2025 foi um ano especial para viajar pelo Brasil e para todo mundo que escolheu conhecer o país pela natureza.
No PlanetaEXO, recebemos mais de 1.000 viajantes internacionais ao longo do ano, todos procurando viagens que fossem além de visitas curtas e pontos turísticos famosos.
Quando olhamos para o que os viajantes compartilharam após suas viagens, por meio de avaliações e comentários verificados, um padrão claro aparece. Os destinos que deixaram a impressão mais forte foram aqueles onde as pessoas puderam percorrer a paisagem ao longo de vários dias, deixando a natureza ditar o ritmo, em vez de seguir um cronograma apertado.
Além das paisagens em si, essas viagens também se destacaram pelo impacto positivo que causam em cada destino, apoiando as comunidades locais, valorizando o conhecimento local e viajando de uma forma que respeita os lugares visitados.
Destinos cinco estrelas que se destacaram em 2025, moldados pelas aventuras que os viajantes mais valorizaram.
Lençóis Maranhenses
Rotas de caminhada que transformam dunas e lagoas em uma viagem de vários dias
Lençóis Maranhenses foi o destino mais mencionado ao longo do ano. O que os viajantes mais apreciaram foram as rotas de trekking de vários dias pelo parque nacional, onde a viagem acontece inteiramente a pé.
Os aventureiros atravessam amplos campos de dunas, nadam em lagoas de água doce sazonais e passam as noites em pequenas aldeias ao longo do caminho. Muitas pessoas descrevem a experiência como atravessar uma paisagem viva que muda a cada dia.
Uma experiência inesquecível. O Brasil se revela aqui, em Lençóis, através de paisagens incríveis e verdadeiramente únicas no mundo.
Caminhadas de vários dias por vales profundos e comunidades locais
No Vale do Pati, na Chapada Diamantina, os viajantes sempre destacaram a clássica caminhada de vários dias pelo vale como uma das experiências mais significativas de sua estadia no Brasil.
Os dias são passados caminhando entre mirantes, cachoeiras e travessias de rios, enquanto as noites são passadas nas casas de famílias locais que vivem dentro do vale. O que fica na memória de muitos viajantes é a sensação de continuidade — caminhar o dia todo, compartilhar refeições e acordar cercado pela mesma paisagem.
Do início ao fim, toda a viagem foi incrível. O vale é deslumbrante, as caminhadas foram bem planejadas e as famílias anfitriãs tornaram a experiência ainda mais especial.
De pousadas na selva a expedições de sobrevivência nas profundezas da floresta tropical
A Amazônia se destacou em 2025 por oferecer duas maneiras muito diferentes de viver a floresta tropical, ambas deixando uma forte impressão nos viajantes.
Alguns escolheram a clássica aventura em pousadas na selva amazônica, combinando navegação fluvial, caminhadas na floresta e observação da vida selvagem. Outros optaram por expedições mais longas no estilo sobrevivência, aprendendo a se mover, navegar e viver na floresta durante vários dias.
A pousada e o passeio foram perfeitos. Aprendi muito sobre a Amazônia, seu povo, a vida selvagem e a flora.
Encontros com a vida selvagem moldados por paisagens abertas e rios
No Pantanal, o que os viajantes mais lembram é como são os encontros com a vida selvagem natural. As planícies aluviais abertas e os rios permitem que as pessoas observem os animais sem longas esperas ou cenários artificiais.
Muitos aventureiros mencionam ter visto espécies icônicas — incluindo onças-pintadas — no início da viagem, o que muitas vezes define o tom dos dias que se seguem.
Uma experiência maravilhosa em um ambiente lindo. Vimos uma onça-pintada no primeiro dia e muitos outros animais durante a viagem.
Paisagens remotas do Cerrado que recompensam quem vai mais longe
Jalapão surpreendeu muitos viajantes em 2025. As experiências mais apreciadas foram expedições de vários dias pelo Cerrado, conectando dunas de areia, cachoeiras, fervedouros (nascentes naturais) e longas extensões de terra aberta.
As pessoas costumam descrever como a distância, as estradas de terra e os longos dias de viagem não são inconvenientes, mas partes essenciais do que torna a viagem real e memorável.
Sensacional. Jalapão é de tirar o fôlego. Paisagens incríveis, organização perfeita e guias muito profissionais. Uma experiência inesquecível.
O que essas viagens dizem sobre como as pessoas querem viajar
Em todos os cinco destinos, uma coisa fica clara: as pessoas estão escolhendo viagens que lhes dão tempo para estar presentes. Viagens que se desenrolam ao longo de vários dias, onde o movimento pela paisagem é mais importante do que marcar paradas e onde a natureza define o ritmo de cada dia.
Se essa forma de viajar faz sentido para você, 2026 é um ótimo momento para começar a planejar. Esses destinos e as aventuras que eles oferecem são exatamente onde muitos viajantes começam quando procuram uma maneira mais profunda e significativa de conhecer o Brasil.
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Documentário do PlanetaEXO revela como viagens sustentáveis avançam na conservação da floresta, ações locais que transformam discursos climáticos em prática e fortalecem comunidades amazônicas.
São Paulo, novembro de 2025 – Após o encerramento da COP30 em Belém, um novo documentário chega para reforçar que a proteção da Amazônia depende, cada vez mais, de ações locais e contínuas. A plataforma de viagens sustentáveis PlanetaEXO acaba de lançar “Turismo que Mantém a Amazônia Viva”, filme de 5 minutos que retrata como as comunidades amazônicas estão transformando o turismo em uma estratégia eficaz de conservação e geração de renda.
O mini doc dirigido por Lucas Ribeiro, que é também fundador e CEO do PlanetaEXO, apresenta relatos de moradores que substituíram antigas atividades extrativistas por modelos de turismo de base comunitária. Ao acompanhar visitantes, compartilhar saberes tradicionais e cuidar diretamente do território, eles demonstram que é possível manter a floresta viva enquanto fortalecem suas economias locais.
Os números recentes reforçam a urgência desse movimento. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, a Amazônia Legal registrou 5.796 km² de desmatamento, o menor índice em mais de uma década, segundo o PRODES/INPE. Mesmo assim, a degradação causada pelo fogo já responde por quase 40% das perdas recentes, indicando que a pressão sobre o bioma continua elevada. Para muitas famílias, o turismo desponta como uma alternativa concreta para permanecer no território sem recorrer a práticas que comprometem a floresta.
