Category: Histórias

  • Três noites no Pantanal Sul: a história de Sandy com a vida selvagem brasileira

    Três noites no Pantanal Sul: a história de Sandy com a vida selvagem brasileira

    Uma aventureira já íntima do Brasil, a primeira viagem do filho ao país e três noites no Rio Miranda, em suas próprias palavras

    Aos 63 anos, Sandy McKelvey passou boa parte da vida adulta indo e voltando do Brasil. Dá aula de inglês para estrangeiros em uma faculdade comunitária de Nova York e fala português, já que tocou um negócio no Brasil e rodou o país por 12 anos quando era mais nova.

    Além de ter morado na Bahia e em Pernambuco, também conhece o Ceará, Belém do Pará, Manaus, Minas Gerais, Natal, São Luís do Maranhão, Santarém, Rondônia e Acre. Em toda essa bagagem faltava justamente o destino indicado por um amigo biólogo que mora em Corumbá, cidade vizinha às áreas alagadas: Sandy nunca tinha pisado no Pantanal.

    A chance perfeita veio com Robert, seu filho, que tinha duas semanas de folga. Como era a primeira vez dele no Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo entraram sem discussão no começo do roteiro. Mas Sandy buscava uma experiência diferente para finalizar a viagem. Escolheu, então, a planície alagada de 210.000 km² que se estende por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    Em agosto de 2026, Sandy e Robert passaram três noites em um lodge na margem do Rio Miranda, no Passeio Econômico no Pantanal, organizado pelo PlanetaEXO e conduzido por um guia local. Agora quem conta é ela: confira abaixo!

    O que ela esperava e o que o Pantanal entrega de verdade

    Sandy chegou com uma imagem formada a partir de documentários sobre a natureza, mas encontrou uma paisagem impressionantemente produtiva, já que a criação de gado ocupa boa parte do Pantanal Sul.

    “Percebi que boa parte do Pantanal é área rural, fazendas, criação de gado”, disse ela. “E fazia todo sentido. Não era bem o que eu tinha imaginado, mas foi muito interessante do mesmo jeito. Gostei bastante.”

    Sandy também sabia que a natureza é imprevisível, ainda mais tratando-se de animais. Mesmo assim, Robert torceu para ver um tamanduá. O bicho não deu as caras, mas mãe e filho viram capivaras, jacarés, búfalos, bugios e muitas aves.

    No Pantanal, a estação seca, mais ou menos de julho a outubro, concentra os animais em torno da água remanescente e oferece melhores chances de avistamento. É o melhor destino do Brasil para observar vida selvagem, mas a natureza segue o próprio ritmo, e é justamente essa imprevisibilidade que torna o ecoturismo tão autêntico.

    👉 Leia mais:

    No Pantanal, o guia é o seu melhor amigo

    Pergunte a Sandy o que fez a viagem tão especial, e a resposta é Bobby, o guia que os acompanhou. “O que tornou a viagem mais especial foi o nosso guia. Ele era simplesmente maravilhoso.”

    O trabalho dele, conforme sua descrição, nunca parava. “Ele passava o tempo todo observando o mato em busca de animais. E, sinceramente, se ele não estivesse com a gente, não teríamos visto nada, porque os bichos ficam escondidos. O exemplo ao qual ela sempre volta é um bando de bugios, que estavam lá no alto e bem longe. “Ele só reparou uns galhos se mexendo e falou: ‘Olha, bugios!’ Foi impressionante”, diz ela, ainda admirada.

    O acaso ainda deu uma mãozinha. Bobby era muito próximo justamente desse amigo de Corumbá, o que deixou a experiência ainda mais rica e pessoal.

    As conversas com ele foram a outra metade da experiência. Sandy fez perguntas o tempo todo, e o que recebeu em troca foi uma faceta do Brasil que ela nunca tinha conhecido na Bahia ou em Pernambuco. “Gostei de conhecer pessoas diferentes das que encontrei em outras partes do Brasil”, contou.

    A conclusão dela é o conselho mais simples e valioso da conversa. Nunca vá ao Pantanal sem um guia. Seria uma total perda de tempo.”

    👉 Leia mais: Como chegar no Pantanal, no Brasil

    Rio acima, onde os bichos chegaram perto

    De toda a programação, um passeio se destacou: a segunda saída de barco, que subiu o rio até um canal mais estreito, onde Sandy viu mais bichos.

    O momento que ela descreve melhor aconteceu num trecho de brejo tomado de plantas, em que o barco simplesmente parou. “Ficamos parados por um instante e então percebemos que estávamos completamente cercados, lembra ela. Dezenas de jacarés em todos os lados.

    No meio deles, andando por cima da vegetação, estava uma jaçanã, a espécie que o pessoal da região chama de ave de Jesus Cristo pela habilidade única de “andar sobre a água” — os pés enormes, de dedos finos e unhas compridas, distribuem o peso do corpo sobre as plantas aquáticas e fazem-na deslizar pela superfície de um jeito fluido e surpreendente.

    “[A jaçanã] estava bem ali, no meio dos jacarés, e ninguém incomodava ninguém”, completou. “Estavam todos juntos, de boa. Achei aquilo muito bonito.”

    👉 Leia mais: Animais do Pantanal: fauna e vida selvagem

    Um dia de pesca surpreendentemente memorável

    A pesca de piranha faz parte do programa padrão do lodge onde Sandy e Robert ficaram, mas ela não estava nem um pouco animada. O horário deles precisou mudar porque outro grupo o ocupou, o que fez a atividade cair no último dia. “Achei que seria feito às pressas e que não seria tão bom”, admitiu.

    Para sua surpresa, essa se tornou uma das melhores coisas de toda a viagem. A diferença, de novo, foi o guia. “Foi superdivertido, na verdade. Se não fosse o Bobby, não teria graça nenhuma.” Sandy tinha ouvido falar de grupos que não pegaram nada e desistiram, mas Bobby fez diferente e criou uma regra: ninguém para até todo mundo fisgar um peixe.

    “Todo mundo pegou peixe. [Bobby] ficava trazendo mais carne e explicando tudo. Não paramos até todos conseguirem”, contou ela, sorrindo.

    Um colar, um facão e meia hora de artesanato

    A última atividade da estadia foi uma trilha curta. De novo, ter um profissional guiando fez toda a diferença. “A gente não perceberia nada se ele não apontasse as coisas, como algumas árvores específicas”, observou Sandy.

    Em certo momento, Bobby parou diante de uma suculenta, mostrou ao grupo como tirar as fibras de uma folha com o facão e começou a trançá-la até que ficasse resistente. Estava fazendo uma pulseira para Robert, errou o comprimento e acabou dando para outra pessoa. Nada grave — faria outra para Robert.

    Ele cortou uma segunda folha e a levou de volta. No dia seguinte, pouco antes da pescaria, Bobby e Robert sentaram e trabalharam juntos. Saiu um colar no lugar da pulseira, feito com um dente de jacaré que ele carregava, uma segunda fibra trançada para colorir e cerca de meia hora de empenho.

    “Ficou de uma beleza absurda, porque esse cara é claramente um artista, além de guia, disse ela. “Eu realmente não esperava. [Bobby] só queria que [Robert] tivesse um souvenir bonito.”

    Ótima hospitalidade e um dia quente

    Sandy e Robert sabiam que a hospedagem escolhida, o Pantanal Jungle Lodge, era rústica na medida certa. “É meio simples, mas esperávamos por isso e gostamos assim”, afirmou ela. Os dois ficaram em um dos quartos de beliche, dividido com outros dois viajantes. “Foi tudo tranquilo. Todo mundo foi muito educado.

    O restante do veredito é curto e consistente: “A comida era muito boa e todos os hóspedes eram supersimpáticos.” O lodge fica na beira do Rio Miranda, o que já faz metade do trabalho. Sandy fotografou aves sem sair da propriedade.

    A hospedagem foi boa, mas o calor pesou. O Pantanal é quente por natureza e, dependendo da época do ano, seco. Uma manhã em especial, durante um passeio a cavalo, mostrou-se exigente. “Devia estar uns 38 °C. Estava muito quente e estávamos no sol.”

    À tarde, o grupo saiu de caiaque contra a corrente. “Eu até gosto muito de caiaque, mas estava quente demais. Naquele momento, pensei: ‘Estou exausta pelo calor’”. Foi difícil, mas ela fez questão de esclarecer que ninguém mais passou por isso. “Foi só comigo. Eu estava sofrendo com o calor.”

    O clima pesa muito no roteiro e na experiência de cada viajante — não apenas no Pantanal, mas em qualquer outro destino de natureza. Conhecer os próprios limites, como Sandy fez, é a atitude mais sábia!

    👉 Leia mais:

    O Pantanal é seguro? A resposta sincera de Sandy

    Sandy não responde a essa pergunta com ingenuidade, já que morou no Brasil, acumulou experiências boas e ruins em cidades brasileiras e é criteriosa na hora de circular por grandes cidades.

    Sobre o Pantanal, a resposta veio na hora. “Me senti 100% segura. Você nem precisa se preocupar com onde deixa a carteira ou a bolsa”, afirmou.

