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  • Parque Nacional de Anavilhanas, o arquipélago da Amazônia no Brasil

    Parque Nacional de Anavilhanas, o arquipélago da Amazônia no Brasil

    Descubra tudo o que você precisa saber sobre o Parque Nacional de Anavilhanas na Floresta Amazônica, incluindo sua história, como chegar, a melhor época para visitar, o que fazer e muito mais!

    O Parque Nacional de Anavilhanas abriga o segundo maior arquipélago fluvial do mundo. Localizado no Rio Negro, na Amazônia no Brasil (travel guide), ele possui mais de 400 ilhas e 60 lagos, com até 60% de sua área submersa durante a estação chuvosa, transformando a paisagem a cada ano.

    Um boto-cor-de-rosa nada perto da superfície de águas escuras e calmas.

    O arquipélago de Anavilhanas protege ecossistemas únicos de várzea (um terreno plano, fértil e extenso, geralmente localizado às margens dos rios amazônicos) e igapó (floresta inundada) enquanto promove o turismo sustentável. Essa mudança impulsionou a economia da cidade de Novo Airão e o tornou o parque nacional mais visitado da Amazônia brasileira.

    Para ajudar você a conhecer melhor o parque, o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para a Amazônia, elaborou um guia completo sobre onde fica, como visitar, as melhores atividades e muito mais. Confira abaixo!

    A História do Parque Nacional de Anavilhanas

    Acredita-se que o nome Anavilhanas tenha se originado do Rio Aneuene ou Anauini, que antes era chamado de Anaviana e depois Anavilhena.

    Uma vista aérea mostra as águas escuras do Rio Negro cortando a copa verde exuberante da floresta amazônica.
    Foto: João Paulo Krajewski

    Suas origens remontam a 1981, quando foi criado como Estação Ecológica de Anavilhanas, uma categoria voltada para a pesquisa científica e educação ambiental. No entanto, essa designação entrou em conflito com a realidade da região, que era mais adequada para o turismo sustentável. Em 2008, o ICMBio reclassificou a área como parque nacional, expandindo seus limites para 350.000 hectares e abrindo-a para a visitação responsável.

    A mudança também ajudou a conter a extração ilegal de madeira, que antes era comum na bacia do Rio Negro, e deu às comunidades locais novas oportunidades por meio do ecoturismo. Hoje, a maior parte da população de Novo Airão depende direta ou indiretamente do turismo, desde a condução de passeios até o artesanato e a hospitalidade.

    👉 Leia mais: Os melhores lugares para visitar na Amazônia no Brasil

    Reconhecimentos Mundiais

    Desde 2000, o arquipélago de Anavilhanas faz parte do Complexo de Conservação da Amazônia Central, um Patrimônio Mundial da UNESCO que também inclui o Parque Nacional do Jaú e a Reserva Mamirauá.

    Um pôr do sol vibrante reflete sobre a complexa rede de ilhas e águas no arquipélago de Anavilhanas.
    Foto: Felipe Castellari

    Ele também é reconhecido como um Sítio Ramsar, uma área úmida de importância global, designada pela Convenção de Ramsar—um tratado internacional assinado em 1971 no Irã, voltado para a conservação e uso racional de áreas úmidas (pântanos, manguezais, lagoas, etc.) com a participação de mais de 160 países.

    Esses reconhecimentos garantem visibilidade internacional, proteção a longo prazo e apoio ao turismo responsável que beneficia as comunidades locais enquanto protege a biodiversidade.

    Como Chegar ao Parque Nacional de Anavilhanas?

    A principal porta de entrada para Anavilhanas é Manaus, a capital do estado do Amazonas. O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (MAO) recebe voos diretos de Miami (MIA), Bogotá (BOG), Cidade do Panamá (PTY) e Curaçao (CUR), além de inúmeras conexões diárias de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e outras cidades brasileiras.

    Um hidroavião branco e vermelho flutua nas águas calmas do Rio Negro, oferecendo uma opção de transporte para a Amazônia.
    Foto: Felipe Castellari

    De Manaus, a maneira mais popular de chegar ao parque é por estrada até Novo Airão, uma pequena cidade ribeirinha localizada a 180 km de distância. A viagem de carro leva cerca de 2 a 3 horas pelas rodovias AM-070 e AM-352.

    Os visitantes também podem contratar serviços de transfer privativo, alugar um carro ou até mesmo fretar um hidroavião para pousar diretamente no Rio Negro. Novo Airão é considerada o principal ponto de acesso a Anavilhanas, com barcos partindo todos os dias para explorar as ilhas.

    Outra opção é chegar pelo rio. Os traslados de barco de Manaus para Novo Airão levam de 8 a 12 horas e permitem aos viajantes testemunhar o famoso Encontro das Águas, onde as águas escuras do Rio Negro e as águas barrentas do Rio Solimões fluem lado a lado sem se misturar.

    Para quem procura uma opção mais rápida, as lanchas rápidas podem fazer o mesmo trajeto em cerca de 3 a 4 horas, dependendo das condições do rio. Muitos roteiros combinam essa viagem com cruzeiros fluviais, proporcionando aos visitantes uma experiência completa na região.

    👉 Leia mais: como chegar na Amazônia

    Melhor Época para Visitar o Parque Nacional de Anavilhanas no Brasil

    O parque é um destino para o ano todo, mas a experiência muda drasticamente com as estações. Na verdade, essa é uma característica que torna Anavilhanas ainda mais singular!

    • Estação Seca (Setembro–Fevereiro): Praias de areia branca surgem por entre as ilhas, oferecendo condições ideais para banhos e observação de aves. Algumas espécies chegam a fazer ninhos nos bancos de areia durante este período. Trilhas pelas florestas inundáveis podem ser exploradas a pé.
    • Estação Chuvosa (Março–Agosto): O nível da água sobe até 16 metros, inundando 60% da área do parque. É a época perfeita para explorar os igapós de canoa e observar animais aquáticos como ariranhas e botos.
    • Meses de Transição: De outubro a dezembro, as secas prolongadas podem reduzir o acesso a algumas áreas, mas as condições melhoram novamente a partir de janeiro.

    👉 Leia mais: melhor época para visitar a Amazônia

    Fauna, Flora e os Sistemas Protegidos de Anavilhanas na Amazônia

    A biodiversidade do Parque Nacional de Anavilhanas é surpreendente. Os igapós inundam sazonalmente, criando habitats para plantas e vida selvagem únicas. Os visitantes podem avistar árvores gigantes de macucu, orquídeas e espécies frutíferas como açaí e cupuaçu. Entre os mais emblemáticos animais da Amazônia estão o boto-cor-de-rosa, ariranhas, preguiças, macacos guariba e jacarés-açus.

    Os observadores de pássaros ficarão encantados com a possibilidade de avistar tucanos, araras e até a majestosa harpia. Nos rios e lagos, mais de 300 espécies de peixes prosperam, incluindo o pirarucu, as piranhas e a dourada.

    A pesquisa científica em Anavilhanas é vital e já traz descobertas importantes. Um estudo recente do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) descobriu que as comunidades de formigas nas ilhas diferem das comunidades de terra-firme (floresta não inundada), com as inundações sazonais impulsionando mudanças na composição das espécies. Algumas formigas se adaptam mudando-se para as copas das árvores, enquanto outras lutam para sobreviver.

    Tudo isso (e muito mais) reforça o papel do parque em proteger a biodiversidade e avançar no conhecimento ecológico.

    👉 Leia mais: Os Melhores Destinos de Vida Selvagem no Brasil

    Curiosidades sobre Anavilhanas

    Descubra mais fatos fascinantes sobre Anavilhanas que destacam ainda mais por que o parque é considerado um dos lugares mais cativantes da Amazônia:

    • 3 Bocas: um dos pontos mais cênicos do arquipélago, onde três canais se encontram, criando águas espelhadas e vegetação exuberante.
    • As Cavernas do Madadá ficam próximas: formações de arenito com mais de 700 milhões de anos, acessíveis por trilhas que começam nos limites do parque.
    • Sem mosquitos: graças à acidez do Rio Negro, a área é muito menos afetada por mosquitos do que a maioria das regiões tropicais.
    • Número de visitantes: Anavilhanas recebe cerca de 40.000 visitantes por ano, tornando-se o parque nacional mais visitado da Amazônia brasileira.
    • Cerca de 60 lagos: além das mais de 400 ilhas, o arquipélago abriga dezenas de lagos que sustentam uma grande variedade de vida selvagem.

    O que Fazer no Parque Nacional de Anavilhanas?

    Um guia local rema uma canoa de madeira cheia de turistas pelos canais alagados do Parque Nacional de Anavilhanas
    Foto: Isadora Sá

    Anavilhanas oferece uma ampla gama de atividades que variam conforme a estação do ano:

    • Passeios de barco: pelos canais de água e lagos, com a possibilidade de avistar botos-cor-de-rosa, jacarés e muitas espécies de aves.
    • Praias de areia branca: quando o volume dos rios diminui, muitas praias surgem. Perfeitas para nadar e relaxar na estação seca!
    • Igapós (florestas inundadas): ideais para passeios de canoa ou caiaque pelos cursos de água durante a estação chuvosa.
    • Trilhas na selva: veja árvores gigantes, orquídeas e até mesmo esculturas rupestres pré-históricas caminhando pela floresta quando o nível da água baixar.
    • Visite as bases do ICMBio: os visitantes podem fazer paradas nas estruturas de pesquisa e monitoramento para aprender sobre as medidas de conservação em andamento e a proteção desse frágil ecossistema. Nas áreas ao redor, durante focagens noturnas e perto de algumas bases do ICMBio, grandes jacarés também fazem aparições ocasionais.

    👉 Leia mais: As melhores coisas para fazer na Floresta Amazônica no Brasil

    Os Melhores Passeios no Arquipélago de Anavilhanas

    Algumas das melhores experiências na Floresta Amazônica ocorrem no Parque Nacional de Anavilhanas, Brasil. Descubra os passeios disponíveis no PlanetaEXO!

    Anavilhanas Jungle Lodge

    Uma das melhores maneiras de vivenciar o parque é se hospedando no anavilhanas jungle lodge, um ecolodge premiado localizado em Novo Airão. Unindo conforto com sustentabilidade, o hotel oferece excursões guiadas, como pesca de piranhas, focagem noturna, canoagem e visitas a comunidades locais.

    Um bangalô luxuoso com teto de palha e iluminação interna acolhedora fica aninhado entre árvores verdes exuberantes no Anavilhanas Jungle Lodge.
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    Os hóspedes também podem aprender sobre projetos científicos apoiados pelo lodge, incluindo o monitoramento da biodiversidade com pesquisadores do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e estudos inovadores sobre fungos para o “micoturismo”, que destacam o mundo pouco conhecido, mas fascinante, dos fungos da Amazônia.

    Com bangalôs de luxo com vista para o Rio Negro, uma piscina panorâmica e uma culinária de inspiração amazônica, o hotel é um refúgio e, ao mesmo tempo, um centro de conservação.

    Cruzeiros Fluviais na Amazônia

    Outra ótima maneira de vivenciar o parque é a bordo de um dos melhores cruzeiros na Amazônia, partindo de Manaus e navegando pelo Rio Negro. Misturando aventura e conforto, o itinerário inclui canoagem pelos igapós, pesca de piranha, trilhas na selva e encontros próximos com o boto-cor-de-rosa.

     Um barco de cruzeiro fluvial de madeira tradicional de vários níveis navega pelas águas escuras e reflexivas da Amazônia.
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    Os viajantes também visitam comunidades indígenas e ribeirinhas, exploram lagoas escondidas e avistam animais silvestres, como araras, preguiças e peixes pirarucu.

    A bordo, os hóspedes desfrutam de cabines com ar-condicionado, culinária local e áreas de lazer como solário e lounge, tornando a jornada tão agradável quanto o destino de Anavilhanas.

    👉 Explore a aventura: Cruzeiros de 4 dias e 7 dias na Amazônia do Brasil

    Mirante do Gavião

    Hospedar-se no Mirante do Gavião é uma das melhores maneiras de descobrir Anavilhanas. A partir de sua localização privilegiada no Rio Negro, os hóspedes saem em passeios diários pelo arquipélago, seja para caminhar até as Cavernas do Madadá, explorar florestas inundadas de canoa ou relaxar nas praias de areia branca durante a estação seca.

    A arquitetura de madeira única em forma de barco do hotel Mirante do Gavião brilha calorosamente à noite na floresta.
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    O lodge também conecta os viajantes à cultura local, incluindo visitas a comunidades ribeirinhas, centros de artesanato e iniciativas de conservação. Ao pôr do sol, os passeios de barco pelo Rio Negro oferecem vistas inesquecíveis das ilhas do parque, seguidos por excursões noturnas para avistar jacarés e outros animais.

    Entre as aventuras, o Mirante do Gavião oferece conforto e exclusividade, tornando-o a base perfeita para combinar relaxamento com os melhores passeios no Parque Nacional de Anavilhanas.

    👉 Leia mais: melhores lodges na Amazônia

    Cruzeiro de Luxo na Amazônia

    O Cruzeiro de Luxo na Amazônia a bordo do Zaltana é uma viagem de 5 dias pelo Rio Negro e pelo arquipélago de Anavilhanas. Os hóspedes exploram lagos escondidos e igarapés (canais de água estreitos), caminham até árvores gigantescas, pescam piranhas e encontram botos-cor-de-rosa, além de visitar comunidades indígenas e ribeirinhas.

