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  • Pratos típicos da Amazônia: 7 comidas para provar na sua viagem à floresta

    Pratos típicos da Amazônia: 7 comidas para provar na sua viagem à floresta

    Peixes, mandioca em diversas formas e frutas que você não encontra em nenhum outro lugar: estas são algumas das comidas típicas da Amazônia que esperam por você na maior floresta tropical do mundo

    Os pratos típicos da Amazônia começam com três ingredientes e milhares de anos de prática. O primeiro é o peixe, já que a bacia amazônica abriga mais espécies do que qualquer outro sistema de rios do planeta. O segundo é a mandioca, domesticada há cerca de 10.000 anos. O terceiro são as frutas, como açaí, cupuaçu, tucumã e dezenas de outras que crescem soltas na floresta.

    Por cima de tudo isso vem a influência mais profunda de todas: as cozinhas indígena e ribeirinha, que inventaram a maior parte desses pratos muito antes de alguém registrá-los nos livros de receita.

    Isso faz com que as comidas típicas da Amazônia sejam muito mais que apenas alimentação. Só a mandioca sustenta a economia regional: o Norte produz 36% da safra, enquanto o Pará colhe quase 4 milhões de toneladas por ano. O açaí é uma indústria que gera bilhões, sendo os produtores paraenses responsáveis por mais de 93% da produção nacional e os maiores exportadores do mundo.

    Pratos como o tacacá e pato no tucupi dão o tom a festividades, procissões religiosas e rituais do dia a dia, de Belém a Manaus. Por isso, a culinária da Amazônia é tratada como patrimônio e não como um simples cardápio.

    Quer saber mais? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, preparou este guia com 7 pratos típicos da floresta, incluindo o que são, de onde vêm e como comê-los do jeito tradicional. Confira abaixo!

    1. Tambaqui

    O tambaqui (Colossoma macropomum) é um dos maiores peixes de escamas da bacia do Rio Amazonas e chega a 108 cm e 40 kg.

    Como uma espécie frugívora, o tambaqui adentra a floresta alagada e come frutas e sementes, quebrando castanhas com sua dentição poderosa e espalhando-as por longas distâncias: um único peixe pode carregar até 1 kg de sementes no estômago. É justamente essa dieta que torna sua carne tão valorizada: firme, suculenta e de sabor suave.

    Esse é o peixe mais popular nas cozinhas da região, bem como a espécie nativa mais cultivada no Brasil, atrás apenas da tilápia, que é importada. Na mesa amazônica, aparece de duas formas principais.

    A costela de tambaqui é salgada e grelhada na brasa até a gordura ficar crocante, servida com farinha e limão. Já a caldeirada de tambaqui é um ensopado em que o peixe cozinha por cerca de 20 minutos com tomate, cebola, pimenta-de-cheiro e coentro, acompanhado de arroz branco e farinha de mandioca.

    Onde provar: o tambaqui grelhado está em quase todos os cardápios de Manaus e Santarém, e é um almoço clássico em um cruzeiro de 7 dias pelo Rio Amazonas.

    Dois tambaquis de banda grelhados em travessas de alumínio, servidos com limão, arroz e farofa
    @tambaquidebanda

    👉 Leia mais: Melhores cruzeiros no Rio Amazonas no Brasil

    2. Açaí

    Na Amazônia, açaí não é sobremesa. A tigela congelada e adoçada, coberta com granola, banana e outros toppings açucarados (que virou febre no resto do Brasil e no mundo) deixaria perplexo quem nasceu e cresceu no Amazonas e no Pará.

    O açaí amazônico de verdade é grosso, roxo escuro, sem açúcar e salgado, quase sempre despejado no prato e comido com farinha, peixe frito ou camarão seco como refeição principal. Ele vem da palmeira Euterpe oleracea e alimenta comunidades indígenas e ribeirinhas há séculos.

    Também é um dos motores econômicos da Amazônia. Segundo o IBGE, o Pará produz em média quase 1,7 milhão de toneladas por ano e exportou 8.200 toneladas em 2023, com destaque para o município de Igarapé-Miri (25% das exportações). Para milhões de famílias, a tigela de todo dia é jantar e renda ao mesmo tempo.

    Onde provar: peça puro, com farinha, em qualquer mercado de Belém ou Manaus.

    Cuias de açaí puro e grosso com farinha, servidas com cestas de peixe frito no Pará
    @paraiaca

    3. Tucumã

    O tucumã é o fruto da palmeira Astrocaryum tucumã, comum na Amazônia central. O nome vem do tupi antigo tukũ, fruto da planta espinhenta, por causa dos espinhos escuros que cobrem o tronco e as folhas.

    A parte comestível é uma polpa alaranjada e fibrosa (firme, oleosa e rica em vitaminas A e C, além de ômega 3, 6 e 9), com sabor semelhante à mescla de abóbora e castanha torrada.

    No Amazonas, é reconhecido como herança cultural e marca da identidade local. Sua forma mais famosa é o X-caboquinho: pão francês recheado com tucumã, banana pacovã frita e queijo coalho, quase sempre acompanhado de café com leite. É um café da manhã tão ligado à cidade que virou patrimônio imaterial de Manaus.

    Os amazonenses também transformam o tucumã em patê, farofa e arroz de tucumã.

    Onde provar: qualquer padaria ou barraca de rua em Manaus vende o X-caboquinho desde o amanhecer.

    Sanduíche no estilo x-caboquinho: pão francês recheado com polpa amazônica alaranjada e queijo coalho derretido
    @yasaibrasil

    4. Tapioca

    A tapioca faz parte da rotina do brasileiro, seja nas padarias em São Paulo ou nas praias do Nordeste. Ela é feita da goma da mandioca, o amido que decanta quando a raiz ralada é hidratada e prensada. Apesar do consumo em todo o país, a tapioca nasceu na Amazônia, e até o nome é indígena: tipi'óka é a palavra tupi “coágulo” ou “aglutinado”, uma clara referência à goma de tapioca.

    Milênios antes de qualquer químico explicar como, os tupi-guarani já extraíam e desintoxicavam com segurança a venenosa mandioca brava.

    A mandioca segue sendo a espinha dorsal da alimentação e da economia da região: o Pará é o maior produtor do Brasil, com quase 4 milhões de toneladas (cerca de 17,9% da safra nacional).

    A tapioca é extremamente versátil: doce, com coco e leite condensado, ou salgada, com queijo e carne. Mas o jeito mais amazônico de comer é com recheio de queijo coalho e tucumã: os dois sabores da região em uma só mordida.

    Onde provar: em todo o Brasil, do Norte ao Sul, mas a versão amazônica autêntica está no Amazonas e no Pará.

    Tapioca dobrada recheada com queijo derretido, carne desfiada, tomate, cebola e pimenta-de-cheiro
    @iloveacainer

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar a Floresta Amazônica no Brasil

    5. Cupuaçu

    O cupuaçu é parente próximo do cacau e nativo do leste da Amazônia. É grande, tem casca dura e marrom e uma polpa branca, suculenta e muito aromática, com cheiro entre chocolate e abacaxi.

    Os povos indígenas comiam polpa fresca e torravam as sementes para fazer um chocolate amargo muito antes de a fruta ganhar nome científico. Hoje, essas sementes torradas viram o cupulate, um dos pratos típicos da Amazônia.

    Enraizado na vida dos nortistas, o cupuaçu é o ingrediente regional mais versátil para sobremesas. Rica em fibras e enzimas, a polpa é usada em sucos, mousses, sorvetes, pudins, doces, compotas e licores.

    A maior parte do cupuaçu vem do Pará, Amazonas e Amapá, onde também alimenta sistemas sustentáveis de agrofloresta.

    Onde provar: peça suco ou sorvete de cupuaçu em qualquer lugar da região norte.

    6. Pato no tucupi

    O pato no tucupi é um ícone da comida paraense. Leva carne de pato, tucupi (caldo amarelo brilhante de mandioca brava, cozido devagar até o cianeto natural sumir) e jambu, a famosa folha amazônica que deixa os lábios e a língua formigando e levemente dormentes. Alho, pimenta-de-cheiro e chicória completam o prato, servido com arroz branco soltinho e farinha.

    Esse prato típico da Amazônia está intrinsecamente ligado à história da região. O tucupi e o jambu são dominados pelos indígenas e ribeirinhos há centenas de anos, enquanto o pato chegou com os colonizadores europeus. Fusão preparada em uma panela só!

    Hoje, o pato no tucupi é tradicional do Círio de Nazaré, a procissão mariana de Belém que reúne cerca de dois milhões de pessoas todo mês de outubro.

    Onde provar: há várias opções para comer pato no tucupi em Belém, como os restaurantes Ver-O-Açaí e Amazônia na Cuia.

    Pato no tucupi: coxa de pato dourada no caldo amarelo de tucupi com jambu, servida com arroz
    @combu_da_amazonia

    7. Tacacá

    O tacacá é a comida amazônica na sua forma mais cerimonial e, ao mesmo tempo, mais cotidiana. Servido bem quente em uma cuia, é tomado direto da tigela: uma base de goma de tapioca com tucupi, jambu e camarão seco.

    O resultado adormece e aquece a boca ao mesmo tempo. A receita descende do mani poi, uma sopa indígena que os viajantes europeus já descreviam no século XVI. Hoje, é vendido na rua pelas tacacazeiras, que o preparam do mesmo jeito há gerações.

    Há mais de 20 anos, o festival Tacacá na Bossa enche o Largo de São Sebastião, a praça em frente ao Teatro Amazonas, em Manaus, com shows gratuitos de música regional e cuias fumegantes de tacacá.

    Já na comunidade de São Braz, em Santarém, no Pará, acontece o Tacacá Fest, que une música regional, atrações culturais, ritos religiosos e pratos típicos da Amazônia.

    Onde provar: saboreie o tacacá em vários pontos de Belém, sendo as barracas de rua a opção mais tradicional (Barraca da Fafá, Tacacá da Dona Maria e Tacacá da Flávia). Em Manaus, vale conferir o Tacacá da Tia Socorro, Tacacá da Gisela e Netos Tacacá.

    Cuia de tacacá com jambu e camarão seco, ao lado de tigelas de camarão, jambu e um pote de tucupi
    @tacacadatiasocorro

    👉 Leia mais: Melhores lodges de selva na Amazônia no Brasil

    Prove pratos típicos da Amazônia viajando com o PlanetaEXO!

    Agora que você conhece essas comidas de dar água na boca, a melhor forma de entender a culinária da Amazônia é prová-las no local onde nasceram, seja em uma barraca em Belém, em um festival em Manaus ou em um barco deslizando pelas águas do Rio Negro.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em tours pela Floresta Amazônica. Ao lado dos melhores operadores, guias e cozinheiros locais da região, a nossa equipe cuida de tudo, do planejamento sem dor de cabeça a experiências sob medida. Fale conosco!

  • Como visitar a Amazônia no Brasil – Guia de Viagem

    Como visitar a Amazônia no Brasil – Guia de Viagem

    Saiba tudo o que você precisa antes de aproveitar seu tour na Amazônia no Brasil, incluindo a melhor época para ir, como chegar, quais são as principais atividades e muito mais!

    Você é apaixonado por natureza e seu maior sonho é visitar a Amazônia no Brasil para viver as maravilhas fascinantes da maior floresta tropical do mundo? Se a resposta é um sonoro "sim!", então você veio ao lugar certo!

    Há muitas formas de conhecê-la: de passeios guiados com acampamento selvagem a estadias de luxo em lodges de selva na Amazônia, ou até cruzeiros pelos rios.

    Para ajudar no planejamento da sua viagem, o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, preparou este guia de viagem cuidadosamente selecionado. Confira abaixo e descubra como visitar a Amazônia e outras informações importantes sobre este destino espetacular!

    Índice:

    1. Sobre a Amazônia
    2. Onde fica a Amazônia?
    3. Como visitar a Amazônia com segurança?
    4. Como chegar à Amazônia?
    5. Qual a melhor época para visitar a Amazônia no Brasil?
    6. O que fazer na Amazônia?
    7. Animais da Amazônia, Brasil
    8. Onde se hospedar na Amazônia?
    9. Quantos dias ficar na Amazônia?
    10. Viajar para a Amazônia no Brasil: quanto custa?
    11. Precisa de vacina para ir à Amazônia no Brasil?
    12. É seguro visitar a Amazônia no Brasil?
    13. O que levar na mala para uma viagem à Amazônia?
    14. Vale a pena viajar para a Amazônia?
    How to visit the Amazon Rainforest - Cristalino National Reserve
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    Sobre a Amazônia

    Se fosse um país, a Amazônia seria o sétimo maior do mundo. São 6,7 milhões de km², o dobro do tamanho da Índia!

    Os números impressionantes continuam, desta vez sobre a fauna e a flora: são 30 milhões de espécies de animais (embora nem todas tenham sido catalogadas oficialmente ainda), 2,5 milhões de tipos de insetos e 2.500 e 30.000 variedades de árvores e plantas, respectivamente.

    Quando o assunto é a bacia hidrográfica, 20% da água doce do planeta pertence à Amazônia. Só o Rio Amazonas tem uma extensão de 6.400 km, descendo a Cordilheira dos Andes e desaguando no Oceano Atlântico.

    Toda essa riqueza abriga mais da metade de toda a biodiversidade do mundo, o que torna o valor da Amazônia incalculável e insubstituível.

    Aerial panorama of the Amazon river channels and lush green islands, highlighting the massive watershed and freshwater ecosystem of the basin.
    Photo: Felipe Castellari

    👉 Leia mais: 15 fatos sobre a Amazônia no Brasil

    Onde fica a Amazônia?

    A Amazônia fica na América do Sul e se estende por oito países diferentes: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

    59% da sua área está somente no Brasil, passando pelos estados do Amazonas, Mato Grosso, Pará, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins.

    Como visitar a Amazônia com segurança?

    Visitar a Amazônia é totalmente possível e seguro, desde que você conte com profissionais que realmente conhecem a região. A floresta é linda, mas o ambiente selvagem pode ser implacável. Então, se você já se perguntou se é seguro visitar a Amazônia, a presença de guias qualificados é fundamental e inegociável.

    Essa também é a melhor forma de apreciar a natureza em sua plenitude, já que um especialista sabe como se mover pela selva. As atividades são muitas, mas alguns fatores devem ser levados em conta para todo mundo aproveitar, como as condições climáticas e os lugares certos para avistar os animais.

    Os pacotes de viagem para a Amazônia no Brasil são, na verdade, incentivados, porque também podem ser uma ótima forma de garantir sua preservação. O ecoturismo é uma ferramenta poderosa para gerar trabalho para as comunidades locais. Ao empregar essas pessoas, as empresas de turismo sustentável as incentivam a trabalhar a favor da floresta, em vez de sua degradação.

