surrounded by water-reflected trees.
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    A estação chuvosa (dezembro a maio) é ótima para quem quer aproveitar os rios amazônicos praticando caiaque, canoagem, natação e explorando os igapós (florestas alagadas). As tempestades são comuns, mas não duram muito.

    Já a estação seca (junho a novembro) é procurada porque costuma permitir tanto atividades aquáticas quanto terrestres. No entanto, secas prolongadas estão ficando mais frequentes, principalmente de outubro a dezembro. Isso causa níveis baixos de água e acesso limitado a algumas áreas e roteiros, embora a situação tenda a melhorar em janeiro.

     Local guide explaining the flora to a group of tourists during a jungle hiking tour in the Amazon Rainforest.
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    👉 Leia mais: Qual a melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    O que fazer na Amazônia?

    Além de como visitar a Amazônia, o que fazer durante a viagem é uma pergunta muito frequente entre as pessoas interessadas em passar as férias por lá.

    Adventurous tourists equipped with helmets participating in tree climbing and rappelling activities high up in the Amazon canopy.
    .

    Cada tour pela selva amazônica no Brasil tem seu próprio roteiro, mas os turistas podem esperar algumas atividades, como:

    • Trilhas na selva
    • Passeios de barco
    • Caiaque
    • Canoagem
    • Cruzeiros pelos rios
    • Navegar pelo Encontro das Águas
    • Observação da vida selvagem
    • Escalada em árvores
    • Exploração de cavernas
    • Imersão na floresta em lodges de selva
    • Visitas a comunidades locais, incluindo grupos indígenas

    👉 Leia mais: O que fazer na Amazônia no Brasil

    Animais da Amazônia, Brasil

    Há milhões de espécies de animais nesse ecossistema, mas alguns são considerados símbolos da floresta, como a misteriosa harpia, as araras coloridas (vermelhas e azuis), os macacos-aranha-pretos, as belas onças-pintadas, as preguiças de aparência fofa, os simpáticos botos-cor-de-rosa e as vorazes piranhas.

    Os dois últimos, em especial, são grandes estrelas da Amazônia. Interagir com os botos é um dos passeios preferidos de todo mundo, enquanto pescar piranhas leva a adrenalina ao máximo, uma atividade sempre monitorada por guias experientes e que respeita práticas sustentáveis, claro.

    Amazon pink river dolphin swimming in the dark waters of the Rio Negro, a unique wildlife interaction and symbol of the Brazilian forest.
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    Vale lembrar: apesar da fauna abundante, não há garantia absoluta de que esses animais serão avistados, por alguns motivos: a vegetação densa dificulta a observação da vida selvagem, algumas espécies costumam se esconder das pessoas (principalmente durante o dia) e os operadores locais seguem protocolos rígidos para não perturbar os animais.

    👉 Leia mais: Os melhores tours e destinos de vida selvagem no Brasil

    Onde se hospedar na Amazônia?

    Muita gente se pergunta se existem hotéis na Amazônia. A resposta é sim, mas eles são conhecidos como jungle lodges, já que ficam no meio da floresta.

    Best Amazon Jungle Cozy lounge area inside an Amazon jungle lodge with large glass windows offering immersive views of the surrounding dense forest.
    Photo: Felipe Castellari

    Os lodges oferecem acomodações confortáveis, áreas de lazer (piscinas, espaços de entretenimento, academias, lounges, bares, lojinhas de souvenir…), ótimos restaurantes e atividades exclusivas pela floresta. Do modesto ao luxuoso, há uma opção para cada pessoa.

    Outra alternativa são os cruzeiros pelos rios da Amazônia, que funcionam de forma parecida com os cruzeiros clássicos no oceano, mas com menos passageiros e navegando pelas águas dos rios amazônicos, como o Rio Negro, o Solimões, o Tapajós e o Rio Amazonas.

    Aerial view of a swimming pool at a luxury eco-lodge nestled deep within the Amazon Rainforest vegetation, offering leisure in nature.
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    Os melhores cruzeiros pela Amazônia no Brasil incluem cabines maravilhosas com banheiro privativo, um restaurante a bordo e muitas opções de entretenimento; é uma forma fantástica de viver a natureza.

    Se você não se importa em abrir mão do conforto para se conectar totalmente com a natureza, então nossa sugestão é o Tour de Sobrevivência na Selva Amazônica, uma viagem fantástica em que você passa as noites acampando no meio da floresta! Acompanhado por guias qualificados, você vai dormir em redes, cozinhar sua comida na fogueira e até aprender técnicas de sobrevivência.

    👉 Leia mais:

    Quantos dias ficar na Amazônia?

    A duração da sua viagem depende de quão imersiva você quer que seja a experiência.

    Um tour de 3 dias é recomendado para quem está com a agenda apertada: é curto, mas ainda permite passeios de barco, caminhadas guiadas pela selva e um primeiro contato com os ecossistemas únicos da floresta. É uma boa opção se você está de passagem por Manaus ou combinando a Amazônia com outros destinos no Brasil.

    Breathtaking aerial view of a river fork and lush green islands in the Amazon basin, highlighting the region's vast hydrology and beauty.
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    No entanto, se você tem mais tempo, ficar de 4 a 7 dias vai proporcionar uma experiência mais rica. Com alguns dias extras, você pode se aventurar por áreas mais remotas, aumentar suas chances de avistar a vida selvagem e visitar áreas protegidas como Anavilhanas ou o Parque Nacional do Jaú.

    Viagens mais longas também permitem atividades noturnas, visitas culturais a comunidades locais e até trilhas de vários dias ou expedições pelos rios para quem busca mais aventura.

    👉 Leia mais: Quantos dias passar na Amazônia?

    Viajar para a Amazônia no Brasil: quanto custa?

    O custo de uma viagem para a Amazônia no Brasil depende de vários fatores, como categoria de hospedagem, tamanho do grupo, duração da viagem e roteiros.

    Travelers kayaking down a tranquil Amazon river, enjoying an eco-friendly way to observe the rainforest ecosystem up close.
    Photo: Samuel Melim

    Por exemplo, os tours com acampamento selvagem são uma opção mais econômica, oferecendo uma experiência crua e imersiva, enquanto os lodges de luxo proporcionam alto conforto por um preço maior. Quem viaja sozinho pode ter custos mais altos por causa das taxas de ocupação individual, enquanto quem viaja em grupo se beneficia dos custos compartilhados.

    O PlanetaEXO seleciona os melhores pacotes de viagem para a Amazônia no Brasil, com preços (por pessoa) que vão de R$ 2.170 para expedições básicas de acampamento a R$ 23.000 para pacotes premium de luxo, sem incluir as passagens aéreas.

    Precisa de vacina para ir à Amazônia no Brasil?

    Diferentemente de outros países (Bolívia, Colômbia, Guiana, Panamá e Venezuela), não há exigência de vacinação contra febre amarela para visitar a Amazônia no Brasil, porque a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não considera a doença um risco em território nacional.

    Ainda assim, é altamente recomendável que turistas estrangeiros se vacinem pelo menos dez dias antes da viagem, principalmente se pretendem visitar a floresta nos países citados. É melhor prevenir do que remediar!

    Close-up of a traveler's hands examining unique leaf textures during a guided educational walk in the Amazon jungle.
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    É seguro visitar a Amazônia no Brasil?

    Sim, é seguro visitar a Amazônia, desde que você explore com guias locais experientes. Os viajantes podem imaginar que há animais selvagens e perigos escondidos nas trilhas, mas os passeios são cuidadosamente planejados para evitar situações de risco.

    Os guias conhecem a floresta como a palma da mão e garantem que cada atividade, das caminhadas na selva aos passeios de barco, aconteça com total segurança e respeito à natureza.

    Como os roteiros são pensados apenas para observação, você não vai se deparar com animais que representem qualquer ameaça. Além disso, a maioria das espécies prefere ficar escondida, então os encontros são momentos tranquilos para admirar sua beleza.

    Com orientação profissional, logística confortável e atividades bem estruturadas, visitar a Amazônia é uma aventura segura e inesquecível para todos os viajantes.

    Group of tourists exploring a cave formation within the Amazon rainforest, looking out at the jungle with an expert local guide.
    Photo: Felipe Castellari

    O que levar na mala para uma viagem à Amazônia?

    Prepare sua mala com:

    • Roupas leves (camisetas, camisetas de manga longa, shorts, calças, chapéus/bonés, roupa de banho)
    • Calçados confortáveis (tênis para trilha, chinelos, sandálias)
    • Itens essenciais de viagem (documentos, dinheiro, cartões de crédito/débito, medicamentos, protetores solares, gel pós-sol, repelente de insetos)
    • Equipamentos para trilha na selva (capa de chuva, lanterna, garrafa de água reutilizável)
    • Dispositivos eletrônicos (celular, câmera, carregadores, carregadores portáteis etc.)

    Travelers using binoculars on an observation tower high above the canopy to safely spot birds and wildlife in the Amazon Rainforest.

    👉 Leia mais: 10 dicas de viagem para a Amazônia para aproveitar ao máximo sua aventura

    Vale a pena viajar para a Amazônia?