    Os animais também nunca a preocuparam. “Nunca senti medo dos bichos. Isso nem passou pela minha cabeça”, disse ela. “A gente fica num barco grande. É seguro.” Reparou também no lado operacional do passeio. “[A equipe] era muito responsável: todo mundo de colete salva-vidas.”

    Próxima parada: a Amazônia (agora com a filha)

    A viagem ao Pantanal já puxou a próxima. A filha de Sandy chega ao Brasil pela primeira vez em breve, e as duas já têm planos para ir a Manaus e se embrenhar na Amazônia, região que Sandy conheceu anos atrás e não visita desde então.

    São destinos que valem conhecer ao menos uma vez na vida. A Amazônia é floresta — densa, vertical e misteriosa. O Pantanal é planície alagada e aberta, onde a água traz os animais para perto.

    Depois de tantos anos de Brasil, Sandy recomenda o lugar que ganhou seu coração: Salvador, na Bahia, uma das cidades onde morou. “É tão única, tão histórica: a cultura, a música. Se for ao Brasil, vá para Salvador.”

    👉 Leia mais: Pantanal ou Amazônia: qual escolher?

    Conhecendo o Pantanal Sul com o PlanetaEXO

    Agora que você leu a história de Sandy, já sabe o que o Pantanal Sul entrega de verdade: uma planície alagada que também é área de trabalho, local em que os bichos aparecem na natureza em vez de ficarem em exposição, e onde um guia que sabe ler a margem do rio é quem faz a viagem valer a pena.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes no Pantanal Sul. Trabalhamos com guias e operadores locais experientes e cuidamos da logística (transfer saindo de Campo Grande, lodge, refeições e programação de atividades) para você se concentrar na natureza, desde a primeira reserva até o último passeio de barco. Fale conosco agora!

  • Hotel flutuante ecológico na Amazônia visto do barco ao amanhecer no Rio Negro

    Explorando a Amazônia: a aventura de Erica em um hotel flutuante no Brasil

    Explorando a Amazônia: a aventura de Erica em um hotel flutuante no Brasil

    Uma viajante, duas amigas e uma imersão surpreendente na maior floresta tropical do mundo

    Algumas viagens começam por um lugar, mas esta começou por um evento. Erica L., 41 anos, trabalha como analista de pesquisa nos Estados Unidos. Quando uma amiga marcou o casamento no Rio de Janeiro, Erica viu ali a oportunidade perfeita para esticar a viagem. Afinal, se ia atravessar o mundo até o Brasil, precisava explorar mais.

    Junto com duas amigas, ela partiu para uma viagem inesquecível para a Amazônia, hospedada em um hotel autossuficiente de 6 suítes que flutua no rio, sobe e desce conforme o nível da água e funciona com energia limpa o ano inteiro.

    Vista aérea de um rio escuro serpenteando pela floresta amazônica no Brasil

    Erica e as amigas entraram na floresta em um tour de 3 dias na selva amazônica saindo de Manaus, organizado e conduzido pela equipe do PlanetaEXO e por guias locais. Aqui, contamos a história dela para mostrar como é, de verdade, viver a natureza: encontros marcantes com a fauna, conexões com quem vive ali e muito mais conforto do que ela esperava. Confira abaixo!

    Uma extensão de viagem que superou as expectativas

    Quando Erica reservou o tour, a expectativa já estava alta. Ela tinha lido o roteiro do PlanetaEXO e visto as fotos, mas a realidade superou tudo. A equipe do hotel fez muito mais do que o esperado. Foram maravilhosos e gentis com a gente”, lembra ela.

    O que mais a surpreendeu foi o nível de conforto. Ela esperava uma expedição dura e problemas com mosquitos (chegou a dar um “sermão” nas amigas sobre repelente), mas a experiência foi exatamente o oposto.

    O hotel flutuante tem um deck de observação de estrelas no terraço e uma piscina agradável. “Foi tudo muito tranquilo e confortável. Os passeios de barco eram suaves, de no máximo 3 horas, e a equipe estava sempre atenta ao que o grupo precisava.”

    Viajantes em um passeio de barco pelo Rio Negro durante um tour de 3 dias na Amazônia saindo de Manaus

    👉 Leia mais: O melhor hotel de selva na Amazônia: onde se hospedar no Brasil

    Hospitalidade amazônica e atenção aos detalhes

    Viajar com restrições alimentares pode ser um desafio, ainda mais em áreas remotas. Erica é vegetariana e as duas amigas são veganas. “Sinceramente, eu estava um pouco preocupada de elas passarem fome, porque não é uma dieta muito comum.”

    A equipe do hotel, porém, brilhou. Em todas as refeições, pratos principais e sobremesas veganas eram preparados especialmente para elas, com legumes e ingredientes locais, reforçando o compromisso do hotel com a sustentabilidade e as práticas ecológicas.

    Suíte do hotel flutuante na Amazônia com vista para o rio, rede na varanda e binóculo sobre a cama

    👉 Leia mais: Pratos típicos da Amazônia: 7 comidas para provar na sua viagem à floresta

    O guia que lê a floresta

    Em uma floresta sem placas e com rios que mudam conforme a estação, o guia é fundamental. Os guias de Erica, Tyson e Josephine, deixaram sua marca.

    Tyson conhecia tanto a região que, durante um dos passeios, avisou ao piloto do barco que aquela seria a última vez que poderiam fazer um determinado trajeto, porque o nível do rio tinha baixado e poderia ser perigoso. “Foi muito louco pensar no quanto você precisa conhecer um terreno para entender isso. Meu cérebro não tem esse tipo de conhecimento”, brincou Erica, admirada com tal nível de domínio.

    A hospitalidade estava à mesma altura. Sabendo que uma família francesa chegaria no dia seguinte, Tyson ficou acordado até as 3 da manhã tentando aprender francês básico para recebê-los da melhor forma possível.

    Outra surpresa foi descobrir a origem da equipe. “Eu não sabia que os colaboradores seriam de comunidades indígenas locais”, admitiu. “Isso, por si só, é uma das partes mais legais da viagem. [A equipe] era muito acolhedora e gentil. Foi o acolhimento mais caloroso que eu já recebi em qualquer tipo de turismo.”

    Grupo em uma trilha na mata fechada com um guia local durante um tour na selva amazônica

    👉 Leia mais:

    Encontros com a fauna que ficam na memória

    Embora o grupo tenha pescado piranhas e visto preguiças, jacarés, várias aves e duas espécies de macacos, foi a interação com os botos-cor-de-rosa que roubou a cena.

    “Tyson falou pra gente: ‘Acho que vocês não vão ver só botos; acho que vocês vão ver bandos de botos’. E vimos mesmo! Foi incrível. Eles estavam pescando, pulando para fora da água e chegaram bem perto do barco”, lembrou Erica, animada, contando que os avistamentos foram frequentes o bastante para capturar ótimos vídeos.

    Boto-cor-de-rosa nadando logo abaixo da superfície do Rio Negro, na Amazônia

    👉 Leia mais: 15 animais da Amazônia: desvende a vida selvagem no Brasil

    É seguro viajar para a Amazônia? A resposta sincera de Erica

    Segurança é uma preocupação comum de quem visita o Brasil pela primeira vez. Erica, no entanto, sentiu-se 100% segura. Antes da viagem, leu o post do blog do PlanetaEXO sobre segurança em Manaus e tomou precauções sensatas.

    “Eu sabia que devia respeitar o que estava ao meu redor. Sempre usamos o Uber Black e eu fui muito cautelosa com o horário em que saíamos. Não queria ser mais aventureira do que seria em um lugar que eu conhecesse melhor, então não tive problemas [em nenhum lugar do Brasil]”, contou ela.

    O idioma também não foi um empecilho. O espanhol básico de Erica deu conta, já que é parecido com o português. No hotel, ela conversou em espanhol com o chef e o bartender do lodge. “Todo mundo foi muito paciente e gentil.”

    As dicas de Erica para quem vai pela primeira vez

    Depois da experiência, Erica deixou três dicas práticas para quem está planejando conhecer a Amazônia:

    Leve notas pequenas para as gorjetas

    Erica queria ter levado mais dinheiro para dar gorjeta individualmente às várias pessoas da equipe (guias, pilotos de barco e funcionários do hotel) que prestaram uma assistência excepcional. “Eu não tinha ideia de como o serviço seria atencioso e completo.” Eram pelo menos cinco pessoas a quem ela queria retribuir individualmente.

    Vale saber: a cultura de gorjeta no Brasil é diferente da dos Estados Unidos, já que o serviço costuma vir embutido na conta e a equipe não espera por isso. A gratificação é bem-vinda, nunca obrigatória. Se quiser contribuir, leve notas menores.

    Prepare-se para doações locais

    Durante a viagem, o grupo visitou uma escola local impressionante, onde as crianças aprendem vários idiomas. Se ela soubesse de antemão que algumas comunidades aceitam doações, teria adorado levar material escolar.

    “Eu jamais me atreveria a fazer algo assim, porque pode ser estranho oferecer presentes que as pessoas não autorizaram”. Erica recomenda perguntar com antecedência se existe alguma forma de apoiar as comunidades locais visitadas ao longo do itinerário.