    O barco fluvial de luxo Zaltana flutua calmamente no Rio Negro, oferecendo cruzeiros sofisticados pelo arquipélago de Anavilhanas.
    Foto: Isadora Sá

    Com 10 cabines com suítes, vistas panorâmicas e culinária de inspiração amazônica, o Zaltana oferece uma das maneiras mais confortáveis e exclusivas de vivenciar a floresta tropical.

    👉 Leia mais: melhores cruzeiros na Amazônia

    Tabela comparativa de preços para cada passeio em Anavilhanas

    PASSEIO DESTAQUES DURAÇÃO PREÇO INICIAL*
    Anavilhanas Jungle Lodge Acomodação de luxo, visitas a comunidades locais, Cavernas do Madadá, passeios guiados (canoagem, caminhada, observação de vida selvagem, passeios noturnos, etc.) 6 dias US$ 3.330
    Cruzeiro no Rio Amazônia Acomodação a bordo (cabines suítes privativas), Lago Janauari, visitas a grupos indígenas, passeios guiados (pesca de piranhas, caminhada, canoagem, avistamento de animais silvestres, etc.) 4 dias

    7 dias

    US$ 2.605
    Mirante do Gavião Acomodação de alto padrão, Rio Negro, Cavernas do Madadá, visitas a comunidades ribeirinhas, passeios guiados (caminhadas, caiaque, observação de vida selvagem, etc.) 4 dias US$ 2.000
    Cruzeiro de Luxo na Amazônia Acomodação em barco fluvial de luxo, Encontro das Águas, Lago Janauari, visitas a comunidades locais, passeios guiados (observação de vida selvagem, focagem noturna, caminhada, pesca de piranha, etc.). 5 dias US$ 3.920

    *Por pessoa, com base em acomodação dupla em saídas de grupo. Os preços podem variar dependendo da temporada e disponibilidade. Taxa de câmbio de 14 de maio de 2026; sujeita a alterações.

    Viajando para o Parque Nacional de Anavilhanas, no Brasil, com o PlanetaEXO

    No PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para a Amazônia, as viagens para Anavilhanas são projetadas para conectar os viajantes com a natureza enquanto apoiam comunidades locais e projetos de conservação. Ao reservar conosco, você garante que as suas férias contribuam para manter a floresta amazônica em pé.

    Nós ajudamos os viajantes a encontrar o equilíbrio perfeito entre lazer, aventura e sustentabilidade. Nosso diferencial está em oferecer experiências autênticas guiadas pelos melhores operadores locais, que conhecem a floresta melhor do que ninguém. Entre em contato agora!

  • 15 Curiosidades da Floresta Amazônica

    15 Curiosidades da Floresta Amazônica

    Vibrante e incrivelmente valiosa para o planeta, a floresta brasileira é um dos principais destinos de ecoturismo. Aqui estão nossas 15 curiosidades da Floresta Amazônica!

    Bela, colossal, diversa e sempre no centro das atenções nas discussões internacionais sobre o meio ambiente, a Amazônia no Brasil é, sem dúvida, um dos lugares mais fascinantes do planeta.

    É por isso que o número de visitantes cresce a cada dia. Somente nos primeiros quatro meses de 2025, o turismo no estado do Amazonas cresceu um total de 13%, com um aumento de 21,85% em turistas estrangeiros, de acordo com a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas. Aqui está sua primeira curiosidade sobre a Floresta Amazônica no Brasil!

    Para dar um gostinho do que espera por você, o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para Amazônia, reuniu uma lista com 15 fatos divertidos sobre a Amazônia. Confira abaixo!

    1 – Qual o tamanho da floresta Amazônica?

    O tamanho da floresta Amazônica é impressionante: com uma área de 6,74 milhões de km², ela se estende por oito países diferentes na América do Sul: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Venezuela e Suriname. Não é surpresa que seja a maior floresta tropical da Terra.

    Para te dar uma ideia de quão massivo é isso, a Amazônia é quase do tamanho da Austrália (7.692.024 km²) ou duas vezes o tamanho da Índia (3.287.590 km²)!

    Névoa subindo acima da densa copa da Floresta Amazônica ao nascer do sol, mostrando a vasta biodiversidade da selva brasileira.
    Photo: Andre Dib

    2 – A maior parte da Floresta Amazônica

    60% da área da Floresta Amazônica — aproximadamente 4,2 milhões de km² — está localizada no Brasil, dividida entre os estados do Amazonas, Amapá, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão.

    Se você quer saber onde fica a maior parte da Floresta Amazônica, a resposta é no Amazonas (1.285.216 km²), seguido pelo Pará (947.303 km²) e Mato Grosso (423.967 km²).

    👉 Leia mais: Como chegar na Amazônia?

    3 – Os números massivos do Rio Amazonas

    Algumas das mais interessantes curiosidades da floresta envolvem o Rio Amazonas. Até 2008, o Rio Nilo, na África, era considerado o mais longo do mundo, com 6.650 km.

    No entanto, imagens de satélite tiradas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) concluíram que esse título na verdade pertence ao Rio Amazonas e seus imponentes 6.992 km.

    A nascente do rio fica na Cordilheira dos Andes, no Peru, enquanto sua foz está localizada na Ilha do Marajó, no estado do Pará, onde deságua no Oceano Atlântico. Esse longo caminho tem mais de 1.000 afluentes ao longo do Brasil, Colômbia e Peru, representando 20% de toda a água doce continental do planeta.

    Esta também é a maior bacia do mundo, com uma área de 7.000.000 m². O rio é a principal fonte de água para milhares de espécies diferentes de animais e milhões de plantas, contribuindo para a manutenção do clima da Floresta Amazônica.

    O sinuoso Rio Amazonas refletindo a luz dourada do pôr do sol enquanto flui pela floresta verde escura.
    @astro_alex_esa

    As pessoas também se beneficiam. Comunidades ribeirinhas e indígenas usam essas águas para suas necessidades diárias, mas o Rio Amazonas também é importante para atividades como pesca, agricultura, pecuária e atrações turísticas — como um cruzeiro no Amazonas.

    👉 Leia mais: Melhores cruzeiros na Amazônia do Brasil

    4 – Comunidades indígenas

    No total, o Brasil tem 1,7 milhão de indígenas, sendo que metade deles chama a Amazônia de lar. Existem mais de 180 comunidades indígenas ocupando uma área de 1.110.000 km² na floresta, principalmente nos estados de Mato Grosso, Maranhão, Amazonas e Roraima. Os Yanomami são o maior grupo, com 27.152 pessoas, seguidos pela Raposa Serra do Sol (26.176) e Évare I (20.177).

    As comunidades indígenas viviam no Brasil muito antes da chegada dos portugueses em 1500. Proteger suas terras e apoiar suas causas são formas de preservar sua cultura e a própria essência do país, ao mesmo tempo em que cuidam da biodiversidade amazônica.

    Um grupo de indígenas na Amazônia tocando instrumentos de sopro tradicionais e tambores durante um ritual cultural.
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    Embora existam alguns grupos isolados, a maioria das comunidades indígenas recebe visitantes para ensiná-los sobre suas tradições e aumentar a conscientização sobre a importância da Floresta Amazônica.

    5 – Experiências culturais

    Um dos fatos mais surpreendentes sobre a Amazônia no Brasil é o quão diversa a cultura nesta região realmente é. Além dos povos indígenas, a floresta é o lar de comunidades ribeirinhas — compostas principalmente por caboclos e quilombolas (descendentes de africanos escravizados que fugiram de engenhos de açúcar para criar seus próprios grupos entre os séculos XVI e XIX).

    Esse multiculturalismo oferece experiências incríveis para muitos viajantes, que são recebidos pelos moradores locais para interagir com suas famílias e aprender sobre suas crenças, hábitos alimentares, artesanato e a relação próxima com a natureza.

    Um menino remando uma canoa de madeira em um rio escuro, representando a vida cotidiana das comunidades ribeirinhas na Amazônia.
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    6 – Vida selvagem única

    O Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) do Brasil afirma que toda a fauna amazônica ainda não foi totalmente documentada. Embora os pesquisadores tenham certeza de que ainda há muito mais para descobrir, cerca de 30 milhões de espécies já foram oficialmente catalogadas.

    Em território brasileiro, existem 311 tipos de mamíferos, 1.300 aves, 232 anfíbios, 273 répteis e 1.800 peixes. Alguns animais da Floresta Amazônica são considerados símbolos da região, como botos-cor-de-rosa, tamanduás-bandeira, ariranhas, macacos-aranha, piranhas e sucuris.

    Uma Ariranha, símbolo da vida selvagem da Amazônia, nadando na água enquanto come um peixe.
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    Outras pequenas criaturas desempenham um grande papel no equilíbrio do ecossistema amazônico. Estima-se que mais de 2,5 milhões de espécies de insetos vivam na floresta, incluindo a maior coleção de espécies de borboletas do mundo — pelo menos 133 apenas no Brasil, de acordo com o Amazonian Butterflies, um projeto do Museu Estadual de História Natural em Karlsruhe, Alemanha.

    7 – Flora abundante

    A organização sem fins lucrativos World-Transforming Technologies (WTT), em associação com a Agência Bori, mapeou mais de 1.070 artigos científicos sobre plantas amazônicas publicados de 2017 a 2021. A operação conseguiu apontar que a Amazônia brasileira abriga até 40.000 espécies — com mais a serem catalogadas, muito provavelmente.

    Os pesquisadores também estimam que 2.500 tipos de árvores crescem na floresta, representando um terço de todas as árvores tropicais da Terra. Algumas delas são conhecidas mundialmente, pois seus frutos são usados para delícias saborosas e até cosméticos, como açaí, castanha-do-pará, buriti e tucumã.

    Cachos de frutos de palmeira laranja e vermelho brilhantes pendurados em uma árvore, ilustrando a flora abundante da Floresta Amazônica.
    Photo: Alex Da Riva

    8 – Hotspot de ecoturismo

    Um dos fatos mais significativos sobre a floresta Amazônica são as inesquecíveis alternativas de ecoturismo, incluindo caminhadas guiadas, canoagem por florestas inundadas, observação da vida selvagem, etc.

    Não apenas o governo está comprometido em criar políticas para promover viagens sustentáveis, mas os melhores hotéis de selva da Amazônia têm seu próprio conjunto de protocolos para garantir a conservação da floresta sem comprometer os roteiros e as experiências de estadia.

    Captação de água da chuva, uso de energia solar/eólica, reciclagem e limitação do número de hóspedes por passeio são apenas algumas soluções.

    Turistas em uma torre de observação usando câmeras grandes e binóculos para observação da vida selvagem na Amazônia brasileira.
    Photo: Andre Dib

    👉 Leia mais: Ecoturismo na Amazônia: 7 passeios para se conectar com a natureza

    9 – Encontro das Águas

    O Encontro das Águas é um fenômeno notável onde as águas dos rios Negro e Solimões — preto e marrom, respectivamente — correm lado a lado, mas nunca se misturam. Esse cenário é um verdadeiro espetáculo para os olhos, mas como isso acontece?

    Existem três razões para isso:

    • Velocidade da corrente: Enquanto a velocidade do Rio Negro é de 2 km/h, o Solimões é mais rápido, fluindo de 4 a 6 km/h.
    • Temperatura: O Rio Negro é bastante quente, com uma temperatura média de 28º C. A 22º C, o Solimões é muito mais frio.
    • Acidez: Devido à quantidade de ácidos orgânicos no Rio Negro, seus níveis de pH variam de 3,8 a 4,9, enquanto os do Solimões ficam entre 4,5 e 7,8.
    Um barco navegando no Encontro das Águas, onde o Rio Negro preto e o Rio Solimões marrom fluem lado a lado sem se misturar.
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    10 – Árvores Sumaúma

    Aqui vai outra curiosidade sobre a Amazônia no Brasil: a floresta é o lar de uma árvore que pode crescer até 45 metros de altura! Estamos falando da icônica sumaúma.

    As sumaúmas mais antigas do país estão localizadas na Floresta Nacional do Tapajós, em Alter do Chão, Pará. Acredita-se que a mais antiga tenha entre 900 e 1.000 anos! Essa árvore é conhecida como a Rainha da Amazônia ou vovózona. Apropriado, não é?

    Um grande grupo de turistas de mãos dadas para cercar o tronco maciço de uma árvore Sumaúma, conhecida como a Rainha da Amazônia.
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    Esta árvore sumaúma em particular é tão grande que são necessários vinte e seis adultos para abraçar seu tronco, enquanto ela também é capaz de liberar milhares de litros de água no ar todos os dias.

    👉 Veja árvores sumaúma com nosso passeio: Cruzeiro no Rio Amazonas saindo de Alter do Chão

    11 – Chuvas na Amazônia

    No geral, chove entre 1.500 mm e 3.000 mm por ano no território amazônico. O volume é tão alto porque a bacia amazônica é tão vasta que é natural que a chuva siga a mesma lógica.

    Vindo do Atlântico, o vento sopra em direção ao continente, o que traz umidade para a floresta. A princípio, o solo e a vegetação absorvem a água. Então, parte da chuva evaporada é transpirada para a atmosfera, o que aumenta a precipitação.