    Vale muito a pena! A Amazônia é o lugar mais rico do planeta quando o assunto são recursos naturais. A selva, os rios, os animais, a comida, as pessoas: tudo carrega uma beleza inexplicável e uma atmosfera mágica que não se encontra em nenhum outro lugar.

    Os apaixonados por aventura e ecoturismo deveriam passar pelo menos alguns dias nesse destino surreal para testemunhar com os próprios olhos do que a natureza é realmente capaz.

    Tourist embracing the massive trunk of a Samauma tree, showcasing the scale of the giant trees and the connection with nature in the Amazon.
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    Vamos reservar sua aventura na Amazônia?

    Esperamos que este guia sobre como visitar a Amazônia tenha sido útil para você começar a planejar sua viagem!

    Como plataforma especializada que trabalha com os melhores operadores locais, o PlanetaEXO oferece incríveis viagens para a Amazônia, com roteiros sob medida e todo o suporte que você precisar. Fale com a gente agora!

  • Guia de viagem do Monte Roraima: como visitar

    Guia de viagem do Monte Roraima: como visitar

    Saiba tudo o que você precisa para viajar ao Monte Roraima: como chegar, a melhor época para ir, as principais atrações e muito mais!

    Com uma altura de 2.810 metros (9.219 pés), o Monte Roraima é o 8º pico mais alto do Brasil e um dos mais elevados do planeta. Poucos lugares reúnem tanta história geológica quanto a altura do Monte Roraima, um verdadeiro gigante da América do Sul.

    Conhecido pela beleza selvagem, pelas formações geológicas antigas e pela espiritualidade, o local atrai milhares de turistas de todas as partes do mundo. Segundo o Ministério do Turismo do Brasil, o estado de Roraima recebeu mais de 16.000 viajantes estrangeiros em 2024, e boa parte tinha a montanha como destino.

    Quer saber mais? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes do Monte Roraima, preparou um guia de viagem do Monte Roraima completo, com todas as informações essenciais para uma ótima viagem. Confira abaixo!

    Sumário

    1. Sobre o Monte Roraima
    2. O Monte Roraima é o lugar mais antigo da Terra?
    3. Onde fica o Monte Roraima?
    4. Como chegar ao Monte Roraima?
    5. Qual é a melhor época para o Monte Roraima?
    6. Principais atrações: o que há no topo do Monte Roraima
    7. Dá para visitar o Monte Roraima?
    8. É seguro visitar o Monte Roraima?
    9. O que levar para uma trilha do Monte Roraima?
    10. Qual é o nível de dificuldade da trilha do Monte Roraima?
    11. Quantos dias ficar no Monte Roraima?
    12. Pacotes do Monte Roraima
    Pôr do sol na borda do penhasco do cume do Monte Roraima, acima de um mar de nuvens
    @watchluke

    Sobre o Monte Roraima

    O Monte Roraima é um tepui, formação geológica em forma de mesa típica do norte da América do Sul. Com vistas de planaltos, penhascos e paisagens naturais singulares, foi escalado pela primeira vez em 1884 pelo explorador britânico Sir Everard im Thurn.

    A descoberta de um lugar remoto e misterioso inspirou uma das obras literárias mais famosas de todos os tempos. O Mundo Perdido, escrito em 1912 por Sir Arthur Conan Doyle, foi inteiramente inspirado no Roraima. Na história, um grupo de estudiosos parte de Londres para explorar um planalto isolado onde dinossauros e outras criaturas pré-históricas escaparam da extinção. O livro, por sua vez, inspirou Jurassic Park.

    Fora dos livros e filmes de ficção, a mitologia do Monte Roraima é bastante conhecida. A principal é a lenda de Makunaíma, herói indígena que nasceu de um lago fertilizado pelo sol e pela lua. Esperto, forte e justo, ele é o protetor da Árvore de Todos os Frutos, uma árvore lendária que fornece todos os alimentos. A origem da história é atribuída ao povo indígena Macuxi.

    Essa lenda inspirou a obra homônima do autor brasileiro Mário de Andrade, que também se baseou nos relatos do explorador alemão Theodor Koch-Grünberg. No livro de 1928, Macunaíma é um anti-herói que vai a São Paulo para recuperar um artefato valioso.

    Para os povos indígenas da região (Macuxi, Pemón, Taurepang, Arekuna, Kamarakoto, entre outros), o Monte Roraima é um lugar sagrado. Acredita-se que a chamada Terra de Makunaíma guarda uma conexão poderosa entre o homem e a natureza, equilibrando respeito, ancestralidade e aspectos místicos.

    O tepui Kukenán, ao lado do Monte Roraima, refletido em um rio na hora dourada
    .

    O Monte Roraima é o lugar mais antigo da Terra?

    A composição geológica do Monte Roraima é formada principalmente por rochas pré-cambrianas que datam de cerca de 2 bilhões de anos, uma janela para o passado distante do planeta.

    Ao longo de milhões de anos, a montanha resistiu à erosão implacável, que moldou sua paisagem única e revelou o planalto plano que se estende por cerca de 31 km².

    Além disso, a atividade tectônica também esculpiu o Roraima, fator decisivo para o título de lugar mais antigo da Terra, já que a montanha faz parte da antiga cadeia de Pakaraima, formada ao longo de bilhões de anos pelo movimento das placas tectônicas.

    Onde fica o Monte Roraima?

    O Monte Roraima fica na tríplice fronteira entre Venezuela, Brasil e Guiana, na América do Sul. A maior parte está dentro dos limites da Venezuela (85%), enquanto os lados brasileiro e guianense representam 5% e 10%, respectivamente.

    No Brasil, a área é administrada pelo estado de Roraima, mais especificamente no município de Uiramutã. Veja o mapa do Monte Roraima abaixo:

    Como chegar ao Monte Roraima?

    O acesso mais prático ao Monte Roraima é por Boa Vista, capital do estado de Roraima, no Brasil. O Aeroporto de Boa Vista (BVB) recebe voos diários de Brasília, Manaus e São Paulo.

    De lá, os viajantes seguem para o norte pela rodovia BR-174, cruzam para a Venezuela e chegam a Santa Elena de Uairén, na Gran Sabana, em Bolívar, o principal ponto de partida para as expedições (a 20 km do Brasil). A cidade oferece hospedagem e uma pausa antes do início da trilha.

    Santa Elena tem um pequeno aeroporto, mas os voos são raros e pouco confiáveis, o que torna o trajeto por estrada a partir de Boa Vista a opção preferida. Da cidade, a rota segue até a Comunidade de Paraitepuy, a porta de entrada oficial para as trilhas.

    A travessia pela Gran Sabana revela paisagens impressionantes, onde os viajantes costumam ter o primeiro vislumbre do tepui.

    Um traslado de jipe 4x4 cruzando a Gran Sabana com o Monte Roraima ao fundo
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Leia mais: como chegar ao Monte Roraima

    Qual é a melhor época para o Monte Roraima?

    O clima no Monte Roraima é muito imprevisível e acompanha o clima tropical da Venezuela. Chuva, neblina e mudanças bruscas de temperatura podem acontecer a qualquer momento, então estar preparado para todas as condições é essencial o ano inteiro.

    De outubro a março (estação seca), a trilha costuma ser mais fácil, com menos chuva e caminhos mais limpos. As vistas do topo do Monte Roraima aparecem com mais frequência, e as temperaturas variam de 20–25°C (68–77°F) na base a 10–15°C (50–59°F) no cume durante o dia, caindo para 5°C (41°F) ou até 0°C (32°F) à noite.

    De abril a setembro (estação chuvosa), as trilhas ficam mais enlameadas e desafiadoras, mas as cachoeiras ganham mais volume, e algumas só aparecem nesse período.

    O ano todo, quem faz a trilha deve esperar noites frias, ventos constantes, pancadas de chuva à tarde e neblina no cume, elementos que tornam cada expedição única.

    Um trekker em um penhasco enevoado no cume do Monte Roraima, em preto e branco
    Photo: Lucas Gobatti

    Principais atrações: o que há no topo do Monte Roraima

    Vale dos Cristais

    O Vale dos Cristais é uma depressão rasa no planalto do Roraima coberta por milhões de cristais de quartzo espalhados sobre o arenito escuro como vidro quebrado. Os cristais se formaram há cerca de 1,8 bilhão de anos, quando o tepui ainda fazia parte de um antigo fundo de mar, o que os coloca entre os minerais expostos mais antigos da Terra.

    A retirada de cristais é terminantemente proibida pelas autoridades do parque venezuelano, e os guias locais Pemón tratam o vale como solo sagrado. Os Pemón acreditam que os cristais são fragmentos de estrelas que caíram quando Makunaima, o deus criador, derrubou a árvore da vida original.

    Lago Gladys

    O Gladys é uma piscina pequena e escura no topo do planalto, batizada pelo botânico britânico Everard Im Thurn em homenagem à heroína de O Mundo Perdido, de Arthur Conan Doyle. A água repousa numa bacia natural de arenito e reflete as formações rochosas ao redor como um espelho negro.

    O lago é uma das poucas fontes permanentes de água no cume, alimentado pela neblina constante e por mais de 4.000 mm de chuva anual que atingem a região. Espécies endêmicas, como a minúscula rã preta Oreophrynella, que não existe em nenhum outro lugar do planeta, vivem no musgo das margens.

