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  • COP30 Brasil: O que fazer além da conferência – Explore a natureza do Brasil

    COP30 Brasil: O que fazer além da conferência – Explore a natureza do Brasil

    Aventuras sustentáveis no Brasil para viajantes que participarão da COP30, oferecendo experiências naturais selecionadas que conectam você com a floresta, seu povo e a agenda climática.

    Para aqueles que planejam participar da conferência ou acompanhá-la de perto, há uma pergunta fundamental: O que fazer no Brasil durante a COP30? Esta é uma excelente oportunidade para explorar a Floresta Amazônica e outros destinos únicos, como o Pantanal, o Monte Roraima e a Chapada Diamantina. E nada faz mais sentido durante uma conferência sobre o clima do que apoiar o ecoturismo, que beneficia diretamente os esforços de conservação e as comunidades locais.

    A COP30 Brasil, realizada em Belém, Pará, de 10 a 21 de novembro de 2025, chamará a atenção global para a Amazônia, uma região vital para a regulação climática e a biodiversidade. Ao visitar o Brasil, você ajuda a preservar seus ecossistemas, apoia o turismo sustentável e promove ações climáticas.

    O que fazer no Brasil durante a COP30
    Foto: Johan

    Com isso em mente, explore passeios pela Floresta Amazônica e outros destinos com a PlanetaEXO durante a COP30 Brasil e escolha uma experiência que apoie o ecoturismo como uma solução real e eficaz para a conservação e as mudanças climáticas. Estas são viagens autênticas pela vida selvagem para exploradores conscientes:

    Explore a Floresta Amazônica

    Você já imaginou explorar a Amazônia por meio de experiências selecionadas, desde canoagem em florestas alagadas até visitas a comunidades ribeirinhas? Esses passeios pela natureza conectam os aventureiros à cultura local, à biodiversidade e às ações climáticas.

    Cruzeiro pelos rios da Amazônia

    A COP30 Brasil é um convite para entender a importância da conservação ambiental, certo? Para quem busca mudanças a partir da reunião, viajar com consciência já significa agir. E pode ser ainda melhor com um cruzeiro fluvial na Floresta Amazônica!

    Junte-se à Katerre em um cruzeiro de 5 dias pela Amazônia a bordo do barco Jacaré-Açu, onde você explorará o Encontro das Águas, visitará comunidades indígenas e testemunhará a incrível biodiversidade do Arquipélago das Anavilhanas e do Parque Nacional de Jaú.

    Como chegar de Belém: voos diários de Belém para Manaus; o barco parte do porto de Manaus.

    Cruzeiro na Amazônia 
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    👉 Não perca esta oportunidade: Faça um cruzeiro pela Floresta Amazônica agora e viva esta experiência com a PlanetaEXO!

    Ideal para escapadas curtas: descubra a Amazônia em 3 dias

    Com pouco tempo disponível? Este tour de 3 dias pela selva amazônica oferece uma imersão profunda e significativa na floresta tropical sem a necessidade de uma longa visita. Você ficará hospedado em uma confortável pousada à beira do rio e explorará a selva de canoa, fará caminhadas guiadas, observará a vida selvagem e visitará a casa de um caboclo local na vila de Careiro da Várzea.

    A experiência inclui pensão completa, bangalôs privativos e guias locais especializados, prontos para lhe apresentar a floresta, incluindo o Encontro das Águas, onde os rios Negro e Solimões se encontram. É uma viagem curta, mas intensa.

    O que fazer no Brasil durante a COP30
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    Como chegar de Belém: voe para Manaus e depois faça conexão para Tefé. A equipe da pousada irá recebê-lo no aeroporto e levá-lo de carro até o porto, seguido de um traslado de barco até a pousada.

    👉 Deseja vivenciar a Amazônia além da COP30? Experimente o Passeio de 3 dias pela selva amazônica saindo de Manaus

    Explore a área protegida do Instituto Mamirauá

    Explore a Reserva Mamirauá, parte do Complexo de Conservação da Amazônia Central, uma região reconhecida pela UNESCO por sua biodiversidade excepcional. Hospede-se em uma pousada ecológica flutuante cercada pelos ricos ecossistemas da Amazônia e desfrute de atividades como safáris noturnos, pesca de piranhas e visitas a comunidades locais.

    O que fazer no Brasil durante a COP30
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    Ideal para os participantes da COP30, esta experiência oferece a oportunidade de se conectar com a natureza enquanto aprende sobre a conservação pioneira e as pesquisas realizadas pelo Instituto Mamirauá.

    Como chegar de Belém: voe para Manaus e depois faça conexão para Tefé. A equipe da pousada irá buscá-lo de barco no aeroporto de Tefé!

    👉 Participe de uma aventura inesquecível na Amazônia: Reserve sua experiência em uma pousada ecológica!

    Uma verdadeira aventura de sobrevivência na selva

    Abrace a Amazônia como nunca antes com esta emocionante aventura de sobrevivência. Aventure-se nas profundezas da floresta tropical, onde você fará caminhadas, passeios de canoa e acampará na selva. Aprenda técnicas de sobrevivência, como pesca, identificação de plantas e navegação fluvial, enquanto observa a vibrante vida selvagem em seu habitat natural.

    Perfeito para quem busca uma experiência autêntica e imersiva, este passeio pela natureza oferece uma verdadeira conexão com a natureza, longe de qualquer zona de conforto.

    Como chegar de Belém: voos diários para Manaus; traslado do hotel ou aeroporto incluído.

    Aventura Real de Sobrevivência na Floresta
    @lucasdguerra

    👉 Pronto para a excursão de 4 dias de sobrevivência na selva amazônica? Mergulhe nesta aventura!

    O melhor das excursões pela floresta amazônica em 4 dias

    Que tal mergulhar na Amazônia sem um compromisso prolongado? Explore o Encontro das Águas, caminhe por trilhas na selva e observe pássaros enquanto avista espécies únicas na floresta tropical.

    Esta é a opção perfeita para quem deseja uma experiência completa na Amazônia sem precisar gastar muito tempo. Hospede-se em uma confortável pousada, com guias especializados que o levarão para conhecer a cultura cabocla local e a rica biodiversidade da floresta tropical.

    Como chegar de Belém: voos rápidos para Manaus estão disponíveis diariamente.

    Encontro das Águas
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    👉 Não perca esta viagem completa! Confira nosso Passeio de 4 dias pela selva amazônica brasileira

    Experimente viagens com vida selvagem e observação de pássaros

    Uma opção menos conhecida, mas fascinante, está localizada no estado do Mato Grosso, onde a Amazônia começa a encontrar o Pantanal. No Cristalino Jungle Lodge, os visitantes exploram uma reserva privada reconhecida por sua biodiversidade e trabalho de conservação. Esta área é considerada uma das mais ricas em espécies de pássaros do planeta e atrai pesquisadores de todo o mundo.

    Com trilhas guiadas, torres de observação, passeios pelo rio e acomodações excepcionais, a experiência Cristalino é uma ótima opção para quem busca combinar natureza e relevância científica, tudo com o mínimo impacto.

    Ideal para quem procura passeios e viagens para a COP30 que destacam descobertas científicas e biodiversidade.

    Como chegar de Belém: voe para Alta Floresta com escala em Cuiabá; o traslado do aeroporto para o lodge está incluído.

    Avistamento de Aves na Floresta Amazônica
    Foto: Samuel Melim

    Interessado em explorar um dos melhores modelos de conservação do Brasil? Descubra o Cristalino Jungle Lodge.

    Descubra outros passeios pela natureza no Brasil durante a COP30

    Além da Floresta Amazônica, o Brasil oferece outros ecossistemas de tirar o fôlego, onde o ecoturismo prospera. Se você estiver prolongando sua estadia após a COP30 ou planejando uma escapada paralela, considere estas experiências inesquecíveis que combinam aventura, sustentabilidade e imersão cultural:

    Caminhe pela terra ancestral do Monte Roraima (RR)

    Caminhe entre as nuvens e lendas antigas! O Monte Roraima, uma das mais antigas formações geológicas da Terra, fica na fronteira entre o Brasil, a Venezuela e a Guiana. Esta remota montanha em forma de mesa é cercada por mitos, biodiversidade e paisagens impressionantes.

    Chegue ao cume do Monte Roraima

    Escolha entre duas aventuras inesquecíveis, ambas levando você ao cume desta montanha lendária. Se você tem pouco tempo, a caminhada de 8 dias oferece um itinerário mais curto que ainda chega ao cume, com uma noite no topo e visitas à Comunidade Indígena Paraitepuy, acampamento selvagem e o deslumbrante mirante “La Ventana”.

    Caminhada Monte Roraima
    @na7hann

    👉 Procurando uma aventura mais curta, mas intensa? Descubra a Caminhada de 8 dias no Monte Roraima

    Para aqueles que buscam uma experiência mais profunda e transfronteiriça, a expedição de 10 dias cobre a subida completa, a exploração do cume e a descida pelo lado venezuelano, uma jornada fisicamente exigente que oferece uma conexão profunda com esta terra antiga.

    Como chegar de Belém: voo para Boa Vista (via Brasília); traslado em veículo 4×4 até o ponto de partida da caminhada incluído.

    👉 Deseja ir até o fim? Explore a expedição completa de 10 dias ao Monte Roraima

    Viagens pela vida selvagem: safáris imersivos no Pantanal

    O Pantanal é o melhor lugar para observação da vida selvagem. Ao contrário da densa Amazônia, suas paisagens abertas oferecem vistas claras dos animais em seu habitat natural. Como a maior zona úmida tropical do mundo, é o lar de onças-pintadas, ariranhas, capivaras e centenas de espécies de pássaros.

    Safári de onça-pintada no Pantanal: luxo e conservação

    Hospede-se em uma pousada ecológica de 53.000 hectares no Pantanal brasileiro, uma região conhecida por sua incrível biodiversidade e fortes esforços de conservação. Este safári de luxo de 4 dias inclui safáris de barco, passeios de jipe e canoagem, oferecendo encontros próximos com animais selvagens como jacarés, capivaras e centenas de espécies de pássaros.

    É uma maneira significativa de se conectar com a natureza durante a COP30 Brasil, ao mesmo tempo em que apoia a sustentabilidade e relaxa com conforto.

    Como chegar de Belém: voe para Cuiabá com escala em Brasília ou São Paulo; a pousada providencia o transporte para o Pantanal.

    Imersão em Safari do Pantanal
    Foto: Edu Fragoso

    👉 Pronto para descobrir as maravilhas naturais do Pantanal? Explore este destino em uma área ambientalmente protegida

    Pantanal e Bonito: 5 dias de natureza e aventura

    Combine dois belos destinos brasileiros em uma viagem: explore o Pantanal e Bonito no Brasil nesta aventura de ecoturismo de 5 dias. Observe a vida selvagem no Pantanal e descubra os rios cristalinos e cavernas de Bonito. Desfrute de safáris de barco, passeios a cavalo e mergulho com snorkel em um dos rios mais claros do mundo!

    Como chegar de Belém: voe para Campo Grande via São Paulo; o traslado rodoviário para o Pantanal e Bonito está incluído.

    Mergulho em Bonito
    @shirleytf4

    👉 Mergulhe nas maravilhas naturais do Brasil: Participe hoje mesmo desta aventura inesquecível!

    Mergulhe nas terras altas da Chapada Diamantina

    O Parque Nacional da Chapada Diamantina, no interior da Bahia, é um dos principais destinos de trekking do Brasil. Com trilhas que cruzam cânions, planaltos, rios e trechos da Mata Atlântica, a região oferece uma mistura de biodiversidade e impressionantes formações geológicas moldadas pela água e pelo tempo.

