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  • A Trilha de 3 Dias de uma Família nos Lençóis Maranhenses: a História de Olivia no Brasil

    A Trilha de 3 Dias de uma Família nos Lençóis Maranhenses: a História de Olivia no Brasil

    Uma família austríaca, três semanas e meia no Brasil e três dias de caminhada por um deserto de dunas brancas e lagoas de água doce, contados nas próprias palavras de Olivia

    Algumas viagens começam por um lugar, mas esta começou por uma estação. Olivia Rossignol, 48 anos, trabalha nas Nações Unidas e mora na Áustria. Quando planeja uma viagem para a família, começa eliminando opções. Queria um lugar quente para viajar durante o verão europeu, sem cair na estação chuvosa de outro lugar, o que a levou ao Brasil. Enquanto julho é inverno no sul, o norte do país está bem no meio da sua estação seca.

    O destino exato veio da filha de 15 anos. Pesquisando sobre o Brasil no Google, encontrou as imagens surreais dos Lençóis Maranhenses em alta no Instagram e fez a pergunta óbvia: “Podemos ir?”. A família montou a viagem de três semanas e meia em torno disso, acrescentando Rio de Janeiro, Pipa, Salvador, Chapada Diamantina e Morro de São Paulo pelo caminho.

    Mas o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma extensão de 155 mil hectares de dunas de areia branca e lagoas de água da chuva no estado do Maranhão, nunca deixou de ser o ponto central. Foi a primeira vez da família no Brasil e, sem dúvida, o grande destaque de toda a viagem.

    Olivia, o marido e a filha atravessaram as dunas e as lagoas em uma trilha de 3 dias pelos Lençóis Maranhenses, organizada e conduzida pela equipe do PlanetaEXO e por guias locais. Agora compartilhamos a história dela para mostrar como é realmente essa experiência: para uma família, para quem visita o Brasil pela primeira vez e para qualquer pessoa que tenha as mesmas dúvidas que Olivia um dia já teve. Confira abaixo!

    Um destino que a filha encontrou na internet

    Um ano atrás, os Lençóis Maranhenses nem estavam no radar de Olivia, como ela mesma admite sem hesitar. “Não importa a quem eu conte que estive lá, ninguém conhece. E, sinceramente, um ano atrás eu também não conhecia,” confessou.

    A ideia só sobreviveu porque resolvia um problema (um destino fora da estação seca em julho) e porque a filha insistia nas imagens que tinha visto na internet.

    Então, inverteram a lógica de sempre. Em vez de encaixar as dunas em um roteiro pelo Brasil, montaram o roteiro em torno de Lençóis e preencheram o resto depois. Para quem visitava a América do Sul em família pela primeira vez, apostar na escolha trazida por prints tirados por uma jovem de 15 anos se mostrou a decisão ideal.

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses

    Três dias desconectados e uma paisagem de outro mundo

    Os acampamentos no parque nacional ofereciam Wi-Fi, mas Olivia decidiu não usar. “Para mim estava claro que eu não teria [internet] por três dias”, contou. “Até fiquei um pouco decepcionada por eles oferecerem. Ficar vários dias offline não é algo que acontece atualmente.”

    Essa escolha explica boa parte do impacto que a trilha pelos Lençóis Maranhenses teve nela. “Eu tinha a sensação de estar em um lugar completamente diferente, fora da Terra”, disse ela, impressionada, contando que esteve no deserto do Marrocos em fevereiro e esperava algo parecido, só que branco. “Não é. É muito mais espetacular.”

    O que mais surpreendeu Olivia foi como o parque se supera o tempo todo. “Você passa o dia inteiro caminhando, vê a areia branca, as dunas, as lagoas, passa uma noite agradável… E então o dia seguinte é ainda mais bonito que o anterior,” lembrou. “Você não espera por isso, porque acha que já viu tudo. Mas fica melhor.

    O terceiro e último dia foi o melhor de todos, e o grupo teve sorte com o timing. “Pegamos a lua cheia, então começamos a caminhar à noite e nadamos sob o luar. Foi incrível.” O tempo também ajudou: ao longo de três dias, tiveram céu azul e, pela conta dela, só uns cinco minutos de chuva.

    👉 Leia mais: Quantos dias passar nos Lençóis Maranhenses?

    Os guias que ficaram até o fim

    Em um parque sem estradas, sem placas e sem sinal, são os guias que conduzem a viagem. Os que acompanharam Olivia, Patricio e Cristiano, deixaram a impressão mais forte de todas as pessoas que ela conheceu no Brasil. “Nunca na minha vida conheci pessoas tão gentis quanto aqueles dois guias.”

    O momento que ficou marcado nela veio bem no fim, em Santo Amaro, quando a viagem já tinha tecnicamente acabado. A família tinha um traslado marcado para o meio-dia e, nas palavras de Olivia, “do meu jeito europeu, comecei a ficar nervosa” quando o almoço não chegava. O guia simplesmente resolveu: ficou e comeu com eles, foi até a cozinha conferir a comida por conta própria, trouxe os pratos e garantiu que o transfer desse certo.

    “Eles tinham que cuidar da gente e cuidaram completamente. E sentimos isso porque, para eles, isso não é só um trabalho,refletiu ela.

    👉 Leia mais: Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

    A barreira do idioma superada pela simpatia brasileira

    Olivia ficou satisfeita com a viagem inteira, mas, quando insistimos para saber de algo que não funcionou, ela disse que foi difícil encontrar alguém que falasse inglês, e não só num vilarejo pequeno, o que ela já esperava, mas no Rio também, o que foi uma surpresa.

    Embora o conhecimento em italiano e espanhol da família tenha ajudado, a comunicação foi um pouco complicada com algumas pessoas. Ainda assim, nada que pudesse estragar a experiência. “Todos continuaram muito simpáticos, e eu voltaria. Com certeza vou voltar. Há muito mais para ver neste país.”

    O Brasil é seguro? A resposta sincera de Olivia

    Antes da viagem, Olivia estava um pouco preocupada. “Não com medo, mas preocupada”, esclareceu. A primeira coisa que os amigos perguntaram quando ela voltou para casa foi se o Brasil era perigoso. Após três semanas e meia, sua conclusão foi prática.

    “Desde que você tenha bom senso, não há motivo para ter medo.” Na prática, isso significava usar uma camiseta simples, não usar joias e não andar sozinho à noite.

    Ela não finge que nada aconteceu. Ao se afastarem do centro em Salvador, cidade de que gostou muito, durante uma caminhada de 20 minutos rumo a um supermercado, a família percebeu uma mudança no ambiente em comparação com a energia vibrante dos locais visitados anteriormente. “As ruas foram ficando mais escuras, e de repente nos sentimos sozinhos, então simplesmente paramos e pegamos um Uber.”

    Embora alguns momentos tenham trazido um breve desconforto, a ansiedade foi mais relacionada a encarar o desconhecido do que a qualquer outra coisa. No fim, toda a viagem correu tranquilamente.

    As surpresas do Brasil

    Olivia é franca ao admitir que chegou com ideias pré-formadas. “Temos essa arrogância boba na Europa”, reconheceu ela, citando que pensou que as coisas fora de casa seriam menos pontuais e organizadas. O Brasil desmontou isso.

    A família pegou três voos domésticos. Depois de um check-in lento, ela se preparou para atrasos que nunca vieram. “Tudo foi pontual, tudo deu certo. Até melhor, em alguns casos”.

    A comida foi outra surpresa discreta e deliciosa. As orientações compartilhadas antes da viagem minimizavam o cardápio, quase como um pedido de desculpas pela comida simples ao longo da trilha. Mas, no fim, Olivia e a família adoraram todas as refeições caseiras que os anfitriões prepararam para eles.

    Ela também avaliou muito bem o resto do Brasil, mas faz questão de dizer que nada se compara aos Lençóis Maranhenses.

    As dicas de Olivia para quem viaja ao Brasil pela primeira vez

    Questionada sobre o que diria a um amigo que fosse ao Brasil pela primeira vez, Olivia deu três dicas de viagem, com base na própria experiência:

    • Aprenda um pouco de português: mesmo algumas palavras comuns já ajudam bastante, especialmente fora dos grandes hotéis, onde o inglês é menos frequente.
    • Não deixe o medo planejar sua viagem: não é tão perigoso quanto as pessoas pensam. O bom senso faz a maior parte do trabalho.
    • Planeje com cuidado: o Brasil é grande demais para simplesmente reservar um voo e ver o que acontece. Decida para onde quer ir e o que quer fazer antes de viajar.

    👉 Leia mais: 10 dicas de viagem para os Lençóis Maranhenses e aproveitar sua viagem ao máximo

    Onde Olivia quer ir nas próximas férias e suas considerações finais sobre os Lençóis Maranhenses

    Uma viagem claramente não foi suficiente. Olivia tem certeza de que volta para o Brasil.

    No topo da lista está o Pantanal, seguido pela Amazônia e pelo litoral em torno de Paraty, ao sul do Rio de Janeiro. Para uma família que foi atraída por dunas de areia branca e foi embora planejando conhecer uma área alagada e uma floresta, essa é a melhor recomendação de todas.

    Ao resumir a viagem, Olivia não recorre à paisagem nem à logística, mas ao sentimento. “Foi o melhor momento das nossas vidas”, disse ela sobre a trilha de 3 dias pelos Lençóis Maranhenses. “A comunicação e a organização com o PlanetaEXO foram perfeitas, ágeis e confiáveis. A trilha em si foi uma das melhores experiências que já tivemos. Recomendamos muito!

    Fazer trilha nos Lençóis Maranhenses com o PlanetaEXO

    Agora que você viu o parque nacional pelos olhos de Olivia, sabe o que uma viagem aos Lençóis Maranhenses realmente oferece.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes nos Lençóis Maranhenses e em outras aventuras pelo Brasil. Trabalhando ao lado de guias locais experientes, cuidamos da logística (traslados, acampamentos, refeições e roteiro) para que você e sua família possam focar nas dunas, do momento da reserva até a última lagoa sob a lua cheia. Fale conosco agora!

  • 8 curiosidades sobre o Mirante do Gavião Amazon Lodge, um refúgio premiado na Amazônia

    8 curiosidades sobre o Mirante do Gavião Amazon Lodge, um refúgio premiado na Amazônia

    Da arquitetura premiada a botos-cor-de-rosa bem na porta, confira 8 curiosidades sobre o Mirante do Gavião Amazon Lodge, um dos hotéis de selva mais únicos de Novo Airão

    Na margem direita do Rio Negro, a cerca de 180 quilômetros a noroeste de Manaus, fica um dos lugares mais singulares para passar a noite na Amazônia. O Mirante do Gavião Amazon Lodge está em Novo Airão, de frente para o arquipélago de Anavilhanas, reunindo apenas 13 suítes dentro de um prédio em forma de barco emborcado.

    O que faz um lodge à beira d’água valer a viagem rio acima? A resposta curta é uma mistura rara de design premiado, madeira nativa certificada, hospitalidade com foco na comunidade e um trecho do Rio Negro onde os botos-cor-de-rosa aparecem quase todo dia.

    Quer saber o que realmente o diferencia de um lodge de selva comum? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, reuniu essas 8 curiosidades sobre o Mirante do Gavião. Confira abaixo!

    1 – O significado por trás do nome

    Os decks e terraços elevados do lodge oferecem uma vista sobre a copa da floresta e do Rio Negro — o mesmo ângulo privilegiado que um gavião teria lá do alto.

    O nome não é só poético. A harpia, também conhecida como gavião-real, é uma das maiores e mais poderosas aves de rapina do planeta, habitando justamente esta parte da Amazônia. Avistá-las é raro e nunca garantido, mas as florestas ao redor de Novo Airão são o seu lar.

    @kaigner

    2 – O quintal do Mirante do Gavião é Anavilhanas, o segundo maior arquipélago fluvial do mundo

    O Mirante do Gavião Amazon Lodge fica de frente para o Parque Nacional de Anavilhanas, uma das maravilhas naturais da Amazônia. Este é o segundo maior arquipélago fluvial do planeta, formado por mais de 400 ilhas espalhadas pelo Rio Negro.

    Na cheia, boa parte do arquipélago se transforma em igapós, as florestas alagadas por onde você atravessa remando de canoa. É um dos motivos pelos quais as águas de Novo Airão são consideradas uma das mais bonitas da bacia amazônica.

    👉 Leia mais: Rio Amazonas: um guia sobre o maior rio do mundo

    3 – Um lodge em forma de barco, com arquitetura premiada

    A primeira coisa que você repara no Mirante do Gavião Amazon Lodge é a silhueta. Os prédios principais foram desenhados para lembrar o casco emborcado de um barco de madeira, uma referência ao fato de que as famílias de Novo Airão constroem embarcações artesanalmente há gerações.

    O projeto bebe direto das técnicas amazônicas de construção naval, com estruturas curvas de madeira e mirantes elevados que alguns comparam às asas abertas de um gavião. Em vez de derrubar a floresta para impor um prédio, a arquitetura foi pensada para se encaixar na paisagem e ecoar a cultura ribeirinha.

    Longe de se apresentar apenas como único, o lodge tem um projeto de cerca de 1.678 m² assinado pelo escritório Atelier O'Reilly. O trabalho já foi destaque no ArchDaily, uma das principais publicações de arquitetura do mundo.

    No ano de inauguração, o projeto levou o primeiro prêmio da Associação Regional dos Escritórios de Arquitetura de São Paulo na categoria de edifício comercial. Esse reconhecimento é uma parte importante de como uma antiga parada de barcos fluviais em uma pequena cidade da Amazônia se tornou um destino por si só.

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    4 – Construído inteiramente com madeira de reflorestamento certificada

    Toda estrutura de madeira do lodge é feita de madeira de lei de reflorestamento certificada, principalmente itaúba, uma madeira amazônica densa e bem adaptada ao clima úmido.