    Leve roupas casuais, de resort

    Erica se preparou para uma expedição “extrema” na selva, mas o hotel tinha um clima muito agradável. “Os viajantes podem querer levar roupas mais casuais ou de estilo resort para usar durante o tempo que passarem no alojamento”, aconselha.

    Hotel flutuante ecológico de telhados vermelhos refletido no Rio Negro, na Amazônia brasileira

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    Próximos planos: o Pantanal

    Uma viagem só não foi suficiente. O Brasil conquistou Erica, e ela já pensa em voltar. O próximo destino? O Pantanal.

    Como grande fã da vida selvagem (e que perdeu a oportunidade de ver capivaras no Rio de Janeiro!), ela já sonha em visitar a região para avistar as icônicas onças-pintadas.

    Onça-pintada lambendo o filhote, no Brasil

    👉 Leia mais: Onde ver onças-pintadas no Pantanal

    Conheça a Amazônia com o PlanetaEXO

    Agora que você viu a Amazônia pelos olhos de Erica, sabe o que essa viagem realmente exige de você (muito pouco) e o que ela devolve: encontros espontâneos com a vida selvagem, guias atentos que interpretam o rio como um mapa, hospitalidade de alto nível e paisagens naturais grandiosas.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia. Trabalhando ao lado dos melhores operadores, cuidamos de toda a logística (transfers, hospedagens, refeições e roteiro) para você só aproveitar. Fale conosco!

  • A Trilha de 3 Dias de uma Família nos Lençóis Maranhenses: a História de Olivia no Brasil

    A Trilha de 3 Dias de uma Família nos Lençóis Maranhenses: a História de Olivia no Brasil

    Uma família austríaca, três semanas e meia no Brasil e três dias de caminhada por um deserto de dunas brancas e lagoas de água doce, contados nas próprias palavras de Olivia

    Algumas viagens começam por um lugar, mas esta começou por uma estação. Olivia Rossignol, 48 anos, trabalha nas Nações Unidas e mora na Áustria. Quando planeja uma viagem para a família, começa eliminando opções. Queria um lugar quente para viajar durante o verão europeu, sem cair na estação chuvosa de outro lugar, o que a levou ao Brasil. Enquanto julho é inverno no sul, o norte do país está bem no meio da sua estação seca.

    O destino exato veio da filha de 15 anos. Pesquisando sobre o Brasil no Google, encontrou as imagens surreais dos Lençóis Maranhenses em alta no Instagram e fez a pergunta óbvia: “Podemos ir?”. A família montou a viagem de três semanas e meia em torno disso, acrescentando Rio de Janeiro, Pipa, Salvador, Chapada Diamantina e Morro de São Paulo pelo caminho.

    Mas o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma extensão de 155 mil hectares de dunas de areia branca e lagoas de água da chuva no estado do Maranhão, nunca deixou de ser o ponto central. Foi a primeira vez da família no Brasil e, sem dúvida, o grande destaque de toda a viagem.

    Olivia, o marido e a filha atravessaram as dunas e as lagoas em uma trilha de 3 dias pelos Lençóis Maranhenses, organizada e conduzida pela equipe do PlanetaEXO e por guias locais. Agora compartilhamos a história dela para mostrar como é realmente essa experiência: para uma família, para quem visita o Brasil pela primeira vez e para qualquer pessoa que tenha as mesmas dúvidas que Olivia um dia já teve. Confira abaixo!

    Um destino que a filha encontrou na internet

    Um ano atrás, os Lençóis Maranhenses nem estavam no radar de Olivia, como ela mesma admite sem hesitar. “Não importa a quem eu conte que estive lá, ninguém conhece. E, sinceramente, um ano atrás eu também não conhecia,” confessou.

    A ideia só sobreviveu porque resolvia um problema (um destino fora da estação seca em julho) e porque a filha insistia nas imagens que tinha visto na internet.

    Então, inverteram a lógica de sempre. Em vez de encaixar as dunas em um roteiro pelo Brasil, montaram o roteiro em torno de Lençóis e preencheram o resto depois. Para quem visitava a América do Sul em família pela primeira vez, apostar na escolha trazida por prints tirados por uma jovem de 15 anos se mostrou a decisão ideal.

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses

    Três dias desconectados e uma paisagem de outro mundo

    Os acampamentos no parque nacional ofereciam Wi-Fi, mas Olivia decidiu não usar. “Para mim estava claro que eu não teria [internet] por três dias”, contou. “Até fiquei um pouco decepcionada por eles oferecerem. Ficar vários dias offline não é algo que acontece atualmente.”

    Essa escolha explica boa parte do impacto que a trilha pelos Lençóis Maranhenses teve nela. “Eu tinha a sensação de estar em um lugar completamente diferente, fora da Terra”, disse ela, impressionada, contando que esteve no deserto do Marrocos em fevereiro e esperava algo parecido, só que branco. “Não é. É muito mais espetacular.”

    O que mais surpreendeu Olivia foi como o parque se supera o tempo todo. “Você passa o dia inteiro caminhando, vê a areia branca, as dunas, as lagoas, passa uma noite agradável… E então o dia seguinte é ainda mais bonito que o anterior,” lembrou. “Você não espera por isso, porque acha que já viu tudo. Mas fica melhor.

    O terceiro e último dia foi o melhor de todos, e o grupo teve sorte com o timing. “Pegamos a lua cheia, então começamos a caminhar à noite e nadamos sob o luar. Foi incrível.” O tempo também ajudou: ao longo de três dias, tiveram céu azul e, pela conta dela, só uns cinco minutos de chuva.

    👉 Leia mais: Quantos dias passar nos Lençóis Maranhenses?

    Os guias que ficaram até o fim

    Em um parque sem estradas, sem placas e sem sinal, são os guias que conduzem a viagem. Os que acompanharam Olivia, Patricio e Cristiano, deixaram a impressão mais forte de todas as pessoas que ela conheceu no Brasil. “Nunca na minha vida conheci pessoas tão gentis quanto aqueles dois guias.”

    O momento que ficou marcado nela veio bem no fim, em Santo Amaro, quando a viagem já tinha tecnicamente acabado. A família tinha um traslado marcado para o meio-dia e, nas palavras de Olivia, “do meu jeito europeu, comecei a ficar nervosa” quando o almoço não chegava. O guia simplesmente resolveu: ficou e comeu com eles, foi até a cozinha conferir a comida por conta própria, trouxe os pratos e garantiu que o transfer desse certo.

    “Eles tinham que cuidar da gente e cuidaram completamente. E sentimos isso porque, para eles, isso não é só um trabalho,refletiu ela.

    👉 Leia mais: Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

    A barreira do idioma superada pela simpatia brasileira

    Olivia ficou satisfeita com a viagem inteira, mas, quando insistimos para saber de algo que não funcionou, ela disse que foi difícil encontrar alguém que falasse inglês, e não só num vilarejo pequeno, o que ela já esperava, mas no Rio também, o que foi uma surpresa.

    Embora o conhecimento em italiano e espanhol da família tenha ajudado, a comunicação foi um pouco complicada com algumas pessoas. Ainda assim, nada que pudesse estragar a experiência. “Todos continuaram muito simpáticos, e eu voltaria. Com certeza vou voltar. Há muito mais para ver neste país.”

    O Brasil é seguro? A resposta sincera de Olivia

    Antes da viagem, Olivia estava um pouco preocupada. “Não com medo, mas preocupada”, esclareceu. A primeira coisa que os amigos perguntaram quando ela voltou para casa foi se o Brasil era perigoso. Após três semanas e meia, sua conclusão foi prática.

    “Desde que você tenha bom senso, não há motivo para ter medo.” Na prática, isso significava usar uma camiseta simples, não usar joias e não andar sozinho à noite.

    Ela não finge que nada aconteceu. Ao se afastarem do centro em Salvador, cidade de que gostou muito, durante uma caminhada de 20 minutos rumo a um supermercado, a família percebeu uma mudança no ambiente em comparação com a energia vibrante dos locais visitados anteriormente. “As ruas foram ficando mais escuras, e de repente nos sentimos sozinhos, então simplesmente paramos e pegamos um Uber.”

    Embora alguns momentos tenham trazido um breve desconforto, a ansiedade foi mais relacionada a encarar o desconhecido do que a qualquer outra coisa. No fim, toda a viagem correu tranquilamente.

    As surpresas do Brasil

    Olivia é franca ao admitir que chegou com ideias pré-formadas. “Temos essa arrogância boba na Europa”, reconheceu ela, citando que pensou que as coisas fora de casa seriam menos pontuais e organizadas. O Brasil desmontou isso.

    A família pegou três voos domésticos. Depois de um check-in lento, ela se preparou para atrasos que nunca vieram. “Tudo foi pontual, tudo deu certo. Até melhor, em alguns casos”.

    A comida foi outra surpresa discreta e deliciosa. As orientações compartilhadas antes da viagem minimizavam o cardápio, quase como um pedido de desculpas pela comida simples ao longo da trilha. Mas, no fim, Olivia e a família adoraram todas as refeições caseiras que os anfitriões prepararam para eles.