    Siga uma das trilhas mais icônicas do Brasil

    A clássica trilha do Vale do Pati leva você por um dos vales mais belos da América do Sul. O percurso inclui travessias de rios, subidas a mirantes panorâmicos como o Cachoeirão e pernoites em casas de famílias locais. Cada dia termina com um mergulho refrescante em cachoeiras ou piscinas naturais.

    Chapada Diamantina Trek
    Foto: Guillaume Leman

    👉 Tem pouco tempo? Experimente a Trilha do Vale do Pati de 3 dias

    Descubra trilhas remotas e mirantes

    Embarque em uma aventura de 6 dias pela Chapada Diamantina, caminhando por locais deslumbrantes como o Vale do Pati, as cachoeiras Buracão e Fumacinha, além dos lagos cristalinos Poço Azul e Poço Encantado.

    Esta caminhada moderada oferece uma combinação perfeita de belas paisagens, encontros com a vida selvagem e experiências autênticas. Guias especializados garantirão que você aproveite ao máximo esta viagem imersiva.

    Observação: esta caminhada é moderada, ideal para quem tem experiência básica em trilhas.

    Como chegar de Belém: voe para Salvador (Bahia) e continue por transporte terrestre até a cidade de Lençóis, principal porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada Diamantina.

    Cachoeira Buracão Chapada Diamantina
    @albagonma

    👉 Procurando uma imersão mais profunda? Descubra a Caminhada Ultimate Chapada Diamantina de 6 dias

    No entanto, se você quiser explorar outras opções de passeios no Vale do Pati com formatos e durações diferentes, confira nossa seleção completa aqui!

    Viajar com propósito com o PlanetaEXO

    No PlanetaEXO, acreditamos que cada viagem pode causar um impacto positivo. É por isso que criamos experiências que combinam aventura, preservação ambiental e intercâmbio cultural. Durante a COP30 Brasil, enquanto o mundo está de olho no Brasil, convidamos você a ir além do evento e vivenciar o que está em jogo: não apenas na teoria, mas na prática.

    Ao escolher o turismo sustentável, você faz parte de um movimento que protege a floresta, valoriza o conhecimento local e constrói um futuro mais sustentável. Deixe sua viagem fazer parte da solução.

    Deseja ajuda para escolher o que fazer no Brasil durante a COP30?

    Se você está procurando uma escapada rápida entre as sessões ou planejando uma imersão mais profunda após a conferência, nossa equipe está aqui para orientá-lo.

    Da exuberante Floresta Amazônica aos vastos pântanos do Pantanal, o Brasil oferece viagens de vida selvagem incomparáveis que vão muito além das salas de conferência. Não há melhor momento para explorar esses passeios pela natureza além da COP30 Brasil!

    Fale com nossa equipe e planeje sua expedição com um propósito.

  • 10 curiosidades sobre o Monte Roraima

    10 curiosidades sobre o Monte Roraima

    Conheça as principais curiosidades sobre o Monte Roraima: formação, altura, localização, o que existe no topo e como visitar com responsabilidade

    O Monte Roraima é um dos lugares mais fascinantes da América do Sul. Da geologia ancestral aos animais raros e à cultura indígena, há muito mais ali do que se vê à primeira vista.

    O isolamento, o ecossistema e os paredões verticais despertam curiosidade e estudos científicos há décadas. Se você está planejando a viagem ou só quer entender melhor o lugar, a PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, reuniu tudo o que você precisa saber sobre esse destino.

    Veja abaixo 10 curiosidades sobre o Monte Roraima!

    facts about Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    1. Tríplice fronteira: Brasil, Venezuela e Guiana

    Onde fica o Monte Roraima? Bem na divisa entre Brasil, Venezuela e Guiana, embora a maior parte do maciço esteja em território venezuelano. O encontro dos três países é marcado por um monumento piramidal de concreto. Não tem como não ver!

    A rota de trekking mais comum começa pelo lado do Monte Roraima na Venezuela, na vila de Paraitepuy, que se alcança por Santa Elena de Uairén. Para quem sai do Brasil (o ponto de partida mais recomendado por causa da logística), a cidade grande mais próxima é Boa Vista, no estado de Roraima.

    De lá são 3 horas de estrada até a fronteira com a Venezuela e mais 20 minutos até Santa Elena.

    facts about Mount Roraima
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    👉 Leia mais: Como chegar ao Monte Roraima?

    2. Formado há mais de 2 bilhões de anos

    O Monte Roraima faz parte do Escudo das Guianas, uma das formações geológicas mais antigas da Terra. São mais de 2 bilhões de anos, o que deixa suas camadas de rocha mais velhas que a maioria das cadeias de montanhas do planeta.

    O tempo aparece no próprio formato da montanha. Os geólogos explicam o topo plano do Roraima pela erosão. As camadas horizontais de arenito se desgastaram de maneira uniforme, ao contrário das montanhas vulcânicas ou dobradas, que formam picos recortados.

    O platô é de arenito quartzítico resistente, que erode devagar e por igual. Embaixo dele existe um embasamento ígneo duro, que ajuda a preservar a estrutura plana. Essa combinação impede a formação de picos e resulta no formato de mesa que virou a marca da montanha.

    3. 2.810 metros acima do nível do mar

    Já se perguntou qual é a altura do Monte Roraima? São 2.810 metros (9.219 pés) acima do nível do mar, com paredões que sobem quase 400 metros a partir da base, o que faz dele o tepui mais alto da serra de Pakaraima.

    Não é a montanha mais alta da América do Sul (o título é do Aconcágua, com 6.961 metros, em Mendoza, na Argentina), mas o formato e a proeminência colocam o Roraima entre as mais marcantes.

    Mount Roraima’s height
    Photo: Denis Minnetdinov

    👉 Saiba mais sobre o trekking no Monte Roraima:

    4. As comunidades indígenas do Monte Roraima protegem seu legado

    O Monte Roraima é cercado por comunidades indígenas que vivem na região, entre elas os Pémon, os Kapon e os Taurepang.

    Pémon e Taurepang pertencem ao grupo linguístico e cultural Karib (Caribe), enquanto os Kapon falam línguas Akawaio, também classificadas dentro da família Karib.

    Esses povos são os guardiões tradicionais do território e mantêm laços espirituais profundos com a montanha. Também têm papel central no turismo sustentável: além de guiar os visitantes, cuidam da logística que torna o trekking possível, carregando equipamentos, montando as barracas, preparando as refeições e abrindo o acesso a áreas remotas.

    O trabalho deles faz o turismo beneficiar a economia local ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente e o patrimônio cultural.

    Indigenous communities Mount Roraima
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    5. A Árvore da Vida, um dos mistérios do Monte Roraima

    Um dos aspectos mais duradouros do Monte Roraima é o mistério em torno do seu significado simbólico. Na mitologia indígena, a montanha seria o tronco da “Árvore da Vida” (também chamada de Árvore de Todos os Frutos), figura sagrada de onde teriam saído todos os frutos do mundo. Makunaíma, o poderoso herói indígena, é o guardião dela.

    A ideia ganhou força nos últimos anos, conforme os visitantes se deparam com um terreno que parece de outro planeta. O conceito de “origem viva” conversa com quem busca conexão espiritual na natureza. Alguns povos indígenas também chamam a montanha de “casa dos deuses”.

    mystery of the “Tree of Life”
    @overlandtheamericas

    6. Inspiração para Up: Altas Aventuras, da Pixar (e para outras ficções)

    Você sabia que o Monte Roraima foi uma das principais inspirações para Up: Altas Aventuras, da Pixar? As icônicas “Cataratas do Paraíso” do filme foram desenhadas a partir dos tepuis do Escudo das Guianas, sobretudo do Roraima, com seus paredões verticais, topo plano e quedas d’água imensas.

    O destino também inspirou várias outras obras literárias e audiovisuais. A mais famosa é o livro O Mundo Perdido, escrito em 1912 por Sir Arthur Conan Doyle. Anos depois, ele serviu de base para Jurassic Park.

    No Brasil, o herói Makunaíma vira anti-herói no clássico Macunaíma, escrito em 1928 por Mário de Andrade. Mais recentemente, na novela Império, de 2014, o Monte Roraima tem papel central na trama.

    Film Up – Paradise Falls
    Photo: Pixar Film, Up – Paradise Falls

    7. A flora típica dos tepuis

    Boa parte da flora do Monte Roraima só existe no Pantepui, o conjunto de tepuis da América do Sul, concentrado entre a Venezuela e o norte do Brasil.

    Algumas espécies se destacam, como a planta-jarro (Heliamphora nutans), carnívora descrita em 1839 pelos irmãos naturalistas Robert e Moritz Schomburgk. Outra notável é a Brocchinia reducta, uma das poucas bromélias carnívoras do planeta.

    Outras espécies aparecem com frequência no topo do Roraima, como Bonnetia roraimae, Drosera roraimae e Utricularia quelchii.

    8. A fauna nativa do topo

    Ao contrário do que sugere o universo fantástico de O Mundo Perdido, de Conan Doyle, os animais do Monte Roraima não são grandes. O clima frio, úmido e ventoso, somado à falta de solo fértil, não sustenta a biomassa necessária para grandes predadores ou herbívoros. Na prática, a fauna local é em miniatura.

    Os anfíbios são o grupo mais notável, com taxa de endemismo de 77%. O sapinho-do-roraima (Oreophrynella quelchii), de apenas 2 a 3 centímetros, foi uma das primeiras espécies catalogadas oficialmente.

    Outras espécies exclusivas do Pantepui incluem o andorinhão-dos-tepuis (Streptoprocne phelpsi), o rato-do-roraima (Podoxymys roraimae) e o furta-cor-grande (Diglossa major).

    endemic frogs Mount Roraima
    @cafred33

    9. Formações rochosas, piscinas naturais e o icônico Vale dos Cristais no topo

    O valor geológico é uma das curiosidades sobre o Monte Roraima mais conhecidas. No platô, o visitante encontra vistas panorâmicas e formações rochosas, entre elas o imenso Maverick Rock e La Ventana, a abertura que emoldura a paisagem.

    As chuvas fortes alimentam os rios e as famosas “jacuzzis”, piscinas naturais esculpidas no quartzito pelos córregos que cortam o platô. As águas escuras do enigmático Lago Gladys e do El Foso, um poço de 20 metros de profundidade tomado pela água, também são paradas obrigatórias.

    No Vale dos Cristais, milhões de cristais de quartzo cobrem uma depressão rasa do arenito. Formados há cerca de 1,8 bilhão de anos por sedimentação e cristalização do quartzo, esses cristais são vistos pelos povos indígenas locais como fragmentos de estrelas que caíram na Terra quando Makunaíma derrubou a Árvore da Vida original.

    Mount Roraima pools
    Photo: Lucas Gobatti

    👉 Leia mais: O que há no topo do Monte Roraima?

    10. Chegar ao topo do Monte Roraima leva de 8 a 10 dias de trekking

    Esta é uma das curiosidades sobre o Monte Roraima que você precisa saber antes de fechar a viagem: a trilha não exige equipamento de escalada, mas é fisicamente exigente. A maioria dos roteiros leva de 8 a 10 dias ida e volta e soma 80 a 90 km de caminhada por mata, rios e terreno íngreme.

    A época do ano e a logística mudam o número de visitantes por dia, mas na alta temporada estima-se de 100 a 200 trekkers espalhados pela trilha e pelas diferentes áreas da montanha. A subida final passa pela “Rampa”, um caminho natural estreito que leva ao topo, onde a paisagem muda por completo.