    Os prédios se apoiam sobre palafitas, seguindo a mesma lógica que as comunidades ribeirinhas usam há séculos para conviver com um rio que sobe e desce vários metros por ano.

    Optar por madeira certificada, vinda de reflorestamento, pesa muito numa região sob ameaça constante de extração ilegal. Com essa escolha, o Mirante do Gavião garante que a arquitetura trabalhe a favor da sua missão ambiental.

    5 – Apenas 13 suítes

    O Mirante do Gavião Amazon Lodge é pequeno de propósito. São apenas 13 suítes, divididas em três categorias: Treehouse, Luxury e Premium.

    As suítes Premium são as mais amplas, algumas com ofurôs em varandas privativas que se abrem para a floresta.

    Manter o lodge com 13 quartos é uma decisão deliberada, não uma limitação. Menos hóspedes significam decks mais silenciosos, atendimento mais pessoal e um impacto menor sobre a floresta ao redor, que é justamente o que a maioria dos viajantes procura depois de subir tanto o Rio Negro.

    6 – Cozinha amazônica no restaurante Camu-Camu

    O restaurante do Mirante do Gavião se chama Camu-Camu, nome de uma frutinha amazônica com um dos maiores teores naturais de vitamina C de todos os alimentos do planeta.

    A cozinha serve pratos típicos da Amazônia contemporânea à la carte, construída em torno de ingredientes regionais como tucupi, tambaqui, jambu e cupuaçu.

    O cardápio é comandado pela chef Débora Shornik, que passou cerca de oito anos ao lado da chef argentina Paola Carosella antes de levar sua cozinha para a floresta. O resultado trata os ingredientes regionais da Amazônia como alta gastronomia, e não como coadjuvantes.

    7 – Vida selvagem vista dos mirantes (incluindo o boto-cor-de-rosa)

    Fiel ao nome, o lodge é pontuado por mirantes e decks de observação elevados. Deles, os hóspedes costumam avistar aves, preguiças e iguanas sem sair da propriedade, já que as instalações ficam coladas na floresta nativa, com castanheiras e palmeiras de tucumã crescendo no meio.

    A atração principal, porém, está na água. O trecho do Rio Negro ao redor de Novo Airão é um dos melhores lugares do Brasil para avistar o boto-cor-de-rosa.

    No PlanetaEXO, preferimos encontros naturais aos encenados. Ver um boto-cor-de-rosa decidir emergir ao lado da sua canoa, quando ele quiser, vale mais que qualquer interação forçada. Avistamentos nunca são garantidos num ecossistema selvagem, mas acontecem mais do que você imagina.

    👉 Leia mais: 15 animais da Amazônia: descubra a fauna do Brasil

    8 – Mais que um lodge: um parceiro da comunidade de Novo Airão

    O Mirante do Gavião Amazon Lodge é profundamente ligado à cidade a que pertence. Foi construído em boa parte pela comunidade local, com cerca de 60 moradores treinados e empregados ao longo de aproximadamente dois anos de obra, aplicando a carpintaria tradicional de construção de barcos à madeira de reflorestamento.

    Seus compromissos de sustentabilidade atravessam toda a operação, da energia solar para eletricidade e água quente até horta orgânica, compostagem, tratamento de efluentes e uso da água da chuva.

    Os laços do lodge com a comunidade vão bem além das próprias paredes. O Mirante do Gavião é patrocinador da Fundação Almerinda Malaquias (FAM), uma organização sem fins lucrativos de Novo Airão que capacita moradores em artesanato e produção de sabão, oferece educação ambiental para jovens e apoia o ecoturismo responsável. Só em 2024, a FAM ajudou 190 pessoas a se matricular na escola e 45 famílias a gerar renda em dez comunidades ribeirinhas.

    Essa mistura de conforto, design e raízes reais na comunidade é o que torna o lodge uma escolha natural para quem viaja por ecoturismo.

    👉 Leia mais: 8 projetos de conservação na Amazônia para apoiar em 2025

    Viva o Mirante do Gavião Amazon Lodge com o PlanetaEXO

    Agora que você sabe o que torna esse premiado lodge de Novo Airão tão especial, o próximo passo é ver tudo com os próprios olhos, dos decks sobre o Rio Negro às florestas alagadas do Parque Nacional de Anavilhanas.

    Como plataforma de ecoturismo, o PlanetaEXO tem uma longa parceria com o Mirante do Gavião. Do momento da reserva à personalização do seu roteiro, nossa equipe ajuda a organizar a viagem para que sua experiência seja a mais tranquila e completa possível. Fale com a gente agora!

  • O tepui de topo plano do Monte Roraima erguendo-se sobre a savana verde da Gran Sabana, na Venezuela

    É seguro viajar ao Monte Roraima na Venezuela?

    Saiba tudo o que você precisa para fazer uma viagem à Venezuela com segurança e um trekking tranquilo pelo Monte Roraima

    O Monte Roraima é o mais conhecido dos tepuis, as montanhas de topo plano que se erguem sobre a savana no ponto em que Brasil, Venezuela e Guiana se encontram. Seu platô de arenito existe há quase 2 bilhões de anos e o cume chega a 2.810 metros, o que faz dele o 8º pico mais alto do Brasil. Cerca de 85% dele fica em território venezuelano, e é daí que vem a dúvida que os viajantes têm antes de reservar.

    Afinal, o Monte Roraima é perigoso? Não do jeito que os boatos sugerem. Os verdadeiros perigos são frio, platô elevado, terreno acidentado, isolamento e a fronteira com a Venezuela — não o crime ou os animais selvagens. Com o preparo certo, não há motivo para a sua viagem virar um problema.

    PlanetaEXO guide pointing toward Mount Roraima across the Gran Sabana on a trip to Venezuela
    Photo: Lucas Gobatti

    O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, preparou este guia para ajudar a tranquilizar suas preocupações. Confira a seguir!

    Comece por Boa Vista, no lado brasileiro

    Na teoria, é possível chegar ao platô pela Venezuela, com voo até Caracas e viagem por terra, mas quase ninguém faz assim.

    A rota de Roraima pelo Brasil é mais simples, melhor estruturada e muito menos exposta. Boa Vista é uma capital regional tranquila, com voos diários e boa infraestrutura. A subida rumo ao norte, pela BR-174, não tem complicação.

    Mas será que é seguro viajar para a Venezuela? Aqui vem a parte que tranquiliza. Desde que a fronteira entre Brasil e Venezuela reabriu em 2022, um corredor turístico exclusivo possibilita que grupos com as permissões corretas cheguem ao início da trilha sem passar pelas regiões citadas em alertas de segurança.

    Aerial view of Boa Vista, the Brazilian gateway city to Mount Roraima, at sunset
    Photo: Andreza Mariot

    👉 Leia mais: Como chegar ao Monte Roraima?

    Respeite as regras dos dois lados da fronteira para fazer o trekking no Monte Roraima com tranquilidade

    Como a travessia do Monte Roraima cruza para o território venezuelano, você precisa lidar com as regras de fronteira dos dois países. É obrigatório um passaporte válido para qualquer nacionalidade (incluindo brasileiros) com validade de pelo menos seis meses além da data de entrada.

    As exigências de visto variam: cidadãos da União Europeia, do Reino Unido e da maioria dos países latino-americanos entram na Venezuela sem visto para turismo, enquanto outros, incluindo cidadãos dos Estados Unidos e do Canadá, precisam providenciar o visto com antecedência para embarcar na travessia do Monte Roraima.

    Para fazer uma viagem à Venezuela com segurança, vale conhecer algumas restrições. O Departamento de Estado dos EUA classifica o país no “Nível 3: Reconsidere a Viagem” (atualização de junho de 2026, amenizada em relação ao “Nível 4: Não Viaje”) e mantém um alerta mais rígido para regiões específicas, como a fronteira com a Colômbia e o estado de Amazonas, mas não para o corredor da Gran Sabana usado para chegar a Roraima.

    É aqui que o corredor turístico faz diferença. Desde 2022, um corredor exclusivo, com controle de acesso mediante autorização, liga a fronteira brasileira a Paraitepuy, de modo que os viajantes seguem por uma rota monitorada, e não pelo território aberto. O seu tempo na Venezuela é curto, guiado do começo ao fim e passado na tranquila Gran Sabana, bem longe das áreas sinalizadas nos alertas.

    Se você está se perguntando se é seguro viajar para a Venezuela para encarar a trilha do Monte Roraima, a resposta é sim, desde que planeje bem a viagem: mantenha-se no corredor turístico e confira o alerta de viagem atual do seu próprio governo antes de reservar, já que a situação pode mudar.

    The Brazil–Venezuela border marker with both national flags, on the crossing used to reach Mount Roraima
    Photo: Paolo Stefano

    👉 Leia mais: Preciso de visto para visitar o Monte Roraima na Venezuela?

    Faça a trilha com guias qualificados e uma operadora de confiança

    Escolher um guia qualificado e uma operadora de confiança é a decisão de segurança mais importante de todas. No caso do trekking do Monte Roraima, isso também é obrigatório.

    As regras do parque nacional exigem que os trilheiros sejam sempre acompanhados por guias locais certificados — fazer trilha por conta própria não é permitido. Os guias são indígenas Pemón da comunidade de Paraitepuy, responsáveis pela rota, acampamentos e comida.

    Uma operadora séria faz muito mais do que guiar a trilha, cuidando de formalidades na fronteira, transfers, refeições e equipamento compartilhado e resolvendo toda a logística que costuma confundir quem viaja sozinho.

    A autoridade dos parques da Venezuela, o Inparques, também limita os grupos a 8 pessoas na alta temporada e 16 na temporada regular, sempre com pelo menos dois guias. É justamente essa estrutura de apoio que separa as opções comuns das melhores travessias pelo Monte Roraima.

    Trekkers with backpacks approaching Mount Roraima on the trek across the Gran Sabana
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Conheça a aventura: Trekking Monte Roraima: Expedição de 8 dias ao Mundo Perdido

    Siga o seu guia e mantenha o grupo unido

    Os perigos do Monte Roraima ficam bem menores quando você segue a orientação do seu guia. É esse profissional que lê o tempo, avalia a travessia dos rios, define o ritmo em La Rampa e decide quando o itinerário precisa mudar — algo comum no platô, onde a névoa fecha em minutos e a rocha fica escorregadia assim que começa a chover.

    Ande junto do grupo, avise o guia se não estiver se sentindo bem, seja pelo frio ou pela altitude do Monte Roraima, e não se afaste da rota marcada no platô, onde buracos e declives se escondem na neblina.

    Comunicar-se bem não é formalidade, mas o que mantém segura uma trilha tão isolada.

    Hikers crossing Mount Roraima's misty summit plateau among dark rock formations
    Photo: Lucas Gobatti

    Leve o equipamento, as roupas e os remédios certos

    Os perigos do Monte Roraima são mais relacionados ao frio e à umidade do que com qualquer outra coisa. Para não ter problemas de saúde durante a trilha nem voltar para casa doente, trate a sua lista de itens como equipamento de segurança.

    As temperaturas no platô podem despencar para cerca de 5°C durante a noite e ficar perto de 0°C quando chove. Somada à exposição constante à névoa densa e às cachoeiras, manter-se aquecido e seco vira uma defesa essencial para evitar a hipotermia, e não apenas uma questão de conforto.

    Veja o que não pode faltar:

    Hiker on Mount Roraima's rocky summit plateau in the mist during the Roraima trek
    Photo: Lucas Gobatti
    • Botas de trekking impermeáveis e já amaciadas (botas novas causam bolhas) e bastões de caminhada para a descida íngreme.
    • Uma capa de chuva de boa qualidade, capa para a mochila e sacos estanques para manter os seus pertences secos.
    • Camadas térmicas de base, uma jaqueta quente, luvas e uma muda de roupa seca reservada só para dormir.
    • Um saco de dormir com classificação para 0°C, uma lanterna de cabeça com pilhas extras e uma garrafa de 1 litro com pastilhas de purificação de água.
    • Um kit de primeiros socorros pessoal e os seus remédios de uso contínuo, além de protetor solar e um chapéu de aba larga para a savana exposta ao sol.

    Guarde o seu certificado internacional de vacinação contra a febre amarela junto ao passaporte. Também é essencial levar dinheiro em espécie para as despesas em locais onde não se aceita cartão, já que caixas eletrônicos são extremamente raros perto da fronteira.

    👉 Leia mais: 10 dicas de viagem para o Monte Roraima e aproveitar ao máximo a sua viagem

    Contrate um seguro-viagem para aventura

    Há quem considere o Monte Roraima perigoso no sentido de que, em um lugar tão remoto, uma lesão grave pode significar evacuação lenta e dependente das condições do tempo.

    Acidentes são evitados quando os caminhantes seguem as instruções do guia, usam o equipamento certo e reconhecem os próprios limites. Mesmo assim, imprevistos ainda podem acontecer. Por isso, um seguro-viagem que cubra trekking remoto e de alta altitude é obrigatório.

    Verifique se a sua apólice inclui proteção para trekking até 2.800 metros, resgate médico e repatriação, já que grande parte dos seguros de viagem convencionais exclui expedições desse tipo.

    Se você não sabe onde encontrar uma cobertura com tudo o que precisa, operadoras confiáveis podem indicar o caminho certo. Mais um motivo para reservar o seu trekking do Monte Roraima com especialistas!

    Conheça seus limites e faça a lição de casa

    A última peça da segurança é uma avaliação honesta de si mesmo. A dificuldade do Monte Roraima é classificada como desafiadora: são cerca de 86 km a pé, uma subida íngreme de 4,5 km, várias noites dormindo em barraca e dias que chegam a 8 horas de caminhada. Você não precisa ser atleta, mas deve conseguir caminhar vários quilômetros com a mochila carregada em dias seguidos.