    Ela também avaliou muito bem o resto do Brasil, mas faz questão de dizer que nada se compara aos Lençóis Maranhenses.

    As dicas de Olivia para quem viaja ao Brasil pela primeira vez

    Questionada sobre o que diria a um amigo que fosse ao Brasil pela primeira vez, Olivia deu três dicas de viagem, com base na própria experiência:

    • Aprenda um pouco de português: mesmo algumas palavras comuns já ajudam bastante, especialmente fora dos grandes hotéis, onde o inglês é menos frequente.
    • Não deixe o medo planejar sua viagem: não é tão perigoso quanto as pessoas pensam. O bom senso faz a maior parte do trabalho.
    • Planeje com cuidado: o Brasil é grande demais para simplesmente reservar um voo e ver o que acontece. Decida para onde quer ir e o que quer fazer antes de viajar.

    👉 Leia mais: 10 dicas de viagem para os Lençóis Maranhenses e aproveitar sua viagem ao máximo

    Onde Olivia quer ir nas próximas férias e suas considerações finais sobre os Lençóis Maranhenses

    Uma viagem claramente não foi suficiente. Olivia tem certeza de que volta para o Brasil.

    No topo da lista está o Pantanal, seguido pela Amazônia e pelo litoral em torno de Paraty, ao sul do Rio de Janeiro. Para uma família que foi atraída por dunas de areia branca e foi embora planejando conhecer uma área alagada e uma floresta, essa é a melhor recomendação de todas.

    Ao resumir a viagem, Olivia não recorre à paisagem nem à logística, mas ao sentimento. “Foi o melhor momento das nossas vidas”, disse ela sobre a trilha de 3 dias pelos Lençóis Maranhenses. “A comunicação e a organização com o PlanetaEXO foram perfeitas, ágeis e confiáveis. A trilha em si foi uma das melhores experiências que já tivemos. Recomendamos muito!

    Fazer trilha nos Lençóis Maranhenses com o PlanetaEXO

    Agora que você viu o parque nacional pelos olhos de Olivia, sabe o que uma viagem aos Lençóis Maranhenses realmente oferece.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes nos Lençóis Maranhenses e em outras aventuras pelo Brasil. Trabalhando ao lado de guias locais experientes, cuidamos da logística (traslados, acampamentos, refeições e roteiro) para que você e sua família possam focar nas dunas, do momento da reserva até a última lagoa sob a lua cheia. Fale conosco agora!

  • Uma cavaleira solitária atravessa as dunas de areia branca do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses a cavalo, com uma lagoa de água de chuva ao fundo.

    Travessia dos Lençóis Maranhenses a Cavalo: a Aventura Solo de Patricia no Brasil

    Uma viajante, quatro semanas e a travessia a cavalo do deserto mais surreal do Brasil, contada em suas próprias palavras

    Algumas das melhores viagens são aquelas que você nunca planejou. Patricia George, 31 anos, fisioterapeuta da Alemanha, tinha planos para surfar em Bali. Uma semana antes do embarque, seus voos, que passavam por Abu Dhabi, foram cancelados por causa da guerra. Ela queria um lugar quente e com boas ondas; uma amiga de São Paulo disse para ela ir ao Brasil, e foi exatamente isso que ela fez. Era a primeira vez dela no país e a primeira vez na América do Sul, sozinha por quatro semanas.

    Ela começou em São Paulo, surfou por 5 dias em Ubatuba e depois passou por Paraty, Rio de Janeiro e Ilha Grande antes de voar para o norte, até o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma extensão de 155.000 hectares de dunas brancas e lagoas de água de chuva no estado do Maranhão, reconhecida como parque nacional pelo ICMBio. De todos os lugares que viu no Brasil, esse foi o favorito. “Foi realmente impressionante”, disse ela. “Nunca vi nada parecido antes.”

    Patricia cavalgou pelas dunas e lagoas, uma experiência organizada e conduzida pela equipe do PlanetaEXO e por parceiros locais. Agora, compartilhamos a história dela para mostrar como é atravessar os Lençóis Maranhenses a cavalo. Confira abaixo!

    Passeios a cavalo desde os 10 anos (mas nunca na areia)

    Patricia não escolheu a travessia a cavalo como novidade. Ela monta desde a infância, então a sela era território conhecido. O terreno, não. “Eu cavalgo desde os 10 anos”, contou ela, “mas cavalgar na areia é muito diferente.”

    Atravessar as dunas não tem nada a ver com dar voltas num campo em casa: o chão se move, o cavalo trabalha mais e o trajeto segue por horas entre lagoas, em vez de girar dentro de um gramado cercado.

    Para quem tem experiência, é justamente esse contraste que importa: a habilidade continua valendo, mas o cenário transforma uma atividade conhecida em algo novo.

    Uma cavaleira de boné faz uma pausa para acariciar o focinho do cavalo nas dunas brancas dos Lençóis Maranhenses ao pôr do sol.
    Cavalgar na areia é bem diferente — mas o vínculo é o mesmo.

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses

    Dias na sela, sem sinal e sem pressa

    O que mais marcou Patricia foi o isolamento. O grupo passava o dia inteiro a cavalo, longe do sinal de celular, sem nada disputando a atenção dela.

    “A gente ficava o dia todo a cavalo, e você só tinha tempo para pensar”, refletiu. “Não é algo que temos no dia a dia.” Num parque onde as lagoas de água de chuva ficam entre dunas que chegam a 40 metros de altura, a paisagem fala por si. Não há playlist, não há notificações: só areia, água e o ritmo do cavalo.

    Esse tipo de desconexão é parte do motivo pelo qual a cavalgada nos Lençóis Maranhenses é tão diferente de um passeio de um dia. Você não só visita as dunas, mas também se conecta com a natureza e vive dentro dela por alguns dias.

    Uma lagoa turquesa de água de chuva entre dunas de areia branca sob um céu azul nos Lençóis Maranhenses.
    As lagoas de água de chuva ficam entre dunas de até 40 metros de altura.

    👉 Leia mais: Como se formaram os Lençóis Maranhenses: entendendo as dunas e lagoas do Brasil

    O guia que lê a paisagem

    Num lugar sem estradas, sem placas e sem sinal, o guia é tudo. O de Patricia deixou uma forte impressão.

    “Fiquei muito impressionada com o meu guia, com a forma como ele lia a paisagem e sabia exatamente para onde ir”, lembrou. “Sem o celular ou o Google Maps, eu estaria completamente perdida.”

    Ele fazia aquele trajeto havia anos e conhecia todo mundo pelo caminho, o que dava à viagem toda a sensação de uma pequena comunidade de trabalho, e não de um circuito turístico. Como dissemos à Patricia, o guia dita toda a viagem, e, num lugar como os Lençóis, eles são essenciais.

    Uma cavaleira ao lado do cavalo nas dunas, observando uma lagoa no interior sem estradas dos Lençóis Maranhenses.
    Sem estradas nem placas, o guia lê a paisagem.

    Viajar sozinha como mulher

    Antes de partir, Patricia ouviu a preocupação de sempre. “As pessoas diziam: ‘Tem certeza de que quer ir? O Brasil não é o lugar mais seguro, ainda mais para uma mulher.’” Apesar dos avisos, sua experiência foi o oposto.

    “Sinceramente, sempre me senti segura ao longo dessas quatro semanas”, disse. Como a viagem foi muito espontânea, ela chegou sem expectativas rígidas e permaneceu aberta ao que viesse. Essa postura valeu a pena, ainda mais considerando que cada reserva foi de última hora — ela aproveitou o melhor de tudo.

    Isso não quer dizer que todas as noites foram fáceis. Na primeira, Patricia passou a noite num alojamento grande de área aberta e percebeu que era a única mulher ali, além da anfitriã. Ela ficou um pouco assustada, mas, como ninguém a incomodou, logo se sentiu à vontade.

    A segunda noite foi menos angustiante e mais absurda: a casa dela ficava elevada do chão, atrás de uma cerca para manter os animais do lado de fora, mas os porcos eram fortes demais, derrubaram a cerca e travaram uma barulhenta disputa de território embaixo do assoalho a noite toda. A situação foi, sem dúvida, pura adrenalina, mas no fim deu tudo certo.

    Uma viajante conduz o cavalo a pé pelas vastas dunas brancas dos Lençóis Maranhenses sob um céu nublado.
    Dias na sela por um deserto de areia e água, sem estradas.

    Gente acolhedora, reservada e totalmente presente

    Viajar sem falar português teve um custo. Os nativos eram calorosos, mas a barreira da língua deixava as conversas curtas. “Foi uma troca amigável, mas distante”, confessou. Se voltar, aprender um pouco de português está no topo da lista de Patricia, para conseguir fazer perguntas e se conectar de verdade.

    Mesmo à distância, uma coisa ficou clara. “As pessoas parecem que estão de fato vivendo a vida”, contou ela, descrevendo como os moradores estavam sempre presentes no que faziam, bem menos agitados do que nos países que tinha visitado antes.

    A baixa temporada fez com que a travessia dela fosse só ela e o guia, mas os alojamentos ainda traziam companhia: ela conheceu dois viajantes franceses fazendo o mesmo trajeto a pé e jogou cartas com eles à noite.