    Uma piscina natural escura no planalto do cume do Monte Roraima
    Photo: Luiz Gustavo Rebello

    👉 Leia mais: 10 curiosidades sobre o Monte Roraima

    El Foso

    Um poço natural circular esculpido no arenito, com cerca de 20 metros de profundidade, preenchido por água da chuva tão escura que parece tinta. As paredes do El Foso descem quase na vertical, polidas por milênios de erosão, e a superfície permanece imóvel mesmo em dias de vento, porque o poço fica abaixo do nível do vento do planalto.

    Para os Pemón, o El Foso é um dos “olhos da montanha”, pontos de onde os espíritos do Monte Roraima observam o mundo lá embaixo. Quem chega até ele costuma nadar algumas braçadas numa água que fica em torno de 8–12°C o ano todo, mesmo quando o ar acima está mais quente.

    Um nadador na piscina natural dourada dentro de uma caverna no Monte Roraima

    Maverick Rock

    A formação rochosa mais fotografada do cume, o Maverick é um enorme bloco isolado moldado pelo vento e pela chuva num formato que lembra um rosto de perfil. Fica perto da borda do planalto, com uma queda de 400 metros logo atrás.

    A rocha faz parte da formação de arenito Mato-Tepui, a mesma camada geológica que compõe toda a cadeia Pacaraima. A lenda Pemón conta que as silhuetas talhadas pelo vento no planalto são os rostos petrificados de guerreiros que desafiaram Makunaima e viraram pedra.

    Formações rochosas desgastadas na paisagem do cume do Monte Roraima

    La Ventana

    La Ventana é uma abertura natural na rocha, bem na borda do planalto, que emoldura a vista da savana 1.000 metros abaixo. Em manhãs claras, dá para ver o Kukenán-tepui a oeste e, em dias raros, até as fronteiras da Guiana.

    A janela é voltada para o leste, o que faz dela o ponto mais procurado para o nascer do sol na trilha. Ao amanhecer, a neblina sobe da savana e escorre pela abertura, um fenômeno que os Pemón chamam de “o sopro da montanha”.

    Um mirante no Monte Roraima com vista acima das nuvens
    @katharina_bongaertz

    👉 Leia mais: o topo do Monte Roraima

    Jacuzzis

    Os jacuzzis são uma série de piscinas naturais esculpidas no quartzito por córregos que cruzam o planalto: bacias redondas e rasas de água cristalina e gelada, cercadas de rocha preta. As maiores têm cerca de 2 metros de diâmetro e 1 metro de profundidade, alimentadas por nascentes que brotam direto do arenito.

    A temperatura da água fica entre 6 e 10°C o ano todo, e o teor mineral dá a ela um leve tom rosado, por causa do ferro da rocha ao redor. A maioria dos grupos para aqui para um mergulho rápido a caminho do Ponto Triplo (o ponto onde Venezuela, Brasil e Guiana se encontram).

    Um trekker nadando em uma piscina natural (jacuzzi) no Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Coati Camp

    O Coati é um abrigo natural na rocha (basicamente uma caverna larga e rasa formada por arenito em balanço), onde os trekkers dormem na segunda ou terceira noite da rota, já no topo do planalto. Um pequeno córrego de água potável corre por perto, algo muito bem-vindo para quem acampa.

    O teto de rocha bloqueia boa parte da neblina e da chuva constantes que atingem o cume, o que faz dele um dos poucos pontos secos do Roraima e a razão pela qual toda expedição o usa como base.

    Barracas montadas em um acampamento-base sob abrigo de rocha no Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Dá para visitar o Monte Roraima?

    Sim, você pode visitar o Monte Roraima sem problemas, mas vale saber que o local é remoto, o acampamento é a principal forma de hospedagem e alguns viajantes estrangeiros podem precisar de visto para entrar no Brasil e/ou na Venezuela.

    Canadenses e norte-americanos, por exemplo, precisam de visto para os dois países, enquanto o visto chinês só é exigido na Venezuela. Ao chegar em Santa Elena de Uairén, os brasileiros precisam apenas de um documento de identidade.

    Descubra se você precisa de visto no Sherpa e verifique as condições no Ministério das Relações Exteriores do Brasil e nos canais oficiais da embaixada da Venezuela no seu país.

    Uma trilha pela Gran Sabana em direção ao tepui Kukenán, perto do Monte Roraima

    👉 Leia mais: visto para o Monte Roraima

    É seguro visitar o Monte Roraima?

    Sim, visitar o Monte Roraima é considerado seguro, especialmente quando a viagem começa pelo Brasil. Boa Vista é uma porta de entrada confiável, com voos diários das principais cidades, e a travessia para a Venezuela por Santa Elena de Uairén é uma rota bem estabelecida e muito usada por turistas.

    Com passeios organizados, os procedimentos de fronteira são simples, e a própria cidade se adaptou para receber os trekkers, com hospedagem, restaurantes e apoio às expedições. Viajar com operadores locais garante uma logística tranquila e traz segurança desde o momento em que você pousa no Brasil.

    A trilha em si também é segura quando feita com guias locais experientes que conhecem o terreno. Subir até o topo do Monte Roraima exige preparo físico, mas as trilhas são bem sinalizadas e os acampamentos são organizados.

    Com a orientação certa e expectativas realistas, os visitantes aproveitam essa aventura com segurança e podem focar nas paisagens incríveis ao longo do caminho.

    O que levar para uma trilha do Monte Roraima?

    Fazer as malas com inteligência é fundamental para o sucesso de uma expedição ao Monte Roraima, já que você vai caminhar por vários dias. Equipe-se com botas de trekking resistentes, roupas respiráveis e ao mesmo tempo protetoras e itens à prova de intempéries para encarar os climas variados da montanha.

    Entre os itens essenciais estão uma mochila robusta, um saco de dormir para 0°C (32°F) confortável, bastões de trekking confiáveis e uma lanterna de cabeça eficiente. Priorize a hidratação com garrafas de água reutilizáveis e garanta a segurança com um purificador de água portátil.

    Complete o equipamento com lanches energéticos, protetor solar, óculos de sol e um chapéu para se proteger do sol e do vento.

    Um trekker em um mirante sobre os penhascos do tepui do Monte Roraima

    👉 Leia mais: dicas de viagem para o Monte Roraima

    Qual é o nível de dificuldade da trilha do Monte Roraima?

    A trilha do Monte Roraima é uma caminhada desafiadora que exige resistência e preparo. Alguns trechos, como as subidas íngremes e as passagens rochosas escorregadias, pedem atenção extra e força física.

    O trajeto chega a 100 km em vários dias, com longas caminhadas, travessias de rios e trilhas acidentadas. As noites em altitude elevada trazem temperaturas baixas e condições de acampamento nem sempre ideais.

    Ainda assim, com bom condicionamento físico, equipamento adequado e o apoio de guias locais experientes, a aventura é totalmente viável e muito recompensadora!

    Um trekker subindo os degraus rochosos na escalada do Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Quantos dias ficar no Monte Roraima?

    A trilha até o Monte Roraima dura pelo menos 6 dias. O primeiro ponto a ter em mente é que a subida ao cume envolve 3 dias de caminhada pela selva densa e por trilhas desafiadoras, seguidos de 2 dias de descida.

    Pacotes do Monte Roraima

    O PlanetaEXO oferece ótimos pacotes de trekking no Monte Roraima, que incluem hospedagem na Venezuela, equipamento de acampamento compartilhado, refeições e passeios guiados incríveis por alguns dos pontos mais emblemáticos dos tepuis.

    PACOTE DESTAQUES DURAÇÃO PREÇO INICIAL*
    Trekking Monte Roraima 8 dias 7 dias de caminhada; visitas às principais atrações do Monte Roraima (Lago Gladys, Vale dos Cristais, Maverick, La Ventana, Jacuzzis, etc.); Acampamento Coati; imersão na cultura local. 8 dias R$ 6.950
    Trilha do Monte Roraima: Expedição Makunaima 10 dias 8 dias de caminhada; visitas às principais atrações do Monte Roraima (Lago Gladys, Vale dos Cristais, Maverick, La Ventana, Jacuzzis, etc.); Acampamento Coati; imersão na cultura indígena. 10 dias R$ 7.850

    *Por pessoa, com base em ocupação dupla em saídas em grupo. Os preços podem variar conforme a temporada e a disponibilidade. Câmbio de 25 de maio de 2026, sujeito a alteração.

    Um trekker apontando para a vista do tepui Kukenán a partir do Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Leia mais: O Monte Roraima é perigoso? Tudo o que você precisa saber para uma viagem segura à Venezuela

    Viaje ao Monte Roraima com o PlanetaEXO

    Descubra as maravilhas de um dos destinos mais fascinantes da Terra com o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes do Monte Roraima.

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  • Guia de Mergulho em Fernando de Noronha

    Guia de Mergulho em Fernando de Noronha

    Descubra tudo o que você precisa saber para viver uma experiência incrível de mergulho e snorkeling em Fernando de Noronha

    Fernando de Noronha é conhecido pela beleza de suas águas cristalinas e praias de areia branca, além de uma atmosfera elegante e tranquila. Tudo isso faz do arquipélago um dos melhores destinos do Brasil para quem busca lazer e aventura na mesma medida.

