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  • O que fazer na Chapada Diamantina, Bahia

    O que fazer na Chapada Diamantina, Bahia

    Veja detalhes sobre distâncias, dificuldade, ingressos e cidade-base de 10 pontos turísticos da Chapada Diamantina para planejar a sua viagem

    O Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia, ocupa 152.000 hectares de terras altas no centro do estado, espalhados pelos municípios de Lençóis, Palmeiras, Mucugê, Andaraí e Ibicoara. Criado por decreto federal em 17 de setembro de 1985, é um dos poucos lugares do Brasil onde três biomas se encontram dentro de um mesmo parque: Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.

    Em uma semana, é possível olhar por cima de uma queda de 340 metros, nadar em uma caverna alagada de onde saiu o esqueleto de uma preguiça pré-histórica e dormir em um vale sem sinal de celular. Nas rotas mais procuradas, o acesso é controlado. O ICMBio contabiliza mais de 25.000 visitantes por ano só na trilha da Cachoeira da Fumaça. Quer saber o que fazer na Chapada Diamantina sem gastar um dia inteiro no percurso errado?

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Chapada Diamantina. Selecionamos 10 atrações da Chapada Diamantina e o que fazer em cada uma, com distância, dificuldade, informações sobre ingressos e cidade-base. Confira abaixo!

    Vale do Pati

    No meio do parque nacional, o Vale do Pati só se atravessa a pé: não há estrada até lá, nem sinal de celular ou hotel. A travessia completa soma mais de 70 quilômetros em cinco dias, chega perto dos 1.400 metros de altitude e tem etapas diárias de 15 a 25 quilômetros.

    Você dorme na casa das famílias que ainda vivem no vale, que alugam quartos e preparam refeições. É possível entrar e sair por três pontos diferentes (Vale do Capão, Andaraí e Guiné, no município de Mucugê), o que faz com que os roteiros variem de 3 a 8 dias. Nenhuma outra travessia do parque se molda tanto ao seu ritmo como o Pati.

    Bom saber:

    • Cidades-base: Vale do Capão, Guiné ou Andaraí.
    • Distância: mais de 70 km em 5 dias, com versões de 3 e de 8 dias.
    • Dificuldade: alta (15 a 25 km por dia carregando a própria mochila).
    • Guia: indispensável; a rota não é sinalizada e cruza propriedades privadas.

    👉 Leia mais: 10 curiosidades sobre o Vale do Pati

    Cachoeira do Buracão

    Próxima a Ibicoara, no sul da Chapada Diamantina, a Cachoeira do Buracão tem 85 metros de queda em um grande cânion. O acesso é feito por uma trilha leve a moderada de 3 km, sendo uma das opções mais acessíveis da região.

    Cachoeira do Buracão caindo no poço escuro entre as paredes de rocha em camadas do cânion, perto de Ibicoara, vista de dentro da água

    A cachoeira fica dentro do Parque Natural Municipal do Espalhado, cujo acesso exige guia cadastrado ou condutor de visitantes do município. Também é preciso pagar a taxa de entrada e usar colete salva-vidas — obrigatório para entrar no poço. Embora a queda d’água seja mais volumosa após a época de chuvas, a forte correnteza pode inviabilizar o banho.

    Bom saber:

    • Cidade-base: Ibicoara.
    • Distância: cerca de 3 km em cada sentido, em trilha de leve a moderada.
    • Taxa e guia: os dois são obrigatórios; contrate o guia na cidade ou na associação de guias.
    • Combine com: Cachoeira das Orquídeas e Cachoeira do Recanto Verde no mesmo dia.

    👉 Conheça a aventura: Trilha na Chapada Diamantina de 6 Dias: Vale do Pati e Cachoeiras

    Morro do Pai Inácio

    Se você tem meio dia livre e ainda está decidindo o que visitar na Chapada Diamantina, comece por aqui. O cume do Morro do Pai Inácio fica a 1.120 metros, cerca de 250 metros acima da planície. O percurso a partir da portaria é curto e íngreme, levando cerca de 25 minutos até o topo.

    Pôr do sol no Morro do Pai Inácio sobre os morros de topo plano e o vale cortado pela BR-242, na Chapada Diamantina

    Do alto, contempla-se toda a extensão do vale atravessado pela BR-242, destacando-se os morros do Camelo e dos Três Irmãos. Vá perto do pôr do sol e emende com uma cachoeira próxima, como o Poço do Diabo.

    Bom saber:

    • Cidade-base: Lençóis ou Palmeiras, as duas a menos de uma hora de carro.
    • Distância: cerca de 500 metros de subida a partir do estacionamento.
    • Dificuldade: fácil (a única parada desta lista para quem não é trilheiro).
    • Taxa e horário: pequena taxa de entrada (R$ 12 recentemente; confirme no local); das 9h às 17h.

    Cachoeira da Fumacinha

    Se você gosta de aventura e esforço físico, mas ainda não sabe o que fazer na Chapada Diamantina, a Fumacinha representa o dia mais difícil desta lista. Conforme levantamento do Projeto Cachoeiras Gigantes, a queda d’água tem 210 metros de altura — marca muito superior aos 100 metros habitualmente mencionados. Além disso, os paredões que cercam a cachoeira alcançam quase 300 metros.

    Um trilheiro em pé sobre uma pedra dentro do cânion fechado da Cachoeira da Fumacinha, minúsculo diante de paredes de quase 300 metros

    Subindo o leito do rio, são 18 quilômetros de ida e volta. A trilha sai da comunidade do Baixão, a 30 quilômetros (estrada de terra) de Ibicoara. Os primeiros 3 quilômetros são tranquilos; depois disso, é pular de pedra em pedra e usar as mãos.

    Aqui, o guia cadastrado da Chapada Diamantina é obrigatório, já que o rio fica perigoso no período de chuvas.

    Bom saber:

    • Cidade-base: Ibicoara, mais 30 km de estrada de terra até o início da trilha.
    • Distância: 18 km ida e volta (3 a 4 horas em cada sentido).
    • Dificuldade: alta (blocos de pedra no leito do rio; depois do km 3, sobe usando as mãos).
    • Fique de olho na previsão: correnteza forte na temporada de chuvas e vazão bem menor nos meses secos.

    👉 Leia mais: Cachoeiras da Chapada Diamantina: melhores trilhas e joias escondidas

    Cachoeira da Fumaça (por cima)

    Com 340 metros, a Cachoeira da Fumaça é a segunda cachoeira mais alta do Brasil, atrás apenas da Cachoeira da Neblina, no Rio de Janeiro. Muito antes de atingir o chão, a água é capturada pelo vento, que a transforma em névoa. Daí o nome: de longe, o que desce o paredão parece fumaça.

    A Cachoeira da Fumaça, de 340 metros, vista por cima, com a água virando neblina e um arco-íris sobre o vale

    Saindo do Vale do Capão, são 12 quilômetros de ida e volta, incluindo 2 quilômetros de degraus íngremes e mais 4 de rocha irregular até o mirante. É a trilha controlada mais movimentada do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

    No alto não há poço para banho, então a maioria dos grupos roda mais 3 quilômetros até a Cachoeira do Riachinho para se refrescar depois.

    Bom saber:

    • Cidade-base: Vale do Capão, no município de Palmeiras.
    • Distância: 12 km ida e volta (cerca de 5 horas).
    • Dificuldade: moderada (os 2 primeiros km concentram toda a subida).
    • Época: no fim da estação seca, a queda pode sumir por completo.

    👉 Leia mais: Qual a melhor época para visitar a Chapada Diamantina?

    Cachoeira da Fumaça (por baixo)

    Mesma cachoeira, ângulo oposto, viagem completamente diferente. Chegar à base pede uma travessia de 3 dias entre o Vale do Capão e Lençóis, em qualquer um dos dois sentidos, com acampamento selvagem e a sua própria comida, água e equipamento nas costas.

    Um trilheiro sentado no acampamento observando a Cachoeira da Fumaça por baixo, na travessia entre o Vale do Capão e Lençóis

    No fim do trekking, você cai no poço natural bem no pé do paredão. Até chegar lá, a trilha atravessa mata preservada, ruínas do garimpo de diamantes e mais duas cachoeiras (Capivara e Palmital).

    Não há banheiro em nenhum ponto da trilha. Todo o lixo e os resíduos voltam com você.

    Bom saber:

    • Cidades-base: Vale do Capão e Lençóis, uma em cada ponta.
    • Duração: 3 dias, acampamento selvagem, sem reabastecimento.
    • Dificuldade: alta (mochila cheia, trechos de rocha, travessias de rio).
    • Leve: barraca, tratamento de água, toda a comida e sacos para o lixo.

    👉 Conheça a aventura: Roteiro Chapada Diamantina em 7 dias: Cachoeiras, Grutas e Trilhas

    Poço Encantado e Poço Azul

    Na hora de decidir o que conhecer na Chapada Diamantina, essas duas cavernas alagadas são a parada mais fácil e também a mais fora do comum.

    Em Itaetê, o Poço Encantado mede 110 × 70 metros e tem mais de 60 metros de profundidade. Como a água transparente vem de um lençol freático não renovável, banhos são proibidos. De 1º de abril a 10 de setembro (com auge em junho e julho), a luz do sol entra por uma fenda na rocha e bate no lago entre 10h e 13h30.

    O raio de sol entrando na água azul do Poço Encantado, dentro do salão da caverna em Itaetê

    Em Nova Redenção, o Poço Azul conta com água corrente, o que permite a flutuação com colete salva-vidas. Também é um sítio fossilífero: mergulhadores retiraram dali um esqueleto quase completo de Eremotherium laurillardi, uma preguiça terrestre de até 6 metros e cerca de 5 toneladas, extinta há aproximadamente 11.000 anos. O primeiro crânio veio à tona em 1995.

    Uma visitante boiando de costas na água azul do Poço Azul, com as paredes da caverna refletidas no poço, em Nova Redenção

    Bom saber:

    • Cidades-base: Itaetê (Poço Encantado) e Nova Redenção (Poço Azul), a uma hora uma da outra.
    • Distância: o Poço Encantado fica a 140 km de Lençóis, com acesso por estrada de terra.
    • Taxas: os dois ficam em propriedade privada e cobram no local.
    • Melhor luz: de abril a setembro, entre 10h e 13h30.

    👉 Leia mais: 10 curiosidades sobre a Chapada Diamantina e seu Parque Nacional

    Cachoeira do Mixila

    A queda de 80 metros do Mixila está no fundo do cânion do rio Capivari, cujo ponto mais estreito tem somente 4 metros de largura. Para chegar, siga o leito do rio saindo de perto de Lençóis e pule de pedra em pedra. No meio do caminho, cruze dois poços a nado e deixe a mochila para trás, nas rochas.

    Uma banhista numa boia com os braços erguidos ao pé da Cachoeira do Mixila, de 80 metros, no cânion do rio Capivari
    Foto: @nairaferreiraa

    Em um só dia, o trekking é custoso e exige muito preparo físico, já que inclui 25 quilômetros de ida e volta, seguidos de 9 quilômetros de carro — preferencialmente de 4×4. Dormir uma noite no caminho melhora muito o roteiro e ainda permite incluir as cachoeiras Capivari e Poção.

    Bom saber:

    • Cidade-base: Lençóis.
    • Distância: cerca de 25 km ida e volta.
    • Dificuldade: alta (4 a 5 horas no primeiro dia, 6 a 7 horas no segundo).
    • Você vai nadar: dois poços no caminho; leve sacos à prova d’água.

    Cachoeira do Sossego

    A Cachoeira do Sossego desce cerca de 20 metros por uma parede em degraus dentro de um cânion. Embaixo, o poço é largo o bastante para atravessar a nado e tem lajes em volta para secar ao sol. A ida e volta a partir de Lençóis, na Bahia, tem 12 quilômetros e 463 metros de desnível, normalmente feitos em um único dia.

    Um viajante de chapéu de palha sentado na pedra acima do poço da Cachoeira do Sossego, a 12 quilômetros de Lençóis

    O trecho final vai pelo leito do rio, por cima de blocos enormes, e passa embaixo de uma laje saliente, que só se encara com o rio baixo. Evite essa rota depois de chuva prolongada, já que o nível sobe rápido e as pedras ficam bastante escorregadias.

    Bom saber:

    • Cidade-base: Lençóis.
    • Distância: 12 km ida e volta (463 m de desnível).
    • Dificuldade: alta para a distância (os trechos de blocos de pedra é que atrasam).
    • Não vá: após vários dias seguidos de chuva.

    👉 Leia mais: As 5 Melhores Trilhas da Chapada Diamantina: Trilhas, Cachoeiras e Distâncias

    Gruta da Lapa Doce e Pratinha

    Em Iraquara, a Gruta da Lapa Doce faz parte de um sistema de cavernas de 42 quilômetros. Desses, 850 metros estão abertos à visitação, com cerca de 1,5 hora debaixo da terra entre estalactites, estalagmites e cortinas de calcário. Com mais de dez entradas, é a caverna mais visitada do município.

    Visitantes com lanternas ao lado de uma coluna gigante de estalagmites no salão da Gruta da Lapa Doce, em Iraquara

    A visita começa com uma descida íngreme de escadas e fica tranquila daí em diante, sendo um dos melhores lugares para conhecer na Chapada Diamantina sem nenhum preparo físico. Quase todo mundo emenda com a Pratinha, a minutos dali, onde um rio transparente sai direto da boca de uma caverna, onde é possível boiar, mergulhar de snorkel ou descer de tirolesa. As duas cobram entrada no local.

    Uma mergulhadora de snorkel na água turquesa e transparente da Pratinha, sob o paredão de calcário em camadas e entre as folhas das plantas aquáticas

    Bom saber:

    • Cidade-base: Iraquara, a cerca de 1,5 hora de carro de Lençóis.
    • Distância: 850 metros debaixo da terra (cerca de 1,5 hora).
    • Dificuldade: fácil (depois das escadas da entrada).
    • Guia: obrigatório dentro da Lapa Doce; as taxas são pagas no local, nas duas paradas.

    Pronto para descobrir o que fazer na Chapada Diamantina? Planeje sua viagem com o PlanetaEXO

    Agora você já sabe o que fazer na Chapada Diamantina, então tudo o que resta fazer é escolher suas atrações preferidas e começar a planejar as férias!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em caminhadas e trekking no Brasil, com guias e operadores locais que conhecem o Parque Nacional como a palma da mão. Nossa equipe cuida de toda a viagem (da logística ao roteiro sob medida) para você só aproveitar. Fale conosco agora!

  • Parque Estadual do Jalapão, Tocantins – Guia de Viagem

    Parque Estadual do Jalapão, Tocantins – Guia de Viagem

    Como chegar ao Jalapão, no Brasil, quando ir, o que são de fato os fervedouros, de quantos dias você precisa e quanto custa a viagem

    O Parque Estadual do Jalapão ocupa o extremo leste do Tocantins, no meio do Cerrado, a maior savana da América do Sul, que cobre 2.036.448 km² (22% do Brasil) e abriga mais de 12.000 espécies de plantas. Dentro de seus limites há dunas, chapadas de arenito, cachoeiras e poços alimentados por nascentes.