    Prepare-se. Alguns meses de caminhadas, treino cardiovascular e fortalecimento de pernas fazem a diferença entre sofrer e curtir, então pesquise sobre a montanha, rota e época em que pretende viajar antes de se comprometer.

    Trekkers climbing the steep rocky ascent of La Rampa on the Mount Roraima hike
    Photo: Lucas Gobatti

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    Faça o trekking do Monte Roraima com segurança ao lado do PlanetaEXO

    O Monte Roraima só é perigoso se você for despreparado ou sozinho. Para uma trilha tranquila, faça do jeito certo: prepare o equipamento, siga os protocolos de fronteira, contrate um seguro-viagem e vá com guias locais. Se você quer apenas aproveitar a caminhada sem se preocupar com o resto, uma operadora experiente cuida de tudo isso!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes no Monte Roraima com guias indígenas Pemón experientes e parceiros locais de confiança. Nossa equipe cuida de tudo, incluindo logística, permissões e segurança da sua viagem à Venezuela. Fale conosco agora!

  • As melhores lagoas dos Lençóis Maranhenses: o deserto de mil lagoas do Brasil

    As melhores lagoas dos Lençóis Maranhenses: o deserto de mil lagoas do Brasil

    Onde fica cada lagoa, que profundidade ela tem, quando enche e quais compensam o trecho extra de dunas

    O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses cobre 155.000 hectares de areia branca no Nordeste do Brasil. É o maior campo de dunas da América do Sul e o único do continente que se enche de água doce todo ano, sem falhar.

    Entre janeiro e junho, a chuva forte eleva o lençol freático e abre milhares de piscinas de água cristalina nos vales entre as dunas. Foi esse encontro entre um cenário de deserto e uma planície que se inunda todo ano que levou a UNESCO a declarar o parque Patrimônio Mundial em 26 de julho de 2024.

    Da mesma contradição veio o apelido: muita gente chama o lugar de deserto de mil lagoas, mas a conta real passa longe disso, e, depois da temporada de chuvas, ninguém arrisca dizer quantas lagoas os Lençóis Maranhenses têm.

    Photo: Leo Castro

    Só que as lagoas dos Lençóis Maranhenses não são todas iguais. Algumas ficam a 12 km da cidade, num trecho plano de areia; outras exigem subir 30 metros de duna a pé, e algumas guardam água meses depois que o resto já voltou a ser areia.

    Quer saber qual delas entra no seu roteiro? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em passeios nos Lençóis Maranhenses, reuniu num guia as seis lagoas que os nossos viajantes mais gostam para responder onde fica cada uma, o que muda de uma para a outra e quando ela está de fato cheia. Confira abaixo!

    Como se formam as lagoas dos Lençóis Maranhenses

    As lagoas não vêm de rios nem de nascentes. O parque recebe cerca de 1.600 mm de chuva por ano, segundo o ICMBio, mais de seis vezes os 250 mm que definem um clima desértico.

    Por isso, os Lençóis Maranhenses não são, tecnicamente, um deserto. A areia absorve a chuva quase na hora, e uma camada de sedimentos costeiros e fluviais pouco permeáveis, logo abaixo, impede que a água escoe.

    O resultado é um lençol freático que sobe e desce conforme a estação. Quando ele passa dos pontos mais baixos entre as dunas, a água subterrânea aflora sozinha e preenche as depressões. É nesse momento que surgem as lagoas entre as dunas.

    A maioria das lagoas fica em torno de 1,5 m de profundidade e, depois de uma temporada de chuva generosa, as maiores chegam a 3 m. Esse mesmo lençol freático prende as dunas no lugar: enquanto a areia está molhada, as cadeias de barcanas param de andar e só voltam a avançar quando secam, a 4 a 25 m por ano, empurradas por ventos de leste com rajadas de 70 km/h.

    👉 Leia mais: Como se formaram os Lençóis Maranhenses: entenda as dunas de areia do Brasil e suas lagoas

    Quando as lagoas enchem (e quando somem do mapa)

    A melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses vai de maio a setembro. A chuva já parou, as lagoas estão no volume máximo e o céu limpo deixa a água puxar para o turquesa em vez do cinza.

    De setembro a outubro e de fevereiro a abril, as lagoas estão logo depois ou logo antes do pico. Ainda dá para nadar, e as dunas ficam bem mais vazias. Entre novembro e janeiro, o parque seca: as lagoas menores evaporam por completo e deixam grama e areia nua, enquanto as mais fundas e abrigadas resistem.

    Uma consequência prática: se você viaja fora do pico, pergunte ao operador quais lagoas ainda têm água na semana da sua viagem, e não quais são as mais famosas. A resposta muda rápido, e essa é a maior variável de um roteiro nos Lençóis.

    Todas as lagoas desta lista dependem da mesma coisa: chuva. Elas enchem entre janeiro e maio, ficam cheias de junho a setembro e diminuem a partir de outubro — algumas desaparecem por completo. Chegar na janela certa é o que separa um banho de uma caminhada na areia seca.

    Gráfico do nível das lagoas dos Lençóis Maranhenses mês a mês, baixo de dezembro a fevereiro e cheio de junho a setembro

    Período Nível das lagoas O que esperar
    Janeiro – Maio Enchendo A chuva escorre pela areia e começa a encher as depressões entre as dunas
    Junho – Setembro Cheias A janela em que o parque vira o cartão-postal. É quando quase todo mundo vai
    Outubro – Dezembro Secando As lagoas evaporam e sobra o deserto branco. Menos gente, outra paisagem

    👉 Leia mais: Qual a melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses?

    As 5 melhores lagoas dos Lençóis Maranhenses

    As cinco estão dentro do mesmo parque nacional, mas o acesso às lagoas dos Lençóis Maranhenses parte de três cidades diferentes: Barreirinhas, Santo Amaro e Atins. Não existe estrada cruzando as dunas de uma para a outra, então você escolhe uma base e vai abrindo o leque a partir dela.

    👉 Leia mais: Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

    1. Lagoa Azul (Barreirinhas)

    A Lagoa Azul é a imagem que quase todo mundo tem do parque na cabeça e a mais fácil de alcançar entre as cinco. O circuito de 4×4 sai de Barreirinhas, vence 12 km de estrada de areia em cerca de 45 minutos e para na borda do campo de dunas. De lá são mais ou menos 2 km a pé até a água.

    Larga e rasa nas beiradas, ela faz jus ao nome: a água é de um azul forte. Como os bancos de areia extensos fazem dela a lagoa mais segura do deserto para famílias com crianças pequenas, a maioria dos operadores vende o circuito em meio período. O passeio dura cerca de 4 horas e sai depois do almoço, para pegar a luz baixa do fim de tarde.

    • Onde fica: lado de Barreirinhas, no Maranhão, dentro do parque, a cerca de 12 km da cidade.
    • Como chegar: só de 4×4 (45 min em estrada de areia) e mais uns 2 km a pé.
    • Tamanho e profundidade: uma das lagoas mais largas desse lado; 1,5 m na média, até 3 m depois de uma temporada de chuva forte.
    • Melhores meses: de junho a setembro (à tarde).

    2. Lagoa Bonita (Barreirinhas)

    A Lagoa Bonita fica a 15 km de Barreirinhas, e o último trecho é vertical: você sobe uma duna de 30 metros a pé, na areia fofa, antes de enxergar qualquer coisa. É a subida mais puxada das cinco e a única que devolve uma vista, não só um banho.

    Do alto, as cadeias de dunas vão até o horizonte, com uma lagoa encaixada em cada vale. É o mirante de pôr do sol do circuito de Barreirinhas e o melhor ponto para entender por que o Parque ficou conhecido como deserto de mil lagoas. A lagoa em si é uma das maiores da região, com um tom de azul que costumam comparar ao do Caribe.

    • Onde fica: lado de Barreirinhas, a cerca de 15 km da cidade.
    • Como chegar: 4×4 e uma subida íngreme de uns 30 m de duna a pé.
    • Tamanho e profundidade: entre as mais extensas do lado de Barreirinhas; a profundidade acompanha a média do parque, de 1,5 a 3 m.
    • Melhores meses: de junho a setembro (fim de tarde, por causa do pôr do sol).
    • Vale saber: é o melhor mirante do parque, não o banho mais fácil. Se a subida da duna for um problema, fique com a Lagoa Azul.

    3. Lagoa do Junco (Santo Amaro)

    Santo Amaro está a menos de 2 km do limite do parque, o que muda o ritmo da visita por completo. Aqui, as lagoas dos Lençóis Maranhenses começam onde a cidade termina. Símbolo da região, a Lagoa do Junco é alcançada após um rápido percurso em veículo 4×4 até o ponto de estacionamento permitido, seguido por uma travessia guiada pelas dunas que dura em média 1 hora de caminhada.

    A caminhada é metade do motivo para ir. Você passa por uma dúzia de lagoas menores antes de a principal se abrir, azul-escura no meio e turquesa clara na borda, entre dunas que mudam de forma de uma estação para outra.

    Como o acesso dá trabalho de verdade, tudo por ali é bem mais silencioso do que no lado de Barreirinhas. É para cá que você vem se quiser fugir das multidões.

    • Onde fica: lado de Santo Amaro, dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.
    • Como chegar: 4×4 até o estacionamento autorizado e cerca de 1 hora de caminhada em cada sentido.
    • Tamanho e profundidade: uma das maiores do circuito de Santo Amaro; de 1,5 a 3 m, conforme as chuvas.
    • Melhores meses: de junho a setembro (a caminhada é quente, então as saídas de manhã rendem mais).

    4. Lagoa do Reflexo (Santo Amaro)

    A Lagoa do Reflexo é a parada principal do circuito Ponta Verde, que sai de Santo Amaro, com 4×4 e mais uns 25 minutos a pé. A fama dela vem de um detalhe só: nas manhãs e nos fins de tarde sem vento, a superfície fica lisa e espelha as dunas e o céu. Daí o nome.

    Sendo a lagoa mais fotografada de Santo Amaro, é também a que mais depende do horário certo nesta lista, já que o vento do meio-dia acaba com o efeito espelho. Ela ainda segura água até mais tarde na seca do que a maioria, e por isso continua aparecendo nos roteiros de outubro e novembro, quando as lagoas menores já viraram areia.

    • Onde fica: lado de Santo Amaro, no circuito Ponta Verde.
    • Como chegar: passeio de 4×4 de dia inteiro e cerca de 25 min a pé.
    • Tamanho e profundidade: rasa e larga (é essa superfície plana e parada que cria o efeito espelho).
    • Melhores meses: de junho a setembro, pelo volume de água, mas vá ao nascer do sol ou no fim da tarde, num dia sem vento; é uma das apostas mais seguras entre outubro e novembro.

    5. Lagoa Tropical (Atins)

    Atins fica no encontro do Rio Preguiças, das dunas e do Atlântico: uma vila de pescadores que virou base de kitesurfe e ecoturismo, sem perder muito do que era. A Lagoa Tropical é a parada principal do circuito Ponta do Mangue, feito de 4×4 pela praia e por dentro do mangue, até a trilha virar para o interior, na areia.

    É uma das maiores lagoas do lado de Atins, de água turquesa e fundo de areia macia, e costuma ser combinada com a Lagoa da Esmeralda e a Lagoa da Gorjeta no mesmo passeio. Passa muito menos carro por aqui do que nos circuitos de Barreirinhas, então ter uma margem só para você é realista, e não sorte.

    • Onde fica: lado de Atins, no circuito Ponta do Mangue.
    • Como chegar: 4×4 saindo de Atins pela praia e pelo mangue; costuma ser meio período ou dia inteiro.
    • Tamanho e profundidade: uma das maiores desse lado do parque; fundo de areia macia e profundidade confortável para nadar.
    • Melhores meses: de junho a setembro (combine com a Lagoa da Esmeralda e a Lagoa da Gorjeta).

    Dá para nadar nas lagoas dos Lençóis Maranhenses?

    Sim, você pode nadar em quase todas as lagoas dos Lençóis Maranhenses. A água é doce e morna, costuma bater da cintura ao peito, o fundo é de areia firme e não há correnteza nenhuma.

    Tem vida ali dentro, mas nada que incomode quem nada. Mais de 30 espécies de peixes sobrevivem nessas piscinas temporárias, entre elas a traíra. Parte delas nasce de ovos que passam os meses secos enterrados na areia, esperando a água voltar; outra parte chega como ovo grudado nas patas e nas penas das aves migratórias, que usam o parque como parada de descanso na rota.

    Vale pensar também na preservação das lagoas. O protetor solar é indispensável com a intensidade do sol no Maranhão, mas cremes e óleos prejudicam a qualidade da água. O melhor caminho é passar o protetor bem antes de entrar na lagoa, para a pele ter tempo de absorver e, se der, usar produtos biodegradáveis.

    👉 Leia mais:

    Conheça as melhores lagoas dos Lençóis Maranhenses com o PlanetaEXO

    Agora que você sabe onde fica cada lagoa e quando ela enche de verdade, só falta escolher a base: Barreirinhas para os circuitos clássicos, Santo Amaro para os mais silenciosos ou Atins para as travessias a pé. Ou as três, que é como funciona uma travessia completa do parque.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes Lençóis Maranhenses, que trabalha lado a lado com os guias e as famílias que vivem na borda do parque nacional. De travessias de vários dias a passeios clássicos por esse deserto de mil lagoas, cuidamos da logística para você passar os dias na água, e não numa página de reserva. Fale com a gente!

  • Vista aérea das dunas de areia branca e das lagoas de água de chuva dos Lençóis Maranhenses ao pôr do sol, Brasil.