    Um estudo de 2022 da Universidade de São Paulo mostra que 25% da chuva do Brasil no Sul e no Sudeste está diretamente relacionada à Floresta Amazônica — que fica lá no Norte. Ela também tem um grande impacto em toda a América do Sul.

    Um guia olhando para as árvores enquanto caminha pela água em uma área de floresta inundada da Amazônia.
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    Esse sistema natural, no entanto, está sob ameaça. O desmatamento, os incêndios florestais e as mudanças no clima da floresta Amazônica têm afetado muito as chuvas. Os baixos níveis de água são o maior problema, prejudicando o bem-estar de animais, plantas e pessoas que dependem dos rios para sobreviver.

    👉 Leia mais: Qual é a melhor época para visitar a Amazônia?

    12 – Incêndios florestais e desmatamento na Amazônia

    O desmatamento é algo terrível para a Amazônia, mas provou-se que os incêndios florestais criam baixas ainda maiores. De janeiro a outubro de 2024, os incêndios destruíram 67.000 km² de áreas naturais, enquanto o desmatamento afetou 6.300 km² entre julho de 2023 e agosto de 2024. As informações foram divulgadas na COP29 (29ª Conferência das Partes da UNFCCC) pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

    É um efeito dominó. O desmatamento na Amazônia significa mudanças climáticas, o que prejudica as chuvas. A falta de umidade e as altas temperaturas tornam o solo seco o suficiente para que o fogo se espalhe sem dificuldade.

    Duas mãos colocadas em um tronco de árvore coberto de pequenas formigas, destacando a diversidade de vida de insetos no ecossistema amazônico.
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    A COP30, que acontecerá em Belém, capital do Pará, em 2025, reunirá líderes mundiais para desenvolver planos para lidar com incêndios, desmatamento e as consequências do aquecimento global que afetam diretamente a Amazônia e outros biomas, como o Pantanal.

    Políticas de prevenção de incêndios, vigilância constante e leis focadas em minimizar e reverter danos ao meio ambiente são as melhores formas de resolver esses problemas.

    👉 Leia mais: Ecoturismo na Amazônia: Uma solução para o desmatamento

    13 – Sequestro de carbono

    O processo de captura e armazenamento de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera é chamado de sequestro de carbono. Esse gás de efeito estufa é muito prejudicial ao meio ambiente, o que significa que sua absorção ajuda a prevenir as mudanças climáticas.

    Por meio de dados de satélite, a organização sem fins lucrativos Amazon Conservation descobriu que as árvores amazônicas continham 56,8 bilhões de toneladas métricas de CO2 acima do solo em 2022. Do ponto de vista científico, o termo “pulmões do mundo” não é muito preciso, mas resume muito bem a importância da floresta tropical para o ecossistema do planeta.

    O processo de captura e armazenamento de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera é chamado de sequestro de carbono.
    Photo: Andre Dib

    14 – Arquipélago de Anavilhanas

    Nem tudo está perdido. Os Parques Nacionais para visitar em 2025 são ativos extraordinários para cuidar da floresta — e Anavilhanas é um deles. Cobrindo uma área total de 350.000 ha, ele protege 400 ilhas no Rio Negro, tornando-o o segundo maior arquipélago fluvial do mundo. O primeiro é Mariuá, também no Amazonas.

    De setembro a fevereiro, durante a estação seca, muitas praias fluviais aparecem no horizonte do parque. Orla, Aracari, Bararoá e Camaleão são algumas das mais famosas.

    Vista aérea do Arquipélago de Anavilhanas mostrando ilhas verdes exuberantes espalhadas pelas águas escuras do Rio Negro.
    Photo: Felipe Castellari

    Localizado dentro dos limites do parque nacional, o Anavilhanas Jungle Lodge, um dos hotéis na Amazônia com melhores opções de acomodação, oferece experiências de estadia cinco estrelas no coração da floresta, permitindo que os hóspedes mergulhem fundo na natureza sem nunca deixar o conforto e o luxo de lado.

    15 – Manaus, porta de entrada para a Amazônia no Brasil

    Por fim, nossa última curiosidade sobre a Amazônia no Brasil é que Manaus, a capital do Amazonas, é o principal centro de ecoturismo na região Norte e o melhor ponto de partida para explorar a floresta tropical.

    É por isso que muitos viajantes optam por voar para Manaus, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (MAO), para aproveitar seus passeios na Amazônia com mais conveniência.

    O histórico Teatro Amazonas em Manaus, com uma cúpula de azulejos e fachada rosa, servindo como porta de entrada para a Amazônia.
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    👉 Leia mais: Guia de viagem de Manaus: o que fazer, onde ficar e onde comer

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    Nossos 15 fatos sobre a floresta Amazônica certamente fizeram você querer experimentar essa grandiosidade em primeira mão!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo que trabalha com os melhores operadores locais e é especializada em pacotes de viagem para Amazônia. Nossa equipe está pronta para ajudar com tudo o que você precisa para o planejamento das suas próximas férias. Entre em contato conosco agora!

  • Os Melhores Hotéis na Amazônia

    Os Melhores Hotéis na Amazônia

    Os lodges na Floresta Amazônica oferecem experiências de hospedagem confortáveis, serviços de alto padrão e imersão total na natureza

    Visitar a Amazônia no Brasil está na lista de desejos de viajantes de todo o mundo, embora muitas pessoas se perguntem se esse ambiente selvagem é o lugar adequado para esquecer o trabalho e todas as responsabilidades deixadas em casa. A aventura é garantida, mas e quanto ao descanso?

    Felizmente, os melhores hotéis na Amazônia oferecem uma infraestrutura incrível no meio da floresta, bem como serviços premium e roteiros personalizados. O resultado é uma experiência de hospedagem de alto padrão que prova que ecoturismo e conforto são uma combinação perfeita.

    Precisa de uma mãozinha para planejar sua viagem? O PlanetaEXO, plataforma especializada em pacotes de viagem para Amazônia, criou uma lista com opções maravilhosas de acomodação. Confira!

    Cristalino Lodge

    Turistas estão em uma torre de observação acima da copa das árvores no Cristalino Lodge, um dos principais hotéis da floresta amazônica.
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    O Cristalino Lodge está localizado em uma reserva natural privada no sul da Amazônia. Oferecendo as melhores experiências de estadia e seguindo protocolos para preservar a floresta, é considerado um dos ecolodges mais notórios do mundo pela National Geographic.

    A RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Cristalino é a segunda maior reserva particular na floresta tropical, abrangendo 27.000 acres — duas vezes o tamanho da Ilha de Manhattan (NY). A rica fauna se destaca: mais de 600 espécies de aves e dezenas de mamíferos, incluindo macacos, ariranhas, queixadas e antas.

    Se você adora observação de aves ou qualquer tipo de observação da vida selvagem, vai enlouquecer com as torres de observação de 50 metros que oferecem uma vista hipnotizante da floresta. Os nasceres e pores do sol dessa altura são de mudar a vida!

    Após um dia inteiro de caminhada ou canoagem nos rios Teles Pires e Cristalino, os hóspedes retornam para as instalações de luxo, que incluem bangalôs sofisticados e áreas comuns elegantes (salas de leitura e conferências, um restaurante de culinária local, um bar e o adorado deck flutuante).

    • Localização: Alta Floresta, Mato Grosso
    • Acesso: 40 minutos de carro de Alta Floresta + viagem de barco
    Espreguiçadeiras e guarda-sóis verdes no deck flutuante do Cristalino Lodge, um incrível eco lodge na Amazônia brasileira.
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    👉 Leia mais: como chegar na Amazônia

    Anavilhanas Jungle Lodge

    Um bangalô refinado com teto de palha e rede na varanda no Anavilhanas Jungle Lodge, no Brasil.
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    O Anavilhanas Jungle Lodge poderia ser eleito um dos melhores lodges da Amazônia no Brasil simplesmente por sua localização — no coração do Parque Nacional de Anavilhanas, o segundo maior arquipélago fluvial do mundo —, mas há muito mais neste lugar extraordinário.

    Crie memórias inesquecíveis juntando-se a atividades repletas de aventura, como caminhadas, passeios de barco, pesca recreativa, expedições noturnas, exploração de cavernas, contemplação do pôr do sol, etc. Mantenha os olhos bem abertos para avistar jacarés, araras coloridas, botos amigáveis e outras criaturas fascinantes!

    Em termos de instalações, este hotel tem de tudo: bangalôs e chalés refinados com TVs, frigobares, ar-condicionado, conexão Wi-Fi, chuveiros com água quente e varandas privativas com vistas panorâmicas.

    Você também pode nadar na piscina, ir à academia, receber uma massagem relaxante, saborear deliciosos pratos brasileiros ou tomar um drink no bar flutuante. Quem diria que a Amazônia poderia ser tão luxuosa?

    • Localização: Novo Airão, Amazonas
    • Acesso: 3 horas de Manaus (estrada + barco)
    Uma mulher relaxa em um deck flutuante de madeira sobre o rio no Anavilhanas Jungle Lodge, um dos melhores lodges da Amazônia no Brasil.
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    Juma Amazon Lodge

    Bangalôs de alto padrão construídos sobre altas palafitas sobre o rio no Juma Amazon Lodge, um dos principais lodges de selva da Amazônia no Brasil.
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    Quando mencionamos os melhores hotéis na floresta Amazônica, o Juma Amazon Lodge é um lugar imperdível para todo amante da natureza.

    Baseado em práticas sustentáveis, como energia solar, tratamento de águas residuais e reciclagem, o Juma é ecologicamente correto, mas não deixa a experiência de alto padrão para trás. Acomodações maravilhosas são construídas sobre palafitas de quase 15 metros de altura. Os lindos bangalôs ficam nas copas das árvores, o que oferece uma experiência imersiva e ajuda a evitar a água durante as cheias sazonais.

    Aproveite as áreas comuns do hotel bebendo no bar, comendo refeições tradicionais brasileiras no restaurante, nadando na piscina ou se bronzeando no deck flutuante.

    Com sede de aventura? Caminhe pela selva, suba em árvores, pesque piranhas, ande de canoa nos rios amazônicos, inscreva-se em passeios noturnos, visite comunidades indígenas e divirta-se com outras atividades que farão seu coração bater mais forte!

    👉 Leia mais: melhor época para ir para Amazônia

    • Localização: Autazes, Amazonas
    • Acesso: Passeio de barco de 45 minutos saindo de Manaus + 1 hora de carro + 1 hora de viagem de barco
    Um deck flutuante e piscina iluminados à noite no Juma Amazon Lodge, na floresta amazônica.
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    Mirante do Gavião

    A arquitetura de madeira única do lodge Mirante do Gavião iluminada ao entardecer, representando um dos melhores lodges de selva da Amazônia no Brasil.
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    Sua mandíbula vai cair ao ver o Mirante do Gavião com seus próprios olhos. Este hotel de luxo na Amazônia possui um design arquitetônico impressionante que usa arranjos de madeira para se assemelhar às asas de uma ave de rapina. É uma referência ao nome do lodge. Inteligente, não?

    Existem três tipos de acomodações (Premium, Luxo e Casa na Árvore), sendo que cada quarto é equipado com ar-condicionado, camas confortáveis, um banheiro espaçoso e um frigobar. Dependendo da categoria, você também encontrará varandas privativas, redes e banheiras de hidromassagem.

    Precisa de um pouco de ação? Sem problemas! Este ecolodge tem muitas atividades: caminhadas, trilhas aquáticas, passeios noturnos para observar animais, canoagem, exploração de cavernas e visitas a vilas locais e comunidades indígenas.

    Quando você não estiver explorando a floresta, pode se divertir na sala de jogos, relaxar na área de bem-estar, pular na piscina ou comer uma refeição deliciosa feita com ingredientes locais e frescos no Camu-Camu, o requintado restaurante do lodge.

    • Localização: Novo Airão, Amazonas
    • Acesso: 3 horas de Manaus (estrada + barco)
    Um quarto de luxo com uma grande janela de vidro de frente para a floresta no Mirante do Gavião, na floresta amazônica.
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    👉 Leia mais: cruzeiros no Amazonas

    Uakari Lodge

    Bangalôs flutuantes nas águas do rio no Uakari Lodge, uma experiência imersiva de lodge na floresta amazônica.
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    Não há nada como a Uakari Lodge. Construída com segurança sobre palafitas no meio da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, ela flutua nas águas do rio, proporcionando uma sensação mais profunda de imersão total na natureza. Considerado um dos melhores hotéis na Amazônia no Brasil, a Lonely Planet o incluiu em uma lista de experiências imperdíveis na floresta tropical.

    As práticas sustentáveis do Uakari não são direcionadas apenas ao meio ambiente (energia solar, captação de água da chuva, reciclagem…), mas também se estendem às comunidades. Operado pelo Instituto Mamirauá e líderes locais, este hotel na Amazônia gera renda para grupos ribeirinhos e cria incentivos para a conservação dos recursos naturais da área.

    Além disso, belas acomodações aguardam você. A estrutura flutuante inclui cinco bangalôs com duas suítes cada — de frente para o rio, eles permitem vistas fantásticas da floresta. Fora dos quartos, os hóspedes podem desfrutar das adoráveis áreas comuns (deck, restaurante, bar, sala de vídeo e até uma biblioteca).