    O que separa o Jalapão dos outros parques brasileiros é a água. Nos fervedouros, nascentes subterrâneas empurram a água por baixo da areia e você boia em vez de afundar. Ali perto, o Rio Novo guarda uma das três únicas populações conhecidas do pato-mergulhão, uma ave com menos de 250 indivíduos restantes no mundo.

    Quer saber quando ir, de quantos dias você precisa e quanto custa a viagem na prática? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes ao Jalapão, preparou este guia de viagem para ajudar você a planejar cada etapa do roteiro. Confira abaixo!

    O que você vai encontrar neste guia:

    1. Sobre o Parque Estadual do Jalapão
    2. Onde fica o Jalapão?
    3. Como chegar ao Jalapão?
    4. Qual a melhor época para ir ao Jalapão?
    5. O que ver no Parque Estadual do Jalapão?
    6. Quantos dias no Jalapão são suficientes para a sua viagem?
    7. Preciso de guia para visitar o Parque Estadual do Jalapão?
    8. Quanto custa ir para o Jalapão?
    9. O que levar para o Jalapão
    10. Vale a pena ir ao Jalapão?
    Vista aérea de um fervedouro de água turquesa cercado por buritis no Parque Estadual do Jalapão, Tocantins
    Foto: Lucas Guerra

    Sobre o Parque Estadual do Jalapão

    O Parque Estadual do Jalapão foi criado em 12 de janeiro de 2001 e é administrado pela Naturatins, o órgão ambiental do Tocantins. São 158.970 hectares (1.590 km²) que reúnem cachoeiras, campos de dunas, cânions e afloramentos de arenito, além, é claro, dos fervedouros.

    A região inteira do Jalapão (34.000 km²) chega perto do tamanho da Suíça, o que significa que o parque estadual é apenas uma porção desta área. Ao lado, a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins protege outros 716.306 hectares sob a gestão do ICMBio.

    Somadas às reservas vizinhas na Bahia, no Piauí e no Maranhão, essas áreas formam o maior bloco contínuo de Cerrado protegido do Brasil.

    O arenito debaixo dos seus pés é mais antigo que tudo isso. As rochas pertencem ao Grupo Urucuia, depositado no Cretáceo. Para os geólogos, são campos de dunas antigos, ali havia deserto, não mar. É esse mesmo arenito poroso que armazena e libera lentamente a água subterrânea que alimenta nascentes, rios e cachoeiras.

    A região também é um polo de artesanato sustentável, construído em torno do capim-dourado e da fibra de buriti. A colheita tem regra: pela Portaria Naturatins 362/2007, só pode ser colhida entre 20 de setembro e 30 de novembro, apenas por extrativistas cadastrados, sendo as flores espalhadas no solo para que a planta se auto-semeie. A Lei 3.594/2019 cuida do restante da cadeia produtiva.

    Onde fica o Jalapão?

    O Jalapão fica em qual estado? A resposta é Tocantins. O Parque Estadual do Jalapão ocupa o leste, a cerca de 300 quilômetros de Palmas.

    A região se espalha por vários municípios, entre eles Ponte Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins. A Serra do Espírito Santo, o paredão achatado que domina o horizonte, chega a cerca de 900 metros.

    Aqui, “remoto” não é força de expressão. Mateiros, a principal porta de entrada do parque, tinha 2.748 moradores espalhados por 9.589 km² no Censo 2022, uma densidade de 0,29 habitante por km², segundo o IBGE.

    Esse isolamento é exatamente o que manteve a paisagem intacta, e é também por isso que o planejamento prático apresentado no restante deste guia é mais importante do que em qualquer outro lugar.

    Como chegar ao Jalapão?

    A entrada mais comum é por Palmas, que tem o aeroporto mais próximo, o Brigadeiro Lysias Rodrigues (PMW). Três companhias voam para lá (Gol, Azul e LATAM), com cerca de 240 decolagens por mês em voos diretos para São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, entre outras cidades.

    De Palmas, conte com no mínimo 4 horas de estrada até Mateiros ou São Félix do Tocantins, as duas cidades que a maioria dos viajantes usa como base.

    No Jalapão, o 4×4 não é opcional: alguns trechos das rodovias TO-030, TO-110 e TO-247 já foram asfaltados, mas boa parte do caminho segue em terra batida ou areia fofa, com pouquíssima sinalização na estrada.

    Percorrer o Jalapão é um circuito. Os atrativos ficam espalhados pela região, ou seja, os roteiros costumam entrar por um lado e sair pelo outro.

    A maioria dos passeios começa e termina em Palmas. Todo roteiro no Jalapão do PlanetaEXO inclui traslados: você não precisa se preocupar com o deslocamento por estradas arenosas sem placas; basta aproveitar a jornada!

    Estrada de terra vermelha cruzando o Cerrado a caminho do Parque Estadual do Jalapão, com um morro testemunho ao fundo

    Qual a melhor época para ir ao Jalapão?

    É possível visitar o Parque Estadual do Jalapão o ano inteiro, mas a estação seca (de maio a setembro) é a ideal: quase nada de chuva, céu limpo e estradas confiáveis.

    Maio é o melhor mês, com o Cerrado ainda verde e o ar úmido logo após a temporada de chuvas. Conforme setembro se aproxima, tudo fica mais seco e mais poeirento, mas o pôr do sol se torna ainda mais bonito.

    A estação chuvosa vai de outubro a abril. As tempestades deixam as estradas de terra quase intransitáveis e tornam a fauna mais difícil de avistar. Janeiro é o mês mais chuvoso, com média em torno de 255 mm de chuva.

    Frio, ali, não existe. Mateiros tem média anual de 25,1 °C e cerca de 1.372 mm de chuva por ano. A variação térmica é pequena o ano todo, com máximas entre 30 °C e 34 °C e mínimas entre 15 °C e 20 °C.

    O que muda de uma estação para a outra é o cenário: paisagem verde e cachoeiras cheias nos meses de chuva, acesso mais fácil e luz mais nítida nos meses secos.

    Dunas douradas do Jalapão ao pôr do sol, com a Serra do Espírito Santo ao fundo

    Período Chuva O que isso muda na sua viagem
    De maio a junho Muito baixa Vegetação verde, rios cheios, estrada tranquila. O período mais equilibrado.
    De julho a setembro Quase nenhuma Ar mais seco, estradas mais poeirentas, os melhores pores do sol. Alta temporada, então reserve cedo.
    De outubro a dezembro Aumentando As tempestades voltam, a paisagem fica verde e chegam menos visitantes.
    De janeiro a abril A maior (≈255 mm em janeiro) As estradas podem ficar bloqueadas e fica mais difícil chegar a alguns atrativos.

    Vista aérea da Cachoeira da Velha, a larga queda d'água do Rio Novo, no Jalapão

    Qual é o clima no Jalapão, Tocantins, agora?

    Veja como está o tempo neste momento no Parque Estadual do Jalapão.

    O que ver no Parque Estadual do Jalapão?

    O Jalapão reúne roteiros e atividades para quem gosta de natureza e aventura: trilha, rafting, fervedouros e visita às comunidades quilombolas.

    Fervedouros

    Os fervedouros do Jalapão são o motivo pelo qual quase todo mundo se aventura pelo parque estadual. A água sobe ao longo de uma fissura no arenito e empurra a água por meio de uma camada de areia, mantendo os grãos em suspensão permanente, de modo que não há um piso sólido para se apoiar e o fluxo ascendente mantém tudo na superfície.

    Não tem nada a ver com sal ou densidade da água, e nenhum fenômeno comparável foi documentado em nenhum outro lugar. A maioria dessas piscinas tem apenas de 1 a 2 metros de profundidade, mas não é possível tocar o fundo onde a nascente emerge.

    Os mais conhecidos são o Fervedouro do Soninho, Ceiça, Buritizinho e Bela Vista. Este último, inclusive, é o mais largo da região e o único com restaurante e hospedagem no local.

    Vários fervedouros agora funcionam com entradas agendadas e um limite de quantas pessoas podem estar na água ao mesmo tempo. Assim, os guias costumam agendar as atividades para o início da manhã ou final da tarde.

    Rafting no Rio Novo

    Para uma dose maior de adrenalina, o rafting no Rio Novo percorre corredeiras de classe III e IV.

    O mesmo rio abriga uma das últimas populações do pato-mergulhão (Mergus octosetaceus), espécie listada como Criticamente Ameaçada pela IUCN, com menos de 250 indivíduos no mundo todo. Assim, trechos tranquilos da água também são ótimos para observação de aves.

    Os passeios geralmente incluem paradas em praias de areia ao longo do rio.

    Quatro viajantes em um bote laranja encarando as corredeiras do Rio Novo, no Jalapão

    Cachoeiras

    A Cachoeira da Formiga cai num poço de água verde tão cristalina que é possível ver o fundo sem dificuldade.

    Por outro lado, a Cachoeira da Velha, no Rio Novo, é o oposto: uma queda larga, de volume alto, para contemplar em vez de nadar. Este é o ponto de partida da maioria das descidas de rafting.

    Banhistas mergulhando nas águas turquesa e transparentes da Cachoeira da Formiga, no Jalapão
    Foto: @viagemnarelacao

    Trilhas, dunas e nascer do sol

    Comece o dia antes do amanhecer para ver o sol nascer da Serra do Espírito Santo, um paredão de arenito que chega a quase 900 metros.

    Depois, feche a tarde nas dunas do Jalapão, o único campo de dunas do Cerrado brasileiro, com cristas de até 40 metros de altura.

    As dunas se originaram da erosão das areias da própria serra, carregadas pelo vento e acumuladas nesse mesmo ponto ao longo de milênios.

    Grupo de caminhantes em uma trilha de rocha vermelha no Cerrado do Parque Estadual do Jalapão

    Comunidades locais

    A comunidade quilombola Mumbuca, em Mateiros, é o berço do artesanato de capim-dourado, que hoje sustenta dezenas de famílias na região. A visita costuma incluir os ateliês, uma refeição caseira e a história de como a colheita passou a ser regulamentada.

    Cerca de 54 famílias participam da colheita anual, hoje celebrada na Festa da Colheita do Capim Dourado.

    👉 Leia mais: O que fazer no Jalapão?

    Quantos dias no Jalapão são suficientes para a sua viagem?

    Quatro dias, no mínimo. O Parque Estadual do Jalapão é grande, os atrativos ficam espalhados e cada base, de Ponte Alta a Mateiros e São Félix do Tocantins, dá acesso a um conjunto diferente de atividades. Com esse tempo de viagem, dá para conhecer as atrações mais importantes sem gastar todo o itinerário no trânsito.

    Considere o tempo na estrada. Chegar a qualquer uma das cidades-base leva, no mínimo, 4 horas a partir de Palmas, e o deslocamento entre as atrações consome ainda mais tempo do que o mapa sugere. Se sua agenda estiver apertada, esse tempo de viagem será o que você deixará de aproveitar para passear.

    Cinco ou seis dias mudam a viagem. Os dias extras rendem trilhas mais longas, atrativos fora do circuito principal, manhãs sem pressa nos fervedouros antes de os grupos do dia chegarem e interações mais profundas com as comunidades locais.

    Pôr do sol no Cerrado do Jalapão, com buritis recortados contra o céu alaranjado

    Preciso de guia para visitar o Parque Estadual do Jalapão?

    Não é obrigatório, mas ter um guia profissional ao seu lado é altamente recomendado. As estradas são de areia e terra, próprias só para veículos 4×4, e a sinalização é quase inexistente. Com uma densidade populacional de 0,29 pessoas por km² em Mateiros, você pode dirigir por horas sem encontrar ninguém para pedir informações.

    Uma visita guiada também resolve questões logísticas difíceis de organizar fora da região: transporte de ida e volta de Palmas, horários de cada fervedouro, autorizações e acesso às visitas às comunidades, além de apoio em caso de inundação das estradas. Isso minimiza o seu impacto nos locais e gera renda para as comunidades que os mantêm.

    Guia ajudando um viajante a subir uma escada em um paredão rochoso no Parque Estadual do Jalapão

    Quanto custa ir para o Jalapão?

    O preço de uma viagem para o Jalapão depende da duração do itinerário, do tamanho do grupo e das atividades que você acrescenta.

    No PlanetaEXO, os preços hoje começam em R$ 3.350 por pessoa na viagem de 4 dias saindo de Palmas, R$ 4.130 na aventura de 5 dias e R$ 5.940 no trekking de 6 dias.

    Essas tarifas cobrem guia profissional, hospedagem, café da manhã e almoço, todo o transporte durante a viagem e a entrada nos atrativos do roteiro. Os preços por pessoa diminuem à medida que o grupo aumenta e sobem em julho (mês de pico), portanto, o mesmo itinerário pode variar em mais de 30% dependendo de quando você viaja e quantas pessoas estão no grupo.

    Um detalhe que vale planejar: algumas atividades são vendidas como opcionais, entre elas o nascer do sol na Serra do Espírito Santo e o rafting no Rio Novo. Defina esses detalhes com antecedência, pois eles influenciam diretamente o valor total do investimento e a dinâmica da sua viagem.

    👉 Conheça as aventuras:

    Viajante sentado na borda de um paredão de arenito ao amanhecer, olhando a planície do Cerrado no Jalapão

    O que levar para o Jalapão

    Monte a mala pensando no seu roteiro, já que dias de trilha, cachoeira e rafting pedem equipamentos diferentes. Esta é a lista que recomendamos a todo viajante:

    • Camisa de manga longa com proteção UV.
    • Calça de trilha (calça leve ou legging).
    • Bota de trilha ou tênis confortável com boa aderência.
    • Sapatilha de água ou um segundo par de tênis que possa molhar, para o rafting.
    • Protetor solar e repelente.
    • Chapéu ou boné.
    • Óculos de sol.
    • Garrafa de água ou cantil.
    • Mochila de ataque de até 20 litros para as trilhas.
    • Casaco leve para as noites mais frescas de maio a setembro, quando as mínimas chegam a 15 °C.
    • Capa de chuva entre outubro e abril, com as chuvas mais fortes de dezembro a março.
    • Roupas leves e roupa de banho.

    Viajantes com mochilas de ataque e chapéus em um mirante do Jalapão, diante da planície do Cerrado

    Vale a pena ir ao Jalapão?

    Visitar o Parque Estadual do Jalapão vale muito a pena! Poucos lugares reúnem campos de dunas, corredeiras de classe IV, cachoeiras de água transparente e um fenômeno de nascente sem registro em nenhum outro canto. Tudo isso a poucas horas um do outro e dentro do bloco de Cerrado mais bem preservado que restou no Brasil.

    Combine a imersão nas comunidades quilombolas e a tradição do artesanato de capim-dourado, e a sua experiência se transforma em um equilíbrio perfeito entre vivência cultural e contato com a natureza.

    Visitante diante de duas altas cachoeiras que caem em um cânion de arenito vermelho, no Jalapão

    Pronto para conhecer o Parque Estadual do Jalapão?