     Tourists enjoying a peaceful boat ride on an Amazon river at twilight, observing nature with a local guide to ensure a safe experience.
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    O ecoturismo também conscientiza sobre questões ambientais, como desmatamento, poluição e mudanças climáticas. Ao ver as maravilhas da Amazônia, os viajantes entendem de vez por que é tão importante protegê-la, o que pode engajá-los em projetos de conservação não só na floresta, mas também em seus países de origem.

    Indigenous woman applying traditional red and black face paint, representing the rich culture of local communities in the Amazon supported by ecotourism.
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    👉 Leia mais:

    Como chegar à Amazônia?

    Há algumas formas de visitar a Amazônia no Brasil, mas a mais conveniente é voar até Manaus, capital do Amazonas.

    Dos Estados Unidos, os viajantes podem partir de Miami (MIA) e voar direto para Manaus (MAO). De Fort Lauderdale (FLL), os voos com conexão fazem escala em Bogotá (BOG), Cidade do Panamá (PTY), Belém (BEL) e São Paulo (VCP ou GRU).

    Da Europa, também são esperadas escalas no Rio de Janeiro (GIG), Belo Horizonte (CNF), Recife (REC), Fortaleza (FOR) ou Brasília (BSB), dependendo do local de partida.

    Seaplane docked at a river pier in Manaus, a common transport method to reach remote Amazon jungle lodges and explore nature.
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    A Amazônia no Mato Grosso e no Pará também é um ótimo destino de férias para explorar a natureza. Nesse caso, voar até as capitais desses estados é a melhor opção.

    👉 Veja mais detalhes: Como chegar à Amazônia no Brasil?

    Qual a melhor época para visitar a Amazônia no Brasil?

    Embora a Amazônia seja considerada um destino para o ano todo, o período de janeiro a setembro oferece as melhores condições, porque evita o auge da estação seca. Ao mesmo tempo, há boas opções de trilhas e água suficiente para as atividades aquáticas.

    Canoe navigating through the flooded forest (igapó) during the wet season in the Amazon, surrounded by water-reflected trees.
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    A estação chuvosa (dezembro a maio) é ótima para quem quer aproveitar os rios amazônicos praticando caiaque, canoagem, natação e explorando os igapós (florestas alagadas). As tempestades são comuns, mas não duram muito.

    Já a estação seca (junho a novembro) é procurada porque costuma permitir tanto atividades aquáticas quanto terrestres. No entanto, secas prolongadas estão ficando mais frequentes, principalmente de outubro a dezembro. Isso causa níveis baixos de água e acesso limitado a algumas áreas e roteiros, embora a situação tenda a melhorar em janeiro.

     Local guide explaining the flora to a group of tourists during a jungle hiking tour in the Amazon Rainforest.
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    👉 Leia mais: Qual a melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    O que fazer na Amazônia?

    Além de como visitar a Amazônia, o que fazer durante a viagem é uma pergunta muito frequente entre as pessoas interessadas em passar as férias por lá.

    Adventurous tourists equipped with helmets participating in tree climbing and rappelling activities high up in the Amazon canopy.
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    Cada tour pela selva amazônica no Brasil tem seu próprio roteiro, mas os turistas podem esperar algumas atividades, como:

    • Trilhas na selva
    • Passeios de barco
    • Caiaque
    • Canoagem
    • Cruzeiros pelos rios
    • Navegar pelo Encontro das Águas
    • Observação da vida selvagem
    • Escalada em árvores
    • Exploração de cavernas
    • Imersão na floresta em lodges de selva
    • Visitas a comunidades locais, incluindo grupos indígenas

    👉 Leia mais: O que fazer na Amazônia no Brasil

    Animais da Amazônia, Brasil

    Há milhões de espécies de animais nesse ecossistema, mas alguns são considerados símbolos da floresta, como a misteriosa harpia, as araras coloridas (vermelhas e azuis), os macacos-aranha-pretos, as belas onças-pintadas, as preguiças de aparência fofa, os simpáticos botos-cor-de-rosa e as vorazes piranhas.

    Os dois últimos, em especial, são grandes estrelas da Amazônia. Interagir com os botos é um dos passeios preferidos de todo mundo, enquanto pescar piranhas leva a adrenalina ao máximo, uma atividade sempre monitorada por guias experientes e que respeita práticas sustentáveis, claro.

    Amazon pink river dolphin swimming in the dark waters of the Rio Negro, a unique wildlife interaction and symbol of the Brazilian forest.
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    Vale lembrar: apesar da fauna abundante, não há garantia absoluta de que esses animais serão avistados, por alguns motivos: a vegetação densa dificulta a observação da vida selvagem, algumas espécies costumam se esconder das pessoas (principalmente durante o dia) e os operadores locais seguem protocolos rígidos para não perturbar os animais.

    👉 Leia mais: Os melhores tours e destinos de vida selvagem no Brasil

    Onde se hospedar na Amazônia?

    Muita gente se pergunta se existem hotéis na Amazônia. A resposta é sim, mas eles são conhecidos como jungle lodges, já que ficam no meio da floresta.

    Best Amazon Jungle Cozy lounge area inside an Amazon jungle lodge with large glass windows offering immersive views of the surrounding dense forest.
    Photo: Felipe Castellari

    Os lodges oferecem acomodações confortáveis, áreas de lazer (piscinas, espaços de entretenimento, academias, lounges, bares, lojinhas de souvenir…), ótimos restaurantes e atividades exclusivas pela floresta. Do modesto ao luxuoso, há uma opção para cada pessoa.

    Outra alternativa são os cruzeiros pelos rios da Amazônia, que funcionam de forma parecida com os cruzeiros clássicos no oceano, mas com menos passageiros e navegando pelas águas dos rios amazônicos, como o Rio Negro, o Solimões, o Tapajós e o Rio Amazonas.

    Aerial view of a swimming pool at a luxury eco-lodge nestled deep within the Amazon Rainforest vegetation, offering leisure in nature.
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    Os melhores cruzeiros pela Amazônia no Brasil incluem cabines maravilhosas com banheiro privativo, um restaurante a bordo e muitas opções de entretenimento; é uma forma fantástica de viver a natureza.

    Se você não se importa em abrir mão do conforto para se conectar totalmente com a natureza, então nossa sugestão é o Tour de Sobrevivência na Selva Amazônica, uma viagem fantástica em que você passa as noites acampando no meio da floresta! Acompanhado por guias qualificados, você vai dormir em redes, cozinhar sua comida na fogueira e até aprender técnicas de sobrevivência.

    👉 Leia mais:

    Quantos dias ficar na Amazônia?

    A duração da sua viagem depende de quão imersiva você quer que seja a experiência.

    Um tour de 3 dias é recomendado para quem está com a agenda apertada: é curto, mas ainda permite passeios de barco, caminhadas guiadas pela selva e um primeiro contato com os ecossistemas únicos da floresta. É uma boa opção se você está de passagem por Manaus ou combinando a Amazônia com outros destinos no Brasil.

    Breathtaking aerial view of a river fork and lush green islands in the Amazon basin, highlighting the region's vast hydrology and beauty.
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    No entanto, se você tem mais tempo, ficar de 4 a 7 dias vai proporcionar uma experiência mais rica. Com alguns dias extras, você pode se aventurar por áreas mais remotas, aumentar suas chances de avistar a vida selvagem e visitar áreas protegidas como Anavilhanas ou o Parque Nacional do Jaú.

    Viagens mais longas também permitem atividades noturnas, visitas culturais a comunidades locais e até trilhas de vários dias ou expedições pelos rios para quem busca mais aventura.

    👉 Leia mais: Quantos dias passar na Amazônia?

    Viajar para a Amazônia no Brasil: quanto custa?

    O custo de uma viagem para a Amazônia no Brasil depende de vários fatores, como categoria de hospedagem, tamanho do grupo, duração da viagem e roteiros.

    Travelers kayaking down a tranquil Amazon river, enjoying an eco-friendly way to observe the rainforest ecosystem up close.
    Photo: Samuel Melim

    Por exemplo, os tours com acampamento selvagem são uma opção mais econômica, oferecendo uma experiência crua e imersiva, enquanto os lodges de luxo proporcionam alto conforto por um preço maior. Quem viaja sozinho pode ter custos mais altos por causa das taxas de ocupação individual, enquanto quem viaja em grupo se beneficia dos custos compartilhados.

    O PlanetaEXO seleciona os melhores pacotes de viagem para a Amazônia no Brasil, com preços (por pessoa) que vão de R$ 2.170 para expedições básicas de acampamento a R$ 23.000 para pacotes premium de luxo, sem incluir as passagens aéreas.

    Precisa de vacina para ir à Amazônia no Brasil?

    Diferentemente de outros países (Bolívia, Colômbia, Guiana, Panamá e Venezuela), não há exigência de vacinação contra febre amarela para visitar a Amazônia no Brasil, porque a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não considera a doença um risco em território nacional.

    Ainda assim, é altamente recomendável que turistas estrangeiros se vacinem pelo menos dez dias antes da viagem, principalmente se pretendem visitar a floresta nos países citados. É melhor prevenir do que remediar!

    Close-up of a traveler's hands examining unique leaf textures during a guided educational walk in the Amazon jungle.
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    É seguro visitar a Amazônia no Brasil?

    Sim, é seguro visitar a Amazônia, desde que você explore com guias locais experientes. Os viajantes podem imaginar que há animais selvagens e perigos escondidos nas trilhas, mas os passeios são cuidadosamente planejados para evitar situações de risco.

    Os guias conhecem a floresta como a palma da mão e garantem que cada atividade, das caminhadas na selva aos passeios de barco, aconteça com total segurança e respeito à natureza.

    Como os roteiros são pensados apenas para observação, você não vai se deparar com animais que representem qualquer ameaça. Além disso, a maioria das espécies prefere ficar escondida, então os encontros são momentos tranquilos para admirar sua beleza.

    Com orientação profissional, logística confortável e atividades bem estruturadas, visitar a Amazônia é uma aventura segura e inesquecível para todos os viajantes.

    Group of tourists exploring a cave formation within the Amazon rainforest, looking out at the jungle with an expert local guide.
    Photo: Felipe Castellari

    O que levar na mala para uma viagem à Amazônia?

    Prepare sua mala com:

    • Roupas leves (camisetas, camisetas de manga longa, shorts, calças, chapéus/bonés, roupa de banho)
    • Calçados confortáveis (tênis para trilha, chinelos, sandálias)
    • Itens essenciais de viagem (documentos, dinheiro, cartões de crédito/débito, medicamentos, protetores solares, gel pós-sol, repelente de insetos)
    • Equipamentos para trilha na selva (capa de chuva, lanterna, garrafa de água reutilizável)
    • Dispositivos eletrônicos (celular, câmera, carregadores, carregadores portáteis etc.)

    Travelers using binoculars on an observation tower high above the canopy to safely spot birds and wildlife in the Amazon Rainforest.

    👉 Leia mais: 10 dicas de viagem para a Amazônia para aproveitar ao máximo sua aventura

    Vale a pena viajar para a Amazônia?

    Vale muito a pena! A Amazônia é o lugar mais rico do planeta quando o assunto são recursos naturais. A selva, os rios, os animais, a comida, as pessoas: tudo carrega uma beleza inexplicável e uma atmosfera mágica que não se encontra em nenhum outro lugar.

    Os apaixonados por aventura e ecoturismo deveriam passar pelo menos alguns dias nesse destino surreal para testemunhar com os próprios olhos do que a natureza é realmente capaz.

    Tourist embracing the massive trunk of a Samauma tree, showcasing the scale of the giant trees and the connection with nature in the Amazon.
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    Vamos reservar sua aventura na Amazônia?

    Esperamos que este guia sobre como visitar a Amazônia tenha sido útil para você começar a planejar sua viagem!

    Como plataforma especializada que trabalha com os melhores operadores locais, o PlanetaEXO oferece incríveis viagens para a Amazônia, com roteiros sob medida e todo o suporte que você precisar. Fale com a gente agora!

  • 15 Curiosidades da Amazônia no Brasil

    15 Curiosidades da Amazônia no Brasil

    Vibrante e de valor inestimável para o planeta, a floresta amazônica é um dos principais destinos de ecoturismo. Reunimos aqui 15 curiosidades sobre a Amazônia!

    Bela, colossal, diversa e sempre no centro das discussões internacionais sobre meio ambiente, a Floresta Amazônica é, sem dúvida, um dos lugares mais fascinantes do planeta.

    Não à toa, o número de visitantes cresce a cada dia. Só nos primeiros quatro meses de 2025, o turismo no estado do Amazonas cresceu 13% no total, com um aumento de 21,85% no número de turistas estrangeiros, segundo a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas. E esses são os primeiros de muitos fatos sobre a Amazônia no Brasil!

    Para você ter um gostinho do que espera por você, o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, reuniu uma lista com 15 curiosidades da Amazônia. Confira abaixo!

    1 – Qual é o tamanho da Floresta Amazônica?

    O tamanho da Floresta Amazônica impressiona: com uma área de 6,74 milhões de km², ela se estende por oito países diferentes da América do Sul: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Venezuela e Suriname. Não por acaso, é a maior floresta tropical do mundo.

    Para você ter uma ideia dessa imensidão, a Amazônia é quase do tamanho da Austrália (7.692.024 km²) ou duas vezes o tamanho da Índia (3.287.590 km²)!

    Mist rising above the dense Amazon Rainforest canopy at sunrise, showcasing the vast biodiversity of the Brazilian jungle.
    Photo: Andre Dib

    2 – A maior parte da Amazônia

    60% da Floresta Amazônica, cerca de 4,2 milhões de km², ficam no Brasil, distribuídos entre os estados do Amazonas, Amapá, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão.

    A maior porção está no Amazonas (1.285.216 km²), seguido pelo Pará (947.303 km²) e pelo Mato Grosso (423.967 km²).

    👉 Leia mais: Como chegar à Floresta Amazônica no Brasil?

    3 – Curiosidades da Amazônia: os números do Rio Amazonas que impressionam

    Algumas das curiosidades mais interessantes sobre a Amazônia no Brasil envolvem o Rio Amazonas. Até 2008, o Rio Nilo, na África, era considerado o mais longo do mundo, com seus 6.650 km.

    No entanto, imagens de satélite feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Ministério da Ciência, concluíram que o título na verdade pertence ao Rio Amazonas e aos seus imponentes 6.992 km.

    A nascente do rio fica na Cordilheira dos Andes, no Peru, enquanto a foz está na Ilha do Marajó, no estado do Pará, onde ele deságua no Oceano Atlântico. Nesse longo percurso, são mais de 1.000 afluentes entre Brasil, Colômbia e Peru, o que representa 20% de toda a água doce continental do planeta.

    Essa também é a maior bacia hidrográfica do mundo, com uma área de 7.000.000 m². O rio é a principal fonte de água para milhares de espécies de animais e milhões de plantas, além de ajudar a manter o clima da região.

    The winding Amazon River reflecting the golden sunset light as it flows through the dark green rainforest.
    @astro_alex_esa

    As pessoas também se beneficiam. Comunidades ribeirinhas e indígenas usam essas águas no dia a dia, mas o Rio Amazonas também é importante para atividades como pesca, agricultura, criação de animais e atrações turísticas, como os cruzeiros fluviais.