Um dos depoimentos mais marcantes do filme sintetiza essa mudança de perspectiva. “O turismo me mostrou que preço é diferente de valor. Um caboclo derruba uma árvore de 300 anos para comprar um frango para o almoço e acaba ficando sem jantar. Isso é preço. Mas quando você entende o valor, é quando as coisas começam a mudar”, afirma Roberto Britto, ex-madeireiro e atual empreendedor do turismo.
O turismo me ensinou e me mostrou na prática que preço é diferente de valor. Um caboclo derruba uma árvore de 300 anos para comprar um frango para o almoço, e depois fica sem jantar. Isso é preço. Mas quando você começa a enxergar valor, aí as coisas começam a mudar.
Roberto Britto
O PlanetaEXO observa um crescente interesse por viagens responsáveis, o que fortalece projetos comunitários e amplia o impacto positivo do ecoturismo. Em 2025, a plataforma registrou um aumento de 210% no número de turistas na Amazônia em comparação ao ano anterior, com visitantes vindos dos Estados Unidos, França, Alemanha e outros países.
Dados do Banco Mundial mostram que o turismo sustentável já movimenta cerca de US$ 2,3 bilhões por ano na Amazônia. A cifra ainda é distante dos US$ 45 bilhões gerados por atividades extrativistas,mas trata-se de um mercado novo e em crescimento. O documentário do PlanetaEXO destaca exatamente as trajetórias de moradores da floresta que descobriram no turismo responsável uma fonte de renda mais sustentável.
“O filme mantém o foco nas pessoas por trás desses esforços. Em suas próprias palavras, elas descrevem como o turismo transformou a rotina, trouxe independência e ofereceu uma alternativa digna ao extrativismo”, diz Lucas Ribeiro. São relatos que complementam, de forma concreta, as discussões climáticas levantadas durante a COP30.
Ficha Técnica “Turismo que Mantém a Amazônia Viva”
Formato: Documentário
Duração: 5 minutos
Direção: Lucas Ribeiro Direção de Fotografia: Isadora Sá e Marcelo Bonifácio Edição: Marcelo Bonifácio Entrevistas: Larissa Mariano e Isadora Sá Assistência de Produção: Lucas Pinelli Agradecimentos Especiais: Equipe do Barco Zaltana
Participações: Joarlison Garrido – Comunidade Nova Esperança; José Pancrácio – Comunidade Nova Esperança; Roberto Brito – Comunidade Tumbira; e Izolena Garrido – Comunidade Tumbira
Confira nossas dicas de Manaus para aproveitar a cidade ao máximo e mergulhe neste lugar maravilhoso que mistura a atmosfera urbana com as riquezas naturais da Amazônia!
Além das maravilhas naturais, Manaus é cheia de história e cultura. Como a principal porta de entrada para a Amazônia, a capital oferece algo para todos — desde cruzeiros fluviais a expedições na selva e uma culinária local que reflete a biodiversidade da região.
O PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para Amazônia, criou um guia de viagem completo para ajudar você a explorar esta cidade incrível. Leia mais abaixo!
Sobre Manaus
Manaus foi fundada no século XVII como um forte português, mas cresceu rapidamente durante o Ciclo da Borracha no final dos anos 1800. Recebeu este nome em homenagem ao grupo indígena Manaós, que habitava o território na época. Manaus significa “mãe dos deuses”.
@manauschibata
O Ciclo da Borracha foi tão próspero que Manaus ficou conhecida como a “Paris dos Trópicos”, mas não durou muito devido à forte concorrência do exterior. Mesmo assim, a cidade se reinventou como uma metrópole regional onde vivem 2,3 milhões de pessoas hoje, além de ser um próspero centro de ecoturismo que mistura arquitetura colonial, mercados movimentados e paisagens exuberantes.
Onde fica Manaus?
Para quem se pergunta onde fica Manaus, a cidade está localizada no estado do Amazonas, na Região Norte do Brasil. Situada no centro-leste do estado, é uma área metropolitana fortemente influenciada pelos rios Negro e Amazonas.
Pelo que Manaus é famosa?
Manaus é conhecida principalmente como a principal porta de entrada para a Floresta Amazônica e um enorme destino de ecoturismo não apenas no Brasil, mas no mundo.
A mistura única de aspectos urbanos e recursos naturais é o que torna uma viagem a Manaus tão fascinante e digna de visita.
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Melhor época para visitar Manaus
A cidade de Manaus tem um clima de floresta tropical, com duas estações principais: a estação chuvosa (dezembro a maio) e a estação seca (junho a novembro).
Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio
A floresta está em seu momento mais exuberante e vibrante, tornando-se a melhor época para ir para Amazônia se você busca passeios de barco. Com os níveis de água mais altos, você pode explorar os igapós (florestas inundadas) de canoa, o que garante uma perspectiva única da Amazônia.
Photo: @buyehelen
Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro
Ótimo período para caminhadas e observação da vida selvagem, pois os animais se reúnem perto dos rios e fontes de água. É também o momento perfeito para visitar o famoso Encontro das Águas, onde os rios Negro e Solimões se encontram.
A maioria dos viajantes chega a Manaus voando para o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (MAO), servido por voos diretos de várias grandes cidades brasileiras (Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo) e alguns destinos internacionais.
Não há voos diretos dos EUA ou da Europa, então turistas estrangeiros devem viajar para Bogotá (BOG), Cidade do Panamá (PTY) ou Curaçao (CUR) primeiro, ou fazer conexão no Brasil.
Voos partindo de países da América do Norte ou Europa geralmente têm escalas em São Paulo (GRU/VCP), Rio de Janeiro (GIG) ou Brasília (BSB). Desses destinos, leva-se de 3 a 4 horas para chegar a Manaus com as companhias aéreas Azul ou GOL.
Um guia de viagem estaria incompleto sem uma lista sobre o que fazer em Manaus — a cidade oferece uma ampla gama de experiências e passeios que permitem aos visitantes vivenciar e desfrutar da beleza natural da Amazônia e da cultura local.