    Agora que você já sabe quando ir, como chegar e de quantos dias precisa, só falta montar o seu roteiro no Jalapão.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes no Jalapão. Junto com os melhores operadores e guias locais do Tocantins, cuidamos da logística, hospedagem e horários para você se concentrar apenas nas paisagens. Fale conosco!

  • O tepui de topo plano do Monte Roraima erguendo-se sobre a savana verde da Gran Sabana, na Venezuela

    É seguro viajar ao Monte Roraima na Venezuela?

    Saiba tudo o que você precisa para fazer uma viagem à Venezuela com segurança e um trekking tranquilo pelo Monte Roraima

    O Monte Roraima é o mais conhecido dos tepuis, as montanhas de topo plano que se erguem sobre a savana no ponto em que Brasil, Venezuela e Guiana se encontram. Seu platô de arenito existe há quase 2 bilhões de anos e o cume chega a 2.810 metros, o que faz dele o 8º pico mais alto do Brasil. Cerca de 85% dele fica em território venezuelano, e é daí que vem a dúvida que os viajantes têm antes de reservar.

    Afinal, o Monte Roraima é perigoso? Não do jeito que os boatos sugerem. Os verdadeiros perigos são frio, platô elevado, terreno acidentado, isolamento e a fronteira com a Venezuela — não o crime ou os animais selvagens. Com o preparo certo, não há motivo para a sua viagem virar um problema.

    PlanetaEXO guide pointing toward Mount Roraima across the Gran Sabana on a trip to Venezuela
    Photo: Lucas Gobatti

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, preparou este guia para ajudar a tranquilizar suas preocupações. Confira a seguir!

    Comece por Boa Vista, no lado brasileiro

    Na teoria, é possível chegar ao platô pela Venezuela, com voo até Caracas e viagem por terra, mas quase ninguém faz assim.

    A rota de Roraima pelo Brasil é mais simples, melhor estruturada e muito menos exposta. Boa Vista é uma capital regional tranquila, com voos diários e boa infraestrutura. A subida rumo ao norte, pela BR-174, não tem complicação.

    Mas será que é seguro viajar para a Venezuela? Aqui vem a parte que tranquiliza. Desde que a fronteira entre Brasil e Venezuela reabriu em 2022, um corredor turístico exclusivo possibilita que grupos com as permissões corretas cheguem ao início da trilha sem passar pelas regiões citadas em alertas de segurança.

    Aerial view of Boa Vista, the Brazilian gateway city to Mount Roraima, at sunset
    Photo: Andreza Mariot

    👉 Leia mais: Como chegar ao Monte Roraima?

    Respeite as regras dos dois lados da fronteira para fazer o trekking no Monte Roraima com tranquilidade

    Como a travessia do Monte Roraima cruza para o território venezuelano, você precisa lidar com as regras de fronteira dos dois países. É obrigatório um passaporte válido para qualquer nacionalidade (incluindo brasileiros) com validade de pelo menos seis meses além da data de entrada.

    As exigências de visto variam: cidadãos da União Europeia, do Reino Unido e da maioria dos países latino-americanos entram na Venezuela sem visto para turismo, enquanto outros, incluindo cidadãos dos Estados Unidos e do Canadá, precisam providenciar o visto com antecedência para embarcar na travessia do Monte Roraima.

    Para fazer uma viagem à Venezuela com segurança, vale conhecer algumas restrições. O Departamento de Estado dos EUA classifica o país no “Nível 3: Reconsidere a Viagem” (atualização de junho de 2026, amenizada em relação ao “Nível 4: Não Viaje”) e mantém um alerta mais rígido para regiões específicas, como a fronteira com a Colômbia e o estado de Amazonas, mas não para o corredor da Gran Sabana usado para chegar a Roraima.

    É aqui que o corredor turístico faz diferença. Desde 2022, um corredor exclusivo, com controle de acesso mediante autorização, liga a fronteira brasileira a Paraitepuy, de modo que os viajantes seguem por uma rota monitorada, e não pelo território aberto. O seu tempo na Venezuela é curto, guiado do começo ao fim e passado na tranquila Gran Sabana, bem longe das áreas sinalizadas nos alertas.

    Se você está se perguntando se é seguro viajar para a Venezuela para encarar a trilha do Monte Roraima, a resposta é sim, desde que planeje bem a viagem: mantenha-se no corredor turístico e confira o alerta de viagem atual do seu próprio governo antes de reservar, já que a situação pode mudar.

    The Brazil–Venezuela border marker with both national flags, on the crossing used to reach Mount Roraima
    Photo: Paolo Stefano

    👉 Leia mais: Preciso de visto para visitar o Monte Roraima na Venezuela?

    Faça a trilha com guias qualificados e uma operadora de confiança

    Escolher um guia qualificado e uma operadora de confiança é a decisão de segurança mais importante de todas. No caso do trekking do Monte Roraima, isso também é obrigatório.

    As regras do parque nacional exigem que os trilheiros sejam sempre acompanhados por guias locais certificados — fazer trilha por conta própria não é permitido. Os guias são indígenas Pemón da comunidade de Paraitepuy, responsáveis pela rota, acampamentos e comida.

    Uma operadora séria faz muito mais do que guiar a trilha, cuidando de formalidades na fronteira, transfers, refeições e equipamento compartilhado e resolvendo toda a logística que costuma confundir quem viaja sozinho.

    A autoridade dos parques da Venezuela, o Inparques, também limita os grupos a 8 pessoas na alta temporada e 16 na temporada regular, sempre com pelo menos dois guias. É justamente essa estrutura de apoio que separa as opções comuns das melhores travessias pelo Monte Roraima.

    Trekkers with backpacks approaching Mount Roraima on the trek across the Gran Sabana
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Conheça a aventura: Trekking Monte Roraima: Expedição de 8 dias ao Mundo Perdido

    Siga o seu guia e mantenha o grupo unido

    Os perigos do Monte Roraima ficam bem menores quando você segue a orientação do seu guia. É esse profissional que lê o tempo, avalia a travessia dos rios, define o ritmo em La Rampa e decide quando o itinerário precisa mudar — algo comum no platô, onde a névoa fecha em minutos e a rocha fica escorregadia assim que começa a chover.

    Ande junto do grupo, avise o guia se não estiver se sentindo bem, seja pelo frio ou pela altitude do Monte Roraima, e não se afaste da rota marcada no platô, onde buracos e declives se escondem na neblina.

    Comunicar-se bem não é formalidade, mas o que mantém segura uma trilha tão isolada.

    Hikers crossing Mount Roraima's misty summit plateau among dark rock formations
    Photo: Lucas Gobatti

    Leve o equipamento, as roupas e os remédios certos

    Os perigos do Monte Roraima são mais relacionados ao frio e à umidade do que com qualquer outra coisa. Para não ter problemas de saúde durante a trilha nem voltar para casa doente, trate a sua lista de itens como equipamento de segurança.

    As temperaturas no platô podem despencar para cerca de 5°C durante a noite e ficar perto de 0°C quando chove. Somada à exposição constante à névoa densa e às cachoeiras, manter-se aquecido e seco vira uma defesa essencial para evitar a hipotermia, e não apenas uma questão de conforto.

    Veja o que não pode faltar:

    Hiker on Mount Roraima's rocky summit plateau in the mist during the Roraima trek
    Photo: Lucas Gobatti
    • Botas de trekking impermeáveis e já amaciadas (botas novas causam bolhas) e bastões de caminhada para a descida íngreme.
    • Uma capa de chuva de boa qualidade, capa para a mochila e sacos estanques para manter os seus pertences secos.
    • Camadas térmicas de base, uma jaqueta quente, luvas e uma muda de roupa seca reservada só para dormir.
    • Um saco de dormir com classificação para 0°C, uma lanterna de cabeça com pilhas extras e uma garrafa de 1 litro com pastilhas de purificação de água.
    • Um kit de primeiros socorros pessoal e os seus remédios de uso contínuo, além de protetor solar e um chapéu de aba larga para a savana exposta ao sol.

    Guarde o seu certificado internacional de vacinação contra a febre amarela junto ao passaporte. Também é essencial levar dinheiro em espécie para as despesas em locais onde não se aceita cartão, já que caixas eletrônicos são extremamente raros perto da fronteira.

    👉 Leia mais: 10 dicas de viagem para o Monte Roraima e aproveitar ao máximo a sua viagem

    Contrate um seguro-viagem para aventura

    Há quem considere o Monte Roraima perigoso no sentido de que, em um lugar tão remoto, uma lesão grave pode significar evacuação lenta e dependente das condições do tempo.

    Acidentes são evitados quando os caminhantes seguem as instruções do guia, usam o equipamento certo e reconhecem os próprios limites. Mesmo assim, imprevistos ainda podem acontecer. Por isso, um seguro-viagem que cubra trekking remoto e de alta altitude é obrigatório.

    Verifique se a sua apólice inclui proteção para trekking até 2.800 metros, resgate médico e repatriação, já que grande parte dos seguros de viagem convencionais exclui expedições desse tipo.

    Se você não sabe onde encontrar uma cobertura com tudo o que precisa, operadoras confiáveis podem indicar o caminho certo. Mais um motivo para reservar o seu trekking do Monte Roraima com especialistas!

    Conheça seus limites e faça a lição de casa

    A última peça da segurança é uma avaliação honesta de si mesmo. A dificuldade do Monte Roraima é classificada como desafiadora: são cerca de 86 km a pé, uma subida íngreme de 4,5 km, várias noites dormindo em barraca e dias que chegam a 8 horas de caminhada. Você não precisa ser atleta, mas deve conseguir caminhar vários quilômetros com a mochila carregada em dias seguidos.

    Prepare-se. Alguns meses de caminhadas, treino cardiovascular e fortalecimento de pernas fazem a diferença entre sofrer e curtir, então pesquise sobre a montanha, rota e época em que pretende viajar antes de se comprometer.

    Trekkers climbing the steep rocky ascent of La Rampa on the Mount Roraima hike
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Leia mais:

    Faça o trekking do Monte Roraima com segurança ao lado do PlanetaEXO

    O Monte Roraima só é perigoso se você for despreparado ou sozinho. Para uma trilha tranquila, faça do jeito certo: prepare o equipamento, siga os protocolos de fronteira, contrate um seguro-viagem e vá com guias locais. Se você quer apenas aproveitar a caminhada sem se preocupar com o resto, uma operadora experiente cuida de tudo isso!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes no Monte Roraima com guias indígenas Pemón experientes e parceiros locais de confiança. Nossa equipe cuida de tudo, incluindo logística, permissões e segurança da sua viagem à Venezuela. Fale conosco agora!

  • Como visitar o Pantanal, no Brasil: guia de viagem

    Como visitar o Pantanal, no Brasil: guia de viagem

    Está pensando em qual é a melhor forma de conhecer o Pantanal? Neste guia de viagem, você encontra tudo o que precisa para planejar sua viagem ao maior santuário de vida selvagem do Brasil.

    Lar da maior população de onças-pintadas do mundo e melhor destino de observação de vida selvagem do país, o Pantanal abriga centenas de espécies de aves e mamíferos. Sua imensidão e seu ecossistema único garantem uma experiência sem paralelo para quem ama a natureza, o que torna o Pantanal brasileiro um destino obrigatório para quem busca aventura e conexão com a natureza.

    Como plataforma especializada em pacotes para o Pantanal e parceira dos melhores operadores locais, a PlanetaEXO montou um guia completo com as informações essenciais para a sua viagem: melhor época para visitar, como chegar, o que fazer e onde se hospedar. Confira abaixo!

    Índice:

    1. Sobre o Pantanal
    2. Onde fica o Pantanal?
    3. Como é a vida selvagem no Pantanal?
    4. Como chegar no Pantanal?
    5. Qual é a melhor época para visitar o Pantanal?
    6. O que fazer no Pantanal?
    7. Onde se hospedar no Pantanal?
    8. Quantos dias ficar no Pantanal?
    9. Qual é o melhor safári no Pantanal?
    10. O que levar na mala para o Pantanal?
    11. O que torna o Pantanal tão especial?
    Panoramic aerial view of flooded plains, winding rivers, and green forests of Pantanal, Brazil under a bright sun.
    .

    Sobre o Pantanal

    A maior área alagável do planeta e Patrimônio Mundial da UNESCO, o Pantanal combina fauna, flora e água em perfeita harmonia. Alimentado pelos rios Paraguai, Cuiabá, Miranda e Taquari, ele é marcado por cheias sazonais e recebe influência direta de três grandes biomas brasileiros: a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica.

    A biodiversidade do Pantanal vem acompanhada de uma forte importância cultural, e quem visita pode mergulhar no modo de vida tradicional das comunidades que convivem com esse ecossistema há gerações.

    Na economia, o Pantanal se sustenta na pesca, no turismo e na pecuária, sempre com um forte compromisso com a conservação. Ao longo dos anos, o trabalho de conscientizar moradores e turistas sobre os benefícios socioeconômicos de preservar o bioma deu certo e criou uma relação equilibrada e necessária entre a vida selvagem e as atividades humanas.

    Close-up of an adult jaguar licking and grooming a cub in the wild, showcasing the rich biodiversity of Pantanal, Brazil.
    @matthias_kern_photography

    👉 Leia mais: curiosidades sobre o Pantanal

    Onde fica o Pantanal?

    O Pantanal é tão grande que se estende por Brasil, Bolívia e Paraguai, mas a maior parte do seu território fica dentro das fronteiras brasileiras, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    Dividido entre Pantanal Norte e Pantanal Sul, o bioma ocupa mais de 210.000 quilômetros quadrados, um pouco menos que todo o território da Guiana (214.969 km²)!

    Como é a vida selvagem no Pantanal?

    Mesmo vivendo à sombra da Amazônia, o Pantanal concentra a maior densidade de vida selvagem do continente. É um paraíso para observadores de fauna e fotógrafos, com cerca de 325 espécies de peixes, 656 de aves, 159 de mamíferos, 53 de anfíbios e 98 de répteis.

    As onças-pintadas são as estrelas do Pantanal, mas é comum cruzar com outros animais nativos por ali, como capivaras, ariranhas, tuiuiús, cervos-do-pantanal e o misterioso lobo-guará.

    A caiman resting in calm water with its head reflected on the surface during a boat trip in Pantanal, Brazil.
    Photo: Keith Ladzinski, Caiman

    👉 Leia mais:

    Como chegar no Pantanal?

    Antes de fechar a viagem, vale entender se você vai para o Pantanal Norte ou Sul, porque cada um pede uma rota diferente.

    Para quem vai explorar o Pantanal Norte, a porta de entrada é Cuiabá, capital de Mato Grosso, que recebe o Aeroporto Internacional Marechal Rondon (CGB) e tem voos diretos das principais capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, etc.). Se o destino for Porto Jofre, via Poconé, o caminho segue pela Rodovia Transpantaneira.

    👉 Compare nossos passeios no Pantanal Norte, saindo de Cuiabá

    Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, é o ponto de partida para chegar a Aquidauana, Miranda e Corumbá, cidades que cercam o Pantanal Sul. O Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR) tem voos diretos de São Paulo, Rio, Campinas, Brasília, etc.