    Mergulhar em Fernando de Noronha é a melhor forma de aproveitar tudo o que a natureza tem a oferecer. O mar reúne condições excelentes para os mergulhadores explorarem as paisagens submarinas e a vida marinha local. Não é à toa que viajantes do mundo inteiro cruzam o planeta para conhecer esta ilha encantadora!

    A scuba diver swims closely behind a nurse shark over a coral reef in the crystal-clear waters of Fernando de Noronha.
    Photo: All Angles

    Para ajudar você a planejar a sua viagem de mergulho no Brasil, o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo que oferece pacotes de mergulho em Fernando de Noronha, preparou um guia de mergulho de Fernando de Noronha completo, com todas as informações de que você precisa. Confira a seguir!

    Sobre Fernando de Noronha

    Fernando de Noronha é a ilha principal, e a única habitada, de um arquipélago formado por 21 ilhas. Sua origem remonta a milhões de anos, quando um campo vulcânico hoje inativo submergiu no Oceano Atlântico.

    Em 1503, durante uma expedição portuguesa liderada pelo navegador Gonçalo Coelho e pelo explorador Fernão de Noronha (o nome não soa familiar?), as ilhas foram descobertas. Ao longo dos séculos, várias nações as ocuparam, e Holanda e França influenciaram bastante a cultura e a arquitetura locais, mas a essência brasileira permanece marcante e inegável.

     The iconic Morro dos Dois Irmãos rock formations rise from the turquoise ocean along a lush, cliff-lined beach in Fernando de Noronha.
    .

    Hoje, Noronha está sempre no topo da lista dos destinos mais desejados do Brasil e, em 2001, foi reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO por seu “valor universal excepcional.”

    Composto por duas unidades de conservação federais, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PARNAMAR) e a Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha (APA), o arquipélago tem papel fundamental na conservação da rica biodiversidade brasileira.

    Onde fica Fernando de Noronha?

    Fernando de Noronha fica no Nordeste do Brasil, em Pernambuco, a 545 km da capital do estado, Recife. Cercado pelo Oceano Atlântico, o arquipélago tem área total de 26 km², sendo que 17 km² correspondem apenas à ilha principal.

    Como chegar a Fernando de Noronha?

    O Aeroporto de Fernando de Noronha (FEN) recebe os turistas que chegam à ilha. As companhias Azul, GOL e LATAM operam voos diretos diários a partir de Recife (REC), enquanto os voos saindo de São Paulo (GRU) acontecem 4 vezes por semana.

    View from an airplane window showing the wing and the famous Morro do Pico peak as a flight arrives at Fernando de Noronha.
    @flor_decerejeirafotografia

    Os viajantes internacionais precisam desembarcar em Recife antes de seguir para o Aeroporto de Noronha, com voos diretos partindo de Buenos Aires (EZE/AEP), Lisboa (LIS), Porto (OPO), Madri (MAD), Orlando (MCO) e Santiago, no Chile (SCL). Também é possível fazer conexões em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte ou Brasília antes de embarcar rumo a Recife.

    Ao chegar, os turistas seguem para as suas acomodações, que costumam oferecer serviços de transfer privativo ou compartilhado.

    👉 Leia mais: como chegar a Fernando de Noronha, no Brasil?

    Qual é a melhor época para mergulhar em Fernando de Noronha?

    A melhor época para o mergulho na ilha depende do tipo de experiência que você procura e da área que deseja explorar. Mais de 75% dos visitantes praticam algum tipo de mergulho, sendo as principais modalidades o mergulho livre e o mergulho autônomo.

    Essa variedade é muito apreciada pelos turistas, mas vale lembrar que Noronha tem estações distintas ao longo do ano, e elas podem influenciar essas atividades.

    A scuba diver explores the vibrant marine life of Brazil, completely surrounded by a massive school of bright yellow fish.
    Photo: All Angles

    Melhor época para mergulhar em Fernando de Noronha

    Fernando de Noronha se divide entre o Mar de Dentro (Inner Sea), voltado para o litoral brasileiro, e o Mar de Fora (Outer Sea), direcionado à África e à Europa.

    Mar de Dentro

    As águas calmas do Mar de Dentro são ótimas para snorkeling e mergulho livre, sobretudo de junho a dezembro. Os pontos mais recomendados são a Praia do Porto, a Praia da Conceição e a Praia do Boldró.

    Quando o assunto é visibilidade da água, as melhores condições costumam ocorrer de agosto a dezembro, quando o mar fica no seu estado mais tranquilo.

    Mar de Fora

    De dezembro a maio, as águas agitadas do Mar de Fora são perfeitas para mergulhadores mais experientes e para quem busca paisagens submarinas complexas e uma variedade maior de espécies marinhas.

    A scuba diver observes a large green sea turtle swimming over a rocky underwater landscape during a dive in Fernando de Noronha.
    Photo: Thiege Rodrigues

    👉 Leia mais: melhor época para mergulhar em Fernando de Noronha?

    Pontos de mergulho em Noronha

    Os melhores pontos de mergulho de Fernando de Noronha variam de acordo com as suas preferências. Se você tem pouca ou nenhuma experiência, ou prefere uma atividade mais relaxante para curtir o mar e observar peixes coloridos, formações rochosas e recifes de coral, Atalaia, Pedras Secas e Laje dos Dois Irmãos são ótimas opções.

    An experienced scuba diver hovers above the sandy ocean floor near a resting stingray at a dive spot in Fernando de Noronha.
    Photo: Pamella Rech

    A Baía dos Sanchos e a Baía dos Golfinhos são perfeitas para os amantes de animais e para quem sonha com o mergulho com tartarugas em Fernando de Noronha. Golfinhos, tartarugas-marinhas, arraias e tubarões-lixa costumam nadar tranquilamente perto dos mergulhadores, já acostumados com a presença humana.

    Você é um mergulhador experiente sedento por aventura? Então vá até a Ponta da Sapata, um dos pontos de mergulho mais famosos do Mar de Dentro, conhecido por uma caverna submarina de cerca de 18 metros de profundidade que abriga arraias enormes e o mero, um peixe dócil que pode chegar a 400 quilos.

    A Ressureta é outro ponto incrível para mergulhadores experientes. A 16 metros de profundidade, não é difícil encontrar barracudas, tubarões-de-recife, tartarugas-marinhas, moreias e muito mais.

    Seja em uma imersão tranquila ou em um mergulho cheio de adrenalina, Fernando de Noronha tem tudo o que você procura!

    👉 Leia mais: pontos de mergulho em Fernando de Noronha

    Iniciantes podem mergulhar em Fernando de Noronha?

    Sim, Fernando de Noronha é um ótimo lugar para o batismo de mergulho, uma imersão introdutória para quem nunca mergulhou antes.

    Fernando de Noronha Diving Guide
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    Com o apoio de instrutores locais e equipamentos de primeira qualidade, mergulhadores amadores exploram com segurança a beleza submarina do arquipélago. A sensação de viver isso é indescritível!

    Existem restrições ou licenças necessárias para mergulhar em Fernando de Noronha?

    As licenças são exigidas apenas para instrutores e empresas de mergulho, que precisam estar devidamente credenciados para operar. Confie somente em profissionais qualificados e licenciados!

    As restrições para os mergulhadores estão ligadas a possíveis condições de saúde, como problemas cardíacos, hipertensão, doenças respiratórias e gravidez. Antes de mergulhar, você preencherá um formulário com um questionário de avaliação de saúde para determinar se está apto ou não a mergulhar.

    Para evitar qualquer problema, siga sempre as orientações dos seus guias e instrutores.

    Vida marinha em Fernando de Noronha

    A rica vida marinha de Fernando de Noronha inclui uma extensa cobertura de recifes e centenas de espécies diferentes de animais, como 169 peixes recifais (10 endêmicos), 219 moluscos (3 endêmicos), 11 corais, 33 cnidários e 77 esponjas.

    A scuba diver explores a sunken shipwreck heavily encrusted with bright red and orange sponges in the deep waters of Fernando de Noronha.
    Photo: All Angles

    As tartarugas-marinhas também são parte importante da fauna local. De julho a dezembro, as praias de Noronha se tornam berçário da bela tartaruga-verde. Outras moradoras são as tartarugas-de-pente, que costumam se acomodar na areia para se alimentar e criar os filhotes.

    Esses animais notáveis são protegidos pelo Projeto Tamar e por um decreto-lei que proíbe a captura e o assédio de todas as espécies de tartarugas nas águas brasileiras.

    A large pod of spinner dolphins swims gracefully together through the clear blue ocean waters of Fernando de Noronha.
    Photo: Sandro Rodrigues

    De modo geral, setembro é o mês com as melhores condições para observar a vida marinha em Fernando de Noronha, embora ela possa ser vista o ano todo. Arraias, tartarugas-verdes, barracudas, tubarões-limão, moreias, tubarões-lixa, polvos, tartarugas-de-pente e golfinhos-rotadores estão entre os animais mais avistados.

    Além do mergulho, o que fazer em Fernando de Noronha?

    O mergulho é o principal motivo que leva muitos turistas a viajar para Fernando de Noronha, mas há outras atividades incríveis que valem muito a pena.