    O roteiro consiste em uma ampla gama de atividades, incluindo passeios noturnos, caminhadas, pesca, visitas a vilas locais, canoagem, passeios de barco para observação da vida selvagem e muito mais!

    • Localização: Tefé, Amazonas
    • Acesso: Voo de Manaus para Tefé + 1 hora e 30 minutos de viagem de barco
    Um deck de madeira com sofás confortáveis com vista para os bangalôs flutuantes e o rio no Uakari Lodge, no Brasil.
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    Amazon Turtle Lodge

    Vista aérea do Amazon Turtle Lodge, localizado à beira do rio e nas profundezas da floresta amazônica brasileira.
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    Procurando algo mais acessível? O Amazon Turtle Lodge é uma excelente opção para quem quer gastar menos. Mas não se engane: sua economia não significa que você não terá as experiências mais incríveis na floresta!

    Perto do Rio Guaporé, a localização é perfeita para mergulhar fundo na natureza. Charmoso e pitoresco, o lodge possui três tipos de bangalôs: Rústico, Alvenaria e Superior — todos com camas confortáveis, ar-condicionado e banheiros privativos. Você também pode desfrutar das suas refeições no restaurante, tomar um drink no bar ou se divertir na sala de jogos ou na sala de TV.

    A generosa lista de atividades é outro motivo pelo qual este é um dos ecolodges mais notáveis da Amazônia: caiaque, stand-up paddle, canoagem, caminhadas, observação de aves, observação da vida selvagem, pesca de piranha, passeio de barco até o Encontro das Águas, visita ao mercado de frutas local (Ceasa) e passeios pelas vilas próximas.

    • Localização: Careiro, Amazonas
    • Acesso: 3h30 horas de Manaus (estrada + barco)
    Um quarto de bangalô confortável e acessível com duas camas no Amazon Turtle Lodge, no Brasil.
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    Dolphin Lodge

    Vista aérea do Dolphin Lodge mostrando seu deck flutuante, barcos e chalés cercados pela floresta amazônica.
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    Fazendo jus ao seu nome, o Dolphin Lodge está localizado em uma área preservada onde botos são frequentemente vistos, assim como jacarés, macacos, pássaros e outras belas espécies.

    Levando o ecoturismo a um nível totalmente novo, as ações sustentáveis são uma parte fundamental do lugar, como o emprego de moradores locais, excursões de baixo impacto ambiental, reciclagem, redução do uso de plásticos e protocolos para preservar a vida selvagem.

    O hotel possui seis chalés em terra e quatro bangalôs no Rio Mamori, todos com vistas deslumbrantes. Os hóspedes podem relaxar na cabana de palha com redes e comer uma deliciosa comida brasileira servida diariamente pela equipe da cozinha.

    As atividades incluem trekking na selva, observação da vida selvagem, pesca, passeios de barco, aulas de sobrevivência, acampamento na floresta e visitas a comunidades locais.

    • Localização: Careiro, Amazonas
    • Acesso: 3 horas de Manaus (estrada + barco)
    Chalés de madeira com telhado de palha conectados por uma passarela no Dolphin Lodge, um ótimo hotel na floresta amazônica.
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    Quanto custa ficar em um hotel de selva na Amazônia no Brasil?

    O custo médio para se hospedar em um hotel na Amazônia é de R$ 11.000 por pessoa. No entanto, os preços variam de acordo com a categoria de acomodação, temporada, duração da viagem, etc.

    Confira mais informações sobre os melhores hotéis na Amazônia no Brasil:

    LODGE DESTAQUES DURAÇÃO PREÇO INICIAL*
    Cristalino Jungle Lodge Estadia de alto padrão, localizada próxima aos rios Cristalino e Teles Pires, torres de observação de aves e vida selvagem, caminhadas, canoagem, passeios de barco. 5 dias R$ 17.470
    Anavilhanas Jungle Lodge Estadia sofisticada, expedições (Anavilhanas, Rio Negro e Grutas do Madadá), observação da vida selvagem, caminhadas, canoagem, passeios de barco, pesca, aulas de arco e flecha. 6 dias R$ 16.670
    Juma Amazon Lodge Estadia confortável, passeios noturnos, caminhadas, canoagem, pesca, contemplação do nascer do sol, árvores Sumaúma, visita a comunidades locais. 5 dias R$ 11.255
    Mirante do Gavião Estadia de luxo, expedições em Anavilhanas e Rio Negro, caminhadas, passeios noturnos, observação da vida selvagem, trilhas aquáticas, contemplação do pôr do sol, visita a moradores locais. 5 dias R$ 12.545
    Uakari Lodge Ecolodge flutuante (Reserva Mamirauá), caminhadas, canoagem, interação com botos, passeios noturnos, pesca, visita a moradores locais. 5 dias R$ 5.945
    Amazon Turtle Lodge Estadia acessível, caminhadas, canoagem, pesca, observação de aves, passeios ao pôr do sol, Encontro das Águas, visita a comunidades caboclas. 3 dias
    4 dias
    5 dias
    R$ 3.095
    Dolphin Lodge Encontro das Águas, trekking na selva, safári noturno, contemplação do nascer do sol, visita a comunidades locais. 3 dias
    4 dias
    5 dias
    R$ 2.228

    *Por pessoa, com base em acomodação dupla em saídas de grupo. Os preços podem variar dependendo da temporada e disponibilidade. Taxa de câmbio em 12 de fevereiro de 2026; sujeita a alterações.

    Conheça os melhores hotéis de selva na Amazônia no Brasil com o PlanetaEXO

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  • COP30 Brasil: O impacto do turismo sustentável nas ações climáticas

    COP30 Brasil: O impacto do turismo sustentável nas ações climáticas

    O turismo sustentável pode ser parte da solução para a crise climática. Saiba como o ecoturismo, especialmente os modelos comunitários, está desempenhando um papel importante na agenda da COP30.

    Acontecendo de 10 a 21 de novembro de 2025 em Belém, Pará, a COP30 Brasil deve marcar um ponto de inflexão nas discussões globais sobre o clima e na forma como pensamos sobre viagens. Além das negociações, o evento também é uma oportunidade de conhecer soluções baseadas na natureza que já estão em andamento. O turismo na COP30 Brasil não é uma nota de rodapé: o ecoturismo é um tema central, mostrando como viagens conscientes podem apoiar a ação climática.

    Você sabia que o turismo é responsável por cerca de 8% das emissões globais de gases de efeito estufa? Principalmente devido às viagens aéreas e às operações em grande escala; Chocante, não é? O ecoturismo, por outro lado, opera em menor escala, com menos impacto ambiental e traz benefícios locais.

    Estamos falando de uma das formas mais práticas de combater as mudanças climáticas. O turismo sustentável oferece ferramentas para a adaptação climática e a preservação ambiental, não apenas no Brasil ou na Floresta Amazônica, mas em todo o mundo.

    Turismo durante a COP30 Brasil
    Foto: Marcelo Bonifácio

    Nesse contexto, o PlanetaEXO organiza experiências de viagem responsáveis na natureza, com forte foco na Amazônia e no ecoturismo comunitário. É um exemplo real de como o turismo pode impulsionar a conservação e o desenvolvimento local.

    Se você está curioso para saber como a COP30 Brasil se conecta com suas escolhas de viagem, continue lendo. Abaixo, exploramos como o ecoturismo se encaixa na agenda climática e por que ele é mais importante do que nunca.

    Como o ecoturismo ajuda a combater o aquecimento global

    O turismo sustentável tem ganhado cada vez mais reconhecimento nas cúpulas climáticas das Nações Unidas (ONU) como uma solução viável e escalável para mitigação e adaptação. Ele não substitui as políticas públicas ou mudanças sistêmicas, mas fortalece o que os especialistas chamam de soluções baseadas na natureza: estratégias que combinam proteção ambiental com bem-estar da comunidade.

    Como o Ecoturismo Ajuda a Combater o Aquecimento Global
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    O conceito de usar o turismo como solução climática evoluiu consideravelmente desde que foi mencionado pela primeira vez em 2005. Ao longo dos anos, importantes declarações e relatórios ajudaram a formalizar o papel do turismo no desenvolvimento sustentável e na resiliência ambiental. Confira:

    O turismo sustentável entra na agenda climática

    Essa discussão começou formalmente na COP11, em Montreal, quando o turismo foi oficialmente reconhecido como um setor relevante na agenda climática. A conferência enfatizou seu papel na conservação da biodiversidade e na redução da pobreza, afirmando que: “o turismo pode apoiar a conservação dos recursos naturais e proporcionar meios de subsistência favoráveis à biodiversidade para as comunidades indígenas e locais”.

    Turismo Sustentável
    Foto: Isadora Sá

    O Ano do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento

    Alguns anos depois, em 2017, a ONU declarou como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. Como resultado, o turismo foi oficialmente vinculado à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com crescente reconhecimento de seu papel na resiliência climática.

    O ano enfatizou como o turismo poderia contribuir para 12 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente em áreas como crescimento econômico inclusivo, uso sustentável de recursos e preservação cultural. Também exortou os governos e a indústria a promover modelos de viagens de baixo impacto e fortalecer o turismo comunitário como ferramenta para o desenvolvimento sustentável.

    O Ano do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento
    Turismo durante a COP30 Brasil

    Pilares do turismo sustentável

    Na COP26 em Glasgow (2021), a conversa avançou com o lançamento da Declaração de Glasgow sobre Ação Climática no Turismo, assinada por governos, organizações não governamentais (ONGs) e empresas de viagens. Essa declaração comprometeu a indústria do turismo a atingir emissões líquidas zero até 2050, com cinco pilares de ação principais:

    • Medir e reduzir as emissões de carbono das viagens e da hospitalidade;
    • Regenerar ecossistemas por meio do turismo responsável;
    • Apoiar economias locais e conservação liderada pela comunidade;
    • Garantir financiamento climático para iniciativas de viagens sustentáveis;
    • Compartilhar progressos transparentes e melhores práticas.

    Como mencionado anteriormente, a maior parte das emissões do turismo provém de viagens aéreas, grandes resorts e cruzeiros de massa. Isso é confirmado pelo relatório da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (OMT), intitulado “Emissões de CO₂ relacionadas ao transporte no setor do turismo” (2019), que descreve como esses segmentos dominam a pegada de carbono do setor.

    O ecoturismo, por outro lado, opera em uma escala menor e com menor impacto, muitas vezes envolvendo viagens locais, infraestrutura de pequena escala e operações ambientalmente conscientes.

    Na prática, o ecoturismo contribui para a luta contra o aquecimento global de cinco maneiras principais:

    • Reduzindo as emissões de carbono: incentiva viagens mais lentas e locais e reduz a dependência de transportes e infraestruturas com altas emissões.
    • Protegendo sumidouros de carbono: ao conservar florestas tropicais, zonas úmidas e outros ecossistemas, o ecoturismo ajuda a preservar os reguladores climáticos naturais do planeta.
    • Oferece renda sustentável para a população local: oferece alternativas a indústrias destrutivas, como a exploração madeireira, a mineração e a agricultura industrial.
    • Constrói resiliência: diversifica as economias locais e fortalece as comunidades contra perturbações relacionadas ao clima.
    • Aumenta a conscientização: promove a educação e o envolvimento, permitindo que os viajantes compreendam melhor a biodiversidade, o conhecimento tradicional e a urgência da ação climática.
    Turismo durante a COP30 Brasil
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    A mudança já começou, mas precisa se tornar global

    Em todo o mundo, iniciativas de turismo sustentável já começaram a surgir e mostrar resultados positivos. Um exemplo vem da Reserva da Biosfera Maia, na Guatemala, onde antigas áreas de extração madeireira foram convertidas em zonas de ecoturismo gerenciadas pela comunidade, ajudando a proteger vastas áreas florestais e, ao mesmo tempo, gerando renda para os moradores locais.

    COP30 Brasil
    Foto: Mike Vondran

    No Brasil, o potencial é imenso. Destinos como a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado são vitais para a captura de carbono e a biodiversidade, mas também enfrentam alta vulnerabilidade socioambiental.

    Incluir o ecoturismo como ferramenta nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e nos planos de ação climática do Brasil proporcionaria um impacto mensurável, um tema que deve ganhar relevância durante a COP30 em Belém.

    Agora, na COP30 Brasil, o foco está em transformar essas declarações em ação. O ecoturismo oferece um modelo real que já funciona na prática: escalável, inclusivo e adaptável.

    A Floresta Amazônica no centro das mudanças climáticas

    Embora o ecoturismo seja uma solução global, o Brasil (e particularmente a Floresta Amazônica) desempenha um papel central na crise climática. A floresta se estende por nove estados brasileiros, incluindo o Pará, onde cobre mais de 60% do território estadual. Isso torna sua capital, Belém, uma cidade anfitriã simbólica e estratégica para a COP30.

    Belém
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    A Amazônia regula as chuvas em toda a América do Sul, estabiliza as temperaturas globais e possui mais biodiversidade do que qualquer outro ecossistema do planeta. Mas também está sob extrema pressão.

    Em 2023, o Rio Negro, em Manaus, atingiu seu nível mais baixo em um século, e dados de satélite do MapBiomas mostram que a região perdeu mais de 50 milhões de hectares de cobertura florestal entre 1985 e 2023.