Confira a seleção do PlanetaEXO de atividades imperdíveis!
Passeio pelo Centro Histórico
Embarque em um passeio pelo centro histórico de Manaus para mergulhar no núcleo cultural e gastronômico da cidade.
Caminhe por edifícios tradicionais e marcos que mostram a rica herança de Manaus, incluindo o Mercado Adolpho Lisboa, o Palácio Rio Negro, a Igreja de São Sebastião e o Museu Casa Eduardo Ribeiro. Perfeito para quem ama história e experiências culturais!
@janelasdemanaus
Teatro Amazonas
O Teatro Amazonas é uma parte fundamental da história de Manaus. Construído durante o período do ciclo da borracha, costumava ser uma grande casa de ópera. Hoje em dia, como um dos marcos mais queridos da capital, está aberto para visitação.
Ao visitar o teatro, passeie pelo Largo de São Sebastião, onde você pode explorar a encantadora igreja central e a praça animada ao redor.
Endereço: Av. Eduardo Ribeiro, 659 — Centro, Manaus
@manausnasfotos
MUSA (Museu da Amazônia)
O MUSA apresenta a diversidade sociocultural e biológica da Amazônia através de exposições temáticas e trilhas na floresta.
Localizado em uma área de 100 hectares na Reserva Florestal Adolpho Ducke, possui uma torre de observação de 42 metros e centenas de espécies de plantas, como orquídeas, bromélias, aráceas, palmeiras, etc. Você também pode ver animais, incluindo cobras, escorpiões, aranhas e borboletas.
Endereço: Av. Margarita, 6305 (antiga Av. Uirapuru) — Jorge Teixeira, Manaus
@alaisooon
Encontro das Águas
O Encontro das Águas é um dos fenômenos naturais mais incríveis do Brasil. Devido às diferenças na velocidade da correnteza, temperatura e acidez, os rios Negro e Solimões se encontram, mas não se misturam.
As águas pretas e marrons criam uma linha de contraste perfeita na água, dividindo sem esforço os dois rios em uma visão de cair o queixo.
Para os amantes dos animais, o Bosque da Ciência, administrado pelo INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), é quase uma atração obrigatória para turistas visitando Manaus.
Participe de visitas guiadas e aprenda tudo sobre vários animais amazônicos soltos, desde abelhas nativas até ariranhas. Se a vida selvagem não for seu principal interesse, as exposições também fornecem informações fascinantes sobre a flora da região e a biodiversidade única.
Endereço: Av. Bem-Te-Vi, s/n — Petrópolis, Manaus
@yu.jhima
Mirante Lúcia Almeida
Para uma vista deslumbrante de Manaus no Brasil, o Mirante Lúcia Almeida é um local imperdível. Localizado perto do Teatro Amazonas, oferece vistas panorâmicas da cidade e do Rio Negro.
É um lugar perfeito para relaxar, tirar fotos e apreciar o charme único do horizonte de Manaus.
Endereço: Av. Sete de Setembro, 8 — Centro, Manaus
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Melhores passeios na Amazônia saindo de Manaus
A maioria dos passeios na Amazônia parte de Manaus, com destino a incríveis pontos de ecoturismo na floresta, como Anavilhanas e o Parque Nacional do Jaú, Presidente Figueiredo e Careiro. Veja algumas opções abaixo!
Acomodação a bordo, expedições para Anavilhanas e Jaú, exploração de cavernas, caminhadas, praias fluviais, observação de vida selvagem, visita a grupos indígenas.
*Por pessoa, com base em ocupação dupla em saídas em grupo. Os preços podem variar dependendo da temporada e disponibilidade. Taxa de câmbio de 6 de fevereiro de 2026; sujeito a alterações.
Para saber como se locomover em Manaus, existem algumas opções:
Ônibus públicos: A cidade de Manaus tem um sistema de ônibus acessível, mas pode estar lotado nos horários de pico e ocasionalmente não ser confiável. A segurança é uma preocupação devido a furtos, então mantenha itens valiosos seguros e fique alerta. Verifique rotas com aplicativos como Moovit e Ônibus Manaus.
Aplicativos de transporte:Uber e 99 App oferecem viagens seguras com preços definidos, tornando-os ideais para viajantes solo, viagens noturnas e pessoas que não conhecem a área.
Balsas e serviços de barco: Para transporte fluvial, balsas e barcos partindo do Porto de Manaus podem levá-lo a áreas vizinhas e mais profundamente na Amazônia. Use operadores respeitáveis e siga as diretrizes de segurança para uma jornada segura.
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Onde comer em Manaus
A cidade é conhecida por ser um centro da culinária amazônica, famosa por pratos que você não encontrará em nenhum outro lugar. Ficou com fome? O guia de viagem de Manaus do PlanetaEXO listou alguns locais para você experimentar os sabores únicos da floresta!
Com uma excelente vista do Teatro Amazonas, o Caxiri oferece uma experiência gastronômica sofisticada que celebra a culinária local. O menu é descrito como uma fusão de pratos tradicionais brasileiros com a cultura amazônica.
O prato principal do Tambaqui de Banda é o tambaqui grelhado ao estilo tradicional. Conhecido mundialmente por seu amor e respeito pelos sabores amazônicos, o restaurante possui mesas internas e externas — com uma bela vista do Teatro Amazonas.
O Lenhador serve vários pratos tradicionais, com grande foco em carnes regionais e porções generosas. Famoso por sua atmosfera rústica, é um local favorito para quem busca vivenciar a culinária local.
Endereço: Av. do Turismo, 2371 — Ponta Negra, Manaus
Encantador restaurante de frutos do mar, a Peixaria Morada do Peixe é celebrada por seu peixe fresco e pratos amazônicos autênticos. Especializada em pratos regionais como tambaqui e pirarucu, oferece uma atmosfera relaxante perfeita para desfrutar da herança culinária de Manaus.
Endereço: Beco Goiania, Conjunto Jardim Versalles — Planalto, Manaus
Misturando sabores tradicionais com técnicas contemporâneas, o menu do Banzeiro Manaus apresenta vários pratos regionais, com foco em receitas e ingredientes locais como tacacá, tambaqui, cupuaçu e até formigas saúvas.
