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  • Ecoturismo na Amazônia: 7 passeios para se conectar com a natureza

    Ecoturismo na Amazônia: 7 passeios para se conectar com a natureza

    De lodges na selva a cruzeiros pelo rio, veja como o ecoturismo no Brasil floresce nestes 7 incríveis passeios na Amazônia!

    Apontada pelo The Wall Street Journal em 2024 como um destino de natureza que vale a viagem, a Amazônia comprova que o ecoturismo é peça-chave para o crescimento econômico, para a saúde financeira das comunidades locais e para a proteção do meio ambiente.

    Todos os anos, turistas do mundo inteiro viajam para a Amazônia e exploram as maravilhas de um dos lugares mais fascinantes da Terra. Contando com o conhecimento de profissionais que amam e respeitam a natureza de verdade, dá para viver uma viagem incrível e ainda ajudar o meio ambiente.

    Como plataforma especializada em pacotes na Amazônia e que trabalha com os melhores operadores locais, o PlanetaEXO selecionou 7 experiências que você não pode deixar de fazer. Confira abaixo!

    1) Passeio pela selva amazônica saindo de Manaus

    Para começar com o pé direito, este é um passeio acessível e, ainda assim, incrível, que mergulha fundo na beleza intocada da Amazônia. A aventura já começa no caminho até o lodge: saindo de Manaus, o Encontro das Águas e as visitas a mercados locais dão o tom da viagem.

    O roteiro é recheado de atividades autênticas: trilhas, canoagem, pescaria de piranhas, observação de aves, visitas a comunidades locais e a contemplação do nascer e do pôr do sol.

    Depois de um dia cheio, você descansa no lodge em bangalôs charmosos e aconchegantes, com camas confortáveis, banheiro privativo e ar-condicionado. Nas áreas comuns, faça as refeições no restaurante, tome um drinque no bar ou se divirta com a família e os amigos na sala de jogos ou na sala de TV.

    Disponível em versões de 3, 4 e 5 dias. Saiba mais sobre esta aventura.

    A traveler sits in a wooden canoe navigating the flooded forest during an Amazon rainforest tour, looking up at the lush green canopy while wearing a blue shirt that reads "live an adventure."
    Photo: Marcelo Bonifácio

    👉 Leia também: Como chegar à Amazônia no Brasil?

    2) Cruzeiro na Amazônia no Brasil

    Você sabia que dá para fazer cruzeiro na Amazônia? Embarcações bonitas deslizam com tranquilidade pelas águas escuras do Rio Negro e proporcionam uma experiência de passeio na Amazônia totalmente diferente.

    Além de uma estadia deliciosa, os hóspedes se divertem como nunca em expedições a Anavilhanas e ao Parque Nacional do Jaú, na exploração das Cavernas do Madadá, em trilhas na floresta, no relaxamento nas praias de rio, na observação da vida selvagem e nas visitas a grupos indígenas.

    A embarcação de 3 andares acomoda com conforto até 16 hóspedes em cabines privativas com banheiro, ar-condicionado e uma decoração rústica charmosa. As áreas de lazer incluem solário, sala de jantar, sala de estar e bar.

    Disponível em versões de 4, 5 e 7 dias. Saiba mais sobre esta aventura.

    An aerial view of a winding river cutting through lush green vegetation, highlighting the beauty of Amazon rainforest ecotourism.
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    👉 Leia também: Melhores cruzeiros pelo Rio Amazonas no Brasil

    3) Passeio exclusivo no Parque Nacional de Anavilhanas

    O Mirante do Gavião é um dos ecolodges mais bem avaliados da Amazônia, elogiado pela arquitetura linda e pela ótima localização, de frente para o Rio Negro e para o Parque Nacional de Anavilhanas.

    Atividades como trilhas, caiaque, stand-up paddle, safári noturno, exploração de cavernas, visitas a comunidades ribeirinhas e passeios de barco fazem parte do roteiro. Perfeito para quem ama a vida ao ar livre!

    Este passeio também prova que o ecoturismo na Amazônia pode conviver com conforto. O lodge oferece três categorias de acomodações de alto padrão, além de sala de jogos, piscina, restaurante requintado e área de churrasco.

    Disponível em versões de 4 e 5 dias. Saiba mais sobre esta aventura.

    The illuminated wooden architecture of Mirante do Gavião at night, one of the best Amazon lodges in Brazil located near Anavilhanas National Park.
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    4) Ecolodge flutuante na Reserva Mamirauá

    Saindo de Tefé, você vive uma experiência marcante na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, onde um ecolodge flutuante repousa sobre as águas escuras do rio, cercado por vegetação verde e exuberante e um céu azul sem fim.

    Este passeio de 5 dias na Amazônia é recheado de aventura: safáris noturnos e fotográficos, pescaria de piranhas, passeios de barco, canoagem, visitas a vilarejos locais e muito mais.

    O Uakari Lodge é a única acomodação da América Latina presente na lista do The New York Times de hotéis flutuantes que valem a visita no mundo todo. A publicação destaca a infraestrutura, as experiências imersivas na natureza e o modelo de Turismo de Base Comunitária (TBC), que beneficia tanto o meio ambiente quanto os moradores locais.

    Toda a estrutura do lodge é construída sobre palafitas, o que garante vistas incríveis dos bangalôs e das áreas comuns (deck, restaurante, bar, sala de vídeo e biblioteca). Saiba mais sobre esta aventura.

    The floating bungalows of Uakari Lodge sitting on the dark river waters, a unique destination for ecotourism in Brazil.
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    👉 Leia também: Qual a melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    5) Estadia de luxo no Anavilhanas Jungle Lodge

    Mais um passeio pela Amazônia no Parque Nacional de Anavilhanas, o Anavilhanas Jungle Lodge fica às margens do Rio Negro e proporciona experiências extraordinárias em um dos cenários naturais mais bonitos do mundo.

    Roteiros personalizados oferecem ótimas atividades para todos: trilhas guiadas, canoagem, saídas noturnas para observação da vida selvagem, pescaria, aulas de arco e flecha, visitas a vilarejos ribeirinhos, passeios de barco e por aí vai.

    Inspiradas no estilo caboclo, as vinte e quatro acomodações têm ar-condicionado, frigobar, TV, Wi-Fi e banheiro privativo. Aproveite os serviços premium do lodge no restaurante, no bar flutuante, nas piscinas, no lounge aconchegante, na sala de massagem e na academia. Antes de a viagem acabar, não esqueça de levar uma lembrancinha da loja de souvenirs! Saiba mais sobre esta aventura.

    A cozy, rustic interior of a wooden bungalow at an Amazon ecolodge featuring a comfortable living area and a view of the forest.
    Photo: Felipe Castellari

    6) Passeio na Amazônia em Mato Grosso

    Este lodge se destaca quando o assunto é ecoturismo na Amazônia por causa da sua localização. Diferente dos outros passeios desta lista, o Cristalino não fica no estado do Amazonas, mas no norte de Mato Grosso, ao sul da floresta, em uma reserva natural particular.

    A própria geografia já é um tesouro: na fronteira com o Pantanal, é um dos melhores lugares da Amazônia para observar a vida selvagem. Dois biomas em uma só experiência!

    Torres de observação de 50 metros são perfeitas para observar aves e admirar a vista, mas as atividades também incluem observação da vida selvagem, canoagem, trilhas, passeios de barco nos rios Cristalino e Teles Pires, entre outras.

    Bangalôs e chalés com camas confortáveis, sofás-cama, banheiro privativo, ventiladores de teto e Wi-Fi são as acomodações ideais para relaxar, mas os hóspedes também adoram as áreas de lazer: deck flutuante, restaurante, bar, sala de leitura e sala de conferências. Saiba mais sobre esta aventura.

    A view of the misty rainforest canopy at sunrise from a 50-meter observation tower, a highlight of Amazon rainforest tours in Mato Grosso.
    Photo: Andre Dib

    👉 Leia também: Melhores hotéis na Amazônia

    7) Cruzeiro de luxo na Amazônia

    Procurando algo mais exclusivo? O ecoturismo na Amazônia alcança outro patamar com este cruzeiro de luxo em Anavilhanas, o segundo maior arquipélago fluvial do mundo, com mais de 400 ilhas!

    Depois de sair de Manaus, você vê o Encontro das Águas e a beleza do Lago Janauari. Ao longo de cinco dias, você visita comunidades locais, faz trilhas na selva, pesca piranhas, sai em passeios de barco e saídas noturnas, relaxa nas praias de rio e curte um belo luau.

    A arquitetura da sofisticada embarcação impressiona, com design moderno em dez cabines com banheiro, ar-condicionado e janelas do chão ao teto. Você também relaxa no bar ou na sala de estar, faz uma refeição no salão de jantar e admira a vista do sun deck. Saiba mais sobre esta aventura.

    Vista aérea de um cruzeiro de luxo na Amazônia ancorado junto a uma praia de areia branca cercada pela floresta, no Brasil.
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    Melhores passeios na Amazônia no Brasil

    Com tantas opções incríveis de turismo na Amazônia, pode ser difícil escolher o seu passeio no Brasil. Veja a tabela abaixo para comparar atividades e preços:

    PASSEIO DESTAQUES DURAÇÃO PREÇO A PARTIR DE*
    Passeio pela selva amazônica saindo de Manaus Estadia acessível, observação de aves, pescaria, passeios de canoa, trilhas na floresta, Encontro das Águas, visitas a mercados locais. 3 dias
    4 dias
    5 dias
    590 USD500 EUR
    Mirante do Gavião, Parque Nacional de Anavilhanas Estadia de alto padrão de frente para o Parque Nacional de Anavilhanas, caiaque, trilhas, passeios de barco e exploração de cavernas. 4 dias
    5 dias
    1896 USD1610 EUR
    Anavilhanas Jungle Lodge Estadia de luxo em Anavilhanas, trilhas, canoagem, observação da vida selvagem, pescaria, aulas de arco e flecha, visitas a comunidades locais. 6 dias 3180 USD2695 EUR
    Ecolodge flutuante na Reserva Mamirauá Hospedagem em ecolodge flutuante, safáris fotográficos, saídas noturnas, pescaria, passeios de barco, visitas a vilarejos ribeirinhos. 5 dias 1135 USD960 EUR
    Cristalino Jungle Lodge Reserva particular no sul da Amazônia (Mato Grosso), estadia sofisticada, observação de aves, canoagem, trilhas, passeios de barco. 5 dias 3333 USD2825 EUR
    Cruzeiro na Amazônia Hospedagem a bordo, expedições a Anavilhanas e ao Jaú, exploração de cavernas, trilhas, praias de rio, observação da vida selvagem, visitas a grupos indígenas. 4 dias
    5 dias
    7 dias
    2485 USD2105 EUR
    Cruzeiro de luxo na Amazônia Hospedagem de luxo a bordo, Encontro das Águas, Lago Janauari, trilhas na selva, pescaria, passeios de barco, saídas noturnas, praias de rio, luau. 5 dias 3740 USD3165 EUR

    *Por pessoa, com base em ocupação dupla em saídas em grupo. Os preços podem variar conforme a temporada e a disponibilidade. Câmbio de 4 de fevereiro de 2026; sujeito a alterações.

    Ecoturismo na Amazônia como solução para o desmatamento

    Embora o desmatamento na Amazônia tenha caído 11% de agosto de 2024 a julho de 2025 graças à forte fiscalização ambiental, a maior floresta tropical do mundo ainda corre risco. Queimadas, extração ilegal de madeira e garimpo prejudicam o ecossistema, elevando a temperatura em 3 ºC e provocando uma forte queda das chuvas em toda a porção sul da bacia amazônica.

    A traveler hikes through the dense green jungle, experiencing ecotourism in the Amazon firsthand.
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    Além dos esforços do governo, o turismo ecológico na Amazônia também é uma solução eficiente para preservar e recuperar a floresta, graças a práticas sustentáveis, ao incentivo à consciência ambiental e ao empoderamento das comunidades locais, que passam a viver sem prejudicar os recursos naturais.

    Os ecolodges da Amazônia seguem diretrizes sustentáveis, como uso de energia solar, reciclagem, captação de água da chuva e parcerias com projetos ambientais. Por meio de roteiros personalizados, os hotéis de selva ensinam os hóspedes sobre a importância de preservar a floresta e os incentivam a virar aliados da natureza mesmo depois de voltar para casa.

    Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO, define assim o ecoturismo na Amazônia: “Ao conectar viajantes a experiências autênticas que beneficiam as comunidades locais, promovemos um modelo de turismo que apoia tanto as pessoas quanto o planeta.”

    Assista a “Turismo que Mantém a Amazônia Viva”, um minidocumentário produzido pelo PlanetaEXO que mostra a importância do ecoturismo:

    👉 Leia também: Ecoturismo na Amazônia: uma solução para o desmatamento

    Ecoturismo na Amazônia com o PlanetaEXO

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens para a Amazônia. Trabalhando muito perto dos operadores locais, escolhemos a dedo cada experiência e seguimos protocolos rígidos para garantir um impacto positivo sobre nossos clientes, parceiros e, claro, o meio ambiente.

    Nossa equipe está pronta para ajudar com tudo o que você precisa para férias perfeitas. Fale com a gente agora!

  • Projetos de Conservação Ambiental na Amazônia: 8 para Apoiar em 2026

    Projetos de Conservação Ambiental na Amazônia: 8 para Apoiar em 2026

    Conheça projetos de conservação na Amazônia que fazem diferença para a flora, a fauna e as pessoas da floresta

    A Amazônia cobre 6,74 milhões de km² em nove países e guarda cerca de um quinto da água doce do planeta. Desse total, 4,2 milhões de km² estão em território brasileiro, área maior que a da Índia. O que acontece nesse trecho de floresta dita o ritmo do bioma inteiro, e é por isso que cada número de desmatamento divulgado em Brasília é analisado no mundo todo.