    Rio Negro no Manaus
    Foto: Jacqueline Lisboa, WWF-Brasil

    As secas estão se tornando mais frequentes e intensas, ameaçando a capacidade de regeneração da floresta e os meios de subsistência de sua população. Esse contexto reforça a importância de alternativas de baixo impacto e impulsionadas pela comunidade. O ecoturismo não é a única resposta, mas é uma resposta promissora e que pode ser implementada imediatamente.

    👉 Quer saber mais sobre quem está trabalhando ativamente para proteger a Floresta Amazônica? Descubra as histórias inspiradoras dos guardiões da floresta.

    Viagens conscientes na Amazônia

    Dada a grandiosidade da Amazônia, fica claro por que ela é um dos destinos principais do PlanetaEXO. Conectamos viajantes a experiências imersivas que respeitam a floresta, apoiam as comunidades locais e contribuem para a conservação a longo prazo.

    Durante a COP30, os visitantes terão a oportunidade de ir além das paredes da conferência e experimentar exemplos reais de soluções baseadas na natureza: de ecolodges e passeios guiados por comunidades locais a projetos de conservação florestal.

    Turismo na COP30 Brasil: o futuro é sustentável

    A COP30 Brasil é uma oportunidade para o país se posicionar como referência global em turismo sustentável. No entanto, isso requer ações concretas. Apoiar pequenos empreendedores, investir em treinamento e desenvolver experiências de viagem respeitosas são passos essenciais.

    Além da Floresta Amazônica, outros destinos naturais conhecidos, como Chapada Diamantina e Lençóis Maranhenses, também oferecem oportunidades significativas para o ecoturismo. A visibilidade da conferência pode ajudar a atrair investimentos e atenção para esses modelos de viagens sustentáveis únicos, mas muitas vezes ainda não totalmente explorados.

    Viaje com a PlanetaEXO e faça parte da solução climática

    Agora, entendemos como o ecoturismo pode ser parte da solução climática. Diante dos desafios que a humanidade enfrenta, cada ação conta.

    👉 Explore nossos destinos sustentáveis em todo o Brasil e encontre experiências que geram um impacto positivo na natureza e nas comunidades locais.

    Leia mais:

  • Dia de Proteção às Florestas: Conheça 7 guardiões da Floresta Amazônica

    Dia de Proteção às Florestas: Conheça 7 guardiões da Floresta Amazônica

    Em celebração à data, saiba mais sobre quem atua diretamente na preservação da Amazônia, o maior refúgio de biodiversidade do planeta.

    Você já parou para pensar no papel vital que as florestas desempenham no equilíbrio do nosso planeta? Como grandes pulmões verdes, elas regulam o clima, produzem oxigênio e sustentam a vida de milhões de espécies, inclusive a nossa. Mas se elas são tão essenciais, por que ainda não estão no centro das prioridades globais?

    No Brasil, o Dia de Proteção às Florestas, celebrado em 17 de julho, reforça a urgência de preservar esse patrimônio natural, afinal, proteger nossas florestas é proteger o futuro. A data homenageia o Curupira, guardião das matas no folclore brasileiro, e chama atenção para a grandiosidade da Floresta Amazônica, que abriga cerca de 20% da fauna mundial, mais de 50 mil espécies de plantas e diversas comunidades tradicionais que vivem em equilíbrio com a floresta.

    Dia de proteção a FlorestaMas quem são os verdadeiros guardiões desse território? Quais histórias vivem por trás da defesa da maior floresta tropical do mundo? Neste artigo, você vai conhecer algumas das lideranças que estão na linha de frente da luta pela Amazônia. Descubra quem são os Guardiões da Floresta Amazônica e como o turismo de base comunitária pode ajudar a manter viva essa missão:

    Roberto Brito

    De madeireiro a líder da comunidade ribeirinha Tumbira

    Antigamente, quando Roberto olhava uma árvore, a primeira coisa que surgia em sua mente era o preço que poderia vender aquela madeira no mercado. Cada árvore tinha uma etiqueta com diferentes cifrões. Hoje, o cenário é diferente: a árvore, os rios, os animais, todos fazem parte de um ambiente no qual ele também é um participante vivo e ativo.

    Aos 50 anos, Roberto Brito é um dos líderes da comunidade Tumbira, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, Amazonas. Ele comanda pousadas que recebem visitantes interessados em vivências autênticas na Amazônia e guia outras atividades turísticas na comunidade.

    Antes, eu via preço nas árvores, em tudo. Agora, entendo o significado de valor, do valor que a floresta tem na minha vida, destacou ele ao PlanetaEXO. Roberto organizou a comunidade para que todos participem dos roteiros, desde a produção artesanal até a culinária e a condução nas trilhas. Ele ressalta que o turismo de base comunitária não é apenas algo que deve fazer sentido para quem vive ali: é uma prioridade de todos. Afinal, os ribeirinhos não são apenas anfitriões, mas também fazem parte da própria natureza que se quer proteger.

    Guardiões da Floresta Amazônica - Roberto Brito
    Photo: Felipe Beltrame

    Nilde Silva

    Liderando um ecolodge no coração da floresta

    Nilde Silva é ribeirinha nascida e criada em Acajatuba, na Amazônia, e fundadora da Caboclos House Ecolodge, uma pousada sustentável construída com materiais da floresta e operada por moradores locais. À frente do empreendimento, ela oferece experiências imersivas, que conectam os viajantes à cultura, à gastronomia e ao cotidiano ribeirinho com responsabilidade.

    Reconhecida por seu protagonismo, Nilde venceu a tradicional Prova da Farinha em 2021 e foi premiada pelo Sebrae como Mulher de Negócios. O ecoturismo foi essencial para que ela conquistasse independência e, principalmente, mostrasse que é possível empreender na floresta com identidade e respeito.Por seu trabalho, Nilde é um exemplo de liderança feminina e inspiração para outras mulheres amazônidas, principalmente por sua luta pela preservação ambiental da Amazônia.

    Juma Xipaya

    Primeira mulher cacique entre os povos do médio Xingu

    Muitas vezes, quando pensamos em um cacique, a figura masculina é a primeira associação ao nome devido anos de tradição no imaginário popular. Juma Xipaia mudou isso. Liderança indígena do povo Xipaya, ela foi a primeira mulher a se tornar cacique de sua aldeia, no Pará. Ganhou projeção internacional ao denunciar publicamente a presença do garimpo ilegal em seu território e passou a atuar como uma das principais vozes indígenas na defesa da Amazônia.

    A líder também é coordenadora do Instituto Juma Xipaia e comunicadora, participando de eventos no Brasil e no mundo como mulher indígena e guardiã do Xingu. Recentemente, lançou o documentário “Yanuni”, do diretor Richard Ladkani, em parceria com o ator Leonardo DiCaprio. A produção conta a história de Juma e sua luta contra o minério e garimpo ilegal. Para Xipaya, proteger o território é preservar sua cultura, sua história e seu futuro.

    @tribeca

    Txai Suruí

    Raízes, resistência e liderança global da Amazônia

    Criada em meio à floresta, Txai Suruí cresceu entre cantos, rituais e os ensinamentos do povo Paiter Suruí, na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia. Filha de Almir Suruí, reconhecido líder indígena, ela carrega desde cedo a herança de luta e conexão com a natureza. Com presença serena e discurso firme, Txai se destacou como uma das principais vozes da juventude indígena brasileira. Sua atuação vai além das fronteiras da aldeia, unindo tradição, espiritualidade e mobilização política.

    Ativista ambiental e defensora dos direitos dos povos originários, Txai tornou-se a indígena brasileira mais conhecida do mundo após discursar na abertura da COP26, em Glasgow. Foi a única brasileira a ocupar aquele palco, onde denunciou a violência contra os povos da floresta e o avanço do desmatamento na Amazônia. 

    Em Rondônia, atua com iniciativas de proteção territorial e fortalecimento das lideranças jovens. Dessa forma, Txai representa uma geração que resiste com sabedoria e, ao mesmo tempo, fala com o mundo sem perder as raízes.

    Dia de proteção a Floresta - Txai Suruí
    @levitapuia

    Izolena Garrido

    Transformação e preservação através da arte

    Professora, Izolena Garrido fundou uma oficina na comunidade Tumbira porque acreditava no poder da arte e dos saberes tradicionais em gerar oportunidades de transformação. Em sua casa, criou um espaço onde produz biojoias e peças artesanais com sementes e pigmentos naturais, acolhendo meninas e meninos em situação de vulnerabilidade. Para ela, proteger o seu povo é também proteger a floresta. 

    Ali, a natureza conversa entre si e todos os fatos são conectados, desde o cair da chuva até os viajantes que passam pela oficina e conhecem o trabalho de Izolena. “Tudo é um ciclo. Para termos as sementes que usamos no artesanato, precisamos da chuva, da água do rio, da terra. Se uma coisa para, isso não acontece. Precisamos manter.”, explica a professora. 

    Atualmente, Izolena é uma das líderes da comunidade e também referência em iniciativas que unem arte, educação e preservação no contexto ribeirinho. Suas peças já foram expostas na São Paulo Fashion Week, maior semana de moda brasileira, e o projeto recebe apoio de marcas como a Louis Vuitton. Para Izolena, a arte pode agir como um curador de traumas, fortalecendo a autoestima e o vínculo com o território.

    José Pancrácio

    Cacique da comunidade Nova Esperança

    José Pancrácio é o cacique da comunidade indígena Nova Esperança, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, Amazonas, e uma das principais lideranças do povo Baré. Ele atua na linha de frente de ações que unem preservação ambiental, turismo de base comunitária e educação. Sob sua liderança, a comunidade realiza projetos como a soltura de filhotes de tartaruga-da-Amazônia, fortalecendo o compromisso coletivo com a preservação ambiental.

    Desde novo, José entendeu que não havia outra forma de mudança e manutenção do legado cultural do seu povo se não pela educação das crianças. Entre as conquistas mais simbólicas está a construção da escola da comunidade, viabilizada com recursos arrecadados por meio do ecoturismo. A renda gerada pelas visitas foi essencial para garantir a estrutura do prédio, com salas de aula e materiais básicos.

    Para Pancrácio, o ecoturismo contribui diretamente para melhorar a vida de quem cuida da floresta todos os dias. Mais do que tudo, ele explica a importância de relações de troca cultural: quando os turistas chegam na comunidade, é sempre um grande prazer mostrar a história e tradição do povo Baré.

    Líder da comunidade indígena de Nova Esperança - Cacife José Pancrácio
    Photo: Isadora Sá

    Daniel Gutierrez Govino

    Uma brigada florestal para proteger a floresta

    Daniel Gutierrez Govino é fundador da Brigada Florestal Comunitária de Alter do Chão, no Pará. Desde 2017, ele mobiliza moradores locais para prevenir e combater incêndios na floresta, com apoio de bombeiros, Defesa Civil e parceiros como o World Wide Fund for Nature (WWF). A brigada atua com técnicas mistas, drones e comunicação em rede, sendo referência em ação comunitária frente às queimadas na Amazônia.

    Além da resposta emergencial, Daniel aposta na formação de brigadistas e na educação ambiental como caminhos para fortalecer o protagonismo local. Para ele, proteger a floresta começa com quem vive nela. Por conta disso, sua atuação também ganhou visibilidade internacional, com participação na COP26 e apoio de organizações de direitos humanos e ambientais.

    Como ajudar a proteger a floresta?

    No PlanetaEXO, acreditamos que cada viagem pode gerar impacto positivo e preservar o meio ambiente onde vivemos. Nossa missão é conectar você a experiências autênticas e sustentáveis, promovendo o ecoturismo de base comunitária na Amazônia e em outros destinos naturais brasileiros. Selecionamos aventuras que respeitam o meio ambiente e fortalecem quem vive nessas regiões, incluindo os guardiões da Floresta Amazônica. 

    Uma forma de também apoiar essa causa é através de projetos de conservação na Amazônia, promovidos por algumas entidades como o Instituto Socioambiental (ISA) e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). Ambos atuam há décadas na proteção da floresta e dos povos tradicionais, e recebem doações para seguir com esse trabalho essencial. A Amazônia sustenta o clima, abriga milhões de vidas e guarda a história de povos originárias: defendê-la é um compromisso coletivo.

    Leia mais:

  • 10 Dicas de Viagem pela Amazônia para Aproveitar sua Aventura

    10 Dicas de Viagem pela Amazônia para Aproveitar sua Aventura

    Descubra como se preparar com práticas dicas de viagem para Amazônia, percepções locais e conselhos de turismo sustentável

    Planejar uma viagem à Amazônia no Brasil não é uma experiência de viagem comum. Com seu tamanho imenso, rica biodiversidade e logística complexa, este lugar magnífico pode desafiar até os turistas mais experientes que decidem viajar para Amazônia.

    Este é um destino onde a preparação é fundamental, tanto para a sua segurança quanto para o bem-estar do meio ambiente e das comunidades locais. Quando você segue certas dicas de viagem para Amazônia, você sabe exatamente o que esperar e planeja melhor o que fazer na Amazônia, tornando suas férias ainda melhores.

    Vista aérea de um barco de cruzeiro navegando em um rio escuro cercado pela densa floresta verde, uma imagem inspiradora para quem busca dicas de viagem para Amazônia.
    Photo: Katerre Expedição

    O PlanetaEXO sabe tudo sobre esse assunto. Como especialistas em pacotes de viagem para Amazônia, nossa equipe trabalha com os melhores operadores locais para garantir uma experiência tranquila para todos. Veja nossas recomendações abaixo!