Endereço: R. Libertador, 102, — Nossa Senhora das Graças, Manaus
Famosa por sua seleção de cachaças premium e pratos de inspiração amazônica, a Cachaçaria do Dedé oferece uma experiência gastronômica única que mistura sabores locais com tradições culinárias brasileiras.
Endereço: R. do Comercio, 1003-F (Box 4) — Parque 10 de Novembro, Manaus
Onde ficar em Manaus
Manaus tem ótimas opções de acomodação para atender diferentes orçamentos e preferências. Se você está procurando onde ficar em Manaus, saiba que muitos hotéis estão localizados perto das principais atrações, facilitando a exploração da cidade. Se você busca as melhores pousadas em Manaus ou hotéis de luxo, veja abaixo:
Um hotel moderno e minimalista localizado no coração de Manaus, oferecendo quartos limpos e aconchegantes com decoração contemporânea. Perfeito para viajantes que buscam conforto e praticidade perto das principais atrações da cidade.
Localizado perto do centro histórico de Manaus, o Hostel Manaus possui acomodações econômicas em uma atmosfera vibrante e acolhedora. Ideal para mochileiros, dispõe de dormitórios compartilhados, quartos privados e um terraço na cobertura com vista para a cidade.
Endereço: R. Lauro Calvacante, 231 — Centro, Manaus
Um hotel moderno perto do Distrito Industrial com quartos contemporâneos, academia, restaurante no local e buffet de café da manhã à vontade. Ideal para viajantes a negócios e lazer.
Localizado no coração de Manaus e diretamente em frente ao icônico Teatro Amazonas, o Juma Ópera Hotel oferece uma mistura de charme histórico e luxo moderno. Com quartos elegantes, piscina na cobertura e um restaurante gourmet com culinária amazônica, é uma excelente escolha para quem busca uma estadia de alto nível perto dos marcos culturais da cidade.
Endereço: R. 10 de Julho, 481 — Centro, Manaus
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Manaus é seguro?
No geral, Manaus é segura, mas como em qualquer outro destino, é importante ter cuidado com a integridade física, saúde e seus pertences pessoais. Aqui estão algumas dicas de segurança para sua viagem:
Bancos e Caixas Eletrônicos: Visite bancos apenas durante o dia, quando há segurança presente. Saque apenas pequenas quantias e evite caixas eletrônicos onde não haja ninguém por perto — se possível, não vá sozinho.
Segurança com dinheiro: Mantenha o dinheiro separado e considere carregar uma carteira falsa ou doleira com o mínimo de dinheiro para diminuir o impacto de um possível roubo.
Áreas públicas e pontos turísticos: Fique atento a batedores de carteira em áreas movimentadas. Evite exibir itens valiosos abertamente e use uma bolsa segura para seus pertences.
Vacinas: Embora não seja obrigatória, a vacina contra a febre amarela é recomendada para pessoas que vão à Amazônia — especialmente em países vizinhos, como Bolívia e Colômbia. O risco de malária é baixo, embora alguns escolham medicação preventiva. Certifique-se de que sua vacina antitetânica também esteja em dia para maior segurança.
Preparação para o clima: Manaus é quente e úmida, então mantenha-se hidratado, use roupas leves e use repelente de insetos — especialmente em áreas de floresta.
Manaus, Brasil: mais do que apenas uma porta de entrada para a Floresta Amazônica
Manaus é mais do que apenas uma parada rápida no caminho para a Amazônia — é um lugar fascinante com uma história complexa, cultura rica e paisagens naturais deslumbrantes. Ao reservar sua viagem à Amazônia, considere reservar alguns dias para explorar a cidade. Você vai adorar!
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Como uma plataforma especializada em pacotes de viagem para Amazônia, o PlanetaEXO trabalha com os melhores operadores locais para garantir a melhor experiência, desde a sua partida em Manaus até a participação em atividades no meio da floresta. Entre em contato conosco agora!
O turismo sustentável pode ser parte da solução para a crise climática. Saiba como o ecoturismo, especialmente os modelos comunitários, está desempenhando um papel importante na agenda da COP30.
Acontecendo de 10 a 21 de novembro de 2025 em Belém, Pará, a COP30 Brasil deve marcar um ponto de inflexão nas discussões globais sobre o clima e na forma como pensamos sobre viagens. Além das negociações, o evento também é uma oportunidade de conhecer soluções baseadas na natureza que já estão em andamento. O turismo na COP30 Brasil não é uma nota de rodapé: o ecoturismo é um tema central, mostrando como viagens conscientes podem apoiar a ação climática.
Você sabia que o turismo é responsável por cerca de8% das emissões globais de gases de efeito estufa? Principalmente devido às viagens aéreas e às operações em grande escala; Chocante, não é? O ecoturismo, por outro lado, opera em menor escala, com menos impacto ambiental e traz benefícios locais.
Estamos falando de uma das formas mais práticas de combater as mudanças climáticas. O turismo sustentável oferece ferramentas para a adaptação climática e a preservação ambiental, não apenas no Brasil ou na Floresta Amazônica, mas em todo o mundo.
Foto: Marcelo Bonifácio
Nesse contexto, o PlanetaEXO organiza experiências de viagem responsáveis na natureza, com forte foco na Amazônia e no ecoturismo comunitário. É um exemplo real de como o turismo pode impulsionar a conservação e o desenvolvimento local.
Se você está curioso para saber como a COP30 Brasil se conecta com suas escolhas de viagem, continue lendo. Abaixo, exploramos como o ecoturismo se encaixa na agenda climática e por que ele é mais importante do que nunca.
Como o ecoturismo ajuda a combater o aquecimento global
O turismo sustentável tem ganhado cada vez mais reconhecimento nas cúpulas climáticas das Nações Unidas (ONU) como uma solução viável e escalável para mitigaçãoeadaptação. Ele não substitui as políticas públicas ou mudanças sistêmicas, mas fortalece o que os especialistas chamam de soluções baseadas na natureza: estratégias que combinam proteção ambiental com bem-estar da comunidade.