    Dois cavalos selados descansam na areia à beira de uma lagoa entre dunas durante uma travessia de baixa temporada dos Lençóis Maranhenses.
    Baixa temporada: só uma viajante, um guia e os cavalos.

    👉 Leia mais: Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

    Porque o simples foi a escolha certa

    Patricia já sabia, antes de ir, que a hospedagem seria básica — e não viajaria de outro jeito. “Eu sabia que seria simples, mas acho que é isso que torna a viagem autêntica. Qualquer tipo de luxo pareceria fora de lugar.”

    Num cenário tão bruto, o conforto não é o atrativo, mas a verdade certamente é. A recompensa foi pessoal: a viagem, segundo ela, “me deixou mais confiante”, o que não é pouco para uma primeira viagem longa e sozinha por um continente desconhecido.

    Ela já pensando em voltar para o Brasil, desta vez para a Amazônia, atraída pelos hotéis de selva e pelos cruzeiros fluviais no coração da floresta.

    Vista aérea de um barco navegando pela floresta alagada e pelos canais de rios da Amazônia brasileira.
    O próximo sonho de Patricia: lodges na selva e cruzeiros fluviais na Amazônia.

    Conheça os Lençóis Maranhenses a cavalo com o PlanetaEXO

    Agora que você viu a travessia de Patricia pelos olhos dela, sabe o que as dunas pedem de você e o que elas dão em troca: dias na sela, desconexão total e um guia que conhece a areia de cor.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em expedições a cavalo pelos Lençóis Maranhenses. Trabalhando lado a lado com guias e operadores locais experientes, cuidamos da logística para que você se concentre na cavalgada — da sua primeira reserva à travessia de uma das paisagens mais surreais do Brasil. Fale com a gente agora!

  • Além das Montanhas do Nepal: Uma Jornada de Conexão entre Mãe e Filho

    Além das Montanhas do Nepal: Uma Jornada de Conexão entre Mãe e Filho

    Como uma expedição ao Himalaia fortaleceu o vínculo entre Mila e Lorenzo Ricetti

    A maternidade costuma ser descrita como uma jornada, mas para Mila Ricetti (56) e seu filho Lorenzo (24), ela se materializou em uma expedição literal pelas paisagens rústicas do Nepal com o trekking de Mardi Himal, na região de Annapurna — uma rota que convida a uma profunda introspecção diante da grandiosidade do Himalaia.

    Mila Ricetti e seu filho Lorenzo sorrindo e sentados juntos em um templo histórico de tijolos durante sua expedição de ecoturismo no Nepal.
    Photo: CJ

    Mila já tinha um retiro de yoga planejado. Para celebrar a formatura de Lorenzo na faculdade de direito e o novo capítulo em sua vida, eles alteraram a programação para incluir o trekking. Com o apoio do PlanetaEXO na organização da logística, mãe e filho trocaram as tradicionais festas de formatura pelo silêncio das grandes altitudes.

    Mila Ricetti e Lorenzo praticando yoga e meditando com um grupo em um terraço ensolarado decorado com bandeiras de oração durante um retiro no Nepal.
    Photo: CJ

    Juntos, eles puderam se conectar ainda mais em um dos cenários mais lindos e enigmáticos do mundo.

    A Beleza do Caminho

    No Nepal, a espiritualidade não é encontrada apenas nos templos, mas no próprio ritmo da caminhada e nas vistas espetaculares do topo das montanhas após um longo trekking.

    “Acordamos às 3 da manhã para escalar as montanhas e ver o nascer do sol”, relembra Mila. “Achei que não conseguiria chegar a tempo, mas fui no meu próprio ritmo e deu tudo certo. Foi lindo e muito emocionante.”

    Mila e Lorenzo usando mochilas de trekking e sorrindo enquanto se preparam para a resistência física na trilha de Mardi Himal no Nepal.
    .

    O céu estrelado que parecia baixo o suficiente para ser tocado, a escuridão congelante e os picos nevados cobertos pela luz dourada do sol tornaram aquele momento uma troca rica e inesquecível, onde o silêncio entre um passo e outro falou mais alto que mil palavras — especialmente em tão boa companhia.

    👉 Leia mais: Mulheres 50+ Quebram Estereótipos e Provam que a Aventura não Enxerga Idade

    Uma Nova Dinâmica na Trilha

    Viajar para o Nepal exige resistência física e preparo mental. Para Mila e Lorenzo, os desafios do terreno hostil agiram como um catalisador.

    A viagem marcou uma transição clara das tradicionais “férias em família” para uma experiência compartilhada entre dois adultos. O simples ato de caminhar lado a lado por horas a fio criou um espaço seguro para o diálogo e a observação mútua.

    Mãe e filho, Mila e Lorenzo, usando roupas pesadas de inverno e se abraçando em frente aos picos nevados do Himalaia após uma escalada matinal.
    .

    “Foi maravilhoso ter esse companheirismo acima de tudo, nos ajudando mutuamente e resolvendo problemas juntos. Foi uma ótima experiência de amadurecimento para o nosso relacionamento”, compartilha Lorenzo.

    Para Mila, o ambiente imersivo proporcionou um espaço ininterrupto para apreciar o momento presente e, mais importante, a presença de Lorenzo sob uma nova luz. “Foi uma intimidade com o ambiente ao redor, comigo mesma e com o meu filho ao meu lado. Tudo parecia tão perfeito; eu estava sem preocupações e incrivelmente feliz.”

    Força na Vulnerabilidade e Inspiração Mútua

    Enfrentar a altitude, o frio e a exaustão física exigiu um nível de confiança que só se constrói na adversidade. O apoio mútuo tornou-se vital enquanto encontravam força ao dar espaço um ao outro para lidar com seus próprios limites: a limitação cardiovascular de Mila e o medo de altura de Lorenzo durante as descidas íngremes.

    Mila e Lorenzo caminhando lado a lado por uma rua ensolarada no Nepal, com Lorenzo vestindo uma camiseta com os dizeres purificar, meditar, realizar.
    Photo: CJ

    “Percebi que não havia nada que pudesse fazer para mudar a situação, então apenas me concentrei em fazer o que podia para superar aquilo. E, logo em seguida, ela veio atrás”, diz ele, lembrando que ambos tiveram suas vivências individuais e como se encontraram no meio do caminho.

    Ver seu filho superar esses obstáculos mudou a perspectiva de Mila. Já não se tratava de protegê-lo de todos os perigos, mas de respeitar o espaço um do outro e agir como verdadeiros parceiros.

    👉 Leia mais: 10 destinos globais imperdíveis para viagens sustentáveis em 2026

    Um Legado de Admiração

    Refletindo sobre o Dia das Mães e o significado de compartilhar esse caminho, a história de Mila e Lorenzo serve como um lembrete de que o maior presente que se pode dar a um filho é a presença e o exemplo. A viagem ao Nepal consolidou ainda mais a relação já tão afetuosa entre eles.

    Mila e Lorenzo ao lado de uma estátua de Buda e placas de trilha durante seu trekking sustentável no Nepal.
    .

    Para Lorenzo, a jornada também foi um momento de reconhecer a base que sua mãe construiu ao longo dos anos, permitindo-lhe se tornar o homem que é hoje. “O que mais admiro é a forma como ela me criou. O fato de ela acreditar em si mesma foi essencial. Se ela não tivesse feito as escolhas que fez da maneira como fez, provavelmente não estaríamos onde estamos hoje.”

    No final das contas, o Nepal foi apenas o cenário, mas o verdadeiro destino foi a conexão profunda e madura entre mãe e filho.

  • Expedição Pai e Filha a Fernando de Noronha

    Expedição Pai e Filha a Fernando de Noronha

    Conheça Jean e Mailys, pai e filha franceses que mergulharam na beleza das águas cristalinas de Fernando de Noronha.

    Há viagens que se fazem para conhecer o mundo e outras para reencontrar quem a gente ama. Para Jean Laprevotte (60), francês que há pouco mais de dois anos chama São Paulo de casa, aquela era a chance perfeita de finalmente vivenciar o mergulho em Fernando de Noronha, um destino icônico que faltava riscar da sua lista de sonhos pelo Brasil.

    Mas a motivação ia muito além do turismo. No início de 2026, ele e a filha, Mailys (26), embarcaram nessa viagem em família a Fernando de Noronha para celebrar uma grande conquista: a conclusão do mestrado dela em Biologia Marinha.

    Father and daughter taking a selfie on a rocky beach with the Morro Dois Irmãos rock formations and the ocean in the background.
    .

    Para transformar essa comemoração numa experiência profunda e autêntica, Jean contou com o apoio do PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de mergulho em Fernando de Noronha, aproximando os desejos da família da magia do arquipélago.

    A magia de uma ilha selvagem

    Ao chegar em Noronha, o que primeiro conquistou Jean foi o impressionante estado de conservação. “É um lugar de beleza selvagem, muito bem preservado. O que achei mais incrível é que não há construções na orla; é a natureza que realmente fala ali.

    Scenic coastal view of Fernando de Noronha featuring turquoise waters, a sandy cove, and the Morro Dois Irmãos rock formations framed by green vegetation.
    .