    Por causa da altitude e das nuvens constantes, a temperatura no topo varia bastante: de 5 °C à noite a mais de 25 °C durante o dia. O clima segue mais as estações venezuelanas do que as brasileiras, com período mais chuvoso de maio a setembro e meses mais secos entre dezembro e março. Mudanças bruscas são comuns, então leve roupa para chuva e frio a qualquer momento.

    trekking Mount Roraima
    Photo: Lucas Gobatti

    Viva as curiosidades sobre o Monte Roraima com a PlanetaEXO

    Você já sabe o que faz do Monte Roraima no Brasil um lugar único. Agora é hora de ver tudo de perto!

    Na PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Monte Roraima, você encontra experiências com autenticidade e impacto positivo em todas as frentes. Para a viagem sair como você sonhou, nosso time de especialistas cuida de tudo, dos detalhes logísticos aos roteiros sob medida. Fale com a gente!

  • COP30 Brasil: O impacto do turismo sustentável nas ações climáticas

    COP30 Brasil: O impacto do turismo sustentável nas ações climáticas

    O turismo sustentável pode ser parte da solução para a crise climática. Saiba como o ecoturismo, especialmente os modelos comunitários, está desempenhando um papel importante na agenda da COP30.

    Acontecendo de 10 a 21 de novembro de 2025 em Belém, Pará, a COP30 Brasil deve marcar um ponto de inflexão nas discussões globais sobre o clima e na forma como pensamos sobre viagens. Além das negociações, o evento também é uma oportunidade de conhecer soluções baseadas na natureza que já estão em andamento. O turismo na COP30 Brasil não é uma nota de rodapé: o ecoturismo é um tema central, mostrando como viagens conscientes podem apoiar a ação climática.

    Você sabia que o turismo é responsável por cerca de 8% das emissões globais de gases de efeito estufa? Principalmente devido às viagens aéreas e às operações em grande escala; Chocante, não é? O ecoturismo, por outro lado, opera em menor escala, com menos impacto ambiental e traz benefícios locais.

    Estamos falando de uma das formas mais práticas de combater as mudanças climáticas. O turismo sustentável oferece ferramentas para a adaptação climática e a preservação ambiental, não apenas no Brasil ou na Floresta Amazônica, mas em todo o mundo.

    Turismo durante a COP30 Brasil
    Foto: Marcelo Bonifácio

    Nesse contexto, o PlanetaEXO organiza experiências de viagem responsáveis na natureza, com forte foco na Amazônia e no ecoturismo comunitário. É um exemplo real de como o turismo pode impulsionar a conservação e o desenvolvimento local.

    Se você está curioso para saber como a COP30 Brasil se conecta com suas escolhas de viagem, continue lendo. Abaixo, exploramos como o ecoturismo se encaixa na agenda climática e por que ele é mais importante do que nunca.

    Como o ecoturismo ajuda a combater o aquecimento global

    O turismo sustentável tem ganhado cada vez mais reconhecimento nas cúpulas climáticas das Nações Unidas (ONU) como uma solução viável e escalável para mitigação e adaptação. Ele não substitui as políticas públicas ou mudanças sistêmicas, mas fortalece o que os especialistas chamam de soluções baseadas na natureza: estratégias que combinam proteção ambiental com bem-estar da comunidade.

    Como o Ecoturismo Ajuda a Combater o Aquecimento Global
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    O conceito de usar o turismo como solução climática evoluiu consideravelmente desde que foi mencionado pela primeira vez em 2005. Ao longo dos anos, importantes declarações e relatórios ajudaram a formalizar o papel do turismo no desenvolvimento sustentável e na resiliência ambiental. Confira:

    O turismo sustentável entra na agenda climática

    Essa discussão começou formalmente na COP11, em Montreal, quando o turismo foi oficialmente reconhecido como um setor relevante na agenda climática. A conferência enfatizou seu papel na conservação da biodiversidade e na redução da pobreza, afirmando que: “o turismo pode apoiar a conservação dos recursos naturais e proporcionar meios de subsistência favoráveis à biodiversidade para as comunidades indígenas e locais”.

    Turismo Sustentável
    Foto: Isadora Sá

    O Ano do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento

    Alguns anos depois, em 2017, a ONU declarou como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. Como resultado, o turismo foi oficialmente vinculado à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com crescente reconhecimento de seu papel na resiliência climática.

    O ano enfatizou como o turismo poderia contribuir para 12 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente em áreas como crescimento econômico inclusivo, uso sustentável de recursos e preservação cultural. Também exortou os governos e a indústria a promover modelos de viagens de baixo impacto e fortalecer o turismo comunitário como ferramenta para o desenvolvimento sustentável.

    O Ano do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento
    Turismo durante a COP30 Brasil

    Pilares do turismo sustentável

    Na COP26 em Glasgow (2021), a conversa avançou com o lançamento da Declaração de Glasgow sobre Ação Climática no Turismo, assinada por governos, organizações não governamentais (ONGs) e empresas de viagens. Essa declaração comprometeu a indústria do turismo a atingir emissões líquidas zero até 2050, com cinco pilares de ação principais:

    • Medir e reduzir as emissões de carbono das viagens e da hospitalidade;
    • Regenerar ecossistemas por meio do turismo responsável;
    • Apoiar economias locais e conservação liderada pela comunidade;
    • Garantir financiamento climático para iniciativas de viagens sustentáveis;
    • Compartilhar progressos transparentes e melhores práticas.

    Como mencionado anteriormente, a maior parte das emissões do turismo provém de viagens aéreas, grandes resorts e cruzeiros de massa. Isso é confirmado pelo relatório da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (OMT), intitulado “Emissões de CO₂ relacionadas ao transporte no setor do turismo” (2019), que descreve como esses segmentos dominam a pegada de carbono do setor.

    O ecoturismo, por outro lado, opera em uma escala menor e com menor impacto, muitas vezes envolvendo viagens locais, infraestrutura de pequena escala e operações ambientalmente conscientes.

    Na prática, o ecoturismo contribui para a luta contra o aquecimento global de cinco maneiras principais:

    • Reduzindo as emissões de carbono: incentiva viagens mais lentas e locais e reduz a dependência de transportes e infraestruturas com altas emissões.
    • Protegendo sumidouros de carbono: ao conservar florestas tropicais, zonas úmidas e outros ecossistemas, o ecoturismo ajuda a preservar os reguladores climáticos naturais do planeta.
    • Oferece renda sustentável para a população local: oferece alternativas a indústrias destrutivas, como a exploração madeireira, a mineração e a agricultura industrial.
    • Constrói resiliência: diversifica as economias locais e fortalece as comunidades contra perturbações relacionadas ao clima.
    • Aumenta a conscientização: promove a educação e o envolvimento, permitindo que os viajantes compreendam melhor a biodiversidade, o conhecimento tradicional e a urgência da ação climática.
    Turismo durante a COP30 Brasil
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    A mudança já começou, mas precisa se tornar global

    Em todo o mundo, iniciativas de turismo sustentável já começaram a surgir e mostrar resultados positivos. Um exemplo vem da Reserva da Biosfera Maia, na Guatemala, onde antigas áreas de extração madeireira foram convertidas em zonas de ecoturismo gerenciadas pela comunidade, ajudando a proteger vastas áreas florestais e, ao mesmo tempo, gerando renda para os moradores locais.

    COP30 Brasil
    Foto: Mike Vondran

    No Brasil, o potencial é imenso. Destinos como a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado são vitais para a captura de carbono e a biodiversidade, mas também enfrentam alta vulnerabilidade socioambiental.

    Incluir o ecoturismo como ferramenta nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e nos planos de ação climática do Brasil proporcionaria um impacto mensurável, um tema que deve ganhar relevância durante a COP30 em Belém.

    Agora, na COP30 Brasil, o foco está em transformar essas declarações em ação. O ecoturismo oferece um modelo real que já funciona na prática: escalável, inclusivo e adaptável.

    A Floresta Amazônica no centro das mudanças climáticas

    Embora o ecoturismo seja uma solução global, o Brasil (e particularmente a Floresta Amazônica) desempenha um papel central na crise climática. A floresta se estende por nove estados brasileiros, incluindo o Pará, onde cobre mais de 60% do território estadual. Isso torna sua capital, Belém, uma cidade anfitriã simbólica e estratégica para a COP30.

    Belém
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    A Amazônia regula as chuvas em toda a América do Sul, estabiliza as temperaturas globais e possui mais biodiversidade do que qualquer outro ecossistema do planeta. Mas também está sob extrema pressão.

    Em 2023, o Rio Negro, em Manaus, atingiu seu nível mais baixo em um século, e dados de satélite do MapBiomas mostram que a região perdeu mais de 50 milhões de hectares de cobertura florestal entre 1985 e 2023.

    Rio Negro no Manaus
    Foto: Jacqueline Lisboa, WWF-Brasil

    As secas estão se tornando mais frequentes e intensas, ameaçando a capacidade de regeneração da floresta e os meios de subsistência de sua população. Esse contexto reforça a importância de alternativas de baixo impacto e impulsionadas pela comunidade. O ecoturismo não é a única resposta, mas é uma resposta promissora e que pode ser implementada imediatamente.

    👉 Quer saber mais sobre quem está trabalhando ativamente para proteger a Floresta Amazônica? Descubra as histórias inspiradoras dos guardiões da floresta.

    Viagens conscientes na Amazônia

    Dada a grandiosidade da Amazônia, fica claro por que ela é um dos destinos principais do PlanetaEXO. Conectamos viajantes a experiências imersivas que respeitam a floresta, apoiam as comunidades locais e contribuem para a conservação a longo prazo.

    Durante a COP30, os visitantes terão a oportunidade de ir além das paredes da conferência e experimentar exemplos reais de soluções baseadas na natureza: de ecolodges e passeios guiados por comunidades locais a projetos de conservação florestal.

    Turismo na COP30 Brasil: o futuro é sustentável

    A COP30 Brasil é uma oportunidade para o país se posicionar como referência global em turismo sustentável. No entanto, isso requer ações concretas. Apoiar pequenos empreendedores, investir em treinamento e desenvolver experiências de viagem respeitosas são passos essenciais.

    Além da Floresta Amazônica, outros destinos naturais conhecidos, como Chapada Diamantina e Lençóis Maranhenses, também oferecem oportunidades significativas para o ecoturismo. A visibilidade da conferência pode ajudar a atrair investimentos e atenção para esses modelos de viagens sustentáveis únicos, mas muitas vezes ainda não totalmente explorados.

    Viaje com a PlanetaEXO e faça parte da solução climática

    Agora, entendemos como o ecoturismo pode ser parte da solução climática. Diante dos desafios que a humanidade enfrenta, cada ação conta.

    👉 Explore nossos destinos sustentáveis em todo o Brasil e encontre experiências que geram um impacto positivo na natureza e nas comunidades locais.

  • Dia de Proteção às Florestas: Conheça 7 guardiões da Floresta Amazônica

    Dia de Proteção às Florestas: Conheça 7 guardiões da Floresta Amazônica

    Em celebração à data, saiba mais sobre quem atua diretamente na preservação da Amazônia, o maior refúgio de biodiversidade do planeta.

    Você já parou para pensar no papel vital que as florestas desempenham no equilíbrio do nosso planeta? Como grandes pulmões verdes, elas regulam o clima, produzem oxigênio e sustentam a vida de milhões de espécies, inclusive a nossa. Mas se elas são tão essenciais, por que ainda não estão no centro das prioridades globais?

    No Brasil, o Dia de Proteção às Florestas, celebrado em 17 de julho, reforça a urgência de preservar esse patrimônio natural, afinal, proteger nossas florestas é proteger o futuro. A data homenageia o Curupira, guardião das matas no folclore brasileiro, e chama atenção para a grandiosidade da Floresta Amazônica, que abriga cerca de 20% da fauna mundial, mais de 50 mil espécies de plantas e diversas comunidades tradicionais que vivem em equilíbrio com a floresta.