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O conceito de usar o turismo como solução climática evoluiu consideravelmente desde que foi mencionado pela primeira vez em 2005. Ao longo dos anos, importantes declarações e relatórios ajudaram a formalizar o papel do turismo no desenvolvimento sustentável e na resiliência ambiental. Confira:
O turismo sustentável entra na agenda climática
Essa discussão começou formalmente na COP11, em Montreal, quando o turismo foi oficialmente reconhecido como um setor relevante na agenda climática. A conferência enfatizou seu papel na conservação da biodiversidade e na redução da pobreza, afirmando que: “o turismo pode apoiar a conservação dos recursos naturais e proporcionar meios de subsistência favoráveis à biodiversidade para as comunidades indígenas e locais”.
Foto: Isadora Sá
O Ano do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento
Alguns anos depois, em 2017, a ONU declarou como oAno Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. Como resultado, o turismo foi oficialmente vinculado à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com crescente reconhecimento de seu papel na resiliência climática.
O ano enfatizou como o turismo poderia contribuir para 12 dos17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente em áreas como crescimento econômico inclusivo, uso sustentável de recursos e preservação cultural. Também exortou os governos e a indústria a promover modelos de viagens de baixo impacto e fortalecer o turismo comunitário como ferramenta para o desenvolvimento sustentável.
Turismo durante a COP30 Brasil
Pilares do turismo sustentável
Na COP26 em Glasgow (2021), a conversa avançou com o lançamento da Declaração de Glasgow sobre Ação Climática no Turismo, assinada por governos, organizações não governamentais (ONGs) e empresas de viagens. Essa declaração comprometeu a indústria do turismo a atingir emissões líquidas zero até 2050, com cinco pilares de ação principais:
Medir e reduzir as emissões de carbono das viagens e da hospitalidade;
Regenerar ecossistemas por meio do turismo responsável;
Apoiar economias locais e conservação liderada pela comunidade;
Garantir financiamento climático para iniciativas de viagens sustentáveis;
Compartilhar progressos transparentes e melhores práticas.
Como mencionado anteriormente, a maior parte das emissões do turismo provém de viagens aéreas, grandes resorts e cruzeiros de massa. Isso é confirmado pelo relatório daOrganização Mundial do Turismo das Nações Unidas (OMT), intitulado “Emissões de CO₂ relacionadas ao transporte no setor do turismo” (2019), que descreve como esses segmentos dominam a pegada de carbono do setor.
O ecoturismo, por outro lado, opera em uma escala menor e com menor impacto, muitas vezes envolvendo viagens locais, infraestrutura de pequena escala e operações ambientalmente conscientes.
Na prática, o ecoturismo contribui para a luta contra o aquecimento global de cinco maneiras principais:
Reduzindo as emissões de carbono: incentiva viagens mais lentas e locais e reduz a dependência de transportes e infraestruturas com altas emissões.
Protegendo sumidouros de carbono: ao conservar florestas tropicais, zonas úmidas e outros ecossistemas, o ecoturismo ajuda a preservar os reguladores climáticos naturais do planeta.
Oferece renda sustentável para a população local: oferece alternativas a indústrias destrutivas, como a exploração madeireira, a mineração e a agricultura industrial.
Constrói resiliência: diversifica as economias locais e fortalece as comunidades contra perturbações relacionadas ao clima.
Aumenta a conscientização: promove a educação e o envolvimento, permitindo que os viajantes compreendam melhor a biodiversidade, o conhecimento tradicional e a urgência da ação climática.
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A mudança já começou, mas precisa se tornar global
Em todo o mundo, iniciativas de turismo sustentável já começaram a surgir e mostrar resultados positivos. Um exemplo vem da Reserva da Biosfera Maia, na Guatemala, onde antigas áreas de extração madeireira foram convertidas em zonas de ecoturismo gerenciadas pela comunidade, ajudando a proteger vastas áreas florestais e, ao mesmo tempo, gerando renda para os moradores locais.
Foto: Mike Vondran
No Brasil, o potencial é imenso. Destinos como a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado são vitais para a captura de carbono e a biodiversidade, mas também enfrentam alta vulnerabilidade socioambiental.
Incluir o ecoturismo como ferramenta nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e nos planos de ação climática do Brasil proporcionaria um impacto mensurável, um tema que deve ganhar relevância durante a COP30 em Belém.
Agora, na COP30 Brasil, o foco está em transformar essas declarações em ação. O ecoturismo oferece um modelo real que já funciona na prática: escalável, inclusivo e adaptável.
A Floresta Amazônica no centro das mudanças climáticas
Embora o ecoturismo seja uma solução global, o Brasil (e particularmente a Floresta Amazônica) desempenha um papel central na crise climática. A floresta se estende por nove estados brasileiros, incluindo o Pará, onde cobre mais de 60% do território estadual. Isso torna sua capital, Belém, uma cidade anfitriã simbólica e estratégica para a COP30.
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A Amazônia regula as chuvas em toda a América do Sul, estabiliza as temperaturas globais e possui mais biodiversidade do que qualquer outro ecossistema do planeta. Mas também está sob extrema pressão.
Em 2023, o Rio Negro, em Manaus, atingiu seu nível mais baixo em um século, e dados de satélite do MapBiomas mostram que a região perdeu mais de 50 milhões de hectares de cobertura florestal entre 1985 e 2023.
Foto: Jacqueline Lisboa, WWF-Brasil
As secas estão se tornando mais frequentes e intensas, ameaçando a capacidade de regeneração da floresta e os meios de subsistência de sua população. Esse contexto reforça a importância de alternativas de baixo impacto e impulsionadas pela comunidade. O ecoturismo não é a única resposta, mas é uma resposta promissora e que pode ser implementada imediatamente.
Dada a grandiosidade da Amazônia, fica claro por que ela é um dos destinos principais do PlanetaEXO. Conectamos viajantes a experiências imersivas que respeitam a floresta, apoiam as comunidades locais e contribuem para a conservação a longo prazo.
Durante a COP30, os visitantes terão a oportunidade de ir além das paredes da conferência e experimentar exemplos reais de soluções baseadas na natureza: de ecolodges e passeios guiados por comunidades locais a projetos de conservação florestal.
Turismo na COP30 Brasil: o futuro é sustentável
A COP30 Brasil é uma oportunidade para o país se posicionar como referência global em turismo sustentável. No entanto, isso requer ações concretas. Apoiar pequenos empreendedores, investir em treinamento e desenvolver experiências de viagem respeitosas são passos essenciais.