    Aerial view of people paddling a traditional Hawaiian canoe through the vibrant, transparent turquoise waters of Fernando de Noronha.
    @noronhacanoeclube

    Explore as praias

    As praias de Fernando de Noronha estão entre as mais bonitas que você verá na vida. Dá para nadar e fazer snorkeling nas águas azuis da Baía do Sancho, a 35ª melhor praia do planeta, segundo o The World’s 50 Best Beaches.

    As vistas impressionantes do Morro dos Dois Irmãos na Baía dos Porcos ou o clima surfista da Cacimba do Padre também são atrações obrigatórias.

    Outras praias que você não pode perder: Praia do Cachorro, Praia do Meio, Praia do Bode e Praia do Americano.

    Passeios pela ilha

    Explore os melhores pontos da ilha em veículos 4×4, a forma perfeita para quem visita Noronha pela primeira vez conhecer as atrações.

    Esses passeios fazem paradas em locais icônicos e costumam terminar com um pôr do sol memorável no Forte do Boldró.

    Atividades de aventura

    Noronha é um verdadeiro refúgio para os amantes de aventura. Explore trilhas cênicas como a Trilha do Atalaia ou a desafiadora trilha Capim-Açu, que revela belas paisagens intocadas.

    Para uma aventura única, experimente a canoa havaiana na Praia do Porto ao nascer do sol e se encante com os golfinhos em mar aberto.

    Visite os projetos de vida marinha

    Fernando de Noronha leva muito a sério a preservação do oceano e de suas criaturas. Algumas organizações ficam abertas à visitação o ano todo, permitindo que os viajantes conheçam melhor os esforços de proteção ambiental e até participem de algumas atividades.

    O Projeto Tamar se dedica às tartarugas-marinhas, enquanto o Projeto Golfinho Rotador cuida do bem-estar dos golfinhos-rotadores e de toda a vida marinha da ilha.

    Cultura e gastronomia local

    Mergulhe na cultura de Noronha explorando a Vila dos Remédios, coração histórico da ilha. Saboreie frutos do mar fresquíssimos em restaurantes renomados como o Mergulhão ou o Xica da Silva, e não deixe de provar iguarias locais como a tapioca!

    Contemplação do pôr do sol

    Os pores do sol de Fernando de Noronha são lendários. Vá até o Forte do Boldró ou a Praia da Conceição para ver o sol mergulhar no Atlântico em cenas de tirar o fôlego.

    Para uma opção mais tranquila, o Mirante dos Golfinhos é o lugar perfeito para quem precisa de alguns momentos de paz.

    A golden sunset illuminates the ocean waves and the Morro dos Dois Irmãos rock formations as surfers paddle in the water.
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    👉 Leia mais: 10 curiosidades sobre Fernando de Noronha

    Quantos dias ficar em Fernando de Noronha?

    Em média, uma viagem de mergulho a Fernando de Noronha dura de 4 a 6 dias, tempo suficiente para explorar os pontos de mergulho, a vida marinha e as demais atrações naturais da ilha.

    Se possível, considere estender a sua estadia para vivenciar todo o espectro da vida submarina de Noronha (e quem sabe mergulhar de novo nos seus pontos favoritos ou procurar um animal específico) e aproveitar também as atividades fora d'água!

    Onde ficar em Fernando de Noronha?

    A ilha reúne opções para todas as necessidades e orçamentos, de refinados estabelecimentos cinco estrelas a quartos compartilhados em pequenos hostels. Confira!

    Luxury hotel deck featuring a swimming pool and comfortable lounge chairs facing the iconic Morro do Pico in Brazil.
    Photo: Hamares Boutique Hotel

    Hotéis de luxo

    Fernando de Noronha é um destino sofisticado, com alguns dos preços de hotel mais altos do Brasil, resultado da beleza e da exclusividade do arquipélago. As acomodações de luxo são muito requintadas e ideais para quem não abre mão de conforto, alta gastronomia e serviços de alto padrão.

    Costumam ficar bem mais perto de alguns pontos famosos, com vistas panorâmicas e a poucos passos de lugares como a Baía do Sueste, a Praia do Boldró e o Morro do Pico.

    Hotéis e pousadas intermediários

    Hotéis e pousadas de categoria intermediária são boas alternativas para diárias mais baratas sem abrir mão de uma estadia de qualidade.

    As acomodações são mais simples que as de luxo, mas continuam fazendo um ótimo trabalho ao oferecer conforto, comida deliciosa e lazer aos hóspedes.

    Acomodações básicas

    Viajantes com orçamento limitado podem optar por pousadas e hostels com quartos e banheiros privativos ou compartilhados.

    Essas acomodações podem ficar bem distantes dos pontos de mergulho de Noronha (geralmente de 1 a 2 km), mas costumam estar em ótimos bairros como a Vila dos Remédios, a Floresta Velha e a Floresta Nova, que oferecem restaurantes, mercados, bares e feiras.

    👉 Leia mais: onde ficar em Fernando de Noronha

    Quanto custa mergulhar em Fernando de Noronha?

    Considerando o tipo e o número de mergulhos, os equipamentos e os serviços, um passeio de mergulho autônomo em Fernando de Noronha custa a partir de R$ 2.000 por pessoa, com média de R$ 5.325. Os preços variam conforme a temporada, a duração da viagem etc.

    PASSEIO INCLUI DURAÇÃO PREÇO INICIAL*
    5 dias de mergulho em Fernando de Noronha 2 sessões de mergulho (duplo), passeio pela ilha04 (4×4), hospedagem com pensão completa, transfer de ida e volta. 5 dias R$ 4.600
    Pacote de 2 dias de Mergulho em Fernando de Noronha Mergulhos guiados, lastro + 2 cilindros (por dia), transfer de ida e volta. 2 dias R$ 2.000
    Curso de Mergulho Open Water Fernando de Noronha 2 aulas de mergulho na praia + 4 mergulhos guiados de barco (equipamento completo incluído), certificação internacional (PADI, SSI ou NAUI), transfer de ida e volta, 5 dias R$ 7.600
    Curso de Mergulho Avançado Aulas de mergulho, 5 mergulhos (4 diurnos + 1 noturno), equipamento completo, certificação internacional (SSI), transfer de ida e volta. 4 dias R$ 7.100

    *Por pessoa, com base em ocupação dupla em saídas em grupo. Os preços podem variar conforme a temporada e a disponibilidade. Câmbio de 17 de março de 2026; sujeito a alterações.

    Se não estiver incluído, considere também os custos adicionais de equipamento (aluguel por dia):

    • Regulador: R$ 115
    • Colete equilibrador (BCD): R$ 115
    • Roupa de mergulho (neoprene): R$ 100
    • Máscara: R$ 30
    • Nadadeiras: R$ 30
    • Lanterna: R$ 155

    Fale com o PlanetaEXO para receber um orçamento personalizado. Teremos prazer em ajudar!

    Taxas, tarifas e outras informações importantes

    Todo viajante que visita Fernando de Noronha a turismo precisa pagar a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), que garante a conservação dos recursos naturais do arquipélago. A TPA é cobrada individualmente e de acordo com o número de dias que cada pessoa vai passar na ilha.

    Para a sua comodidade, o ideal é pagar essa taxa antes do embarque. Basta seguir as orientações do site oficial de Noronha. No entanto, se o seu cartão de crédito não for emitido no Brasil, a TPA só pode ser paga no balcão do Aeroporto de Fernando de Noronha.

    A maioria dos pontos do arquipélago é protegida pelo Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Para visitá-los, você deve comprar o ingresso on-line ou no Centro de Visitantes do parque (Vila do Boldró). O ingresso é válido por 10 dias. Mais informações aqui.

    Para viajar a Fernando de Noronha, estas são as taxas que todo turista precisa pagar:

    Scuba Diving Fernando de Noronha
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    • Ingresso do parque: R$ 384 por estadia para estrangeiros; R$ 192 para brasileiros
    • Taxa de Preservação Ambiental (TPA): R$ 105,79 por dia

    Outra forma de preservar o arquipélago é limitar o número de visitantes. Em 2023, leis estaduais e federais determinaram que apenas 11.000 pessoas por mês podem estar na ilha principal. Isso é ótimo para o meio ambiente e para o turismo, já que menos gente proporciona uma experiência mais exclusiva e tranquila, sem áreas lotadas nem filas longas.

    Mergulho em Fernando de Noronha com o PlanetaEXO

    Se as suas férias dos sonhos incluem mergulhar no Brasil, comece agora a planejar a sua viagem a Fernando de Noronha, um dos destinos naturais mais bonitos do país!

    No PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo que oferece pacotes de mergulho em Fernando de Noronha, você vive o lado mais autêntico da ilha ao explorar paisagens submarinas de tirar o fôlego, com a orientação de profissionais altamente qualificados e tudo o que você precisa para uma viagem tranquila e sem preocupações. Fale com a gente agora mesmo!

  • Um bangalô de lodge de luxo na selva amazônica, com teto de palha e paredes de vidro iluminadas por uma luz quente ao anoitecer, com uma rede no deck de madeira em meio à floresta.