    Dia de proteção a FlorestaMas quem são os verdadeiros guardiões desse território? Quais histórias vivem por trás da defesa da maior floresta tropical do mundo? Neste artigo, você vai conhecer algumas das lideranças que estão na linha de frente da luta pela Amazônia. Descubra quem são os Guardiões da Floresta Amazônica e como o turismo de base comunitária pode ajudar a manter viva essa missão:

    Roberto Brito

    De madeireiro a líder da comunidade ribeirinha Tumbira

    Antigamente, quando Roberto olhava uma árvore, a primeira coisa que surgia em sua mente era o preço que poderia vender aquela madeira no mercado. Cada árvore tinha uma etiqueta com diferentes cifrões. Hoje, o cenário é diferente: a árvore, os rios, os animais, todos fazem parte de um ambiente no qual ele também é um participante vivo e ativo.

    Aos 50 anos, Roberto Brito é um dos líderes da comunidade Tumbira, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, Amazonas. Ele comanda pousadas que recebem visitantes interessados em vivências autênticas na Amazônia e guia outras atividades turísticas na comunidade.

    Antes, eu via preço nas árvores, em tudo. Agora, entendo o significado de valor, do valor que a floresta tem na minha vida, destacou ele ao PlanetaEXO. Roberto organizou a comunidade para que todos participem dos roteiros, desde a produção artesanal até a culinária e a condução nas trilhas. Ele ressalta que o turismo de base comunitária não é apenas algo que deve fazer sentido para quem vive ali: é uma prioridade de todos. Afinal, os ribeirinhos não são apenas anfitriões, mas também fazem parte da própria natureza que se quer proteger.

    Guardiões da Floresta Amazônica - Roberto Brito
    Photo: Felipe Beltrame

    Nilde Silva

    Liderando um ecolodge no coração da floresta

    Nilde Silva é ribeirinha nascida e criada em Acajatuba, na Amazônia, e fundadora da Caboclos House Ecolodge, uma pousada sustentável construída com materiais da floresta e operada por moradores locais. À frente do empreendimento, ela oferece experiências imersivas, que conectam os viajantes à cultura, à gastronomia e ao cotidiano ribeirinho com responsabilidade.

    Reconhecida por seu protagonismo, Nilde venceu a tradicional Prova da Farinha em 2021 e foi premiada pelo Sebrae como Mulher de Negócios. O ecoturismo foi essencial para que ela conquistasse independência e, principalmente, mostrasse que é possível empreender na floresta com identidade e respeito.Por seu trabalho, Nilde é um exemplo de liderança feminina e inspiração para outras mulheres amazônidas, principalmente por sua luta pela preservação ambiental da Amazônia.

    Juma Xipaya

    Primeira mulher cacique entre os povos do médio Xingu

    Muitas vezes, quando pensamos em um cacique, a figura masculina é a primeira associação ao nome devido anos de tradição no imaginário popular. Juma Xipaia mudou isso. Liderança indígena do povo Xipaya, ela foi a primeira mulher a se tornar cacique de sua aldeia, no Pará. Ganhou projeção internacional ao denunciar publicamente a presença do garimpo ilegal em seu território e passou a atuar como uma das principais vozes indígenas na defesa da Amazônia.

    A líder também é coordenadora do Instituto Juma Xipaia e comunicadora, participando de eventos no Brasil e no mundo como mulher indígena e guardiã do Xingu. Recentemente, lançou o documentário “Yanuni”, do diretor Richard Ladkani, em parceria com o ator Leonardo DiCaprio. A produção conta a história de Juma e sua luta contra o minério e garimpo ilegal. Para Xipaya, proteger o território é preservar sua cultura, sua história e seu futuro.

    @tribeca

    Txai Suruí

    Raízes, resistência e liderança global da Amazônia

    Criada em meio à floresta, Txai Suruí cresceu entre cantos, rituais e os ensinamentos do povo Paiter Suruí, na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia. Filha de Almir Suruí, reconhecido líder indígena, ela carrega desde cedo a herança de luta e conexão com a natureza. Com presença serena e discurso firme, Txai se destacou como uma das principais vozes da juventude indígena brasileira. Sua atuação vai além das fronteiras da aldeia, unindo tradição, espiritualidade e mobilização política.

    Ativista ambiental e defensora dos direitos dos povos originários, Txai tornou-se a indígena brasileira mais conhecida do mundo após discursar na abertura da COP26, em Glasgow. Foi a única brasileira a ocupar aquele palco, onde denunciou a violência contra os povos da floresta e o avanço do desmatamento na Amazônia. 

    Em Rondônia, atua com iniciativas de proteção territorial e fortalecimento das lideranças jovens. Dessa forma, Txai representa uma geração que resiste com sabedoria e, ao mesmo tempo, fala com o mundo sem perder as raízes.

    Dia de proteção a Floresta - Txai Suruí
    @levitapuia

    Izolena Garrido

    Transformação e preservação através da arte

    Professora, Izolena Garrido fundou uma oficina na comunidade Tumbira porque acreditava no poder da arte e dos saberes tradicionais em gerar oportunidades de transformação. Em sua casa, criou um espaço onde produz biojoias e peças artesanais com sementes e pigmentos naturais, acolhendo meninas e meninos em situação de vulnerabilidade. Para ela, proteger o seu povo é também proteger a floresta. 

    Ali, a natureza conversa entre si e todos os fatos são conectados, desde o cair da chuva até os viajantes que passam pela oficina e conhecem o trabalho de Izolena. “Tudo é um ciclo. Para termos as sementes que usamos no artesanato, precisamos da chuva, da água do rio, da terra. Se uma coisa para, isso não acontece. Precisamos manter.”, explica a professora. 

    Atualmente, Izolena é uma das líderes da comunidade e também referência em iniciativas que unem arte, educação e preservação no contexto ribeirinho. Suas peças já foram expostas na São Paulo Fashion Week, maior semana de moda brasileira, e o projeto recebe apoio de marcas como a Louis Vuitton. Para Izolena, a arte pode agir como um curador de traumas, fortalecendo a autoestima e o vínculo com o território.

    José Pancrácio

    Cacique da comunidade Nova Esperança

    José Pancrácio é o cacique da comunidade indígena Nova Esperança, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, Amazonas, e uma das principais lideranças do povo Baré. Ele atua na linha de frente de ações que unem preservação ambiental, turismo de base comunitária e educação. Sob sua liderança, a comunidade realiza projetos como a soltura de filhotes de tartaruga-da-Amazônia, fortalecendo o compromisso coletivo com a preservação ambiental.

    Desde novo, José entendeu que não havia outra forma de mudança e manutenção do legado cultural do seu povo se não pela educação das crianças. Entre as conquistas mais simbólicas está a construção da escola da comunidade, viabilizada com recursos arrecadados por meio do ecoturismo. A renda gerada pelas visitas foi essencial para garantir a estrutura do prédio, com salas de aula e materiais básicos.

    Para Pancrácio, o ecoturismo contribui diretamente para melhorar a vida de quem cuida da floresta todos os dias. Mais do que tudo, ele explica a importância de relações de troca cultural: quando os turistas chegam na comunidade, é sempre um grande prazer mostrar a história e tradição do povo Baré.

    Líder da comunidade indígena de Nova Esperança - Cacife José Pancrácio
    Photo: Isadora Sá

    Daniel Gutierrez Govino

    Uma brigada florestal para proteger a floresta

    Daniel Gutierrez Govino é fundador da Brigada Florestal Comunitária de Alter do Chão, no Pará. Desde 2017, ele mobiliza moradores locais para prevenir e combater incêndios na floresta, com apoio de bombeiros, Defesa Civil e parceiros como o World Wide Fund for Nature (WWF). A brigada atua com técnicas mistas, drones e comunicação em rede, sendo referência em ação comunitária frente às queimadas na Amazônia.

    Além da resposta emergencial, Daniel aposta na formação de brigadistas e na educação ambiental como caminhos para fortalecer o protagonismo local. Para ele, proteger a floresta começa com quem vive nela. Por conta disso, sua atuação também ganhou visibilidade internacional, com participação na COP26 e apoio de organizações de direitos humanos e ambientais.

    Como ajudar a proteger a floresta?

    No PlanetaEXO, acreditamos que cada viagem pode gerar impacto positivo e preservar o meio ambiente onde vivemos. Nossa missão é conectar você a experiências autênticas e sustentáveis, promovendo o ecoturismo de base comunitária na Amazônia e em outros destinos naturais brasileiros. Selecionamos aventuras que respeitam o meio ambiente e fortalecem quem vive nessas regiões, incluindo os guardiões da Floresta Amazônica. 

    Uma forma de também apoiar essa causa é através de projetos de conservação na Amazônia, promovidos por algumas entidades como o Instituto Socioambiental (ISA) e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). Ambos atuam há décadas na proteção da floresta e dos povos tradicionais, e recebem doações para seguir com esse trabalho essencial. A Amazônia sustenta o clima, abriga milhões de vidas e guarda a história de povos originárias: defendê-la é um compromisso coletivo.

  • Dia Mundial do Meio ambiente: 10 dicas para reduzir plástico ao viajar na natureza

    Dia Mundial do Meio ambiente: 10 dicas para reduzir plástico ao viajar na natureza

    Enquanto o mundo discute soluções para a crise do plástico, o turismo consciente e as experiências de viagem sustentáveis estão ganhando espaço na conservação ambiental.

    Em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente chama a atenção para um dos maiores desafios contemporâneos: poluição plástica. Criada pelas Nações Unidas, a data é dedicada à reflexão sobre a urgência da preservação ambiental. Em 2025, o tema escolhido é “Acabar com a poluição plástica global”,  reforçando o alerta sobre os impactos do consumo excessivo de plástico, que já extrapola os oceanos e atinge corpos humanos, a cadeia alimentar e ecossistemas inteiros.

    De acordo com a Oceana, organização internacional que defende a preservação dos mares, o Brasil está entre os maiores poluidores de plástico do planeta. O país despeja 1,3 milhão de toneladas de plástico todos os anos. Como resultado, há uma pressão crescente por mudanças estruturais e hábitos mais conscientes. No setor de turismo, o ecoturismo vem se consolidando como uma alternativa viável e educativa para aqueles que querem explorar o mundo com menos impacto ambiental.

    Como reduzir o uso de plástico na natureza
    Foto: Yuliya Taba

    Com base na experiência do PlanetaEXO com o turismo baseado na natureza e de baixo impacto, reunimos dicas simples e eficazes para ajudar a reduzir o uso de plástico durante a viagem. Em linha com a mensagem do  Dia Mundial do Meio Ambiente, essas práticas destacam como o ecoturismo pode aumentar a conscientização por meio da experiência direta.

    “Ao oferecer viagens a áreas remotas e muitas vezes frágeis, o ecoturismo faz com que as pessoas testemunhem os danos causados pela poluição plástica. Elas voltam mudadas. Essa mudança pessoal é o primeiro passo para o impacto coletivo“, diz Lucas Ribeiro, fundador da plataforma. Confira as dicas abaixo:

    1. Leve sua própria garrafa reutilizável

    Parece óbvio, mas esse ainda é um dos hábitos mais negligenciados entre os viajantes. As garrafas plásticas ainda estão entre os principais tipos de resíduos encontrados em trilhas, rios e praias. Para evitar o descarte desse material, leve sempre uma garrafa reutilizável. Os modelos com isolamento térmico ou filtros são ideais para manter a água fresca e segura durante longas expedições, sem depender de embalagens descartáveis.

    2. Diga não às embalagens plásticas nas trilhas

    Evite consumir lanches processados, como barras de cereais ou batatas fritas, que geram resíduos difíceis de gerenciar em áreas naturais. Escolha alimentos frescos ou secos transportados em recipientes reutilizáveis, panos encerados ou sacolas de tecido. Além de reduzir o desperdício, você incentiva um consumo mais consciente.