    👉 Leia mais: Os melhores cruzeiros pelo Rio Amazonas no Brasil

    4 – Comunidades indígenas

    No total, o Brasil tem 1,7 milhão de indígenas, e metade deles tem a Amazônia como lar. São mais de 180 comunidades indígenas ocupando uma área de 1.110.000 km² na floresta, principalmente nos estados do Mato Grosso, Maranhão, Amazonas e Roraima. Os Yanomami são o maior grupo, com 27.152 pessoas, seguidos por Raposa Serra do Sol (26.176) e Évare I (20.177).

    Os povos indígenas já viviam no Brasil muito antes da chegada dos portugueses, em 1500. Proteger suas terras e apoiar suas causas são formas de preservar a cultura deles e a própria essência do país, ao mesmo tempo em que se cuida da biodiversidade amazônica.

    A group of indigenous people in the Amazon playing traditional long wind instruments and drums during a cultural ritual.
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    Embora existam alguns grupos isolados, a maioria das comunidades indígenas recebe visitantes para mostrar suas tradições e conscientizar sobre a importância da Floresta Amazônica.

    5 – Experiências culturais

    Uma das curiosidades mais impressionantes sobre a Amazônia no Brasil é o quanto a cultura é diversa nessa região. Além dos povos indígenas, a floresta abriga comunidades ribeirinhas, formadas principalmente por caboclos (pessoas não indígenas nascidas em território amazônico) e quilombolas (descendentes de africanos escravizados que fugiram dos engenhos para formar seus próprios grupos entre os séculos 16 e 19).

    Esse multiculturalismo rende experiências e tanto para muitos viajantes, que são recebidos pelos moradores para conviver com suas famílias e conhecer suas crenças, seus hábitos alimentares, seu artesanato e sua relação próxima com a natureza.

    A young boy paddling a wooden canoe on a dark river, representing the daily life of riverside communities in the Amazon.
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    6 – Fauna única

    O Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) do Brasil afirma que toda a fauna da Amazônia ainda não foi totalmente documentada. E, embora os pesquisadores tenham certeza de que há muito mais a descobrir, cerca de 30 milhões de espécies já foram oficialmente catalogadas até hoje.

    Em território brasileiro, são 311 tipos de mamíferos, 1.300 aves, 232 anfíbios, 273 répteis e 1.800 peixes. Alguns animais são considerados símbolos da Floresta Amazônica, como o boto-cor-de-rosa, o tamanduá-bandeira, a ariranha, o macaco-aranha, as piranhas e as sucuris.

    A Giant Otter, a symbol of Amazon wildlife, swimming in the water while eating a fish.
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    Outras criaturas pequenas têm um papel enorme no equilíbrio do ecossistema amazônico. Estima-se que mais de 2,5 milhões de espécies de insetos vivam na floresta, incluindo a maior coleção de espécies de borboletas do mundo: são pelo menos 133 só no Brasil, segundo o Amazonian Butterflies, um projeto do Museu Estadual de História Natural, em Karlsruhe, na Alemanha.

    7 – Flora abundante

    A organização sem fins lucrativos World-Transforming Technologies (WTT), em parceria com a Agência Bori, mapeou mais de 1.070 artigos científicos sobre plantas amazônicas publicados entre 2017 e 2021. O levantamento mostrou que a Amazônia brasileira abriga até 40.000 espécies, e a tendência é catalogar ainda mais.

    Os pesquisadores também estimam que 2.500 tipos de árvores cresçam na floresta, o que representa um terço de todas as árvores tropicais da Terra. Algumas são conhecidas no mundo todo, já que seus frutos viram receitas saborosas e até cosméticos, como o açaí, a castanha-do-pará, o buriti e o tucumã.

    Clusters of bright orange and red palm fruits hanging from a tree, illustrating the abundant flora of the Amazon Rainforest.
    Photo: Alex Da Riva

    8 – Paraíso do ecoturismo

    Uma das curiosidades mais marcantes da Amazônia são as opções inesquecíveis de ecoturismo, como trilhas guiadas, passeios de canoa pelas florestas alagadas, observação da vida selvagem, entre outras.

    Além de o governo se comprometer a criar políticas para incentivar viagens sustentáveis, os hotéis de selva na Amazônia têm seus próprios protocolos para garantir a conservação da floresta sem abrir mão dos roteiros e da qualidade da estadia.

    Captação de água da chuva, uso de energia solar e eólica, reciclagem e limite no número de hóspedes por passeio são apenas algumas dessas soluções.

    Tourists on an observation tower using large cameras and binoculars for wildlife observation in the Brazilian Amazon.
    Photo: Andre Dib

    👉 Leia mais: Ecoturismo na Floresta Amazônica: 7 passeios para se conectar com a natureza

    9 – Encontro das Águas

    O Encontro das Águas é um fenômeno impressionante em que as águas dos rios Negro e Solimões, pretas e barrentas, respectivamente, correm lado a lado sem nunca se misturar. A cena é um verdadeiro espetáculo, mas como será que isso acontece?

    Existem três motivos para isso:

    • Velocidade da correnteza: enquanto o Rio Negro corre a 2 km/h, o Solimões é mais rápido, entre 4 e 6 km/h.
    • Temperatura: o Rio Negro é bem quente, com temperatura média de 28º C. A 22º C, o Solimões é bem mais frio.
    • Acidez: por causa da quantidade de ácidos orgânicos no Rio Negro, seu pH vai de 3,8 a 4,9, enquanto o do Solimões fica entre 4,5 e 7,8.
    A boat navigating the Meeting of Waters, where the black Rio Negro and brown Solimões River flow side by side without mixing.
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    10 – A árvore Sumaúma gigante

    Aqui vai mais uma curiosidade da Amazônia no Brasil: a floresta abriga uma árvore que pode chegar a 45 metros de altura! Estamos falando da famosa sumaúma (ou paineira).

    As sumaúmas mais antigas do país estão na Floresta Nacional do Tapajós, em Alter do Chão, no Pará. Acredita-se que a mais velha tenha entre 900 e 1.000 anos! Essa árvore é conhecida como a Rainha da Amazônia ou vovózona (a grande vovó). Combina, né?

    A large group of tourists holding hands to encircle the massive trunk of a Sumaúma tree, known as the Queen of the Amazon.
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    Essa sumaúma específica é tão grande que são precisos vinte e seis adultos para abraçar o tronco, e ela ainda é capaz de liberar milhares de litros de água no ar todos os dias.

    👉 Veja árvores sumaúma no nosso passeio: Cruzeiro pelo Rio Amazonas saindo de Alter do Chão

    11 – As chuvas da Amazônia

    No geral, chove entre 1.500 mm e 3.000 mm por ano em território amazônico. O volume é tão alto porque a bacia amazônica é imensa, então é natural que a chuva siga a mesma lógica.

    Vindo do Atlântico, o vento sopra em direção ao continente e leva umidade para a floresta. No começo, o solo e a vegetação absorvem a água. Depois, parte da chuva evaporada é transpirada de volta para a atmosfera, o que aumenta ainda mais o volume de chuva.

    Um estudo de 2022 da Universidade de São Paulo mostra que 25% da chuva das regiões Sul e Sudeste do Brasil está diretamente relacionada à imensa Floresta Amazônica, que fica lá no Norte. Isso também tem um grande impacto em toda a América do Sul.

    A guide looking up at the trees while walking through the water in a flooded forest area of the Amazon.
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    Esse sistema natural, porém, está ameaçado. O desmatamento, as queimadas e as mudanças climáticas vêm afetando muito as chuvas da Amazônia. A baixa dos rios é o maior problema, prejudicando o bem-estar de animais, plantas e das pessoas que dependem das águas para sobreviver.

    👉 Leia mais: Qual é a melhor época para visitar a Floresta Amazônica no Brasil

    12 – Queimadas e desmatamento na Amazônia

    O desmatamento é péssimo para a Amazônia, mas as queimadas já provaram causar estragos ainda maiores. De janeiro a outubro de 2024, o fogo destruiu 67.000 km² de áreas naturais, enquanto o desmatamento afetou 6.300 km² entre julho de 2023 e agosto de 2024. Os dados foram divulgados na COP29 (29ª Conferência das Partes da UNFCCC) pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

    É um efeito dominó. O desmatamento na Amazônia significa mudança climática, que prejudica as chuvas. A falta de umidade e as altas temperaturas deixam o solo seco o suficiente para o fogo se espalhar sem dificuldade.

    Two hands placed on a tree trunk covered in small ants, highlighting the diverse insect life in the Amazon ecosystem.
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    A COP30, que aconteceu em Belém, capital do Pará, em 2025, reuniu líderes mundiais para criar planos de combate às queimadas, ao desmatamento e às consequências do aquecimento global que afetam diretamente a Amazônia e outros biomas, como o Pantanal.

    Políticas de prevenção a incêndios, fiscalização constante e leis voltadas a reduzir e reverter os danos ao meio ambiente são os melhores caminhos para resolver esses problemas.

    👉 Leia mais: Ecoturismo na Floresta Amazônica: uma solução para o desmatamento

    13 – Sequestro de carbono

    O processo de capturar e armazenar o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera se chama sequestro de carbono. Esse gás de efeito estufa é muito nocivo ao meio ambiente, então a sua absorção ajuda a conter a mudança climática.

    Com dados de satélite, a organização sem fins lucrativos Amazon Conservation descobriu que as árvores amazônicas guardavam 56,8 bilhões de toneladas de CO2 acima do solo em 2022. Do ponto de vista científico, o termo "pulmão do mundo" não é bem exato, mas resume muito bem a importância da floresta para o ecossistema do planeta.

    A tall metal observation tower rising above the dense green canopy of the Amazon Rainforest under a cloudy sky.
    Photo: Andre Dib

    14 – Arquipélago de Anavilhanas

    Nem tudo está perdido. Os parques nacionais do Brasil são aliados e tanto na proteção da floresta, e Anavilhanas é um deles. Com uma área total de 350.000 ha, ele protege 400 ilhas no Rio Negro, o que o torna o segundo maior arquipélago fluvial do mundo. O primeiro é Mariuá, também no Amazonas.

    De setembro a fevereiro, durante a seca, várias praias de rio surgem no horizonte do parque. Orla, Aracari, Bararoá e Camaleão são algumas das mais conhecidas.

    Aerial view of the Anavilhanas Archipelago showing lush green islands scattered across the dark waters of the Negro River.
    Photo: Felipe Castellari

    Dentro dos limites do parque nacional, o Anavilhanas Jungle Lodge, uma das melhores opções de hospedagem na Floresta Amazônica, oferece estadias cinco estrelas no coração da floresta, permitindo que os hóspedes mergulhem fundo na natureza sem nunca abrir mão do conforto e do luxo.

    15 – Manaus, a porta de entrada da Amazônia no Brasil

    Para fechar, a nossa última curiosidade sobre a Amazônia no Brasil é que Manaus, capital do Amazonas, é o principal polo de ecoturismo da região Norte e o melhor ponto de partida para explorar a floresta.

    Por isso, muitos viajantes preferem voar para Manaus, pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (MAO), para aproveitar os passeios pela Amazônia com mais comodidade.

    The historic Teatro Amazonas opera house in Manaus, featuring a tiled dome and pink facade, serving as the gateway to the Amazon.
    @manausnasfotos

    👉 Leia mais: Manaus, Brasil – Guia de Viagem: o que fazer, onde ficar e muito mais!

    Escolha o seu passeio pela Amazônia com o PlanetaEXO

    As nossas 15 curiosidades da Amazônia com certeza deram vontade de viver essa grandiosidade de perto!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo que trabalha com os melhores operadores locais e é especializada em viagens para a Amazônia. A nossa equipe está pronta para ajudar com tudo o que você precisar para planejar as suas próximas férias. Fale com a gente agora!

  • Melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    Melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    Não sabe qual é a melhor época para viajar para a Amazônia? Este guia ensina tudo sobre as estações da floresta e ajuda você a planejar as próximas férias!

    Com duas estações muito bem definidas (época de cheia e época de seca), a melhor época para visitar a Amazônia depende do que você procura na Floresta Amazônica. É um destino para o ano inteiro, mas alguns períodos favorecem certas atividades mais do que outros.

    O calor está presente o ano inteiro, mas é na umidade que você deve prestar atenção, afinal, é uma floresta tropical. A chuva costuma aparecer todos os dias, mas há momentos específicos em que as tempestades ficam mais frequentes. E não se preocupe: sua experiência não vai ser prejudicada!

    Para ajudar no planejamento das suas férias, o PlanetaEXO, plataforma especializada em pacotes na Amazônia, preparou um guia sobre quando ir para a Amazônia e reservar sua viagem. Confira abaixo!

    Visitar a Amazônia na época de cheia

    Dezembro, janeiro, fevereiro, março, abril e maio

    A época de cheia é quando as chuvas são mais intensas, de dezembro a maio. Os rios sobem, a Bacia Amazônica começa a inundar e o clima fica um pouco mais ameno, com temperatura média de 25,8 ºC (78 ºF).

    As tempestades atingem a floresta todos os dias, mas sua viagem não vai ser prejudicada, já que elas duram cerca de uma hora por dia. Quando o céu abre, você pode retomar as atividades ao ar livre e aproveitar o passeio.

    Outro destaque impressionante da estação chuvosa são os igapós. A chuva intensa faz com que algumas áreas da floresta fiquem inundadas. Dependendo do nível dos rios, a água pode chegar a até 10 metros de altura, transformando a vegetação em uma piscina natural que encanta tanto os animais aquáticos quanto os humanos.

    Large Samauma tree with buttress roots submerged in the dark waters of the flooded Amazon forest.
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    O inverno amazônico

    Enquanto o resto do Brasil esquenta com a primavera e o verão, o inverno amazônico (de dezembro a março) atinge os estados do Norte.

    Apesar do nome, a estação não tem a ver com temperatura, que continua alta como sempre, e sim com a intensidade das chuvas, que faz os rios subirem e as florestas inundarem. No inverno amazônico, é possível que o volume de chuva que normalmente cairia em um mês inteiro caia em dois ou três dias.

    Esse fenômeno acontece por alguns motivos:

    • Ausência de estações bem definidas no Norte
    • Oscilação de uma faixa de nuvens sobre a linha do Equador
    • Transporte de umidade vindo do Atlântico Norte
    • Fenômenos climáticos específicos, como o La Niña

    Nada disso prejudica a sua experiência de viagem, mas algumas atividades são mais favoráveis do que outras nesse período, como detalhamos a seguir.

    O que fazer durante a época de cheia na Amazônia?