    Projetos de conservação na Amazônia

    O desmatamento na Amazônia chegou ao menor nível anual desde 2014, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Nos últimos dois anos, a região registrou os melhores números em mais de uma década, incluindo uma redução de 45% na área queimada.

    Por trás desses números existe uma lista longa de organizações que já trabalhavam quando ninguém estava olhando. Quer saber como preservar a Amazônia na prática, depois que o assunto sai do noticiário?

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, reuniu 8 projetos ambientais que agem no chão da floresta, liderados por instituições com resultados comprovados. Confira abaixo!

    Projetos de conservação na Amazônia - Brigada do Alter
    Foto: @guardioes_ti_kumaruara

    1. Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da Amazônia (Pensa)

    Ingredientes raros que não crescem em nenhum outro lugar, uma paisagem que atrai viajantes de todos os continentes e comunidades que querem construir negócios em vez de vender madeira, a Amazônia tem a matéria-prima para uma economia que preserva a floresta. O que geralmente lhe falta é capital e capacitação.

    Projetos de conservação na Amazônia – Sustainable Amazon Foundation (FAS)
    Foto: Emile Gomes

    A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) criou o Pensa para fechar essa lacuna, partindo do princípio de que a conservação da Amazônia falha sempre que exige que as famílias fiquem mais pobres do que a alternativa.

    O programa mantém uma incubadora de negócios a distância em 583 comunidades de 16 Unidades de Conservação, formando empreendedores em gestão, precificação e vendas. No interior da floresta, a maioria dos negócios é tocada por mulheres.

    A FAS publicou os resultados de 2024 na íntegra: 11,3 milhões de hectares sob proteção, 21.900 famílias atendidas em 902 comunidades e vilas de 166 municípios, R$ 8,6 milhões de receita bruta gerada na cadeia do turismo e 17,2 milhões de toneladas de CO₂ evitadas. De 2008 a 2024, a renda média das famílias atendidas subiu 202%, enquanto o desmatamento nessas mesmas áreas caiu 40%.

    Como apoiar: doe pelo fas-amazonia.org, onde os relatórios anuais de atividades também são publicados na íntegra.

    👉 Leia mais: Como chegar na Amazônia no Brasil?

    Projetos de conservação na Amazôni - A Solution to Deforestation
    Roberto Brito, fundador do “Projeto Draft”.

    2. Fundação Almerinda Malaquias (FAM)

    Alguns projetos de conservação ambiental na Amazônia começam numa oficina, não em laboratório. A FAM é uma organização sem fins lucrativos de Novo Airão, no Amazonas, que há 25 anos trabalha com uma premissa simples: um jovem devidamente encaminhado profissionalmente não precisa ferir a floresta para se sustentar.

    Educação Ribeirinha Katerre - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: @expedicaokaterre

    Tudo começou quando Miguel Rocha, marceneiro da cidade, passou a ensinar marcenaria a adolescentes usando as sobras de madeira descartadas pelos estaleiros locais.

    A fundação atua em três frentes:

    • Geração de renda: formação profissional em marcenaria, marchetaria, artesanato em papel reciclado e produção de sabonetes artesanais.
    • Educação ambiental: oficinas para crianças e adolescentes da região sobre a floresta em que vivem e as alternativas econômicas que oferece.
    • Ecoturismo: a viagem como ferramenta que sustenta a escola e a oficina.

    Cerca de 1.000 pessoas já se formaram em marcenaria e marchetaria na FAM desde sua fundação. Um programa em andamento, apoiado pela FAS e pelo Fundo Amazônia/BNDES, deve alcançar mais 45 famílias e ampliar a cadeia local do artesanato.

    Dois operadores de ecoturismo patrocinam a fundação diretamente: Mirante do Gavião Amazon Lodge e Expedição Katerre. Os dois atuam dentro e no entorno do Parque Nacional de Anavilhanas, a poucos minutos de barco da própria oficina.

    Como apoiar: compre os produtos artesanais ou doe em fundacaoalmerindamalaquias.org.

    Projetos de conservação na Amazônia - Almerinda Malaquias Foundation (FAM)
    Foto: Fundação Almerinda Malaquias Foundation (FAM)

    3. Instituto Mamirauá

    Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) foi fundado em abril de 1999. Com sede no município de Tefé (AM), destaca-se como a única instituição federal de pesquisa dessa natureza sediada no interior da região amazônica.

    Ações Seca 2024 Marimaua Amazonia -Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Caroline Reucker

    O instituto conduz programas de pesquisa e de trabalho comunitário na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, 1.124.000 hectares de floresta de várzea alagada, e na vizinha Reserva Amanã.

    O trabalho recente de maior peso nasceu de um evento lamentável. Durante a seca recorde de 2023, o lago Tefé perdeu cerca de 75% da superfície e a água chegou a 41 °C. Mais de 200 botos e tucuxis, já ameaçados de extinção, morreram, cerca de 10% da população local em uma única semana.

    O IDSM liderou a resposta em campo e o estudo que veio depois, usando modelagem hidrodinâmica para provar que toda a coluna d’água de 2 metros bateu 40 °C, sem rota de fuga para os animais. A pesquisa hoje orienta o plano de contingência para secas no médio Solimões e mostra que a preservação da floresta amazônica precisa também considerar o calor extremo, não apenas o desmatamento.

    O ecoturismo financia parte disso. O Uakari Lodge é uma pousada flutuante dentro da Reserva Mamirauá, acessível de barco a partir de Tefé, e uma das operações de turismo de base comunitária mais antigas do Brasil. Administrado em gestão compartilhada pelo IDSM e pelas comunidades ribeirinhas da região, oferece oportunidades profissionais para os moradores, enquanto também age diariamente para proteger a floresta.

    Como apoiar: doe em mamiraua.org.br ou reserve sua estadia na pousada.

    👉 Leia mais: O melhor hotel de selva na Amazônia: onde se hospedar no Brasil

    Ações Seca 2024 Marimaua Amazonia - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Miguel Monteiro

    4. Sea Shepherd Brasil – Expedição Boto da Amazônia

    As populações de botos-cor-de-rosa e tucuxis caem pela metade a cada 9 ou 10 anos, segundo pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). As duas espécies estão classificadas como em perigo de extinção. A pesca ilegal, o mercúrio proveniente da mineração de ouro, a poluição por plástico e as secas de 2023 e 2024 convergem para o mesmo problema.

    Projetos de conservação na Amazônia - Sea Sheperd Brasil
    Foto: @seasheperdbrasil

    Com o intuito de construir uma base inédita de dados contínuos e de longo prazo sobre as espécies, um dos principais projetos de conservação ambiental com foco em vida selvagem, a Sea Shepherd Brasil, deu início à Expedição Boto da Amazônia em 2021. Criada em Vancouver, Canadá, em 1977, a ONG possui um braço nacional focado diretamente na proteção dos botos.

    Com uma equipe de 21 integrantes, incluindo nove pesquisadores do INPA, da UFPA (Universidade Federal do Pará) e da Sea Shepherd Brasil, , a sexta expedição zarpou em 14 de março de 2025. Ao longo da jornada, a missão navegou por mais de 1.000 km de igarapés, lagos e rios no médio Solimões.

    Com a conclusão dessa jornada, o primeiro ciclo de seis expedições foi oficialmente encerrado, tornando possível uma avaliação inédita e concreta da situação dessas populações. Além disso, os pesquisadores realizaram oficinas de educação ambiental para 100 estudantes em Coari, uma das áreas mais afetadas pela perda de botos.

    Como apoiar: a campanha se mantém com doações recorrentes a partir de R$ 1 por dia em seashepherd.org.br.

    5. Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão

    Criado em 2019 em Alter do Chão, no Pará, esse voluntariado na Amazônia cobre cerca de 1,2 milhão de hectares em seis áreas protegidas e territórios indígenas do Baixo Tapajós. Para a instituição, combater os incêndios é uma medida extrema e não a estratégia central, já que grande parte das ações contra o desflorestamento é colocada em prática com atraso.

    Brigada do Alter - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: @_fotografia23_

    Quase todo incêndio na Amazônia é evitável com manejo integrado do fogo, queimadas controladas no início da estação e trabalho constante com as comunidades que usam o fogo como ferramenta agrícola.

    Em 2024, a brigada ajudou a criar a Rede de Brigadas do Baixo Tapajós (RBBT), sete brigadas voluntárias e comunitárias operando como um sistema só: Alter do Chão, Esquadrão Combate Ativo (Anã), Guardiões da Terra (Maripá), Guardiões Kumaruara, Nova Vista, a Brigada Indígena Murucututu e Escrivão.

    A organização trabalha em conjunto com o ICMBio, Prevfogo/Ibama e mais de 15 instituições parceiras, como o WWF Brasil e a Fundação Pau Costa. Devido ao seu sucesso, essa metodologia tem sido analisada para implementação em outros biomas, incluindo a Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal.

    Como apoiar: doações por Pix ou PayPal em brigadadealter.org.br.

    👉 Leia mais: Melhores Opções de Cruzeiro na Amazônia no Brasil

    Brigada do Alter - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: @egrymaia

    6. Expedicionários da Saúde (EDS)

    A Expedicionários da Saúde nasceu em 2003, criada por um grupo de médicos voluntários que decidiu que, se o paciente indígena não consegue chegar ao centro cirúrgico, o centro cirúrgico vai até ele.

    Com uma infraestrutura totalmente portátil, a EDS transporta um hospital de campanha completo por via aérea, englobando salas cirúrgicas, centros de esterilização e equipamentos de diagnóstico por imagem, até comunidades isoladas e sem acesso terrestre, realizando atendimentos assistenciais intensivos por duas semanas.

    Até 2026, a organização soma 57 expedições com mais de 300 voluntários em uma área de mais de 500.000 km². A 54ª expedição bateu o recorde de uma única viagem: 107 cirurgias, 712 consultas médicas e 2.179 exames e procedimentos.

    Hoje, realiza expedições com o Ministério da Saúde pelo programa Agora Tem Especialistas. Em 2023, ganhou o Prêmio Zayed de Sustentabilidade na categoria Saúde. O cirurgião-ortopedista Dr. Ricardo Affonso Ferreira, fundador e presidente da EDS, foi convidado para participar da COP28 em Dubai em dezembro do mesmo ano.

    Aqui, saúde é política de conservação. Manter as populações em suas terras nativas, com assistência médica adequada, é fundamental para garantir a proteção contínua desses ecossistemas.

    Como apoiar: doe em eds.org.br.

    Projetos de conservação na Amazônia - EDS
    Foto: EDS

    7. Mulheres Empreendedoras da Floresta

    O Mulheres Empreendedoras da Floresta forma mulheres em Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos e Aveiro, no oeste do Pará, para montar e tocar negócios baseados em produtos da floresta: óleos, farinhas, polpas de fruta, artesanato e colheitas agroflorestais.

    PSA -Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Mulheres Empreendedoras da Floresta

    Sua administração é encabeçada pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA), ONG da Amazônia em atuação desde 1987, com o sindicato dos trabalhadores rurais de Santarém e financiamento da União Europeia.

    A lógica é direta. Quando o desmatamento, movido pela pecuária, extração ilegal de madeira e mineração, esgota os recursos naturais, as famílias locais sofrem, e são as mulheres que sentem o primeiro impacto.

    Com formação, capital inicial e acesso direto ao mercado, as comunidades conseguem transformar a floresta numa alternativa econômica viável e bem mais rentável. 22 cooperativas e associações da região do Tapajós fazem parte do projeto, que realizou seu seminário de resultados em abril de 2026.

    Como apoiar: conheça o projeto e os outros trabalhos do PSA em saudeealegria.org.br.

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    PSA - Projetos de conservação na Amazônia - Mulheres Empreendedoras da Floresta
    Foto: Mulheres Empreendedoras da Floresta

    8. Programa Carbono Neutro (PCN)

    O Programa Carbono Neutro é o projeto de preservação da Floresta Amazônica mais antigo sob gestão do Idesam, organização sem fins lucrativos fundada em 2004. Seu objetivo é possibilitar que pessoas e empresas compensem suas emissões de gases de efeito estufa ao financiar o plantio de árvores nativas em sistemas agroflorestais, com prioridade para espécies que também geram renda (açaí, cupuaçu, andiroba, castanha-do-pará e outras).

    Carbono Neutro - IDESAM - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Idesam

    O plantio acontece na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, nos municípios de São Sebastião do Uatumã e Itapiranga, a cerca de 330 km de Manaus.

    O Idesam publicou os resultados de 15 anos do programa (2010–2025): 23.179 tCO₂e neutralizadas, 77.262 mudas plantadas, 101 hectares de área degradada restaurados, 129 sistemas agroflorestais implantados e 111 famílias parceiras envolvidas.

    Dentre todas as iniciativas apresentadas, o PCN oferece o meio mais concreto para empresas que buscam impactar de forma mensurável a proteção da Amazônia. Em vez de apenas emitir um certificado, garante apoio direto a uma comunidade local com rosto e história, contribuindo também para o fortalecimento de outros projetos de conservação ambiental na região.

    Como apoiar: calcule e compense sua emissão de carbono em idesam.org.

    Projetos de conservação na Amazônia - IDESAM - Carbono Neutro
    Foto: Idesam

    Como o ecoturismo na Amazônia favorece a preservação da floresta

    Não é por acaso que o viajante ajuda a financiar três dos oito projetos de conservação ambiental desta lista. Em uma região onde um hectare de pastagem desmatada rende algumas centenas de reais por ano, o turismo é um dos poucos usos da terra que compensa mais quando a floresta permanece preservada.

    Os números mostram resultados. O Uakari Lodge, por exemplo, repassou R$ 607.688 a uma associação comunitária só em 2025, enquanto a FAS registrou R$ 8,6 milhões de receita bruta na cadeia do turismo em 2024. Em Novo Airão, a oficina da FAM, por sua vez, se sustenta com o patrocínio de pousadas e a venda de artesanato para viajantes.