    8 Melhores Lugares para Viajar no Brasil: natureza e aventura

    Dunas, selva, pantanais, recifes e cachoeiras: oito destinos de turismo de aventura no Brasil, o que faz a fama de cada um e quando ir

    O Brasil tem 8,5 milhões de km² e seis biomas distintos, e é por isso que duas viagens daqui quase nunca se parecem. Quem vai ao Pantanal em julho e quem vai aos Lençóis Maranhenses na mesma semana está vendo paisagens sem quase nada em comum: uma é campo alagado cheio de mamíferos grandes, a outra é um deserto de areia branca que se enche de água da chuva todo ano.

    A maioria das listas de melhores lugares para viajar no Brasil começa pelo Rio de Janeiro ou por São Paulo e para no litoral. São cidades fantásticas, que valem a viagem, mas há muito mais para ver em um país deste tamanho e desta diversidade.

    Os oito destinos abaixo mostram outro lado do país e fogem dos pontos turísticos do Brasil de sempre: são parques nacionais, planícies alagadas e arquipélagos onde o motivo de ir é a própria paisagem.

    Vista aérea das Cataratas do Iguaçu ao pôr do sol, cercadas pela Mata Atlântica, no Brasil.

    Quer descobrir as possibilidades para viver as melhores férias da sua vida? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em turismo de aventura no Brasil, montou este guia. Confira abaixo!

    1. Lençóis Maranhenses: dunas e lagoas

    Com 155.000 hectares no estado do Maranhão, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é uma esquisitice geográfica sem paralelo no planeta. Tem cara de deserto árido, mas chove ali cerca de 1.600 mm por ano.

    A chuva se acumula entre as dunas e, durante alguns meses, o parque se enche de milhares de lagoas de água doce em que dá para nadar. A UNESCO o incluiu na lista do Patrimônio Mundial em 2024.

    Curiosidades sobre os Lençóis Maranhenses:

    • As dunas chegam a uns 40 metros de altura e continuam se movendo com o vento, então o mapa das lagoas muda todo ano.
    • As lagoas enchem de janeiro a junho e seguram água até setembro; em outubro, quase todas já evaporaram.
    • Algumas lagoas têm peixes, levados até ali como ovos por aves, que sobrevivem na lama entre uma estação e outra.

    Quando ir: de junho a setembro, com as lagoas cheias e a chuva já passada. A porta de entrada é São Luís, capital do Maranhão, e depois Barreirinhas.

    Casal caminhando por uma duna de areia branca à beira de uma lagoa azul-turquesa nos Lençóis Maranhenses, Brasil.
    Photo: Leo Castro

    👉 Veja mais: Pacotes nos Lençóis Maranhenses

    2. Floresta Amazônica: selva e rios

    Certamente um dos melhores lugares para viajar no Brasil, a Floresta Amazônica cobre cerca de 5,5 milhões de km² em nove países, e uns 60% dela ficam em território brasileiro.

    O Rio Amazonas corta a floresta por mais de 6.900 km e carrega um quinto de toda a água doce que chega ao oceano no mundo. Estradas quase não existem, então a floresta é destino de barco. E a floresta que você vê da água muda por completo entre a cheia e a seca.

    Curiosidades sobre a Amazônia:

    • No Encontro das Águas, perto de Manaus, o Rio Negro escuro e o Solimões barrento correm lado a lado por uns 6 quilômetros sem se misturar, por diferenças de temperatura, velocidade e densidade.
    • Entre o pico da cheia e a seca, o nível da água pode variar mais de 10 metros.
    • A região concentra a maior diversidade de fauna do país: mais de 75% dos mamíferos e 80% das aves do Brasil.

    Quando ir: na cheia (maio a julho) para remar por dentro da copa das árvores, ou na seca (setembro a novembro) para praias de rio, trilhas e mais chance de ver bicho em terra firme. A porta de entrada é Manaus.

    Vista aérea do rio Negro serpenteando pela floresta amazônica alagada, com um barco regional, no Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes de Amazônia no Brasil

    3. Pantanal: planície alagada e onças

    Se você quer o melhor da fauna brasileira, é para cá que deve ir. A Amazônia é riquíssima em biodiversidade, mas o Pantanal, maior planície alagada tropical do mundo, tem campo aberto e vegetação baixa, exatamente o que falta à floresta na hora de realmente enxergar os animais.

    Com a maior densidade de onças-pintadas do planeta, o Pantanal Norte transforma os avistamentos da seca, nos rios perto de Porto Jofre, em Poconé, em rotina, e não em sorte.

    Curiosidades sobre o Pantanal:

    • Dá para visitar duas regiões bem diferentes: o Pantanal Norte, em Mato Grosso, e o Pantanal Sul, em Mato Grosso do Sul.
    • No auge da cheia, até 80% da planície fica debaixo d'água, o que concentra os animais no chão seco que sobra nos meses seguintes.
    • Além das onças, entre os animais do Pantanal estão capivaras, jacarés, ariranhas, araras, antas e tamanduás-bandeira.

    Quando ir: de julho a outubro, auge da seca e melhor chance de onça. As portas de entrada são Cuiabá para o Pantanal Norte (Porto Jofre) e Campo Grande para o Pantanal Sul (e para Bonito, a 3 horas dali, com seus rios de flutuação).

    Onça-pintada atravessando um rio no Pantanal enquanto viajantes observam da margem, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes de Pantanal no Brasil

    4. Foz do Iguaçu: água e trovão

    Bem na fronteira entre Brasil e Argentina, Foz do Iguaçu é famosa pelas Cataratas do Iguaçu. O conjunto tem cerca de 275 quedas distintas, espalhadas por uma frente de quase 2,7 quilômetros.

    A peça central, a Garganta do Diabo, é um cânion em ferradura de uns 80 metros de profundidade, por onde boa parte do volume do rio despenca de uma vez. O lado brasileiro dá o panorama; o argentino coloca você em cima dela. O Parque Nacional do Iguaçu é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1986.

    Curiosidades sobre Foz do Iguaçu:

    • O número de quedas separadas muda conforme o nível do rio. Depois de chuva forte, saltos individuais se fundem em cortinas mais largas e em menor número.
    • Os taperuçus-velhos fazem ninho atrás da água que cai, atravessando a cortina em pleno voo para chegar à parede de rocha.
    • O parque ao redor protege um dos maiores fragmentos que restam de Mata Atlântica, casa de quatis, tucanos e, raramente vistas, onças-pintadas.

    Quando ir: o ano inteiro. De agosto a novembro há bom volume de água com menos gente; o pico de cheia, de janeiro a março, é o mais impressionante, mas algumas passarelas podem fechar.

    As Cataratas do Iguaçu vistas do lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes em Foz do Iguaçu

    5. Itacaré: ondas e mata

    No sul da Bahia, Itacaré fica onde a Mata Atlântica desce até a beira d'água. A maioria das vilas de praia brasileiras derrubou essa mata décadas atrás; aqui ela continua de pé, e o caminho para várias praias é uma trilha por dentro da mata fechada, não uma estrada.

    Com uma sequência de picos de surfe a poucos quilômetros do centro, este é um dos melhores lugares para viajar no Brasil se você surfa.

    Curiosidades sobre Itacaré:

    • O vizinho Parque Estadual da Serra do Conduru guarda um dos maiores índices de diversidade de árvores já registrados, com bem mais de 400 espécies medidas em um único hectare.
    • A Mata Atlântica foi reduzida a uma fração do que era, o que torna raros trechos costeiros intactos como este.
    • As praias de Itacaré são alcançadas em sequência (Concha, Resende, Tiririca, Prainha), e o surfe fica mais sério quanto mais você caminha.

    Quando ir: de setembro a março, o período mais quente e seco. O surfe funciona quase o ano todo.

    Praia com coqueiros e Mata Atlântica no litoral sul da Bahia, perto de Itacaré, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes em Itacaré, na Bahia

    6. Fernando de Noronha: recifes e tartarugas

    Fernando de Noronha é um arquipélago de 21 ilhas a cerca de 545 quilômetros da costa de Pernambuco. A água mais transparente do país está aqui: em um bom dia, a visibilidade chega a 40 metros.

    É o lugar mais protegido desta lista. Há limite para o número de visitantes simultâneos na ilha e todo mundo paga uma taxa de preservação ambiental. A UNESCO o declarou Patrimônio Mundial em 2001.

    Curiosidades sobre Fernando de Noronha:

    • A Baía dos Golfinhos abriga um dos maiores grupos residentes conhecidos de golfinhos-rotadores, que entram na baía toda manhã para descansar.
    • O arquipélago é vulcânico, formado pela atividade da Dorsal Mesoatlântica, e é por isso que a água já é funda e limpa tão perto da praia.
    • Várias praias fecham para visitação na temporada de desova, quando tartarugas-verdes e tartarugas-de-pente sobem à areia.

    Quando ir: de agosto a novembro para a melhor visibilidade de mergulho; de março a julho entram ondulações maiores nas praias de fora.

    Mergulhadora nadando ao lado de uma tartaruga-de-pente sobre o recife em Fernando de Noronha, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes de mergulho em Fernando de Noronha

    7. Chapada Diamantina: picos e cachoeiras

    O Parque Nacional da Chapada Diamantina protege cerca de 152.000 hectares de serras, cânions e rios no coração da Bahia.

    A travessia do Vale do Pati é considerada o principal trekking de longa distância do Brasil. São de 3 a 5 dias entre casas de moradores em pleno vale, sem nenhum acesso por estrada: você entra a pé e sai a pé.

    Algumas das melhores trilhas da Chapada Diamantina levam a cachoeiras de tirar o fôlego, como a Fumaça, a Fumacinha, o Sossego e a Encantada.

    Curiosidades sobre a Chapada Diamantina:

    • O nome vem da corrida do diamante dos anos 1840; os povoados que hoje sustentam as travessias eram arraiais de garimpo.
    • No Poço Encantado, entre abril e setembro, um facho de sol bate no lago subterrâneo e pinta a caverna inteira de azul.
    • Em vez de barraca, quem faz a travessia dorme na casa das famílias que vivem e plantam dentro do Vale do Pati.

    Quando ir: de abril a outubro, na seca, quando as travessias de rio ficam mais fáceis e as trilhas, firmes.

    Trilheira sentada em uma saliência de rocha sobre um vale verde na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes na Chapada Diamantina

    8. Jalapão: fervedouros e Cerrado

    Um dos melhores lugares para viajar no Brasil se você quer menos gente e mais natureza. O Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins, é coberto pelo Cerrado e tem dunas alaranjadas, serras de topo plano e cânions de rio.

    As estrelas, porém, são os fervedouros: nascentes de fundo de areia onde a água empurra de baixo para cima com força suficiente para você não afundar. Fica de pé, boiando, sem nadar, em uma água limpa o bastante para ver tudo lá embaixo.

    Curiosidades sobre o Jalapão:

    • O Cerrado é a savana com mais biodiversidade do mundo e cobre cerca de 22% do território brasileiro.
    • O capim-dourado nasce aqui e em nenhum outro lugar da mesma forma. As comunidades locais o tecem à mão em artesanato desde os anos 1930, e hoje ele é protegido por certificação de origem.
    • Uma das cachoeiras mais queridas do parque, a Cachoeira da Velha, é uma queda em ferradura de uns 100 metros de largura no Rio Novo.

    Quando ir: de maio a setembro, na seca, quando as estradas de terra estão trafegáveis e a água corre limpa.

    Vista aérea de um fervedouro cercado por buritis no Jalapão, Tocantins, Brasil.

    👉 Veja mais: Pacotes no Jalapão

    Pronto para conhecer os melhores lugares do Brasil? Planeje sua viagem com o PlanetaEXO!

    Agora que você viu o que cada um destes oito lugares realmente oferece, o próximo passo é casar as suas datas com o destino certo. Não são os únicos lugares para viajar no Brasil, mas estão entre os lugares mais bonitos do Brasil, aqueles em que a paisagem faz o trabalho sozinha.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura pelo Brasil e trabalha lado a lado com os operadores locais que conhecem cada uma destas regiões de perto. Selecionamos a dedo roteiros de natureza, de travessias guiadas a rotas sob medida por dois ou três destinos. Nosso time cuida do planejamento para você se concentrar na viagem. Fale com a gente!

  • As 5 Melhores Trilhas da Chapada Diamantina: Trilhas, Cachoeiras e Distâncias

    As 5 Melhores Trilhas da Chapada Diamantina: Trilhas, Cachoeiras e Distâncias

    Um guia prático das 5 melhores trilhas na Chapada Diamantina, com localização, distância, dificuldade e os principais destaques de cada percurso

    O Parque Nacional da Chapada Diamantina protege 1.520 km² da Serra do Sincorá, no coração da Bahia. É um labirinto de picos de topo plano, cânions profundos e algumas das cachoeiras mais altas do país. Quem viaja para este canto do Nordeste é motivado, acima de tudo, por um motivo: as trilhas.

    O parque fica a cerca de 400 quilômetros de Salvador, com caminhos que incluem passeios de meio dia a travessias de quatro dias a pé. Uma trilha termina numa cachoeira de 340 metros, enquanto outra faz você subir o leito de um rio até a base da queda.

    Com dezenas de rotas saindo de cidades como Lençóis, Vale do Capão e Mucugê, quais das trilhas na Chapada Diamantina combinam com o seu preparo e o seu tempo? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Chapada Diamantina, montou este guia com as melhores trilhas na Chapada Diamantina. Confira abaixo!

    Grupo caminhando por um trecho de pedra ao amanhecer no trekking do Vale do Pati, na Chapada Diamantina, Brasil.
    Photo: Guillaume Leman

    O que saber antes de fazer as trilhas

    Algumas regras básicas valem para quase toda trilha por aqui. A maioria dos percursos dentro do parque exige acompanhamento de um guia local credenciado — indispensável nas rotas mais longas e uma questão séria de segurança, já que os caminhos quase não têm sinalização e o clima muda rápido no planalto aberto.

    Os pontos de partida ficam em cidades-base diferentes: Lençóis ao norte, Vale do Capão a oeste, Mucugê e Ibicoara ao sul. Abaixo estão as trilhas que os viajantes mais procuram.