    1) Entenda as estações do ano e espere por chuva

    A Amazônia tem duas estações principais: a estação chuvosa (dezembro a maio) e a estação seca (junho a novembro). Cada uma oferece uma experiência diferente para a sua viagem para a floresta Amazônica.

    Uma pequena canoa motorizada atravessando o largo Rio Amazonas durante um nascer do sol dourado sob um céu nublado, essencial ao viajar para Amazônia.
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    Durante a estação chuvosa, os níveis dos rios sobem significativamente, criando um ecossistema temporário onde a floresta inundada só é acessível por barco.

    Na estação seca, o recuo das águas revela praias, as trilhas se tornam mais transitáveis e é mais fácil avistar animais terrestres.

    Ainda assim, não deixe o termo “estação seca” enganar você. O volume de chuvas é significativamente alto o ano todo — afinal, é uma floresta tropical —, o que significa que tempestades podem aparecer de repente. Isso não afeta negativamente sua viagem, mas é importante estar ciente.

    👉 Leia mais: Qual é a melhor época para visitar a Amazônia?

    2) Viaje leve, mas de forma inteligente

    Você não precisa de muito, mas o que você leva importa. Levar bagagem em excesso torna a viagem mais pesada e difícil de administrar, enquanto levar pouca coisa pode tornar sua experiência desconfortável. Busque o equilíbrio — o que você carrega deve servir à jornada, não complicá-la.

    Um viajante carregando uma garrafa de água reutilizável faz uma trilha pela exuberante e verdejante Floresta Amazônica em sua viagem para floresta Amazônica.
    Photo: Marcelo Bonifácio

    Confira uma lista do que levar para aproveitar ao máximo a sua experiência na Amazônia:

    • Roupas leves e respiráveis: camisetas, shorts, calças, camisas de manga comprida (de preferência com proteção UV), corta-ventos, chapéus ou bonés e roupas de banho.
    • Sapatos confortáveis: tênis, chinelos, botas de caminhada resistentes.
    • Equipamentos: capa de chuva, lanterna, garrafa de água pessoal reutilizável.
    • Itens essenciais de viagem: documentos, medicamentos, protetor solar (FPS 30 ou superior), repelente de insetos, óculos de sol e power bank (para celulares, câmeras, laptops, tablets).

    Embora cidades maiores como Manaus ou Belém tenham caixas eletrônicos e estabelecimentos que aceitam cartão, grande parte da região da floresta ainda opera em uma economia baseada em dinheiro vivo, especialmente em comunidades remotas e mercados locais. Traga dinheiro suficiente (Reais brasileiros) para cobrir refeições, lembranças, taxas de entrada, etc. — guarde-o com segurança e divida-o entre as malas.

    Outro item essencial para levar é um adaptador de tomada universal, pois as tomadas variam dependendo da localização. A voltagem na região da Amazônia é 127 V. Tenha cuidado com seus dispositivos!

    3) Proteja seus dispositivos eletrônicos da umidade

    A umidade na Amazônia varia de 77% a 88% ao longo do ano, o que pode danificar seus eletrônicos mesmo quando não há chuva, já que o ar úmido pode condensar dentro de lentes e aparelhos.

    Para proteger celulares, câmeras, laptops e tablets, mantenha-os em sacos Ziploc ou impermeáveis quando não estiverem em uso.

    Vista aérea da densa copa da Floresta Amazônica coberta por uma espessa névoa e neblina matinal.
    Photo: André Dib

    4) Acompanhe o fuso horário ao viajar para a Amazônia

    O fuso horário em Manaus e nas áreas adjacentes é UTC-4.

    O Horário do Amazonas (AMT) está 1 hora a menos que o Horário de Brasília. Preste atenção a essas diferenças para não se confundir ao organizar sua logística!

     Silhueta de três pessoas em uma pequena canoa navegando pelo Rio Amazonas contra um brilhante céu laranja de pôr do sol.
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    👉 Leia mais: Como chegar à Amazônia?

    5) Saúde em primeiro lugar: vacinas e precauções gerais

    A preparação médica é uma das principais dicas de viagem para a Amazônia, e começa antes de você chegar ao seu destino. As vacinas são fortemente recomendadas, particularmente para hepatite A e B, difteria, tétano, poliomielite e sarampo. **Dependendo da região e da estação, seu médico pode aconselhar também a prevenção contra a malária.

    Uma viajante fica atrás de uma poderosa cachoeira na Floresta Amazônica com os braços erguidos.
    @ines.lafosse

    As vacinas contra febre amarela não são obrigatórias como em outros países da América do Sul, mas são altamente recomendadas — especialmente se você também for viajar para a Amazônia no Peru, Colômbia, Equador e Bolívia.

    Verifique o guia de saúde para viajantes do governo dos Estados Unidos e as recomendações oficiais do Brasil para turistas internacionais. Se necessário, consulte uma clínica de viagens pelo menos algumas semanas antes do seu embarque.

    Uma vez na floresta tropical, hábitos simples fazem uma grande diferença:

    • A hidratação é essencial no calor e na umidade. Leve uma garrafa de água reutilizável e beba regularmente.
    • Leve um pequeno kit médico com itens básicos, incluindo medicamentos para dor de cabeça ou desconforto estomacal, alívio para alergias e curativos ou Band-Aids para pequenos ferimentos.
    • Aplique seu protetor solar primeiro, espere 15 minutos para que seja absorvido e, em seguida, aplique repelente de insetos com alto teor de DEET por cima. Se você fizer o contrário, o protetor solar pode diluir o repelente ou até mesmo prender os insetos contra a sua pele.
    • Antes de calçar os sapatos de manhã, dê uma sacudida vigorosa e uma olhada dentro. Aranhas, escorpiões e pequenos sapos ocasionais adoram a “caverna” escura e úmida de uma bota de caminhada.

    6) Caminhe com um guia local

    Os turistas podem se perguntar se a Floresta Amazônica é perigosa. Como este é um ambiente selvagem, é fundamental ter cuidado ao andar na floresta, pois a selva pode apresentar seus perigos, mas apenas para viajantes que exploram o bioma por conta própria.

    É por isso que seguir um guia local qualificado é crucial. Eles sabem onde pisar, quando ficar em silêncio e o que não tocar. A segurança vem em primeiro lugar, mas respeitar as instruções também permite uma imersão mais profunda e a conservação da natureza.

    Alt Text: Um guia local mostra a dois turistas as raízes intrincadas de uma grande árvore, destacando o cuidado ao andar na floresta durante uma caminhada pela Amazônia.
    Photo: Samuel Melim

    Caminhar pela floresta com alguém que conhece o terreno de ponta a ponta transforma a experiência. Você aprenderá a detectar insetos escondidos, plantas medicinais, sapos camuflados e rastros de animais que você nunca notaria sozinho, além de agir corretamente para não perturbar o equilíbrio do ecossistema.

    7) Fique em silêncio e não interfira ao avistar um animal

    Embora o Pantanal seja considerado o melhor lugar no Brasil para passeios de vida selvagem, a fauna da Amazônia também é incrivelmente rica, sendo uma parte fundamental de um dos ecossistemas mais complexos da Terra.

    Um jacaré camuflado descansa em uma margem do rio coberta de folhas durante um passeio noturno de vida selvagem na Amazônia.
    Photo: Vitor Marigo

    Seja uma preguiça na copa das árvores, um jacaré ao longo das margens do rio, ou uma linha de formigas cortadeiras cruzando o seu caminho, tudo isso forma um ambiente finamente equilibrado. Tocar, alimentar ou se aproximar dos animais perturba esse equilíbrio, alterando comportamentos naturais e potencialmente colocando tanto você quanto o animal em risco.

    O verdadeiro respeito significa manter distância, mover-se silenciosamente e resistir ao desejo de interagir. Esses são momentos de conexão com a natureza como ela realmente é: selvagem, imprevisível e que é melhor deixar intacta.

    8) Hospede-se em alojamentos ecológicos que cuidam da natureza

    Uma das mais importantes dicas de viagem para a Amazônia envolve onde você se hospeda. Escolher acomodações que priorizam a sustentabilidade garante que a sua visita apoie tanto o meio ambiente quanto a comunidade.

    Cabanas sustentáveis de madeira de hotéis na Amazônia flutuando em um rio calmo refletindo o céu azul.
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    práticas justas de contratação. Muitos ecolodges reinvestem parte de seus lucros em projetos de conservação e educação, o que ajuda a apoiar as famílias locais.

    Quando você fica em excelentes hotéis na Amazônia e sua viagem faz a diferença, você contribui diretamente para a preservação da floresta e para a qualidade de vida daqueles que a chamam de lar, tornando a sua viagem verdadeiramente significativa.

    9) Fique em uma região de “águas pretas” para evitar insetos

    Aqui vai uma das dicas de viagem para a Amazônia que você não vê em todo lugar: se você é particularmente propenso a picadas de mosquitos, procure pousadas ou embarcações em rios de “águas pretas” (como o Rio Negro).

    A alta acidez proveniente da matéria orgânica em decomposição impede o desenvolvimento de larvas de mosquitos, tornando essas áreas significativamente menos infestadas de insetos do que as regiões de “águas brancas” (como o Rio Solimões).

    Um grupo de viajantes nada em um calmo rio de águas pretas da Amazônia durante um vibrante pôr do sol laranja.
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    👉 Leia mais: Melhores cruzeiros no Amazonas

    10) Respeite as comunidades locais

    A Amazônia é o lar de inúmeras pessoas, incluindo comunidades indígenas e ribeirinhas que vivem lá há gerações. Respeitar suas tradições e modo de vida é essencial.

    Um homem indígena usando um cocar tradicional de penas caminha pela exuberante selva verdejante durante uma viagem para floresta Amazônica.
    Photo: Isadora Sá

    Sempre peça permissão antes de tirar fotos, evite oferecer presentes fora de contexto e esteja aberto para aprender com suas histórias. Muitos membros desses grupos são guias, anfitriões e administradores de projetos de conservação que trabalham todos os dias para garantir o bem-estar da floresta.

    Quando você viaja com responsabilidade, você apoia o turismo de base comunitária que protege a cultura, cria empregos e fortalece o orgulho local. Faça a sua parte e contribua para um futuro melhor.

    Aqui está sua última dica de viagem para a Amazônia: reserve sua experiência com o PlanetaEXO

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo que trabalha com os melhores operadores locais e é especialista em pacotes de viagem para a Amazônia.

    Quando você viaja conosco, você garante que as suas férias causem um impacto positivo nos pequenos negócios, nas comunidades nativas e em nosso planeta. Vamos viver uma aventura inesquecível juntos. Entre em contato conosco agora!

  • 8 projetos de conservação na Amazônia para apoiar em 2025

    8 projetos de conservação na Amazônia para apoiar em 2025

    Educação ambiental, geração de renda para comunidades locais, reflorestamento e práticas de ecoturismo são algumas das ações realizadas por várias organizações sem fins lucrativos na Amazônia brasileira

    A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, cobrindo uma área total de 6,74 milhões de km², enquanto o território brasileiro se estende por 4,2 milhões de km². Um ecossistema tão grande só pode significar efeitos igualmente grandes sobre o equilíbrio e a vida natural do planeta.

    Projetos de conservação na Amazônia

    Abrigando milhões de espécies diferentes de animais e plantas, a floresta é responsável por até 16% da água doce do mundo e também desempenha um papel importante no sequestro de carbono – o processo de capturar e armazenar o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, o que evita as mudanças climáticas.

    Tudo isso, no entanto, está ameaçado. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o desmatamento na Amazônia atingiu 4.315 km² de agosto de 2023 a julho de 2024 – uma área menor quando comparada ao mesmo período de 2022, mas ainda assim um número preocupante.

    Projetos de conservação na Amazônia - Brigada do Alter
    Foto: @guardioes_ti_kumaruara

    Os incêndios florestais são provavelmente o maior perigo atual. A Floresta Amazônica enfrentou a maior quantidade de incêndios nos últimos dezessete anos, concentrando 50,6% das queimadas do Brasil. O INPE estima que ocorreram 137.538 focos de calor na Amazônia até dezembro de 2024, incluindo queimadas (controladas ou não) e incêndios florestais.

    As consequências são terríveis: aumento da temperatura, secas mais prolongadas, rios mais baixos, morte de animais, má qualidade do ar e pessoas que dependem da floresta para sobreviver perdendo suas casas e principais fontes de renda. Para evitar essas terríveis repercussões, alguns projetos de conservação da Floresta Amazônica trabalham incansavelmente para proteger o que muitos chamam de “pulmão da Terra”.

    1 – Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da Amazônia (Pensa)

    Recursos que só podem ser encontrados localmente, natureza exuberante que atrai turistas de todo o mundo – o que prova que atividades de ecoturismo são poderosas soluções de conservação -, e grupos locais dispostos a aprender e empreender são alguns dos fatores que fazem da Floresta Amazônica um lugar promissor para o empreendedorismo sustentável.

    Projetos de conservação na Amazônia – Sustainable Amazon Foundation (FAS)
    Foto: Emile Gomes

    A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) combate a vulnerabilidade social com o Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da Amazônia (Pensa). Ao aliar tecnologia social à formação de empreendedores, o programa já apoiou mais de 583 comunidades em 16 Unidades de Conservação (UCs).