    A 4x4 safari vehicle driving along a dirt road through the lush wetlands of Pantanal, Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Compare nossos passeios no Pantanal Sul, saindo de Campo Grande

    👉 Veja mais detalhes: como chegar no Pantanal

    Qual é a melhor época para visitar o Pantanal?

    O Pantanal é um destino para o ano inteiro. Cada estação tem seu próprio charme e suas oportunidades de exploração.

    A estação das chuvas (novembro a dezembro) deixa a vegetação de um verde intenso, enquanto a temporada de cheia (dezembro a março) é marcada pela inundação das planícies e pelo transbordamento dos rios, ideal para passeios de barco e observação de aves.

    Na estação intermediária (abril a junho), o nível da água começa a baixar e a fauna aparece com mais facilidade. Já a estação seca (julho a outubro) é ainda melhor para observar animais, além de cavalgadas e caminhadas.

    An aerial view of a safari vehicle crossing a long wooden bridge over the flooded wetlands during a Pantanal safari in Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Veja mais detalhes: melhor época para visitar o Pantanal

    O que fazer no Pantanal?

    As experiências no Pantanal são tão abundantes quanto o próprio bioma. Veja abaixo as principais atividades!

    Cavalgada

    A cavalgada é uma forma tradicional de explorar a região e permite atravessar áreas alagadas e chegar a lugares de difícil acesso. É assim que você entra de vez no verdadeiro modo de vida pantaneiro!

    A group of travelers on horseback led by a guide through a sunlit forest trail in the Pantanal.
    Photo: Layla Motta, Caiman

    Observação de onças-pintadas

    O Pantanal é o melhor lugar do mundo para ver onças-pintadas em seu habitat natural. No Pantanal Norte, principalmente na região de Porto Jofre, os avistamentos são frequentes nas margens do rio Cuiabá. A maioria dos lodges oferece safáris de barco, que são ótimas oportunidades para observar e fotografar o maior felino das Américas.

    👉 Compare nossos safáris de onça-pintada no Pantanal, no norte e no sul

    No Pantanal Sul, ver onças-pintadas é menos provável, mas nada impossível. A Casa Caiman, em Miranda, é o único lugar da região onde esses animais podem ser vistos.

    A wild jaguar walking into the river from a sandbank with observers in the distance in Pantanal, Brazil.
    .

    Safáris fotográficos

    Os safáris fotográficos do Pantanal são feitos em veículos 4×4, que permitem percorrer paisagens variadas e registrar imagens incríveis da fauna, além de dar acesso a áreas remotas. Isso aumenta bastante as chances de encontrar espécies raras e fazer close-ups da rica biodiversidade do bioma.

    Para garantir as melhores fotos, os safáris fotográficos são conduzidos por guias experientes, que conhecem os pontos certos para fotografar aves, répteis e mamíferos.

    Travelers in a branded 4x4 safari vehicle observing a marsh deer in a grassy field in Pantanal, Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    Passeios de barco

    Os passeios de barco são opções incríveis para observar a fauna a partir da água. Enquanto navega pelos rios, você avista uma grande variedade de animais do Pantanal, como capivaras, jacarés, ariranhas e inúmeras espécies de aves.

    A woman paddling a canoe on a calm river at sunset, highlighting the peaceful nature of a Pantanal trip.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    Focagem noturna

    Quando a noite cai, os guias levam os visitantes para observar os animais noturnos, como corujas e jacarés. Com holofotes e lanternas, dá para ver o Pantanal ganhar vida no escuro: muitas espécies ficam mais ativas e mais fáceis de encontrar sob a proteção da noite.

    Close-up of a small owl peering from a tree hollow during a night spotlighting tour in Pantanal, Brazil.
    @allecgomes.jpg

    Caminhadas ecológicas

    As caminhadas ecológicas pelo Pantanal são trilhas guiadas que permitem descobrir a flora e a fauna da região a pé. São conduzidas por guias experientes, que compartilham informações sobre o ecossistema, as espécies de plantas e o comportamento dos animais.

    Two hikers looking up and pointing at the forest canopy during a guided ecological walk in the Pantanal.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Confira nossos passeios no Pantanal e viva essas experiências incríveis!

    Onde se hospedar no Pantanal?

    Em geral, as hospedagens do Pantanal ficam em fazendas tradicionais que se transformaram em áreas de conservação graças ao ecoturismo. É uma amostra autêntica do modo de vida pantaneiro, com uma ótima estadia, comida deliciosa, quartos confortáveis e serviços de primeira.

    Se você vai para o Pantanal Norte, reserve sua estadia em Porto Jofre, Poconé, Barão de Melgaço ou Cáceres. São hospedagens simples, mas aconchegantes, com um charme rústico que reflete o dia a dia local.

    Miranda, Aquidauana e Corumbá, no Pantanal Sul, têm uma grande variedade de hospedagens, das mais modestas às de luxo. Seja qual for a categoria, todas unem hospitalidade, estrutura confortável e sustentabilidade.

    The exterior lounge of Casa Caiman at night, featuring fire pits and wooden chairs under a deep blue starry sky.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Leia mais: onde se hospedar no Pantanal

    Quantos dias ficar no Pantanal?

    Você precisa de pelo menos 4 dias para aproveitar de verdade a riqueza do Pantanal: safáris ao amanhecer e ao entardecer, exploração de diferentes habitats e mais chances de ver espécies como onças-pintadas, ariranhas, araras-azuis, capivaras, etc.

    Ficando 5 dias ou mais, você tem a oportunidade de visitar regiões mais remotas, participar de atividades especializadas (rastreamento de onças, expedições de observação de aves, roteiros voltados à fotografia) e se aproximar dos projetos de conservação locais.

    Não esqueça: chegar a uma das cidades-porta do bioma exige um tempo considerável de estrada por causa das distâncias, então reserve pelo menos 3 horas. O trajeto em si já é uma miniaventura, cheio de oportunidades para avistar animais. Encare essa viagem como parte do seu roteiro no Pantanal!

    Travelers observing a giant anteater foraging in an open field during a Pantanal trip at dusk.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Veja mais detalhes: quantos dias ficar no Pantanal

    Qual é o melhor safári no Pantanal?

    Na hora de escolher seu safári no Pantanal, alguns fatores entram em jogo: o tipo de fauna, o nível de conforto, as atividades preferidas e o orçamento.

    O Pantanal Norte, sobretudo ao redor de Porto Jofre, é perfeito para observar a fauna. Os safáris de barco costumam navegar pelo rio Cuiabá em busca de onças-pintadas e outras espécies nativas. Confira: Safári de Onça-Pintada no Pantanal Norte, em Porto Jofre, Cuiabá.

    Por outro lado, o Pantanal Sul também oferece safáris marcantes. Se o orçamento for maior, a melhor opção é o refúgio ecológico das onças-pintadas, reconhecido pelo trabalho de conservação e educação que ajuda a sustentar a fauna local e a promover um turismo responsável.

    É também o único lugar do sul que garante 98% de chance de avistar onças-pintadas, tudo isso com hospedagem de luxo. Confira: Imersão no Pantanal em Hotel de Luxo (Caiman Ecolodge).

    Para quem tem orçamento limitado, há outras opções de safári no Pantanal Sul, como a Excursão Pantanal Sul de 4 dias, saindo de Campo Grande. Aventuras assim proporcionam uma ótima experiência de observação da fauna, com cavalgada, passeios de barco, safáris de jipe e caminhadas ecológicas. As hospedagens são simples, mas muito aconchegantes.

    Three vibrant hyacinth macaws with deep blue feathers flying across a clear sky during a Pantanal safari in Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Leia mais: melhor safári no Pantanal

    O que levar na mala para o Pantanal?

    Three travelers guided through a dense forest path with sunlight filtering through the trees in the Pantanal
    .

    Na hora de se preparar para uma viagem para o Pantanal, levar os itens certos é essencial para garantir conforto e segurança. Veja a lista do que não pode faltar para aproveitar ao máximo a experiência:

    • Roupas leves, incluindo pelo menos uma camisa de manga longa com proteção UV e shorts/calças (cores terrosas ou claras)
    • Jaqueta leve
    • Corta-vento ou capa de chuva
    • Roupa de banho
    • 2 pares de calçados (tênis/sapato de caminhada e bota de trilha)
    • Sandálias (ou sapatos para água)
    • Meias
    • Chapéus ou bonés
    • Óculos de sol
    • Protetor solar à prova d'água (FPS 30+)
    • Repelente de insetos
    • Toalha de banho e toalha de rosto
    • Câmera, pilhas/carregador de bateria para câmeras (câmera à prova d'água também é muito recomendada)
    • Lanterna de cabeça ou lanterna comum + pilhas extras
    • Saco estanque para câmeras e equipamentos pessoais
    • Mochila de ataque para trilhas e passeios curtos
    • Binóculos
    • Lanches não perecíveis
    • Garrafa de água reutilizável e inquebrável

    O que torna o Pantanal tão especial?

    Viajar para um dos ecossistemas mais fascinantes do mundo não é só fugir do ritmo da cidade: é mergulhar de verdade em uma natureza intocada.

    O Pantanal é um destino único, que oferece a chance de testemunhar uma biodiversidade riquíssima ao mesmo tempo em que incentiva o turismo local, apoia as comunidades e contribui com os esforços de conservação.

    Os costumes locais ainda somam uma camada cultural enriquecedora à viagem. Nas atividades de ecoturismo, o visitante mergulha na mistura única de tradição e natureza para viver experiências que não existem em nenhum outro lugar do planeta.

    A group of capybaras standing in the grass by a riverbank in the early morning light of Pantanal, Brazil.
    .

    Reserve sua viagem para o Pantanal no Brasil com a PlanetaEXO

    Esperamos que você tenha gostado do nosso guia de viagem do Pantanal! Agora que já sabe tudo sobre esse lugar incrível, é hora de começar a planejar suas férias.

    A PlanetaEXO é especialista em viagem para o Pantanal e conecta você aos melhores operadores de ecoturismo, ajudando com roteiros sob medida, opções de transfer e muito mais. Reserve agora!

  • Guia de viagem do Monte Roraima: como visitar

    Guia de viagem do Monte Roraima: como visitar

    Saiba tudo o que você precisa para viajar ao Monte Roraima: como chegar, a melhor época para ir, as principais atrações e muito mais!

    Com uma altura de 2.810 metros (9.219 pés), o Monte Roraima é o 8º pico mais alto do Brasil e um dos mais elevados do planeta. Poucos lugares reúnem tanta história geológica quanto a altura do Monte Roraima, um verdadeiro gigante da América do Sul.

    Conhecido pela beleza selvagem, pelas formações geológicas antigas e pela espiritualidade, o local atrai milhares de turistas de todas as partes do mundo. Segundo o Ministério do Turismo do Brasil, o estado de Roraima recebeu mais de 16.000 viajantes estrangeiros em 2024, e boa parte tinha a montanha como destino.

    Quer saber mais? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes do Monte Roraima, preparou um guia de viagem do Monte Roraima completo, com todas as informações essenciais para uma ótima viagem. Confira abaixo!

    Sumário

    1. Sobre o Monte Roraima
    2. O Monte Roraima é o lugar mais antigo da Terra?
    3. Onde fica o Monte Roraima?
    4. Como chegar ao Monte Roraima?
    5. Qual é a melhor época para o Monte Roraima?
    6. Principais atrações: o que há no topo do Monte Roraima
    7. Dá para visitar o Monte Roraima?
    8. É seguro visitar o Monte Roraima?
    9. O que levar para uma trilha do Monte Roraima?
    10. Qual é o nível de dificuldade da trilha do Monte Roraima?
    11. Quantos dias ficar no Monte Roraima?
    12. Pacotes do Monte Roraima
    Pôr do sol na borda do penhasco do cume do Monte Roraima, acima de um mar de nuvens
    @watchluke

    Sobre o Monte Roraima

    O Monte Roraima é um tepui, formação geológica em forma de mesa típica do norte da América do Sul. Com vistas de planaltos, penhascos e paisagens naturais singulares, foi escalado pela primeira vez em 1884 pelo explorador britânico Sir Everard im Thurn.

    A descoberta de um lugar remoto e misterioso inspirou uma das obras literárias mais famosas de todos os tempos. O Mundo Perdido, escrito em 1912 por Sir Arthur Conan Doyle, foi inteiramente inspirado no Roraima. Na história, um grupo de estudiosos parte de Londres para explorar um planalto isolado onde dinossauros e outras criaturas pré-históricas escaparam da extinção. O livro, por sua vez, inspirou Jurassic Park.

    Fora dos livros e filmes de ficção, a mitologia do Monte Roraima é bastante conhecida. A principal é a lenda de Makunaíma, herói indígena que nasceu de um lago fertilizado pelo sol e pela lua. Esperto, forte e justo, ele é o protetor da Árvore de Todos os Frutos, uma árvore lendária que fornece todos os alimentos. A origem da história é atribuída ao povo indígena Macuxi.

    Essa lenda inspirou a obra homônima do autor brasileiro Mário de Andrade, que também se baseou nos relatos do explorador alemão Theodor Koch-Grünberg. No livro de 1928, Macunaíma é um anti-herói que vai a São Paulo para recuperar um artefato valioso.

    Para os povos indígenas da região (Macuxi, Pemón, Taurepang, Arekuna, Kamarakoto, entre outros), o Monte Roraima é um lugar sagrado. Acredita-se que a chamada Terra de Makunaíma guarda uma conexão poderosa entre o homem e a natureza, equilibrando respeito, ancestralidade e aspectos místicos.

    O tepui Kukenán, ao lado do Monte Roraima, refletido em um rio na hora dourada
    .

    O Monte Roraima é o lugar mais antigo da Terra?

    A composição geológica do Monte Roraima é formada principalmente por rochas pré-cambrianas que datam de cerca de 2 bilhões de anos, uma janela para o passado distante do planeta.

    Ao longo de milhões de anos, a montanha resistiu à erosão implacável, que moldou sua paisagem única e revelou o planalto plano que se estende por cerca de 31 km².

    Além disso, a atividade tectônica também esculpiu o Roraima, fator decisivo para o título de lugar mais antigo da Terra, já que a montanha faz parte da antiga cadeia de Pakaraima, formada ao longo de bilhões de anos pelo movimento das placas tectônicas.

    Onde fica o Monte Roraima?

    O Monte Roraima fica na tríplice fronteira entre Venezuela, Brasil e Guiana, na América do Sul. A maior parte está dentro dos limites da Venezuela (85%), enquanto os lados brasileiro e guianense representam 5% e 10%, respectivamente.

    No Brasil, a área é administrada pelo estado de Roraima, mais especificamente no município de Uiramutã. Veja o mapa do Monte Roraima abaixo:

    Como chegar ao Monte Roraima?

    O acesso mais prático ao Monte Roraima é por Boa Vista, capital do estado de Roraima, no Brasil. O Aeroporto de Boa Vista (BVB) recebe voos diários de Brasília, Manaus e São Paulo.

    De lá, os viajantes seguem para o norte pela rodovia BR-174, cruzam para a Venezuela e chegam a Santa Elena de Uairén, na Gran Sabana, em Bolívar, o principal ponto de partida para as expedições (a 20 km do Brasil). A cidade oferece hospedagem e uma pausa antes do início da trilha.