    É também por isso que o turismo sustentável na Amazônia só funciona quando o dinheiro fica na comunidade: cada centavo conta para a floresta e para quem vive nela.

    👉 Leia mais: Ecoturismo na Amazônia: Uma solução para o desmatamento

    Apoie a preservação da Amazônia com o PlanetaEXO

    Agora que você conhece alguns projetos de conservação ambiental na Amazônia, o próximo passo é escolher como apoiar: doação, compensação de carbono, compra na oficina de uma comunidade, voluntariado ou viagem que aplica o seu dinheiro na economia local assim que você desembarca.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em turismo sustentável no Brasil, que trabalha lado a lado com operadores, guias e associações comunitárias que mantêm esses lugares de pé. Nosso time cuida da logística, das autorizações e dos traslados, para que o seu investimento vá para onde deve ir e você possa se concentrar na natureza. Fale conosco!

  • Qual a melhor época do ano para um cruzeiro na Amazônia, no Brasil?

    Qual a melhor época do ano para um cruzeiro na Amazônia, no Brasil?

    As atividades dos cruzeiros pela Floresta Amazônica mudam conforme a estação, e isso torna cada viagem marcante

    À medida que o ecoturismo na Amazônia fica cada vez mais confortável e voltado a explorar a natureza com responsabilidade, os cruzeiros fluviais se tornam a escolha certa para quem busca conforto, roteiros ricos, práticas sustentáveis e experiências que você não vive em nenhum outro lugar.

    Como as estações pesam muito nos destinos de natureza, é normal se perguntar qual a melhor época do ano para um cruzeiro na Amazônia. E saber a resposta faz toda a diferença na hora de planejar bem as suas férias.

    Por isso o PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, preparou este guia para você acertar na escolha do seu cruzeiro. Confira abaixo!

    Melhor época do ano para fazer um cruzeiro na Amazônia no Brasil

    Os cruzeiros pela selva amazônica podem ser feitos o ano inteiro! Mesmo nos meses em que chove bem menos, a floresta é úmida o suficiente para os rios seguirem cheios e os barcos passarem sem problema. A viagem só fica inviável em períodos de seca extrema, mas isso é raro.

    Nas diferentes estações (cheia e seca), os cruzeiros funcionam normalmente, mas as atividades se ajustam às variações do clima e ao alagamento de algumas partes da floresta.

    Ou seja, você vai conhecer as maravilhas da Amazônia em qualquer estação, só que o seu roteiro muda conforme a época do ano.

    A multi-deck Amazon river cruise boat floating on calm waters reflecting the dense green forest vegetation.
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    Cruzeiro na Amazônia no Brasil: época de cheia (dezembro a maio)

    Na época de cheia, a chuva é frequente e forte. Com os rios subindo, a Bacia Amazônica começa a transbordar e algumas partes da floresta ficam submersas. É o que os moradores locais chamam de igapós.

    Por isso os passageiros deixam as embarcações e aproveitam atividades específicas, como:

    • Passeios de canoa e banhos entre as copas das árvores nos igapós
    • Passeios de barco e outras atividades na água no Parque Nacional de Anavilhanas, em Alter do Chão e na Reserva Mamirauá
    • Observação da fauna, com destaque para os botos-cor-de-rosa, aves e mamíferos que costumam subir nas árvores para fugir da água
    A riverboat navigating a winding channel in the Amazon Rainforest surrounded by thick tropical canopy.
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    👉 Leia mais: Qual a melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    Cruzeiro no rio Amazonas no Brasil: época de seca (junho a novembro)

    Menos chuva significa nível de água mais baixo. Conforme os rios diminuem, as trilhas ficam livres com o escoamento das áreas alagadas.

    Assim, fica mais fácil avistar alguns animais aquáticos e semiaquáticos, que se concentram em áreas menores de água.

    Se você fizer um cruzeiro na Amazônia durante a época de seca, o seu roteiro provavelmente vai incluir:

    • Trilhas na floresta, além de visitas a cachoeiras e exploração de cavernas
    • Praias de rio em Alter do Chão, Anavilhanas, no Parque Nacional do Jaú e perto de Manaus
    • Focagem noturna, principalmente de jacarés, mas outros animais de hábitos noturnos também podem aparecer
    Travelers jumping from the top deck of a river cruise boat into the Amazon River at sunset during an adventurous ecotourism trip
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    👉 Leia mais: Como chegar à Floresta Amazônica no Brasil?

    O que levar na mala para um cruzeiro fluvial pela Amazônia?

    Como você viu, a melhor época do ano para um cruzeiro na Amazônia depende do tipo de experiência que você procura.

    Seja na época de cheia, seja na época de seca, aqui vão alguns itens que não podem faltar na sua mala:

    • Roupas leves: camisetas, camisas de manga longa (de preferência com proteção UV), calças, shorts, chapéus ou bonés, roupa de banho
    • Calçados: chinelos, sandálias, botas de trekking
    • Essenciais de viagem: documentos, dinheiro (em espécie e cartões de crédito/débito), medicamentos, protetor solar (FPS 30 ou mais), repelente, óculos de sol, carregadores (celular, câmera, notebook, tablet), power bank
    • Equipamentos: lanterna, capa de chuva, toalha de microfibra, garrafa de água reutilizável
    A traveler hiking along a forest trail surrounded by tall trees in the Amazon Rainforest, a typical dry season activity.
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    Embarque com o PlanetaEXO nos melhores cruzeiros pelo rio Amazonas

    Especialista em cruzeiros de luxo na Amazônia, o PlanetaEXO trabalha com os operadores locais mais respeitados para oferecer experiências incríveis na maior floresta tropical do planeta, sempre com turismo sustentável e de base comunitária.

    Viva o conforto e a imersão na natureza nos nossos cruzeiros de luxo de vários dias pela Amazônia e transforme as férias dos seus sonhos em realidade. Fale com a gente agora!

  • Um boto-cor-de-rosa na superfície de um rio escuro da Amazônia, com o longo focinho cheio de dentes aberto e a cabeça fora da água.

    10 fatos fascinantes sobre o boto cor de rosa da Amazônia

    De pescoços flexíveis a lendas ancestrais, descubra o que torna o maior golfinho de água doce do mundo um dos animais mais surpreendentes da Amazônia

    O boto-cor-de-rosa da Amazônia (Inia geoffrensis) é um dos mamíferos mais característicos da América do Sul. Presente em seis países das bacias do Amazonas e do Orinoco, a espécie é estudada há mais de duas décadas por pesquisadores da Reserva Mamirauá, no Brasil, que identificaram individualmente mais de 650 animais ao longo de 25 anos.

    Sua biologia impressiona: um pescoço sem vértebras fundidas que gira 180 graus, uma dieta que abrange mais de 53 espécies de peixes, um focinho longo e curvo com dentes parecidos com molares e um corpo que passa do cinza, ao nascer, para o rosa vivo na fase adulta. A espécie está classificada como Em Perigo na Lista Vermelha da IUCN desde 2018, com populações em queda de cerca de 50% ao longo de 75 anos.

    Quer saber o que torna esse animal tão especial? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, preparou uma lista com 10 fatos fascinantes sobre o boto-cor-de-rosa. Confira abaixo!

    1) Presente em todos os países da Bacia Amazônica

    O boto rosa habita os rios de seis países sul-americanos: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, uma área de água doce que cobre aproximadamente 7 milhões de km², segundo o Animal Diversity Web (Universidade de Michigan).

    A espécie vive nas bacias do Orinoco e do rio Amazonas, incluindo grandes afluentes como o Solimões, o Negro, o Madeira, o Tocantins, o Araguaia e o Putumayo. É um animal exclusivamente de água doce: nunca entra em água salgada e vive a milhares de quilômetros do mar.

    Mas onde vive o boto? Ele ocupa os canais principais dos rios na estação seca e se desloca para a floresta alagada (várzea) na estação chuvosa, quando o nível da água sobe até 10 a 12 metros e submerge vastas áreas da floresta.

    A pink river dolphin swimming just beneath the dark surface of an Amazon river, its body glowing reddish through the water.
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    👉 Leia mais: Como chegar à Floresta Amazônica no Brasil?

    2) Um sistema de ecolocalização feito para águas turvas

    As águas da Amazônia são barrentas o ano inteiro, então o boto depende do biossonar, e não da visão, emitindo cliques de alta frequência por um órgão na testa chamado melão, que funciona como uma lente acústica para focar o som.

    Segundo a One Earth, a espécie consegue produzir de 30 a 80 cliques por segundo ao localizar uma presa, e os ecos voltam pela mandíbula inferior até o ouvido interno do boto.

    Um estudo de 2017 publicado no ScienceDirect constatou que os parâmetros dos cliques de ecolocalização (frequência de pico, largura de banda e intervalo entre cliques) variam de forma significativa entre as populações de botos das bacias do Orinoco, Madeira, Xingu e Araguaia, o que sugere linhagens evolutivas distintas.

    Os botos-de-rio usam cliques de menor alcance e amplitude do que seus primos marinhos, uma adaptação às águas rasas com muita interferência acústica causada pela vegetação submersa.

    3) Os maiores golfinhos de água doce do mundo

    Os machos do boto-cor-de-rosa podem chegar a 2,55 metros de comprimento e 207 kg (a média é de 2,32 m e 154 kg), enquanto as fêmeas são menores, com até 2,18 m e 154 kg. Isso faz do boto o maior de todos os golfinhos de rio do planeta, superando as espécies do Ganges, do Indo, do Yangtzé e do Rio da Prata.

    É também um dos cetáceos com maior dimorfismo sexual: os machos são 16% mais compridos e 55% mais pesados que as fêmeas. Curiosamente, é uma das raras espécies de boto-de-rio em que os machos são maiores que as fêmeas, já que, na maioria das outras, o sexo maior costuma ser o feminino. Os pesquisadores Martin e da Silva, em seu estudo publicado na Marine Mammal Science, de 2006, ligaram esse dimorfismo à competição entre machos e às disputas territoriais.

    4) A cor do boto cor de rosa muda com a idade, a temperatura e até o humor

    Por que os botos da Amazônia são rosa? É uma combinação de vários fatores. Na verdade, eles nascem cinza e vão ficando rosa aos poucos, à medida que a pele fica mais fina e translúcida, deixando os capilares sanguíneos próximos à superfície aparecerem.

    A cor também está ligada à termorregulação, às cicatrizes de brigas sociais, à química da água (sobretudo ao teor de ferro) e à temperatura da água. Os machos adultos costumam ser bem mais rosados que as fêmeas por causa do combate agressivo entre machos, que deixa cicatrizes e vai reforçando o tom rosa com o tempo.

    Assim como o rosto humano fica vermelho, a pele do boto também pode ficar rosa vivo por alguns instantes quando o animal está agitado, fazendo esforço ou em interação social. Alguns adultos são quase brancos, outros quase totalmente rosa, e não há dois indivíduos iguais.

    A bright pink Amazon river dolphin rising vertically out of the water, its pink body and long beak glistening in the sun.
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    👉 Leia mais: Qual é a melhor época para visitar a Floresta Amazônica no Brasil

    5) O boto tem muitos nomes pela Amazônia

    No Brasil, de língua portuguesa, o boto da Amazônia é chamado de boto-cor-de-rosa, boto-vermelho, boto-rosa, boto-malhado ou simplesmente boto.

    Entre as comunidades indígenas, o nome tupi uauiará (ou uiara) se refere ao boto como uma espécie de "ser das águas" ou protetor das mulheres, uma figura sagrada muito antes da chegada da colonização europeia.

    O povo Tikuna, da região de fronteira entre Colômbia, Brasil e Peru, chama o boto de omacha, que é também o nome da fundação colombiana criada pelo biólogo Fernando Trujillo (Explorador do Ano da National Geographic).

    Nos países de língua espanhola, o boto é mais conhecido como bufeo, bufeo colorado, tonina ou delfín rosado. No Peru, na Colômbia e no Equador, bufeo colorado é o termo local padrão; na região do Orinoco, na Venezuela, prevalece tonina.

    Cada nome revela uma lente cultural diferente. Os colonizadores portugueses escolheram boto (provavelmente do latim tardio buttis, "recipiente arredondado", numa referência à cabeça bulbosa do animal), enquanto os nomes indígenas destacam o papel espiritual e mitológico do boto, e não sua aparência física.

    6) A lenda do boto é um dos mitos brasileiros mais famosos

    Um dos fatos mais fascinantes sobre o boto-cor-de-rosa é, na verdade, um mito popular. No folclore brasileiro, o boto-cor-de-rosa é uma das lendas mais duradouras da Amazônia, uma história de origem indígena passada de geração em geração há séculos.

    Segundo a tradição, nas noites das Festas Juninas (as tradicionais festas de junho no Brasil), o boto sai do rio transformado em um rapaz alto e charmoso, vestido de branco e de chapéu, que esconde o orifício respiratório que não some durante a transformação. Ele então seduz uma jovem da vila, dança com ela e desaparece de volta no rio ao amanhecer, às vezes deixando-a grávida.

    Historicamente, a lenda foi usada na Amazônia para explicar gravidezes de paternidade desconhecida, e também já apareceu na mídia brasileira, como no filme Ele, o Boto (1987), na novela A Força do Querer (2017) e na série da Netflix Cidade Invisível (2021).

    A folk-art painting of a pink river dolphin leaping beside a man in a white shirt and hat at sunset on an Amazon riverbank — the legend of the boto.
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    7) Uma capacidade cerebral impressionante

    O boto da Amazônia tem o maior cérebro entre todas as espécies de golfinho de água doce, e várias fontes de turismo e conservação citam que sua capacidade cerebral é até 40% maior que a de um ser humano (um número popularizado em campanhas de conservação).