    Esta é a estação perfeita para os roteiros aquáticos. Por causa das chuvas fortes, você não caminha pela floresta, você navega por ela:

    • Igapós (florestas inundadas): Ande de canoa, nade ou faça trilhas aquáticas entre copas de árvores, orquídeas, bromélias e outras plantas na altura dos olhos.
    • Observação de fauna: Os animais terrestres costumam subir para as copas quando a floresta inunda, o que facilita muito avistar preguiças e macacos. Várias espécies de aves e os famosos botos-cor-de-rosa também aparecem com frequência.
    • Destinos para a época de cheia na Amazônia: o Parque Nacional de Anavilhanas, a Reserva Mamirauá e Alter do Chão são alguns dos melhores lugares para viajar nesse período. Explore labirintos de água, admire a fauna e participe de passeios de canoa.
    • Cruzeiros fluviais: Navegar pelos rios Amazonas, Negro ou Solimões em embarcações de 3 andares é uma ótima forma de viver a natureza sob uma perspectiva totalmente nova.
    Tourist navigating a canoe through the green canopy of the flooded Amazon rainforest looking up at the trees.
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    👉 Leia mais: Cruzeiro na Amazônia

    Visitar a Amazônia na época de seca

    Junho, julho, agosto, setembro, outubro e novembro

    Entre junho e novembro, a época de seca deixa a temperatura mais quente, com média de 27,9 ºC (82 ºF). Ainda chove, mas com menos frequência e menor volume de água. Isso permite que as cheias escoem, liberando várias trilhas que antes estavam submersas, embora ainda exista uma quantidade considerável de áreas alagadas.

    Menos chuva também significa rios mais baixos e uma visão melhor de diferentes espécies de peixes e até dos botos-cor-de-rosa. Quando a água baixa, os animais aquáticos ficam com menos espaço para nadar, então se concentram em zonas menores.

    Fique atento: de outubro a dezembro, as secas prolongadas estão ficando mais frequentes, o que faz os rios encolherem, limita o acesso a algumas áreas e pode reduzir os encontros com certas espécies de animais e plantas. A expectativa é que os rios comecem a subir aos poucos em novembro e dezembro. As condições melhoram bastante em janeiro, então a recomendação é reservar o seu tour a partir desse mês.

    Young boy standing at the entrance of a mossy cave exploring the Amazon jungle.
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    O que fazer durante a época de seca na Amazônia?

    Os roteiros por terra são o destaque da época de seca, mas ainda dá para fazer ótimas atividades aquáticas:

    • Praias de rio: Conhecida como o Caribe da Amazônia, Alter do Chão é o principal destino para curtir praias de rio, embora Anavilhanas e a região de Manaus também sejam ótimas opções.
    • Trilhas na selva: Este é o momento perfeito para caminhadas leves ou longas travessias pela floresta, incluindo cavernas e cachoeiras, além de acampamentos e caminhadas noturnas.
    • Focagem noturna: Como a área alagada diminui drasticamente, os jacarés se reúnem nas margens dos rios principais e dos lagos que restam. À noite, a “focagem” (apontar lanternas para os olhos deles) revela centenas de pontos brilhantes na água. Com um pouco de sorte, você também pode ver outras criaturas noturnas.
    • Cruzeiros fluviais na Amazônia: Os cruzeiros são uma das atividades mais versáteis da Amazônia, porque dá para aproveitá-los tanto na época de cheia quanto na época de seca.
    Silhouette of a person doing a yoga tree pose on an Amazon river beach at sunset.
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    👉 Leia mais: Melhores Lugares para Visitar na Amazônia, no Brasil

    Alta e baixa temporada na Amazônia, no Brasil

    A alta temporada é a época do ano em que mais gente visita um determinado destino. O aumento da procura não prejudica a experiência de viagem, mas pode afetar pontos como preços mais altos, mais visitantes e menor disponibilidade nos melhores hotéis na Amazônia.

    Estes costumam ser os meses mais movimentados:

    • Dezembro e janeiro: feriados, férias e recessos de trabalho e escola fazem as pessoas viajarem mais.
    • Fevereiro: o Carnaval é um dos feriados mais importantes do Brasil. Depois de quatro dias de festa, o movimento turístico na Amazônia tende a crescer (normalmente na segunda metade de fevereiro, dependendo do calendário do ano).
    • Junho, julho e agosto: período de férias escolares no Brasil e em países da América do Norte e da Europa.
    Two squirrel monkeys sitting on a tree branch grooming each other in the jungle.
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    A baixa temporada acontece nos meses que não citamos acima. Se você procura mais tranquilidade, exclusividade e preços acessíveis, essa é a melhor época na Amazônia!

    O clima da Floresta Amazônica

    A Amazônia no Brasil é grande o suficiente para alcançar oito estados diferentes, mas vamos focar em três: Amazonas, Pará e Mato Grosso. Cada um deles, claro, tem suas próprias características, opções de viagem e padrões de clima.

    Para ajudar você a decidir qual é o melhor mês para ir à Amazônia, confira os widgets abaixo e veja como está o clima agora nesses lugares.

    👉 Leia mais: Como chegar à Floresta Amazônica no Brasil?

    Manaus, Amazonas

    Manaus é a capital do Amazonas, o estado onde a floresta ocupa a maior parte, cerca de 29% da Amazônia brasileira, chegando a 1.450.000 km². É maior que o Peru inteiro (1.285.216 km²)!

    Por isso o Amazonas é o destino mais procurado por quem quer mergulhar na Floresta Amazônica. Faz sentido, né?

    Belém, Pará

    O Pará fica bem ao lado do Amazonas, no Norte do Brasil. Aqui a Amazônia ocupa uma área menor, com “apenas” 930.000 km². É quase do tamanho da Tanzânia (947.303 km²), na África.

    Veja abaixo como está o clima agora em Belém, a capital do Pará.

    Alta Floresta, Mato Grosso

    Alta Floresta é uma cidade de Mato Grosso com mais de sessenta e dois mil habitantes, no norte do estado e no sul da Amazônia. Aqui a floresta ocupa 470.000 km², maior que o território da Califórnia (423.967 km²).

    Dê uma olhada no clima atual em Alta Floresta:

    A melhor época para visitar a Amazônia no Brasil é quando você quiser!

    Como é um destino para o ano inteiro, a Amazônia oferece experiências incríveis em qualquer período, e a melhor época para visitar a Amazônia depende só da sua agenda e das suas preferências.

    Agora é só escolher a data mais conveniente para planejar sua viagem com o PlanetaEXO, a plataforma de ecoturismo especializada em viagens para a Amazônia que trabalha com os melhores parceiros locais. Nossa equipe ajuda com tudo o que você precisar para transformar as suas férias em um dos melhores momentos da sua vida. Fale com a gente agora!

  • Pantanal ou Amazônia: qual escolher?

    Pantanal ou Amazônia: qual escolher?

    Dois biomas brasileiros incríveis: o Pantanal abriga onças-pintadas e outros animais fantásticos, enquanto a Floresta Amazônica proporciona experiências únicas na selva

    Na hora de planejar uma aventura pelas paisagens mais selvagens do Brasil, dois destinos costumam vir à mente: o Pantanal ou a Amazônia. Os dois são potências ecológicas transbordando biodiversidade, mas oferecem experiências bem diferentes.

    Aerial view of a tour boat navigating a winding river through the lush green landscape of the Amazon.
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    Comparar roteiros lado a lado não basta, já que os dois destinos estão entre os biomas mais ricos do planeta em biodiversidade e beleza intocada. Cada um a seu jeito, eles oferecem atividades incríveis para quem quer se conectar com a natureza na sua forma mais exuberante.

    Tourists watching a jaguar resting on a tree branch during a wildlife safari tour in the Pantanal.
    Photo: @larissa_pantanal

    Especialista em pacotes para o Pantanal e em viagens para a Amazônia no Brasil, a PlanetaEXO montou um guia para te ajudar a escolher onde passar as próximas férias. Confira abaixo!

    O Pantanal fica na Amazônia?

    Não, o Pantanal não faz parte da Floresta Amazônica. Apesar de serem biomas vizinhos no Brasil, têm ecossistemas bem diferentes.

    Espalhado pelos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o Pantanal é considerado a maior planície alagável do mundo.

    Já a Amazônia é a maior floresta tropical do planeta, presente em oito estados diferentes: Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Maranhão.

    Safári no Pantanal: a melhor observação de vida selvagem

    Se o seu sonho é ver animais de perto, o Pantanal é o destino perfeito. Além da fauna riquíssima, as paisagens abertas tornam muito mais fácil avistar os bichos no habitat natural do que em qualquer outro lugar do Brasil.

    De barco ou de 4×4, o safári no Pantanal garante algumas das melhores experiências de observação de vida selvagem do mundo. Com guias experientes que conhecem os lugares certos para encontrar os animais, você pode ver capivaras, ariranhas, jacarés, araras e muito mais.

    Silhouette of a capybara with birds perched on its back against a vibrant orange sunset in the Pantanal.
    Photo: Ondrej Prosicky

    Todas as espécies fascinam, mas dá para dizer que o maior felino das Américas é a estrela do show. A região Norte, principalmente perto da cidade de Porto Jofre, é considerada o melhor lugar do mundo para ver onças-pintadas.

    A abundância de vida selvagem é um diferencial e tanto do Pantanal em relação a outros biomas. As viagens pela selva amazônica no Brasil são ótimas para uma imersão total na natureza, mas avistar animais por lá exige mais paciência e uma pitada de sorte.

    Close-up of a jaguar engaging in natural camouflage amidst dense foliage in the Brazilian wetlands.
    Photo: Felipe Castellari

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    A imensidão da Floresta Amazônica

    A Floresta Amazônica é um mar de verde sem fim. Com árvores que passam dos 40 metros de altura, a floresta forma um ambiente fechado e úmido onde a luz do sol mal chega ao chão e onde vivem milhares de espécies de plantas e animais.

    Caminhar pela Amazônia é quase místico. Sons e aromas diferentes se misturam à grandiosidade da mata e a uma sensação constante de mistério. Essa atmosfera faz qualquer um sentir o poder acolhedor, mas implacável, da natureza.

    A traveler stands at the base of a massive tree trunk wrapped in vines, gazing up into the dense, green canopy of the Amazon rainforest.
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    Ao participar de passeios pela Amazônia no Brasil, o viajante percebe a importância dos rios, que ditam o modo de vida local como verdadeiras estradas naturais: conectam as comunidades ribeirinhas e dão acesso às partes mais profundas da floresta.

    Negro, Solimões e Amazonas são apenas alguns dos rios que cortam a vegetação e formam igarapés (pequenos cursos d'água), igapós (florestas alagadas) e paisagens de valor incalculável para a fauna, a flora e os moradores.

    A pink river dolphin surfaces to breathe, showing its distinct color against the dark, black waters of the Rio Negro.
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    A vida selvagem é rica, mas discreta. Fora os botos-cor-de-rosa, a maioria dos animais vive nas copas das árvores, se camufla na mata ou só aparece à noite. O foco aqui é a imersão: sentir o cheiro da terra molhada, ouvir a música da natureza, respirar ar puro e entender o privilégio de estar cercado pelo ecossistema mais complexo do planeta.

    👉 Conheça nossos pacotes: viagens para a Floresta Amazônica no Brasil

    Experiências na Amazônia e no Pantanal

    Tanto o Pantanal quanto a Amazônia são espetaculares. Não existe destino melhor, existe a melhor opção para o seu perfil.

    Enquanto a Amazônia impressiona pela imensidão da mata fechada, pelos rios caudalosos e pelo som constante da selva, o Pantanal encanta com seus campos alagados, a vegetação aberta e o espetáculo da vida selvagem à vista. Apesar dos contrastes, esses dois destinos selvagens representam a riqueza da biodiversidade brasileira e do turismo sustentável.

    Além de entender o que torna cada bioma tão especial, vale destacar como essas diferenças moldam cada experiência.

    Two jaguars grooming each other in their natural habitat in the Pantanal.
    @matthias_kern_photography

    Atividades nos passeios pelo Pantanal

    Reserve sua viagem ao Pantanal se você curte:

    • Safári fotográfico: explore a planície de barco ou de 4×4 para avistar alguns dos animais brasileiros mais bonitos, como onças-pintadas, tamanduás, antas, tucanos e muitos outros.
    • Observação de aves: fique de olho para avistar aves nativas, como tucanos, araras e o enigmático tuiuiú.
    • Cavalgada: embrenhe-se pela planície alagada a cavalo, como um verdadeiro pantaneiro.
    • Trilhas: acompanhado por guias qualificados, caminhe pelos campos abertos e mergulhe na natureza.
    • Passeios de barco e pesca esportiva (pesque e solte): descubra a planície em passeios de barco e fisgue espécies típicas do Pantanal, como o pacu e o dourado.
    • Vida na fazenda: algumas pousadas são, na verdade, sedes de fazenda adaptadas, mas o dia a dia ainda gira em torno da cultura do campo, da qual os hóspedes podem participar à vontade.
    • Amanheceres e entardeceres de cinema: o céu aberto de horizonte a horizonte rende cenas que ficam na memória quando o dia nasce ou o sol se põe.

    Fique atento: os roteiros mudam bastante entre o Pantanal Norte e o Sul. Conheça as diferenças das duas regiões antes de fechar a sua viagem!

    Group of tourists horseback riding through the Pantanal wetlands guided by local experts.

    Atividades nos passeios pela Amazônia

    Planeje suas férias na Amazônia se você não vive sem:

    • Caminhadas na floresta: mergulhe na mata em trilhas com guias experientes para explorar a fauna, a flora e as tradições locais.
    • Cruzeiros fluviais: embarcações de alto padrão proporcionam uma navegação única pelos rios dos parques nacionais de Anavilhanas e Jaú.
    • Passeios de barco: percorrer os igarapés e igapós em barcos menores e canoas é uma das atividades mais autênticas da floresta.
    • Expedições noturnas: os animais (jacarés, cobras, sapos, corujas…) circulam com mais liberdade quando a noite cai, o que torna esse o momento ideal para observar a vida selvagem na Amazônia.
    • Encontro com botos-cor-de-rosa: ao contrário dos outros animais nativos, os icônicos botos-cor-de-rosa não são tímidos e costumam aparecer nos passeios de barco pelos rios Solimões e Negro.
    • Hospedagem na floresta e em casas flutuantes: estadias rústicas ou sofisticadas, sempre integradas à natureza.
    • Visita a comunidades ribeirinhas e indígenas: contato com culturas locais, culinária tradicional, artesanato e até cerimônias conduzidas por líderes indígenas.

    👉 Leia mais: O que fazer na Floresta Amazônica no Brasil

    Indigenous men playing traditional wind instruments during a cultural ceremony in the Amazon.

    Como chegar ao Pantanal e à Amazônia no Brasil?

    O Pantanal e a Floresta Amazônica ficam em regiões remotas, com desafios logísticos que influenciam diretamente a experiência do turista. Mas, com o crescimento do ecoturismo no Brasil e a melhora da infraestrutura local, essas viagens estão cada vez mais acessíveis.