    3. Faça parte da limpeza

    Mesmo quando não é seu, recolher o lixo que encontrar pelo caminho é um gesto de responsabilidade coletiva. Sacos plásticos, tampas de garrafas e embalagens são comuns em trilhas e em áreas arborizadas. Ao removê-las, você contribui diretamente para a preservação do ecossistema e inspira outros viajantes a fazer o mesmo.

    Dia Mundial do Meio Ambiente 2025
    Photo: Neustock Images

    4. Informe-se e compartilhe

    Antes de viajar, informe-se sobre os impactos da poluição plástica na região e as melhores práticas adotadas localmente. Durante sua viagem, compartilhe esse conhecimento com outras pessoas, seja em conversas ou nas mídias sociais. Exemplos individuais ajudam a formar uma cultura coletiva de respeito ao meio ambiente.

    5. Escolha protetores solares sem plástico e microplásticos

    Muitos protetores solares vêm em embalagens plásticas e também contêm microplásticos em sua composição, que acabam em rios e mares, afetando diretamente a vida aquática. Escolha opções biodegradáveis e sem plástico com embalagens sólidas ou recarregáveis. É uma escolha simples que reduz seu impacto ambiental sem comprometer a proteção da pele.

    👉 Você também quer saber mais sobre os impactos positivos do ecoturismo? Clique aqui para ler

    6. Incentivar e apoiar as comunidades locais que reciclam

    Em muitos destinos naturais, o gerenciamento de resíduos é realizado por cooperativas ou pequenos grupos locais. O apoio a essas iniciativas, seja contratando seus serviços ou comprando produtos reciclados, fortalece a economia da região e contribui diretamente para a redução de plásticos descartados irregularmente.

    Comunidades locais que reciclam
    Foto: People Images

    7. Armazene seu lixo até encontrar o local certo para descartá-lo

    Em trilhas ou em áreas remotas, pode ser difícil encontrar latas de lixo ou pontos de coleta. Portanto, leve um saco resistente para guardar seu lixo até que possa descartá-lo adequadamente. Essa é uma medida básica, mas essencial, para evitar o acúmulo de lixo em áreas protegidas.

    8. Evite lanches embalados industrialmente nas trilhas

    Além de gerar mais resíduos, esses produtos geralmente não são reutilizáveis ou recicláveis no campo. Prepare seus próprios lanches com antecedência ou compre a granel. Isso evita o uso de plásticos descartáveis e também permite escolhas alimentares mais saudáveis e econômicas.

    Maneiras de reduzir plástico na natureza
    Photo: Panaramka

    9. Use recipientes reutilizáveis para armazenar alimentos e itens pessoais

    Eles são práticos para transportar lanches, sobras de comida ou produtos de higiene durante a viagem. E, embora possa parecer irônico usar recipientes plásticos para combater o uso excessivo de plástico, a reutilização é exatamente o que faz a diferença. Um recipiente leve e durável usado por um longo período de tempo evita que dezenas de embalagens descartáveis sejam usadas durante uma viagem.

    10. Deixe claro que você não quer plástico ao comprar algo

    Ao fazer compras em feiras, mercados ou barracas, informe ao vendedor que você não precisa de saco, canudo ou talheres de plástico. Muitos estabelecimentos fornecem esses itens automaticamente. Quando os consumidores expressam uma preferência, eles ajudam a quebrar padrões e incentivam mudanças.

    👉 Por que não dar uma olhada nos 7 principais destinos de ecoturismo para visitar no Brasil? Leia aqui

    Viaje com consciencia com o ecoturismo
    Photo: Ticiana Giehl

    Viaje com consciência

    A redução do uso de plástico em viagens não exige grandes sacrifícios, apenas conscientização. Cada escolha feita durante o planejamento e a execução de uma viagem pode ter um impacto direto no ambiente visitado. O ecoturismo por si só não resolverá a crise do plástico, mas é parte da resposta: ele promove o conhecimento, incentiva o comportamento sustentável e fortalece as comunidades que dependem da preservação.

    Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o convite é claro: viaje de forma mais consciente, com menos plástico e com mais propósito.

    Descubra como sua próxima viagem pode fazer a diferença. Explore os passeios baseados na natureza do PlanetaEXO e faça parte de uma maneira mais sustentável de viajar.

  • Para onde vai o meu lixo? Dicas práticas para separar resíduos e apoiar a reciclagem

    Para onde vai o meu lixo? Dicas práticas para separar resíduos e apoiar a reciclagem

    Saiba como separar resíduos corretamente e apoiar a reciclagem

    Lixo é assunto sério. O PlanetaEXO, empresa com sede em São Paulo que atua com turismo de natureza e impacto positivo, quer ampliar o debate sobre o destino desses resíduos e incentivar hábitos mais conscientes. Na capital paulista, por exemplo, são mais de 12 milhões de habitantes gerando um volume imenso de resíduos diariamente. Foi assim que nasceu o Café com Propósito, um evento criado em parceria com o Spaces Vila Madalena, para promover reflexões e soluções locais.

    São Paulo produz cerca de 12 mil toneladas de lixo por dia, segundo o Recicla Sampa. Cada pessoa gera, em média, 1,5 kg de resíduos diariamente. Ainda assim, a maioria não se vê como parte do problema, nem da solução. Existe um sistema inteiro por trás da coleta, com cooperativas, triagem e catadores, que depende da nossa colaboração.

    Entender o que acontece com o lixo depois que sai da nossa casa é o primeiro passo. Separar corretamente os resíduos evita danos ao meio ambiente e ajuda quem trabalha na cadeia da reciclagem. Informar-se é o começo da mudança. Confira abaixo algumas maneiras simples de separar resíduos corretamente.

    1 – Lixo molhado e lixo seco devem ser separados

    Evite misturar lixo molhado (restos de comida, folhas e papel sujo) com recicláveis. Lave e seque embalagens antes de descartá-las (isso mesmo!). Se possível, crie uma composteira para transformar resíduos orgânicos em adubo natural (húmus).

    Por exemplo, aqui no Spaces Vila Madalena a separação é feita por latas de lixo nomeadas, em lixos orgânicos e recicláveis. Os colaboradores que usam o espaço são incentivados a realizar o descarte de maneira correta, e assim, colaboram o processo.

    2 – Nem todos os descartes vão na mesma sacola

    Seringas, giletes e vidros quebrados não devem ser colocados com o lixo comum. Para evitar acidentes com coletores, coloque-os em caixas separadas ou sacolas identificadas com a mensagem “contém objeto cortante”. Se quiser evitar incidentes também com animais, o uso das caixas é ainda mais indicado.

    3 – Atenção aos resíduos especiais

    São materiais que não podem ir nem para o lixo comum nem para a coleta seletiva: pilhas, baterias, lâmpadas, óleo de cozinha, pneus, remédios, eletrônicos, etc. Esses resíduos contêm substâncias tóxicas e podem causar sérios danos ao meio ambiente se descartados incorretamente. A plataforma Recicla Sampa indica pontos de coleta em São Paulo para cada tipo de material.

    4 – Evite usar sacos pretos

    Parece detalhe, mas faz diferença: sacos brancos ou azuis facilitam a identificação do conteúdo pelos coletores, agilizando a separação e a triagem para reciclagem.

    5 – Conheça e apoie iniciativas locais

    No Brasil, há mais de 800 mil catadores de recicláveis, segundo dados da EBC. Eles são responsáveis por 58% da coleta de plástico no país. Muitos atuam em cooperativas, que têm papel fundamental na cadeia de reciclagem e na geração de renda. Apoiar esses movimentos, seja com doações ou essas ações simples de separação do lixo para a reciclagem, é parte do incentivo.

    Coletor de reciclaveis
    Foto: People Images

     

    6 – Entenda os tipos de plástico

    Nem todo plástico é igual. Há dois principais: os de vida longa (como os presentes em eletrônicos) e os de vida curta (como embalagens descartáveis). Este último representa mais de 30% da produção de plásticos no mundo e, muitas vezes, é usado apenas uma vez.

    O plástico pode levar até 400 anos para se decompor, por isso é essencial reduzir seu uso e preferir embalagens recicláveis ou biodegradáveis.

    7 – … E por falar em plástico

    No Brasil, menos de 2% do plástico é reciclado. Isso mostra como ainda temos um caminho longo pela frente. Procure o símbolo de reciclagem nas embalagens. Quando ele estiver presente, é sinal de que o material pode ser reciclado. Mesmo quando não houver símbolo, descarte em sacolas de lixo seco, assim, o trabalho de triagem será feito por cooperativas ou centrais de reciclagem.

    Simbolo de reciclagem nas embalagens plasticas
    Foto: Plastico.com

     

    Não é só jogar fora?

    Não existe “fora”. Ao jogar algo “fora”, costumamos pensar que o problema desaparece. Mas tudo que produzimos continua no planeta. Solo, rios, oceanos e até o ar que respiramos podem ser impactados por aquilo que descartamos de forma incorreta.

    Por isso, é fundamental repensar nossos hábitos e adotar uma postura mais responsável. Atitudes simples no dia a dia fazem parte de um esforço coletivo que transforma o destino dos resíduos, e o futuro do planeta.

    O papel do PlanetaEXO

    No PlanetaEXO, acreditamos que cada aventura pode causar um impacto positivo. Por isso, além de promover viagens sustentáveis na natureza, estamos sempre atualizando nossas práticas ambientais e fortalecendo parcerias com comunidades locais. Entendemos que a mudança começa em nós, e queremos caminhar lado a lado com quem acredita no mesmo.

    Se você leu até aqui, não pare no conteúdo: coloque em prática. E compartilhe. O mundo precisa de mais gente engajada nessa causa.

  • O Arquipélago de Abrolhos – Guia de viagem

    O Arquipélago de Abrolhos – Guia de viagem

    Viva uma das experiências mais incríveis da América do Sul nesse arquipélago na Bahia.

    No meio da América do Sul, longe das praias lotadas e dos pontos turísticos já conhecidos, tem um lugar secreto debaixo d’água: o Arquipélago de Abrolhos, no Brasil, um lugar protegido na costa sul da Bahia. Conhecido pelas formações de corais raras e naufrágios históricos, é um lugar para curtir a natureza de um jeito bem autêntico e intimista.

    O melhor ponto de mergulho do Brasil
    Photo: @cicero.bezerra

    Este é um dos destinos mais remotos e bem preservados do Nordeste do Brasil, lar dos maiores recifes de corais do Atlântico Sul. É por isso que é o melhor destino de mergulho do país e a melhor experiência em ilhas de corais, onde você pode observar uma vida marinha ativa entre os grandes chapeirões, formações de corais individuais em forma de cogumelo.

    Arquipélago de Abrolhos no Brasil
    Photo: ICMbio

    Abrolhos é um lugar para meditar silenciosamente sobre a vida e ter uma profunda e sagrada reverência pela natureza. Se você está em busca de paz, beleza selvagem e aventura pura, esta pode muito bem ser sua próxima viagem memorável.

    Você está pronto para mergulhar neste paraíso subaquático?

    Índice:

    1. Sobre Abrolhos
    2. O que fazer em Abrolhos
    3. Qual é a melhor época para visitar Abrolhos?
    4. Como chegar a Abrolhos
    5. Vida marinha em Abrolhos
    6. Quantos dias devo passar em Abrolhos?
    7. Impostos e taxas em Abrolhos
    8. Onde se hospedar em Abrolhos?

    Sobre Abrolhos

    Formada por cinco ilhas vulcânicas (Santa Bárbara, Redonda, Guarita, Sueste e Siriba) e um grande recife de corais, a área tem uma extensão total de 87.943 hectares e faz parte do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, o primeiro parque nacional marinho do país, criado em 1983.