    Santa Elena tem um pequeno aeroporto, mas os voos são raros e pouco confiáveis, o que torna o trajeto por estrada a partir de Boa Vista a opção preferida. Da cidade, a rota segue até a Comunidade de Paraitepuy, a porta de entrada oficial para as trilhas.

    A travessia pela Gran Sabana revela paisagens impressionantes, onde os viajantes costumam ter o primeiro vislumbre do tepui.

    Um traslado de jipe 4x4 cruzando a Gran Sabana com o Monte Roraima ao fundo
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Leia mais: como chegar ao Monte Roraima

    Qual é a melhor época para o Monte Roraima?

    O clima no Monte Roraima é muito imprevisível e acompanha o clima tropical da Venezuela. Chuva, neblina e mudanças bruscas de temperatura podem acontecer a qualquer momento, então estar preparado para todas as condições é essencial o ano inteiro.

    De outubro a março (estação seca), a trilha costuma ser mais fácil, com menos chuva e caminhos mais limpos. As vistas do topo do Monte Roraima aparecem com mais frequência, e as temperaturas variam de 20–25°C (68–77°F) na base a 10–15°C (50–59°F) no cume durante o dia, caindo para 5°C (41°F) ou até 0°C (32°F) à noite.

    De abril a setembro (estação chuvosa), as trilhas ficam mais enlameadas e desafiadoras, mas as cachoeiras ganham mais volume, e algumas só aparecem nesse período.

    O ano todo, quem faz a trilha deve esperar noites frias, ventos constantes, pancadas de chuva à tarde e neblina no cume, elementos que tornam cada expedição única.

    Um trekker em um penhasco enevoado no cume do Monte Roraima, em preto e branco
    Photo: Lucas Gobatti

    Principais atrações: o que há no topo do Monte Roraima

    Vale dos Cristais

    O Vale dos Cristais é uma depressão rasa no planalto do Roraima coberta por milhões de cristais de quartzo espalhados sobre o arenito escuro como vidro quebrado. Os cristais se formaram há cerca de 1,8 bilhão de anos, quando o tepui ainda fazia parte de um antigo fundo de mar, o que os coloca entre os minerais expostos mais antigos da Terra.

    A retirada de cristais é terminantemente proibida pelas autoridades do parque venezuelano, e os guias locais Pemón tratam o vale como solo sagrado. Os Pemón acreditam que os cristais são fragmentos de estrelas que caíram quando Makunaima, o deus criador, derrubou a árvore da vida original.

    Lago Gladys

    O Gladys é uma piscina pequena e escura no topo do planalto, batizada pelo botânico britânico Everard Im Thurn em homenagem à heroína de O Mundo Perdido, de Arthur Conan Doyle. A água repousa numa bacia natural de arenito e reflete as formações rochosas ao redor como um espelho negro.

    O lago é uma das poucas fontes permanentes de água no cume, alimentado pela neblina constante e por mais de 4.000 mm de chuva anual que atingem a região. Espécies endêmicas, como a minúscula rã preta Oreophrynella, que não existe em nenhum outro lugar do planeta, vivem no musgo das margens.

    Uma piscina natural escura no planalto do cume do Monte Roraima
    Photo: Luiz Gustavo Rebello

    👉 Leia mais: 10 curiosidades sobre o Monte Roraima

    El Foso

    Um poço natural circular esculpido no arenito, com cerca de 20 metros de profundidade, preenchido por água da chuva tão escura que parece tinta. As paredes do El Foso descem quase na vertical, polidas por milênios de erosão, e a superfície permanece imóvel mesmo em dias de vento, porque o poço fica abaixo do nível do vento do planalto.

    Para os Pemón, o El Foso é um dos “olhos da montanha”, pontos de onde os espíritos do Monte Roraima observam o mundo lá embaixo. Quem chega até ele costuma nadar algumas braçadas numa água que fica em torno de 8–12°C o ano todo, mesmo quando o ar acima está mais quente.

    Um nadador na piscina natural dourada dentro de uma caverna no Monte Roraima

    Maverick Rock

    A formação rochosa mais fotografada do cume, o Maverick é um enorme bloco isolado moldado pelo vento e pela chuva num formato que lembra um rosto de perfil. Fica perto da borda do planalto, com uma queda de 400 metros logo atrás.

    A rocha faz parte da formação de arenito Mato-Tepui, a mesma camada geológica que compõe toda a cadeia Pacaraima. A lenda Pemón conta que as silhuetas talhadas pelo vento no planalto são os rostos petrificados de guerreiros que desafiaram Makunaima e viraram pedra.

    Formações rochosas desgastadas na paisagem do cume do Monte Roraima

    La Ventana

    La Ventana é uma abertura natural na rocha, bem na borda do planalto, que emoldura a vista da savana 1.000 metros abaixo. Em manhãs claras, dá para ver o Kukenán-tepui a oeste e, em dias raros, até as fronteiras da Guiana.

    A janela é voltada para o leste, o que faz dela o ponto mais procurado para o nascer do sol na trilha. Ao amanhecer, a neblina sobe da savana e escorre pela abertura, um fenômeno que os Pemón chamam de “o sopro da montanha”.

    Um mirante no Monte Roraima com vista acima das nuvens
    @katharina_bongaertz

    👉 Leia mais: o topo do Monte Roraima

    Jacuzzis

    Os jacuzzis são uma série de piscinas naturais esculpidas no quartzito por córregos que cruzam o planalto: bacias redondas e rasas de água cristalina e gelada, cercadas de rocha preta. As maiores têm cerca de 2 metros de diâmetro e 1 metro de profundidade, alimentadas por nascentes que brotam direto do arenito.

    A temperatura da água fica entre 6 e 10°C o ano todo, e o teor mineral dá a ela um leve tom rosado, por causa do ferro da rocha ao redor. A maioria dos grupos para aqui para um mergulho rápido a caminho do Ponto Triplo (o ponto onde Venezuela, Brasil e Guiana se encontram).

    Um trekker nadando em uma piscina natural (jacuzzi) no Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Coati Camp

    O Coati é um abrigo natural na rocha (basicamente uma caverna larga e rasa formada por arenito em balanço), onde os trekkers dormem na segunda ou terceira noite da rota, já no topo do planalto. Um pequeno córrego de água potável corre por perto, algo muito bem-vindo para quem acampa.

    O teto de rocha bloqueia boa parte da neblina e da chuva constantes que atingem o cume, o que faz dele um dos poucos pontos secos do Roraima e a razão pela qual toda expedição o usa como base.

    Barracas montadas em um acampamento-base sob abrigo de rocha no Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Dá para visitar o Monte Roraima?

    Sim, você pode visitar o Monte Roraima sem problemas, mas vale saber que o local é remoto, o acampamento é a principal forma de hospedagem e alguns viajantes estrangeiros podem precisar de visto para entrar no Brasil e/ou na Venezuela.

    Canadenses e norte-americanos, por exemplo, precisam de visto para os dois países, enquanto o visto chinês só é exigido na Venezuela. Ao chegar em Santa Elena de Uairén, os brasileiros precisam apenas de um documento de identidade.

    Descubra se você precisa de visto no Sherpa e verifique as condições no Ministério das Relações Exteriores do Brasil e nos canais oficiais da embaixada da Venezuela no seu país.

    Uma trilha pela Gran Sabana em direção ao tepui Kukenán, perto do Monte Roraima

    👉 Leia mais: visto para o Monte Roraima

    É seguro visitar o Monte Roraima?

    Sim, visitar o Monte Roraima é considerado seguro, especialmente quando a viagem começa pelo Brasil. Boa Vista é uma porta de entrada confiável, com voos diários das principais cidades, e a travessia para a Venezuela por Santa Elena de Uairén é uma rota bem estabelecida e muito usada por turistas.

    Com passeios organizados, os procedimentos de fronteira são simples, e a própria cidade se adaptou para receber os trekkers, com hospedagem, restaurantes e apoio às expedições. Viajar com operadores locais garante uma logística tranquila e traz segurança desde o momento em que você pousa no Brasil.

    A trilha em si também é segura quando feita com guias locais experientes que conhecem o terreno. Subir até o topo do Monte Roraima exige preparo físico, mas as trilhas são bem sinalizadas e os acampamentos são organizados.

    Com a orientação certa e expectativas realistas, os visitantes aproveitam essa aventura com segurança e podem focar nas paisagens incríveis ao longo do caminho.

    O que levar para uma trilha do Monte Roraima?

    Fazer as malas com inteligência é fundamental para o sucesso de uma expedição ao Monte Roraima, já que você vai caminhar por vários dias. Equipe-se com botas de trekking resistentes, roupas respiráveis e ao mesmo tempo protetoras e itens à prova de intempéries para encarar os climas variados da montanha.

    Entre os itens essenciais estão uma mochila robusta, um saco de dormir para 0°C (32°F) confortável, bastões de trekking confiáveis e uma lanterna de cabeça eficiente. Priorize a hidratação com garrafas de água reutilizáveis e garanta a segurança com um purificador de água portátil.

    Complete o equipamento com lanches energéticos, protetor solar, óculos de sol e um chapéu para se proteger do sol e do vento.

    Um trekker em um mirante sobre os penhascos do tepui do Monte Roraima

    👉 Leia mais: dicas de viagem para o Monte Roraima

    Qual é o nível de dificuldade da trilha do Monte Roraima?

    A trilha do Monte Roraima é uma caminhada desafiadora que exige resistência e preparo. Alguns trechos, como as subidas íngremes e as passagens rochosas escorregadias, pedem atenção extra e força física.

    O trajeto chega a 100 km em vários dias, com longas caminhadas, travessias de rios e trilhas acidentadas. As noites em altitude elevada trazem temperaturas baixas e condições de acampamento nem sempre ideais.

    Ainda assim, com bom condicionamento físico, equipamento adequado e o apoio de guias locais experientes, a aventura é totalmente viável e muito recompensadora!

    Um trekker subindo os degraus rochosos na escalada do Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Quantos dias ficar no Monte Roraima?

    A trilha até o Monte Roraima dura pelo menos 6 dias. O primeiro ponto a ter em mente é que a subida ao cume envolve 3 dias de caminhada pela selva densa e por trilhas desafiadoras, seguidos de 2 dias de descida.

    Pacotes do Monte Roraima

    O PlanetaEXO oferece ótimos pacotes de trekking no Monte Roraima, que incluem hospedagem na Venezuela, equipamento de acampamento compartilhado, refeições e passeios guiados incríveis por alguns dos pontos mais emblemáticos dos tepuis.

    PACOTE DESTAQUES DURAÇÃO PREÇO INICIAL*
    Trekking Monte Roraima 8 dias 7 dias de caminhada; visitas às principais atrações do Monte Roraima (Lago Gladys, Vale dos Cristais, Maverick, La Ventana, Jacuzzis, etc.); Acampamento Coati; imersão na cultura local. 8 dias R$ 6.950
    Trilha do Monte Roraima: Expedição Makunaima 10 dias 8 dias de caminhada; visitas às principais atrações do Monte Roraima (Lago Gladys, Vale dos Cristais, Maverick, La Ventana, Jacuzzis, etc.); Acampamento Coati; imersão na cultura indígena. 10 dias R$ 7.850

    *Por pessoa, com base em ocupação dupla em saídas em grupo. Os preços podem variar conforme a temporada e a disponibilidade. Câmbio de 25 de maio de 2026, sujeito a alteração.

    Um trekker apontando para a vista do tepui Kukenán a partir do Monte Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Leia mais: O Monte Roraima é perigoso? Tudo o que você precisa saber para uma viagem segura à Venezuela

    Viaje ao Monte Roraima com o PlanetaEXO

    Descubra as maravilhas de um dos destinos mais fascinantes da Terra com o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes do Monte Roraima.

    Da reserva a roteiros sob medida, nossa equipe trabalha com os melhores operadores locais para garantir férias seguras, responsáveis e memoráveis. Fale com a gente agora!

  • Melhor safári no Pantanal

    Melhor safári no Pantanal

    Quer explorar as maravilhas naturais do Brasil? Conheça os melhores passeios para a sua viagem ao Pantanal!

    Os melhores safáris no Pantanal são aqueles que proporcionam imersão total neste bioma fascinante, com muitas atividades voltadas a explorar sua biodiversidade impressionante.

    Com uma área de mais de 210.000 km², o Pantanal é o maior santuário de vida selvagem do Brasil. Alguns dos animais mais célebres do país vivem neste território, como jacarés, capivaras, araras e os maiores felinos das Américas: as onças-pintadas.

    👉 Veja nossos safáris e vida selvagem no Brasil

    O PlanetaEXO é especialista em pacotes para o Pantanal e escolhe a dedo os melhores operadores locais para garantir que a sua viagem tenha roteiros variados, ótimas opções de hospedagem, práticas sustentáveis e momentos que ficam na memória. Confira!

    A wild jaguar walking on a river sandbar observed by tourists on a boat during a Jaguar safari in the Pantanal Brazil.
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    Safáris no Pantanal Norte e Sul

    Antes de começar a planejar a sua viagem, vale saber que o Pantanal é tão vasto e rico que se divide em dois lados: o Norte, no estado do Mato Grosso (com acesso por Cuiabá), e o Sul, no Mato Grosso do Sul (por Campo Grande). Como era de se esperar, as experiências em cada região são diferentes e merecem atenção antes de você fechar a reserva.

    O Pantanal Norte é ideal para ver onças-pintadas e fazer safáris de barco. A abundância de vida selvagem torna a área perfeita para fotógrafos e amantes da natureza ansiosos por avistar algumas das espécies mais fascinantes da América Latina.

    👉 Veja nossos safáris de onça-pintada no Pantanal

    Já o Pantanal Sul é conhecido pela imersão cultural e pelas experiências tradicionais de fazenda, que unem a pecuária a atividades de ecoturismo, como cavalgadas e passeios de canoa. Ver onças no Sul é bem mais difícil, embora não impossível, mas a observação de fauna continua imperdível!

    Travelers on a motorboat navigate a calm river during a vibrant orange sunset in the Pantanal
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    👉 Saiba mais sobre o Pantanal:

    Safáris de onça-pintada no Pantanal

    Como o melhor lugar do mundo para ver onças-pintadas, o Pantanal Norte é o principal destino, ainda que não o único, para quem tem como meta avistar esse felino magnífico.

    Além disso, os safáris de onça costumam ser um pouco mais caros que outras expedições, por causa das técnicas específicas usadas para que os viajantes aproveitem a experiência ao máximo sem estressar os animais.

    Safári de Onça-Pintada no Pantanal em Porto Jofre

    Um dos principais safáris no Pantanal saindo de Cuiabá, esta experiência acontece em Porto Jofre, no município de Poconé, no fim da Rodovia Transpantaneira. São atividades incríveis para os amantes da natureza que sonham em ver onças circulando livremente pelo seu habitat natural.

    Navegando pelas águas calmas do Rio Cuiabá, você vai ver onças cochilando tranquilamente sobre as árvores, caminhando pelas margens, nadando ou até caçando. Guias locais acompanham o safári de barco para levar você aos melhores pontos de observação e dividir tudo o que sabem sobre o Pantanal.