    Dividido entre Norte e Sul, o Pantanal é acessado por Cuiabá (Mato Grosso) ou Campo Grande (Mato Grosso do Sul), capitais ligadas às pousadas e fazendas por estradas de terra. A estação seca (maio a outubro) é uma ótima época para observar a fauna e curtir atividades ao ar livre, já que o nível da água baixa.

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    Two open-air safari vehicles stopping on a dirt road to observe a jaguar lying on the ground.

    Se o destino é a Amazônia, o trajeto depende das áreas que você vai visitar. Manaus, capital do Amazonas, é a principal porta de entrada para as florestas, com voos diretos das principais cidades brasileiras, mas também há passeios nos estados do Pará e de Mato Grosso.

    O nível dos rios varia muito entre a estação chuvosa e a seca, então as atividades mudam conforme a época do ano. A estação chuvosa (dezembro a maio) é a melhor para remar de canoa, enquanto a estação seca (junho a dezembro) permite caminhadas mais longas.

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    Tourists on a small motorized canoe navigating an Amazon river at twilight.

    Sustentabilidade e impacto local

    Tanto o Pantanal quanto a Amazônia são biomas de importância global para a conservação ambiental. O turismo sustentável tem se mostrado uma ferramenta poderosa para preservar essas regiões e apoiar as comunidades locais.

    Ao escolher hospedagens responsáveis, contratar guias locais, optar por operadoras com práticas sustentáveis e participar de atividades voltadas à educação ambiental, o turista contribui diretamente para manter as comunidades e fortalecer a biodiversidade.

    An ecotourism guide holding binoculars standing next to an Onçafari project vehicle.

    Iniciativas de ecoturismo, como as pousadas ecológicas na Amazônia ou as fazendas adaptadas no Pantanal, ajudam a gerar renda para as populações locais e criam alternativas ao desmatamento, à caça ilegal e à exploração predatória dos recursos naturais.

    Priorizar experiências que respeitam o ritmo da natureza, limitam o número de visitantes e assumem o compromisso com práticas sustentáveis é essencial para garantir que essas paisagens continuem existindo para as próximas gerações.

    A woman holding a native tree sapling for a sustainability and reforestation project in the Amazon.

    👉 Saiba mais e apoie:

    Afinal, você deve escolher a Floresta Amazônica ou o Pantanal?

    Vá para o Pantanal se quer observar a fauna com mais facilidade, paisagens abertas e experiências no estilo safári; escolha a Amazônia se procura uma exploração imersiva na selva, encontros culturais e a sensação de estar no meio de uma floresta tropical.

    Melhor ainda: planeje uma viagem aos dois destinos, já que cada um revela um lado diferente da natureza selvagem do Brasil.

    Aqui não tem escolha errada, só tipos diferentes de aventura!

    Travelers using binoculars to spot wildlife while hiking through the Amazon jungle.
    Photo: Samuel Melim

    Viaje para o Pantanal ou a Amazônia com a PlanetaEXO

    A PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em passeios pelo Pantanal e em expedições pela Amazônia no Brasil, então por que escolher só um destino se você pode conhecer os dois?

    Trabalhamos com as melhores operadoras locais para garantir uma experiência de viagem diferente de tudo. Da reserva ao roteiro, nosso time acompanha você em cada etapa. Fale com a gente agora!

  • O melhor hotel de selva na Amazônia: onde se hospedar no Brasil

    O melhor hotel de selva na Amazônia: onde se hospedar no Brasil

    Os lodges na Amazônia oferecem estadias confortáveis, serviços de alto padrão e imersão total na natureza

    Visitar a Floresta Amazônica está na lista de desejos de viajantes do mundo inteiro. Ainda assim, muita gente se pergunta se um ambiente tão selvagem é o lugar certo para esquecer o trabalho e as responsabilidades que ficaram em casa. A aventura é garantida, mas e o descanso?

    Felizmente, os melhores hotéis de selva da Amazônia no Brasil oferecem infraestrutura incrível em plena floresta, além de serviços premium e roteiros personalizados. O resultado é uma estadia de alto padrão que prova uma coisa: ecoturismo e conforto combinam perfeitamente.

    Precisa de uma mão para planejar a viagem? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, preparou uma lista com opções de hospedagem incríveis. Confira abaixo!

    Cristalino Lodge

    Tourists stand on an observation tower above the canopy at Cristalino Lodge, a top Amazon rainforest hotel.
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    O Cristalino Lodge fica em uma reserva natural privada no sul da Amazônia. Com as melhores estadias e protocolos rígidos de preservação da floresta, é considerado um dos ecolodges mais notáveis do mundo pela National Geographic.

    A RPPN Cristalino (Reserva Particular do Patrimônio Natural) é a segunda maior reserva privada da floresta, com 27.000 acres, o dobro da ilha de Manhattan (NY). A fauna rica chama atenção: são mais de 600 espécies de aves e dezenas de mamíferos, incluindo macacos, ariranhas, catetos e antas.

    Se você ama observação de aves, ou de qualquer outro tipo de fauna, vai se apaixonar pelas torres de observação de 50 metros (164 pés), que abrem uma vista e tanto da floresta. O nascer e o pôr do sol vistos dessa altura ficam para sempre na memória!

    Depois de um dia inteiro de trilha ou canoagem nos rios Teles Pires e Cristalino, os hóspedes voltam para instalações de luxo, com bangalôs sofisticados e áreas comuns elegantes (salas de leitura e conferências, restaurante de cozinha local, bar e o querido deck flutuante).

    • Localização: Alta Floresta, Mato Grosso
    • Acesso: 40 minutos de carro a partir de Alta Floresta + trajeto de barco
    Lounge chairs and green umbrellas on the floating deck at Cristalino Lodge, an amazing Amazon eco lodge in Brazil.
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    👉 Leia mais: Como chegar à Floresta Amazônica no Brasil?

    Anavilhanas Jungle Lodge

    A refined bungalow with a thatched roof and a hammock on the balcony at Anavilhanas Jungle Lodge in Brazil.
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    O Anavilhanas Jungle Lodge já poderia ser um dos melhores hotéis de selva na Amazônia só pela localização, no coração do Parque Nacional de Anavilhanas, o segundo maior arquipélago fluvial do mundo. Mas este lugar extraordinário reserva muito mais.

    Viva momentos inesquecíveis nas atividades cheias de aventura, como trilhas, passeios de barco, pesca esportiva, expedições noturnas, exploração de cavernas, passeios ao pôr do sol e por aí vai. Fique de olho para avistar jacarés, araras coloridas, botos simpáticos e outras criaturas fascinantes!

    Na parte de estrutura, este hotel de selva na Amazônia tem de tudo: bangalôs e chalés refinados com TV, frigobar, ar-condicionado, Wi-Fi, chuveiro quente e varandas privativas com vista panorâmica.

    Você ainda pode nadar na piscina, treinar na academia, relaxar com uma massagem, provar pratos brasileiros deliciosos ou tomar um drink no bar flutuante. Quem diria que a Amazônia podia ser tão luxuosa?

    • Localização: Novo Airão, Amazonas
    • Acesso: 3 horas de Manaus (estrada + barco)
    A woman relaxes on a wooden floating deck over the river at Anavilhanas Jungle Lodge, one of the best Amazon lodges in Brazil.
    Photo: Felipe Castellari

    Juma Amazon Lodge

    High-end bungalows built on tall stilts over the river at Juma Amazon Lodge, a premier Amazon jungle lodge in Brazil.
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    Quando o assunto é hotel de selva em Manaus, o Juma Amazon Lodge é parada obrigatória para quem ama a natureza.

    Apoiado em práticas sustentáveis, como energia solar, tratamento de efluentes e reciclagem, o Juma é ecológico sem abrir mão de uma experiência de alto padrão. As acomodações ficam sobre palafitas de quase 15 metros (49 pés) de altura. Os bangalôs lindos ficam na copa das árvores, o que garante uma experiência imersiva e ainda protege da água nas cheias sazonais.

    Aproveite as áreas comuns do hotel: tome um drink no bar, saboreie pratos tradicionais brasileiros no restaurante, nade na piscina ou pegue um sol no deck flutuante.

    Com sede de aventura? Encare trilhas pela selva, suba em árvores, pesque piranhas, reme de canoa pelos rios amazônicos, entre nas expedições noturnas, visite comunidades indígenas e curta outras atividades que aceleram o coração!

    👉 Leia mais: Qual a melhor época para visitar a Floresta Amazônica no Brasil

    • Localização: Autazes, Amazonas
    • Acesso: 45 minutos de barco a partir de Manaus + 1 hora de carro + 1 hora de barco
    A floating deck and pool illuminated at night at Juma Amazon Lodge in the Amazon rainforest.
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    Mirante do Gavião

    The unique wooden architecture of Mirante do Gavião lodge illuminated at dusk, representing one of the best Amazon jungle lodges in Brazil.
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    Você vai ficar de queixo caído ao ver o Mirante do Gavião de perto. O projeto de arquitetura marcante usa estruturas de madeira que lembram as asas de uma ave de rapina. É um aceno ao nome do lodge: o mirante de onde o gavião observa a floresta. Sacada inteligente, né?

    São três tipos de acomodação (Premium, Luxury e Tree House), e cada quarto vem com ar-condicionado, camas confortáveis, banheiro espaçoso e frigobar. Dependendo da categoria, você ainda encontra varandas privativas, redes e banheiras de hidromassagem.

    Quer um pouco de ação? Sem problema! Este ecolodge tem atividades de sobra: trilhas, trilhas aquáticas, passeios noturnos para avistar animais, canoagem, exploração de cavernas e visitas a vilarejos e comunidades indígenas.

    Quando não estiver explorando a floresta, você pode se divertir na sala de jogos, relaxar na área de bem-estar, cair na piscina ou saborear um prato feito com ingredientes frescos e locais no Camu-Camu, o restaurante fine dining do lodge.

    • Localização: Novo Airão, Amazonas
    • Acesso: 3 horas de Manaus (estrada + barco)
    A luxury room with a large glass window facing the forest at Mirante do Gavião in the Amazon rainforest.
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    👉 Leia mais: Os melhores cruzeiros pelo Rio Amazonas no Brasil

    Uakari Lodge

    Floating bungalows on the river water at Uakari Lodge, an immersive Amazon rainforest lodge experience.
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    Não existe nada como o Uakari Lodge. Erguido com segurança sobre palafitas no meio da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, ele flutua sobre as águas do rio, o que aprofunda a sensação de imersão total na natureza. Um dos melhores hotéis de selva da Amazônia brasileira, o lodge foi incluído pela Lonely Planet numa lista de experiências imperdíveis na floresta.

    As práticas sustentáveis do Uakari não miram só o meio ambiente (energia solar, captação de água da chuva, reciclagem…): elas também chegam às comunidades. Operado pelo Instituto Mamirauá e por lideranças locais, este hotel da Floresta Amazônica gera renda para grupos ribeirinhos e cria incentivos para a conservação dos recursos naturais da região.

    E tem mais: as acomodações são um espetáculo à parte. A estrutura flutuante reúne cinco bangalôs com duas suítes cada, todos voltados para o rio, com vistas incríveis da floresta. Fora dos quartos, os hóspedes aproveitam as ótimas áreas comuns (deck, restaurante, bar, sala de vídeo e até uma biblioteca).

    O roteiro reúne uma grande variedade de atividades: passeios noturnos, trilhas, pescaria, visitas a vilarejos, canoagem, passeios de barco para observar a fauna e muito mais!

    • Localização: Tefé, Amazonas
    • Acesso: Voo de Manaus a Tefé + 1 hora e 30 minutos de barco
    A wooden deck with comfortable sofas overlooking the floating bungalows and river at Uakari Lodge in Brazil.
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    Amazon Turtle Lodge

    Aerial view of Amazon Turtle Lodge located by the river and deep inside the Brazilian Amazon rainforest.
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    Procurando algo mais em conta? O Amazon Turtle Lodge é uma excelente pousada de selva para quem quer gastar menos. Mas não se engane: preço amigável não significa abrir mão das experiências mais incríveis na floresta!

    Perto do Rio Guaporé, a localização é perfeita para mergulhar de cabeça na natureza. Charmoso e pitoresco, o lodge tem três tipos de bangalô: Rustic, Masonry e Superior, todos com camas confortáveis, ar-condicionado e banheiro privativo. Você também pode fazer as refeições no restaurante, tomar um drink no bar ou se divertir na sala de jogos e no espaço de TV.

    A lista generosa de atividades é outro motivo para este ser um dos ecolodges mais marcantes da Amazônia brasileira: caiaque, stand-up paddle, canoagem, trilhas, observação de aves, busca por fauna, pesca de piranha, passeio de barco até o Encontro das Águas, visita ao mercado de frutas local (Ceasa) e volta pelos vilarejos vizinhos.

    • Localização: Careiro, Amazonas
    • Acesso: 3h30 de Manaus (estrada + barco)
    A comfortable and affordable bungalow bedroom with two beds at Amazon Turtle Lodge in Brazil.
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    Dolphin Lodge

     Aerial view of Dolphin Lodge showing its floating deck, boats, and chalets surrounded by the Amazon forest.
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    Fazendo jus ao nome, o Dolphin Lodge fica em uma área preservada onde é comum avistar botos, além de jacarés, macacos, aves e outras espécies belíssimas.

    Levando o ecoturismo a outro patamar, as ações sustentáveis são parte central do lugar: contratação de moradores locais, excursões de baixo impacto ambiental, reciclagem, uso reduzido de plástico e protocolos para proteger a fauna.

    O hotel tem seis chalés em terra firme e quatro bangalôs no Rio Memori, todos com vistas de tirar o fôlego. Os hóspedes relaxam na palhoça com redes e provam a comida brasileira preparada todos os dias pela equipe da cozinha.

    Entre as atividades estão trilhas na selva, observação da fauna, pescaria, passeios de barco, aulas de sobrevivência, camping na floresta e visitas a comunidades locais.

    • Localização: Careiro, Amazonas
    • Acesso: 3 horas de Manaus (estrada + barco)
    Wooden chalets with thatched roofs connected by a walkway at Dolphin Lodge, a great Amazon rainforest hotel.
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    Quanto custa se hospedar em um hotel de selva na Amazônia?

    O custo médio para se hospedar em um hotel de selva na Amazônia é de R$ 11.000 por pessoa. Mas atenção: os preços variam conforme a categoria da acomodação, a temporada, a duração da viagem etc.