    O quadro científico mais rigoroso é o seguinte: os golfinhos, como grupo, têm um dos maiores quocientes de encefalização (QE) entre os animais não humanos, atrás apenas dos seres humanos, segundo Marino et al. (2004) e Montgomery et al. (2013).

    Na prática, essa inteligência se traduz em comportamentos claros: comunicação acústica complexa, com cliques de ecolocalização e assobios, brincadeiras com objetos (já foram vistos carregando galhos, gravetos e tartarugas), resolução de problemas e curiosidade em torno de barcos e banhistas.

    Estudos sugerem que os botos machos também podem realizar uma forma de exibição social, carregando objetos na boca durante o cortejo, um comportamento que, até hoje, ainda não foi descrito em nenhum outro cetáceo.

    8) Ginastas subaquáticos (com anatomia à altura)

    Diferente dos golfinhos marinhos, os botos-de-rio da Amazônia têm vértebras cervicais não fundidas (os sete ossos do pescoço não são soldados entre si), o que lhes permite girar a cabeça até 180 graus, segundo a Whale and Dolphin Conservation.

    Essa flexibilidade é essencial para navegar pela floresta alagada da Amazônia, onde troncos, raízes e galhos submersos impedem o nado em linha reta. A espécie também não tem a nadadeira dorsal típica, substituída por uma baixa quilha dorsal que ajuda o animal a se esgueirar pela vegetação densa.

    Os botos conseguem nadar para a frente com uma nadadeira enquanto remam para trás com a outra, virando com precisão cirúrgica em torno dos obstáculos. Também é comum vê-los nadando de barriga para cima, talvez para enxergar melhor o fundo do rio com seus olhos pequenos.

    A velocidade de cruzeiro fica entre 8 e 13 km/h, com picos de até 24 km/h, mais devagar que os golfinhos do oceano, mas compensada por uma manobrabilidade extrema entre árvores e raízes.

    👉 Leia mais: 15 animais da Amazônia: descubra a vida selvagem do Brasil

    9) Uma das dietas carnívoras mais variadas entre os cetáceos com dentes

    Afinal, o que o boto come? O boto tem uma das dietas mais amplas entre todos os cetáceos com dentes, alimentando-se de até 53 espécies diferentes de peixes, incluindo corvinas, bagres, tetras, piranhas e caracídeos. A espécie também consome tartarugas de rio, caranguejos de água doce, rãs aquáticas e moluscos de água doce.

    Sua mandíbula estreita contém de 25 a 28 pares de dentes, divididos entre dentes cônicos e afiados na frente (para capturar as presas) e dentes parecidos com molares no fundo, uma característica única entre os golfinhos, que permite ao boto triturar presas duras, como cascos de tartaruga e bagres encouraçados.

    Essa flexibilidade alimentar é decisiva: na estação chuvosa, os peixes se espalham pela floresta alagada, e o boto caça sozinho em vastos territórios submersos; na estação seca, as presas se concentram nos canais principais e nas confluências, onde já se observaram até 35 botos cercando peixes de forma cooperativa.

    10) Amigável com os humanos, mas solitário por natureza

    Apesar da personalidade famosa por ser curiosa e brincalhona perto de barcos, banhistas e crianças, os botos-de-rio são, em grande parte, animais solitários. Na maioria das vezes, são avistados sozinhos ou em pequenos grupos de 2 a 4 indivíduos, geralmente uma mãe com o filhote. É bem diferente dos golfinhos do oceano, que podem se deslocar em bandos de dezenas ou até milhares.

    Os pesquisadores acreditam que esse estilo de vida solitário está ligado a dois fatores: o boto não tem predadores naturais relevantes depois de adulto (só jacarés, onças e sucuris capturam animais jovens de vez em quando) e a estrutura da floresta alagada favorece a caça individual em vez de ataques coordenados em bando.

    Agrupamentos maiores, de até 35 botos, só se formam temporariamente nas confluências dos rios quando as presas se concentram por conta da estação. A curiosidade deles com os humanos está bem documentada na Reserva de Vida Selvagem Cuyabeno (Equador) e na Reserva Mamirauá (Brasil), onde botos já foram filmados se aproximando de caiaques, saltando perto dos barcos e interagindo com crianças da região.

    An aerial view of a solitary pink river dolphin swimming through dark, tannin-stained Amazon water scattered with floating leaves.
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    👉 Leia mais: Os melhores cruzeiros pelo rio Amazonas no Brasil

    Conheça a Amazônia e encontre os botos-cor-de-rosa com o PlanetaEXO

    Agora que você conhece os fatos mais fascinantes sobre o boto-cor-de-rosa, é hora de ver esse golfinho rosa de perto. O boto pode ser avistado o ano todo em vários destinos da Amazônia brasileira, sobretudo na região de Manaus, no Rio Negro, no arquipélago de Anavilhanas e na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens para a Amazônia, ao lado dos melhores operadores locais da região. De lodges de selva no coração da floresta a cruzeiros fluviais focados na vida selvagem, a nossa equipe está aqui para ajudar você a planejar uma viagem sem dor de cabeça. Fale com a gente agora!

  • Manaus é segura? Um guia para viajantes com destino à Amazônia

    Manaus é segura? Um guia para viajantes com destino à Amazônia

    Descubra as melhores dicas para uma passagem segura e tranquila por Manaus, a principal porta de entrada para viajar pela Floresta Amazônica

    Minutos antes de pousar no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, no Amazonas, os passageiros observam da janela uma vista cheia de contrastes: dois dos maiores afluentes do Rio Amazonas formando o fascinante Encontro das Águas — um trecho onde as águas escuras e barrentas dos rios Negro e Solimões correm lado a lado sem se misturar — e uma cidade de 2,3 milhões de habitantes erguida em um planalto à beira da maior floresta tropical do mundo.

    Vista aérea de Manaus, Amazonas, mostrando o porto da cidade, bairros residenciais e o extenso rio com uma longa ponte ao fundo.
    Foto: K

    A maioria dos viajantes não fica muito tempo. A capital é uma parada com propósito — uma ou duas noites entre o avião e o barco fluvial ou um dos melhores lodges na Amazônia que os trouxeram ao Brasil em primeiro lugar. Com destino à Amazônia no Brasil, muitos turistas se fazem uma pergunta simples: afinal, Manaus é seguro?

    A resposta é sim, mas há alguns detalhes a considerar. O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para a Amazônia, explica tudo logo abaixo.

    Manaus é seguro para turistas, mas é importante ter cuidado

    Manaus é uma grande metrópole brasileira que exige o mesmo nível de atenção de qualquer grande destino urbano. Dezenas de milhares de viajantes estrangeiros passam por lá todos os anos, e a esmagadora maioria vai embora sem nenhum incidente porque tomou as decisões corretas.

    O Teatro Amazonas, casa de ópera com uma cúpula colorida e fachada rosa no Centro Histórico de Manaus.
    Foto: Lucia Barreiros Silva

    A capital amazonense é uma cidade tropical ativa, com bairros perfeitamente tranquilos e alguns que você não tem motivo para visitar. Se você ficar onde os turistas ficam, se locomover como os moradores locais e evitar os erros óbvios, a cidade é calma, calorenta e surpreendentemente fácil de navegar.

    Onde ficar (e por onde caminhar): um mapa dos bairros

    Para quem viaja para a Amazônia, apenas alguns bairros importam:

    • Adrianópolis: a área residencial e comercial de alto padrão de Manaus, cheia de hotéis e com o Amazonas Shopping. Tranquila, bem policiada e de baixo risco, seja de dia ou de noite.
    • Ponta Negra: bairro à beira-rio com hotéis, restaurantes e um calçadão bem movimentado à noite. A presença policial é forte. Provavelmente a melhor base para uma estadia de uma ou duas noites.
    • Centro Histórico: lar do famoso Teatro Amazonas e do Mercado Adolpho Lisboa. Vale a visita durante o dia. Fica mais deserto e um pouco mais inseguro à noite; evite circular por lá depois das 20h.
    • Vieiralves: uma pequena e animada região de restaurantes e bares, muito popular entre moradores locais e expatriados. É segura no período da noite.
    • Dom Pedro: área residencial mais calma, ideal para uma estadia tranquila.
    Igreja histórica nas cores branca e laranja com rampa curvada, cercada por árvores verdes em uma praça tranquila da cidade de Manaus.
    Foto: soybreno

    Áreas para manter fora do seu mapa: Compensa, São José Operário, a Zona Leste (fora do corredor turístico) e qualquer comunidade periférica da cidade. Não há motivo turístico para visitar esses locais, e o Google Maps não vai te alertar. Se o motorista sugerir um “atalho” por qualquer um deles, recuse.

    👉 Leia mais: Como chegar na Amazônia

    Os 5 golpes mais comuns contra turistas a caminho da Amazônia

    No geral, viajar para Manaus é seguro, mas, como a economia da cidade gira em torno da Amazônia, o mesmo acontece com os golpes. Eles geralmente são direcionados a pessoas em trânsito, cansadas, sofrendo com o fuso horário e que já estão com a mente na experiência na selva.

    Silhueta de um viajante observando o pôr do sol sobre o Rio Amazonas em Manaus, a porta de entrada para a floresta.
    Foto: Gustavo Nacht

    O “guia de turismo” no saguão de desembarque

    Uma pessoa simpática no aeroporto oferece um passeio pela Amazônia com desconto, às vezes até com um panfleto impresso. O “lodge” pode ser real ou imaginário. De qualquer forma, você paga em dinheiro adiantado, e a experiência acaba sendo muito diferente do que foi prometido. Não caia nessa e sempre reserve seu passeio com antecedência através de uma operadora de turismo registrada antes de viajar.

    Táxis clandestinos no aeroporto

    Motoristas abordam você dentro do terminal oferecendo corridas “oficiais” por até três vezes o valor do taxímetro. O ponto de táxi credenciado fica do lado de fora, é bem sinalizado e utiliza tarifas fixas por região. Evite qualquer problema usando o Uber ou o 99 (aplicativo de transporte muito usado no Brasil).

    O “favor” do câmbio de moeda

    Alguém no centro histórico se oferece para trocar dólares ou euros por uma excelente cotação. Acontece que metade das notas é falsa. Diga não e use apenas caixas eletrônicos (ATMs) de bancos oficiais, como Bradesco, Banco do Brasil ou Itaú.

    Batedores de carteira no Mercado Adolpho Lisboa

    Os furtos ocorrem no mundo todo. De Paris e Milão a Manaus, essa é uma questão a que todo turista deve ficar atento. O Mercado Adolpho Lisboa, um belo mercado coberto do século XIX, é um dos pontos favoritos dos batedores de carteira na capital amazonense.

    Preste atenção ao caminhar, deixe seus pertences de maior valor no cofre do hotel e mantenha sua carteira, celular e documentos em bolsas transversais ou doleiras (pochetes internas).

    Passagens fantasmas de barco fluvial

    Vendedores informais no Porto de Manaus vendem passagens para barcos regionais de longa viagem. Alguns são legítimos; outros pegam seu dinheiro e desaparecem. Compre apenas na bilheteria oficial ou através da sua agência de viagens.

    Como se locomover: Uber, 99, táxis e a realidade do aeroporto ao hotel

    O aeroporto (Aeroporto Internacional Eduardo Gomes – MAO) fica a cerca de 14 km ao norte do centro histórico. Confira três maneiras confiáveis de sair de lá:

    • Uber ou 99: ambos funcionam perfeitamente em Manaus e no aeroporto. O custo estimado do MAO até a Ponta Negra fica entre R$ 50 e R$ 80. O aplicativo mostra a placa, a foto do motorista e a rota. Sempre verifique os dados antes de entrar.
    • Táxis credenciados do aeroporto: tarifa fixa, paga em um guichê dentro do terminal antes mesmo de você sair. Um pouco mais caro que o Uber, mas totalmente seguro e transparente.
    • Transfer pré-agendado: as operadoras de turismo mais conceituadas da Amazônia incluem ou oferecem o traslado do aeroporto. O motorista aguarda no desembarque segurando uma placa com o seu nome. Confirme o nome, o telefone e a placa do veículo por mensagem antes de embarcar.

    Dentro da cidade, o Uber e a 99 são drasticamente mais seguros e baratos do que parar táxis na rua. Use-os à noite sem hesitação.

    Caminhar por Adrianópolis e Ponta Negra durante o dia é bem tranquilo. Depois das 21h, use um aplicativo de transporte para qualquer distância maior do que alguns poucos quarteirões.

    Saúde: febre amarela, mosquitos e outras informações importantes

    Se você quer saber se Manaus é seguro para aproveitar o turismo em Manaus e decidir o que fazer em Manaus, também deve pensar no seu bem-estar. Considerando a localização na Bacia Amazônica equatorial, alguns cuidados de saúde são inevitáveis.

    Vacinas

    Diferente de outros países sul-americanos, o Brasil não exige que viajantes estrangeiros tomem a vacina contra a febre amarela, mas ela é altamente recomendada — especialmente se você estiver viajando para a Amazônia ou tiver planos de visitar a floresta tropical na Bolívia, Colômbia, Equador ou Peru. Tome a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem. É uma dose única que garante proteção para a vida toda!

    Apenas por precaução, chegar a Manaus com o calendário vacinal atualizado para difteria, tétano, poliomielite, rubéola, sarampo e hepatite A/B também é uma recomendação válida.

    Mosquitos

    O mosquito Aedes aegypti transmite dengue, Zika e chikungunya em Manaus durante todo o ano. Já o mosquito Anopheles, que transmite a malária, é mais relevante assim que você se embrenha na floresta.

    Use um repelente com 30% de DEET ou 20% de icaridina, vista camisas de mangas compridas ao amanhecer e ao entardecer, mantenha as janelas fechadas à noite e durma sob mosquiteiros.