    5 dicas de férias de luxo no Brasil para uma viagem pela natureza

    Onde ir, onde dormir e com quem reservar: pousadas de luxo, cruzeiros pela Amazônia, safáris privativos para ver onças e roteiros totalmente sob medida

    Quinto maior país do mundo e maior que toda a União Europeia, o Brasil ocupa 8,5 milhões de km². Mesmo assim, a maioria de quem vem pela primeira vez nunca sai do litoral.

    As praias brasileiras fazem jus à fama, mas, para além das ondas que tocam a areia, existem dois destinos incríveis: a Amazônia e seus impressionantes 5,5 milhões de km² de floresta (cerca de 60% dentro do Brasil) e o Pantanal, a maior planície alagável do planeta. Sem abrir mão do conforto, curtir férias de luxo no Brasil são a chance perfeita de conhecer os dois.

    Aqui, sofisticação e natureza selvagem não são opostos. O ecoturismo de luxo do país foi pensado para colocar você dentro do ecossistema sem passar aperto. Você passa o dia com os pés na natureza e a noite no ar-condicionado, em instalações elegantes, observando a floresta da sua própria varanda.

    Não sabe como montar uma viagem dessas? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em viagem de luxo no Brasil, reuniu 5 dicas para você viver o lado selvagem do país com todo o conforto: onde ir, onde dormir, o que fazer e em quem confiar o planejamento. Confira abaixo!

    Uma piscina de borda infinita em um deck de madeira, com espreguiçadeiras, com vista para um rio, emoldurada por árvores da floresta em um ecolodge na Amazônia.
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    1) Olhe além do Rio de Janeiro: é nos destinos de natureza que o turismo de luxo no Brasil realmente brilha

    O Rio de Janeiro não é só o destino mais famoso do Brasil, mas também um dos mais cobiçados do mundo. Atrações como Cristo Redentor, Pão de Açúcar e a praia de Copacabana merecem toda a atenção que recebem. Ainda assim, resumir o Brasil ao litoral é o erro mais comum entre os viajantes.

    Nossa primeira dica para aproveitar férias de luxo no Brasil é simples: vá para o interior, rumo aos destinos de natureza do país, onde a vida selvagem é a protagonista. Duas regiões se destacam de todas as outras.

    A Amazônia é a atração principal. A floresta abriga cerca de 10% de todas as espécies conhecidas do planeta e cerca de 390 bilhões de árvores — drenadas pelo Rio Amazonas, que, por sua vez, despeja 209.000 m³ de água por segundo. Aqui você encontra botos-cor-de-rosa e vê o famoso Encontro das Águas, onde o escuro Rio Negro e o barrento Solimões correm lado a lado por vários quilômetros sem se misturar.

    Um boto-cor-de-rosa emergindo com a boca aberta em um rio escuro da Amazônia, brilhando alaranjado sob a água.
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    Já o Pantanal é o sonho de todo amante da vida selvagem. Por ser uma planície alagável aberta, que enche e seca conforme as estações, os animais são muito mais fáceis de avistar do que na Amazônia. Espere mais de 650 espécies de aves, ariranhas, capivaras, araras-azuis e, acima de tudo, onças-pintadas. A região norte, em torno de Porto Jofre, tem fama de concentrar a maior densidade de onças selvagens do planeta.

    Uma onça-pintada descansando sobre um galho grosso no Pantanal, olhando para a câmera em meio à folhagem verde.
    Photo: Henk Boogard

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    2) Hospede-se em uma pousada de luxo no coração da natureza

    Numa viagem de luxo, a pousada é muito mais do que um lugar para dormir. As hospedagens de alto padrão reúnem quatro coisas: localização privilegiada (muitas vezes dentro de reservas naturais protegidas, acessíveis somente de barco), infraestrutura refinada, serviço premium e número reduzido de hóspedes para que a experiência seja exclusiva.

    Veja abaixo algumas das melhores pousadas de luxo da Amazônia e do Pantanal!

    Anavilhanas Jungle Lodge

    O Anavilhanas Jungle Lodge fica às margens do Rio Negro, de frente para um arquipélago de mais de 400 ilhas — o segundo maior arquipélago fluvial do Brasil. Seus 24 quartos se dividem em quatro categorias, e os hóspedes aproveitam restaurante à la carte, duas piscinas sobre a água, bar flutuante, academia e sala de massagem.

    As excursões chegam às Cavernas do Madadá, cujo arenito é estimado em 700 milhões de anos, além de arco e flecha com arcos tradicionais Waimiri-Atroari.

    Um bangalô de pousada de luxo na Amazônia, com teto de palha e paredes de vidro iluminadas por luz quente ao anoitecer, com uma rede no deck em meio à floresta.
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    Mirante do Gavião

    Certamente um dos melhores exemplos de hotel de selva de luxo na Amazônia, o Mirante do Gavião foi feito para a privacidade: recebe grupos pequenos de até 8 pessoas e tem vista direta para o Parque Nacional de Anavilhanas, com caiaques e pranchas de stand-up paddle que você pega direto do deck.

    Tudo nessa pousada é integrado à natureza, do nome (inspirado no gavião-real, uma das maiores aves de rapina do mundo e nativa da Amazônia) à arquitetura, que combina modernidade com um caráter rústico que só a floresta pode sustentar.

    Um pavilhão de ecolodge amazônico com iluminação quente, visto por entre a folhagem tropical ao anoitecer.
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    Cristalino Lodge

    O Cristalino Lodge, no sul da Amazônia, fica dentro de uma reserva particular de cerca de 11.000 hectares, onde já foram registradas aproximadamente 600 espécies de aves. Suba em uma das suas duas torres de observação de 50 metros de altura para ver o nascer do sol sobre a copa das árvores ou simplesmente para respirar o ar puro.

    Eleito uma das melhores jungle lodges do mundo pela National Geographic, oferece chalés e bangalôs espaçosos, áreas comuns elegantes e serviços de primeira.

    Um deck de pousada à beira-rio ao anoitecer, com guarda-sóis verdes, espreguiçadeiras e uma fogueira acesa refletida nas águas calmas do rio amazônico.
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    Caiman

    Favorito de quem busca férias de luxo no Brasil com imersão na natureza, o Caiman fica dentro de uma reserva particular de 53.000 hectares, com acomodações lindas e sofisticadas em três categorias (Casa Caiman, Cordilheira e Villa Privativa).

    Além das instalações de tirar o fôlego, oferece experiências incríveis de vida selvagem e é um dos melhores endereços para um safári de luxo no Pantanal, já que é o único lugar do Pantanal Sul onde é possível avistar onças-pintadas!

    O prédio principal de um lodge de vida selvagem no Pantanal, com telhado de cerâmica e um amplo deck de madeira sob um céu azul, uma hóspede em pé entre palmeiras.
    Photo: Felipe Castellari

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    3) Navegue pela floresta em um cruzeiro de luxo na Amazônia

    Se você prefere acordar em um novo trecho de floresta a cada manhã, cruzeiros de luxo na Amazônia são o jeito de fazer isso. Um cruzeiro fluvial alcança cantos da Amazônia sem estradas que nenhuma pousada consegue, navegando em parques nacionais como o Jaú e o Anavilhanas, enquanto o próprio barco se torna uma suíte flutuante.

    A bordo, luxo significa cabines privativas, decoração refinada, serviço personalizado e uma variedade de áreas comuns. Os dias são preenchidos com passeios de lancha, trilhas na selva, canoagem pelas florestas alagadas, visitas a praias de rio na estação seca e focagem noturna de jacarés e outros animais noturnos.

    Um ótimo exemplo é o Untamed Amazon, uma embarcação de 92 pés e três conveses feita para realizar cruzeiros exclusivos: são apenas 8 suítes para até 16 hóspedes, todas com ar-condicionado e emolduradas por janelas do piso ao teto com vista para a floresta, sala de estar, sala de jantar e bar no deck social.

    O Untamed foi também a primeira embarcação amazônica movida a painéis solares e baterias de lítio, possibilitando uma infraestrutura flutuante que coloca os passageiros dentro da floresta sem marcá-la negativamente.

    Vista aérea de um pequeno barco atracado em um banco de areia branca à beira de um rio escuro da Amazônia, cercado pela floresta.
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    4) Aproveite o quanto uma viagem de luxo pode ser personalizada

    Férias de luxo no Brasil têm o nível mais flexível que existe: você escolhe a categoria do quarto, define quantos dias sua viagem deve durar, decide o sentido do roteiro, solicita saídas privativas para nunca dividir o veículo com outras pessoas e acrescenta opções como voos fretados (o Caiman tem sua própria pista de pouso privativa) ou noites extras quando quiser.

    É justamente essa flexibilidade que faz com que viagens de luxo no Brasil funcionem tão bem para diferentes tipos de viajante. Famílias podem desacelerar o ritmo para incluir crianças pequenas e reservar quartos conjugados, casais podem viver uma lua de mel inesquecível e fotógrafos ou observadores de aves podem pedir um guia especialista dedicado e horas de campo — do amanhecer ao anoitecer.

    5) Reserve sua viagem com especialistas em viagens

    Por fim, a dica que amarra as outras quatro: reserve com especialistas que conhecem o Brasil de verdade.