Além da Floresta Amazônica, outros destinos naturais conhecidos, como Chapada Diamantina e Lençóis Maranhenses, também oferecem oportunidades significativas para o ecoturismo. A visibilidade da conferência pode ajudar a atrair investimentos e atenção para esses modelos de viagens sustentáveis únicos, mas muitas vezes ainda não totalmente explorados.
Viaje com a PlanetaEXO e faça parte da solução climática
Agora, entendemos como o ecoturismo pode ser parte da solução climática. Diante dos desafios que a humanidade enfrenta, cada ação conta.
Em celebração à data, saiba mais sobre quem atua diretamente na preservação da Amazônia, o maior refúgio de biodiversidade do planeta.
Você já parou para pensar no papel vital que as florestas desempenham no equilíbrio do nosso planeta? Como grandes pulmões verdes, elas regulam o clima, produzem oxigênio e sustentam a vida de milhões de espécies, inclusive a nossa. Mas se elas são tão essenciais, por que ainda não estão no centro das prioridades globais?
No Brasil, o Dia de Proteção às Florestas, celebrado em 17 de julho, reforça a urgência de preservar esse patrimônio natural, afinal, proteger nossas florestas é proteger o futuro. A data homenageia o Curupira, guardião das matas no folclore brasileiro, e chama atenção para a grandiosidade da Floresta Amazônica, que abriga cerca de 20% da fauna mundial, mais de 50 mil espécies de plantas e diversas comunidades tradicionais que vivem em equilíbrio com a floresta.
Mas quem são os verdadeiros guardiões desse território? Quais histórias vivem por trás da defesa da maior floresta tropical do mundo? Neste artigo, você vai conhecer algumas das lideranças que estão na linha de frente da luta pela Amazônia. Descubra quem são os Guardiões da Floresta Amazônica e como o turismo de base comunitária pode ajudar a manter viva essa missão:
Roberto Brito
De madeireiro a líder da comunidade ribeirinha Tumbira
Antigamente, quando Roberto olhava uma árvore, a primeira coisa que surgia em sua mente era o preço que poderia vender aquela madeira no mercado. Cada árvore tinha uma etiqueta com diferentes cifrões. Hoje, o cenário é diferente: a árvore, os rios, os animais, todos fazem parte de um ambiente no qual ele também é um participante vivo e ativo.
Aos 50 anos, Roberto Brito é um dos líderes da comunidade Tumbira, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, Amazonas. Ele comanda pousadas que recebem visitantes interessados em vivências autênticas na Amazônia e guia outras atividades turísticas na comunidade.
“Antes, eu via preço nas árvores, em tudo. Agora, entendo o significado de valor, do valor que a floresta tem na minha vida”, destacou ele ao PlanetaEXO. Roberto organizou a comunidade para que todos participem dos roteiros, desde a produção artesanal até a culinária e a condução nas trilhas. Ele ressalta que o turismo de base comunitária não é apenas algo que deve fazer sentido para quem vive ali: é uma prioridade de todos. Afinal, os ribeirinhos não são apenas anfitriões, mas também fazem parte da própria natureza que se quer proteger.
Photo: Felipe Beltrame
Nilde Silva
Liderando um ecolodge no coração da floresta
Nilde Silva é ribeirinha nascida e criada em Acajatuba, na Amazônia, e fundadora da Caboclos House Ecolodge, uma pousada sustentável construída com materiais da floresta e operada por moradores locais. À frente do empreendimento, ela oferece experiências imersivas, que conectam os viajantes à cultura, à gastronomia e ao cotidiano ribeirinho com responsabilidade.
Reconhecida por seu protagonismo, Nilde venceu a tradicional Prova da Farinha em 2021 e foi premiada pelo Sebrae como Mulher de Negócios. O ecoturismo foi essencial para que ela conquistasse independência e, principalmente, mostrasse que é possível empreender na floresta com identidade e respeito.Por seu trabalho, Nilde é um exemplo de liderança feminina e inspiração para outras mulheres amazônidas, principalmente por sua luta pela preservação ambiental da Amazônia.
Juma Xipaya
Primeira mulher cacique entre os povos do médio Xingu
Muitas vezes, quando pensamos em um cacique, a figura masculina é a primeira associação ao nome devido anos de tradição no imaginário popular. Juma Xipaia mudou isso. Liderança indígena do povo Xipaya, ela foi a primeira mulher a se tornar cacique de sua aldeia, no Pará. Ganhou projeção internacional ao denunciar publicamente a presença do garimpo ilegal em seu território e passou a atuar como uma das principais vozes indígenas na defesa da Amazônia.
A líder também é coordenadora do Instituto Juma Xipaia e comunicadora, participando de eventos no Brasil e no mundo como mulher indígena e guardiã do Xingu. Recentemente, lançou o documentário“Yanuni”, do diretor Richard Ladkani, em parceria com o ator Leonardo DiCaprio. A produção conta a história de Juma e sua luta contra o minério e garimpo ilegal. Para Xipaya, proteger o território é preservar sua cultura, sua história e seu futuro.
Txai Suruí
Raízes, resistência e liderança global da Amazônia
Criada em meio à floresta, Txai Suruícresceu entre cantos, rituais e os ensinamentos do povo Paiter Suruí, na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia. Filha de Almir Suruí, reconhecido líder indígena, ela carrega desde cedo a herança de luta e conexão com a natureza. Com presença serena e discurso firme, Txai se destacou como uma das principais vozes da juventude indígena brasileira. Sua atuação vai além das fronteiras da aldeia, unindo tradição, espiritualidade e mobilização política.
Ativista ambiental e defensora dos direitos dos povos originários, Txai tornou-se a indígena brasileira mais conhecida do mundo após discursar na abertura da COP26, em Glasgow. Foi a única brasileira a ocupar aquele palco, onde denunciou a violência contra os povos da floresta e o avanço do desmatamento na Amazônia.
Em Rondônia, atua com iniciativas de proteção territorial e fortalecimento das lideranças jovens. Dessa forma, Txai representa uma geração que resiste com sabedoria e, ao mesmo tempo, fala com o mundo sem perder as raízes.