    Diferente de outros destinos, o cenário de Fernando de Noronha é ditado pelo horizonte. Sem as distrações de toda a rotina urbana agitada, Jean e Mailys puderam se dedicar ao que de fato importava: percorrer as trilhas e observar a vida selvagem local, dos caranguejos curiosos às aves majestosas que cruzavam o céu limpo e ensolarado.

    Um mergulho no mundo de Mailys

    Com a especialização de Mailys em Biologia Marinha e seu foco em corais e peixes recifais, a dinâmica entre pai e filha se inverteu debaixo d’água. Foi ela quem guiou Jean pela rica diversidade biológica das ilhas de Noronha.

    “Para a minha filha, que já mergulhou em Barbados, na República Dominicana e nas Seychelles, Noronha foi um dos lugares mais interessantes que ela já viu”, comenta Jean.

    Juntos, exploraram o azul profundo e encontraram tubarões, tartarugas, raias e polvos. Para o pai, ver de perto a paixão da filha foi o maior presente. “A experiência permitiu uma jornada compartilhada e foi muito positiva e relevante para a profissão da minha filha. Foi um momento de descoberta mútua.

    Two scuba divers exploring a rocky seabed while observing a reef shark swimming below them in the clear blue water.
    .

    👉 Leia mais: melhor época para mergulhar em Fernando de Noronha

    Conexões que vão além do turismo

    O que mais marcou não foi só o que viram, mas como viveram aqueles momentos. Um dos pontos altos foi o contato direto com os projetos de conservação locais.

    “Ver a minha filha conversando e trocando experiências com uma bióloga que trabalha na observação de golfinhos foi algo muito especial. Deu um sentido profissional e humano à viagem”, contou Jean, impressionado com a receptividade dos profissionais da ilha e a troca de conhecimento que tiveram com Mailys.

    Ele voltou a São Paulo com uma percepção positiva do modelo de preservação adotado em Fernando de Noronha. “Eles levam a conservação a sério, limitando o plástico e protegendo as espécies. É um exemplo que fica com a gente.”

    Father and daughter smiling for a selfie at a viewpoint overlooking the turquoise ocean and the iconic Morro Dois Irmãos rock formations.
    .

    👉 Leia mais: curiosidades sobre Fernando de Noronha

    O legado da experiência

    Mais do que uma viagem de mergulho a Fernando de Noronha, a jornada de Jean e Mailys foi uma oportunidade de celebrar conquistas e fortalecer laços.

    Com a curadoria do PlanetaEXO, voltaram para casa com o espírito renovado e a certeza de que o oceano será sempre o lugar do reencontro deles, a moldura perfeita para o orgulho de um pai e a curiosidade viva de uma bióloga marinha diante da imensidão do oceano.

  • Encontrando a liberdade na natureza: Como uma aventureira holandesa se apaixonou pelo Brasil

    Encontrando a liberdade na natureza: Como uma aventureira holandesa se apaixonou pelo Brasil

    Em homenagem ao Mês da Mulher, conheça Katharina Bongaertz, a viajante número um do PlanetaEXO, que já provou diversas vezes que a aventura não tem gênero nem idade.

    Em 2023, Katharina Bongaertz, uma psicoterapeuta da Holanda, chegou a São Paulo durante o Carnaval. Originalmente, ela planejava passar apenas um mês no Brasil antes de continuar sua licença de cinco meses na Colômbia e no Peru.

    Woman with raised arms on top of a large rocky cliff at Mount Roraima, celebrating surrounded by dense clouds.
    .

    No entanto, a cultura vibrante e as paisagens deslumbrantes do país a cativaram completamente. Ela decidiu ficar no Brasil pelos quatro meses restantes de sua viagem, dando início a uma profunda história de amor com a natureza brasileira que só se fortaleceu desde então.

    Hoje, aos 60 anos, Katharina já embarcou em uma boa quantidade de viagens de aventura no Brasil com o PlanetaEXO, tornando-se oficialmente a viajante mais frequente da plataforma. Dos imponentes platôs do Monte Roraima às hipnotizantes dunas dos Lençóis Maranhenses e às densas selvas da Amazônia, ela explorou alguns dos destinos mais remotos e magníficos do país.

    Conexão com o espírito brasileiro 

    A jornada de Katharina no ecoturismo começou quando um primo recomendou que ela visitasse a Chapada Diamantina, no estado da Bahia. Procurando uma maneira de explorar essa região menos turística, ela entrou em contato com o Lucas Ribeiro, do PlanetaEXO, uma parceria que agora resultou em sua sétima viagem com a empresa — desta vez para o Pantanal para ver as onças-pintadas!

    Além das paisagens, é o espírito dos moradores locais que a faz continuar voltando. “Acho os brasileiros muito acolhedores, gentis e calorosos“, compartilha Katharina. “Eu amo a música, e eles têm, de certa forma, música na alma. Isso sempre fez parte de todas as viagens.”

    Smiling blonde Katharina holding a paddle while navigating a green canoe through a flooded forest in the Amazon.
    .

    👉 Leia mais: Por que a natureza remota do Brasil está se tornando um refúgio para viajantes estrangeiras

    A força empoderadora da natureza

    Como psicoterapeuta que passa os dias em uma cidade conversando com pacientes, Katharina busca a natureza selvagem para encontrar contraste, liberdade e sabedoria. Ela prefere ambientes amplos e abertos, sem cercas, onde pode caminhar livremente e apreciar a vista do topo de montanhas ou platôs.

    Estar em uma natureza linda e selvagem, sinto isso como algo muito especial“, ela reflete. Para Katharina, a mágica está nos detalhes silenciosos. “Ouvir a natureza, como os sons dos pássaros, dos animais, das árvores… é algo que acrescenta muito. É empoderador, e eu levo isso para casa comigo todas as vezes.”

    De todas as suas aventuras incríveis em destinos como os Lençóis Maranhenses e o Monte Roraima, a Chapada Diamantina ocupa o lugar mais especial em seu coração. “Se eu pudesse, iria todos os anos”, ela diz com um sorriso.

    Woman in an orange jacket sitting on a high rock, admiring the panoramic view of a vast green valley in Chapada Diamantina.
    .

    👉 Leia mais:

    Sem limite de idade para a aventura

    Muitas vezes confundida com alguém muito mais jovem, Katharina é a prova viva de que o ecoturismo não é apenas para os jovens. Tendo passado seus 20 e 30 anos criando seus três filhos e construindo uma carreira de sucesso, ela sente que este atual capítulo de sua vida traz uma nova sensação de liberdade.

    Acho que sou muito mais aventureira agora do que era naquela época“, ela observa, e incentiva ativamente outras mulheres maduras a saírem de suas zonas de conforto. É importante desafiar a si mesma para encontrar novos limites e ultrapassá-los. E me refiro a limites em todos os níveis, como descobrir novos horizontes e explorar.”

     Smiling woman swimming in crystal-clear blue waters with a large waterfall in the background in the Jalapão region.
    .

    👉 Leia mais: Mulheres com mais de 50 anos quebram estereótipos e provam que a aventura não tem idade

    Embora seja importante conhecer seus limites físicos e encontrar seu próprio ritmo de caminhada, Katharina prova que as recompensas de conquistar uma trilha difícil ou nadar sob uma enorme cachoeira no Jalapão, na região Norte do Brasil, valem absolutamente a pena.

    Uma de suas aventuras mais marcantes foi a ascensão ao Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil, escondido no noroeste da Amazônia. “Foi uma experiência incrível e muito especial, profundamente moldada pela conexão com o povo Yanomami”, ela compartilha. “Fazendo o trekking ao lado de cerca de 30 guias indígenas que carregavam suprimentos montanha acima, passei 10 dias imersa em sua rotina diária, dormindo em redes pelo caminho.”

     Katharina interacting in a relaxed way with a Yanomami indigenous guide in a green area, with Pico da Neblina in the background.
    .

    Enquanto Katharina se prepara para sua próxima aventura na natureza selvagem do Pantanal, sua história serve como um belo lembrete para todos nós: o mundo é vasto, a natureza está chamando e nunca é tarde demais para responder.

    👉 Leia mais: Mulheres no ecoturismo: a presença feminina que faz as coisas acontecerem

    Viajando pela natureza selvagem do Brasil com o PlanetaEXO

    Katharina entende o poder de se conectar com a natureza e viver a vida em sua plenitude. Com o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura no Brasil, ela conseguiu explorar múltiplos destinos de forma segura, responsável e autêntica.

    Desde as reservas até os traslados, nossa equipe providencia tudo o que você precisa para a sua viagem, além de apoiar as comunidades locais e seguir diretrizes rigorosas para garantir a conservação ambiental. Entre em contato agora mesmo!

  • Expandindo horizontes na Amazônia: A jornada de amor e descoberta de uma escritora britânica

    Expandindo horizontes na Amazônia: A jornada de amor e descoberta de uma escritora britânica

    Emma Phillips é uma escritora freelance do Reino Unido que explorou a floresta tropical com sua parceira brasileira e descobriu um universo de natureza selvagem e diversidade cultural

    Em dezembro do ano passado, a escritora freelance britânica de 30 anos Emma Phillips viveu uma experiência transformadora. Após conhecer Jamille, uma acadêmica brasileira de Belém do Pará, seu mundo começou a se expandir das colinas da Inglaterra para as profundezas da Floresta Amazônica, criando uma linda história de amor intercultural que foi recentemente compartilhada em um artigo para a Condé Nast Traveller.