    O Coral do Arquipélago de Abrolhos
    Photo: ICMbio

    O nome Abrolhos vem de uma expressão em português, “Abre Olhos”. Segundo a história, era um aviso para os marinheiros do século XVI sobre a região perigosa de recifes pela qual eles passavam.

    Hoje, é também um chamado para observar a incrível beleza e biodiversidade escondidas sob a superfície. O arquipélago, que contém o maior complexo de corais do Atlântico Sul, é o lar de centenas de espécies de animais que vivem dentro e fora do mar. É também um berçário de baleias jubarte (elas vêm para esta área para se reproduzir).

    A verdade é que, apesar da enorme importância ecológica, Abrolhos ainda é um lugar pouco conhecido pelos viajantes. Não tem hotéis nas ilhas, e o turismo é bem restrito pra ajudar a preservar os ecossistemas sensíveis. O que você não vai encontrar são bares de praia ou resorts, mas sim experiências autênticas com a vida selvagem, mergulho de nível internacional ou uma escapada tranquila pra curtir a natureza ao máximo. Se é isso que você procura, Abrolhos vale a viagem! 

    Das cinco ilhas, a única habitada atualmente é a Ilha de Santa Bárbara, povoada por militares e suas famílias, além de pesquisadores e funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação (ICMBio), responsável pela gestão e preservação do parque. A Ilha de Siriba é a única aberta aos visitantes.

    👉 Leia nossos 10 fatos sobre Abrolhos e descubra mais sobre este paraíso marinho.

    O que fazer em Abrolhos

    Mesmo que o arquipélago pareça remoto, tem muita aventura pra descobrir, pra quem curte a natureza, mergulho e qualquer pessoa interessada em viagens de baixo impacto. Aqui vão algumas ideias do que ver e fazer na região:

    Mergulho em Abrolhos Bahia
    Photo: @maysasantoro

    Mergulho e snorkeling

    É pra isso que as pessoas vão para lá. Os recifes são cheios de vida e a visibilidade costuma ser ótima de dezembro a maio.

    Os destaques incluem:

    • Chapeirões: Essas fantásticas torres de coral são habitadas por moreias, tartarugas, nudibrânquios e todos os tipos de peixes coloridos de recife.
    • Parcel dos Abrolhos: Enorme banco de recifes adequado para mergulhadores iniciantes e experientes.
    • Naufrágios: Vários locais históricos de mergulho, incluindo um navio de carga britânico (SS Rosalina, naufragado em 1939) que agora funciona como recife artificial.
    • Mergulhos noturnos: Ocasionalmente, mergulhadores certificados têm a opção de fazer um mergulho noturno em barcos de liveaboard. Mesmo quem não mergulha pode encontrar uma fantástica biodiversidade praticando snorkeling nos recifes rasos.
    Naufrágios em Abrolhos Brasil
    Photo: @viviankoblinsky

    Observação de baleias

    Não é surpresa que o Arquipélago de Abrolhos seja chamado de berçário de baleias jubarte. Esses animais marinhos interessantes, conhecidos por serem migratórios, viajam da Antártida até a costa baiana de junho a novembro para se reproduzir. Seu aparecimento atinge o pico entre julho e outubro.

    Durante esse período, os avistamentos são frequentes e muitas vezes impressionantes! É comum ver esses mamíferos incríveis pulando, batendo a cauda e cantando na superfície.

    berçário de baleias jubarte em Abrolhos
    Photo: @franksantos.photographer

    Caminhada nas trilhas da Ilha Siriba

    É a única ilha do arquipélago aberta ao público. Caminhe pela trilha com um guia do parque e observe aves marinhas, formações rochosas e paisagens deslumbrantes. Lembre-se: esta é uma reserva natural, portanto, o respeito pela natureza é fundamental.

    Ilha Siriba em Abrolhos, Brasil
    Photo: @carolbrenck

    Qual é a melhor época para visitar Abrolhos?

    A melhor época para visitar o Parque Nacional Marinho de Abrolhos depende do que você está procurando. Para mergulho e snorkeling, a melhor época é entre dezembro e fevereiro. As águas quentes e a visibilidade fantástica em mares calmos tornam este lugar um paraíso discreto para atividades aquáticas, por isso esta é considerada a alta temporada subaquática.

    Se você prefere menos turistas e boas condições de mergulho, planeje uma viagem entre março e maio. As águas são mais frias e continuam ótimas para passeios aquáticos. De junho a novembro, é temporada de baleias em Abrolhos.

    Muitas pessoas visitam a região para combinar mergulho e observação de baleias.

    Por do sol em Abrolhos Bahia
    Photo: @joaoricardojanuzzi

    Lembre-se de que todos os passeios marítimos dependem das condições climáticas, especialmente da velocidade do vento e da altura das ondas. As operadoras geralmente cancelam as viagens quando os ventos ultrapassam 20 nós, por isso é importante verificar a previsão do tempo antes de planejar sua visita.

    Como chegar a Abrolhos

    Para chegar a Abrolhos, primeiro você precisa viajar para Caravelas, uma pequena cidade na costa do estado da Bahia, no sul do Brasil. É o principal ponto de partida para passeios de barco ao arquipélago. Caravelas não tem aeroportos importantes, então leva algum tempo para chegar lá, mas o esforço extra vale a pena. Você pode voar, dirigir ou pegar um ônibus, o que for mais adequado ao seu estilo de viagem.

    Como chegar a Caravelas?

    De avião: Melhor em termos de rapidez e conveniência. O aeroporto mais próximo é o de Porto Seguro (BPS), a cerca de 145 km de Caravelas. Ele é servido por voos diretos de cidades como Salvador e Belo Horizonte. Caravelas fica a cerca de 5 a 6 horas de carro de Porto Seguro. Ou você pode pegar um voo para o Aeroporto de Teixeira de Freitas (TXF), que fica a cerca de 90 km daqui. A viagem de carro ou ônibus leva de 1,5 a 2 horas.

    De carro: Melhor para quem gosta de flexibilidade e passear no seu próprio ritmo. Caravelas é acessível por estrada a partir de cidades da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Em Vitória (ES), por exemplo, a viagem dura aproximadamente 8 horas, enquanto a viagem de São Paulo leva cerca de 17 horas.

    Dica: antes de pegar a estrada, verifique as condições das estradas e planeje suas paradas de acordo.

    De ônibus: Melhor pra quem tá com o orçamento apertado. Caravelas é servida por várias empresas de ônibus, como Água Branca, Rota Transportes, Brasileiro e Gontijo. As viagens geralmente fazem a rota Teixeira de Freitas e variam de acordo com o ponto de partida.

    Dica: compre as passagens com antecedência, principalmente na alta temporada e quando for visitar pra ver as baleias.

    Caravelas na Bahia Brasil
    Photo: @visitecaravelas

    Como chegar às ilhas?

    O acesso é feito apenas por barco, e várias operadoras turísticas, licenciadas pela prefeitura de Caravelas, oferecem a viagem. Existem duas opções principais para fazer esse passeio, ambas incríveis:

    Passeios de um dia: Perfeitas para quem tem pouco tempo, essas excursões saem de manhã cedo e retornam no final da noite. O itinerário também inclui a Ilha Siriba e paradas para mergulho com snorkel nos recifes próximos, onde é possível avistar corais, vida marinha e tartarugas.

    Liveaboards (viagens com pernoite): Para quem quer uma experiência completa, os liveaboards são a melhor opção. Você passa as noites a bordo do barco e pode fazer vários mergulhos ou sessões de snorkeling por dia, às vezes em áreas mais distantes e preservadas. É a melhor maneira de conhecer de perto toda a beleza do Parque Nacional Marinho de Abrolhos.

    Viajantes em Abrolhos Bahia
    Photo: @joaoricardojanuzzi

    De qualquer forma, certifique-se de escolher uma operadora licenciada pelo ICMBio e que siga as normas ambientais, para sua segurança e para preservar esse ecossistema tão especial.

    Vida marinha em Abrolhos

    A vida marinha de Abrolhos é uma das mais diversificadas do Atlântico. A área abriga mais de 1.300 espécies de corais, muitos deles endêmicos, ou seja, não são encontrados em nenhum outro lugar!

    • Coral: acostumado com as maiores colônias do mundo de Mussismilia braziliensis, endêmico do Brasil.
    • Peixes: peixe-papagaio, peixe-borboleta, peixe-anjo, garoupas, tubarões de recife.
    • Tartarugas: tartarugas verdes e tartarugas-de-pente são comumente avistadas.
    • Mamíferos marinhos: baleias jubarte (sazonais), golfinhos.
    • Invertebrados: estrelas-do-mar, polvos, esponjas, lagostas, etc.

    Os recifes também servem de área de reprodução e berçário para vários animais e de área de reprodução para espécies raras da fauna silvestre.

    Quantos dias devo passar em Abrolhos?

    Você pode visitar Abrolhos em uma viagem de um dia saindo de Caravelas, mas para conhecer o arquipélago de verdade, é melhor ficar 3 dias. Isso lhe dá tempo para mergulhos extras, mais snorkel, exploração de áreas remotas de recifes e uma chance maior de avistar baleias jubarte entre julho e novembro.

    Ficar mais tempo também significa que você pode aproveitar a atmosfera pacífica da região sem pressa. Seja dormindo em um liveaboard ou hospedando-se em Caravelas e participando de excursões diárias, ter alguns dias permite que você se conecte mais profundamente com a vida marinha única e a beleza natural do Parque Nacional Marinho de Abrolhos.

    Barco em Abrolhos Bahia
    Photo: @anaabifadel

    👉 Uma ótima opção é o pacote de 3 dias da PlanetaEXO, que inclui dormir no barco, pensão completa e mergulho nos pontos mais destacados do parque marinho.

    Impostos e taxas em Abrolhos

    Antes de seguir para o Arquipélago de Abrolhos, no Brasil, aqui estão alguns dos custos obrigatórios e adicionais da visita ao parque marinho que você deve saber.

    Preço da entrada no Parque Nacional Marinho de Abrolhos

    A taxa de conservação de Abrolhos para a área protegida deve ser paga por todos os visitantes:

    • Visitantes brasileiros: R$ 46 (valor aproximado)
    • Visitantes estrangeiros: R$ 92 (estimado)
    • Descontos: válidos para crianças, estudantes e idosos mediante apresentação de documentação
    Farol em Abrolhos
    Photo: @marcosamend

    Custos adicionais

    Além da taxa do parque, há outros custos:

    • Passeios de barco (ida e volta ou liveaboard)
    • Mergulho ou snorkeling – aluguel de equipamento (se você não tiver o seu próprio)
    • Observação de baleias (na temporada, de julho a novembro)

    👉 Dica importante: leve dinheiro. Mesmo que algumas operadoras aceitem cartão, é melhor pagar em dinheiro as pequenas despesas em Caravelas, como comida local, transporte local e extras, principalmente se você for a lugares com sinal de internet fraco ou inexistente ou sem máquinas de cartão.

    Onde se hospedar em Abrolhos?

    Não há acomodações nas ilhas, que são uma área ambiental protegida. Por esse motivo, não é possível pernoitar, a menos que seja em um barco registrado (ou liveaboard) ou no continente, em cidades como Caravelas, a porta de entrada para o Arquipélago de Abrolhos.

    A melhor maneira de aproveitar essa experiência é durante um passeio de liveaboard, onde você mergulha e pratica snorkel todos os dias, com a ajuda de guias profissionais. Todos os barcos devem ser registrados no ICMBio e cumprir as normas de conservação ambiental.

    Onde se hospedar em Abrolhos Brasil
    Photo: @saltyroutine

    Onde ficar em Caravelas

    Caravelas é uma cidade tranquila e oferece poucos lugares para se hospedar, mas todos são adequados. São principalmente pequenas pousadas e hotéis simples.