@levitapuia
Izolena Garrido
Transformação e preservação através da arte
Professora, Izolena Garrido fundou uma oficina na comunidade Tumbira porque acreditava no poder da arte e dos saberes tradicionais em gerar oportunidades de transformação. Em sua casa, criou um espaço onde produz biojoias e peças artesanais com sementes e pigmentos naturais, acolhendo meninas e meninos em situação de vulnerabilidade. Para ela, proteger o seu povo é também proteger a floresta.
Ali, a natureza conversa entre si e todos os fatos são conectados, desde o cair da chuva até os viajantes que passam pela oficina e conhecem o trabalho de Izolena. “Tudo é um ciclo. Para termos as sementes que usamos no artesanato, precisamos da chuva, da água do rio, da terra. Se uma coisa para, isso não acontece. Precisamos manter.”, explica a professora.
Atualmente, Izolena é uma das líderes da comunidade e também referência em iniciativas que unem arte, educação e preservação no contexto ribeirinho. Suas peças já foram expostas na São Paulo Fashion Week, maior semana de moda brasileira, e o projeto recebe apoio de marcas como a Louis Vuitton. Para Izolena, a arte pode agir como um curador de traumas, fortalecendo a autoestima e o vínculo com o território.
José Pancrácio
Cacique da comunidade Nova Esperança
José Pancrácio é o cacique da comunidade indígena Nova Esperança, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, Amazonas, e uma das principais lideranças do povo Baré. Ele atua na linha de frente de ações que unem preservação ambiental, turismo de base comunitária e educação. Sob sua liderança, a comunidade realiza projetos como a soltura de filhotes de tartaruga-da-Amazônia, fortalecendo o compromisso coletivo com a preservação ambiental.
Desde novo, José entendeu que não havia outra forma de mudança e manutenção do legado cultural do seu povo se não pela educação das crianças. Entre as conquistas mais simbólicas está a construção da escola da comunidade, viabilizada com recursos arrecadados por meio do ecoturismo. A renda gerada pelas visitas foi essencial para garantir a estrutura do prédio, com salas de aula e materiais básicos.
Para Pancrácio, o ecoturismo contribui diretamente para melhorar a vida de quem cuida da floresta todos os dias. Mais do que tudo, ele explica a importância de relações de troca cultural: quando os turistas chegam na comunidade, é sempre um grande prazer mostrar a história e tradição do povo Baré.
Photo: Isadora Sá
Daniel Gutierrez Govino
Uma brigada florestal para proteger a floresta
Daniel Gutierrez Govino é fundador da Brigada Florestal Comunitária de Alter do Chão, no Pará. Desde 2017, ele mobiliza moradores locais para prevenir e combater incêndios na floresta, com apoio de bombeiros, Defesa Civil e parceiros como o World Wide Fund for Nature (WWF). A brigada atua com técnicas mistas, drones e comunicação em rede, sendo referência em ação comunitária frente às queimadas na Amazônia.
Além da resposta emergencial, Daniel aposta na formação de brigadistas e na educação ambiental como caminhos para fortalecer o protagonismo local. Para ele, proteger a floresta começa com quem vive nela. Por conta disso, sua atuação também ganhou visibilidade internacional, com participação na COP26 e apoio de organizações de direitos humanos e ambientais.
Como ajudar a proteger a floresta?
No PlanetaEXO, acreditamos que cada viagem pode gerar impacto positivo e preservar o meio ambiente onde vivemos. Nossa missão é conectar você a experiências autênticas e sustentáveis, promovendo o ecoturismo de base comunitária na Amazônia e em outros destinos naturais brasileiros. Selecionamos aventuras que respeitam o meio ambiente e fortalecem quem vive nessas regiões, incluindo os guardiões da Floresta Amazônica.
Uma forma de também apoiar essa causa é através de projetos de conservação na Amazônia, promovidos por algumas entidades como o Instituto Socioambiental (ISA) e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). Ambos atuam há décadas na proteção da floresta e dos povos tradicionais, e recebem doações para seguir com esse trabalho essencial. A Amazônia sustenta o clima, abriga milhões de vidas e guarda a história de povos originárias: defendê-la é um compromisso coletivo.
À medida que o desmatamento ameaça a Amazônia, o ecoturismo surge como uma solução importante, com startups como o PlanetaEXO liderando o caminho no apoio à conservação e às comunidades locais.
A floresta amazônica, muitas vezes referida como os “pulmões da Terra”, enfrenta um dos seus desafios mais críticos em décadas. As taxas de desmatamento dispararam, com mais de 10.000 quilômetros quadrados de floresta sendo desmatados anualmente, impulsionados pela extração ilegal de madeira, mineração e conversão de terras para a agricultura. Além disso, incêndios florestais recordes e secas persistentes estão piorando a situação, com mais de 50.000 incêndios ativos em todo o Brasil.
O turismo sustentável na Floresta Amazônica está surgindo como uma estratégia viável para combater essa crise ambiental e, ao mesmo tempo, apoiar as comunidades locais.
“As visitas guiadas localmente ajudam a desviar o foco das práticas destrutivas.” – Foto: João Paulo Krajewski
O PlanetaEXO, uma startup dedicada a viagens ecológicas, tem trabalhado em estreita colaboração com estas comunidades para oferecer passeios na Amazônia, que dão prioridade tanto à conservação ambiental como à capacitação da comunidade. “Vimos em primeira mão como os ecolodges e as excursões guiadas localmente ajudam a desviar o foco das práticas destrutivas “, diz Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO.
“Ao conectar os viajantes com experiências autênticas que beneficiam as comunidades locais, estamos promovendo um modelo de turismo que apoia tanto as pessoas como o planeta”, acrescenta.
Um santuário para a biodiversidade e um símbolo do turismo sustentável: Reserva Ecológica do Cristalino
De acordo com um relatório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o ecoturismo na floresta amazônica poderia reduzir o desmatamento, proporcionando uma fonte alternativa de rendimento às indústrias que exploram a floresta tropical.
O WWF sugere que o turismo responsável pode ajudar a manter mais de 50% da biodiversidade da floresta, ao mesmo tempo que enfrenta os desafios climáticos, protegendo grandes extensões de terra do desmatamento.