    Veja mais informações sobre as melhores pousadas na Amazônia:

    LODGE DESTAQUES DURAÇÃO PREÇO A PARTIR DE*
    Cristalino Jungle Lodge Estadia de alto padrão, perto dos rios Cristalino e Teles Pires, torres de observação para ver aves e fauna, trilhas, canoagem e passeios de barco. 5 dias R$ 17.470
    Anavilhanas Jungle Lodge Estadia sofisticada, expedições (Anavilhanas, Rio Negro e Cavernas do Madadá), observação da fauna, trilhas, canoagem, passeios de barco, pescaria e aulas de arco e flecha. 6 dias R$ 16.670
    Juma Amazon Lodge Estadia confortável, passeios noturnos, trilhas, canoagem, pescaria, contemplação do nascer do sol, árvores de sumaúma e visitas a comunidades locais. 5 dias R$ 11.255
    Mirante do Gavião Estadia de luxo, expedições em Anavilhanas e no Rio Negro, trilhas, passeios noturnos, observação da fauna, trilhas aquáticas, contemplação do pôr do sol e visita aos moradores locais. 5 dias R$ 12.545
    Uakari Lodge Ecolodge flutuante (Reserva Mamirauá), trilhas, canoagem, interação com botos, passeios noturnos, pescaria e visita aos moradores locais. 5 dias R$ 5.945
    Amazon Turtle Lodge Estadia acessível, trilhas, canoagem, pescaria, observação de aves, passeios ao pôr do sol, Encontro das Águas e visitas a comunidades caboclas. 3 dias
    4 dias
    5 dias
    R$ 3.095
    Dolphin Lodge Encontro das Águas, trekking na selva, safári noturno, contemplação do nascer do sol e visitas a comunidades locais. 3 dias
    4 dias
    5 dias
    R$ 2.228

    *Por pessoa, com base em ocupação dupla em saídas em grupo. Os preços podem variar conforme a temporada e a disponibilidade. Câmbio de 12 de fevereiro de 2026; sujeito a alterações.

    Conheça os melhores hotéis de selva na Amazônia com o PlanetaEXO

    Viu como você não precisa escolher entre aventura e conforto? Com essas pousadas na Amazônia cheias de estrutura, dá para ter o melhor dos dois mundos numa só viagem!

    Especialista em viagens para a Amazônia, o PlanetaEXO trabalha com operadores locais respeitados e seleciona a dedo os melhores roteiros para experiências sustentáveis e prazerosas em alguns dos lugares mais bonitos do país. Fale com a gente agora!

  • Como chegar na Amazônia no Brasil?

    Como chegar na Amazônia no Brasil?

    Não sabe como visitar a Amazônia? Confira nosso guia com as rotas para o Amazonas, Mato Grosso e Pará e descubra tudo o que você precisa saber!

    Se você está se perguntando como visitar a Amazônia e como chegar até lá para começar a planejar as próximas férias, vale esclarecer uma coisa: ao contrário do que muita gente pensa, o acesso não é nada complicado. A melhor forma de chegar é voando até Manaus, a capital do estado do Amazonas. De Manaus, muitos viajantes seguem mais fundo na floresta em cruzeiros na Amazônia.

    Aerial view of a winding blue river flowing through the dense green vegetation of the Amazon Rainforest in Brazil.
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    Mas você pode optar por rotas diferentes, principalmente se for conhecer a Amazônia em outros estados. Do aeroporto, dá para chegar à floresta de verdade por terra ou de barco, quase sempre com os transfers oferecidos pelos lodges.

    Como plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, que trabalha com os melhores operadores locais, o PlanetaEXO preparou um guia completo para tirar todas as suas dúvidas. Confira!

    Onde fica a Amazônia no Brasil?

    A Amazônia fica na região Norte do Brasil. Apesar de se estender por Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Guiana, Venezuela e Suriname, mais de 59% do bioma está dentro do território brasileiro.

    O Amazonas é o principal estado, mas a floresta também avança por Pará, Mato Grosso, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins.

    👉 Leia mais: A melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    Como chegar em Manaus?

    A rota de Manaus até a floresta é a mais prática, já que a capital do Amazonas é considerada a porta de entrada do bioma. Os turistas desembarcam no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (MAO), o principal aeroporto de Manaus, que recebe voos de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

    Quem vem de fora chega a Manaus a partir de Bogotá (BOG), Cidade do Panamá (PTY) ou Curaçao (CUR), porque não há voos diretos da Europa nem dos Estados Unidos. Para quem mora nos EUA, as companhias Copa e Avianca oferecem as opções mais convenientes, com conexões no Panamá e na Colômbia.

    Traveler standing on a wooden pier looking at a small seaplane docked in the Amazon river ready for boarding.
    Photo: Felipe Castellari

    Vindo de países da Europa ou da América do Norte, os voos geralmente fazem escala em São Paulo (GRU/VCP), Rio de Janeiro (GIG) ou Brasília (BSB) antes de seguir ao destino final. A partir dessas cidades, a Azul e a GOL oferecem voos para Manaus sem conexão.

    Depois de chegar a Manaus, é preciso um transporte até a floresta. A maioria dos passeios do PlanetaEXO na Amazônia inclui transfers privativos ou em grupo oferecidos pelos lodges, que envolvem um trajeto de 30 minutos de carro até o Porto da Ceasa e um trecho de barco até o hotel, com duração que varia conforme a localização de cada hospedagem.

    Tourists riding a motorized canoe exploring the calm waters of the Amazon Rainforest river at dusk
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    Alguns lodges ficam em áreas bem isoladas, o que torna o percurso mais longo, com vários trechos de carro, ônibus ou barco. Pode parecer muita coisa, mas fique tranquilo! O caminho até a hospedagem já é uma aventura por si só, porque você vive experiências incríveis logo no primeiro dia, como passar por feiras de frutas, avistar animais, ver o Encontro das Águas e por aí vai.

    Aerial drone shot of an eco-lodge built on stilts surrounded by the dark waters of the Amazon river and lush jungle.
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    👉 Leia mais:

    Como chegar na Amazônia em Alta Floresta, Mato Grosso?

    Alta Floresta fica no norte do Mato Grosso, na borda sul da Amazônia. É nessa cidade charmosa que está o Cristalino Jungle Lodge, um dos lodges de selva mais renomados do mundo. E não é só a gente que diz: a National Geographic também acha!

    Tall metal observation tower rising above the Amazon rainforest canopy at Cristalino Jungle Lodge in Mato Grosso.
    Photo: Andre Dib

    O aeroporto da Amazônia em Alta Floresta é o Aeroporto Piloto Osvaldo Marques Dias (AFL), atendido pela Azul com voos de Cuiabá (CGB) e São Paulo (VCP) 2–3 vezes por semana. Antes de pousar nessas cidades, você pode ter uma escala em outros lugares. Confira bem os detalhes do seu voo!

    Alta Floresta também fica perto de outros biomas marcantes, como o Pantanal, famoso pelos avistamentos de onça-pintada. Muitos passeios pelo Pantanal saem de Cuiabá, o que é a oportunidade perfeita para conhecer mais da incrível diversidade natural do Brasil.

    Jaguar resting comfortably on a thick tree branch in the Brazilian wetlands.
    Photo: Jorge Lopes

    Como chegar na Amazônia no Pará

    Vizinho do estado do Amazonas, o Pará revela um outro lado da floresta brasileira. Continua lindo e cheio de surpresas, mas com riquezas naturais e culturais bem próprias.

    As principais atrações amazônicas do Pará são a belíssima Ilha de Marajó e Alter do Chão, a melhor praia do Brasil segundo o The Guardian, que a descreveu como “a resposta da selva ao Caribe”.

    Belém

    O jeito mais fácil de chegar ao Pará é desembarcar em Belém, a capital do estado. O Aeroporto Internacional de Belém (BEL) recebe voos diretos de várias cidades brasileiras: Belo Horizonte (CNF), Brasília (BSB), Fortaleza (FOR), Manaus (MAO), Recife (REC), Rio de Janeiro (GIG), São Luís (SLZ) e São Paulo (GRU/VCP).

    Aerial view of the historic Ver-o-Peso market and docked boats on the riverfront in Belém do Pará.
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    Turistas estrangeiros também podem voar direto para Belém a partir de Bogotá (BOG), Lisboa (LIS), Fort Lauderdale (FLL) e Miami (MIA).

    As companhias GOL, LATAM e Azul operam tanto rotas nacionais quanto internacionais.

    Santarém

    Se o seu destino é Alter do Chão, o ideal é reservar seu voo para Santarém (STM), uma cidade a 1.167 km (725 milhas) de Belém. Para chegar lá, você pode partir de Belém (BEL), Brasília (BSB), Manaus (MAO) ou Porto Trombetas (TMT).

     White sand beach of Ilha do Amor stretching into the clear waters of the Tapajós River in Alter do Chão.
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    Você também pode chegar ao seu destino de barco, saindo do Porto de Belém ou do Porto de Santarém. As viagens de barco duram mais de 36 horas, tempo de sobra para curtir um belo trajeto pelos rios Amazonas e Tapajós. Assista ao nascer ou ao pôr do sol, admire o Encontro das Águas e fique de olho nas aves e nos animais aquáticos.

    Os barcos são relativamente simples, mas ainda assim confortáveis e seguros. Os passageiros podem reservar cabines próprias (com cama de casal, banheiro privativo, ar-condicionado, TV e frigobar) ou passar a noite em redes espalhadas pelos conveses. As refeições (café da manhã, almoço, jantar e lanches) são vendidas à parte.

    👉 Conheça esta aventura: Cruzeiro pelo Rio Amazonas saindo de Alter do Chão

    Dicas valiosas de como ir para a Amazônia

    Você já aprendeu como chegar na Amazônia no Brasil por diferentes rotas, estados e cidades. Para deixar a sua viagem ainda mais tranquila, separamos algumas dicas valiosas:

    • A rota de São Paulo até a Amazônia é a que oferece mais opções de voos diretos e conexões, por Viracopos (VCP) e Guarulhos (GRU).
    • Saindo do Rio de Janeiro para a Amazônia, o Galeão (GIG) é o principal aeroporto para quem vai a Manaus e Belém.
    • Consulte o Google Voos para encontrar passagens em conta.
    • Se você optar por ir de Belém a Santarém (ou vice-versa) de barco, a Ibarco é uma das operadoras mais conhecidas do Norte do Brasil.

    O PlanetaEXO está aqui para ajudar você com as melhores opções de transfer para viagens ao Amazonas, Mato Grosso ou Pará. A maioria dos nossos passeios já inclui transfers privativos para a sua comodidade. Fale com a gente e saiba mais!

    Traditional wooden riverboat navigating the calm Amazon waters during a golden sunset reflecting on the river.
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    A Amazônia brasileira está chamando por você!

    Agora que você sabe tudo sobre como chegar à maior floresta tropical do planeta, é hora de começar a planejar a sua viagem!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens para a Amazônia no Brasil. Ao trabalhar com os melhores operadores locais, conseguimos apoiar a comunidade, proteger o meio ambiente e organizar a viagem dos seus sonhos. Fale com a gente agora!

  • 10 dicas de viagem para a Amazônia para aproveitar sua aventura ao máximo

    10 dicas de viagem para a Amazônia para aproveitar sua aventura ao máximo

    Descubra como se preparar para a Amazônia com dicas práticas, conhecimento de quem é local e orientações de viagem sustentável

    Planejar uma viagem para a Amazônia no Brasil está longe de ser uma viagem comum. Com seu tamanho imenso, biodiversidade rica e logística complexa, este lugar magnífico pode desafiar até os viajantes mais experientes.

    Este é um destino em que a preparação faz diferença, tanto para a sua segurança quanto para o bem-estar do meio ambiente e das comunidades locais. Quando você segue certas dicas de viagem para a Amazônia, sabe exatamente o que esperar e ainda consegue tornar suas férias muito melhores.

    Aerial view of an Amazon river cruise boat navigating a dark river surrounded by dense green rainforest in Brazil.
    Photo: Katerre Expedição

    O PlanetaEXO conhece este assunto a fundo. Como especialistas em pacotes na Amazônia, nossa equipe trabalha com os melhores operadores locais para garantir uma viagem tranquila para todos. Veja nossas recomendações abaixo!

    1) Entenda as estações e conte com a chuva

    A Amazônia tem duas estações principais: a estação chuvosa (de dezembro a maio) e a estação seca (de junho a novembro). Cada uma oferece uma experiência diferente.

    A small motorized canoe traveling across the wide Amazon River during a golden sunrise under a cloudy sky.
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    Durante a estação chuvosa, o nível dos rios sobe muito e cria um ecossistema temporário em que a floresta alagada só pode ser acessada de barco.

    Na estação seca, as águas recuam e revelam praias, as trilhas ficam mais fáceis de percorrer e fica mais simples avistar animais terrestres.

    Ainda assim, não se deixe enganar pelo termo “estação seca”. O volume de chuva é bastante alto o ano todo (afinal, é uma floresta tropical), o que significa que pancadas de chuva podem aparecer de repente. Isso não prejudica sua viagem em nada, mas é importante estar ciente.

    👉 Leia mais: Qual a Melhor Época para Visitar a Amazônia no Brasil

    2) Viaje leve, mas com inteligência

    Você não precisa de muita coisa, mas o que você leva faz diferença. Levar bagagem demais deixa a viagem mais pesada e difícil de administrar, enquanto levar de menos pode tornar sua experiência desconfortável. Busque o equilíbrio: o que você carrega deve servir à jornada, não complicá-la.

    A traveler carrying a reusable water bottle hikes through a lush green Amazon Rainforest trail.
    Photo: Marcelo Bonifácio

    Confira uma lista do que levar para a Amazônia e aproveitar ao máximo a sua experiência de viagem:

    • Roupas leves e respiráveis: camisetas, shorts, calças, camisas de manga comprida (de preferência com proteção UV), corta-ventos, chapéus ou bonés e roupa de banho.
    • Calçados confortáveis: tênis, chinelos e botas de trekking resistentes.
    • Equipamentos: capa de chuva, lanterna e garrafa de água reutilizável.
    • Itens essenciais de viagem: documentos, medicamentos, protetor solar (FPS 30 ou mais), repelente de insetos, óculos de sol e power bank (celulares, câmeras, notebooks, tablets).

    Embora cidades maiores como Manaus ou Belém tenham caixas eletrônicos e estabelecimentos que aceitam cartão, boa parte da região de floresta ainda funciona na base do dinheiro em espécie, especialmente em comunidades remotas e mercados locais. Leve dinheiro suficiente (em reais) para cobrir refeições, souvenirs, taxas de entrada, etc. Guarde-o com segurança e divida entre as bolsas.

    Outro item essencial para levar é um adaptador de tomada universal, já que os padrões de tomada variam conforme o local. A voltagem na região da Amazônia é 127 V. Cuidado com seus aparelhos!

    3) Proteja seus eletrônicos da umidade

    A umidade na Amazônia varia de 77% a 88% ao longo do ano, o que pode danificar seus eletrônicos mesmo sem chuva, já que o ar úmido pode condensar dentro de lentes e aparelhos.

    Para proteger celulares, câmeras, notebooks e tablets, mantenha-os em sacos herméticos ou à prova d’água quando não estiver usando.

    Aerial view of the dense Amazon Rainforest canopy covered in thick morning mist and fog.
    Photo: André Dib

    4) Fique atento ao fuso horário na Amazônia

    O fuso horário em Manaus e nas áreas vizinhas é UTC-4.

    O Horário do Amazonas (AMT) está 1 hora à frente do Horário Padrão do Leste (EST) e 2 horas à frente do Horário Padrão Central (CST) (-4 horas em relação ao Tempo Universal Coordenado).