    A logística por aqui não é trivial: uma única viagem pode envolver voos domésticos até Manaus, Campo Grande, Cuiabá ou Alta Floresta, transfers de barco de várias horas e atividades que mudam conforme a época da cheia. Um especialista transforma toda essa complexidade em uma viagem simples e funcional.

    Os melhores roteiros de luxo no Brasil são fruto de parcerias sólidas com operadores locais, curadoria cuidadosa e um toque humano genuíno em cada etapa. É exatamente aí que entra a equipe do PlanetaEXO — trabalhando ao lado de parceiros locais de confiança, escolhendo a dedo cada experiência por qualidade e sustentabilidade e cuidando de todo o planejamento (voos, transfers, pousadas, guias e autorizações) para que você só precise chegar e aproveitar.

    👉 Leia mais:

    Pronto para suas férias de luxo no Brasil? Planeje com o PlanetaEXO!

    Agora que você já sabe onde ir, onde dormir, o quanto tudo pode ser flexível e em quem se apoiar, só falta escolher o seu canto favorito do Brasil e começar a planejar as suas férias de luxo.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em viagem de luxo no Brasil, que trabalha ao lado dos melhores operadores locais para transformar as suas férias em experiências sob medida e sem preocupação para viajantes do mundo todo. Fale conosco!

  • Guia de Viagem dos Lençóis Maranhenses: Como Visitar

    Guia de Viagem dos Lençóis Maranhenses: Como Visitar

    Tudo o que você precisa saber para viajar aos Lençóis Maranhenses, no Brasil: como chegar, a melhor época para visitar, as principais atividades e muito mais!

    Você busca aventura, descanso e paisagens de tirar o fôlego? Então o destino é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma imensidão de dunas de areia branca e lagoas de água cristalina que oferece um refúgio tranquilo, longe do caos da cidade.

    Esse destino revela um lado completamente diferente da natureza brasileira, bem distante da vegetação densa das florestas ou dos campos abertos das áreas alagadas, mas ainda assim absolutamente extraordinário.

    Se você precisa de ajuda para planejar as férias, o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para os Lençóis Maranhenses, preparou um guia de viagem dos Lençóis Maranhenses com todas as informações essenciais para uma viagem incrível. Confira abaixo!

    Índice:

    1. Sobre os Lençóis Maranhenses
    2. Onde ficam os Lençóis Maranhenses?
    3. Como chegar ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses?
    4. Qual a melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses?
    5. O que fazer no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses?
    6. Quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses?
    7. Onde ficar nos Lençóis Maranhenses?
    8. Melhores passeios pelo Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
    9. Vale a pena ir aos Lençóis Maranhenses?

    Sobre os Lençóis Maranhenses

    Entre as dunas de areia branca esculpidas pelo vento, incontáveis lagoas de água da chuva se formam durante as estações chuvosas no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Por causa do alto volume de chuva, esses espelhos d'água ficam grandes e fundos o suficiente para nadar e mergulhar.

    Pôr do sol alaranjado sobre as dunas e uma lagoa nos Lençóis Maranhenses, com nuvens iluminadas no horizonte.

    A beleza dos Lençóis é tão fora deste mundo que chegou a Hollywood: as dunas serviram de cenário para o planeta fictício Vormir em Vingadores: Guerra Infinita. Em meio aos efeitos de CGI, elas aparecem em algumas cenas do filme ao lado do vilão Thanos e de sua filha Gamora.

    O parque é protegido por lei federal brasileira desde 1981 e foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO em 2024.

    👉 Leia mais: como se formaram os Lençóis Maranhenses

    Os Lençóis Maranhenses são um deserto?

    Os Lençóis Maranhenses são o que costumamos chamar de “deserto dos mil lagos”. Como um deserto úmido, formam uma ampla área de dunas e grande biodiversidade, coberta por mais de 36 mil lagoas de água da chuva.

    Vista aérea de uma longa lagoa turquesa serpenteando entre as dunas de areia branca dos Lençóis Maranhenses.

    Por isso, o Brasil não tem grandes desertos áridos como o Saara, embora existam regiões em processo de desertificação, como o bioma da Caatinga.

    Onde ficam os Lençóis Maranhenses?

    Os Lençóis Maranhenses ocupam uma área de 155.000 ha no litoral do estado do Maranhão, no nordeste do Brasil.

    Barreirinhas, Atins e Santo Amaro são os portões de entrada do parque nacional e contam com infraestrutura suficiente para receber com conforto turistas do mundo inteiro.

    Como chegar ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses?

    Para chegar à imensidão do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o viajante pode partir de três pontos de acesso, todos fáceis de alcançar a partir de São Luís, capital do Maranhão, onde fica o Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado (SLZ):

    A 4x4 vehicle carries tourists along a sandy path, offering a ride into the Lençóis Maranhenses National Park.
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    • Barreirinhas: o principal portão de entrada, a 260 km a leste de São Luís. As opções incluem ônibus, carro alugado, vans compartilhadas e transfers privativos.
    • Atins: o acesso é feito por Barreirinhas. De lá, você pode seguir num passeio de barco pelo Rio Preguiças ou num trajeto de 4×4. As duas opções rendem experiências únicas e paisagens bonitas.
    • Santo Amaro: a 237 km a sudeste de São Luís, é uma alternativa mais tranquila a Barreirinhas. Alugue um carro em São Luís para dirigir direto até lá ou pegue uma van compartilhada.

    Dica de ouro: ao reservar um dos pacotes para os Lençóis Maranhenses com o PlanetaEXO, nossos parceiros locais oferecem transfer do aeroporto ou dos hotéis de São Luís até a sua hospedagem em uma das cidades-base. Comodidade total!

    👉 Leia mais: Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

    Qual a melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses?

    A época ideal para visitar os Lençóis Maranhenses, no Brasil, vai de maio a setembro. Nesse período, as lagoas estão no auge e garantem a melhor experiência possível. Perfeito para nadar, mergulhar ou simplesmente relaxar nas águas cristalinas!

    De setembro a outubro e de fevereiro a abril, as lagoas começam a diminuir, mas ainda rendem muita diversão na água. O cenário pode não estar tão exuberante quanto na temporada de águas altas, mas esses meses são conhecidos pelo menor movimento e por boas atividades nas lagoas.

    De novembro a janeiro, as lagoas secam, o que limita as atividades na água e revela pastos e campos no fundo das lagoas. Essa fase mostra um outro lado dos Lençóis e destaca a paisagem em transformação e as formações únicas do parque.

    Lagoas de água da chuva azuis entre dunas brancas marcadas pelo vento no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

    A temporada das lagoas: meses de chuva, meses de seca

    Antes de qualquer coisa, escolha o mês. As lagoas do parque são água de chuva presa entre as dunas: de junho a setembro você as encontra cheias, de outubro a dezembro encontra um deserto branco. As duas viagens valem a pena, mas não são a mesma viagem.

    Gráfico do nível das lagoas dos Lençóis Maranhenses mês a mês, baixo de dezembro a fevereiro e cheio de junho a setembro

    Período Nível das lagoas O que esperar
    Janeiro – Maio Enchendo A chuva escorre pela areia e começa a encher as depressões entre as dunas
    Junho – Setembro Cheias A janela em que o parque vira o cartão-postal. É quando quase todo mundo vai
    Outubro – Dezembro Secando As lagoas evaporam e sobra o deserto branco. Menos gente, outra paisagem

    👉 Leia mais: Qual a melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses?

    O que fazer no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses?

    Além da beleza de tirar o fôlego, é um destino ideal para quem ama a vida ao ar livre e não sabe dizer não à aventura. Ver o pôr do sol do alto das dunas é uma experiência sem igual, mas há muito mais o que fazer nos Lençóis Maranhenses.

    Lagoas

    Por todo o parque nacional, há milhares de lagoas de todos os tamanhos, que surgem e desaparecem conforme a época do ano.

    Lagoa turquesa entre as dunas de areia branca dos Lençóis Maranhenses sob o céu azul.
    Photo: Renato Nascimento

    Todas têm seus encantos, mas algumas se destacam pela beleza, pelo tamanho e por resistir mesmo nos períodos de seca:

    • Barreirinhas: Lagoa Azul e Lagoa Bonita
    • Atins: Lagoa Tropical e Lagoa da Capivara
    • Santo Amaro: Lagoa da Betânia, Lagoa da Andorinha e Lagoa da Gaivota

    Dá para nadar nos Lençóis Maranhenses?

    Sim, dá para nadar nos Lençóis Maranhenses! As lagoas são claras e têm a temperatura certa para nadar, mergulhar ou simplesmente relaxar.

    A person swims and relaxes in the crystal-clear waters of a lagoon in Lençóis Maranhenses.
    Photo: Marcelo Bonifacio

    Mas vale seguir as orientações dos guias e respeitar as regras do parque para garantir uma experiência segura e responsável. Isso inclui evitar cosméticos que possam contaminar a água e recolher o próprio lixo.

    Trekking

    Quem busca imersão total pode atravessar o parque nacional a pé. A travessia dura de 3 a 5 dias e permite explorar as dunas e lagoas da chamada “zona primitiva” dos Lençóis Maranhenses.

    A group of travelers wades through a shallow lagoon while crossing the national park on foot.
    Photo: Isadora Sá

    Depois de longas horas de caminhada, os viajantes passam a noite na casa dos moradores locais, que abrem as portas com generosidade para recebê-los. A hospedagem é simples, mas aconchegante.