    Cuidado com o calor

    O próprio calor em si é uma questão de segurança. As temperaturas em Manaus variam entre 30 °C e 34 °C, com uma umidade que passa dos 80%. Insolação e desidratação podem causar muito mais problemas do que o risco de assaltos.

    Mantenha-se hidratado, use protetor solar (FPS 30+), cubra a cabeça com bonés e chapéus, vista roupas leves e não passe muito tempo sob o sol intenso.

    👉 Leia mais: Qual a melhor época para visitar a Amazônia

    Como escolher uma agência de turismo legítima na Amazônia

    A segurança na cidade aumenta drasticamente quando você viaja com profissionais competentes e confiáveis. Ao planejar sua viagem, tenha em mente que escolher uma boa agência de ecoturismo é a chave para o sucesso de suas férias.

    Sinais de alerta (fuja desses casos)

    • O “operador” é uma pessoa física e não uma empresa registrada. Peça sempre o CNPJ da agência.
    • Exigem o pagamento integral em dinheiro vivo, adiantado, e sem recibo formal.
    • Eles não conseguem apresentar o certificado de operação no Cadastur (registro do Ministério do Turismo).
    • O único contato é um número pessoal de WhatsApp e não há um site institucional.
    • O preço está muito abaixo do mercado — passeios de qualidade na Amazônia não são exatamente baratos. Uma imersão all-inclusive de três dias saindo de Manaus costuma variar de R$ 2.085 a R$ 6.255 por pessoa, dependendo do padrão de conforto.
    • Eles se tornam agressivos ou desconversam quando você faz perguntas mais profundas sobre o roteiro.

    Sinais positivos (indicam segurança)

    • Avaliações reais de anos anteriores no TrustPilot, TripAdvisor e Google.
    • Registro ativo e listado no Cadastur (fácil de verificar online).
    • Detalhes do seguro de viagem informados desde o início.
    • Itinerário claro e detalhado, com os nomes das acomodações em que você vai ficar.
    • A reserva é intermediada por uma plataforma de viagens oficial, com regras claras de cancelamento e reembolso.

    É exatamente nesta camada de segurança que o PlanetaEXO atua. Somos uma operadora de ecoturismo registrada, oferecendo experiências exclusivas de múltiplos dias na Amazônia brasileira. Se você está com as malas prontas para a floresta e ainda não reservou seu roteiro, nós evitamos que você passe por todo o sufoco da área de desembarque do aeroporto.

    Conclusão: sabendo como agir, Manaus é seguro e incrivelmente agradável

    Qualquer destino tem seus problemas, mas eles não precisam apagar o brilho da viagem. Manaus é a principal porta de acesso à floresta tropical, funcionando como uma base temporária para as pessoas que vão se hospedar em um lodge de selva ou que embarcarão em um dos melhores cruzeiros na Amazônia.

    A cidade é bem mais segura e calma do que sua fama sugere (o que pode ser dito do Brasil como um todo), mais calorosa do que você imagina, e totalmente fácil de aproveitar com apenas uns dias de planejamento.

    Histórica torre do relógio em pedra e tijolos avermelhados, erguida em uma praça com o contraste de modernos prédios altos em Manaus.
    Foto: soybreno

    Se você se hospedar nos bairros recomendados, usar os transportes certos, prestar atenção aos seus pertences e reservar seus passeios com antecedência com profissionais experientes, Manaus vai te receber perfeitamente bem. Na verdade, a capital amazonense tem muito a oferecer: história riquíssima, uma gastronomia espetacular, paisagens únicas e um povo muito hospitaleiro.

    Ainda com dúvidas? Dá uma olhada nas respostas abaixo!

    Passear por Manaus é seguro à noite?

    Dentro dos bairros turísticos e bem policiados (Ponta Negra, Adrianópolis e Vieiralves), caminhar por Manaus é bem razoável à noite. O centro histórico, por outro lado, fica vazio depois das 20h e é melhor evitá-lo. Para qualquer deslocamento noturno, use sempre o Uber ou a 99.

    É seguro andar de Uber à noite em Manaus?

    Sim. Uber e 99 são os meios mais recomendados para se locomover por Manaus após o anoitecer, inclusive a partir do aeroporto. Os aplicativos têm verificação de motoristas e acompanham as rotas em tempo real.

    Manaus é uma cidade perigosa para mulheres viajando sozinhas?

    Manaus não é mais perigosa para mulheres que viajam sozinhas do que qualquer outra grande cidade brasileira. Os cuidados básicos são os mesmos: hospede-se nas regiões turísticas, chame um transporte por aplicativo à noite, vista-se com roupas casuais e evite chamar a atenção com joias valiosas ou ostentando câmeras.

    O que devo evitar em Manaus?

    Evite os bairros de Compensa, São José Operário e comunidades periféricas. Além disso, recuse abordagens de passeios de “guias” no saguão do aeroporto, não troque dólares nas ruas com desconhecidos e nunca ande com o seu passaporte físico sem necessidade (deixe no cofre do hotel).

    O aeroporto de Manaus é seguro?

    Sim, a área interna do Aeroporto Eduardo Gomes é muito segura. O único risco ocorre do lado de fora, onde ficam os taxistas não credenciados e guias informais abordando turistas recém-chegados. Ignore-os e vá direto para a fila oficial de táxi ou encontre o seu motorista contratado.

    E a Floresta Amazônica em si, é segura?

    Estatisticamente, a floresta é muito mais segura do que a metrópole. A partir do momento em que você está com um guia registrado em um lodge ou barco licenciado, você passa a estar em um ambiente controlado. Os riscos mudam de figura — agora você só precisa lembrar de se hidratar, ouvir seu guia e respeitar os animais selvagens à distância.

    Crianças em frente a uma vibrante casa flutuante verde e amarela nas águas do Rio Amazonas.
    Foto: Gustavo Nacht

    Viaje de Manaus para a Amazônia com o PlanetaEXO

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para a Amazônia, trabalha todos os dias para tornar sua viagem muito mais fácil, memorável e, acima de tudo, sustentável.

    De Manaus até o lodge no meio da floresta ou barco de expedição, cuidamos de todos os detalhes das suas férias, incluindo o traslado e roteiros feitos sob medida para você. Entre em contato conosco agora!

  • O Rio Amazonas no Brasil: Um Guia sobre o Maior Rio do Mundo

    O Rio Amazonas no Brasil: Um Guia sobre o Maior Rio do Mundo

    Entenda a importância do maior rio do mundo para o equilíbrio ecológico, a preservação cultural e o ecoturismo

    O Rio Amazonas no Brasil é um sistema hidrológico que atravessa o continente e influencia os padrões climáticos até no Texas e no Saara. Seu tamanho monumental e extrema importância para o ecossistema fazem dele um elemento essencial para o equilíbrio da Terra.

    Foto tirada de dentro do Rio Amazonas com o sol brilhando na água.

    Como ponto central da Amazônia no Brasil, o rio afeta diretamente a economia e a cultura local. Milhões de pessoas dependem de suas águas para o sustento e para preservar uma rica herança de tradições de grupos que vivem na região há centenas de anos.

    O PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para a Amazônia, organiza expedições na Bacia do Rio Amazonas há anos. Para ajudar você a entender mais sobre a região, criamos um guia abordando aspectos de sua geografia, clima, vida selvagem e muito mais. Confira abaixo!

    O Rio Amazonas em números

    Por muito tempo, o Rio Nilo, no nordeste da África, foi considerado o maior do mundo. No entanto, em julho de 2008, um estudo publicado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelou que o Rio Amazonas é o curso d’água mais longo do planeta.

    Vista de satélite do espaço mostrando o extenso caminho sinuoso do Rio Amazonas.
    Foto: Oleg Artemiev

    Com a ajuda de imagens de satélite e tecnologia de geoprocessamento remoto do Programa Espacial Brasileiro, o INPE concluiu que o Amazonas tem 6.992,06 km de extensão, enquanto o Nilo se estende por 6.852,15 km — uma diferença de 140 km.

    Aqui estão outros números impressionantes:

    • Vazão: cerca de 209.000 metros cúbicos por segundo — aproximadamente um quinto de toda a água doce que flui para os oceanos do mundo. O segundo maior rio (Congo) descarrega cerca de um quarto desse volume.
    • Largura: varia de 1,6 km na estação seca a mais de 40 km em algumas seções alagadas durante o pico das chuvas. A largura média no trecho brasileiro fica em torno de 8 a 12 km.
    • Profundidade: a média é de 50 metros, mas chega a 100 metros em alguns pontos — profundo o suficiente para navios oceânicos navegarem até Manaus, a 1.500 km do mar.
    • Afluentes: mais de 1.100, sendo dezessete deles com mais de 1.500 km de extensão. O Rio Negro, que encontra o canal principal em Manaus, é o maior rio de águas escuras do mundo.
    • Bacia: A Bacia do Rio Amazonas cobre 7 milhões de km² em nove países — cerca de 40% da América do Sul. O Brasil abriga aproximadamente 60% desse total.

    👉 Leia mais: 15 Curiosidades da Floresta Amazônica no Brasil

    Onde fica a nascente do Rio Amazonas e onde ele termina

    Embora a maior parte do Rio Amazonas esteja no Brasil, várias expedições conduzidas pelo INPE, pelo Instituto Geográfico Militar Peruano, pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) descobriram que sua nascente começa a cerca de 5.200 metros acima do nível do mar, nos Andes peruanos — em um pequeno riacho glacial chamado Apacheta, nas encostas do Nevado Mismi.

    Árvores com troncos submersos em pé nas águas escuras da floresta inundada pelo Rio Amazonas.
    Foto: Jean Gc

    A água viaja para o leste, reúne afluentes, torna-se o Marañón, depois o Solimões ao cruzar para o Brasil e, finalmente, em Manaus, encontra o Rio Negro e passa a se chamar Rio Amazonas em seus últimos 1.500 km.

    Ele deságua no Oceano Atlântico na linha do Equador, no litoral norte brasileiro, entre os estados do Pará e Amapá. A foz é tão larga (330 km) que abriga uma ilha inteira do tamanho da Suíça (a Ilha de Marajó) dentro dela.

    A corrente oceânica empurra a pluma de água doce do rio por mais de 200 km para dentro do Atlântico; antigamente, os marinheiros sabiam que estavam perto da América do Sul quando içavam baldes de água doce em mar aberto.

    Para ajudar a visualizar essa magnitude, veja o mapa do Rio Amazonas abaixo:

    Mapa da América do Sul destacando a Bacia do Rio Amazonas e seus principais afluentes por todo o continente.
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    As duas estações do Rio Amazonas: cheia e seca

    A Floresta Amazônica não tem um inverno e verão bem definidos, mas sim uma estação chuvosa (aproximadamente de dezembro a maio) e uma estação seca (junho a novembro). Naturalmente, o rio enche e seca de forma drástica entre elas.

    Vista aérea do Rio Amazonas durante a estação seca mostrando bancos de areia expostos ao longo da borda da floresta.
    Foto: Gustavo Denuncio

    Período de cheia (dezembro a maio): o nível do rio sobe de 10 a 15 metros acima da marca da seca. Vastas áreas da floresta ficam alagadas, criando o ecossistema único dos igapós (floresta inundada), onde você pode navegar de canoa por entre os troncos das árvores. A vida selvagem se concentra na copa das árvores.

    Período de seca (junho a novembro): os rios baixam, praias de rio aparecem, os animais se reúnem perto das fontes de água e a visibilidade para trilhas em terra firme melhora bastante.

    👉 Leia mais: Qual é a melhor época para visitar a Amazônia no Brasil?

    A vida selvagem do Rio Amazonas

    A Amazônia abriga aproximadamente 30% das espécies conhecidas no planeta — e possivelmente a mesma quantidade ainda não documentada. O próprio rio é o lar de algumas das mais icônicas.

    O que mais surpreende os viajantes não é apenas a diversidade, mas como o Rio Amazonas torna isso tudo visível de uma maneira que o interior da mata não consegue. Em poucos minutos, a hidrovia revela mais do que horas de caminhada pela selva. É por isso que grande parte dos passeios acontece na água: o rio é o corredor pelo qual a vida se move.

    Botos-cor-de-rosa

    Um boto-cor-de-rosa nadando com a cabeça acima das águas escuras do Rio Amazonas.
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    Maiores e mais curiosos do que seus primos oceânicos, os botos-cor-de-rosa nascem cinzas e ficam rosados com a idade. Com uma personalidade amigável e atenta, eles aparecem perto dos barcos por puro interesse e, muitas vezes, interagem com as pessoas.

    Jacarés-açu

    Um jacaré-açu nadando próximo à superfície no Rio Amazonas.
    Foto: Marcelo Bonifácio

    Solitário e misterioso, o jacaré-açu é o predador aquático no topo da cadeia na Amazônia, podendo atingir até 5 metros de comprimento. Sendo uma grande atração nos focos noturnos, eles são facilmente vistos à noite pelo brilho alaranjado de seus olhos.

    Sucuris

    Uma grande sucuri-verde enrolada descansando na Bacia Amazônica.
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    A sucuri-verde é a cobra mais pesada do mundo, geralmente encontrada em canais de águas lentas e lagos de meandros da bacia. É mais comum avistá-las durante a estação seca, quando o nível da água as deixa expostas.

    Piranhas

    Um cardume de piranhas-vermelhas nadando sob as águas do Rio Amazonas.
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    Menos aterrorizantes do que os filmes sugerem, a maioria das espécies de piranhas são necrófagas. A piranha-vermelha, que é realmente agressiva, existe, mas representa apenas uma pequena parte do gênero. Sendo um dos ingredientes mais tradicionais da culinária amazônica, elas marcam presença nas refeições diárias, principalmente em caldos.

    Pirarucu

    Um grande pirarucu nadando submerso na região amazônica.
    Foto: Joshua J. Cotten

    Este é um dos maiores peixes de água doce do mundo, podendo chegar a 3 metros e pesar até 200 kg. Como respira ar, precisa subir à superfície a cada poucos minutos. É um alimento essencial na região e, atualmente, pescado com manejo cuidadoso.