    O calendário também pesa. A estação seca (maio a outubro) deixa as trilhas mais firmes e as noites mais frescas, sendo a melhor janela para o trekking na Chapada Diamantina de vários dias.

    De novembro a abril, as cachoeiras ficam mais cheias e a paisagem ganha um tom de verde intenso, mas as travessias de rio complicam e as tempestades de fim de tarde são comuns. O volume de água pode alterar uma trilha tranquila para perigosa em um único dia. Por isso, antes de começar a caminhada, sempre cheque às condições com o seu guia antes!

    Vista aérea de trilheiros atravessando uma trilha no platô em direção a um morro de topo plano na Chapada Diamantina, Brasil.
    Lucas Neves

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    1. Fumacinha, a mais exigente das melhores trilhas na Chapada Diamantina

    No extremo sul do parque, a Fumacinha é o que o trilheiro raiz busca. A rota acompanha o leito de um rio direto para dentro de um cânion cada vez mais estreito até chegar a uma cachoeira de 105 metros que faz jus ao nome: o vento desfaz a queda numa espécie de fumaça antes que a água possa tocar o chão.

    Espere um percurso de 18 km entre pedras e travessia de rio. É a trilha mais puxada da lista!

    • Localização: sul da Chapada Diamantina, num cânion acessado por Ibicoara.
    • Distância: cerca de 18 km (ida e volta).
    • Dificuldade: difícil (a trilha mais exigente daqui; guia é indispensável).
    • Destaques: Cachoeira Fumacinha (105 m)., caminhada pelo leito do rio dentro do cânion e andorinhas mergulhando sobre o poço.

    Trilheiro em cima de uma pedra diante da Cachoeira Fumacinha, dentro de um cânion tomado por musgo, na Chapada Diamantina, Brasil.

    👉 Conheça a aventura: Trekking na Chapada Diamantina – 6 Dias

    2. Cachoeira da Fumaça, uma das quedas mais altas do Brasil, vista do alto

    A trilha mais famosa do parque sobe até a borda da Cachoeira da Fumaça, uma queda livre de cerca de 340 metros — por muito tempo, acreditava-se que sua altura chegava aos 380 m —, fazendo parte do grupo de cachoeiras mais altas do Brasil.

    Saindo do Vale do Capão, a trilha ganha altura logo na primeira hora e depois se abre pelo planalto até um mirante, onde o rio despenca da beirada para o vale. Na volta, muita gente se refresca na Cachoeira do Riachinho.

    • Localização: Vale do Capão, a cerca de 70 km (1 hora) de Lençóis.
    • Distância: cerca de 12 km (ida e volta).
    • Dificuldade: moderada, com uma subida íngreme no começo.
    • Destaques: queda de ~340 m, mirante do Morrão sobre o vale e banhos no Riachinho.

    Vista aérea da Cachoeira da Fumaça despencando no vale, com arco-íris na água pulverizada, na Chapada Diamantina, Brasil.

    👉 Conheça a aventura: Viagem à Chapada Diamantina 7 Dias

    3. Vale do Pati, o trekking apontado como o melhor do Brasil

    A travessia do Vale do Pati não é apenas uma das melhores trilhas da Chapada Diamantina, mas também de todo o Brasil.

    A rota clássica cobre cerca de 39 quilômetros em 4 dias, com pernoites nas casas de famílias que vivem no vale há gerações.

    No trekking do Vale do Pati, você sobe até o icônico mirante do Pati, encara o Morro do Castelo e chega ao mirante do Cachoeirão, um paredão de 260 metros que despeja mais de vinte cachoeiras depois de chuva forte.

    • Localização: travessia de ponta a ponta pelo Vale do Pati; início em Guiné, acessado por Lençóis.
    • Distância: cerca de 39 km em 4 dias.
    • Dificuldade: de moderada a desafiadora (travessia de vários dias).
    • Destaques: mirante do Cachoeirão, cachoeiras dos Funis e do Calixto, Morro do Castelo e hospedagem nas casas das famílias.

    Dois trilheiros sentados em uma laje suspensa sobre o cânion do Vale do Pati, na Chapada Diamantina, Brasil.

    👉 Conheça a aventura: Trekking Vale do Pati na Chapada Diamantina – 4 Dias

    4. Cachoeira do Sossego, um bate-volta puxado saindo de Lençóis

    Uma das melhores trilhas na Chapada Diamantina começa em Lençóis e não dá trégua. O caminho acompanha o leito do Ribeirão do Meio sobre rocha lisa e por várias travessias de rio até se abrir na Cachoeira do Sossego, de 20 metros, que cai num poço largo o bastante para você atravessá-lo a nado e ficar embaixo da queda.

    Conte com 12 a 15 quilômetros de caminhada (ida e volta). A maioria dos guias classifica seu nível de dificuldade como avançado e sugere deixá-la para o fim da viagem, quando as pernas já se acostumaram ao terreno.

    • Localização: começa no centro de Lençóis, ao longo do Ribeirão do Meio.
    • Distância: cerca de 12 a 15 km (ida e volta).
    • Dificuldade: difícil (bate-volta avançado).
    • Destaques: queda de 20 m e seu poço, tobogã natural do Ribeirão do Meio e percurso rochoso pelo rio.
    Pessoa em pé sobre uma pedra ao pé de uma cachoeira alta no Vale do Pati, na Chapada Diamantina, Brasil.
    @psibeatrizmg

    👉 Leia mais: Cachoeiras da Chapada Diamantina: melhores trilhas e tesouros escondidos

    5. Cachoeira da Encantada, trilha técnica até queda d’água de 230 metros

    Para quem busca aventura sem multidão, a Cachoeira da Encantada, no sul do parque, revela uma cachoeira de 230 metros no fim de uma rota exigente subindo o Rio Samina.

    Boa parte da caminhada acontece dentro do próprio leito do rio, pulando matacões e cruzando a água entre paredões que chegam perto de 400 metros, passando também por painéis de pinturas rupestres.

    É possível ver a queda de uma trilha mais fácil acima do cânion ou encarar a linha mais difícil por baixo, que envolve escalada leve e trechos curtos a nado.

    • Localização: sul da Chapada Diamantina, no cânion do Rio Samina, perto de Itaetê.
    • Distância: trekking técnico de dia inteiro (cerca de 3 horas subindo o leito, cada trecho).
    • Dificuldade: difícil/técnica.
    • Destaques: cachoeira da Encantada, paredões de quase 400 m e arte rupestre pré-histórica.

    Trilheiro sozinho na base da Cachoeira da Encantada, que despenca entre os paredões do cânion sobre as águas alaranjadas do Rio Samina, na Chapada Diamantina, Brasil.

    👉 Leia mais: 10 curiosidades sobre o Parque Nacional da Chapada Diamantina

    Quantos dias você precisa e como emendar as trilhas

    É possível aproveitar as melhores trilhas do parque em 3 ou 4 dias a partir de uma única base, mas o erro clássico é tentar fazer tudo em um fim de semana.

    Uma viagem curta combina com os bate-voltas perto de Lençóis, como Sossego e as cachoeiras mais tranquilas. Já as travessias mais longas (Fumacinha e Vale do Pati) pedem um roteiro de vários dias, com guias, transporte e logística de pernoite já acertados. A maioria dos viajantes reserva de 3 a 7 dias, ajustando a rota ao preparo físico e à estação.

    👉 Leia mais:

    Pronto para encarar as melhores trilhas da Chapada Diamantina? Planeje com o PlanetaEXO!

    Agora que você conhece as melhores trilhas na Chapada Diamantina, da subida curta e brutal até a Fumacinha à travessia de 4 dias do Vale do Pati, só falta escolher os percursos que mais combinam com você.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em caminhadas e trekking no Brasil, que trabalha lado a lado com os melhores guias locais da Chapada Diamantina. Seja uma trilha mais curta ou uma travessia completa de vários dias, nós cuidamos de autorizações, transporte e hospedagens para que a sua única preocupação seja aproveitar a experiência. Fale conosco!

  • Pratos típicos da Amazônia: 7 comidas para provar na sua viagem à floresta

    Pratos típicos da Amazônia: 7 comidas para provar na sua viagem à floresta

    Peixes, mandioca em diversas formas e frutas que você não encontra em nenhum outro lugar: estas são algumas das comidas típicas da Amazônia que esperam por você na maior floresta tropical do mundo

    Os pratos típicos da Amazônia começam com três ingredientes e milhares de anos de prática. O primeiro é o peixe, já que a bacia amazônica abriga mais espécies do que qualquer outro sistema de rios do planeta. O segundo é a mandioca, domesticada há cerca de 10.000 anos. O terceiro são as frutas, como açaí, cupuaçu, tucumã e dezenas de outras que crescem soltas na floresta.

    Por cima de tudo isso vem a influência mais profunda de todas: as cozinhas indígena e ribeirinha, que inventaram a maior parte desses pratos muito antes de alguém registrá-los nos livros de receita.

    Isso faz com que as comidas típicas da Amazônia sejam muito mais que apenas alimentação. Só a mandioca sustenta a economia regional: o Norte produz 36% da safra, enquanto o Pará colhe quase 4 milhões de toneladas por ano. O açaí é uma indústria que gera bilhões, sendo os produtores paraenses responsáveis por mais de 93% da produção nacional e os maiores exportadores do mundo.

    Pratos como o tacacá e pato no tucupi dão o tom a festividades, procissões religiosas e rituais do dia a dia, de Belém a Manaus. Por isso, a culinária da Amazônia é tratada como patrimônio e não como um simples cardápio.

    Quer saber mais? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia, preparou este guia com 7 pratos típicos da floresta, incluindo o que são, de onde vêm e como comê-los do jeito tradicional. Confira abaixo!

    1. Tambaqui

    O tambaqui (Colossoma macropomum) é um dos maiores peixes de escamas da bacia do Rio Amazonas e chega a 108 cm e 40 kg.

    Como uma espécie frugívora, o tambaqui adentra a floresta alagada e come frutas e sementes, quebrando castanhas com sua dentição poderosa e espalhando-as por longas distâncias: um único peixe pode carregar até 1 kg de sementes no estômago. É justamente essa dieta que torna sua carne tão valorizada: firme, suculenta e de sabor suave.

    Esse é o peixe mais popular nas cozinhas da região, bem como a espécie nativa mais cultivada no Brasil, atrás apenas da tilápia, que é importada. Na mesa amazônica, aparece de duas formas principais.

    A costela de tambaqui é salgada e grelhada na brasa até a gordura ficar crocante, servida com farinha e limão. Já a caldeirada de tambaqui é um ensopado em que o peixe cozinha por cerca de 20 minutos com tomate, cebola, pimenta-de-cheiro e coentro, acompanhado de arroz branco e farinha de mandioca.

    Onde provar: o tambaqui grelhado está em quase todos os cardápios de Manaus e Santarém, e é um almoço clássico em um cruzeiro de 7 dias pelo Rio Amazonas.

    Dois tambaquis de banda grelhados em travessas de alumínio, servidos com limão, arroz e farofa
    @tambaquidebanda

    👉 Leia mais: Melhores cruzeiros no Rio Amazonas no Brasil

    2. Açaí

    Na Amazônia, açaí não é sobremesa. A tigela congelada e adoçada, coberta com granola, banana e outros toppings açucarados (que virou febre no resto do Brasil e no mundo) deixaria perplexo quem nasceu e cresceu no Amazonas e no Pará.

    O açaí amazônico de verdade é grosso, roxo escuro, sem açúcar e salgado, quase sempre despejado no prato e comido com farinha, peixe frito ou camarão seco como refeição principal. Ele vem da palmeira Euterpe oleracea e alimenta comunidades indígenas e ribeirinhas há séculos.

    Também é um dos motores econômicos da Amazônia. Segundo o IBGE, o Pará produz em média quase 1,7 milhão de toneladas por ano e exportou 8.200 toneladas em 2023, com destaque para o município de Igarapé-Miri (25% das exportações). Para milhões de famílias, a tigela de todo dia é jantar e renda ao mesmo tempo.

    Onde provar: peça puro, com farinha, em qualquer mercado de Belém ou Manaus.

    Cuias de açaí puro e grosso com farinha, servidas com cestas de peixe frito no Pará
    @paraiaca

    3. Tucumã

    O tucumã é o fruto da palmeira Astrocaryum tucumã, comum na Amazônia central. O nome vem do tupi antigo tukũ, fruto da planta espinhenta, por causa dos espinhos escuros que cobrem o tronco e as folhas.

    A parte comestível é uma polpa alaranjada e fibrosa (firme, oleosa e rica em vitaminas A e C, além de ômega 3, 6 e 9), com sabor semelhante à mescla de abóbora e castanha torrada.

    No Amazonas, é reconhecido como herança cultural e marca da identidade local. Sua forma mais famosa é o X-caboquinho: pão francês recheado com tucumã, banana pacovã frita e queijo coalho, quase sempre acompanhado de café com leite. É um café da manhã tão ligado à cidade que virou patrimônio imaterial de Manaus.

    Os amazonenses também transformam o tucumã em patê, farofa e arroz de tucumã.

    Onde provar: qualquer padaria ou barraca de rua em Manaus vende o X-caboquinho desde o amanhecer.

    Sanduíche no estilo x-caboquinho: pão francês recheado com polpa amazônica alaranjada e queijo coalho derretido
    @yasaibrasil

    4. Tapioca

    A tapioca faz parte da rotina do brasileiro, seja nas padarias em São Paulo ou nas praias do Nordeste. Ela é feita da goma da mandioca, o amido que decanta quando a raiz ralada é hidratada e prensada. Apesar do consumo em todo o país, a tapioca nasceu na Amazônia, e até o nome é indígena: tipi'óka é a palavra tupi “coágulo” ou “aglutinado”, uma clara referência à goma de tapioca.