    Em 2023, 62 empreendimentos sustentáveis foram apoiados pela FAS e 323 pessoas ganharam novas habilidades. A renda média das famílias beneficiadas pelo Pensa aumentou em 19%, enquanto a receita total dos empreendimentos de turismo de base comunitária arrecadou R$ 5 milhões. Saiba mais e faça sua doação.

    Projetos de conservação na Amazôni - A Solution to Deforestation
    Roberto Brito, fundador do “Projeto Draft”.

    2 – Fundação Almerinda Malaquias (FAM)

    A Fundação Almerinda Malaquias (FAM) é uma instituição sem fins lucrativos sediada em Novo Airão, no Amazonas, cujas atividades estão focadas em três vertentes:

    • Geração de renda: capacitação de profissionais para a produção de artesanato e sabão
    • Educação ambiental: para que crianças e adolescentes da região conheçam mais sobre sua terra, bem como alternativas econômicas para o desenvolvimento sustentável
    • Ecoturismo: práticas de viagens ecologicamente corretas como ferramenta para impulsionar a educação e as oportunidades de trabalho

    Só em 2024, o FAM já ajudou 190 pessoas a se matricularem na escola, 45 famílias a gerarem renda e atendeu dez comunidades ribeirinhas em relação à educação e ao financiamento.

    Educação Ribeirinha Katerre - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: @expedicaokaterre

    Para ajudar o FAM a mudar vidas, o Mirante do Gavião Amazon Lodge e a Expedição Katarre atuam como patrocinadores. Ambas são especializadas em ecoturismo, sendo que a Katarre oferece alguns dos melhores cruzeiros fluviais do Brasil.

    Você pode apoiar a FAM comprando seus belos produtos artesanais ou fazendo uma doação. Saiba mais no site oficial ou no perfil da mídia social.

    Projetos de conservação na Amazônia - Almerinda Malaquias Foundation (FAM)
    Foto: Fundação Almerinda Malaquias Foundation (FAM)

    3 – Instituto Mamirauá

    Em 2024, as secas severas eram a maior preocupação em relação à Amazônia. Muitas organizações sem fins lucrativos tomaram medidas para tentar reverter os efeitos causados pela falta de chuvas, com o Instituto Mamirauá de Desenvolvimento Sustentável (IDSM), fundado em 1999, na vanguarda das ações.

    Ao apresentar recomendações científicas às autoridades, esse projeto de conservação da Floresta Amazônica ofereceu apoio educacional às comunidades locais, criou diferentes métodos para melhorar o acesso à água potável e trabalhou durante todo o ano para minimizar as consequências desse período de seca atípico.

    Ações Seca 2024 Marimaua Amazonia -Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Caroline Reucker

    O ecoturismo também é um fator importante. O Uakari Lodge está situado no meio da Reserva Mamirauá, construído com segurança sobre palafitas no Lago Tefé. Além de proporcionar uma imersão total na floresta, a pousada é um importante recurso para a conscientização ambiental e a pesquisa científica. As atividades promovidas pelo Uakari, como a observação da vida selvagem, têm sido muito úteis para a coleta de dados sobre os macacos uakari – a inspiração para o nome do lodge -, o que ajuda cientistas e biólogos a entender essa espécie e a criar formas eficazes de protegê-la e à Amazônia como um todo. Um artigo científico sobre esse assunto específico foi publicado na Revista Internacional de Primatologia em 2021.

    Saiba mais sobre esse projeto de prevenção da seca e faça uma doação on-line se você puder.

    Ações Seca 2024 Marimaua Amazonia - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Miguel Monteiro

    4 – Expedição Boto da Amazônia

    Desde 2021, o projeto Amazon Boto Expedition tem trabalhado para monitorar e investigar a proteção dos botos cor-de-rosa da Amazônia, além de implementar um estudo de longo prazo sobre a população desses animais para aprofundar o conhecimento sobre as espécies e encontrar formas ativas de protegê-las.

    Projetos de conservação na Amazônia - Sea Sheperd Brasil
    Foto: @seasheperdbrasil

    O projeto é liderado pela Sea Shepherd, uma organização internacional sem fins lucrativos de conservação marinha fundada em 1977 em Vancouver, Canadá. A filial brasileira tem o objetivo de ajudar os botos da Amazônia. Qualquer pessoa pode doar R$ 1 por dia para apoiar essa incrível iniciativa. Mais informações aqui.

    5 – Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão

    Com sede em Alter do Chão, Pará, a Brigada de Incêndio Florestal é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2019. Esse projeto de conservação da Floresta Amazônica acredita que o combate a incêndios é, na verdade, um último recurso, pois é possível prevenir e controlar a propagação do fogo por meio da educação ambiental e de esforços coletivos – tanto da sociedade civil quanto das autoridades.

    Brigada do Alter - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: @_fotografia23_

    Ao proteger a fauna e a flora locais, bem como a população indígena da região do Baixo Tapajós, a iniciativa serve de modelo para novas brigadas voluntárias não só na Amazônia, mas também em outros biomas brasileiros (Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pampas e Pantanal)

    Veja mais informações sobre a Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão em seu site oficial ou perfil de mídia social e mostre seu apoio.

    Brigada do Alter - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: @egrymaia

    6 – Expedicionários da Saúde (EDS)

    Os Expedicionários da Saúde, também conhecidos como EDS, foram fundados em 2003 por um grupo de médicos voluntários para prestar assistência médica a grupos indígenas que vivem em áreas geograficamente isoladas da Floresta Amazônica.

    Ao longo dos anos, 300 voluntários percorreram mais de 500.000 km² da floresta para oferecer atendimento médico aos necessitados. Em 55 expedições, a EDS conseguiu realizar 10.486 cirurgias, 76.333 consultas, 148.125 exames e procedimentos médicos e doou 8.464 óculos de grau.

    O Dr. Ricardo Affonso, presidente da EDS, foi homenageado com o Prêmio Zayed de Sustentabilidade na COP28 (28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), em Abu Dhabi, em 2023. O reconhecimento foi um passo importante para a melhoria dos serviços médicos, mas o projeto precisa de doações constantes para continuar cuidando da saúde dos povos indígenas brasileiros. Ajude a EDS aqui.

    Projetos de conservação na Amazônia - EDS
    Foto: EDS

    7 – Mulheres Empreendedoras da Floresta

    O Mulheres Empreendedoras da Floresta capacita mulheres que vivem na Amazônia – especialmente nas cidades de Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos e Aveiro, todas no oeste do Pará. Essa é uma iniciativa promovida pelo Projeto Saúde e Alegria ( PSA), uma organização sem fins lucrativos que atua na Amazônia brasileira desde o final dos anos 80.

    PSA -Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Mulheres Empreendedoras da Floresta

    O desmatamento da Floresta Amazônica, devido à agricultura e à extração ilegal de madeira ou mineração, resulta em um ambiente inseguro para as comunidades próximas que dependem da floresta para viver. Considerando o cenário social desigual ao qual as mulheres são frequentemente submetidas, o PSA oferece treinamento profissional para que as mulheres amazônicas criem, gerenciem e desenvolvam seus próprios negócios, tudo em prol da construção de uma economia local mais confiável e sustentável.

    Para apoiar o Mulheres Empreendedoras da Floresta e outros projetos importantes, consulte o site oficial do PSA.

    PSA - Projetos de conservação na Amazônia - Mulheres Empreendedoras da Floresta
    Foto: Mulheres Empreendedoras da Floresta

    8 – Programa Carbono Neutro (PCN)

    O Programa Carbono Neutro (PCN) é o projeto mais duradouro gerenciado pelo Idesam, uma organização sem fins lucrativos criada em 2004 que trabalha em prol do bem-estar da floresta e de seu povo. O objetivo é permitir que pessoas e empresas assumam a responsabilidade pelo impacto que geram no planeta, compensando suas emissões de gases de efeito estufa (GEE). Essa compensação é feita por meio do reflorestamento das áreas afetadas na Reserva Biológica do Uatumã, em Presidente Figueiredo, Amazonas.

    Carbono Neutro - IDESAM - Projetos de conservação na Amazônia
    Foto: Idesam

    Os resultados incluem a redução das emissões de GEE, a conscientização sobre a pegada de carbono, a responsabilização das grandes corporações, a segurança alimentar e a geração de renda para as famílias que trabalham no PCN.

    Visite o site oficial do Idesam para obter mais detalhes e opções de doação.

    Projetos de conservação na Amazônia - IDESAM - Carbono Neutro
    Foto: Idesam

    Mostre seu apoio a projetos de conservação na Floresta Amazônica

    Esses projetos de conservação da Amazônia trabalham todos os dias para proteger os recursos naturais da área natural mais importante do mundo. No entanto, não há como salvar a floresta sem ajudar seus guardiões, o que significa que os esforços sociais estão profundamente enraizados em programas sustentáveis e devem ser levados igualmente a sério.

    Você pode fazer a sua parte doando, defendendo políticas ambientais e apoiando o ecoturismo na Floresta Amazônica. Toda ação conta!

  • Ecoturismo na Amazônia: Uma solução para o desmatamento

    Ecoturismo na Amazônia: Uma solução para o desmatamento

    À medida que o desmatamento ameaça a Amazônia, o ecoturismo surge como uma solução importante, com startups como o PlanetaEXO liderando o caminho no apoio à conservação e às comunidades locais.

    A floresta amazônica, muitas vezes referida como os “pulmões da Terra”, enfrenta um dos seus desafios mais críticos em décadas. As taxas de desmatamento dispararam, com mais de 10.000 quilômetros quadrados de floresta sendo desmatados anualmente, impulsionados pela extração ilegal de madeira, mineração e conversão de terras para a agricultura. Além disso, incêndios florestais recordes e secas persistentes estão piorando a situação, com mais de 50.000 incêndios ativos em todo o Brasil.

    O turismo sustentável na Floresta Amazônica está surgindo como uma estratégia viável para combater essa crise ambiental e, ao mesmo tempo, apoiar as comunidades locais.

    Ecoturismo na Floresta Amazônica
    “As visitas guiadas localmente ajudam a desviar o foco das práticas destrutivas.” – Foto: João Paulo Krajewski

    O PlanetaEXO, uma startup dedicada a viagens ecológicas, tem trabalhado em estreita colaboração com estas comunidades para oferecer passeios na Amazônia, que dão prioridade tanto à conservação ambiental como à capacitação da comunidade. “Vimos em primeira mão como os ecolodges e as excursões guiadas localmente ajudam a desviar o foco das práticas destrutivas “, diz Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO.

    “Ao conectar os viajantes com experiências autênticas que beneficiam as comunidades locais, estamos promovendo um modelo de turismo que apoia tanto as pessoas como o planeta”, acrescenta.

    Ecoturismo na Floresta Amazônica: como ele pode reduzir o desmatamento?
    Um santuário para a biodiversidade e um símbolo do turismo sustentável: Reserva Ecológica do Cristalino

    De acordo com um relatório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o ecoturismo na floresta amazônica poderia reduzir o desmatamento, proporcionando uma fonte alternativa de rendimento às indústrias que exploram a floresta tropical.

    O WWF sugere que o turismo responsável pode ajudar a manter mais de 50% da biodiversidade da floresta, ao mesmo tempo que enfrenta os desafios climáticos, protegendo grandes extensões de terra do desmatamento.

    Empowering Local Communities through Sustainable Tourism

    Os benefícios do turismo sustentável não se limitam à proteção ambiental. O ecoturismo também está criando oportunidades econômicas para as comunidades locais, incluindo muitos grupos indígenas, que há muito tempo atuam como guardiões da Amazônia.

    Um exemplo poderoso dessa transformação, destacado pelo Projeto Draft, é a história de Roberto Brito Mendonça, de Iranduba, Amazonas. Como seu pai e avô antes dele, Roberto era um madeireiro, usando a floresta para sustentar sua família. Em 2008, quando suas terras passaram a fazer parte da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, seu sustento ficou em risco. Diante da incerteza, Roberto voltou-se para o turismo e, em 2012, começou a administrar a Pousada do Garrido, uma das 24 empresas de turismo da região.

    Ecoturismo na floresta amazônica - uma solução para o desmatamento
    “A Amazônia que queremos é uma Amazônia cheia de vida – e quando digo vida, quero dizer especialmente as vidas humanas que fazem parte dela”, diz Roberto Brito.

    “O acesso à educação e à tecnologia é essencial para a sustentabilidade”, diz Roberto. “Se todos tivessem essa oportunidade, poderíamos traçar um novo rumo para a floresta. A Amazônia que queremos é uma Amazônia cheia de vida – e quando digo vida, refiro-me especialmente às vidas humanas que fazem parte dela.”

    A sua história é um testemunho de como o turismo sustentável pode oferecer uma alternativa às indústrias extrativistas, permitindo que as comunidades locais preservem tanto a natureza como o seu modo de vida.

    Ecolodges dando o exemplo

    Lodges como o Uakari Lodge, na Reserva Mamirauá, em Tefé, e o Cristalino Lodge, em Alta Floresta, Mato Grosso, são exemplos de como as pousadas ecológicas desempenham um papel fundamental no ecoturismo. O Uakari, localizado num ecossistema semi inundado que representa 3% da Amazônia, tem como objetivo proteger a biodiversidade local e apoiar onze comunidades locais.