    👉 Leia mais: 15 Animais da Amazônia no Brasil

    Os povos do Rio Amazonas

    Mais de 30 milhões de pessoas vivem na Bacia do Rio Amazonas, distribuídas entre o Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. A maior concentração humana fica ao longo do próprio rio e de seus principais afluentes.

    Uma criança sorridente de uma comunidade ribeirinha da Amazônia sentada na grama segurando uma pequena planta no vaso.
    Foto: Isadora Sá

    Cerca de 3 milhões dessas pessoas pertencem a grupos indígenas, incluindo os Yanomami, Kayapó, Ticuna e Munduruku, falando mais de 240 línguas distintas.

    Muitas comunidades são pequenas vilas ribeirinhas formadas por caboclos, com origens indígenas e portuguesas. Eles vivem da pesca, do cultivo em pequenas áreas de várzea e da coleta de produtos florestais, como o açaí e a castanha-do-pará.

    Para garantir a valorização das comunidades indígenas e ribeirinhas, as operadoras de turismo verdadeiramente comprometidas com práticas sustentáveis conduzem roteiros que respeitam as tradições, estabelecem limites e dividem os lucros de forma justa. Assim, a cultura amazônica pode ser compartilhada e enriquecida de maneira responsável e equilibrada, evitando condutas que coloquem a comunidade e o meio ambiente em risco.

    Como explorar o Rio Amazonas no Brasil

    Existem quatro maneiras principais pelas quais a maioria dos viajantes explora o rio. A opção ideal depende do seu nível de conforto, tempo disponível e orçamento.

    Cruzeiros Fluviais

    Roteiros de vários dias levam você pelo sistema hidroviário a bordo de embarcações com cabines, refeições e um cronograma diário de passeios guiados. Essa é a maneira mais eficiente de cobrir longas distâncias, alcançando trechos do rio onde os hotéis de selva não chegam. O conforto varia do estilo rústico até a experiência de um requintado cruzeiro no Rio Amazonas.

    Um barco fluvial navegando pelas águas sinuosas do Rio Amazonas cercado pela exuberante floresta tropical.
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    👉 Leia mais:

    Hotéis de Selva (Lodges)

    Os lodges de selva ficam em afluentes próximos ao rio principal e utilizam pequenos barcos para passeios diários. Eles oferecem ótimas acomodações, espaços de lazer variados e serviços excelentes — assim como qualquer hotel de alto padrão.

    Você desfaz as malas apenas uma vez e explora a fundo uma parte específica da floresta. Ideal para viajantes que preferem se acomodar em um só lugar!

    Vista aérea de um hotel de selva (lodge) na Amazônia com piscina e deck de madeira rodeado por árvores densas.
    Foto: Felipe Castellari

    👉 Leia mais: Os melhores lodges na Amazônia

    Expedições de Caiaque e Barcos Pequenos

    Viajantes mais ativos que desejam um contato direto com o rio podem remar pelos afluentes menores acompanhados de um guia local. Menor distância da vida selvagem, maior envolvimento físico.

    Duas pessoas remando de caiaque no Rio Amazonas durante um pôr do sol dourado.
    Foto: João Marcos Rosa

    👉 Explore a aventura: Expedição de caiaque na Selva Amazônica (4 dias)

    Passeios de um dia e viagens curtas saindo de Manaus

    Se você tem apenas um ou dois dias, os passeios bate-e-volta a partir de Manaus, a capital do estado, chegam ao Encontro das Águas — onde as águas escuras do Rio Negro se encontram com as barrentas do Solimões — e também a pequenas comunidades rio abaixo. Vale a pena fazer, mesmo que você vá se hospedar em um lodge depois!

    Vista aérea do Encontro das Águas, onde o escuro Rio Negro flui ao lado do barrento Rio Solimões sem se misturar.
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    👉 Explore a aventura: Passeio de 3 dias na Amazônia a partir de Manaus

    Tudo o que você precisa saber sobre o Rio Amazonas

    Devido ao seu papel vital para o Brasil, a América do Sul e a estabilidade ecológica global, o Rio Amazonas é um sistema complexo que naturalmente gera muitas dúvidas. O PlanetaEXO responde a algumas das principais perguntas abaixo.

    Um pôr do sol colorido refletido nas águas calmas do Rio Amazonas, cercado pela floresta.
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    Qual é o tamanho do Rio Amazonas?

    Ele tem 6.992,06 km de extensão, o que o torna o rio mais longo do mundo, tanto em comprimento quanto em volume de água.

    Qual a profundidade do Rio Amazonas?

    A profundidade média é de cerca de 50 metros; já a máxima registrada passa dos 100 metros em alguns pontos.

    Qual a largura do Rio Amazonas?

    Varia de 1,6 km na estação seca a mais de 40 km durante os meses de cheia. A foz no Oceano Atlântico tem 330 km de largura e abriga uma ilha do tamanho da Suíça.

    Em qual país fica o Rio Amazonas?

    Ele atravessa o Peru, a Colômbia e o Brasil, com cerca de 60% do seu trajeto em território brasileiro. A bacia se estende por nove países: Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

    É seguro visitar o Rio Amazonas?

    Para viajantes em roteiros guiados por operadoras registradas, sim. A floresta em si é estatisticamente mais segura do que a maioria das grandes cidades. As precauções padrão de segurança valem para Manaus, a cidade de entrada.

    👉 Leia mais: Manaus é Segura? Um Guia Completo para Viajantes Rumando para a Amazônia

    Por que o Rio Amazonas é importante?

    A Bacia do Rio Amazonas produz cerca de 6 a 9% do oxigênio do mundo, regula as chuvas em toda a América do Sul e armazena aproximadamente 120 bilhões de toneladas de carbono em suas matas.

    O deságue no Atlântico influencia as correntes oceânicas e o clima global. Na prática, ele sustenta o ecossistema com maior biodiversidade do mundo e garante a sobrevivência de dezenas de milhões de pessoas.

    É possível nadar no Rio Amazonas?

    Em alguns lugares, sim. O canal principal das águas escuras do Rio Negro é praticamente livre de piranhas e jacarés, sendo comum nadar durante os passeios de cruzeiros e estadias em lodges.

    Já o canal barrento do Solimões/Amazonas é outra história: os moradores locais não nadam lá, e você também não deve. Sempre siga as orientações do seu guia local.

    Silhuetas de três pessoas com a água pela cintura nas águas do Amazonas durante o pôr do sol.
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    Visite o Rio Amazonas com o PlanetaEXO

    Se você chegou até aqui, provavelmente está tentando planejar uma viagem e não apenas fazendo uma pesquisa escolar. Felizmente, o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada nos melhores pacotes de viagem para a Amazônia, pode ajudar você com isso!

    Em parceria com os melhores operadores locais, criamos roteiros personalizados para atender às suas preferências e necessidades. Cuidamos das reservas, detalhes de como chegar na Amazônia e de tudo que você precisa para garantir uma viagem inesquecível. Assim, você só precisa relaxar e aproveitar as belezas da região. Entre em contato com a gente agora mesmo!

  • Melhores Opções de Cruzeiro na Amazônia no Brasil

    Melhores Opções de Cruzeiro na Amazônia no Brasil

    Desfrute de uma experiência excepcional de ecoturismo com os melhores passeios fluviais, acomodações confortáveis a bordo e atividades maravilhosas na floresta em um cruzeiro na Amazônia.

    Navios de cruzeiro são amados por muitas pessoas, mas você sabia que é possível navegar em rios? Melhor ainda, você sabia que pode navegar pelos rios da Amazônia no Brasil, como o Rio Negro, o Rio Tapajós e o todo-poderoso Rio Amazonas?

    A bordo de embarcações confortáveis, os passageiros desfrutam de serviços de alta qualidade prestados por tripulações atenciosas, acomodações premium e roteiros perfeitos para turistas que buscam o melhor cruzeiro na Amazônia.

    O PlanetaEXO, especialista em ecoturismo e em pacotes de viagem para Amazônia, selecionou experiências fantásticas para todos os tipos de viajantes. Trabalhando ao lado dos operadores locais mais conceituados da região, oferecemos apenas as melhores vivências. Confira abaixo!

    1 – Katerre

    A Katerre possui algumas das melhores opções de cruzeiro no Amazonas. A bordo do Jacaré-Açu, um belo barco de madeira com três andares e oito cabines, até dezesseis hóspedes podem desfrutar das maravilhas da floresta da forma mais autêntica possível.

    Deslizando pelo Rio Negro, impressionar-se com a beleza da floresta é inevitável. O céu é limpo, com tons alaranjados no início da manhã e azul quando o sol está mais brilhante. As árvores são vibrantes e verdes. A água é escura, mas ainda assim pacífica e acolhedora, permitindo uma experiência mais profunda na natureza.

    Para o The New York Times, o jornalista Seth Kugel disse que “trocou piscinas de borda infinita por paisagens aquáticas infinitas” quando decidiu escolher um Cruzeiro pela Amazônia em vez de hotéis na Amazônia.

    As atividades ao ar livre incluem trilhas, visitas a comunidades locais, passeios de barco, observação de vida selvagem, pescaria, natação, relaxamento em praias fluviais, etc.

    Turistas pulando no rio a partir do convés superior do barco de madeira Jacaré-Açu ao pôr do sol, durante uma experiência autêntica de cruzeiro na Amazônia.
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    Além disso, os visitantes também têm uma ótima experiência de estadia em cabines aconchegantes com camas de casal ou beliches, ar-condicionado, banheiros privativos, chuveiro com água quente, além de lençóis e toalhas limpas.

    As áreas comuns incluem sala de jantar, sala de estar, um bar e um solário com cadeiras, mesas, redes, espreguiçadeiras e um potente sistema de som para tocar música. Bateu a fome? Este cruzeiro no Amazonas oferece pratos deliciosos da culinária local — três refeições por dia e lanches!

    Disponível em roteiros de 4, 5 ou 7 dias. Saiba mais sobre esta aventura.

    2 – Kaiara

    O barco branco Belle Amazon navegando na água, parte da frota Kaiara que oferece opções de Cruzeiro pela Amazônia.
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    A Kaiara se destaca por ser uma das únicas opções de cruzeiro na Amazônia a partir de Belém, capital do Pará. Com três embarcações diferentes (Amazon Dolphin, Belle Amazon e Tupaiú), os viajantes têm a chance imperdível de navegar em Alter do Chão, uma pequena cidade às margens do Rio Tapajós.

    Itinerários personalizados incluem trilhas, natação em igarapés, visitas a praias fluviais e comunidades locais, aulas de artesanato, pesca recreativa, observação noturna, contemplação do nascer do sol, etc.

    Considerada uma experiência focada na gastronomia, os pratos incríveis feitos com carinho por uma talentosa dupla de mãe e filha são um dos grandes destaques, segundo o Financial Times.

    Os barcos também contam com cabines confortáveis — com camas de casal, solteiro ou beliches, ar-condicionado e banheiros privativos —, salas de jantar, salas de estar, varandas e decks com belas vistas panorâmicas. Saiba mais sobre esta aventura.

    3 – La Jangada

    O elegante catamarã La Jangada navegando em um cruzeiro no rio Amazonas, cercado por árvores, oferecendo uma mistura de conforto e aventura.
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    Inspirado em A Jangada: Oitocentas Léguas no Amazonas de Júlio Verne, o nome do La Jangada vem do título original francês deste icônico romance, La Jangada: Huit Cents lieues sur l’Amazone.

    Moderno e esteticamente agradável, este catamarã chique mima os passageiros com seus deques espaçosos, design refinado e doze cabines com suíte e ar-condicionado.

    Este Cruzeiro pela Amazônia é a mistura perfeita de conforto e aventura. As viagens de vários dias incluem uma vasta lista de atividades, como trilhas, passeios de barco, observação de animais, pesca, visitas a cachoeiras e piscinas naturais, acampamento na floresta, exploração do arquipélago de Anavilhanas e do Parque Nacional do Jaú, interação com comunidades indígenas e ribeirinhas, etc.

    As áreas comuns dispõem de um charmoso terraço com mesas e cadeiras, dois lounges com sofás e TVs, um restaurante que serve deliciosa comida amazônica e brasileira, um bar com drinks clássicos e autorais, uma sala de palestras e uma sala de cinema.

    O La Jangada é um incrível cruzeiro na Amazônia, mas está disponível apenas para fretamento. Fale com a nossa equipe para mais informações.

    4 – Untamed Amazon

    O barco Untamed Amazon apresentando um design moderno com casco amarelo, conhecido por ser uma opção sustentável em um Cruzeiro pela Amazônia.
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    O barco Untamed Amazon é descrito como a experiência de cruzeiro sustentável definitiva. Parcialmente movido a energia solar, também possui um sistema avançado de tratamento de água e motores eficientes que seguem padrões ambientais internacionais.

    Esta estadia cinco estrelas inclui oito espaçosas cabines com suíte — seis delas com janelas do chão ao teto para garantir as vistas mais deslumbrantes da floresta —, comodidades de alta qualidade, restaurante de culinária local, bar, sala de jantar, sala de estar, deques ao sol e áreas de entretenimento.

    Oito itinerários diferentes — além de cruzeiros de Réveillon, eventos corporativos e viagens sob medida — incluem canoagem, safáris fotográficos, passeios turísticos noturnos, caminhadas na selva e muito mais.

    👉 Leia mais: como chegar na Amazônia

    5 – Amazon Clipper Premium Cruise

    Uma das opções de ecoturismo mais antigas da região, operando com força há mais de 35 anos, a Amazon Clipper oferece alguns dos melhores roteiros de cruzeiro saindo de Manaus na categoria de embarcações de pequeno porte. O MV Premium é a embarcação mais luxuosa da frota deles, perfeita para pessoas que desejam uma estadia de alto padrão.