Empowering Local Communities through Sustainable Tourism
Os benefícios do turismo sustentável não se limitam à proteção ambiental. O ecoturismo também está criando oportunidades econômicas para as comunidades locais, incluindo muitos grupos indígenas, que há muito tempo atuam como guardiões da Amazônia.
Um exemplo poderoso dessa transformação, destacado pelo Projeto Draft, é a história de Roberto Brito Mendonça, de Iranduba, Amazonas. Como seu pai e avô antes dele, Roberto era um madeireiro, usando a floresta para sustentar sua família. Em 2008, quando suas terras passaram a fazer parte da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, seu sustento ficou em risco. Diante da incerteza, Roberto voltou-se para o turismo e, em 2012, começou a administrar a Pousada do Garrido, uma das 24 empresas de turismo da região.
“A Amazônia que queremos é uma Amazônia cheia de vida – e quando digo vida, quero dizer especialmente as vidas humanas que fazem parte dela”, diz Roberto Brito.
“O acesso à educação e à tecnologia é essencial para a sustentabilidade”, diz Roberto. “Se todos tivessem essa oportunidade, poderíamos traçar um novo rumo para a floresta. A Amazônia que queremos é uma Amazônia cheia de vida – e quando digo vida, refiro-me especialmente às vidas humanas que fazem parte dela.”
A sua história é um testemunho de como o turismo sustentável pode oferecer uma alternativa às indústrias extrativistas, permitindo que as comunidades locais preservem tanto a natureza como o seu modo de vida.
Ecolodges dando o exemplo
Lodges como o Uakari Lodge, na Reserva Mamirauá, em Tefé, e o Cristalino Lodge, em Alta Floresta, Mato Grosso, são exemplos de como as pousadas ecológicas desempenham um papel fundamental no ecoturismo. O Uakari, localizado num ecossistema semi inundado que representa 3% da Amazônia, tem como objetivo proteger a biodiversidade local e apoiar onze comunidades locais.
O hotel opera com sustentabilidade em seu núcleo, usando energia solar, coletando e armazenando água da chuva e tratando o esgoto com microorganismos em vez de produtos químicos. Até as telhas do telhado são feitas de garrafas de plástico recicladas.
“O Uakari Lodge tem como objetivo proteger a biodiversidade local e, ao mesmo tempo, apoiar onze comunidades locais.”
Os hóspedes são incentivados a reduzir ao mínimo o consumo de energia e todos os resíduos são tratados antes de serem devolvidos ao rio. Através do seu modelo de turismo comunitário, Uakari oferece oportunidades e formação à população local, assegurando que as operações do lodge têm um impacto mínimo no ambiente.
Enquanto isso, o Cristalino Lodge se destaca como um ecolodge aninhado em uma das maiores reservas privadas da Amazônia, protegendo mais de 11.000 hectares de floresta – uma área quase duas vezes maior que a Ilha de Manhattan. Esta vasta área é mantida em condições intocadas, rica em biodiversidade, e apoia esforços críticos de conservação.
Estar no topo da torre de 164 pés do Cristalino Lodge é uma visão de tirar o fôlego. – Foto: Andre Dib
O lodge adota uma arquitetura sustentável que respeita a natureza, com sistemas de tratamento de efluentes e águas residuais, aquecimento solar de água, energia solar e reciclagem – todos protocolos concebidos para minimizar o impacto das suas operações. Ao limitar o número de hóspedes por guia em cada passeio, o Cristalino garante uma experiência de baixo impacto.
“A pousada adota uma arquitetura sustentável que respeita a natureza.” – Foto Samuel Melim
Os visitantes de ambos os lodges embarcam em caminhadas e excursões guiadas, experimentando a surpreendente complexidade dos ecossistemas da Amazônia.
O Uakari Lodge serve de santuário para espécies únicas como o uakari de cara branca, enquanto o Cristalino Lodge apoia pesquisas que documentam mais de 1.356 espécies diferentes de plantas, incluindo seis até então desconhecidas pela ciência.
Ao promover o turismo de baixo impacto, tanto o Uakari como o Cristalino contribuem para a preservação da floresta , ao mesmo tempo que proporcionam meios de subsistência sustentáveis às comunidades locais.
Impacto econômico e global do turismo sustentável na Amazônia
A comparação econômica entre o turismo sustentável e a exploração privada na Amazônia realça a importância das viagens ecológicas. De acordo com o Banco Mundial, o turismo sustentável na Amazônia está avaliado em cerca de 2,3 mil milhões de dólares por ano.
Embora este valor represente apenas cerca de 5% dos 45 mil milhões de dólares gerados pela exploração privada da floresta através da agricultura, da exploração da madeira e da mineração, o ecoturismo é um aliado essencial nos esforços de conservação.
Foto: Samuel Melim
Para além do seu valor financeiro, o turismo sustentável sensibiliza para a crise do desmatamento da Amazônia e para o seu impacto no clima global. Os turistas que testemunham a destruição em primeira mão são frequentemente inspirados a apoiar projetos de conservação nos seus países de origem. O ecoturismo também contribui para a educação ambiental, o que ajuda a promover uma compreensão mais profunda da necessidade de práticas sustentáveis em todo o mundo.
Foto: Jorge Lopes
Com as viagens ecológicas a contribuírem cada vez mais para a proteção e recuperação da natureza, o ecoturismo é capaz de moldar as opiniões globais sobre o desmatamento. Os viajantes apoiam estes esforços, criando uma situação vantajosa para todos, em que o turismo financia a preservação dos recursos naturais na Amazônia.
Viaje com propósito, preserve a Amazônia!
Como o desmatamento continua a ameaçar um dos ecossistemas mais importantes do mundo, o turismo sustentável oferece um caminho a seguir. Através da mudança dos incentivos econômicos e da sensibilização global, é possível reduzir a pressão sobre a Amazônia e proteger a sua biodiversidade para as gerações futuras.
No PlanetaEXO, acreditamos que cada viajante tem o poder de fazer a diferença. Nossos passeios ecológicos oferecem experiências turísticas autênticas e responsáveis que beneficiam tanto o meio ambiente quanto as comunidades que dependem da floresta. Ao escolher o turismo sustentável, todos nós podemos ser parte da solução.