    A experiência exige tempo e preparo físico, ou seja, nem todo mundo está pronto para encará-la. Mas quem topa essa aventura não se arrepende e volta para casa transformado!

    👉 Descubra os melhores trekkings no Brasil

    Cavalgada

    Uma das experiências mais autênticas dos Lençóis é percorrer as dunas a cavalo. O ritmo mais lento é ideal para quem procura uma atividade tranquila, mas que ainda permite uma conexão completa com a natureza.

    Além de passear pelo parque em busca de dunas e povoados como Queimada dos Britos, os cavalos também entram na água para atravessar o Rio Negro.

    Pessoa a cavalo parada sobre uma duna ao lado de uma lagoa nos Lençóis Maranhenses, sob um céu nublado.

    Passeios de quadriciclo

    Quer sentir a adrenalina correndo nas veias? Os passeios de quadriciclo são a aventura perfeita para quem busca emoção!

    Acompanhado por guias experientes, você cruza o parque nacional em trajetos cheios de emoção entre dunas de areia branca, lagoas cristalinas e comunidades locais.

    Praias

    O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é banhado pelo Oceano Atlântico, sobretudo na foz do Rio Preguiças.

    Apesar de ser relativamente conhecida, a Praia de Atins não costuma ficar cheia, já que fica numa parte bem isolada de Atins e tem acesso complicado, só de barco ou de 4×4.

    Kitesurfistas nas ondas da Praia de Atins ao pôr do sol, no Maranhão.

    A praia é linda, com ondas calmas, água morna e areia clara. Além de ótima para relaxar e tomar sol, é também um dos principais lugares de kitesurf do Brasil. Por isso, o céu vive enfeitado por kites coloridos que deixam a vista ainda mais bonita.

    A Praia do Caburé (Barreirinhas) e a Praia da Travosa (Santo Amaro) também valem a visita!

    Passeios de barco e boiacross

    A paisagem dos Lençóis não se resume a dunas e lagoas: inclui também áreas verdes banhadas pelo Rio Preguiças. Passando por Barreirinhas, Atins, Vassouras, Mandacaru e Caburé, navegar por suas águas escuras é uma ótima forma de conhecer a região de verdade.

    Passeio de barco no Rio Preguiças ao pôr do sol, com a proa do barco e a margem arborizada, no Maranhão.

    Os turistas também se encantam com o Rio Formigas, que corta o povoado de Cardosa. A correnteza é perfeita para o boiacross, uma atividade de ecoturismo popular no Brasil em que as pessoas descem os rios boiando em grandes câmaras infláveis.

    Quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses?

    Saber quanto tempo vai durar a viagem é essencial para o planejamento. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses oferece experiências que vão de uma rápida primeira imersão a aventuras mais longas, de vários dias.

     A group of people casts long shadows while exploring the sand dunes in the primitive zone of Lençóis Maranhenses.
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    Se o tempo é curto, um passeio de 2 dias já dá um gostinho das dunas e lagoas. Para uma experiência mais completa, 3 a 4 dias permitem explorar diferentes regiões do parque, encarar caminhadas mais longas ou fazer passeios de barco pelo Rio Preguiças.

    Se você puder ficar 5 dias ou mais, dá para encarar aventuras mais ousadas, como as travessias de vários dias pelo parque, entre os melhores trekkings do Brasil, ou embarcar na incrível Rota das Emoções, um roteiro fantástico que reúne destinos (Lençóis, Delta do Parnaíba e Jericoacoara) em três estados diferentes (Maranhão, Piauí e Ceará)!

    👉 Leia mais: quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses

    Onde ficar nos Lençóis Maranhenses?

    Como principal portão de entrada, Barreirinhas tem a maior variedade de hospedagens, das pousadas econômicas aos hotéis confortáveis. Com acesso fácil ao parque nacional, boas opções de transporte e restaurantes espalhados pela cidade, é um lugar muito prático para se hospedar.

    Atins é um tranquilo vilarejo de pescadores à beira-mar, conhecido pelo charme rústico e pelo ritmo relaxado. É ideal para quem procura um clima mais calmo, em hotéis aconchegantes e mais intimistas.

    Santo Amaro proporciona uma experiência ainda mais isolada e exclusiva. Com menos visitantes e pousadas cercadas por dunas e lagoas, é o retrato perfeito da tranquilidade e da desconexão total.

    Vista aérea do Farol de Mandacaru cercado por coqueiros às margens do Rio Preguiças, no Maranhão.

    👉 Leia mais: onde ficar nos Lençóis Maranhenses

    Melhores passeios pelo Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

    Mal pode esperar para ver de perto a beleza fora do comum dos Lençóis Maranhenses? Confira os passeios do PlanetaEXO e comece a planejar as suas férias!

    PASSEIO DESTAQUES DURAÇÃO PREÇO A PARTIR DE*
    Travessia nos Lençóis Maranhenses saindo de Atins Travessia pelas dunas de areia e lagoas de água da chuva, com hospedagem nas casas dos moradores dentro do parque nacional. 2 dias R$ 2.170
    Viagem de 2 dias aos Lençóis Maranhenses Travessia pelas dunas de areia, lagoas de água da chuva e Oásis da Baixa Grande, com hospedagem nas casas dos moradores dentro do parque nacional. 2 dias R$ 1.980
    Travessia de 3 dias nos Lençóis Maranhenses Travessia pelas dunas de areia, lagoas de água da chuva e os oásis de Baixa Grande e Queimada dos Britos, com hospedagem nas casas dos moradores dentro do parque nacional. 3 dias R$ 2.530
    Passeio de 3 dias saindo de Santo Amaro Dunas e lagoas em Santo Amaro, caminhadas, passeios de 4×4 e Ponta Verde. 3 dias R$ 3.205
    Passeio a cavalo nos Lençóis Maranhenses Cavalgada pelas dunas de areia, lagoas de água da chuva, Baixa Grande, Queimada dos Britos e Atins, com hospedagem nas casas dos moradores dentro do parque nacional. 3 dias R$ 6.075
    Trekking de 4 dias nos Lençóis Maranhenses Travessia pelas dunas de areia, lagoas de água da chuva, Lagoa Bicudo Gordo, Lagoa do Junco e os oásis de Baixa Grande e Queimada dos Britos, com hospedagem nas casas dos moradores dentro do parque nacional. 4 dias R$ 3.130
    Passeio de 4 dias saindo de Atins Dunas e lagoas no Canto do Atins e na Ponta do Mangue, caminhadas, passeios de 4×4 e o Farol Preguiças. 4 dias R$ 5.005
    Travessia de 5 dias nos Lençóis Maranhenses Caminhada pelas dunas de areia, lagoas de água da chuva e os oásis de Baixa Grande e Queimada dos Britos, passeios de barco, Praia de Atins, Vassouras e Mandacaru, com hospedagem nas casas dos moradores dentro do parque nacional. 5 dias R$ 3.660
    Roteiro Completo dos Lençóis Maranhenses: Barreirinhas, Santo Amaro e Atins Dunas e lagoas em Barreirinhas, Atins e Santo Amaro. Passeios de barco, caminhadas, Farol de Mandacaru, cachoeiras e visita a comunidades locais. 6 dias R$ 7.200
    Rota das Emoções: dos Lençóis a Jericoacoara Passeios nos Lençóis Maranhenses (MA), no Delta do Parnaíba (PI) e em Jericoacoara (CE). Dunas, lagoas, praias, piscinas naturais, passeios de barco, balsa e 4×4. 6 dias R$ 7.455

    *Por pessoa, com base em ocupação dupla em saídas em grupo. Os preços podem variar conforme a temporada e a disponibilidade. Câmbio de 13 de março de 2026, sujeito a alterações.

    Vale a pena ir aos Lençóis Maranhenses?

    Os Lençóis Maranhenses valem muito a pena! Graças às paisagens naturais únicas, que combinam dunas brancas com lagoas de água da chuva, é sem dúvida o tipo de viagem que todo mundo deveria fazer pelo menos uma vez na vida.

    A serene nighttime landscape of sand dunes in Lençóis Maranhenses, Brazil, under a dark sky filled with stars, featuring a clear view of the Milky Way. In the foreground, a dark lagoon with hints of green and blue rests at the base of a rippled sand dune.

    Enquanto explora as maravilhas desse cenário quase surreal, você ainda tem a chance de se conectar com a cultura dos Lençóis no convívio com as comunidades locais, tirar fotos incríveis e mergulhar em um lado diferente da natureza no Brasil.

    Com um compromisso firme com o turismo sustentável, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses oferece uma jornada marcante e respeitosa com o meio ambiente, garantindo momentos ricos e valiosos para todos os visitantes.

    Viaje aos Lençóis Maranhenses com o PlanetaEXO

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para os Lençóis Maranhenses. Trabalhando lado a lado com os melhores operadores locais, a gente transforma as férias dos seus sonhos em realidade!

    Das reservas aos roteiros sob medida, nosso time trabalha todos os dias para garantir experiências de viagem marcantes e práticas sustentáveis que beneficiam tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais. Fale com a gente agora!