    A embarcação Amazon Clipper Premium ancorada, oferecendo uma experiência luxuosa de navio de pequeno porte em um cruzeiro saindo de Manaus.
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    Uma das opções de ecoturismo mais antigas da região, operando com força há mais de 35 anos, a Amazon Clipper oferece alguns dos melhores roteiros de cruzeiro saindo de Manaus na categoria de embarcações de pequeno porte. O MV Premium é a embarcação mais luxuosa da frota deles, perfeita para pessoas que desejam uma estadia de alto padrão.

    São dezesseis cabines com suíte e ar-condicionado, com camas de solteiro ou queen-size, excelentes comodidades, sala de palestras, piscina, jacuzzi, deck de lazer, área gourmet, sala de jantar, lounge, solário e um grande deck de observação com uma fantástica visão 360 graus.

    Vista aérea do Amazon Clipper Premium navegando por um afluente estreito e sinuoso cercado pela densa floresta em um cruzeiro no rio Amazonas.
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    Atividades maravilhosas aguardam em viagens de 6 dias pelas águas dos rios Amazonas e Negro: observação de estrelas, trilhas aquáticas, passeios noturnos, natação, passeios de barco, visitas a comunidades nativas, etc.

    👉 Leia mais: melhor época para ir para Amazônia

    6 – Tucano Amazon River Cruise

    Outro excelente navio de pequeno porte é o Tucano, um iate a motor de tamanho modesto com um motor veloz. Este design o ajuda a alcançar lugares que outros barcos não conseguem, tornando-o a única embarcação capaz de explorar as partes mais profundas do Complexo de Conservação da Amazônia Central, em Novo Airão, uma pequena cidade a 195 km de distância. Este é um roteiro fantástico de cruzeiro saindo de Manaus.

    Três pessoas remam caiaques verdes em um rio calmo em frente a um barco de vários andares chamado Tucano, com árvores exuberantes na margem ao fundo.
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    Outro excelente navio de pequeno porte é o Tucano, um iate a motor de tamanho modesto com um motor veloz. Este design o ajuda a alcançar lugares que outros barcos não conseguem, tornando-o a única embarcação capaz de explorar as partes mais profundas do Complexo de Conservação da Amazônia Central, em Novo Airão, uma pequena cidade a 195 km de distância. Este é um roteiro fantástico de cruzeiro saindo de Manaus.

    É por isso que este cruzeiro na Amazônia é a opção perfeita para quem deseja levar a observação da vida selvagem para o próximo nível, já que o sistema de controle de poluição sonora é eficiente para evitar assustar os animais. As atividades também incluem caminhadas guiadas, passeios noturnos, safáris em pequenos barcos, caiaque, etc.

    Uma mulher com um vestido colorido listrado olha pela janela da sala de jantar de um barco de madeira, que possui mesas com toalhas brancas e taças de vinho.
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    Dezesseis convidados podem descansar confortavelmente em oito cabines diferentes com suíte e ar-condicionado (camas de solteiro, casal, queen-size e beliches), e relaxar na sala de jantar, lounge ou deck de observação.

    Disponível em roteiros de 5 a 7 dias. Veja mais detalhes sobre o Cruzeiro na Amazônia no barco Tucano.

    Quanto custa um Cruzeiro pela Amazônia?

    Considerando acomodação, serviços, itinerários diversos e a infraestrutura das embarcações, um cruzeiro no Amazonas custa em média R$ 18.000 por pessoa. Os preços variam de acordo com a categoria da cabine, temporada, duração da viagem, etc.

    Confira os preços e outras informações abaixo:

    CRUZEIRO FLUVIAL DESTAQUES DURAÇÃO PREÇO INICIAL*
    Cruzeiro na Amazônia (Katerre) Trilhas, passeios de barco, observação de vida selvagem, pesca, praias fluviais, visita a vilas locais. 4 dias
    5 dias
    7 dias
    R$ 13.030 
    Cruzeiro saindo de Alter do Chão (Kaiara) Expedição no Rio Tapajós (Alter do Chão, Pará), trilhas, observação de vida selvagem, canoagem, observação noturna, visita a comunidades locais. 5 dias R$ 13.660
    La Jangada Observação de vida selvagem, interação com grupos indígenas, passeios de barco, trilhas na selva, pesca, safáris noturnos. 5 dias R$ 41.019 
    Untamed Amazon Barco ecológico, canoagem, trilhas, safáris fotográficos, passeios noturnos, pesca recreativa. 4 dias
    5 dias
    R$ 20.712
    Amazon Clipper Premium Cruise Expedições nos rios Amazonas e Negro, trilhas aquáticas, natação, passeios de barco, observação de estrelas, comunidades nativas. 6 dias R$ 9.970
    Tucano Amazon River Cruise Expedições no Complexo de Conservação da Amazônia Central, trilhas, passeios noturnos, caiaque, safári em skiff. 5 dias
    7 dias
    R$ 14.300

    *Por pessoa, com base em ocupação dupla em saídas de grupo. Os preços podem variar dependendo da temporada e disponibilidade. Taxa de câmbio de 10 de fevereiro de 2026; sujeito a alterações.

    Cruzeiro na Amazônia: avaliações de clientes

    Em parceria com os operadores locais mais confiáveis, o PlanetaEXO já ajudou inúmeros viajantes de todo o mundo a embarcarem em um incrível cruzeiro pela Amazônia.

    Veja o que nossos clientes acham dessas experiências!

    Tudo o que você precisa saber sobre cruzeiros na Amazônia

    Qual é a melhor época para fazer um cruzeiro pela Amazônia?

    Os cruzeiros fluviais operam durante o ano todo, mas os roteiros variam de acordo com as estações (cheia ou seca).

    Veja mais informações: melhor época para ir para Amazônia

    Os cruzeiros na Amazônia são seguros?

    Sim, as opções de cruzeiro no Amazonas são seguras. As embarcações seguem protocolos de segurança rigorosos e há socorristas entre os membros da tripulação para oferecer assistência, se necessário. Em caso de emergência, uma lancha rápida está pronta para resgatar os passageiros e levá-á-los à cidade mais próxima.

    Quanto tempo duram as viagens de cruzeiro na Amazônia?

    Os cruzeiros fluviais são experiências de vários dias. O PlanetaEXO oferece pacotes que duram de 4 a 13 dias, mas também é possível estender ou personalizar a sua viagem.

    O que devo levar na mala para um cruzeiro na Amazônia?

    Roupas leves, sapatos confortáveis, chapéus ou bonés, óculos de sol, capa de chuva, uma lanterna, protetor solar, repelente de insetos, itens essenciais de viagem (documentos, dinheiro em espécie, cartão de débito/crédito, medicamentos de uso pessoal), carregador portátil e cabos (celulares, câmeras, laptops, tablets).

    O que esperar de um cruzeiro pela Amazônia?

    Espere se impressionar com a imensidão e a beleza da Amazônia no Brasil. Navegar pelos rios permite que você explore a natureza de uma perspectiva totalmente nova e admire a fauna e a flora do ecossistema mais rico do mundo.

    Enquanto isso, acomodações elegantes e serviços premium garantem uma experiência de alto padrão para casais e famílias.

    Vale a pena fazer um Cruzeiro na Amazônia?

    Mais do que vale a pena! Os passeios fluviais são algumas das atividades mais fascinantes da região, porque apresentam a fusão perfeita entre ecoturismo e conforto: conexão com a natureza, turismo responsável e exclusividade. É, de fato, uma experiência inesquecível.

    Pronto para planejar o seu Cruzeiro pela Amazônia?

    Agora que você sabe tudo sobre as melhores opções de cruzeiro na Amazônia, que tal começarmos a planejar as suas próximas férias?

    Como especialistas em pacotes de viagem para Amazônia, o PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo que trabalha com os melhores operadores locais para oferecer experiências inesquecíveis para todos os viajantes. Entre em contato conosco agora!

  • Carnaval na Amazônia: 5 aventuras para curtir o feriado cercado de natureza

    Carnaval na Amazônia: 5 aventuras para curtir o feriado cercado de natureza

    Viva o melhor do Carnaval amazônico em cruzeiros fluviais, lodges ecológicos e acampamentos na floresta

    Quer aproveitar os dias de folga com tranquilidade, mas não sabe o que fazer no Carnaval para fugir da folia? A dica é mergulhar na natureza indescritível da Amazônia em passeios tomados pela serenidade e beleza da floresta.

    Em 2026, o Carnaval será celebrado nos dias 16 e 17 de fevereiro, seguidos pela Quarta-feira de Cinzas (18). Já o final de semana que antecede o feriado (14 e 15) permite a extensão da viagem.

    Não perca a chance de explorar um dos lugares mais fascinantes no Brasil! Veja a seguir 6 destinos incríveis para curtir o Carnaval na Amazônia com muita paz e imersão na natureza.

    Cruzeiro na Amazônia

    Barco de cruzeiro Katerre navegando pelos rios da Floresta Amazônica durante o Carnaval
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    Um dos melhores cruzeiros na Amazônia, a Katerre Expedições proporciona experiências sem igual em alguns dos principais cartões-postais da região, como o Parque Nacional de Anavilhanas e o Parque Nacional do Jaú.

    Dependendo da embarcação, é possível acomodar até 29 hóspedes em elegantes cabines com banheiro privativo, camas confortáveis e ar-condicionado. As áreas comuns incluem restaurante ou sala de refeições, deck aberto com solário, áreas de convivência e até sala de massagens.

    Explore as belezas da natureza e aproveite o Carnaval na Amazônia ao participar do roteiro de atividades, que inclui trilhas guiadas, visitas a comunidades locais, observação de animais, canoagem, passeios a praias de rio e muito mais.

    • Valor: A partir de R$14.540 (por pessoa)
    • Incluso: acomodação, refeições, transfer, guias e passeios.
    • Datas para hospedagem no Carnaval 2026: 13 a 17/02 (cabines DBL) | 17 a 21/02 (cabine QPL)

    👉 Conheça e reserve: Cruzeiro na Amazônia 5 dias

    Aventura selvagem na Floresta Amazônica

    Aventureiro vivenciando uma experiência de sobrevivência selvagem na Floresta Amazônica
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    Você tem espírito aventureiro e ainda não decidiu o que fazer no Carnaval? Viva a experiência mais autêntica da Amazônia com essa aventura selvagem na floresta!

    Em viagens de 4 ou 6 dias, você vai desvendar as profundezas da maior selva tropical do mundo ao acampar entre as árvores. Liderado por guias experientes, o grupo passa a noite em redes cobertas por toldos e mosquiteiros. As refeições são preparadas na fogueira do acampamento — o cardápio inclui vegetais frescos, frango e peixes pescados na hora.

    A imersão na selva já é uma grande aventura por si só, mas o roteiro de atividades também inclui aulas de técnicas de sobrevivência e identificação de plantas, observação de vida selvagem, pesca, caminhadas e navegação em rios.

    • Valor: por pessoa, a partir de R$4.958 (4 dias) ou R$6.862,50 (6 dias)
    • Incluso: acomodação, refeições + água potável, transfer, guias, atividades e itens de acampamento.
    • Datas para hospedagem no Carnaval 2026: a partir de 09/02 (5 dias e 4 noites) | a partir de 17/02 (4 dias e 3 noites) | 13 a 17/02 (5 dias e 4 noites) | 13 a 18/02 (6 dias e 4 noites)

    👉 Conheça e reserve: Tour de sobrevivência na Amazônia 4 dias / Imersão de 6 dias na Floresta Amazônica

    Hotel de selva luxuoso em Novo Airão

    Suíte de luxo do hotel de selva Mirante do Gavião em Novo Airão, na Amazônia
    Photo: Ruy Teixeira

    Ficar no Mirante do Gavião, no município de Novo Airão, é tudo o que você precisa para que a sua viagem para a Amazônia seja memorável.

    De frente para o Parque Nacional de Anavilhanas, esse luxuoso ecolodge tem três categorias de acomodação (Premium, Luxo e Casa na Árvore) de altíssimo padrão, todas com ar-condicionado, camas confortáveis, banheiros amplos e frigobar.

    Ao longo do dia, desfrute as belezas da floresta ao fazer trilhas terrestres e aquáticas em Anavilhanas, contemplar o pôr do sol em passeios de barco no Rio Negro, participar de focagem noturna, explorar as Grutas do Madadá e conhecer o dia a dia de quem vive no coração da floresta.

    No hotel, relaxe na piscina, sala de massagem, deck com vista para o rio, sala de jogos ou na biblioteca. A equipe do Mirante do Gavião também disponibiliza equipamentos para stand up paddle e caiaque.

    • Valor: a partir de R$8.525 (por pessoa)
    • Incluso: acomodação, refeições, transfer, guias e atividades.
    • Datas para hospedagem no Carnaval 2026: 12 a 16/02 (Casa na Árvore e Premium) | 19 a 24/02 (Luxo) | a partir de 25/02 (Premium)

    👉 Conheça e reserve: Pacote de 4 dias no Hotel Mirante do Gavião

    Imersão e conforto na floresta

    Hóspedes desfrutando do conforto do hotel imerso na Floresta Amazônica
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    O Carnaval em Manaus ganha um novo significado com o Amazon Turtle Lodge, no Lago Paraná do Mamori, em Careiro. Baseada em autenticidade e paixão pelo natural, essa é uma experiência mais acessível — mas não menos incrível.

    Ao sair da capital amazonense, o roteiro navega pelo incrível Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões. Além desse fenômeno, é possível contemplar outras maravilhas da floresta no caminho até a acomodação, como vitórias-régia, botos cor-de-rosa, jacarés, pássaros, macacos e preguiças

    Outras atividades acontecem ao longo da viagem, como canoagem, visitas a comunidades ribeirinhas, treinamentos de sobrevivência, pesca de piranha, observação de animais, etc.