    O passeio inclui hospedagem aconchegante, refeições deliciosas, transfers de ida e volta entre Cuiabá e Porto Jofre, guias que falam inglês, e safáris de barco diários para ver onças e outros animais do Pantanal, como tamanduás-bandeira, jacarés e centenas de espécies de aves.

    Two jaguars fighting in a river, a rare and intense wildlife sighting on a Jaguar safari.
    @larissa.pantanal

    👉 Reserve agora: Safári de Onça-Pintada no Pantanal em Porto Jofre

    Fotografia de Onças no Pantanal

    Ideal para fotógrafos profissionais e amadores, este passeio de fotografia no Pantanal saindo de Cuiabá leva você ao coração do bioma para capturar e eternizar toda a sua beleza.

    Você será acompanhado por guias locais com vasta experiência em fotografia de natureza, que ajudam com as melhores técnicas para registrar imagens incríveis de onças-pintadas, araras, veados-mateiros, tuiuiús e muito mais.

    Quanto à hospedagem, há duas opções: o Flotel, um hotel flutuante na entrada do Parque Estadual Encontro das Águas, e o Berco Lodge, uma pousada clássica do Pantanal.

    A wildlife photographer capturing a jaguar on a riverbank during a specialized Pantanal safari.
    @larissa.pantanal

    👉 Reserve agora: Fotografia de Onças no Pantanal

    Safári de Luxo de Onça-Pintada no Pantanal Sul

    Sem dúvida um dos passeios no Pantanal saindo de Campo Grande mais marcantes, esta experiência é a mistura perfeita entre imersão na natureza e uma hospedagem de alto padrão.

    Embora aconteça no Sul, 100% dos visitantes que reservaram este safári nos últimos anos avistaram onças-pintadas. Isso graças à Casa Caiman e ao Onçafari, projeto de conservação que busca acostumar os animais à presença humana, o que amplia a consciência ambiental e ajuda a desenvolver o ecoturismo da região.

    Além da experiência sem igual de ver onças, as atividades incluem passeios de canoa, trilhas ecológicas e expedições noturnas para observar ainda mais a fauna.

    Hospedar-se no Caiman, uma das pousadas mais bem avaliadas do Pantanal, leva as suas férias a outro nível. Os quartos têm ar-condicionado, banheiro privativo e varanda, decoração sofisticada, além de sauna, academia, fogueira, piscina, decks para banho de sol, restaurante e bar. Tudo o que você precisa numa hospedagem de luxo!

    Safari vehicles parked on a dirt road observing jaguars crossing the path during a sustainable wildlife tour.
    Photo: Edu Fragoso

    👉 Reserve agora: Safári de Luxo de Onça-Pintada

    Safári de vida selvagem no Pantanal

    Os safáris de vida selvagem também são uma forma fantástica de explorar a fauna nativa. Como a maioria acontece no Sul, as chances de ver onças são pequenas, mas você ainda vai encontrar animais incríveis do Pantanal. Pelo mesmo motivo, essas experiências saem mais em conta, o que as torna uma ótima opção para quem viaja com o orçamento mais apertado.

    Guiados por especialistas, esses passeios no Pantanal são perfeitos para quem quer mergulhar de cabeça em um dos ecossistemas mais cativantes do mundo.

    Passeio de vida selvagem no Pantanal saindo de Campo Grande

    Safáris fotográficos, saídas noturnas e passeios de barco no Rio Aquidauana são atividades incríveis para observar a fauna do Pantanal, enquanto cavalgadas, trilhas e pesca de piranha revelam um pouco mais da vida local. Você vai se sentir um verdadeiro pantaneiro!

    Guias que falam inglês acompanham você durante toda a viagem para escolher os melhores lugares para observar antas, tamanduás-bandeira e o imponente tuiuiú.

    Na pousada, encha o prato com comida caseira feita com ingredientes frescos, divirta-se nas áreas de lazer, que incluem até uma quadra de vôlei de praia, e aproveite cada momento dessa hospedagem excepcional!

    A giant anteater with its distinctive long snout and black-and-white striped fur walks through shallow water and green aquatic plants in the Pantanal wetlands.
    Photo: Samuel Melim

    👉 Reserve agora: Passeio de vida selvagem no Pantanal saindo de Campo Grande

    Pantanal Sul Selvagem: Aventura na Planície Alagada Remota

    A Nhecolândia é uma das microrregiões mais emblemáticas do Pantanal, famosa por seus campos abertos, manchas de mata e lagoas sazonais perto do Rio Negro. Essa terra intocada é perfeita para quem tem sede de aventura e busca experiências no fundo da natureza.

    Embora os safáris de vida selvagem costumem ser econômicos, este se destaca pela exclusividade, pelos serviços de alto padrão e pelas atividades autênticas em uma área remota. Explore as áreas alagadas para avistar (e fotografar) algumas das espécies mais bonitas do Brasil: tatus-canastra, araras, capivaras, tucanos e muito mais.

    Além dos safáris fotográficos, o roteiro inclui canoagem, pesca e cavalgadas. Ao cruzar as planícies alagadas a cavalo, você vai entender de verdade o que é a vida pantaneira. Não esqueça o chapéu de vaqueiro!

    Ao anoitecer, relaxe em belos ecolodges com camas confortáveis, ar-condicionado, banheiro privativo, decoração charmosa e comodidades premium. Nas áreas comuns, aproveite o lounge, a biblioteca, o jardim ou o pomar. As duas opções de hospedagem (Baía das Pedras e Barranco Alto) oferecem vistas lindas do Pantanal que vão te deixar de queixo caído.

    View from inside a jeep traversing wet terrain, typical of an authentic Pantanal safari adventure.
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    👉 Reserve agora: Pantanal Sul Selvagem: Aventura na Planície Alagada Remota

    Viagem ao Pantanal e Bonito no Brasil

    O Mato Grosso do Sul é abençoado com a diversidade natural dos biomas brasileiros, incluindo o Pantanal, o Cerrado e a Mata Atlântica.

    Neste safári de 5 dias pelo Pantanal, explore a maior planície alagada do planeta com passeios de barco, cavalgadas e safáris de fauna em veículos 4×4 para ver jaguatiricas, jacarés, ariranhas e veados em seu habitat natural.

    No terceiro dia, você pega a estrada rumo a Bonito (2 horas de viagem), onde vai conhecer alguns dos cenários mais bonitos do Brasil, como a Gruta de São Miguel, o Parque Ecológico Vale do Anhumas, a Barra do Sucuri e o Rio Formoso. Trilhas, banho em piscinas naturais e flutuação em rio são só algumas das atividades incríveis incluídas nesta viagem.

    Escolha a hospedagem para os dois destinos conforme suas preferências e necessidades. Todas as opções de hotel oferecem serviços excelentes, refeições deliciosas, pensão completa no Pantanal e meia pensão em Bonito, e estrutura adequada para casais, famílias ou quem viaja sozinho.

    Tourists snorkeling in a clear river with Dorado fish, a unique underwater Pantanal experience.
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    👉 Reserve agora: Viagem de 5 dias pelo Pantanal e Bonito no Brasil

    Passeio de vida selvagem no Pantanal saindo de Cuiabá

    Se você planeja viajar para o Pantanal Norte, uma excelente opção é este passeio saindo de Cuiabá. Em Poconé, participe de saídas noturnas, passeios de barco, cavalgadas e trilhas.

    Ver onças aqui pode ser difícil, embora não impossível, mas você ainda vai viver uma experiência emocionante nos safáris fotográficos para observar tuiuiús, cervos-do-pantanal e capivaras. Não deixe de registrar também a beleza da flora: vitórias-régias, orquídeas silvestres, bromélias e ipês (a flor nacional do Brasil).

    Aproveite os serviços premium da sua hospedagem e deixe o cansaço e as preocupações se dissolverem. Caia na piscina, pegue um bronzeado no deck e admire a paisagem natural.

    A silhouette of a capybara in tall grass during a golden sunset, with two small birds perched on its head and back
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    👉 Reserve agora: Passeio de vida selvagem no Pantanal saindo de Cuiabá

    Quanto custa um safári no Pantanal?

    O custo médio de um safári no Pantanal é de R$ 10.530 por pessoa. Os preços variam conforme a categoria da hospedagem, a temporada, a duração da viagem, etc.

    Veja as principais informações abaixo e escolha a sua favorita!

    SAFÁRI DESTAQUES PREÇO A PARTIR DE*
    Safári de Onça-Pintada no Pantanal em Porto Jofre (Cuiabá) Avistamento de onças, observação de fauna, passeios de barco, saídas noturnas. R$ 13.790
    Fotografia de Onças no Pantanal Visite áreas estratégicas para capturar ótimas imagens de onças e outros animais. Perfeito para fotógrafos profissionais e amadores. R$ 19.290
    Safári de Luxo de Onça-Pintada Ecolodge de alto padrão com ótimas chances de ver onças no Pantanal Sul (o único fora do Norte). R$ 16.680
    Passeio de vida selvagem no Pantanal (Campo Grande) Safári noturno e fotográfico, pesca de piranha, passeios de barco, cavalgadas. R$ 5.995
    Passeio de vida selvagem no Pantanal (Cuiabá) Safáris noturnos e fotográficos, trilhas, cavalgadas, passeios de barco no Rio Aquidauana. R$ 7.065
    Pantanal Sul Selvagem: Aventura na Planície Alagada Remota Observação de fauna, caminhadas guiadas, canoagem e cavalgadas em uma das áreas mais selvagens do Pantanal. R$ 11.860
    Viagem ao Pantanal e Bonito Safáris e passeios de barco no Pantanal Sul seguidos de mergulho e banho nos rios e piscinas naturais de Bonito. R$ 7.270

    *Por pessoa, com base em ocupação dupla em saídas em grupo. Os preços podem variar conforme a temporada e a disponibilidade. Câmbio de 13 de fevereiro de 2026; sujeito a alterações.

    Two travelers paddling a canoe through calm waters, an immersive way to explore the wetlands during a Pantanal tour.
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    Avaliações dos safáris no Pantanal

    Não há dúvida de que o Pantanal, no Brasil, é um dos destinos de ecoturismo mais espetaculares do planeta, mas o que dizem os viajantes? Com os melhores operadores do mercado, o PlanetaEXO já levou centenas de turistas a esse paraíso ao longo dos anos.

    Veja o que os nossos clientes acham de alguns dos nossos safáris no Pantanal!

    👉 Leia mais: Qual é a melhor época para visitar o Pantanal?

    Reserve a sua viagem ao Pantanal com o PlanetaEXO

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em roteiros pelo Pantanal. Trabalhamos para transformar as suas férias dos sonhos em realidade, ajudando com reservas, roteiros sob medida e tudo mais que você precisar.

    Também conectamos você aos melhores operadores do Pantanal para criar viagens autênticas que vão ficar para sempre na sua memória e no seu coração. Fale com a gente agora!

  • 10 curiosidades sobre o Vale do Pati

    10 curiosidades sobre o Vale do Pati

    Buscando uma experiência no Vale do Pati, o grande polo de trekking da Chapada Diamantina? Saiba tudo antes de reservar sua viagem!

    No coração do Parque Nacional da Chapada Diamantina, no estado da Bahia, o Vale do Pati é um destino dos sonhos para trilheiros do mundo todo. As trilhas, cachoeiras, formações rochosas e belas paisagens fazem deste o lugar perfeito para viajantes em busca de aventura e imersão total na natureza.

    Quer saber mais sobre este lugar fantástico? A PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para a Chapada Diamantina, reuniu as 10 principais curiosidades sobre o Vale do Pati. Confira abaixo!

    1. Milhares de campos de futebol cabem no Vale do Pati

    O Parque Nacional da Chapada Diamantina abrange mais de 152.142 hectares — maior que Hong Kong, Singapura e Malta —, enquanto a área total do Vale do Pati é de 12.300 hectares.

    Para ficar mais fácil de imaginar: o Vale do Pati é do tamanho de 17.227 campos de futebol!

    Dois trilheiros sentados em um penhasco rochoso admirando a vasta imensidão verde do Vale do Pati, no Parque Nacional da Chapada Diamantina.
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    👉 Leia mais: Como chegar à Chapada Diamantina e ao Parque Nacional?

    2 – A queda do ciclo do café e a ascensão do ecoturismo

    O solo do Vale do Pati é conhecido por excelentes colheitas de café. No auge do ciclo do café — uma das eras econômicas mais importantes do Brasil —, durante o século XIX, mais de 400 famílias viviam na região. Havia uma escola, uma igreja e uma prefeitura.

    A escassez de mão de obra e o esgotamento do solo causado pela produção em massa provocaram a queda do ciclo do café na década de 1930. Como consequência, o Vale do Pati foi abandonado até o final dos anos 1970. Em 1985, a região foi incorporada ao parque nacional, mas, desta vez, apenas dez famílias chamavam o Pati de lar.

    Até hoje, os moradores locais vivem das atividades de ecoturismo, oferecendo suas próprias casas como um lugar seguro para os mochileiros descansarem.

    3. Uma experiência de hospedagem autêntica no Vale do Pati, Chapada Diamantina

    Uma das coisas mais importantes a saber é que este é um local remoto, o que significa que não há hotéis, pousadas de luxo, grandes construções ou lojas. Se você está planejando suas férias para esta parte da Chapada Diamantina, tenha em mente que você ficará nas casas dos nativos — as mesmas que mencionamos anteriormente.

    As acomodações são modestas, mas muito aconchegantes e extremamente limpas. A autêntica experiência de estadia também inclui refeições caseiras. Se você tem interesse em saborear a típica comida caseira brasileira, feita por quem entende do assunto, essa é a sua chance!

    Ao se hospedar nas casas dos moradores, você terá a experiência completa de como é viver na natureza. Esta é a oportunidade perfeita para mergulhar de cabeça na cultura baiana, conhecer o dia a dia dos seus anfitriões e apoiar as comunidades locais a se sustentarem de forma digna e sustentável.

    Modestas casas locais equipadas com painéis solares em um vale verdejante sob um céu de pôr do sol colorido no Vale do Pati.
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    👉 Leia mais: Onde ficar na Chapada Diamantina?

    4. O melhor destino de trekking no Brasil

    O Vale do Pati é um destino de ecoturismo muito procurado devido às suas excelentes condições para travessias. Em 2010, o Ministério do Turismo nomeou o percurso como a melhor trilha do país e um dos principais roteiros do planeta.

    Caminhar por aqui é indispensável para chegar a quase todos os atrativos icônicos do parque nacional. A boa notícia é que fazer a trilha do Vale do Pati oferece opções tanto para trilheiros experientes quanto para pessoas sem experiência nesse tipo de excursão. O segredo é pedir recomendações aos seus guias locais, garantindo um trajeto que se adapte às suas habilidades!

    5. Cachoeiras no Vale do Pati

    As cachoeiras do Vale do Pati são de tirar o fôlego e consideradas paradas obrigatórias nos circuitos de trekking. Afinal, se você não tomar um banho de cachoeira depois de uma longa caminhada, não está aproveitando as férias direito!