    Fique atento a essas diferenças para não se confundir durante a viagem!

    Amazon Rainforest travel Silhouette of three people in a small canoe navigating the Amazon River against a bright orange sunset sky.
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    👉 Leia mais: Como Chegar à Amazônia no Brasil?

    5) Saúde em primeiro lugar: vacinas e cuidados gerais

    A preparação médica é uma dica básica de viagem para a Amazônia, e começa antes mesmo de você chegar ao destino. As vacinas são fortemente recomendadas, em especial contra hepatite A e B, difteria, tétano, poliomielite e sarampo. Dependendo da região e da estação, seu médico pode recomendar também a prevenção contra a malária.

    A traveler stands behind a powerful rushing waterfall in the Amazon Rainforest with their arms raised.
    @ines.lafosse

    A vacina contra febre amarela não é obrigatória como em outros países da América do Sul, mas é altamente recomendada, principalmente se você também for viajar para a Amazônia no Peru, na Colômbia, no Equador e na Bolívia.

    Consulte o guia de saúde do viajante do governo dos Estados Unidos e as recomendações oficiais do Brasil para turistas internacionais. Se necessário, procure uma clínica do viajante pelo menos algumas semanas antes da viagem.

    Já na floresta, hábitos simples fazem uma grande diferença:

    • A hidratação é essencial no calor e na umidade. Leve uma garrafa de água reutilizável e beba com frequência.
    • Monte um pequeno kit de primeiros socorros com o essencial, incluindo remédios para dor de cabeça ou desconforto no estômago, alívio para alergias e curativos ou band-aids para pequenos ferimentos.
    • Passe o protetor solar primeiro, espere 15 minutos para ele absorver e só então aplique o repelente com alta concentração de DEET por cima. Se você fizer ao contrário, o protetor pode diluir o repelente ou até prender insetos na sua pele.
    • Antes de calçar os sapatos de manhã, sacuda-os com força e dê uma olhada por dentro. Aranhas, escorpiões e algum sapinho ocasional adoram a “caverna” escura e úmida de uma bota de trekking.

    6) Caminhe com um guia local

    Os turistas podem se perguntar se a Amazônia é perigosa. Por ser um ambiente selvagem, a floresta pode guardar seus perigos, mas só para quem explora o bioma por conta própria.

    Por isso, seguir um guia local qualificado é fundamental. Ele sabe onde pisar, quando ficar em silêncio e no que não tocar. A segurança vem primeiro, mas respeitar as instruções também permite uma imersão mais profunda e a conservação da natureza.

    A local guide shows two tourists the intricate roots of a large tree while hiking through the Amazon.
    Photo: Samuel Melim

    Caminhar pela floresta com alguém que conhece o terreno como a palma da mão transforma a experiência. Você vai aprender a identificar insetos escondidos, plantas medicinais, sapos camuflados e rastros de animais que jamais notaria sozinho, além de agir da forma certa para não perturbar o equilíbrio do ecossistema.

    7) Fique em silêncio e não interfira ao avistar um animal

    Embora o Pantanal seja considerado o melhor lugar do Brasil para observar a vida selvagem, a fauna da Amazônia também é riquíssima, sendo parte fundamental de um dos ecossistemas mais complexos da Terra.

    A camouflaged caiman rests on a riverbank covered in leaves during a night wildlife tour in the Amazon.
    Photo: Vitor Marigo

    Seja uma preguiça na copa das árvores, um jacaré à margem do rio ou uma fila de formigas cortadeiras cruzando seu caminho, tudo isso forma um ambiente finamente equilibrado. Tocar, alimentar ou se aproximar dos animais rompe esse equilíbrio, altera comportamentos naturais e pode colocar você e o animal em risco.

    Respeito de verdade significa manter distância, se mover em silêncio e resistir à vontade de interagir. Esses são momentos de conexão com a natureza como ela realmente é: selvagem, imprevisível e melhor quando deixada em paz.

    8) Hospede-se em lodges que cuidam da natureza

    Uma das dicas de viagem para a Amazônia mais importantes envolve onde você se hospeda. Escolher lodges que priorizam a sustentabilidade garante que sua visita apoie tanto o meio ambiente quanto a comunidade.

    Sustainable wooden Amazon jungle lodge cabins floating on a calm river reflecting the blue sky.
    .

    Procure acomodações movidas a energia solar, com sistemas de gestão de resíduos e contratação justa. Muitos ecolodges reinvestem parte dos lucros em projetos de conservação e educação, o que ajuda a apoiar as famílias locais.

    Quando você se hospeda em hotéis de selva onde sua viagem faz diferença, você contribui diretamente para a preservação da floresta e a qualidade de vida de quem a chama de lar, e torna sua viagem realmente significativa.

    👉 Leia mais: Melhores Hotéis na Amazônia no Brasil

    9) Hospede-se em uma região de “água preta” para evitar insetos

    Aqui vai uma dica de viagem para a Amazônia que você não vê em qualquer lugar: se você é daqueles que atraem muito mosquito, procure lodges em rios de “água preta” (como o Rio Negro).

    A alta acidez da matéria orgânica em decomposição impede o desenvolvimento das larvas de mosquito e torna essas áreas bem menos infestadas do que as regiões de “água branca” (como o Solimões).

    A group of travelers swims in a calm black water Amazon river during a vibrant orange sunset.
    .

    👉 Leia mais: Melhores Cruzeiros pelo Rio Amazonas no Brasil

    10) Respeite as comunidades locais

    A Amazônia é o lar de inúmeras pessoas, incluindo comunidades indígenas e ribeirinhas que vivem ali há gerações. Respeitar suas tradições e seu modo de vida é essencial.

    An Indigenous man wearing a traditional feather headdress walks through the lush green Amazon jungle.
    Photo: Isadora Sá

    Sempre peça permissão antes de tirar fotos, evite oferecer presentes sem contexto e esteja aberto a aprender com as histórias delas. Muitos membros desses grupos são guias, anfitriões e responsáveis por projetos de conservação que trabalham todos os dias para garantir o bem-estar da floresta.

    Quando você viaja de forma responsável, apoia o turismo de base comunitária que protege a cultura, gera empregos e fortalece o orgulho local. Faça a sua parte e contribua para um futuro melhor.

    Aqui vai sua última dica de viagem para a Amazônia: reserve sua experiência com o PlanetaEXO

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo que trabalha com os melhores operadores locais e é especializada em pacotes de viagem para a Amazônia.

    Quando você viaja com o PlanetaEXO, garante que suas férias causem um impacto positivo em pequenos negócios, comunidades nativas e no nosso planeta. Vamos viver uma aventura juntos. Fale com a gente agora!

  • O que fazer na Amazônia: as melhores atividades ao ar livre no Brasil

    O que fazer na Amazônia: as melhores atividades ao ar livre no Brasil

    Ansioso para ver de perto uma das maravilhas naturais mais impressionantes do planeta? Confira uma seleção com as melhores atividades na Amazônia, no Brasil

    As possibilidades da Amazônia no Brasil são tão vastas quanto sua impressionante extensão de quase 5 milhões de km². Com opções para quem viaja sozinho, casais, famílias e aventureiros viciados em adrenalina, a maior floresta tropical do mundo é cheia de surpresas.

    O que fazer na Amazônia também depende das preferências e necessidades de cada um. Pense no tipo de experiência que você quer guardar na memória e no coração: navegar por rios majestosos, acampar entre as árvores, unir conforto e natureza em um jungle lodge…

    A multi-level riverboat travels along a wide, calm dark river bordered by dense green rainforest islands reflecting the sky.
    Photo: Marcelo Bonifacio

    Seja qual for a escolha, o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, conhece a fundo roteiros sob medida na natureza para cada estilo de viagem. Confira nossas sugestões logo abaixo!

    Imersão na Amazônia em jungle lodges

    Quer viver tudo o que a natureza oferece, mas ainda precisa de algum conforto para descansar o corpo depois de um dia cheio de aventura? Dá para aproveitar todas as atividades ao ar livre enquanto você se hospeda em um lodge na Amazônia!

    Comfortable Amazon jungle lodge with a thatched roof nestled in the tropical rainforest.
    Photo: Felipe Castellari

    Localizadas em meio a áreas preservadas em diferentes regiões da floresta, como os Parques Nacionais de Anavilhanas e Jaú, as acomodações têm tudo para uma ótima estadia: quartos confortáveis, banheiros privativos, áreas comuns de lazer e relaxamento, comida típica e muito mais.

    Cada lodge conta com sua própria equipe de profissionais qualificados para conduzir as atividades, entre elas trilhas, pescaria, passeios de barco, observação da fauna, focagem noturna e por aí vai.

    👉 Leia mais: Qual é a melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    Cruzeiros pelos rios da Amazônia

    Você sabia que cruzeiros também acontecem em outras águas além do mar? Os barcos dos cruzeiros fluviais são menores que os navios tradicionais, e é justamente isso que torna a experiência ainda melhor e mais intimista.

    Com menos gente a bordo, você consegue focar no que realmente importa: as árvores, os animais, a brisa suave e a sensação indescritível de navegar pelas águas calmas dos rios amazônicos.

    A green ecotourism riverboat with solar panels cruises down a dark river surrounded by lush Amazon rainforest.
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    Além da excelente acomodação em cabines elegantes equipadas com tudo o que você precisa para uma viagem confortável (banheiro privativo, cama king-size, ar-condicionado e uma ampla variedade de comodidades), os cruzeiros também incluem muitas atividades na Amazônia, como trilhas, canoagem em igapós (florestas alagadas), focagem noturna, visitas a comunidades locais e muito mais.

    Os melhores cruzeiros na Amazônia são embarcações de vários andares, com design elegante, diversas áreas comuns e tripulações altamente qualificadas. Elas também seguem protocolos rígidos de segurança e de meio ambiente para garantir uma viagem responsável e sem preocupações.

    👉 Leia mais: Qual é a melhor época do ano para cruzeiros pelos rios da Amazônia no Brasil?

    Caiaque nos rios da Amazônia

    Uma das melhores coisas para fazer na Amazônia, principalmente em Presidente Figueiredo, é remar de caiaque. Conhecido como a Terra das Cachoeiras por causa das centenas de quedas d'água catalogadas, além dos rios e piscinas naturais, o lugar é o destino perfeito para quem ama roteiros ligados à água.

     Aerial view of a group of tourists kayaking on a dark Amazonian river surrounded by dense green forest.
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    Os passeios de caiaque são ótimos tanto para remadores experientes quanto para iniciantes. Se você já fez isso antes, vai poder fazer o que ama em um dos lugares mais bonitos do mundo. Primeira vez? Sem problema, os instrutores ajudam você em tudo o que precisar, desde como vestir o equipamento de segurança até as melhores técnicas de remada!

    Fique atento: o caiaque pode ser bem exigente fisicamente, já que você vai passar de 4 a 8 horas na água. Até quem está em ótima forma pode cansar em algum momento, então a solução é pedir para ser rebocado pelos barcos de apoio quando os braços começarem a reclamar. Assim, você só relaxa e curte o passeio!

    👉 Conheça a aventura: Tour de Caiaque de 4 dias na Amazônia, no Brasil

    Encontro das Águas

    Sem dúvida um dos maiores marcos da Amazônia, o Encontro das Águas é um fenômeno fascinante em que os rios Negro e Solimões se juntam, mas não totalmente.

    Aerial view of a riverboat navigating the Meeting of the Waters in the Amazon, showing the distinct dark and sandy rivers flowing side-by-side.
    Photo: Marcelo Bonifacio

    Fazendo jus ao nome, a água do rio Negro é escura, enquanto a do Solimões é barrenta. Os dois se encontram, mas nunca se misturam. Há três motivos para isso: temperaturas diferentes, velocidade da correnteza e o pH (acidez) das águas.

    Com uma vista de tirar o fôlego o ano inteiro, o Encontro das Águas pode ser visto a partir de Manaus ou durante cruzeiros e passeios de barco. Não deixe de conferir!

    Leia mais: Como chegar à Amazônia no Brasil?

    Expedições pela selva amazônica

    Quando o assunto é o que fazer na floresta amazônica no Brasil, as expedições pela selva não podem ficar de fora.

    Three tourists on an Amazon jungle tour using binoculars to observe wildlife among giant trees.
    Photo: Samuel Melim

    80 mil espécies de plantas espalhadas por toda a área, das quais 40 mil têm papéis muito importantes na manutenção dos ciclos de água locais e até na regulação do clima em escala global. A floresta também abriga muitos animais: 427 mamíferos, 1.300 aves, 378 répteis e 400 anfíbios, segundo a Amazon Conservation Association.

    Tanta riqueza natural merece ser admirada, então prepare-se para caminhar entre árvores gigantes (e antigas), respirar o ar mais puro do planeta e observar a vida selvagem. Dá para imaginar avistar jacarés, preguiças, araras, botos-cor-de-rosa e outros incríveis animais da Amazônia? Não é todo dia que se vê isso.

    As expedições variam conforme o quão perto da natureza você quer estar. Se você curte a ideia de acampamento selvagem, os tours de sobrevivência são uma ótima opção, permitindo dormir em uma rede no meio da selva, bem protegido de animais, mosquitos e chuva.

    Conexão com as comunidades locais

    A Amazônia é rica não só em biodiversidade, mas também em cultura. Só no Amazonas, existem cerca de 350 comunidades ribeirinhas e 259 grupos indígenas espalhados por diferentes partes do estado.

     Indigenous people from the Amazon playing traditional wind instruments during a cultural presentation.
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    Visitar a casa dos moradores locais é uma das principais coisas para fazer na Amazônia, porque permite mergulhar de cabeça no elemento mais importante de todo destino: as pessoas.

    As atividades mudam de comunidade para comunidade, mas incluem visitas imersivas que permitem conhecer o dia a dia dos nativos quando o assunto é alimentação, agricultura, artesanato, festas e por aí vai.

    Group of smiling local children and a tourist interacting in front of a riverside community school building in the Amazon.
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    A experiência pode reservar muitas surpresas, mas pode ter certeza de uma coisa: os brasileiros são muito acolhedores e vão receber você de braços abertos!

    O que fazer na Amazônia com o PlanetaEXO

    Agora que você já sabe o que fazer na Amazônia, chegou a hora de planejar sua viagem!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para a Amazônia. Conectando você aos melhores operadores locais, enriquecemos sua experiência de viagem com roteiros sob medida, acomodações incríveis, opções de transfer convenientes e muito mais. Fale com a gente agora!

  • Projetos de Conservação Ambiental na Amazônia: 8 para Apoiar em 2026

    Projetos de Conservação Ambiental na Amazônia: 8 para Apoiar em 2026

    Conheça projetos de conservação na Amazônia que fazem diferença para a flora, a fauna e as pessoas da floresta

    A Amazônia cobre 6,74 milhões de km² em nove países e guarda cerca de um quinto da água doce do planeta. Desse total, 4,2 milhões de km² estão em território brasileiro, área maior que a da Índia. O que acontece nesse trecho de floresta dita o ritmo do bioma inteiro, e é por isso que cada número de desmatamento divulgado em Brasília é analisado no mundo todo.