    Depois de explorar a selva, descanse em bangalôs de madeira ou chalés de alvenaria. O lodge inclui 21 unidades, todas com ar-condicionado, banheiro privativo, camas aconchegantes e charmosa decoração.

    • Valor: a partir de R$3.440 (por pessoa)
    • Incluso: acomodação, refeições, transfer, guias e passeios.
    • Datas para hospedagem no Carnaval 2026: 12 a 17/02 (todas as categorias) | 18 a 24/02 (Chalé Comfort Alvenaria) | 25 a 28/02 (todas as categorias)

    👉 Conheça e reserve: Roteiro na Floresta Amazônica 4 dias / Expedição na Selva Amazônica 5 dias

    Ecolodge flutuante em Mamirauá

    Ecolodge flutuante Uakari sobre as águas da reserva de Mamirauá, na Amazônia
    Photo: Lucas Ramos

    Sempre na lista de melhores hotéis de selva da Amazônia, o Uakari Lodge se destaca pela singularidade de sua estrutura: as acomodações e áreas comuns são erguidas em palafitas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, em Tefé, proporcionando uma hospedagem ainda mais inesquecível. Pelo isolamento da localização, a conexão com a natureza é incomparável.

    Os hóspedes se acomodam em cinco bangalôs com vistas fantásticas para o rio e a floresta. O lodge flutuante também conta com bar, restaurante, deck, sala de vídeo e biblioteca.

    A programação resume a essência de passar o Carnaval na Amazônia: trilhas, passeios noturnos para observação de animais, pesca, passeios de barco e visitas a vilarejos ribeirinhas. Imperdível!

    O Uakari é a única acomodação da América Latina na lista de hotéis flutuantes ao redor do mundo que valem à pena conhecer, elaborada pelo The New York Times. A publicação destaca infraestrutura, experiências na natureza e o modelo de Turismo de Base Comunitária (TBC), que beneficia tanto o meio ambiente quanto os moradores locais.

    • Valor: a partir de R$5.240 (por pessoa)
    • Incluso: acomodação, refeições, transfer, guias e atividades.
    • Datas para hospedagem no Carnaval 2026: 13 a 18/02 ou 18 a 23/02 (tour de 6 dias) | 20 a 23/02 (tour de 4 dias)

    👉 Conheça e reserve: Ecolodge na Floresta Amazônica

    Como é o clima da Amazônia em fevereiro?

    Fevereiro é um mês chuvoso na Amazônia. Embora sejam recorrentes na região o ano todo, as chuvas ganham intensidade no período de dezembro a maio. O clima também é mais ameno, com média de 25,8 ºC.

    Isso não prejudica a viagem, mas pode determinar o roteiro de atividades. No mês do Carnaval, passeios de barco, canoagem, trilhas aquáticas, observação de animais e cruzeiros fluviais são experiências imperdíveis.

    👉 Saiba mais: Qual é a melhor época para visitar a Amazônia em 2026?

    Carnaval na Amazônia com PlanetaEXO

    Viajar para a Amazônia nunca foi tão fácil! Fuja da agitação da cidade e aproveite a sua pausa de Carnaval com muita paz e aventura nos lodges, cruzeiros fluviais e acampamentos operados pelos parceiros do PlanetaEXO.

    Além de conectar nossos clientes aos melhores profissionais de ecoturismo, acompanhamos cada etapa do planejamento da sua viagem dos sonhos. Fale conosco e faça sua reserva!

  • Os 5 destinos naturais que nossos viajantes mais gostaram no Brasil em 2025

    Os 5 destinos naturais que nossos viajantes mais gostaram no Brasil em 2025

    2025 foi um ano especial para viajar pelo Brasil e para todo mundo que escolheu conhecer o país pela natureza.

    No PlanetaEXO, recebemos mais de 1.000 viajantes internacionais ao longo do ano, todos procurando viagens que fossem além de visitas curtas e pontos turísticos famosos.

    Quando olhamos para o que os viajantes compartilharam após suas viagens, por meio de avaliações e comentários verificados, um padrão claro aparece. Os destinos que deixaram a impressão mais forte foram aqueles onde as pessoas puderam percorrer a paisagem ao longo de vários dias, deixando a natureza ditar o ritmo, em vez de seguir um cronograma apertado.

    Além das paisagens em si, essas viagens também se destacaram pelo impacto positivo que causam em cada destino, apoiando as comunidades locais, valorizando o conhecimento local e viajando de uma forma que respeita os lugares visitados.

    Destinos cinco estrelas que se destacaram em 2025, moldados pelas aventuras que os viajantes mais valorizaram.Viajantes exploram um cenário natural deslumbrante do Brasil durante uma aventura em 2025

    Lençóis Maranhenses

    Rotas de caminhada que transformam dunas e lagoas em uma viagem de vários dias

    Lençóis Maranhenses foi o destino mais mencionado ao longo do ano. O que os viajantes mais apreciaram foram as rotas de trekking de vários dias pelo parque nacional, onde a viagem acontece inteiramente a pé.

    Os aventureiros atravessam amplos campos de dunas, nadam em lagoas de água doce sazonais e passam as noites em pequenas aldeias ao longo do caminho. Muitas pessoas descrevem a experiência como atravessar uma paisagem viva que muda a cada dia.Lagoas de água doce entre as dunas brancas dos Lençóis Maranhenses

    Uma experiência inesquecível. O Brasil se revela aqui, em Lençóis, através de paisagens incríveis e verdadeiramente únicas no mundo.

    Franck Nicolas

    👉 Explore as trilhas de caminhada nos Lençóis Maranhenses

    Vale do Pati (Chapada Diamantina)

    Caminhadas de vários dias por vales profundos e comunidades locais

    No Vale do Pati, na Chapada Diamantina, os viajantes sempre destacaram a clássica caminhada de vários dias pelo vale como uma das experiências mais significativas de sua estadia no Brasil.

    Os dias são passados caminhando entre mirantes, cachoeiras e travessias de rios, enquanto as noites são passadas nas casas de famílias locais que vivem dentro do vale. O que fica na memória de muitos viajantes é a sensação de continuidade — caminhar o dia todo, compartilhar refeições e acordar cercado pela mesma paisagem.Vista das montanhas e vales verdes do Vale do Pati na Chapada Diamantina

    Do início ao fim, toda a viagem foi incrível. O vale é deslumbrante, as caminhadas foram bem planejadas e as famílias anfitriãs tornaram a experiência ainda mais especial.

    Dan Heath

    👉 Descubra as experiências de trekking no Vale do Pati

    Floresta Amazônica

    De pousadas na selva a expedições de sobrevivência nas profundezas da floresta tropical

    A Amazônia se destacou em 2025 por oferecer duas maneiras muito diferentes de viver a floresta tropical, ambas deixando uma forte impressão nos viajantes.

    Alguns escolheram a clássica aventura em pousadas na selva amazônica, combinando navegação fluvial, caminhadas na floresta e observação da vida selvagem. Outros optaram por expedições mais longas no estilo sobrevivência, aprendendo a se mover, navegar e viver na floresta durante vários dias.Floresta densa e rios serpenteando pela Floresta Amazônica

    A pousada e o passeio foram perfeitos. Aprendi muito sobre a Amazônia, seu povo, a vida selvagem e a flora.

    Kristina Wagner

    👉 Escolha sua experiência na Amazônia

    Pantanal

    Encontros com a vida selvagem moldados por paisagens abertas e rios

    No Pantanal, o que os viajantes mais lembram é como são os encontros com a vida selvagem natural. As planícies aluviais abertas e os rios permitem que as pessoas observem os animais sem longas esperas ou cenários artificiais.

    Muitos aventureiros mencionam ter visto espécies icônicas — incluindo onças-pintadas — no início da viagem, o que muitas vezes define o tom dos dias que se seguem.Vida selvagem e áreas alagadas na vasta paisagem do Pantanal

    Uma experiência maravilhosa em um ambiente lindo. Vimos uma onça-pintada no primeiro dia e muitos outros animais durante a viagem.

    Valerio Grandis

    👉 Veja as viagens para observação da vida selvagem no Pantanal

    Jalapão

    Paisagens remotas do Cerrado que recompensam quem vai mais longe

    Jalapão surpreendeu muitos viajantes em 2025. As experiências mais apreciadas foram expedições de vários dias pelo Cerrado, conectando dunas de areia, cachoeiras, fervedouros (nascentes naturais) e longas extensões de terra aberta.

    As pessoas costumam descrever como a distância, as estradas de terra e os longos dias de viagem não são inconvenientes, mas partes essenciais do que torna a viagem real e memorável.Dunas alaranjadas e veredas na paisagem selvagem do Jalapão

    Sensacional. Jalapão é de tirar o fôlego. Paisagens incríveis, organização perfeita e guias muito profissionais. Uma experiência inesquecível.

    Sarah Danflous

    👉 Explore as expedições ao Jalapão no CerradoA casa dos Aleixos cercada pelas montanhas do Vale do Pati na Chapada Diamantina

    O que essas viagens dizem sobre como as pessoas querem viajar

    Em todos os cinco destinos, uma coisa fica clara: as pessoas estão escolhendo viagens que lhes dão tempo para estar presentes. Viagens que se desenrolam ao longo de vários dias, onde o movimento pela paisagem é mais importante do que marcar paradas e onde a natureza define o ritmo de cada dia.

    Se essa forma de viajar faz sentido para você, 2026 é um ótimo momento para começar a planejar. Esses destinos e as aventuras que eles oferecem são exatamente onde muitos viajantes começam quando procuram uma maneira mais profunda e significativa de conhecer o Brasil.

    👉 Junte-se a nós em aventuras cinco estrelas que causam um impacto positivo.

  • Documentário: Turismo que Mantém a Amazônia Viva

    Documentário: Turismo que Mantém a Amazônia Viva

    Documentário do PlanetaEXO revela como viagens sustentáveis avançam na conservação da floresta, ações locais que transformam discursos climáticos em prática e fortalecem comunidades amazônicas.

    São Paulo, novembro de 2025 – Após o encerramento da COP30 em Belém, um novo documentário chega para reforçar que a proteção da Amazônia depende, cada vez mais, de ações locais e contínuas. A plataforma de viagens sustentáveis PlanetaEXO acaba de lançar “Turismo que Mantém a Amazônia Viva”, filme de 5 minutos que retrata como as comunidades amazônicas estão transformando o turismo em uma estratégia eficaz de conservação e geração de renda.

    O mini doc dirigido por Lucas Ribeiro, que é também fundador e CEO do PlanetaEXO, apresenta relatos de moradores que substituíram antigas atividades extrativistas por modelos de turismo de base comunitária. Ao acompanhar visitantes, compartilhar saberes tradicionais e cuidar diretamente do território, eles demonstram que é possível manter a floresta viva enquanto fortalecem suas economias locais.

    Os números recentes reforçam a urgência desse movimento. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, a Amazônia Legal registrou 5.796 km² de desmatamento, o menor índice em mais de uma década, segundo o PRODES/INPE. Mesmo assim, a degradação causada pelo fogo já responde por quase 40% das perdas recentes, indicando que a pressão sobre o bioma continua elevada. Para muitas famílias, o turismo desponta como uma alternativa concreta para permanecer no território sem recorrer a práticas que comprometem a floresta.

    Um dos depoimentos mais marcantes do filme sintetiza essa mudança de perspectiva. “O turismo me mostrou que preço é diferente de valor. Um caboclo derruba uma árvore de 300 anos para comprar um frango para o almoço e acaba ficando sem jantar. Isso é preço. Mas quando você entende o valor, é quando as coisas começam a mudar”, afirma Roberto Britto, ex-madeireiro e atual empreendedor do turismo.Arte de capa do documentário do PlanetaEXO sobre turismo sustentável na Amazônia

    O turismo me ensinou e me mostrou na prática que preço é diferente de valor. Um caboclo derruba uma árvore de 300 anos para comprar um frango para o almoço, e depois fica sem jantar. Isso é preço. Mas quando você começa a enxergar valor, aí as coisas começam a mudar.

    Roberto Britto

    O PlanetaEXO observa um crescente interesse por viagens responsáveis, o que fortalece projetos comunitários e amplia o impacto positivo do ecoturismo. Em 2025, a plataforma registrou um aumento de 210% no número de turistas na Amazônia em comparação ao ano anterior, com visitantes vindos dos Estados Unidos, França, Alemanha e outros países. 

    Dados do Banco Mundial mostram que o turismo sustentável já movimenta cerca de US$ 2,3 bilhões por ano na Amazônia. A cifra ainda é distante dos US$ 45 bilhões gerados por atividades extrativistas,mas trata-se de um mercado novo e em crescimento. O documentário do PlanetaEXO destaca exatamente as trajetórias de moradores da floresta que descobriram no turismo responsável uma fonte de renda mais sustentável. 

    “O filme mantém o foco nas pessoas por trás desses esforços. Em suas próprias palavras, elas descrevem como o turismo transformou a rotina, trouxe independência e ofereceu uma alternativa digna ao extrativismo”, diz Lucas Ribeiro. São relatos que complementam, de forma concreta, as discussões climáticas levantadas durante a COP30.

    Ficha Técnica “Turismo que Mantém a Amazônia Viva”

    Formato: Documentário 

    Duração: 5 minutos

    Direção: Lucas Ribeiro
    Direção de Fotografia: Isadora Sá e Marcelo Bonifácio
    Edição: Marcelo Bonifácio
    Entrevistas: Larissa Mariano e Isadora Sá
    Assistência de Produção: Lucas Pinelli
    Agradecimentos Especiais: Equipe do Barco Zaltana

    Participações: Joarlison Garrido – Comunidade Nova Esperança; José Pancrácio – Comunidade Nova Esperança; Roberto Brito – Comunidade Tumbira; e Izolena Garrido – Comunidade Tumbira