    Se você prefere mais conforto ou opções, ficar em Nova Viçosa, que fica a uma hora de distância, é uma boa alternativa. Mas lembre-se da viagem até o porto para as partidas de manhã cedo.

    Pronto para embarcar em uma aventura no Arquipélago de Abrolhos?

    Abrolhos não é um destino comum. Não espere clubes de praia, hotéis de luxo ou fácil acesso. O que você vai encontrar aqui é algo muito mais valioso: um paraíso intocado, repleto de vida marinha, silêncio e natureza em seu estado bruto.

    O Arquipélago de Abrolhos é um lugar para quem se preocupa com a preservação, gosta de aventuras de verdade e é encantado pela beleza selvagem do oceano. Mergulhe até imensos recifes de corais, aviste baleias jubarte ou simplesmente relaxe em um santuário marinho.

    Se essa aventura é pra você, o PlanetaEXO pode te levar até lá. Descubra conosco como viver essa experiência com segurança, consciência e de forma inesquecível.

    Aventura no Arquipélago de Abrolhos, Brasil
    Photo: @piccinibr
  • Turismo sustentável no Pantanal: 3 iniciativas que protegem a vida selvagem

    Turismo sustentável no Pantanal: 3 iniciativas que protegem a vida selvagem

    Ameaças ambientais à fauna e flora doDescubra como o ecoturismo está ajudando a proteger a vida selvagem do Pantanal e a apoiar as comunidades locais.

    O Pantanal, um dos ecossistemas mais ricos do mundo e lar de onças-pintadas, ariranhas e uma grande variedade de pássaros, está ameaçado por incêndios, desmatamento e uso indevido da terra.

    Em resposta a isso, surgiu um tipo diferente de turismo, que protege em vez de explorar. O turismo sustentável não está só aumentando a conscientização, mas também tem um papel direto na conservação da frágil vida selvagem e das paisagens do Pantanal.

    Vida Selvagem do Pantanal
    Foto: Dg wildlife

    Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera, a região está vendo o ecoturismo crescer com um impacto positivo. No PlanetaEXO, a gente acredita que o turismo responsável pode fazer uma diferença real e, neste artigo, exploramos três maneiras pelas quais ele está ajudando a proteger o Pantanal.

    Ameaças Ambientais à Fauna e à Flora no Pantanal

    Antes de entender como o turismo sustentável ajuda a proteger o Pantanal, é importante saber o que está em jogo.

    Nos últimos anos, o Pantanal, um dos ecossistemas com maior biodiversidade do mundo, tem sofrido intensa pressão da pecuária, da monocultura e do desmatamento ilegal. Os incêndios são uma das ferramentas mais destrutivas usadas nesse processo. Só no primeiro semestre de 2024, foram registrados mais de 3.000 incêndios florestais, principalmente em terras privadas, o que representa um aumento de 22 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Desmatamento no Pantanal, Brasil
    Foto: @lucas_n_morgado

    👉 Descubra projetos de conservação impactantes no Pantanal e saiba como você pode apoiá-los.

    Esses incêndios e outras formas de degradação ambiental estão causando um impacto grave na vida selvagem local. Onças-pintadas, antas, jacarés e inúmeras espécies de aves perdem seu habitat e, muitas vezes, suas vidas durante as queimadas da estação seca. A vida vegetal também sofre danos a longo prazo e, em algumas áreas, o equilíbrio natural entre enchentes e secas, vital para a sobrevivência das espécies no Pantanal, está sendo perdido.

    Esse tipo de exploração não só prejudica a biodiversidade, mas também aumenta o risco de secas e escassez de água, com consequências que vão muito além do Brasil. O que acontece no Pantanal afeta toda a região.

    Ameaças Ambientais à Fauna e Flora no Pantanal
    Foto: Onçafari

    Diante dessas ameaças, fica claro que proteger o Pantanal não é só uma questão de conservação, é uma necessidade para a sobrevivência da vida selvagem e dos ecossistemas. Felizmente, nem toda atividade econômica na região leva à destruição. O turismo sustentável no Pantanal oferece um caminho diferente: um que valoriza a natureza em vez de substituí-la. Desde o apoio às comunidades locais até o financiamento de pesquisas e a criação de incentivos para a preservação, o turismo responsável já está fazendo a diferença na prática.

    Aqui estão três maneiras pelas quais o turismo sustentável no Pantanal está ajudando a salvar a vida selvagem única da região.

    1. Criando incentivos econômicos para a conservação

    O turismo sustentável traz um valor econômico real para a proteção das áreas naturais. Muitas fazendas e ranchos no Pantanal, tradicionalmente focados na produção de gado, começaram a investir no ecoturismo como uma nova fonte de renda.

    Ao receber visitantes que querem ver a vida selvagem em vez de terras agrícolas, os proprietários têm fortes motivos para preservar florestas, pântanos e margens de rios. Em vez de desmatar para lucrar, agora eles têm um motivo financeiro para manter a natureza selvagem.

    Criação de Incentivos Econômicos para a Conservação no Pantanal
    Foto: @edu.fragoso_

    Algumas pousadas até financiam projetos de reflorestamento, patrulhas contra caça ilegal e iniciativas de conservação diretamente com a receita gerada pelo turismo. É uma equação simples, mas poderosa: mais natureza protegida, mais oportunidades para o turismo sustentável.

    2. Apoio à pesquisa científica e ao monitoramento da vida selvagem

    O turismo no Pantanal não financia apenas pousadas e passeios, mas também ajuda a pagar pesquisas.

    Vários operadores de ecoturismo trabalham em estreita colaboração com cientistas para monitorar populações animais e estudar o delicado equilíbrio desse ecossistema. A receita dos passeios geralmente contribui para pesquisas de longo prazo sobre onças-pintadas, antas, pássaros e espécies aquáticas.

    Em muitos casos, os pesquisadores usam avistamentos de passeios guiados para rastrear os movimentos de espécies importantes ao longo do tempo. Sem o turismo, grande parte desse trabalho de campo teria pouco financiamento ou seria até impossível em uma área tão remota.

    Simplesmente escolhendo viajar com operadores responsáveis, os visitantes contribuem para o turismo sustentável no Pantanal, apoiando indiretamente um trabalho científico essencial que ajuda a proteger a vida selvagem para o futuro.

    Turismo sustentável no Pantanal
    Foto: Reise Graf

    3. Capacitar as comunidades locais para proteger a natureza

    Talvez o impacto mais importante do turismo sustentável no Pantanal seja o efeito sobre as comunidades locais. O turismo gera empregos, não só como guias, cozinheiros e motoristas, mas também em conservação, hospitalidade e educação ambiental. Ele oferece uma alternativa real para indústrias que prejudicam o meio ambiente, como a pesca ilegal, a mineração ou a extração madeireira.

    Capacitando Comunidades Locais para Proteger a Natureza
    Foto: SOS Pantanal

    Muitos projetos turísticos também investem em programas de treinamento, ajudando os moradores locais a aprender sobre proteção da vida selvagem, uso sustentável da terra e a importância de preservar a riqueza natural do Pantanal. Quando as pessoas locais se beneficiam diretamente de um ambiente saudável, elas se tornam suas maiores defensoras.

    Um exemplo de destaque é a Casa Caiman, um eco-lodge pioneiro que interrompeu suas atividades após os incêndios do ano passado para focar na recuperação ambiental. Ao reabrir, introduziu experiências práticas de conservação, desde a dispersão de sementes e construção de refúgios para a vida selvagem até a meliponicultura e alimentação suplementar, envolvendo guias locais, biólogos e visitantes em trabalhos de campo significativos que fortalecem tanto a resiliência ecológica quanto o envolvimento da comunidade.

    Turismo sustentável no Pantanal
    Foto: @fernando.faciole

    Um futuro construído com equilíbrio

    O turismo sustentável por si só não vai resolver todos os desafios que o Pantanal enfrenta, mas tem um papel importante na proteção dos ecossistemas e no apoio às comunidades locais. Plataformas de ecoturismo como PlanetaEXO permitem que os viajantes explorem de forma responsável, oferecendo oportunidades e orientação para causar um impacto positivo em uma das regiões com maior riqueza de vida selvagem do mundo.

    👉 Saiba como o turismo sustentável está ajudando a proteger o meio ambiente em diferentes regiões do Brasil.

  • PlanetaEXO integra rede global The Long Run

    PlanetaEXO integra rede global The Long Run

    O turismo consciente e de impacto positivo acaba de ganhar um novo impulso no Brasil. O PlanetaEXO anuncia sua filiação à The Long Run, uma das principais redes globais dedicadas ao turismo sustentável.

    Com essa conquista, o PlanetaEXO se torna a primeira empresa de viagens brasileira a integrar a The Long Run, uma rede internacional de destinos comprometidos com o turismo responsável. No Brasil, a rede já conta com nomes como Refúgio Ecológico Caiman, Pousada Trijunção e Ibiti Projeto. Agora, esse compromisso também se estende às experiências oferecidas pelos parceiros cuidadosamente selecionados do PlanetaEXO, todos alinhados com a estrutura de 4 Cs da The Long Run: Conservação, Comunidade, Cultura e Comércio.

    “Estar ao lado de iniciativas tão importantes e ter o reconhecimento da The Long Run é um marco para nós”, afirma Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO. “Sempre acreditamos que o turismo pode ser uma força para mudanças positivas, e fazer parte dessa comunidade global reforça o valor da nossa missão.

    Conservation The Long Run
    Photo: Aleksandrs Orlovs

    O que é a The Long Run e por que ela é importante

    Fundada pela Zeitz Foundation, a The Long Run é hoje uma das redes globais mais respeitadas na promoção do turismo que protege a natureza e apoia as comunidades locais. Seus membros se comprometem com quatro pilares fundamentais:

    • Conservação: Proteger a biodiversidade e reduzir o impacto ambiental.
    • Comunidade: Envolver e beneficiar as populações locais.
    • Cultura: Promover e respeitar a diversidade cultural.
    • Comércio: Incentivar práticas comerciais sustentáveis a longo prazo.

    A admissão do PlanetaEXO seguiu um rigoroso processo de avaliação para garantir o alinhamento com esses princípios.

    Planetaexo The Long Run
    Photo: Lucas Neves

    Quem somos

    Fundado em 2021, o PlanetaEXO nasceu do desejo de conectar viajantes a aventuras autênticas e responsáveis, lideradas por guias locais e comunidades envolvidas na preservação ambiental. O projeto começou na Chapada Diamantina com a icônica trilha do Vale do Pati, mas desde o primeiro dia, o objetivo era mais amplo: tornar-se uma plataforma global para viagens sustentáveis.

    O PlanetaEXO faz mais do que organizar viagens, ele oferece experiências imersivas que priorizam o respeito ao meio ambiente e a liderança comunitária. Uma parte significativa da receita gerada pelos passeios vai diretamente para famílias locais, guias e pequenas empresas.

    “Nosso modelo foi projetado para ter um impacto positivo desde o início, não apenas para os viajantes, mas para todos os envolvidos. Sempre acreditamos que o turismo pode ser uma força para mudanças positivas, e fazer parte dessa comunidade global reforça o valor da nossa missão.”

    Lucas Ribeiro

    The Long Run
    Photo: Clovis Cruvinel

    O valor da colaboração global

    Em um mundo onde o turismo de massa muitas vezes prejudica os ecossistemas e apaga identidades culturais, The Long Run se destaca como um modelo de turismo transformador e inclusivo. A rede vai além das palavras da moda e promove benefícios profundos e de longo prazo para a natureza e as comunidades locais.

    Ao aderir a este movimento global, o PlanetaEXO não só se compromete com as melhores práticas, mas também ganha acesso à troca de conhecimentos, formação e colaboração internacional, ferramentas essenciais para melhorar o turismo orientado para o impacto, respeitando as realidades locais.