    Buscando a maneira ideal de explorar a terra natal de sua parceira e conectar seu pai britânico a esse novo mundo, Emma escolheu o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em passeios de aventura no Brasil, para organizar essa aventura. Juntos, o trio embarcou em um cruzeiro fluvial de cinco dias pelo Rio Negro, navegando pelas águas dos Parques Nacionais de Anavilhanas e do Jaú.

    Barco tradicional de cruzeiro fluvial navegando pelas águas calmas do Rio Negro, com a vegetação verde refletindo na água.
    Photo: Emma Phillips

    Para a Jamille, foi uma chance de explorar ainda mais áreas da sua própria região que ela ainda não conhecia. Para mim, permitiu vivenciar o lugar de onde ela vem através de uma perspectiva pessoal. Meu mundo se expandiu”, compartilhou Emma em uma entrevista para o Mês da Mulher.

    Conexão profunda com as raízes locais

    A viagem foi muito além da simples observação de paisagens; o verdadeiro diferencial foi a imersão promovida pelas comunidades locais, especialmente nos programas educacionais. “Tudo se resume às pessoas. Fiquei muito impressionada com o projeto nas escolas, com a arquitetura deslumbrante. Tudo era tão inteligente e bonito”, destaca.

    Acompanhados por um guia turístico que transformou a floresta em uma verdadeira sala de aula usando o conhecimento de seus ancestrais, o grupo experimentou o lado mais autêntico da Amazônia. “Toda a tripulação do barco e os guias eram habitantes locais. Ver o turismo sendo usado de forma autêntica e não predatória para melhorar a vida das comunidades e preservar o meio ambiente foi uma inspiração.

    Uma pessoa segura uma linha de pesca com um pequeno peixe recém-pescado sobre as águas escuras do Amazonas, perto de uma margem de areia.
    Photo: Emma Phillips

    Apesar da diferença de realidades, Emma conhece muito bem essa parte do mundo. Como já trabalhou com líderes indígenas brasileiros, compreende o que esses povos enfrentam e os contextos que percorrem. “Trabalhar com o conhecimento e a cosmologia deles é como desaprender tudo o que me ensinaram”, afirma, definindo a experiência como uma forma de entender a importância da diversidade cultural.

    👉 Leia mais:

    O poder da natureza e o calor humano

    Navegar pelo Rio Negro trouxe contrastes fascinantes para a família. Emma descreve a floresta como “envolvente e intensa”, enquanto o rio oferecia uma sensação de “enorme abertura e tranquilidade” — com a grande vantagem de que as águas escuras e ácidas mantinham os mosquitos afastados!

    Durante a expedição, eles foram agraciados pela presença de ariranhas, jacarés, diferentes espécies de pássaros, botos e outros animais da Amazônia. A natureza também mostrou sua magnitude quando uma forte tempestade na última noite os lembrou do poder da floresta e da importância do preparo da tripulação.

    Viajando como uma mulher queer, Emma confessa que há sempre uma ansiedade interna sobre como seu relacionamento será recebido. No entanto, a receptividade no cruzeiro foi notável. “No começo, a tripulação tentou entender nossa dinâmica — uma mulher britânica e uma mulher amazônida juntas —, mas assim que entenderam, o clima foi de total respeito e ninguém nos fez sentir desconfortáveis.”

     Uma mulher de cabelos escuros, usando brincos de argola e um colete salva-vidas camuflado, senta-se em um pequeno barco, olhando pensativa para a exuberante vegetação da margem do rio.
    Photo: Emma Phillips

    Um dos momentos mais tocantes ocorreu na cozinha do barco. “Uma das chefs compartilhou que sua própria filha também era queer. Acho que ela ficou feliz em ver nossa dinâmica se desenrolar na frente dela. Foi adorável”, ela relembra.

    👉 Leia mais:

    Viagens que empoderam (e um convite)

    A jornada pela Amazônia uniu famílias de continentes diferentes e reforçou a crença de Emma no poder transformador de explorar o desconhecido. “Viajar nos permite testemunhar outras formas de existir no mundo. Acredito que viajar empodera qualquer mulher, qualquer pessoa, pois proporciona experiências nas quais você precisa ser constantemente decisiva, enfrentar medos e avaliar riscos.

    Para as mulheres que sonham em explorar a imensidão da Amazônia, mas ainda sentem alguma hesitação, o conselho de Emma é claro: foque na segurança ao viajar com suporte, junto a um grupo ou a uma operadora de turismo de confiança.

    Duas mulheres estão na base de uma enorme árvore amazónica, olhando para o tronco imponente e para a densa copa verde acima delas.

    👉 Leia mais: Por que as áreas remotas do Brasil estão se tornando um refúgio para viajantes estrangeiras

    Expandindo horizontes com o PlanetaEXO

    Movida pelo amor e por um profundo interesse pela natureza e pela diversidade cultural, Emma conseguiu expandir sua visão de mundo. É isso que as viagens fazem: elas nos presenteiam com o belo conhecimento de que a vida não tem fronteiras e que há muito para se ver lá fora.

    Com o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em passeios de aventura no Brasil, essa jornada se torna ainda mais rica. Ao seguir diretrizes que criam um impacto positivo no meio ambiente e nas comunidades locais, proporcionamos experiências plenas e inesquecíveis. Entre em contato conosco agora!

  • Olivia, uma Aventureira Neozelandesa no Monte Roraima

    Olivia, uma Aventureira Neozelandesa no Monte Roraima

    Olivia Bird é uma jovem viajante que cruzou o mundo para escalar uma das montanhas mais imponentes da América do Sul

    Aos 24 anos, Olivia Bird havia dedicado toda a vida acadêmica, na Nova Zelândia, ao estudo de comunidades de plantas alpinas. Agora, estava prestes a entrar em um mundo completamente diferente.

    Em sua primeira viagem solo ao Monte Roraima e pela América do Sul, Olivia tinha um alvo já detalhado em nosso guia de viagem do Monte Roraima: esse tepui majestoso (montanha de topo plano) na fronteira entre Brasil e Venezuela, que inspirou o clássico romance de 1912 O Mundo Perdido, de Sir Arthur Conan Doyle.

    A female ecologist stands on a sandy path looking toward the table mountain of Mount Roraima in the distance.
    .

    Para uma ecóloga, os tepuis são um destino dos sonhos. "São fontes incríveis de biodiversidade endêmica", explica Olivia. "Pela altitude e pelo isolamento, espécies únicas evoluíram totalmente separadas do resto do mundo. É um laboratório vivo."

    Para explorar uma das regiões mais remotas do país, Olivia confiou no PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes do Monte Roraima. Ela também compartilhou sua história inspiradora no Mês da Mulher. Confira abaixo!

    Vencendo o nervosismo antes da viagem

    Antes de partir, Olivia admitiu sentir o peso de um roteiro ambicioso. "Eu estava realmente nervosa", lembra ela. "Os alertas de viagem sobre a Venezuela me deixaram ansiosa. Mas o PlanetaEXO e o parceiro local organizaram uma videochamada antes da viagem. Conversar diretamente com eles acabou de vez com meus receios. Eu sabia que estava em boas mãos."

    Depois de uma sequência exaustiva de conexões cruzando o planeta, ela finalmente chegou a Boa Vista, capital do estado de Roraima. Ao encontrar seu grupo, Olivia enfrentou o primeiro desafio real: era a única não brasileira do trekking e a única falante nativa de inglês.

    Two female hikers smile together on a grassy trail with the majestic Mount Roraima in the background.
    .

    "Nos primeiros dias, fiquei muito preocupada em atrapalhar a dinâmica do grupo, mas eu não poderia estar mais enganada", conta ela, destacando a camaradagem e a simpatia dos outros viajantes, que garantiram todo o apoio de que ela precisava.

    O grupo fez de tudo para ajudar Olivia. "Dividi o quarto com outra viajante solo, do Brasil, que logo me tranquilizou. O grupo era muito diverso, cerca de metade mulheres, e me acolheram de bom grado, falando inglês ou tirando um tempo para me ensinar português."

    👉 Leia mais:

    • 5 viagens de aventura para mulheres: segurança, natureza e liberdade
    • Ecoturismo no Brasil impulsiona a viagem solo feminina com planejamento e redes de apoio

    A força da montanha (e das pessoas)

    Assim que o trekking no Monte Roraima começou, Olivia se impressionou o tempo todo com o ambiente grandioso e a resiliência da equipe local.

    "Fiquei profundamente impressionada com os carregadores indígenas, em especial as mulheres", admira-se ela. "Vi mulheres com metade do meu tamanho, calçando apenas chinelos, carregarem suprimentos pesados sem esforço e literalmente nos ultrapassarem, nós, que penávamos com nossos equipamentos de alta tecnologia."