    Projetos de conservação na Amazônia

    O desmatamento na Amazônia chegou ao menor nível anual desde 2014, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Nos últimos dois anos, a região registrou os melhores números em mais de uma década, incluindo uma redução de 45% na área queimada.

    Por trás desses números existe uma lista longa de organizações que já trabalhavam quando ninguém estava olhando. Quer saber como preservar a Amazônia na prática, depois que o assunto sai do noticiário?

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, reuniu 8 projetos ambientais que agem no chão da floresta, liderados por instituições com resultados comprovados. Confira abaixo!

    Projetos de conservação na Amazônia - Brigada do Alter
    Foto: @guardioes_ti_kumaruara

    1. Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da Amazônia (Pensa)

    Ingredientes raros que não crescem em nenhum outro lugar, uma paisagem que atrai viajantes de todos os continentes e comunidades que querem construir negócios em vez de vender madeira, a Amazônia tem a matéria-prima para uma economia que preserva a floresta. O que geralmente lhe falta é capital e capacitação.

    Projetos de conservação na Amazônia – Sustainable Amazon Foundation (FAS)
    Foto: Emile Gomes

    A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) criou o Pensa para fechar essa lacuna, partindo do princípio de que a conservação da Amazônia falha sempre que exige que as famílias fiquem mais pobres do que a alternativa.

    O programa mantém uma incubadora de negócios a distância em 583 comunidades de 16 Unidades de Conservação, formando empreendedores em gestão, precificação e vendas. No interior da floresta, a maioria dos negócios é tocada por mulheres.

    A FAS publicou os resultados de 2024 na íntegra: 11,3 milhões de hectares sob proteção, 21.900 famílias atendidas em 902 comunidades e vilas de 166 municípios, R$ 8,6 milhões de receita bruta gerada na cadeia do turismo e 17,2 milhões de toneladas de CO₂ evitadas. De 2008 a 2024, a renda média das famílias atendidas subiu 202%, enquanto o desmatamento nessas mesmas áreas caiu 40%.

    Como apoiar: doe pelo fas-amazonia.org, onde os relatórios anuais de atividades também são publicados na íntegra.

    👉 Leia mais: Como chegar na Amazônia no Brasil?

    Projetos de conservação na Amazôni - A Solution to Deforestation
    Roberto Brito, fundador do “Projeto Draft”.

    2. Fundação Almerinda Malaquias (FAM)

    Alguns projetos de conservação ambiental na Amazônia começam numa oficina, não em laboratório. A FAM é uma organização sem fins lucrativos de Novo Airão, no Amazonas, que há 25 anos trabalha com uma premissa simples: um jovem devidamente encaminhado profissionalmente não precisa ferir a floresta para se sustentar.

    Educação Ribeirinha Katerre - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: @expedicaokaterre

    Tudo começou quando Miguel Rocha, marceneiro da cidade, passou a ensinar marcenaria a adolescentes usando as sobras de madeira descartadas pelos estaleiros locais.

    A fundação atua em três frentes:

    • Geração de renda: formação profissional em marcenaria, marchetaria, artesanato em papel reciclado e produção de sabonetes artesanais.
    • Educação ambiental: oficinas para crianças e adolescentes da região sobre a floresta em que vivem e as alternativas econômicas que oferece.
    • Ecoturismo: a viagem como ferramenta que sustenta a escola e a oficina.

    Cerca de 1.000 pessoas já se formaram em marcenaria e marchetaria na FAM desde sua fundação. Um programa em andamento, apoiado pela FAS e pelo Fundo Amazônia/BNDES, deve alcançar mais 45 famílias e ampliar a cadeia local do artesanato.

    Dois operadores de ecoturismo patrocinam a fundação diretamente: Mirante do Gavião Amazon Lodge e Expedição Katerre. Os dois atuam dentro e no entorno do Parque Nacional de Anavilhanas, a poucos minutos de barco da própria oficina.

    Como apoiar: compre os produtos artesanais ou doe em fundacaoalmerindamalaquias.org.

    Projetos de conservação na Amazônia - Almerinda Malaquias Foundation (FAM)
    Foto: Fundação Almerinda Malaquias Foundation (FAM)

    3. Instituto Mamirauá

    Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) foi fundado em abril de 1999. Com sede no município de Tefé (AM), destaca-se como a única instituição federal de pesquisa dessa natureza sediada no interior da região amazônica.

    Ações Seca 2024 Marimaua Amazonia -Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Caroline Reucker

    O instituto conduz programas de pesquisa e de trabalho comunitário na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, 1.124.000 hectares de floresta de várzea alagada, e na vizinha Reserva Amanã.

    O trabalho recente de maior peso nasceu de um evento lamentável. Durante a seca recorde de 2023, o lago Tefé perdeu cerca de 75% da superfície e a água chegou a 41 °C. Mais de 200 botos e tucuxis, já ameaçados de extinção, morreram, cerca de 10% da população local em uma única semana.

    O IDSM liderou a resposta em campo e o estudo que veio depois, usando modelagem hidrodinâmica para provar que toda a coluna d’água de 2 metros bateu 40 °C, sem rota de fuga para os animais. A pesquisa hoje orienta o plano de contingência para secas no médio Solimões e mostra que a preservação da floresta amazônica precisa também considerar o calor extremo, não apenas o desmatamento.

    O ecoturismo financia parte disso. O Uakari Lodge é uma pousada flutuante dentro da Reserva Mamirauá, acessível de barco a partir de Tefé, e uma das operações de turismo de base comunitária mais antigas do Brasil. Administrado em gestão compartilhada pelo IDSM e pelas comunidades ribeirinhas da região, oferece oportunidades profissionais para os moradores, enquanto também age diariamente para proteger a floresta.

    Como apoiar: doe em mamiraua.org.br ou reserve sua estadia na pousada.

    👉 Leia mais: O melhor hotel de selva na Amazônia: onde se hospedar no Brasil

    Ações Seca 2024 Marimaua Amazonia - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Miguel Monteiro

    4. Sea Shepherd Brasil – Expedição Boto da Amazônia

    As populações de botos-cor-de-rosa e tucuxis caem pela metade a cada 9 ou 10 anos, segundo pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). As duas espécies estão classificadas como em perigo de extinção. A pesca ilegal, o mercúrio proveniente da mineração de ouro, a poluição por plástico e as secas de 2023 e 2024 convergem para o mesmo problema.

    Projetos de conservação na Amazônia - Sea Sheperd Brasil
    Foto: @seasheperdbrasil

    Com o intuito de construir uma base inédita de dados contínuos e de longo prazo sobre as espécies, um dos principais projetos de conservação ambiental com foco em vida selvagem, a Sea Shepherd Brasil, deu início à Expedição Boto da Amazônia em 2021. Criada em Vancouver, Canadá, em 1977, a ONG possui um braço nacional focado diretamente na proteção dos botos.

    Com uma equipe de 21 integrantes, incluindo nove pesquisadores do INPA, da UFPA (Universidade Federal do Pará) e da Sea Shepherd Brasil, , a sexta expedição zarpou em 14 de março de 2025. Ao longo da jornada, a missão navegou por mais de 1.000 km de igarapés, lagos e rios no médio Solimões.

    Com a conclusão dessa jornada, o primeiro ciclo de seis expedições foi oficialmente encerrado, tornando possível uma avaliação inédita e concreta da situação dessas populações. Além disso, os pesquisadores realizaram oficinas de educação ambiental para 100 estudantes em Coari, uma das áreas mais afetadas pela perda de botos.

    Como apoiar: a campanha se mantém com doações recorrentes a partir de R$ 1 por dia em seashepherd.org.br.

    5. Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão

    Criado em 2019 em Alter do Chão, no Pará, esse voluntariado na Amazônia cobre cerca de 1,2 milhão de hectares em seis áreas protegidas e territórios indígenas do Baixo Tapajós. Para a instituição, combater os incêndios é uma medida extrema e não a estratégia central, já que grande parte das ações contra o desflorestamento é colocada em prática com atraso.

    Brigada do Alter - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: @_fotografia23_

    Quase todo incêndio na Amazônia é evitável com manejo integrado do fogo, queimadas controladas no início da estação e trabalho constante com as comunidades que usam o fogo como ferramenta agrícola.

    Em 2024, a brigada ajudou a criar a Rede de Brigadas do Baixo Tapajós (RBBT), sete brigadas voluntárias e comunitárias operando como um sistema só: Alter do Chão, Esquadrão Combate Ativo (Anã), Guardiões da Terra (Maripá), Guardiões Kumaruara, Nova Vista, a Brigada Indígena Murucututu e Escrivão.

    A organização trabalha em conjunto com o ICMBio, Prevfogo/Ibama e mais de 15 instituições parceiras, como o WWF Brasil e a Fundação Pau Costa. Devido ao seu sucesso, essa metodologia tem sido analisada para implementação em outros biomas, incluindo a Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal.

    Como apoiar: doações por Pix ou PayPal em brigadadealter.org.br.

    👉 Leia mais: Melhores Opções de Cruzeiro na Amazônia no Brasil

    Brigada do Alter - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: @egrymaia

    6. Expedicionários da Saúde (EDS)

    A Expedicionários da Saúde nasceu em 2003, criada por um grupo de médicos voluntários que decidiu que, se o paciente indígena não consegue chegar ao centro cirúrgico, o centro cirúrgico vai até ele.

    Com uma infraestrutura totalmente portátil, a EDS transporta um hospital de campanha completo por via aérea, englobando salas cirúrgicas, centros de esterilização e equipamentos de diagnóstico por imagem, até comunidades isoladas e sem acesso terrestre, realizando atendimentos assistenciais intensivos por duas semanas.

    Até 2026, a organização soma 57 expedições com mais de 300 voluntários em uma área de mais de 500.000 km². A 54ª expedição bateu o recorde de uma única viagem: 107 cirurgias, 712 consultas médicas e 2.179 exames e procedimentos.

    Hoje, realiza expedições com o Ministério da Saúde pelo programa Agora Tem Especialistas. Em 2023, ganhou o Prêmio Zayed de Sustentabilidade na categoria Saúde. O cirurgião-ortopedista Dr. Ricardo Affonso Ferreira, fundador e presidente da EDS, foi convidado para participar da COP28 em Dubai em dezembro do mesmo ano.

    Aqui, saúde é política de conservação. Manter as populações em suas terras nativas, com assistência médica adequada, é fundamental para garantir a proteção contínua desses ecossistemas.

    Como apoiar: doe em eds.org.br.

    Projetos de conservação na Amazônia - EDS
    Foto: EDS

    7. Mulheres Empreendedoras da Floresta

    O Mulheres Empreendedoras da Floresta forma mulheres em Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos e Aveiro, no oeste do Pará, para montar e tocar negócios baseados em produtos da floresta: óleos, farinhas, polpas de fruta, artesanato e colheitas agroflorestais.

    PSA -Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Mulheres Empreendedoras da Floresta

    Sua administração é encabeçada pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA), ONG da Amazônia em atuação desde 1987, com o sindicato dos trabalhadores rurais de Santarém e financiamento da União Europeia.

    A lógica é direta. Quando o desmatamento, movido pela pecuária, extração ilegal de madeira e mineração, esgota os recursos naturais, as famílias locais sofrem, e são as mulheres que sentem o primeiro impacto.

    Com formação, capital inicial e acesso direto ao mercado, as comunidades conseguem transformar a floresta numa alternativa econômica viável e bem mais rentável. 22 cooperativas e associações da região do Tapajós fazem parte do projeto, que realizou seu seminário de resultados em abril de 2026.

    Como apoiar: conheça o projeto e os outros trabalhos do PSA em saudeealegria.org.br.

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    PSA - Projetos de conservação na Amazônia - Mulheres Empreendedoras da Floresta
    Foto: Mulheres Empreendedoras da Floresta

    8. Programa Carbono Neutro (PCN)

    O Programa Carbono Neutro é o projeto de preservação da Floresta Amazônica mais antigo sob gestão do Idesam, organização sem fins lucrativos fundada em 2004. Seu objetivo é possibilitar que pessoas e empresas compensem suas emissões de gases de efeito estufa ao financiar o plantio de árvores nativas em sistemas agroflorestais, com prioridade para espécies que também geram renda (açaí, cupuaçu, andiroba, castanha-do-pará e outras).

    Carbono Neutro - IDESAM - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Idesam

    O plantio acontece na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, nos municípios de São Sebastião do Uatumã e Itapiranga, a cerca de 330 km de Manaus.

    O Idesam publicou os resultados de 15 anos do programa (2010–2025): 23.179 tCO₂e neutralizadas, 77.262 mudas plantadas, 101 hectares de área degradada restaurados, 129 sistemas agroflorestais implantados e 111 famílias parceiras envolvidas.

    Dentre todas as iniciativas apresentadas, o PCN oferece o meio mais concreto para empresas que buscam impactar de forma mensurável a proteção da Amazônia. Em vez de apenas emitir um certificado, garante apoio direto a uma comunidade local com rosto e história, contribuindo também para o fortalecimento de outros projetos de conservação ambiental na região.

    Como apoiar: calcule e compense sua emissão de carbono em idesam.org.

    Projetos de conservação na Amazônia - IDESAM - Carbono Neutro
    Foto: Idesam

    Como o ecoturismo na Amazônia favorece a preservação da floresta

    Não é por acaso que o viajante ajuda a financiar três dos oito projetos de conservação ambiental desta lista. Em uma região onde um hectare de pastagem desmatada rende algumas centenas de reais por ano, o turismo é um dos poucos usos da terra que compensa mais quando a floresta permanece preservada.

    Os números mostram resultados. O Uakari Lodge, por exemplo, repassou R$ 607.688 a uma associação comunitária só em 2025, enquanto a FAS registrou R$ 8,6 milhões de receita bruta na cadeia do turismo em 2024. Em Novo Airão, a oficina da FAM, por sua vez, se sustenta com o patrocínio de pousadas e a venda de artesanato para viajantes.

    É também por isso que o turismo sustentável na Amazônia só funciona quando o dinheiro fica na comunidade: cada centavo conta para a floresta e para quem vive nela.

    👉 Leia mais: Ecoturismo na Amazônia: Uma solução para o desmatamento

    Apoie a preservação da Amazônia com o PlanetaEXO

    Agora que você conhece alguns projetos de conservação ambiental na Amazônia, o próximo passo é escolher como apoiar: doação, compensação de carbono, compra na oficina de uma comunidade, voluntariado ou viagem que aplica o seu dinheiro na economia local assim que você desembarca.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em turismo sustentável no Brasil, que trabalha lado a lado com operadores, guias e associações comunitárias que mantêm esses lugares de pé. Nosso time cuida da logística, das autorizações e dos traslados, para que o seu investimento vá para onde deve ir e você possa se concentrar na natureza. Fale conosco!