    Olhando para o futuro: o que vem por aí para a PlanetaEXO

    A adesão à The Long Run marca um novo capítulo na jornada do PlanetaEXO. Atualmente, a empresa está expandindo seus itinerários para novas regiões do Brasil e da América Latina, com foco em destinos de alto valor ecológico e cultural.

    A empresa também planeja investir em programas de treinamento, parcerias com projetos de conservação e melhorias tecnológicas para tornar as viagens sustentáveis mais acessíveis e eficientes.

    “Queremos mostrar que o turismo de aventura pode ser um verdadeiro catalisador para mudanças ambientais e sociais”, conclui Lucas Ribeiro. Nossa jornada está apenas começando.

    Iniciativa global The Long Run

    Sobre a The Long Run

    Fundada em 2009 pela Zeitz Foundation, a The Long Run é uma iniciativa global que apoia empresas de turismo comprometidas com um impacto positivo e de longo prazo. Com mais de 40 membros em cinco continentes, incluindo pousadas, reservas privadas e projetos comunitários, a rede protege atualmente mais de 20 milhões de acres de biodiversidade em todo o mundo.

    👉 Deseja saber mais sobre nosso compromisso como membro? Visite o perfil do PlanetaEXO no site da The Long Run.

  • Melhor Época para Mergulhar em Fernando de Noronha

    Melhor Época para Mergulhar em Fernando de Noronha

    Descubra a melhor época para mergulhar em Noronha: no Mar de Dentro as condições ficam calmas o ano todo, enquanto o Mar de Fora reserva aventuras eletrizantes durante a temporada de ondulações.

    O mergulho em Fernando de Noronha, arquipélago no litoral nordeste do Brasil, tem fama de ser um verdadeiro paraíso para quem mergulha. Não é difícil entender por que este Patrimônio Mundial da UNESCO está na lista de desejos de mergulhadores do mundo inteiro: águas cristalinas, vida marinha exuberante e paisagens submarinas de tirar o fôlego. Entre as dúvidas mais comuns de quem está planejando a viagem, uma se repete: “Quando mergulhar em Fernando de Noronha?” A resposta não é tão simples, porque Fernando de Noronha oferece ótimas condições de mergulho o ano inteiro. Ainda assim, as mudanças sazonais no clima, no estado do mar e na visibilidade da água podem alterar a experiência. Vamos aos detalhes para você planejar a viagem perfeita:

    Fernando de Noronha Island
    Baia do Sancho is one of the world’s 50 top beaches

    Índice

    1. Condições de mergulho o ano inteiro em Fernando de Noronha
    2. Variações sazonais em Fernando de Noronha
    3. Condições de vento e mar
    4. Ondulações e ondas sazonais
    5. Melhor época para mergulhar em Fernando de Noronha: de março a julho
    6. O que espera você embaixo d'água?
    7. Condições de mergulho por temporada: tabela-resumo

    Condições de mergulho o ano inteiro em Fernando de Noronha

    Um dos motivos de o arquipélago estar entre os pontos de mergulho em Fernando de Noronha mais procurados é que as condições praticamente não mudam ao longo do ano. Graças ao clima tropical, o arquipélago mantém águas excelentes em qualquer estação. A temperatura média da água fica em torno de 27°C (80°F), ideal para mergulhar sem precisar de uma roupa de neoprene grossa.

    A visibilidade varia entre 25 e 50 metros (82 a 164 pés), o que garante vistas impressionantes do mundo submarino.

    Além disso, Fernando de Noronha abriga uma área protegida que sustenta os ecossistemas locais. Quem mergulha pode encontrar todo tipo de vida marinha, como tartarugas, tubarões-de-recife, raias, moreias e diferentes espécies de peixes. Os golfinhos-rotadores aparecem com frequência e são um dos grandes destaques para muitos visitantes.

    Diving in Fernando de Noronha
    Photo: All Angles

    Dá para mergulhar o ano inteiro, mas o arquipélago passa por variações sazonais que afetam vento, ondas e visibilidade. Essas mudanças podem interferir na qualidade dos mergulhos e definir quais áreas da ilha ficam mais adequadas em cada mês.

    👉 Ficou curioso sobre Fernando de Noronha? Conheça 10 curiosidades sobre Fernando de Noronha, esse paraíso brasileiro.

    Variações sazonais em Fernando de Noronha

    O “Mar de Dentro” e o “Mar de Fora” proporcionam experiências de mergulho bem diferentes para quem visita Fernando de Noronha.

    O Mar de Dentro, à esquerda da Ilha do Meio e voltado para o continente (ainda que bem distante), é mais protegido e mantém condições estáveis e constantes o ano inteiro. Isso faz dele um ótimo lugar para mergulhar, com pouca ondulação e visibilidade confiável.

    Já o Mar de Fora, do lado direito da ilha, fica mais exposto às forças da natureza, o que deixa as condições menos previsíveis. O vento e a ondulação oscilam bastante, o que gera desafios de navegação e limita o uso da área, mas o mergulho ainda é possível nos períodos mais calmos.

    Diving Spots in Fernando de Noronha
    Diving Spots in Fernando de Noronha

    Temporada seca (de agosto a fevereiro)

    Quando o assunto são as temporadas de mergulho, a melhor época para mergulhar começa a se desenhar entre agosto e fevereiro, que marca a estação seca, com tempo estável, chuva escassa e excelentes condições de mergulho.

    A visibilidade atinge o auge entre agosto e meados de outubro, o que a torna ideal para a fotografia subaquática e para explorar pontos mais profundos.

    No entanto, de meados de outubro a fevereiro chega a “temporada de ondas”. Nessa fase, ondulações e ondas fortes podem afetar o Mar de Dentro, o lado da ilha voltado para o litoral brasileiro. Essas ondulações revolvem a água, reduzem a visibilidade e deixam o mar mais agitado. Para quem mergulha, isso pode significar ajustar os planos e concentrar os mergulhos nos pontos do Mar de Fora, que costuma permanecer mais calmo nesse período.

    Qual é a melhor época para mergulhar em Fernando de Noronha

    Temporada de chuvas (de março a julho)

    A temporada de chuvas, de março a julho, traz mais precipitação, sobretudo entre abril e junho. Por incrível que pareça, esse período costuma ter mares mais calmos e ótima visibilidade embaixo d'água, já que a chuva afeta principalmente a superfície.

    Essa estação é especialmente recomendada para quem quer explorar os dois lados da ilha sem depender do tempo, uma chance e tanto de conhecer o mundo submarino de Fernando de Noronha.

    A temporada de chuvas é muito recomendada para mergulhadores que priorizam mar calmo e boa visibilidade. Ela abre uma oportunidade única de explorar uma variedade maior de pontos de mergulho sem ficar limitado pelo tempo ou pelo estado do mar, e é também a melhor época para ir a Fernando de Noronha com calma e tranquilidade.

    When is the Best Time to Dive in Fernando de Noronha
    Photo: @gz_mergulho

    Condições de vento e mar

    As condições do mar e o clima em Fernando de Noronha mudam bastante ao longo do ano. Ventos fortes deixam a água mais agitada e dificultam a visibilidade.

    Os meses de ventos mais fortes são agosto e setembro, além do fim de dezembro e janeiro.

    • Agosto e setembro: os ventos mais fortes deixam o mar um pouco mais revolto, principalmente no lado voltado para o Mar de Dentro. A visibilidade pode ficar um pouco reduzida, mas mergulhadores experientes ainda aproveitam o desafio e descobrem os ecossistemas submarinos únicos de Noronha.
    • Dezembro e janeiro: o regime de ventos aumenta a agitação no Mar de Dentro. Os mergulhadores costumam ser direcionados para o Mar de Fora, onde as condições são mais estáveis. Essa capacidade de adaptação é uma das grandes vantagens de Fernando de Noronha e garante que o mergulho continue possível mesmo em condições menos favoráveis.

    Ondulações e ondas sazonais

    Entre novembro e fevereiro acontece o fenômeno conhecido como “swell”, que traz grandes ondas formadas em alto-mar. Esse movimento, que pode durar um dia ou dois, revolve o fundo do Mar de Fora e reduz a visibilidade por um tempo.

    Por outro lado, também cria oportunidades únicas de mergulho no Mar de Fora, já que o período costuma oferecer condições favoráveis para a exploração dessa região. As ondulações abrem caminho para explorar pontos que passariam despercebidos. Para os mergulhadores mais aventureiros, essas condições são empolgantes e acrescentam um toque de imprevisibilidade à experiência.

    Golfinhos-rotadores

    Melhor época para mergulhar em Fernando de Noronha: de março a julho

    Se você procura as condições de mergulho mais tranquilas e previsíveis, o período de março a julho é a melhor época para você mergulhar em Fernando de Noronha. Nesses meses, tanto o Mar de Dentro quanto o Mar de Fora costumam ficar calmos, o que permite acessar todos os pontos de mergulho.

    A visibilidade da água é excelente, e a ausência de ventos fortes garante entradas e saídas tranquilas.

    Esse período combina especialmente com mergulhadores iniciantes ou com quem busca uma experiência subaquática relaxante. É também uma das melhores épocas para mergulhar na ilha se você gosta de fotografia, porque as águas claras e a vida marinha abundante oferecem infinitas oportunidades de fotos incríveis.

    Mergulho em Fernando de Noronha

    O que espera você embaixo d'água?

    Não importa quando você venha, o mundo submarino de Fernando de Noronha vai impressionar. Veja o que esperar:

    Tem opção para todos os gostos na ilha: de recifes coloridos e jardins de coral a naufrágios profundos e cavernas submarinas. Entre os pontos mais famosos estão o Cabeço da Sapata, Pedras Secas e Buraco das Cabras.

    Você vai ver muita biodiversidade marinha, como tartarugas marinhas, tubarões-de-recife, raias, moreias, peixes e muito mais. As águas de Noronha fervilham de vida. O arquipélago também é famoso pelos golfinhos-rotadores, que costumam aparecer saltando e girando perto da superfície.

    As rígidas medidas de conservação do Parque Marinho garantem que os pontos de mergulho continuem cheios de vida. Esse compromisso com a sustentabilidade torna a experiência melhor para quem mergulha e ajuda a proteger os ecossistemas do arquipélago.

    When is The Best Time to Dive in Fernando de Noronha
    Photo: Thiege Rodrigues

    Condições de mergulho por temporada: tabela-resumo

    Temporada Condições Melhores áreas de mergulho
    De março a julho Mar calmo tanto no Mar de Dentro quanto no Mar de Fora, visibilidade excelente, ideal para todos os mergulhadores. Pontos de mergulho do Mar de Dentro e do Mar de Fora
    De agosto a setembro Época de ventos, com alguma agitação e partículas em suspensão que reduzem um pouco a visibilidade. O Mar de Fora costuma ser mais abrigado.
    De novembro a março Ondulações e ondas fortes são possíveis, mas geralmente breves (1 a 2 dias). O Mar de Fora oferece melhores condições nesse período. Pontos do Mar de Fora, como o Cabeço da Sapata.
    De dezembro a janeiro O Mar de Dentro fica mais agitado, mas o Mar de Fora permanece mais calmo. Pode ser preciso ajustar os pontos conforme as condições. Pontos de mergulho do Mar de Fora.

    Planeje sua aventura de mergulho

    Agora que você já sabe a melhor época para o mergulho em Fernando de Noronha, que tal começar a planejar sua viagem? Confira os pacotes de mergulho em Fernando de Noronha do PlanetaEXO e descubra experiências para explorar o mundo submarino do arquipélago.

    Seja você iniciante ou mergulhador experiente, Fernando de Noronha reserva uma aventura e tanto!