    Milênios antes de qualquer químico explicar como, os tupi-guarani já extraíam e desintoxicavam com segurança a venenosa mandioca brava.

    A mandioca segue sendo a espinha dorsal da alimentação e da economia da região: o Pará é o maior produtor do Brasil, com quase 4 milhões de toneladas (cerca de 17,9% da safra nacional).

    A tapioca é extremamente versátil: doce, com coco e leite condensado, ou salgada, com queijo e carne. Mas o jeito mais amazônico de comer é com recheio de queijo coalho e tucumã: os dois sabores da região em uma só mordida.

    Onde provar: em todo o Brasil, do Norte ao Sul, mas a versão amazônica autêntica está no Amazonas e no Pará.

    Tapioca dobrada recheada com queijo derretido, carne desfiada, tomate, cebola e pimenta-de-cheiro
    @iloveacainer

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar a Floresta Amazônica no Brasil

    5. Cupuaçu

    O cupuaçu é parente próximo do cacau e nativo do leste da Amazônia. É grande, tem casca dura e marrom e uma polpa branca, suculenta e muito aromática, com cheiro entre chocolate e abacaxi.

    Os povos indígenas comiam polpa fresca e torravam as sementes para fazer um chocolate amargo muito antes de a fruta ganhar nome científico. Hoje, essas sementes torradas viram o cupulate, um dos pratos típicos da Amazônia.

    Enraizado na vida dos nortistas, o cupuaçu é o ingrediente regional mais versátil para sobremesas. Rica em fibras e enzimas, a polpa é usada em sucos, mousses, sorvetes, pudins, doces, compotas e licores.

    A maior parte do cupuaçu vem do Pará, Amazonas e Amapá, onde também alimenta sistemas sustentáveis de agrofloresta.

    Onde provar: peça suco ou sorvete de cupuaçu em qualquer lugar da região norte.

    6. Pato no tucupi

    O pato no tucupi é um ícone da comida paraense. Leva carne de pato, tucupi (caldo amarelo brilhante de mandioca brava, cozido devagar até o cianeto natural sumir) e jambu, a famosa folha amazônica que deixa os lábios e a língua formigando e levemente dormentes. Alho, pimenta-de-cheiro e chicória completam o prato, servido com arroz branco soltinho e farinha.

    Esse prato típico da Amazônia está intrinsecamente ligado à história da região. O tucupi e o jambu são dominados pelos indígenas e ribeirinhos há centenas de anos, enquanto o pato chegou com os colonizadores europeus. Fusão preparada em uma panela só!

    Hoje, o pato no tucupi é tradicional do Círio de Nazaré, a procissão mariana de Belém que reúne cerca de dois milhões de pessoas todo mês de outubro.

    Onde provar: há várias opções para comer pato no tucupi em Belém, como os restaurantes Ver-O-Açaí e Amazônia na Cuia.

    Pato no tucupi: coxa de pato dourada no caldo amarelo de tucupi com jambu, servida com arroz
    @combu_da_amazonia

    7. Tacacá

    O tacacá é a comida amazônica na sua forma mais cerimonial e, ao mesmo tempo, mais cotidiana. Servido bem quente em uma cuia, é tomado direto da tigela: uma base de goma de tapioca com tucupi, jambu e camarão seco.

    O resultado adormece e aquece a boca ao mesmo tempo. A receita descende do mani poi, uma sopa indígena que os viajantes europeus já descreviam no século XVI. Hoje, é vendido na rua pelas tacacazeiras, que o preparam do mesmo jeito há gerações.

    Há mais de 20 anos, o festival Tacacá na Bossa enche o Largo de São Sebastião, a praça em frente ao Teatro Amazonas, em Manaus, com shows gratuitos de música regional e cuias fumegantes de tacacá.

    Já na comunidade de São Braz, em Santarém, no Pará, acontece o Tacacá Fest, que une música regional, atrações culturais, ritos religiosos e pratos típicos da Amazônia.

    Onde provar: saboreie o tacacá em vários pontos de Belém, sendo as barracas de rua a opção mais tradicional (Barraca da Fafá, Tacacá da Dona Maria e Tacacá da Flávia). Em Manaus, vale conferir o Tacacá da Tia Socorro, Tacacá da Gisela e Netos Tacacá.

    Cuia de tacacá com jambu e camarão seco, ao lado de tigelas de camarão, jambu e um pote de tucupi
    @tacacadatiasocorro

    👉 Leia mais: Melhores lodges de selva na Amazônia no Brasil

    Prove pratos típicos da Amazônia viajando com o PlanetaEXO!

    Agora que você conhece essas comidas de dar água na boca, a melhor forma de entender a culinária da Amazônia é prová-las no local onde nasceram, seja em uma barraca em Belém, em um festival em Manaus ou em um barco deslizando pelas águas do Rio Negro.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em tours pela Floresta Amazônica. Ao lado dos melhores operadores, guias e cozinheiros locais da região, a nossa equipe cuida de tudo, do planejamento sem dor de cabeça a experiências sob medida. Fale conosco!

  • Quantos dias na Chapada Diamantina são suficientes?

    Quantos dias na Chapada Diamantina são suficientes?

    O tempo ideal de viagem depende de fatores como logística, estação do ano e o seu estilo de viagem

    O Parque Nacional da Chapada Diamantina protege cerca de 152.000 hectares (1.520 km²) no centro da Bahia. Para conhecer de verdade seus platôs, cânions e cachoeiras, você precisa de pelo menos 3 dias inteiros, embora existam passeios de um dia pelos mirantes e poços da região.

    A logística também pesa bastante no planejamento, porque esta é uma região remota, que exige longos deslocamentos até Lençóis, a cidade que serve de base. Estação, clima e o ritmo de cada viajante também entram na conta na hora de decidir quantos dias ficar na Chapada Diamantina.

    Precisa de uma mão com a viagem? O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Chapada Diamantina e conhece de cor as trilhas, as estações e os vales da região. Confira abaixo!

    Pôr do sol no Morro do Pai Inácio, na Chapada Diamantina
    Photo: Agata Fetschenko

    O que define quantos dias na Chapada Diamantina você precisa?

    Logística

    No interior da Bahia, a Chapada Diamantina é uma área remota. Depois de chegar à capital, Salvador, são cerca de 6 horas de estrada (aproximadamente 400 km) até Lençóis, a cidade que a maioria dos viajantes usa como base.

    As principais opções são ônibus, transfers privativos ou carro, e vale conferir também os ônibus noturnos e o pequeno aeroporto regional perto de Lençóis.

    Regiões como o Vale do Capão, Igatu e o Vale do Pati somam tempo extra de deslocamento em estradas mais lentas e nos acessos às trilhas. Por isso, muita gente passa a primeira e a última noite em Lençóis para evitar conexões apertadas.

    👉 Leia mais: Como chegar ao Parque Nacional da Chapada Diamantina?

    Lençóis Chapada Diamantina
    Photo: Rudolf Ernst

    Estação e clima

    O clima molda a experiência, portanto, conhecer a melhor época para visitar a Chapada Diamantina faz diferença. Algumas estações combinam mais com certos roteiros do que outras, dependendo do que você procura.

    A estação seca vai de maio a setembro, com clima estável e trilhas mais firmes. É o período certo para caminhadas longas, como a trilha do Vale do Pati, e também a época de maior movimento (alta temporada).

    A estação chuvosa vai de outubro a abril, enchendo os rios e deixando a paisagem verde. Durante essa época, o volume d’água aumenta e potencializa algumas quedas, como a Cachoeira da Fumaça e o Cachoeirão. Por outro lado, o terreno torna-se escorregadio e temporais intensos podem dificultar a travessia em alguns pontos.

    Um detalhe de timing: o facho de luz que ilumina o Poço Encantado e o Poço Azul só aparece por volta do meio-dia, entre abril e setembro. Vale notar que o Poço Encantado não é aberto para banhos, mas a visita ainda vale a pena.

    Não esqueça: antes de definir quantos dias na Chapada Diamantina você deve passar, confira a previsão do tempo e as condições das trilhas para as suas datas.

    👉 Leia mais: Qual é a melhor época para visitar a Chapada Diamantina?

    Estilo e ritmo de viagem

    As montanhas de topo plano, os cânions profundos e os poços tranquilos dão à Chapada Diamantina um clima calmo e de horizonte aberto, ideal para quem busca natureza e desconexão da rotina.

    Mas há muita aventura: travessias de vários dias com pernoites em pousadas locais, grutas com lagos subterrâneos e cachoeiras que você só alcança a pé.

    O roteiro na Chapada Diamantina depende do ritmo e dos interesses de cada viajante, mas a região funciona para todos os cenários: de estadias curtas em torno dos mirantes e poços dentro do parque nacional a travessias de vários dias no Vale do Pati.

    Viagem de 3 dias: o essencial

    Mesmo com pouco tempo, ainda é possível conhecer o coração da Chapada Diamantina em 3 dias, basta escolher o ritmo da sua aventura.

    Se você prefere conforto, o tour de 3 dias na Chapada Diamantina é um roteiro com base em hotel, caminhadas curtas e transfers em carros confortáveis, ligando os cartões-postais clássicos: o pôr do sol no Morro do Pai Inácio, a água cristalina do Poço Azul e do Poço do Diabo, o mirante da Cachoeira da Fumaça e a Gruta da Lapa Doce.

    Prefere conquistar à vista? A trilha de 3 dias no Vale do Pati concentra a travessia mais famosa do Brasil em um trajeto compacto, com dias longos de caminhada e pernoites em pousadas locais, ideal para quem tem pouco tempo.

    Quantos dias passar na Chapada Diamantina
    Photo: @deborahbannach

    Viagem de 4 a 5 dias: mergulhando fundo

    Com 4 ou 5 dias disponíveis, você consegue realizar o trekking na Chapada Diamantina de maneira bem mais tranquila, absorvendo o ritmo sereno do vale.

    O trekking de 4 dias no Vale do Pati é uma versão mais desacelerada da travessia clássica, com distâncias diárias menores e tempo extra em pontos como a gruta do Morro do Castelo e a Cachoeira do Calixto.

    Se caminhar é a sua praia, a travessia de 5 dias no Vale do Pati é o roteiro clássico completo: dias inteiros por platôs que parecem de outro mundo, banhos em poços naturais isolados, a subida até o alto da Cachoeira da Fumaça e pernoites nas casas das famílias que vivem na região

    Caminhantes atravessando os gerais do Vale do Pati, na Chapada Diamantina
    Photo: Guillaume Leman

    Viagem de 6 a 7 dias: a experiência completa

    Seis ou sete dias abrem as portas para viagens mais completas, seja para encarar desafios ou adotar um ritmo variado e ideal para famílias.

    A trilha de 6 dias na Chapada Diamantina foi desenhada para caminhantes experientes que buscam variedade. O roteiro vai além do Vale do Pati, combinando regiões diferentes e alcançando cachoeiras de acesso mais difícil, como Buracão e Fumacinha. Uma das melhores opções para quem quer fazer trekking no Brasil!

    Se você prefere variar sem encarar travessias longas, o roteiro de 7 dias na Chapada Diamantina distribui caminhadas leves, visitas culturais e atrativos naturais pelo parque, unindo o Vale do Pati a cachoeiras, grutas, à histórica Igatu e aos mirantes do Vale do Capão em um ritmo mais suave.

    👉 Leia mais: Cachoeiras da Chapada Diamantina: melhores trilhas e joias escondidas

    Cachoeira Chapada Diamantina
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    Perguntas frequentes sobre a Chapada Diamantina

    Quantos dias na Chapada Diamantina são necessários?

    Você precisa de pelo menos 3 dias inteiros para ver os destaques clássicos ao redor de Lençóis, e de 5 a 7 dias se quiser fazer a travessia do Vale do Pati. Três dias cobrem os principais mirantes, cachoeiras e poços, enquanto uma semana permite combinar regiões diferentes sem pressa.

    3 dias são suficientes na Chapada Diamantina?

    Três dias dão conta do essencial, seja como um tour confortável pelos mirantes e grutas, seja como uma travessia compacta do Vale do Pati. Como o itinerário fica bastante corrido, adicionar pelo menos um dia extra possibilita explorar as atrações de forma bem mais tranquila e proveitosa.

    Quantos dias são necessários para a travessia do Vale do Pati?

    A travessia clássica do Vale do Pati leva de 4 a 5 dias, permitindo um ritmo mais ameno e maior permanência. Para itinerários mais apertados, a opção de 3 dias oferece uma experiência compacta ideal.

    Suas férias na Chapada Diamantina com o PlanetaEXO

    Se você ainda está em dúvida sobre quantos dias passar na Chapada Diamantina, a gente te ajuda!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Chapada Diamantina, incluindo roteiros sob medida às reservas e transfers. Trabalhamos diretamente com guias locais experientes e operadores qualificados para que você possa aproveitar da maneira mais autêntica e responsável possível. Fale conosco agora!

  • Viajante em uma canoa de madeira observando o dossel da floresta alagada em uma aventura na Amazônia

    Férias na Amazônia: 7 Atividades Que Preenchem Seus Dias na Selva

    Trilhas, canoagem na floresta alagada, pescaria de piranha, focagem noturna, visitas a comunidades e muito mais. Além disso, como sua escolha de lodge, cruzeiro ou acampamento define o que você vai curtir!

    A Amazônia é movida pela água. No porto de Manaus, o nível do rio é medido à mão todos os dias desde 1902. O Rio Negro sobe até o pico entre maio e julho, quase sempre em junho. Depois, cai ao ponto mais baixo no fim de outubro. Para quem vive no Amazonas, isso é essencial, já que o nível da água decide boa parte do que acontece na região, inclusive o turismo.