    Cachoeirão: Com quase 300 metros de queda, o local ganha várias outras quedas menores durante a estação chuvosa. Para ter a experiência completa, caminhe até a parte superior e aprecie a vista incrível da cachoeira cercada por montanhas e vegetação. Depois, explore o poço na parte inferior.

    Cachoeira dos Funis: Relativamente pequena, esta queda de 30 metros forma um poço natural na base, sendo o local ideal para se refrescar e relaxar.

    Um trilheiro em pé sobre uma rocha olhando para cima em direção à imponente cachoeira do Cachoeirão que desce pelos penhascos rochosos e íngremes.
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    👉 Leia mais: Cachoeiras da Chapada Diamantina: As Melhores Trilhas e Joias Escondidas

    6. Mata Atlântica

    O Vale do Pati é um dos poucos lugares na Chapada Diamantina onde ainda existem remanescentes de Mata Atlântica, enquanto a maior parte do parque é coberta pela flora da Caatinga e do Cerrado, o que comprova a riqueza da biodiversidade da região.

    A Mata Atlântica possui copas de árvores unificadas que criam muita sombra e umidade, vegetação densa e uma grande diversidade de mamíferos, pássaros, insetos, répteis, anfíbios e peixes.

    7. Mirantes deslumbrantes

    O Vale do Pati é lindo em todas as direções, mas há dois pontos específicos que oferecem vistas panorâmicas impressionantes da Chapada Diamantina: o Morro do Castelo e o incrível mirante Vale do Pati (também conhecido como Mirante do Pati).

    Com 1.600 metros de altitude, o Morro do Castelo é o ponto mais alto do parque nacional. Para chegar lá, os visitantes precisam encarar uma subida íngreme e passar por dentro de uma caverna (Gruta da Lapinha).

    Um trilheiro em pé na beira de uma rocha, emoldurado por galhos de árvores, observando o vale verde em direção ao topo plano do Morro do Castelo.
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    Para chegar ao Mirante do Pati (a 1.400 metros de altitude), a caminhada começa em Guiné, um vilarejo com ótimo acesso à Chapada. Após passar por caminhos rochosos, campos abertos e pelas margens do Rio Preto, você alcançará o mirante.

    O trajeto não é dos mais fáceis, mas as belas vistas da natureza intocada são a recompensa que você precisa para se manter motivado!

    8. Um paraíso para os apaixonados por natureza

    Embora a Chapada Diamantina ofereça centenas de paisagens de tirar o fôlego, o Vale do Pati é, sem dúvida, o verdadeiro protagonista. As vistas incríveis, cachoeiras, cavernas e trilhas fazem dele um dos lugares mais bonitos e únicos do Brasil.

    O Vale do Pati reúne tudo o que um mochileiro procura em uma aventura: isolamento do mundo exterior, desconexão completa dos aparelhos digitais e uma nova perspectiva sobre a grandiosidade da Mãe Natureza.

    👉 Leia mais: Qual é a melhor época para visitar a Chapada Diamantina?

    9. Modo de vida sustentável

    Parques nacionais têm como objetivo a conservação dos recursos naturais. Em outras palavras, as coisas funcionam de um jeito um pouco diferente por lá.

    No Vale do Pati, a maioria dos aparelhos elétricos ou eletrônicos funciona a energia solar, como celulares, baterias e lâmpadas. As geladeiras funcionam a gás e os chuveiros são frios — o que, considerando as temperaturas quentes da Chapada Diamantina, não é um problema.

    A maioria dos suprimentos (alimentos, utensílios domésticos, painéis solares, etc.) chega ao Vale do Pati no lombo de cavalos, mulas ou até mesmo carregados pelos próprios moradores. Nada de carros fazendo barulho ou poluindo o ar!

    10. Zero conexão com a internet

    A última informação é que não há conexão com a internet ao longo das trilhas e nas áreas mais isoladas do parque nacional. Embora alguns moradores possam oferecer Wi-Fi, conexões instáveis não são incomuns.

    Um mochileiro sentado em uma borda de rocha irregular apreciando a vista panorâmica dos penhascos íngremes e dos vales verdes intocados do Vale do Pati.
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    A Chapada Diamantina é sobre natureza e conexões humanas. Você terá tudo o que precisa enquanto estiver lá: belas paisagens, cachoeiras deslumbrantes, lagos subterrâneos, quilômetros de trilhas, acomodações aconchegantes e muita interação com pessoas incríveis.

    Você nem vai sentir falta de ficar rolando o feed do celular!

    Viaje para o Vale do Pati, no Brasil, com a PlanetaEXO

    Agora que você já conhece todos os detalhes sobre o Vale do Pati, chegou a hora de visitar este destino fascinante!

    A PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em roteiros na Chapada Diamantina, está aqui para ajudar você a planejar as férias dos sonhos, desde itinerários sob medida até opções de transfer e acomodações. Entre em contato agora mesmo!

  • Como Chegar ao Monte Roraima?

    Como Chegar ao Monte Roraima?

    Logística, rotas, pontos de acesso e o que você precisa resolver antes de encarar a subida do Monte Roraima.

    Um dos tepuis mais imponentes da América do Sul, o Monte Roraima fica na tríplice fronteira entre Venezuela, Brasil e Guiana. São 2.810 metros (9.219 pés) acima do nível do mar, o que coloca o cume entre os pontos mais altos do planeta.

    A natureza preservada, as trilhas de caminhada e a dimensão cultural e espiritual da montanha atraem inúmeros aventureiros todos os anos. Antes de tudo isso, porém, vem a parte prática: saber como chegar ao Monte Roraima é uma etapa decisiva de qualquer planejamento de viagem.

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, preparou um guia detalhado com tudo o que você precisa saber para organizar a próxima viagem. Confira abaixo!

    How to get to Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Como Chegar ao Monte Roraima?

    Dá para começar a viagem por alguns pontos diferentes, mas a porta de entrada mais popular e conveniente é Boa Vista, capital do estado de Roraima, no norte do Brasil.

    É a proximidade de Boa Vista com a fronteira venezuelana, e mais especificamente com a cidade de Santa Elena de Uairén (Gran Sabana, Bolívar), que fez da capital o ponto de encontro natural das expedições que sobem ao platô.

    Boa Vista Roraima
    Photo: Andrezza Mariot

    De Boa Vista a Santa Elena de Uairén

    O aeroporto de Boa Vista (BVB) é classificado como internacional, mas na prática atende sobretudo voos domésticos de cidades brasileiras como Brasília, Manaus e São Paulo. Por isso, se você vem de fora, precisa pousar em uma dessas cidades antes de voar para Roraima.

    De Boa Vista, a rota mais comum é seguir de carro ou de transfer pela BR-174. Dali são cerca de 3 horas de estrada até a fronteira com a Venezuela e mais 20 minutos até chegar a Santa Elena de Uairén.

    Existem algumas formas de fazer esse trecho, e a travessia de fronteira já virou rotina, principalmente para quem vem do Brasil e fecha uma expedição organizada.

    Transfer privativo

    A opção mais confortável, normalmente organizada pelos próprios operadores. Um motorista busca você no hotel ou no aeroporto de Boa Vista e leva direto a Santa Elena de Uairén. Isso garante flexibilidade de horário de saída e de paradas no caminho.

    Operados por parceiros locais de confiança, os transfers estão incluídos em todos os pacotes do PlanetaEXO.

    Van compartilhada

    Sai mais em conta e você divide o trajeto com um grupo pequeno. As vans saem com regularidade de Boa Vista e são bastante usadas por quem participa de expedições. A viagem pode demorar um pouco mais, dependendo das paradas e dos trâmites de fronteira.

    Ônibus de linha

    A opção mais barata, mas também a menos prática. Há ônibus ligando Boa Vista a Santa Elena de Uairén, mas os horários são irregulares e o trajeto fica mais lento por causa das paradas frequentes. Não é indicado para quem tem pouco tempo ou prefere uma logística mais confiável.

    How to get to Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Monte Roraima: onde fica o ponto de partida

    Santa Elena de Uairén é onde a viagem realmente começa: a cidade concentra hospedagens simples, restaurantes e os últimos suprimentos antes da caminhada.

    Dali, a viagem segue por estrada até Paraitepuy, comunidade indígena que funciona como porta de entrada para as trilhas que sobem ao tepui Roraima. O trajeto rende vistas impressionantes das paisagens da Gran Sabana e passa pelos rios Tek e Kukenan.

    Os grupos contam sempre com a experiência dos guias indígenas locais e costumam parar em acampamentos rústicos pelo caminho. É aí que começa a jornada de verdade rumo ao topo do Monte Roraima.

    Trek Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Qual é o melhor acesso ao Monte Roraima: Brasil ou Venezuela?

    Na hora de planejar a viagem, uma das dúvidas mais comuns é se vale mais a pena entrar pelo Brasil ou pela Venezuela. Os dois acessos funcionam, mas a logística de cada um é bem diferente.

    Entrando pelo Brasil

    Para a maioria dos viajantes, o Brasil é a opção mais fácil e segura. Boa Vista, em Roraima, recebe voos diários das grandes cidades brasileiras, o que deixa a montagem do roteiro relativamente simples.

    A estrutura do lado brasileiro costuma ser confiável, com serviços e atendimento em português ou inglês. Outra vantagem: algumas nacionalidades (incluindo europeus e boa parte dos latino-americanos) não precisam de visto para estadias curtas, o que reduz bastante a burocracia da rota.

    Depois de cruzar para o lado venezuelano, você chega a Santa Elena de Uairén, onde a maior parte das expedições acerta a logística antes de seguir para Paraitepuy e, enfim, para a montanha.

    Nessa rota, a ida e a volta passam por aeroportos e serviços brasileiros. A Venezuela entra na conta só para a caminhada em si.

    Top of Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Entrando pela Venezuela

    Santa Elena de Uairén até tem um aeroporto regional (SNV), mas ele atende pouco mais do que voos fretados e táxi aéreo. A operação regular sempre foi escassa e intermitente (houve uma ligação da Conviasa, duas vezes por semana, saindo de Caracas via Puerto Ordaz e Canaima, mas ela já não existe), então não dá para montar a viagem em cima disso.

    Chegar de carro por dentro da Venezuela é uma maratona: de Caracas até Santa Elena são cerca de 1.250 km, passando por Ciudad Guayana, o que, na prática, significa dois dias de estrada.

    Ou seja, a menos que você já esteja em território venezuelano, Boa Vista, no Brasil, segue sendo a entrada confiável para começar o trekking no Monte Roraima.

    Sunset Mount Roraima
    @diaz

    👉 Leia mais: 10 curiosidades sobre o Monte Roraima

    Vistos e requisitos de entrada

    Não importa se você entra pelo Brasil ou pela Venezuela: confira as exigências de visto com antecedência.

    Para passaportes dos Estados Unidos, do Canadá ou da Austrália, o Brasil exige o e-Visa, um processo totalmente online, sem precisar ir ao consulado. As companhias aéreas conferem o código aprovado antes do check-in. Cidadãos do Mercosul, da Europa, do Japão e da Coreia do Sul entram sem visto.

    O visto para a Venezuela é onde o viajante costuma escorregar, porque a regra muda conforme a forma de chegada. Europeus estão isentos do visto de turismo apenas quando entram de avião. Cruzar pela fronteira terrestre (exatamente o que a rota por Boa Vista faz) exige visto de turismo solicitado com antecedência. Cidadãos dos Estados Unidos precisam de visto nos dois casos.

    Seja qual for a entrada, prepare-se para apresentar passaporte válido por pelo menos seis meses, passagem de saída e comprovante de hospedagem.

    Fique atento: as políticas mudam. Durante o planejamento, confira se você precisa de visto: consulte o site do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e/ou as embaixadas brasileira e venezuelana mais próximas. Uma consulta rápida no Sherpa também ajuda, mas sempre confirme as condições atuais nos canais oficiais de cada país.

    How to get to Mount Roraima
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    👉 Leia mais: Preciso de visto para visitar o Monte Roraima na Venezuela?

    Subindo o Monte Roraima com o PlanetaEXO

    Seja no Monte Roraima ou em qualquer outro destino de caminhadas e trekking no Brasil, você precisa de profissionais que conheçam o terreno de perto. São eles que fazem a diferença entre uma trilha sofrida e uma trilha que vale cada passo.

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, trabalha com parceiros locais experientes e muito ligados à comunidade indígena da região. Isso garante segurança, boa logística e, de quebra, uma experiência culturalmente rica. Fale com a gente agora!

  • Qual é a Dificuldade de Subir o Monte Roraima

    Qual é a Dificuldade de Subir o Monte Roraima

    A trilha do Monte Roraima combina terrenos variados e clima imprevisível, mas com o preparo certo você chega ao topo. Conheça os desafios da escalada deste pico icônico e descubra como torná-lo possível para todos!

    How hard is it to trek up Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Você deve estar se perguntando: quão difícil é subir o Monte Roraima? Antes de tudo, vale conferir o guia de viagem do Monte Roraima. Trata-se de um desafio moderado que exige preparo físico, mas é uma conquista viável para qualquer pessoa com a mentalidade e o treino certos. Não é aventura só para montanhistas profissionais: com bom planejamento e o apoio adequado, muitos trekkers chegam ao topo do Monte Roraima, independentemente da experiência.

    A travessia é indicada para todas as idades: menores de 14 anos precisam estar acompanhados de um adulto. É um desafio para todo mundo, do jovem aventureiro ao trekker experiente!

    O caminho passa por trechos rochosos e subidas íngremes, o que o torna fisicamente exigente em alguns pontos. Com o equipamento e o preparo certos, porém, é uma jornada que recompensa de sobra, tanto pela beleza natural quanto pela realização pessoal.

    No PlanetaEXO, empresa especializada em aventuras pela América do Sul, trabalhamos com parceiros locais de confiança para levar você ao topo do Monte Roraima. Nossa equipe garante que você chegue totalmente preparado para os desafios da escalada deste pico icônico, do domínio do terreno ao clima imprevisível.

    Veja tudo o que é importante saber antes de encarar a travessia do Monte Roraima:

    Entenda a dificuldade da escalada do Monte Roraima

    A ideia de “escalar” o Monte Roraima pode assustar, mas é importante saber que não se trata de uma parede vertical. O desafio está menos em escalar e mais em percorrer a trilha do Monte Roraima por diferentes terrenos e travessias de rios. Então, quão difícil é subir o Monte Roraima? A resposta depende de vários fatores: o terreno, o seu preparo físico e o nível de apoio que você escolhe.

    👉 Não esqueça de verificar o visto para o Monte Roraima antes de planejar a sua viagem.

    É uma travessia ou uma escalada?

    O Monte Roraima é uma aventura de trekking, não uma escalada em rocha. É uma caminhada longa, mas a maioria das pessoas em boas condições físicas chega ao topo do Monte Roraima com o preparo adequado. O segredo é controlar o seu ritmo e dar tempo ao corpo para se adaptar ao terreno e às mudanças de clima ao longo do caminho.