    A equipe não apenas carregava os equipamentos; oferecia uma experiência gastronômica excepcional. "Eles atenderam muito bem à minha dieta vegana. Comi alguns dos melhores pratos da minha vida, ali mesmo, na encosta de uma montanha."

    The sun bursts with bright rays over a sea of white clouds and silhouetted table mountains, viewed from the rocky summit of Mount Roraima.
    .

    No topo, a ecóloga em Olivia despertou. O que mais a encantou foram as minúsculas rãs endêmicas, do tamanho de uma unha, que rastejavam pelo Vale de Cristal, onde a paisagem rochosa de repente se transforma em um campo de joias reluzentes.

    "Em meio a tudo isso, os guias cultivavam um profundo respeito pela montanha", diz ela. "Eles reforçavam uma filosofia rígida de 'não causar dano', para proteger um ambiente tão sagrado e frágil. Isso mudou a forma como eu enxergava nosso impacto nesses lugares."

    👉 Leia mais: Mulheres no ecoturismo: uma presença feminina que faz acontecer

    Para além das copas das árvores

    A aventura no Monte Roraima foi apenas o começo. Fortalecida pela subida, Olivia seguiu em uma longa viagem de mochilão pela Bolívia, Peru, Colômbia, Equador e México. Sua sede de natureza acabou levando-a à Amazônia boliviana, onde viveu um momento de tirar o fôlego na selva completamente escura.

    "Eu estava bem ao lado do meu guia, com as lanternas apagadas, só ouvindo", lembra Olivia. "De repente, escutamos: o rosnado de uma onça, a poucos metros de distância, no meio dos arbustos. Fiquei com medo, mas foi sensacional."

    De volta para casa, na Nova Zelândia, Olivia refletiu sobre como a jornada ao redor do planeta a transformou. Viajar lhe deu uma nova lente para examinar as relações entre as pessoas e a natureza. Mais do que isso, conquistar o tepui e circular sozinha por países estrangeiros trouxe a ela um novo senso de liberdade e confiança.

    "Se eu tivesse uma mensagem para outras mulheres, seria esta: temos a sorte de viver em uma época em que viajar sozinha está ao nosso alcance", diz Olivia. "É só agarrar essa oportunidade e usá-la para conhecer o mundo. Isso vai te fazer bem como pessoa, e você vai encontrar, pelo caminho, outras mulheres fazendo a mesma coisa, então não precisa se sentir sozinha."

     A delicate pink and white flower with a red stem grows among low-lying green and reddish vegetation on Mount Roraima.
    .

    👉 Leia mais:

    • Por que a natureza remota do Brasil vira refúgio para viajantes estrangeiras
    • Mulheres acima dos 50 quebram estereótipos e provam que a aventura não tem idade

    A aventura de Olivia no Monte Roraima: mergulhe no mais profundo da natureza com o PlanetaEXO

    No começo, Olivia tinha receio de uma jornada tão exigente, mas logo se sentiu segura graças ao PlanetaEXO e aos nossos parceiros locais.

    Como plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura no Brasil, cuidamos de cada etapa do planejamento das suas férias para garantir a você uma experiência segura e memorável, ao mesmo tempo em que geramos um impacto positivo no planeta e nas comunidades locais. Fale com a gente agora!

  • Como uma brasileira superou seus medos e se encontrou na selva profunda

    Como uma brasileira superou seus medos e se encontrou na selva profunda

    Para o Mês das Mulheres, conheça Mariana Sampaio, uma jovem viajante solo que explorou o Vale do Pati e a Floresta Amazônica

    Para Mariana Sampaio, uma engenheira eletricista de 26 anos, “férias” costumava significar uma simples pausa na rotina diária. Mas após um mês atravessando as montanhas acidentadas do Vale do Pati e as florestas inundadas da Amazônia, ela voltou com uma definição totalmente diferente: transformação.

    Como uma mulher brasileira viajando sozinha pela primeira vez, Mariana queria ver do que era capaz, ao mesmo tempo em que se certificava de que se sentiria apoiada. É por isso que ela recorreu ao PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura no Brasil, e confiou em nós para coordenar viagens consecutivas que abrangeriam milhares de quilômetros.

    Do silêncio de alta altitude da Chapada Diamantina ao pulso rítmico da Floresta Amazônica, ela encontrou mais do que esperava. Em comemoração ao Mês das Mulheres, descubra a história da Mariana abaixo.

    Encontrando força nas montanhas

    A jornada começou no coração da Bahia, no Vale do Pati, na Chapada Diamantina. Por cinco dias, Mariana se desconectou do mundo digital e superou seus limites físicos muito além do que imaginava ser possível.

    Subir o icônico Morro do Castelo foi um verdadeiro teste de resistência. “A parte física foi desafiadora”, ela admite. “Quando voltei para casa, não fiz exercícios por alguns dias. Meu joelho… eu não conseguia nem ficar em pé direito.”

    A smiling Mariana stands with arms outstretched on a bridge over a rocky river with the rugged mountains of Vale do Pati in the background.
    .

    Mas no meio dessa luta física, ela encontrou um tipo diferente de força — a conexão humana. Dentro de seu grupo de trekking, ela formou um vínculo improvável e profundo com um casal de alemães, Mary e Piet.

    “Foi como se tivesse que acontecer naquele momento. Eu não me senti sozinha por um único segundo”, reflete Mariana, lembrando também da conexão com outros viajantes e guias turísticos.

    👉 Leia mais: Por que a natureza remota do Brasil está se tornando um refúgio para mulheres estrangeiras que viajam sozinhas

    Onde a cultura encontra a selva

    À medida que o ar da montanha dava lugar ao hálito úmido do norte, Mariana seguiu para um hotel de selva na Amazônia. Se as montanhas exigiam resistência física, a selva era sobre mergulhar em uma realidade totalmente diferente.

    Mariana smiles enthusiastically while safely holding a small alligator during a night excursion in the Amazon.
    .

    Para ela, o ponto alto não foi apenas a densa vegetação ou a diversidade de animais da Amazônia — embora ela tenha fotografado um pequeno jacaré e avistado uma cobra gigante —, mas sim as pessoas que chamam o rio de lar. “O que eu mais gostei na Amazônia foi o contato com as pessoas… aprender sobre a cultura delas e como vivem de forma diferente.

    Ela ficou fascinada com o ritmo diário do rio, especialmente ao ver as crianças locais indo para a escola de barco. Lá, ela percebeu que não estava apenas visitando uma floresta; ela estava testemunhando um modo de vida resiliente.

    👉 Leia mais:

    Confrontando o inesperado

    Apesar de todas as coisas boas, viajar sozinha na natureza obviamente traz momentos que testam seus nervos.

    Nas profundezas da floresta, Mariana enfrentou um momento de terror genuíno quando foi picada por um grande marimbondo. “Eu pensei: ‘Será que sou alérgica?… Vou morrer aqui sem as pessoas que eu amo“, ela relembra, agora achando a situação engraçada.

    Mas é aqui que a experiência do seu guia se tornou sua salvação. Ele manteve a calma, monitorou a reação dela e ficou ao seu lado até a dor passar. Foi um momento crucial de autodescoberta, quando ela percebeu que poderia lidar com o inesperado porque tinha um sistema de apoio que conhecia verdadeiramente a terra.

    👉 Leia mais: O ecoturismo no Brasil impulsiona viagens solo para mulheres através de planejamento e redes de apoio

    A faísca do empoderamento

    Por que correr o risco de uma aventura solo? Para Mariana, a resposta é simples: é a forma definitiva de coragem e autoconfiança. Ela embarcou na viagem como alguém naturalmente mais reservada, mas voltou com o moral transformado.

    Viajar sozinha mudou minha visão de mundo porque, quando você vive em uma sociedade que às vezes não permite que as mulheres sonhem, isso é como a primeira faísca de empoderamento“, reflete Mariana. “É uma verdadeira conquista poder olhar para trás e dizer: ‘Eu fiz isso, e fiz sozinha.

    Mariana rests on a giant twisted tree root while exploring the dense greenery of the Amazon jungle.
    .

    Ela incentiva qualquer pessoa hesitante a enxergar além do medo. “A vida é uma só… e hoje me conheço muito mais porque conheci outras pessoas.”

    Sua jornada é um lembrete de que a vista mais bonita não está apenas no topo de uma montanha ou na beira de um rio, mas é a pessoa em quem você se torna quando decide ir de qualquer maneira. “Se eu posso fazer isso, você também pode“, ela completa.

    👉 Leia mais: Mulheres com mais de 50 anos quebram estereótipos e provam que a aventura não tem idade

    Encontre sua autoconfiança viajando com o PlanetaEXO

    Mariana superou seus medos e descobriu um lado totalmente novo de si mesma ao acreditar em sua própria capacidade. Nas profundezas da selva amazônica ou caminhando pelas trilhas do Vale do Pati, ela conseguiu muito mais do que esperava.

    Como uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura no Brasil, o PlanetaEXO ajuda viajantes de todo o mundo a explorar a natureza de forma responsável e gratificante. Priorizando a segurança, o conforto, a conservação ambiental e o apoio às comunidades locais, trabalhamos incansavelmente para garantir experiências de viagem autênticas. Entre em contato conosco agora!