    O hotel opera com sustentabilidade em seu núcleo, usando energia solar, coletando e armazenando água da chuva e tratando o esgoto com microorganismos em vez de produtos químicos. Até as telhas do telhado são feitas de garrafas de plástico recicladas.

    Ecolodges liderando práticas sustentáveis - Uakari Lodge
    “O Uakari Lodge tem como objetivo proteger a biodiversidade local e, ao mesmo tempo, apoiar onze comunidades locais.”

    Os hóspedes são incentivados a reduzir ao mínimo o consumo de energia e todos os resíduos são tratados antes de serem devolvidos ao rio. Através do seu modelo de turismo comunitário, Uakari oferece oportunidades e formação à população local, assegurando que as operações do lodge têm um impacto mínimo no ambiente.

    Ecotourism in the Amazon Rainforest - A Solution to Deforestation

    Enquanto isso, o Cristalino Lodge se destaca como um ecolodge aninhado em uma das maiores reservas privadas da Amazônia, protegendo mais de 11.000 hectares de floresta – uma área quase duas vezes maior que a Ilha de Manhattan. Esta vasta área é mantida em condições intocadas, rica em biodiversidade, e apoia esforços críticos de conservação.

    Cristalino Jungle Lodge liderando o ecoturismo na Floresta Amazônica pelo exemplo
    Estar no topo da torre de 164 pés do Cristalino Lodge é uma visão de tirar o fôlego. – Foto: Andre Dib

    O lodge adota uma arquitetura sustentável que respeita a natureza, com sistemas de tratamento de efluentes e águas residuais, aquecimento solar de água, energia solar e reciclagem – todos protocolos concebidos para minimizar o impacto das suas operações. Ao limitar o número de hóspedes por guia em cada passeio, o Cristalino garante uma experiência de baixo impacto.

    Painéis solares instalados em um ecolodge sustentável na floresta amazônica
    “A pousada adota uma arquitetura sustentável que respeita a natureza.” – Foto Samuel Melim

    Os visitantes de ambos os lodges embarcam em caminhadas e excursões guiadas, experimentando a surpreendente complexidade dos ecossistemas da Amazônia.

    O Uakari Lodge serve de santuário para espécies únicas como o uakari de cara branca, enquanto o Cristalino Lodge apoia pesquisas que documentam mais de 1.356 espécies diferentes de plantas, incluindo seis até então desconhecidas pela ciência.

    Ao promover o turismo de baixo impacto, tanto o Uakari como o Cristalino contribuem para a preservação da floresta , ao mesmo tempo que proporcionam meios de subsistência sustentáveis às comunidades locais.

    Impacto econômico e global do turismo sustentável na Amazônia

    A comparação econômica entre o turismo sustentável e a exploração privada na Amazônia realça a importância das viagens ecológicas. De acordo com o Banco Mundial, o turismo sustentável na Amazônia está avaliado em cerca de 2,3 mil milhões de dólares por ano.

    Embora este valor represente apenas cerca de 5% dos 45 mil milhões de dólares gerados pela exploração privada da floresta através da agricultura, da exploração da madeira e da mineração, o ecoturismo é um aliado essencial nos esforços de conservação.

    Ecoturismo na Floresta Amazônica, Brasil
    Foto: Samuel Melim

    Para além do seu valor financeiro, o turismo sustentável sensibiliza para a crise do desmatamento da Amazônia e para o seu impacto no clima global. Os turistas que testemunham a destruição em primeira mão são frequentemente inspirados a apoiar projetos de conservação nos seus países de origem. O ecoturismo também contribui para a educação ambiental, o que ajuda a promover uma compreensão mais profunda da necessidade de práticas sustentáveis em todo o mundo.

    Ecoturismo na Floresta Amazônica - Araras Azuis
    Foto: Jorge Lopes

    Com as viagens ecológicas a contribuírem cada vez mais para a proteção e recuperação da natureza, o ecoturismo é capaz de moldar as opiniões globais sobre o desmatamento. Os viajantes apoiam estes esforços, criando uma situação vantajosa para todos, em que o turismo financia a preservação dos recursos naturais na Amazônia.

    Viaje com propósito, preserve a Amazônia!

    Como o desmatamento continua a ameaçar um dos ecossistemas mais importantes do mundo, o turismo sustentável oferece um caminho a seguir. Através da mudança dos incentivos econômicos e da sensibilização global, é possível reduzir a pressão sobre a Amazônia e proteger a sua biodiversidade para as gerações futuras.

    No PlanetaEXO, acreditamos que cada viajante tem o poder de fazer a diferença. Nossos passeios ecológicos oferecem experiências turísticas autênticas e responsáveis que beneficiam tanto o meio ambiente quanto as comunidades que dependem da floresta. Ao escolher o turismo sustentável, todos nós podemos ser parte da solução.

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  • O que fazer na Floresta Amazônica: as melhores atividades ao ar livre no Brasil

    O que fazer na Floresta Amazônica: as melhores atividades ao ar livre no Brasil

    Ansioso para ver de perto uma das maravilhas naturais mais impressionantes do planeta? Confira uma lista cuidadosamente selecionada das melhores atividades na Amazônia, no Brasil.

    As possibilidades da Amazônia no Brasil são tão vastas quanto a sua impressionante extensão de quase 5 milhões de km². Com opções para viajantes solo, casais, famílias e aventureiros que amam adrenalina, a maior floresta tropical do mundo está cheia de surpresas.

    O que fazer na Floresta Amazônica também depende das preferências e necessidades individuais. Pense no tipo de experiência que você gostaria de guardar na memória e no coração: navegar por rios majestosos, acampar entre as árvores, combinar o conforto com a natureza em um hotel de selva…

    Um barco de cruzeiro fluvial de vários andares viaja ao longo de um rio escuro e calmo, cercado por densas ilhas verdes de floresta tropical que refletem o céu.
    Photo: Marcelo Bonifacio

    Seja qual for a sua escolha, o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo que oferece os melhores pacotes de viagem para a Amazônia, conhece muito bem os roteiros na natureza feitos sob medida para cada estilo de viagem. Confira as nossas sugestões logo abaixo!

    Imersão na Amazônia em hotéis de selva

    Você quer vivenciar tudo o que a natureza tem a oferecer, mas ainda precisa de um certo conforto para descansar o corpo após um dia cheio de aventuras? Você pode aproveitar todas as atividades ao ar livre enquanto se hospeda em maravilhosos hotéis na Amazônia!

    Confortável hotel de selva na Amazônia com telhado de palha, aninhado na floresta tropical.
    Photo: Felipe Castellari

    Localizadas em meio a áreas preservadas em diferentes zonas da floresta, como nos Parques Nacionais de Anavilhanas e Jaú, as acomodações têm tudo para uma ótima estadia: quartos confortáveis, banheiros privativos, áreas comuns para lazer e relaxamento, comida tradicional e muito mais.

    Cada hotel conta com sua própria equipe de profissionais qualificados para guiar as atividades, o que inclui trilhas, pesca, passeios de barco, observação da vida selvagem, focagem noturna, etc.

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar a Amazônia: Clima e Estações

    Cruzeiros pelos rios da Amazônia

    Você sabia que os cruzeiros também podem ocorrer em outros corpos d’água além do oceano? Os barcos para cruzeiros fluviais são menores que os navios tradicionais, mas isso proporciona uma experiência ainda melhor e mais intimista.

    Com menos pessoas a bordo, você pode se concentrar no que realmente importa — as árvores, os animais, a brisa suave e a sensação indescritível de navegar pelas águas calmas dos rios amazônicos.

    Barco de cruzeiro fluvial de vários andares na Amazônia atracado em uma praia de areia branca ao longo das águas escuras do rio.
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    Além de uma excelente acomodação em cabines elegantes equipadas com tudo que você precisa para uma viagem confortável — banheiros privativos, camas king-size, ar-condicionado e uma ampla gama de comodidades —, os cruzeiros também incluem muitas atividades na Floresta Amazônica, como trilhas, canoagem em igapós (florestas inundadas), focagem noturna, visitas a comunidades locais e muito mais.

    Os melhores cruzeiros na Amazônia são embarcações de vários andares que apresentam designs elegantes, diversas áreas comuns e tripulação altamente qualificada. Eles também seguem rigorosos protocolos ambientais e de segurança para garantir uma viagem responsável e sem complicações.

    👉 Leia mais: Qual a Melhor Época para um Cruzeiro na Amazônia no Brasil?

    Canoagem nos rios da Amazônia

    Se você quer descobrir o que tem na Floresta Amazônica além do óbvio, uma das melhores opções em Presidente Figueiredo é a canoagem. Conhecida como a Terra das Cachoeiras devido às suas centenas de quedas d’água catalogadas, além de rios e piscinas naturais, este é o destino perfeito para viajantes que amam roteiros aquáticos.

    Vista aérea de um grupo de turistas andando de caiaque em um rio escuro da Amazônia, cercado por uma densa floresta verde.
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    Os passeios de caiaque são ótimos tanto para praticantes experientes quanto para iniciantes. Se você já fez isso antes, então pode fazer o que ama em um dos lugares mais bonitos do mundo. Primeira vez? Não tem problema, os instrutores vão te ajudar com tudo o que você precisa, desde como colocar o seu equipamento de segurança até as melhores técnicas de remada!

    Lembre-se: andar de caiaque pode ser fisicamente bastante exigente — você ficará na água por cerca de 4 a 8 horas. Mesmo quem está em ótima forma pode se cansar em algum momento; portanto, a solução é pedir para ser puxado pelos barcos de apoio quando os braços começarem a ficar pesados. Dessa forma, você pode apenas relaxar e aproveitar o passeio!

    👉 Explore a aventura: Expedição de Caiaque Amazônia 4 dias

    Encontro das Águas

    Certamente um dos maiores marcos da Floresta Amazônica, o Encontro das Águas é um fenômeno fascinante onde os rios Negro e Solimões se juntam — mas não exatamente.

    Vista aérea de um barco navegando pelo Encontro das Águas na Amazônia, mostrando os distintos rios escuro e barrento fluindo lado a lado.
    Photo: Marcelo Bonifacio

    Fazendo jus ao seu nome, a água do Rio Negro é escura, enquanto a do Solimões é marrom. Ambos se encontram, mas nunca se misturam. Existem três motivos principais para isso: diferentes temperaturas, velocidade da correnteza e o pH (acidez) das águas.

    Oferecendo uma visão de tirar o fôlego durante o ano todo, o Encontro das Águas pode ser visto em Manaus ou durante cruzeiros fluviais e passeios de barco. Você não pode perder!

    Leia mais: Como chegar à Amazônia no Brasil?

    Expedições na selva amazônica

    Quando a dúvida é sobre o que fazer na Amazônia, é claro que as expedições na selva devem estar no topo da lista.

    Três turistas em uma expedição na selva amazônica usando binóculos para observar a vida selvagem em meio a árvores gigantes.
    Photo: Samuel Melim

    Existem 80.000 espécies de plantas em toda a área, das quais 40.000 têm papéis muito importantes na sustentação dos ciclos hídricos locais e até mesmo na regulação do clima em escala global. A floresta também abriga muitos animais — 427 mamíferos, 1.300 aves, 378 répteis e 400 anfíbios, de acordo com a Amazon Conservation Association.

    Tanta riqueza natural deve ser apreciada, então prepare-se para caminhar entre as árvores gigantes (e antigas), respirar o ar mais puro do planeta e observar a vida selvagem. Você consegue imaginar avistar jacarés, preguiças, araras, botos-cor-de-rosa ou outros incríveis animais da Amazônia? Isso é algo que simplesmente não se vê todos os dias.

    As expedições podem variar dependendo do quão perto da natureza você deseja estar. Se você adora a ideia de acampamento selvagem, os roteiros de sobrevivência são uma ótima opção, permitindo que você durma em uma rede no meio da selva, protegido e seguro contra animais, mosquitos e chuva.

    Conectando-se com os moradores locais

    A Floresta Amazônica não é rica apenas em biodiversidade, mas também em cultura. Somente no estado do Amazonas, existem aproximadamente 350 comunidades ribeirinhas e 259 grupos indígenas em diferentes partes da região.

    Indígenas da Amazônia tocando instrumentos de sopro tradicionais durante uma apresentação cultural.
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    Visitar as casas dos moradores locais é uma das principais atividades na Amazônia, pois permite que você mergulhe fundo no elemento mais crucial de cada destino: as pessoas.

    As atividades variam de acordo com cada comunidade, mas incluem roteiros imersivos que possibilitam aprender sobre o dia a dia dos nativos no que diz respeito à alimentação, agricultura, artesanato, festividades, etc.

    Grupo de crianças locais sorridentes e um turista interagindo em frente ao prédio de uma escola de uma comunidade ribeirinha na Amazônia.
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    A experiência pode guardar muitas surpresas, mas tenha certeza de uma coisa: os brasileiros são muito amigáveis e vão receber você de braços abertos!

    Participe das melhores atividades na Amazônia com o PlanetaEXO

    Agora que você sabe o que fazer na Floresta Amazônica, é hora de planejar a sua viagem!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para a Amazônia no Brasil. Ao conectar você aos melhores operadores locais, enriquecemos a sua experiência de viagem com roteiros personalizados, acomodações fantásticas, opções práticas de traslado e muito mais. Entre em contato conosco agora