    Fatores que influenciam a sua experiência

    Antes de olhar os fatores abaixo, saiba que a travessia começa no Parque Nacional Canaima, na comunidade indígena de Paraitepuy, onde os visitantes se registram, recebem as instruções básicas e conhecem os guias e carregadores locais que vão acompanhar a jornada.

    Vários fatores podem afetar a dificuldade da travessia. Veja os principais pontos que vão pesar na sua experiência:

    1. Duração da travessia

    A travessia até o cume costuma durar 8 a 10 dias. A distância total percorrida fica entre 90 e 100 quilômetros (56 a 62 milhas) e inclui a subida, o tempo no topo e o retorno. O número de noites no alto da montanha também varia conforme a duração de cada roteiro.

    No roteiro de 10 dias do PlanetaEXO, por exemplo, você passa 5 noites no platô do Monte Roraima. Um itinerário mais longo permite dosar o esforço e se adaptar às exigências físicas, tornando a experiência menos cansativa. Se você busca um desafio mais intenso, porém, dá para completar o roteiro de 8 dias em 6.

    Duration of the Mount Roraima Trek
    Photo: Lucas Gobatti

    Essa versão compacta cobre a mesma distância em menos tempo, o que a torna fisicamente mais puxada. Você chega ao topo do Monte Roraima mais rápido, mas o ritmo acelerado cobra mais preparo e resistência.

    👉 Veja as dicas de viagem para o Monte Roraima antes de partir

    2. Apoio logístico

    Qual a dificuldade de subir o Monte Roraima

    Escolher uma empresa como o PlanetaEXO facilita a travessia. Nossos parceiros locais de confiança, selecionados a dedo, cuidam de toda a logística na trilha, do transporte do equipamento de camping ao preparo das refeições.

    Se decidir dar conta dessas tarefas sozinho, a travessia fica bem mais difícil. Com os parceiros certos na logística, você foca no que importa: aproveitar a caminhada.

    Para se manter seco, vale usar uma capa de chuva na mochila e sacos estanques para proteger os itens essenciais da umidade. Meias extras (de preferência sintéticas ou de lã) e uma toalha de microfibra de secagem rápida também ajudam a manter o conforto durante e depois dos longos dias de caminhada

    Lembrete importante: Mesmo com bom equipamento, chuva forte e umidade podem alagar as barracas e encharcar os acampamentos, atrapalhando o descanso. Mantenha os itens essenciais secos e prepare-se para noites longe do ideal.

    Camping Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Deixe o PlanetaEXO conectar você aos melhores parceiros locais: conheça os pacotes do Monte Roraima e comece a sua aventura.

    3. Serviço de carregadores

    Mesmo com as empresas cuidando da logística de comida e equipamento, você ainda carrega os seus itens pessoais. Para aliviar o peso, dá para contratar um carregador da comunidade local e reduzir o esforço físico da travessia.

    Esse serviço ainda movimenta a economia local, valorizando carregadores experientes com raízes profundas na comunidade. Ao contratá-los, você apoia financeiramente profissionais que conhecem a região, o ambiente e a cultura, ajudando a garantir o sustento dessas famílias.

    Porter Service Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    4. Seu preparo físico

    O seu condicionamento pesa muito na sensação de dificuldade. O terreno varia de fácil a moderado, com trechos mais íngremes conforme você se aproxima do cume.

    Se você tem boa saúde e já fez caminhadas simples, dá conta da travessia, mas ainda assim vale treinar antes para encarar as exigências de vários dias na trilha.

    How hard is it to trek up Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Lembre-se de que é uma caminhada longa: você precisa estar em boas condições físicas e pronto para a forte exposição ao sol em altitude, que intensifica os seus efeitos.

    5. Terreno e subidas íngremes

    O terreno pode ser difícil, com superfícies irregulares e trechos escorregadios, sobretudo perto do cume. Essas subidas íngremes exigem esforço, mas, com o preparo certo, a recompensa de chegar ao topo do Monte Roraima vira uma conquista que fica marcada para sempre.

    Alguns pontos de altitude importantes:

    • Acampamento-base: por volta dos 1.500 metros (4.920 pés), onde a trilha se nivela antes do trecho final. Até chegar lá, você enfrenta desafios como a “Prova do Novato”, uma subida íngreme que dá o tom do que vem pela frente, e a travessia dos rios Tek e Kukenan sobre pedras escorregadias, com ajuda dos guias.
    • Subida ao cume: os trechos íngremes começam por volta dos 2.200 metros (7.218 pés) e ficam cada vez mais exigentes conforme você se aproxima do cume, a 2.810 metros (9.219 pés). Essa etapa tem marcos conhecidos, como La Rampa, uma rampa natural estreita esculpida na parede onde muitos usam os quatro pontos de apoio por causa da inclinação, e o Poço das Lágrimas, uma passagem rochosa escorregadia, quase sempre molhada por chuva e cachoeiras, que pede atenção redobrada e passo firme.
    • Terreno rochoso: a partir dos 2.500 metros (8.200 pés), depois de La Rampa, a trilha fica acidentada, com grandes blocos de pedra e piso irregular, até o platô de 2.810 metros e El Maverick, o ponto mais alto do cume e uma subida procurada pelas vistas amplas.

    Alguns trechos exigem cuidado sobre o terreno rochoso, o que cansa, mas é administrável para a maioria de quem já tem alguma experiência.

    Pessoas fazendo trekking no Monte Roraima

    O que esperar na trilha: os pontos-chave da travessia

    A esta altura, você já sabe que o Monte Roraima é um tepui, uma montanha de topo plano no Escudo das Guianas que chega a 2.810 metros na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Seus paredões verticais de 1.000 metros isolam o platô da floresta e da savana lá embaixo, criando um ecossistema próprio e frágil.

    A chuva constante e o solo pobre em nutrientes moldaram uma flora altamente especializada, com plantas carnívoras, e favoreceram um número notável de espécies endêmicas.

    Isso mostra que chegar ao cume não é só vencer desafios físicos: é atravessar uma paisagem em constante mudança, cheia de maravilhas naturais. Veja o que espera você pelo caminho:

    • Dias 1-2: a travessia começa com a passagem por rios e uma subida gradual. São dias relativamente tranquilos, que dão tempo de se adaptar ao ritmo da expedição.
    • Dias 3-4: a trilha fica mais íngreme conforme você se aproxima da base da montanha. Aqui, os caminhos rochosos e as subidas mais fortes deixam a escalada mais exigente.
    • Dias 5-6: ao chegar ao cume, você explora um platô de outro mundo, salpicado de vegetação única, e aproveita vistas amplas sobre três países.
    Reach the top of Mount Roraima
    @overlandtheamericas

    👉 Quer saber o que espera lá em cima? Leia o artigo completo sobre o topo do Monte Roraima

    Clima e melhor época para visitar o Monte Roraima

    O clima do Monte Roraima é muito imprevisível, então estar pronto para condições variadas é essencial. A montanha segue o clima tropical da Venezuela, o que significa chuva, neblina e grandes variações de temperatura ao longo da travessia.

    No cume, o acampamento é feito em abrigos naturais de rocha (os “hotéis”), que dão proteção parcial contra vento e chuva, mas têm o piso irregular. Espere sol intenso de dia e temperaturas perto de zero à noite. As vistas e a sensação de conquista compensam cada passo!

    O que esperar:

    • Chuva: a chuva é comum, principalmente à tarde e à noite. A estação úmida, de maio a novembro, traz precipitação mais forte e frequente, que deixa a trilha escorregadia e mais difícil de percorrer. Leve equipamento à prova d'água, como jaqueta e capa de chuva para a mochila, para se manter seco.
    • Neblina e vento: o cume costuma ficar encoberto pela neblina, e os ventos fortes são frequentes, sobretudo nas altitudes mais elevadas. A neblina reduz a visibilidade, e o vento torna a caminhada e o acampamento mais difíceis.
    • Temperatura: apesar de estar em região tropical, a altitude provoca quedas fortes de temperatura, sobretudo à noite. De dia, os valores ficam entre 20°C e 25°C (68°F a 77°F), mas à noite podem despencar para algo entre 5°C e 10°C (41°F a 50°F). Mesmo nos meses de verão, as noites são frias.
    Weather and Best Time to Visit Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Melhor época para ir

    A melhor época para encarar a trilha do Monte Roraima é a estação seca, de dezembro a março, quando chove menos e o clima é mais estável. É o período mais confortável para caminhar, com menos chuva e noites mais amenas. Ainda assim, mesmo na seca o clima pode surpreender, então prepare-se para tudo.

    👉 Confira o nosso guia de viagem completo para todos os detalhes sobre clima, logística e muito mais no Monte Roraima!

    Sunset Mount Roraima
    @watchluke

    Trilha do Monte Roraima com o PlanetaEXO

    No PlanetaEXO, temos o compromisso de oferecer experiências de viagem sustentáveis, que beneficiam tanto os viajantes quanto as comunidades locais.

    Trabalhamos lado a lado com guias locais especializados, muitos da comunidade indígena de Paraitepuy, dentro do Parque Nacional Canaima, apaixonados por conservação e por compartilhar a beleza da montanha.

    How hard is it to trek up Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Ao escolher a gente, você não embarca só em uma aventura: apoia um ecoturismo que ajuda a preservar o Monte Roraima para as próximas gerações.

    👉 Pronto para encarar o desafio? Comece hoje a planejar a sua travessia do Monte Roraima com o PlanetaEXO.

  • Guia Lucas Neves: Uma história de sucesso do PlanetaEXO em viagens sustentáveis na Chapada Diamantina

    Guia Lucas Neves: Uma história de sucesso do PlanetaEXO em viagens sustentáveis na Chapada Diamantina

    A Chapada Diamantina é um dos destinos mais cobiçados do Brasil para os amantes da natureza.

    Com suas montanhas majestosas, cachoeiras deslumbrantes e rica biodiversidade, a região é o paraíso dos aventureiros. No entanto, explorar essas maravilhas naturais com responsabilidade requer um guia experiente e consciente. É aí que entra Lucas Neves, um guia de turismo de aventura e parceiro da PlanetaEXO que dedicou sua carreira a promover o turismo sustentável na região.

    Quem é Lucas Neves?
    Aos 28 anos, Lucas é natural do Vale do Capão, na Chapada Diamantina. Ele encontrou na profissão de guia de turismo de aventura a oportunidade de combinar sua paixão pela natureza com a liberdade de ser autônomo. Lucas também trabalha como brigadista na Brigada Voluntária do Vale do Capão, combatendo incêndios florestais, resgatando pessoas feridas em áreas remotas e salvando animais silvestres em áreas urbanas. Como diz Lucas, “Além de ser uma oportunidade de trabalhar com o que eu amo (montanhas, trilhas, aventura), na realidade local é uma profissão que me permite ser autônomo, ter mais liberdade, o que é algo que valorizo muito”.

    Turismo sustentável como uma missão
    Para Lucas Neves, o turismo sustentável não é apenas um slogan, mas uma missão de vida. “Por meio de práticas com impacto mínimo no meio ambiente e da transmissão de conhecimento aos visitantes, essa consciência se multiplica”, diz Lucas. Ele acredita que a sustentabilidade começa com educação e conscientização. Antes de cada caminhada, Lucas faz questão de apresentar aos visitantes o ambiente único da Chapada Diamantina, explicando as práticas que minimizam o impacto humano. Durante as caminhadas, ele demonstra essas práticas em ação, mostrando o impacto positivo que elas têm sobre o meio ambiente local, não apenas em curto prazo, mas também em médio e longo prazo.Guia Lucas Neves demonstra práticas de turismo sustentável em trilha na Chapada Diamantina

    Lucas Neves no mirante do Vale do Pati, Chapada Diamatina

    Práticas sustentáveis em ação
    Lucas adota uma série de iniciativas para promover o turismo sustentável. Ele está envolvido em programas de educação ambiental na comunidade local, ensinando as gerações mais jovens sobre a importância da conservação. Além disso, ele faz questão de contratar os serviços de nativos locais e incentiva os turistas a comprar artesanato e produtos culinários locais. Essas ações não apenas ajudam a economia local, mas também incentivam uma forma de turismo que respeita e valoriza a cultura e o meio ambiente locais.

    A experiência do viajante
    Para Lucas, o objetivo é ser o elo entre o cliente e a natureza. Ele personaliza cada roteiro com base no perfil do viajante, levando em conta fatores como condicionamento físico e clima. O foco é sempre a segurança, mas também a superação das expectativas dos visitantes, permitindo que eles se integrem e se entreguem ao máximo ao objetivo do roteiro.

    Guia fantástico! Nós nos divertimos muito com sua orientação, Lucas. Você realmente ama a natureza e seu trabalho, e isso fica evidente!

    Ole, from Germany

    Caminhante observa o pôr do sol do mirante do Vale do Pati, na Chapada Diamantina

    Ole, da Alemanha

    O papel do PlanetaEXO
    A parceria com a PlanetaEXO amplia esses esforços. “A parceria com a PlanetaEXO, por meio da alta frequência de trabalho em parceria e da remuneração justa acima do que o mercado costuma pagar, me permite pagar treinamentos para me aperfeiçoar como profissional”, diz Lucas. A empresa faz questão de contratar guias e outros funcionários locais, contribuindo para o desenvolvimento econômico sustentável das comunidades da Chapada Diamantina. O aprendizado do inglês, proporcionado pela PlanetaEXO, abriu portas para Lucas, permitindo que ele interagisse com clientes de outros países e enriquecesse sua visão de mundo.

    De acordo com Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO, Lucas Neves serve como modelo inspirador:

    Desde os primeiros dias da PlanetaEXO, percebemos em Lucas Neves não apenas um guia talentoso, mas um profissional cujos valores se identificavam profundamente com a missão da nossa empresa: o desenvolvimento sustentável do turismo e o fortalecimento das comunidades locais. Ele se tornou uma fonte de inspiração para aqueles que estão ingressando ou considerando uma carreira no turismo sustentável. Dois anos após o início dessa frutífera colaboração, posso dizer com confiança que nossa missão foi cumprida – e ainda estamos apenas no começo. A parceria com Lucas Neves é um testemunho vivo do impacto positivo que podemos alcançar quando valores, paixão e profissionalismo se alinham. Estamos entusiasmados com o que o futuro nos reserva e confiantes de que essa parceria continuará a dar muitos frutos para as comunidades da Chapada Diamantina e para o mundo do turismo sustentável como um todo.

    Desafios e recompensas
    Ser guia em uma área tão biodiversa e sensível como a Chapada Diamantina não é tarefa fácil. Lucas ressalta que um dos maiores desafios é atender a públicos com perfis extremamente diferentes, mantendo sempre sua mente focada e positiva. No entanto, ele se mantém atualizado e informado por meio da comunicação constante com outros guias e membros da comunidade local.

    Pegadas da mudança
    Lucas Neves não é apenas um guia; ele é um embaixador do turismo sustentável e um defensor da comunidade local. Sua parceria com a PlanetaEXO exemplifica como o turismo responsável pode ser uma força para o bem, beneficiando tanto os visitantes quanto as comunidades anfitriãs. Em um mundo que precisa desesperadamente de mais sustentabilidade e consciência ambiental, figuras como Lucas são verdadeiros faróis de esperança.