    Assim, é importante entender esse ritmo antes de reservar suas férias na Amazônia. Na cheia, você rema a canoa por dentro da floresta, entre os galhos, sobre o chão onde teria caminhado em outubro. Na vazante, surgem praias de areia branca onde antes passava a canoa. Mesmo lugar, mesmo passeio, dias bem diferentes.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia. Preparamos este guia com as 7 atividades que preenchem quase todos os roteiros e mostramos como lodges, cruzeiros e acampamentos mudam cada uma. Confira abaixo!

    Lodge, cruzeiro ou acampamento: onde você dorme determina o que fazer na Amazônia

    Bangalô de lodge na selva amazônica sobre palafitas, com rede e quarto iluminado cercado pela floresta
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    Antes de escolher as atividades, uma coisa importa mais que tudo: a sua base. As três opções não somente representam faixas de preço diferentes, mas também acessos distintos à floresta.

    Um lodge na selva amazônica é fixo. Você tem cama, ventilador ou ar-condicionado, restaurante e um raio de alcance em que tudo o que você faz fica a algumas horas do píer. Para muita gente, isso é o que mais compensa, visto que os melhores hotéis ficam num território onde vale a pena se firmar por alguns dias.

    O Anavilhanas Jungle Lodge, por exemplo, fica de frente para o arquipélago de Anavilhanas, um labirinto de ilhas de águas escuras, protegido como parque nacional, que cobre 350.469 hectares.

    Já um cruzeiro na Amazônia envolve alcance. O barco navega durante a noite, os passageiros acordam num lugar novo e o trajeto nunca repete o mesmo trecho de rio. É assim que os cruzeiros pelo Rio Amazonas conseguem juntar num só roteiro o Parque Nacional do Jaú — uma das maiores áreas protegidas da Amazônia e Patrimônio Mundial da UNESCO —, comunidades indígenas e encontros com botos.

    Um acampamento, por sua vez, abre mão de base fixa e alcance. Em viagens com curso de sobrevivência na selva, como o Tour de Sobrevivência na Amazônia de 4 dias, você dorme em rede sob uma lona, com mosquiteiro, e um guia fica acordado a noite inteira de olho nos animais.

    1. Trilhas na floresta

    Caminhante ao pé de uma árvore gigante da floresta amazônica, olhando para o dossel
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    Uma verdade sobre trilhas na floresta amazônica: você não vai ver uma onça-pintada. O que seus olhos alcançam são árvores, e é justamente aí que está a graça, quando alguém te ensina a decifrá-las.

    Um estudo de 2013 publicado na revista Science estimou cerca de 16.000 espécies de árvores na bacia, entre quase 390 bilhões de árvores. Também descobriu que só 227 dessas espécies (1,4%) correspondem a metade de todas as árvores na Amazônia. Essa diversidade é invisível para um olho destreinado.

    Por isso, ter um guia ao seu lado é fundamental. Um profissional treinado percorre a mesma trilha que você, mas enxerga outro mundo, podendo identificar qual casca de árvore é boa para febre, qual cipó armazena água potável e de qual animal pertence o chiado ouvido entre as árvores.

    Espere calor, umidade, lama e um ritmo mais lento (as trilhas costumam durar de 2 a 3 horas). O chão da floresta é escuro e silencioso, porque quase toda a vida está lá em cima, na copa.

    2. Canoagem na floresta alagada

    Remador em uma canoa deslizando pela floresta alagada de igapó do Rio Negro
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    Quando o Rio Negro sobe, não enche só as margens, mas avança floresta adentro e fica assim por meses. O resultado é o igapó, uma floresta alagada de águas escuras, da cor de um chá forte por causa dos taninos das folhas. A versão de águas brancas é a várzea, alagada pelo Rio Solimões, cheio de sedimentos. Nas duas, você rema por dentro da floresta e a copa, que media 15 metros acima da sua cabeça em outubro, fica na altura dos olhos em junho.

    Um barco a motor não chega lá. Os vãos entre os troncos são estreitos demais, a água esconde galhos submersos e o barulho da máquina espantaria tudo. Portanto, você explora em uma canoa a remo. O deslizar silencioso deixa você chegar perto dos moradores da área: preguiças, jacarés, macacos-de-cheiro e muitos outros.

    As melhores águas são o Rio Negro e seus canais laterais, os igarapés, assim como os lagos de Anavilhanas e, no lado do Pará, o Arapiuns e o Tapajós.

    Lembre-se de um detalhe para planejar suas férias na Amazônia: na vazante, o igapó vira terra seca. Se remar sob a copa é uma atividade que você quer vivenciar, viaje mais ou menos entre maio e agosto.

    3. Pescaria tradicional

    Piranha recém-fisgada pendurada em uma linha de mão durante a pesca na Amazônia
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    Muito antes de virar passeio, a pescaria na Amazônia é alimento. A bacia abriga mais de 2.400 espécies de peixes registradas — só o Rio Negro representa 1.165, com 156 que não existem em nenhum outro lugar da Terra. É o sistema de rios com maior diversidade de peixes do planeta, e quem vive nele se alimenta dele há séculos.

    A pescaria de piranha é a versão que quase todo roteiro na Amazônia inclui, sendo propositalmente simples: um graveto, um pedaço de linha, um anzol e restos de carne. Depois é bater bastante na água para causar agitação, como se algum animal estivesse em apuros.

    Antes que você se assuste, saiba que as piranhas não são os monstros retratados nos filmes. Das cerca de 30 espécies da América do Sul, a maioria é onívora e necrófaga. Aliás, tem gente nadando em água de piranha todo dia pela Amazônia sem qualquer problema. Claro que é bom ter cuidado, mas siga as instruções do seu guia e você vai ficar bem.

    Outros peixes que você pode encontrar:

    Tucunaré, o maior ciclídeo das Américas, com até 99 cm e 12,2 kg.

    Aruanã, que chega a 90 cm e salta para fora da água para pegar insetos nos galhos baixos.

    Tambaqui, de até 108 cm e 40 kg, que come frutos e sementes que caem na floresta alagada.

    Pirarucu (Arapaima gigas), um dos maiores peixes de água doce do mundo, com até 4,5 metros e 200 kg, respira ar e sobe à superfície a cada poucos minutos.

    A pesca tradicional amazônica não agride o ecossistema como a pesca em massa. Muitas comunidades cuidam dos próprios lagos, contando peixes, definindo cotas e controlando as entradas de barcos de fora, o que ajuda a manter a prática sustentável e ainda ajuda na renda dessas famílias.

    Nos roteiros de ecoturismo na Amazônia, você e o guia pescam com linha de mão, levam só o que vai para o prato e devolvem o resto para a água.

    4. Focagem noturna

    Guia iluminando a floresta com uma lanterna durante uma saída noturna na Amazônia
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    Depois do jantar, você volta para o barco. Alguém desliga o motor. Outra pessoa passa uma lanterna pela margem. E o barranco se acende com pares de brasas alaranjadas boiando sobre a água.

    Esse brilho nos olhos não é ilusão. Os jacarés contam com o tapetum lucidum, uma membrana de cristais de guanina atrás da retina que reflete a luz incidente uma segunda vez, dobrando a chance de cada fóton ser captado. Por isso, eles enxergam bem na escuridão, são fáceis de achar à noite e quase impossíveis de se ver durante o dia.

    Dois olhos bem afastados e baixos na água indicam um animal grande, e a distância entre eles acompanha o tamanho do crânio. Assim, um guia experiente estima o comprimento antes que o bicho se mexa. Sendo o maior predador da bacia amazônica, ao atingir até 5 metros, o jacaré-açu é a espécie que todo mundo torce para ver.

    Outros animais podem agraciar suas férias na Amazônia quando anoitece, como pererecas, morcegos-pescadores, jiboias, urutaus, martins-pescadores e, com sorte, macacos-da-noite, o único macaco noturno das Américas.

    👉 Leia mais: Como Chegar à Floresta Amazônica no Brasil?

    5. Técnicas de sobrevivência e acampamento na selva

    Num acampamento de sobrevivência, você carrega o que precisa para dentro da floresta e dorme onde parar. Os dias servem para aprender como as pessoas que vivem ali se mantêm vivas.

    A estrutura é deliberadamente mínima: rede, mosquiteiro, lona contra a chuva, fogueira para cozinhar e um guia acordado a noite toda. As refeições são simples, e parte dos peixes é capturada no mesmo dia.

    Um curso de sobrevivência na selva amazônica costuma ensinar como fazer fogo em terreno úmido, montar um abrigo com o que houver por perto, encontrar água potável em cipós e capturar água da chuva, orientar-se sem trilha, identificar plantas comestíveis e medicinais, criar armadilhas e nós básicos e cozinhar no fogo aberto.

    Você aprende tudo isso e muito mais com guias experientes que conhecem a floresta como a palma da mão. A ideia é aprender a ler os sinais da mata, então siga as instruções e não volte para casa com dúvidas.

    Nem todo mundo curte uma experiência dessas. O acampamento na selva amazônica é para pessoas que buscam mergulhar na natureza em sua forma mais crua. Se você quer aprender a sobreviver e não liga para calor, insetos, ficar sem banheiro e sem conexão com o mundo exterior, esse é o roteiro na Amazônia perfeito para você!

    6. Visita a comunidades ribeirinhas e indígenas

    Viajante recebendo pintura facial indígena tradicional durante uma visita a uma comunidade na Amazônia
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    Boa parte de quem vive no Amazonas mora em Manaus ou em outras cidades, mas a floresta não é habitada só por animais.

    O Censo 2022 contabilizou 1.694.836 indígenas, pertencentes a 391 povos e que falam 295 línguas867.900 deles (51,2%) vivem na Amazônia Legal. Também há as comunidades ribeirinhas da Amazônia, cujos moradores moram em palafitas ou casas flutuantes.

    Ao reservar suas férias na Amazônia com operadores responsáveis, as visitas são organizadas com antecedência, a comunidade define o tom e o dinheiro fica na região. O que você realmente fará depende de quem está organizando a viagem.

    Em São Marcos, perto de Alter do Chão, o sustento vem da mandioca — você verá o moinho que produz a farinha consumida em quase todas as refeições da região. Na Aldeia Atodi, um povoado indígena liderado por mulheres no Arapiuns, as guardiãs levam você por uma trilha para aprender sobre plantas medicinais.

    Em Coroca e em Santo Antônio, os grupos passam seus dias em pomares, casas de farinha e trilhas na mata, ao lado de quem trabalha ali. Na comunidade Aturiá, no Rio Negro, a visita acontece sem pressa, permitindo que você conheça costumes locais e histórias de família, experimente frutas da estação colhidas no pé e até mesmo se junte a uma pelada de futebol com as crianças.

    A versão mais profunda dessa imersão cultural é a expedição ao Pico da Neblina, uma caminhada até o ponto mais alto do Brasil (2.995 metros) que entra em território Yanomami. A viagem, inclusive, é inteiramente guiada por lideranças do próprio grupo indígena.

    Os passeios guiados ajudam a manter e desenvolver as comunidades, já que muitas famílias vivem em boa parte do ecoturismo na Amazônia. Como as pessoas ganham a vida sem depender de práticas nocivas à natureza, essa prática é positiva tanto para as comunidades quanto para a floresta.

    Se você gosta de experiências culturais, lembre-se: pergunte antes de fotografar qualquer pessoa, compre o artesanato e vá com o guia que o operador combinou, em vez de aparecer sem avisar.

    👉 Leia mais: Ecoturismo na Amazônia: Uma Solução para o Desmatamento

    7. Praias de rio

    Vista aérea de uma praia de rio na Amazônia com guarda-sóis coloridos e mesas na areia branca
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    Quando a água baixa, a Amazônia entrega algo que quase ninguém espera: praias. Areia branca e fina, água morna, sem sal, sem maré e sem jeito de chegar — a não ser de barco.

    Uma praia amazônica é formada por um banco de areia que passa metade do ano debaixo d’água. À medida que o rio baixa do seu pico em junho em direção ao período de seca no final de outubro, as margens emergem uma a uma e, quando o nível da água atinge o ponto mais baixo, podem se estender por centenas de metros.

    Depois, as cheias voltam e as apagam completamente. São sazonais no sentido mais estrito da palavra, o que significa que a praia onde você nadou em um ano pode não ter o mesmo formato no ano seguinte.

    A melhor época para visitar a Amazônia para curtir as praias é o oposto da temporada de canoagem: mais ou menos de setembro a dezembro, atingindo o pico durante a época de maré baixa.

    As águas mais cristalinas encontram-se nos rios de águas negras e claras: o Tapajós, em Alter do Chão, conhecido como o Caribe da Amazônia, e o Rio Negro, nos arredores de Anavilhanas.

    O que você faz numa praia de rio é quase igual a uma praia comum, só que sem mar. Nadar, almoçar na areia (não deixe lixo!), pegar um bronze ou tirar um cochilo à beira do rio. Programação perfeita para um momento de relaxamento em meio à sua experiência de ecoturismo na Amazônia!

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    Agora que você já sabe o que fazer na Amazônia, resta saber qual base (lodge, cruzeiro ou acampamento) proporciona as experiências que você deseja e qual é a melhor época para realizá-las.

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  • Como visitar o Pantanal, no Brasil: guia de viagem

    Como visitar o Pantanal, no Brasil: guia de viagem

    Está pensando em qual é a melhor forma de conhecer o Pantanal? Neste guia de viagem, você encontra tudo o que precisa para planejar sua viagem ao maior santuário de vida selvagem do Brasil.

    Lar da maior população de onças-pintadas do mundo e melhor destino de observação de vida selvagem do país, o Pantanal abriga centenas de espécies de aves e mamíferos. Sua imensidão e seu ecossistema único garantem uma experiência sem paralelo para quem ama a natureza, o que torna o Pantanal brasileiro um destino obrigatório para quem busca aventura e conexão com a natureza.

    Como plataforma especializada em pacotes para o Pantanal e parceira dos melhores operadores locais, a PlanetaEXO montou um guia completo com as informações essenciais para a sua viagem: melhor época para visitar, como chegar, o que fazer e onde se hospedar. Confira abaixo!

    Índice:

    1. Sobre o Pantanal
    2. Onde fica o Pantanal?
    3. Como é a vida selvagem no Pantanal?
    4. Como chegar no Pantanal?
    5. Qual é a melhor época para visitar o Pantanal?
    6. O que fazer no Pantanal?
    7. Onde se hospedar no Pantanal?
    8. Quantos dias ficar no Pantanal?
    9. Qual é o melhor safári no Pantanal?
    10. O que levar na mala para o Pantanal?
    11. O que torna o Pantanal tão especial?
    Panoramic aerial view of flooded plains, winding rivers, and green forests of Pantanal, Brazil under a bright sun.
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    Sobre o Pantanal

    A maior área alagável do planeta e Patrimônio Mundial da UNESCO, o Pantanal combina fauna, flora e água em perfeita harmonia. Alimentado pelos rios Paraguai, Cuiabá, Miranda e Taquari, ele é marcado por cheias sazonais e recebe influência direta de três grandes biomas brasileiros: a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica.

    A biodiversidade do Pantanal vem acompanhada de uma forte importância cultural, e quem visita pode mergulhar no modo de vida tradicional das comunidades que convivem com esse ecossistema há gerações.

    Na economia, o Pantanal se sustenta na pesca, no turismo e na pecuária, sempre com um forte compromisso com a conservação. Ao longo dos anos, o trabalho de conscientizar moradores e turistas sobre os benefícios socioeconômicos de preservar o bioma deu certo e criou uma relação equilibrada e necessária entre a vida selvagem e as atividades humanas.

    Close-up of an adult jaguar licking and grooming a cub in the wild, showcasing the rich biodiversity of Pantanal, Brazil.
    @matthias_kern_photography

    👉 Leia mais: curiosidades sobre o Pantanal

    Onde fica o Pantanal?

    O Pantanal é tão grande que se estende por Brasil, Bolívia e Paraguai, mas a maior parte do seu território fica dentro das fronteiras brasileiras, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    Dividido entre Pantanal Norte e Pantanal Sul, o bioma ocupa mais de 210.000 quilômetros quadrados, um pouco menos que todo o território da Guiana (214.969 km²)!

    Como é a vida selvagem no Pantanal?

    Mesmo vivendo à sombra da Amazônia, o Pantanal concentra a maior densidade de vida selvagem do continente. É um paraíso para observadores de fauna e fotógrafos, com cerca de 325 espécies de peixes, 656 de aves, 159 de mamíferos, 53 de anfíbios e 98 de répteis.

    As onças-pintadas são as estrelas do Pantanal, mas é comum cruzar com outros animais nativos por ali, como capivaras, ariranhas, tuiuiús, cervos-do-pantanal e o misterioso lobo-guará.

    A caiman resting in calm water with its head reflected on the surface during a boat trip in Pantanal, Brazil.
    Photo: Keith Ladzinski, Caiman

    👉 Leia mais:

    Como chegar no Pantanal?

    Antes de fechar a viagem, vale entender se você vai para o Pantanal Norte ou Sul, porque cada um pede uma rota diferente.

    Para quem vai explorar o Pantanal Norte, a porta de entrada é Cuiabá, capital de Mato Grosso, que recebe o Aeroporto Internacional Marechal Rondon (CGB) e tem voos diretos das principais capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, etc.). Se o destino for Porto Jofre, via Poconé, o caminho segue pela Rodovia Transpantaneira.

    👉 Compare nossos passeios no Pantanal Norte, saindo de Cuiabá

    Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, é o ponto de partida para chegar a Aquidauana, Miranda e Corumbá, cidades que cercam o Pantanal Sul. O Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR) tem voos diretos de São Paulo, Rio, Campinas, Brasília, etc.

    A 4x4 safari vehicle driving along a dirt road through the lush wetlands of Pantanal, Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Compare nossos passeios no Pantanal Sul, saindo de Campo Grande

    👉 Veja mais detalhes: como chegar no Pantanal

    Qual é a melhor época para visitar o Pantanal?

    O Pantanal é um destino para o ano inteiro. Cada estação tem seu próprio charme e suas oportunidades de exploração.

    A estação das chuvas (novembro a dezembro) deixa a vegetação de um verde intenso, enquanto a temporada de cheia (dezembro a março) é marcada pela inundação das planícies e pelo transbordamento dos rios, ideal para passeios de barco e observação de aves.

    Na estação intermediária (abril a junho), o nível da água começa a baixar e a fauna aparece com mais facilidade. Já a estação seca (julho a outubro) é ainda melhor para observar animais, além de cavalgadas e caminhadas.

    An aerial view of a safari vehicle crossing a long wooden bridge over the flooded wetlands during a Pantanal safari in Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Veja mais detalhes: melhor época para visitar o Pantanal

    O que fazer no Pantanal?

    As experiências no Pantanal são tão abundantes quanto o próprio bioma. Veja abaixo as principais atividades!

    Cavalgada

    A cavalgada é uma forma tradicional de explorar a região e permite atravessar áreas alagadas e chegar a lugares de difícil acesso. É assim que você entra de vez no verdadeiro modo de vida pantaneiro!

    A group of travelers on horseback led by a guide through a sunlit forest trail in the Pantanal.
    Photo: Layla Motta, Caiman

    Observação de onças-pintadas

    O Pantanal é o melhor lugar do mundo para ver onças-pintadas em seu habitat natural. No Pantanal Norte, principalmente na região de Porto Jofre, os avistamentos são frequentes nas margens do rio Cuiabá. A maioria dos lodges oferece safáris de barco, que são ótimas oportunidades para observar e fotografar o maior felino das Américas.

    👉 Compare nossos safáris de onça-pintada no Pantanal, no norte e no sul

    No Pantanal Sul, ver onças-pintadas é menos provável, mas nada impossível. A Casa Caiman, em Miranda, é o único lugar da região onde esses animais podem ser vistos.

    A wild jaguar walking into the river from a sandbank with observers in the distance in Pantanal, Brazil.
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    Safáris fotográficos

    Os safáris fotográficos do Pantanal são feitos em veículos 4×4, que permitem percorrer paisagens variadas e registrar imagens incríveis da fauna, além de dar acesso a áreas remotas. Isso aumenta bastante as chances de encontrar espécies raras e fazer close-ups da rica biodiversidade do bioma.

    Para garantir as melhores fotos, os safáris fotográficos são conduzidos por guias experientes, que conhecem os pontos certos para fotografar aves, répteis e mamíferos.

    Travelers in a branded 4x4 safari vehicle observing a marsh deer in a grassy field in Pantanal, Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    Passeios de barco

    Os passeios de barco são opções incríveis para observar a fauna a partir da água. Enquanto navega pelos rios, você avista uma grande variedade de animais do Pantanal, como capivaras, jacarés, ariranhas e inúmeras espécies de aves.

    A woman paddling a canoe on a calm river at sunset, highlighting the peaceful nature of a Pantanal trip.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    Focagem noturna

    Quando a noite cai, os guias levam os visitantes para observar os animais noturnos, como corujas e jacarés. Com holofotes e lanternas, dá para ver o Pantanal ganhar vida no escuro: muitas espécies ficam mais ativas e mais fáceis de encontrar sob a proteção da noite.

    Close-up of a small owl peering from a tree hollow during a night spotlighting tour in Pantanal, Brazil.
    @allecgomes.jpg

    Caminhadas ecológicas

    As caminhadas ecológicas pelo Pantanal são trilhas guiadas que permitem descobrir a flora e a fauna da região a pé. São conduzidas por guias experientes, que compartilham informações sobre o ecossistema, as espécies de plantas e o comportamento dos animais.

    Two hikers looking up and pointing at the forest canopy during a guided ecological walk in the Pantanal.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Confira nossos passeios no Pantanal e viva essas experiências incríveis!

    Onde se hospedar no Pantanal?

    Em geral, as hospedagens do Pantanal ficam em fazendas tradicionais que se transformaram em áreas de conservação graças ao ecoturismo. É uma amostra autêntica do modo de vida pantaneiro, com uma ótima estadia, comida deliciosa, quartos confortáveis e serviços de primeira.

    Se você vai para o Pantanal Norte, reserve sua estadia em Porto Jofre, Poconé, Barão de Melgaço ou Cáceres. São hospedagens simples, mas aconchegantes, com um charme rústico que reflete o dia a dia local.

    Miranda, Aquidauana e Corumbá, no Pantanal Sul, têm uma grande variedade de hospedagens, das mais modestas às de luxo. Seja qual for a categoria, todas unem hospitalidade, estrutura confortável e sustentabilidade.

    The exterior lounge of Casa Caiman at night, featuring fire pits and wooden chairs under a deep blue starry sky.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Leia mais: onde se hospedar no Pantanal

    Quantos dias ficar no Pantanal?

    Você precisa de pelo menos 4 dias para aproveitar de verdade a riqueza do Pantanal: safáris ao amanhecer e ao entardecer, exploração de diferentes habitats e mais chances de ver espécies como onças-pintadas, ariranhas, araras-azuis, capivaras, etc.

    Ficando 5 dias ou mais, você tem a oportunidade de visitar regiões mais remotas, participar de atividades especializadas (rastreamento de onças, expedições de observação de aves, roteiros voltados à fotografia) e se aproximar dos projetos de conservação locais.

    Não esqueça: chegar a uma das cidades-porta do bioma exige um tempo considerável de estrada por causa das distâncias, então reserve pelo menos 3 horas. O trajeto em si já é uma miniaventura, cheio de oportunidades para avistar animais. Encare essa viagem como parte do seu roteiro no Pantanal!

    Travelers observing a giant anteater foraging in an open field during a Pantanal trip at dusk.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Veja mais detalhes: quantos dias ficar no Pantanal

    Qual é o melhor safári no Pantanal?

    Na hora de escolher seu safári no Pantanal, alguns fatores entram em jogo: o tipo de fauna, o nível de conforto, as atividades preferidas e o orçamento.

    O Pantanal Norte, sobretudo ao redor de Porto Jofre, é perfeito para observar a fauna. Os safáris de barco costumam navegar pelo rio Cuiabá em busca de onças-pintadas e outras espécies nativas. Confira: Safári de Onça-Pintada no Pantanal Norte, em Porto Jofre, Cuiabá.

    Por outro lado, o Pantanal Sul também oferece safáris marcantes. Se o orçamento for maior, a melhor opção é o refúgio ecológico das onças-pintadas, reconhecido pelo trabalho de conservação e educação que ajuda a sustentar a fauna local e a promover um turismo responsável.

    É também o único lugar do sul que garante 98% de chance de avistar onças-pintadas, tudo isso com hospedagem de luxo. Confira: Imersão no Pantanal em Hotel de Luxo (Caiman Ecolodge).

    Para quem tem orçamento limitado, há outras opções de safári no Pantanal Sul, como a Excursão Pantanal Sul de 4 dias, saindo de Campo Grande. Aventuras assim proporcionam uma ótima experiência de observação da fauna, com cavalgada, passeios de barco, safáris de jipe e caminhadas ecológicas. As hospedagens são simples, mas muito aconchegantes.

    Three vibrant hyacinth macaws with deep blue feathers flying across a clear sky during a Pantanal safari in Brazil.
    Photo: Felipe Castellari, Caiman

    👉 Leia mais: melhor safári no Pantanal

    O que levar na mala para o Pantanal?

    Three travelers guided through a dense forest path with sunlight filtering through the trees in the Pantanal
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    Na hora de se preparar para uma viagem para o Pantanal, levar os itens certos é essencial para garantir conforto e segurança. Veja a lista do que não pode faltar para aproveitar ao máximo a experiência:

    • Roupas leves, incluindo pelo menos uma camisa de manga longa com proteção UV e shorts/calças (cores terrosas ou claras)
    • Jaqueta leve
    • Corta-vento ou capa de chuva
    • Roupa de banho
    • 2 pares de calçados (tênis/sapato de caminhada e bota de trilha)
    • Sandálias (ou sapatos para água)
    • Meias
    • Chapéus ou bonés
    • Óculos de sol
    • Protetor solar à prova d'água (FPS 30+)
    • Repelente de insetos
    • Toalha de banho e toalha de rosto
    • Câmera, pilhas/carregador de bateria para câmeras (câmera à prova d'água também é muito recomendada)
    • Lanterna de cabeça ou lanterna comum + pilhas extras
    • Saco estanque para câmeras e equipamentos pessoais
    • Mochila de ataque para trilhas e passeios curtos
    • Binóculos
    • Lanches não perecíveis
    • Garrafa de água reutilizável e inquebrável

    O que torna o Pantanal tão especial?

    Viajar para um dos ecossistemas mais fascinantes do mundo não é só fugir do ritmo da cidade: é mergulhar de verdade em uma natureza intocada.

    O Pantanal é um destino único, que oferece a chance de testemunhar uma biodiversidade riquíssima ao mesmo tempo em que incentiva o turismo local, apoia as comunidades e contribui com os esforços de conservação.

    Os costumes locais ainda somam uma camada cultural enriquecedora à viagem. Nas atividades de ecoturismo, o visitante mergulha na mistura única de tradição e natureza para viver experiências que não existem em nenhum outro lugar do planeta.

    A group of capybaras standing in the grass by a riverbank in the early morning light of Pantanal, Brazil.
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    Esperamos que você tenha gostado do nosso guia de viagem do Pantanal! Agora que já sabe tudo sobre esse lugar incrível, é hora de começar a planejar suas férias.

    A PlanetaEXO é especialista em viagem para o Pantanal e conecta você aos melhores operadores de ecoturismo, ajudando com roteiros sob medida, opções de transfer e muito mais. Reserve agora!